Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta retrospectiva. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta retrospectiva. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de dezembro de 2025

Retrospectiva notável: 2025

domingo, dezembro 28, 2025 12
2025 não só foi complexo, mas também foi lindo!

Uma das coisas mais legais de se ter um blog é poder revisitar o passado. Evolução, aprendizado, dramas, recomeços. Tudo registrado. 

Antes de começar este post, fui reler a retrospectiva incrível de um ano notável. Dez anos passam num piscar e, olha, é legal fechar 2025 com uma sensação parecida com a de 10 anos atrás: um ano artístico, cheio de encontros, feliz. Também li a retrospectiva notável de 2020 e é doido que também continuo com a sensação de que a linha do tempo se embolou. Em um dia era janeiro, noutro setembro, noutro dezembro. 2025 continuou com o tempo não linear, mesmo eu usando todos os tipos de lembretes e agendas. Das venturas escondidas no pó do tempo vejo que ser artista é essência e que essência se honra. Fico feliz que o mundo tenha controlado vírus e que agora eu possa viver uma vida artística de forma plena.

2025 foi o ano em que eu dancei!
Acima um pouco das minhas 2 apresentações de dança.

Falando sobre 2025,"altos e baixos: a sorte vai e vem", já diria a música. O fato é a minha sensação é que: 1. isso é viver; 2. no fim das contas, foram mais altos do que baixos. 

Na lista dos altos, temos: fiz novas amigas (minhas companheiras de bailado!), comecei a aprender a dançar, passei o meu aniversário no meu lugar favorito, abracei Júnior (depois de 18 anos de blog), conheci a Polly, passei a encontrar duas amigas (a Boo e a Si) uma vez por mês, comemorei 10 anos de Projeto Escrita Criativa, realizei o meu sonho de ver o Sting (isso estava na minha bucket list!), a Shakira e o Oasis (milagre!!!!). Fora ter revisto os meus boys. No trabalho, diversifiquei as minhas aulas: além das mentorias de escrita, passei a lecionar língua portuguesa e voltei à língua inglesa. Além disso, continuei com os trabalhos textuais de leitura crítica, preparação e revisão de texto. Rascunhei 2 livros novos. Também iniciei a pós em revisão de textos e fiz outros estudos literários. Já na dos baixos, fiquei doente por quase 3 meses, mas não reclamo (agora estou bem), a Poesia andou adoentada (agora ela também está bem) e isso me fez gastar um pouco de dinheiro que não queria. Nada fora do controle. 

Como disse acima, queria (e quero) viver uma vida cada vez mais artística. Então, 2025 foi um ano de experimentar leituras, conhecer novos autores, ver espetáculos (de dança, de música, de stand up). Isso me fez feliz demais!  Abaixo, seguem algumas listas do que rolou:

Livros lidos (e relidos):

Uma das minhas leituras preferidas deste ano.

  1. Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo 
  2. Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus 
  3. Um paraíso portátil, de Roger Robinson 
  4. Crônicas de Travesseiro, de Pedro Tavares 
  5. Demerara, de Wagner G. Barreira
  6. Como encontrar o seu estilo de escrever, de Francisco Castro 
  7. Escrever sobre escrever poesia, de Eduardo Milán 
  8. Também eu danço, de Hannah Arendt 
  9. Depois dos quinze, de Bruna Vieira 
  10. Esta história está diferente, org. Ronaldo Bressane 
  11. Ano Passado, de Júlia de Carvalho Hansen 
  12. Devoção, de Patti Smith 
  13. Na ponta da língua, de Caetano W. Galindo
  14. Teoria do Conto, de Nadia Battella Gotlib
  15. Mamãe & eu & mamãe, de Maya Angelou
  16. Cartas perto do coração, de Fernando Sabino e Clarice Lispector
  17. Diario de la dispersión, de Rosario Bléfari
  18. Octavio Paz 1914-1998, de Octavio Paz 
  19. Escrever ficção, de Luiz Antonio de Assis Brasil 
  20. Mudança, de Verónica Gerber Bicecci 

Shows, dança e teatro:
Alguns dos shows que assisti em 2025.
Neste ano fui a muitos, mas quase não fiz fotos.
Quis mesmo curtir o momento. :)
  1. Show: Shakira (Las mujeres ya no lloran World Tour)
  2. Show: Sting (Sting 3.0 World Tour)
  3. Show: Leoni
  4. Show de abertura: Dado Villa-Lobos
  5. Show: Os Paralamas do Sucesso (Os Paralamas do Sucesso  Turnê 4.0)
  6. Concerto: Orquestra no teatro municipal
  7. Teatro/dança: Começaria tudo outra vez
  8. Dança: Carvão, cia Sansacroma  (SESC)
  9. Show: Nando Reis
  10. Stand up: Victor Camejo
  11. Show: Ceelo Green (The Town)
  12. Show: Pedro Sampaio (The Town)
  13. Show: Jason Derulo (The Town)
  14. Show: Backstreet Boys (The Town)
  15. Teatro/dança: Tango no Café Tortoni
  16. Teatro/musical: Norma Bengell, o Brasil em revista
  17. Teatro/dança: Carvão (CCSP)
  18. Show de abertura: Richard Ashcroft
  19. Show: Oasis
Alguns dos espetáculos que vi.
O Carvão ainda está rodando o país (você pode ter informações sobre a agenda no Instagram da @cia_sansacroma). Já o Tango e o Em pé na rede são permanentes (o tango, no Café Tortoni e o stand up, todo domingo no Clube Barbixas).


Além disso, este foi o ano em que mais gravei pro YouTube, falando de rotina, de literatura, dos meus hobbies. Também terminei a manta do clima e outros projetos. Escrevi aqui. Enfim, vivi uma vida artística que se espalha por todo o lugar por onde passa e que eu gostaria que inspirasse as pessoas ao meu redor. 

E você, como foi o seu ano?
_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Retrospectiva notável: 2020 e a revisão das metas conscientes

quinta-feira, dezembro 31, 2020 12

Foto por Rodion Kutsaev, via Unsplash.

ATENÇÃO: De cara, já aviso: este post ficou longo. 2020 foi intenso demais para uma retrospectiva curta. Sendo assim, pegue uma água/café/vinho e vem!


Olá, pessoal!

Fiquei pensando muito se teria energia para fazer a retrospectiva deste ano, porque 2020 não foi nada fácil, embora tenha me trazido aprendizados que vou levar para o resto da vida. Estava quase decidida a ignorar a virada do ano, mas ontem fui procurar um texto aqui no blog, e a retrospectiva de 2019 apareceu nesta busca. Acabei lendo e entendo o quanto esse processo de reflexão é importante para a minha caminhada. Como acredito que trocar ideias é uma das vantagens de se ter um blog, aqui estou eu.


Desta vez, não coloquei os fatos em ordem cronológica ou enumerada, porque de março para cá, tudo — em termos de rotina — parece igual. Tentei ordenar os acontecimentos pela divisão das áreas da vida, então vamos testar esse formato e ver no que dá. Além disso, como eu fiz as metas para 2020 pensando nessas áreas, nesta retrospectiva vou tentar linkar tudo e dizer o que eu consegui cumprir e o que não deu.

 

Best nine cheio de saudosismo em 2020.

Pessoal — Equilíbrio emocional:

Minha meta era: “continuar na terapia e voltar a meditar”.

Fiz três anos de terapia na terceira quinzena de dezembro e acho que poder organizar os pensamentos em tempos normais já era fundamental, em tempos pandêmicos, então... Acho que foi em 2020 que eu comecei a ver os resultados destes três anos com maior percepção. Estar na terapia me possibilitou deixar um trabalho tóxico, impor limites com as pessoas, reconhecer o meu valor e ter coragem para dar alguns passos internos bem importantes.


Sobre meditar, não fiz muito daquela meditação clássica — embora goste muito! —, mas ouvi muitos mantras e música instrumental. Também fiquei mais tempo descalça e brinquei muito com as minhas gatas, o que me ajuda muito nesse processo de acalmar a mente.


Além disso tudo, desde agosto eu tenho feito o exercício da roda da vida. Visualizar como está cada área me ajudou bastante a separar o caos da minha vidinha do caos mundial. É algo que recomendo. Também nessa pegada de tentar entender as pequenas evoluções mensais — e o que estava diferenciando todos os meses em casa —, em julho eu criei as retrôs mensais. Reavaliar é um mergulhar em mim mesma. Esse mergulho me ajudou a não surtar tanto.


Não sei se posso dizer que fiquei bem em 2020, porque ninguém ficou 100% bem em 2020 (se você ficou, me conta a sua fórmula mágica?!). Entretanto, pelo o que converso com a minha terapeuta e com outros amigos psicólogos, sei que há pessoas que viveram um desequilíbrio emocional profundo. Acho que termino o ano orgulhosa de mim mesma, porque eu até que consegui controlar as crises de ansiedade e de depressão, mesmo tendo muitos gatilhos ao longo de 2020 inteiro. Se sobrevivemos ao ano mais atípico das últimas décadas, acho que podemos nos orgulhar, não?!

 

Pessoal — Saúde e disposição:

Eu, no Pilates, parece que faz 84 anos, mas foi no carnaval.

Minha meta era: “fazer o Pilates e incluir alguma outra atividade física na rotina”.

Em setembro 2020 eu completei o meu primeiro ano de Pilates. O primeiro semestre foi bem complexo e eu perdi várias aulas, mas do segundo semestre para cá, tenho sido uma aluna exemplar, mesmo fazendo aulas online. 😊 


Por conta da pandemia, não consegui inserir uma nova atividade na rotina. Tenho feito a quarentena rigorosa, então está difícil entrar na aula de dança, aprender a andar de bicicleta ou a nadar — que eram as atividades que estavam na minha lista.


Minha alimentação não é a melhor de todas, mas consegui controlar as crises de rinite e — graças a Deus — não peguei covid. Já tá ótimo demais.

 

Pessoal — Desenvolvimento intelectual:

Minha meta era: “terminar a pós, definir um projeto de mestrado, aprender mais sobre finanças, voltar a estudar inglês e alemão”.

De todas as metas que tracei aqui, só terminei a pós. Terminei com louvor, tendo nota 10 e elogios de um dos professores mais brilhantes que já tive na vida! Foi super corrido, mas foi ótimo. Agora a briga está para a FMU entregar a minha documentação. Aparentemente, falar na educação não funciona, porque eu já mandei 15 mil e-mails para lá e nada de certificação.


Por outro lado, estudei muito sobre organização (obrigada, Thais!), estudei sobre a Clarice Lispector (e cheguei mais perto do meu tema de mestrado) e sobre tarô (obrigada, Grupo Editorial Pensamento). Comecei a minha revisão de inglês e de espanhol, mas não de forma tão consistente. Talvez eu volte para isso no ano que vem.


2020 foi um ano cheio de leituras. Quando fui contabilizar, li mais do que achava que tivesse feito. Li 14 livros completos e estou lendo outros 14. Acho que está bacana, não? Ainda mais se a gente levar em consideração que o foco anda longe...

 

Todos os livros que li ao longo de 2020.

→ Aproveite para seguir a minha página de de autora no Skoob, clicando aqui.


Leituras para finalizar em 2021.


Profissional — Realização e propósito:

Ayumi Teruya e Ane Venâncio dividem comigo a moderação e edição do Projeto Escrita Criativa.
Anna Carolina Ribeiro, Leidiane Holmedal e Lucila Eliazar Neves são as escritoras que fazem a minha mentoria de escrita e publicação literária. 

Minha meta era: “fazer um bom ano no trabalho, dar aulas de escrita criativa e inspirar pessoas a criarem”.

Pedi demissão em junho e deixei um ambiente de trabalho que era extremamente tóxico e que estava — há pelo menos uns 2 ou 3 anos — me deixando física e psicologicamente doente. Tripliquei o meu número de clientes relacionados aos trabalhos textuais (leitura crítica, preparação e revisão de textos), implementei a mentoria de escrita e publicação literária (em que pude ensinar técnicas de escrita literária e as particularidades do mercado editorial e da autopublicação) e trabalhei com três escritoras FANTÁSTICAS (Anna Carolina Ribeiro, Leidiane Holmedal e Lucila Eliazar Neves). Tive o meu livro como leitura do Coletivo Escreviver, escrevi um livro didático (que vai sair provavelmente no ano que vem), participei de um projeto secreto (quando puder, conto mais aqui), fiz consultoria educacional sobre ensino híbrido, dei aulas sobre a Clarice Lispector e sobre o Drummond, participei de lives a convite da Maria Vitória (A Estranhamente), da Companhia do Útero e da Editora Penalux e o podcast Rabiscos.


Este foi o ano em que algumas pessoas declamaram poemas meus nas redes sociais:


Também é legal relembrar que entre agosto e setembro eu fiz uma super faxina e reorganizei o meu mini espaço de trabalho. 😊 Isso foi decisivo para me ajudar a enfrentar tantas horas na frente do computador.

No sentido profissional, posso dizer que 2020 foi sensacional e que eu cumpri todas as minhas metas! YAY! 😊

 

Profissional — Recursos financeiros:

Minha meta era: “comprar apenas o necessário, guardar dinheiro”.

Outra meta cumprida. 2020 foi o ano em que eu pensei: eu realmente preciso disso? Essa pergunta me ajudou a comprar só o necessário. Além disso, como não estava saindo, não gastei com transporte e comida fora. Essa economia das saídas ainda me possibilitou contribuir para alguns projetos sociais. 😊

 

Profissional — Projetos:

Minha meta era: “terminar o meu próximo livro, voltar a trabalhar com afinco no Projeto Escrita Criativa

Algumas Observações — blog: dei uma organizada e atualizada em algumas áreas do blog. Criei a área Quarentena, para divulgar o trabalho de pequenos empreendedores e as causas que estavam precisando de apoio neste ano turbulento. Escrevi 76 posts (contando este aqui). Não foi exatamente um ano como eu havia planejado, mas como tudo em 2020, fiz o melhor que deu.


Algumas Observações — Newsletter: consegui encontrar um formato e enviar uma newsletter por mês. Estou feliz porque já somos mais de 100 inscritos (se você não se inscreveu ainda, clique aqui). Acho que os textos mais bonitos que escrevi em 2020 foram justamente para a newsletter. Estou satisfeitíssima! 😊


Algumas Observações — Canal no YouTube: 2020 foi o ano em que mais movimentei o canal e eu estou muito contente com isso. Por lá compartilhei muita literatura. Cheguei ao marco de mais de 100 inscritos por lá também. Estou começando a curtir esse lance de gravar vídeos. Para o ano que vem, vou fazer uma série de lives para conversar com os amigos. A primeira foi com o poeta Rafael Farina.



Algumas Observações — loja: 2020 foi o ano em que abri a loja do blog 😊 Quero ver se faço mais produtinhos para lá no ano que vem. Então, fiquem ligados!


Projeto Escrita Criativa — estou tão orgulhosa por ter cumprido a esta meta!!!! Trabalhar com a Ane Venâncio e com a Ayumi Teruya é uma delícia e é lindo ver tudo o que estamos criando juntas. 2020 foi o ano em que o Projeto mais teve regularidade, que mais cresceu e floresceu. Somos mais de 6 mil pessoas no nosso canal do YouTube, tem noção? :O Fora o blog que teve 51 posts este ano (todas relacionadas à escrita criativa e autopublicação), várias lives, um sarau online e um amigo secreto! Esta meta está para lá de atingida! 😊 (Você pode conferir tudo o que fizemos, clicando aqui.)


Livros — trabalhei na escrita do meu livro de crônicas, mas ainda não consegui terminá-lo. Ando em dúvida quanto a manter alguns textos e sobre o título. Por outro lado, tenho um grupo de poemas escritos e preciso ver o que vou fazer com eles. Será que teremos 2 livros em 2021?


De qualquer forma, 2020 foi o ano em que publiquei um livro com a minha amiga, a Elizza Barreto. Só por isso, já posso dizer que a meta de terminar um livro foi cumprida, certo?!

 

Relacionamentos — Família:

Minha meta era: “impor limites de modo gentil (eu sei que eu sou bruta)

Talvez a imposição de limites esteja no meu top 3 de melhores coisas que me aconteceram em 2020. Conseguir fazer isso foi crucial para esta convivência intensa a que a quarentena nos forçou. Se as pessoas todas soubessem o quanto impor limites ajuda a evitar problemas. Acho que isso se relaciona muito com saber se comunicar de forma objetiva. Esse é um aprendizado eterno, principalmente quando essa comunicação envolve sentimentos. Nesse sentido, a terapia, o Pilates, a escrita e tudo o que envolve o processo de autoconhecimento foram e são essenciais. Quanto mais compreendo os meus processos, mais fácil fica para nomear o que sinto e, por consequências comunicar até onde consigo ir/lidar ou não.


Também notei que, quanto mais comuniquei, menos bruta fui ficando. Aos poucos a gente pega o jeito da coisa. (Sendo assim, se você também está nesse barco de impor limites, não desista! Vai dar certo!)


Tem sido bom fazer home office, porque consigo me dividir entre o trabalho e as tarefas de casa. Minha mãe está um pouco menos sobrecarregada, e isso tem me deixado bem feliz. 


Além disso, nós duas conseguimos — depois de muita luta — implementar a separação do lixo orgânico do reciclável. Agora todo mundo está separando o lixo aqui em casa. Aqui no meu bairro tem um dia da semana em que passa o caminhão do reciclável, então a gente consegue fazer o descarte correto. Isso me deixa bem satisfeita.


Best nine das minhas filhas bigodudas. 💚😻😻

Sobre a relação com as gatas, a Poesia está cada dia mais um bebê manhoso. Já a Camomila passou a interagir mais. Agora ela vem, pede carinho, brinca, me deixa pegar nas pelancas dela. 😊 Mais de um ano depois de ser adotada, agora ela começa a relaxar. Será que ela vai passar a vir no colo em 2021?

 

Relacionamentos — Amor:

Minha meta era: “colocar a cara ao sol (ninguém vai me conhecer se eu continuar enfurnada em casa)

A gente faz uma meta e o corona chega e diz: “hoje não, minha filha”. Então, sabe lá quando eu vou colocar a cara ao sol uma vez que eu continuo fazendo a quarentena como fazia em março. Eu sei, eu sei, posso ir flertando na internet. O lance é que sou boa na escrita, mas sou a pior pessoa do universo quando o assunto é flerte. A pessoa está lá, toda fofa, e eu estou toda dando uns cortes que depois me fazem pensar “Why, God, why?”.

 

😖

Definitivamente, acho que todo mundo deveria ser como a Monica e o Chandler. Me parece que tudo fica muito mais fácil depois que você é amigo há mil anos e já conhece o suficiente um do outro para não precisar ficar no joguinho do flerte.


Seria esse o meu sonho? Provavelmente.

Tenho consciência de que essas patadas são traumas das tentativas de relacionamentos anteriores. Então estou tentando ser mais corajosa e mais gentil (comigo e com os outros) — às vezes consigo. Às vezes falho miseravelmente. De qualquer modo, não desisto.

 


Apesar de terminar o 2020 solteira, acho que evolui muito no quesito amor-próprio. Cada vez mais, tenho me visto como o meu próprio templo. Se eu não cuidar de mim, quem vai? Ninguém. E está certo que seja assim, porque eu sou a responsável por mim mesma, não os outros.

 

"I love my body, I love my skin
I am a godess, I am a queen"
(Jessie J 💚)

Relacionamentos — Vida Social e amigos:

Minha meta era: “quero cuidar mais das minhas amizades porque eu fui muito relapsa com os meus amigos nos últimos dois anos”.

Antes da quarentena, eu tinha um projeto com a Carol Vayda de nos encontrarmos uma vez por mês. Nos vimos apenas em janeiro e em fevereiro, porque depois o mundo desandou. Não falei com ela ainda, mas depois que estivermos vacinadas, isso é algo que eu gostaria de retomar. É bom estar com aquela amiga que a gente tem como lar. <3


No começo da quarentena eu estava mandando mensagem para todo mundo — amigos próximos e mais distantes — para ver como as pessoas estavam e se elas precisavam de algo que eu pudesse fazer (nem que fosse uma conversa). Depois fui percebendo que só eu perguntava, só eu me preocupava, só eu me colocava à disposição. Acabei que cuidei de quem esteve por aqui sempre e sempre se importou comigo. O ano foi perfeito para nós? Claro que não. Como tudo, teve altos e baixos, momentos mais próximos e de mais introspecção. Acho que tanto os meus amigos quanto eu fizemos o que deu, como deu.


Confesso que ando exausta de vê-los por meio de uma tela, de falar por WhatsApp (ando com uma repulsa profunda do WhatsApp), por Zoom/Meet. Eu sinto falta do abraço, da risada, da caminhada, do beijo que estrala nas bochechas, do café, de compartilhar. Entretanto, enquanto a vacina não chegar, o caminho será esse.

 

Qualidade de vida — Hobbies e diversão:

Minha meta era: “ir ao teatro mais vezes, celebrar o meu aniversário, (aprender a) andar de bicicleta”.

Não consegui ir ao teatro e não aprendi a andar de bicicleta, mas celebrei o meu aniversário descansando. Também li muito. E dormi um pouco mais do que em 2019 — sim, dormir é um bom hobby por aqui.


Acho que o ponto auge nessa área foi o show dos Backstreet Boys, em Buenos Aires. 😊

 O vídeo que fiz deles em Ezeiza. :)


Qualidade de vida — Plenitude:

Minha meta era: “fazer os meus encontros com o artista; equilibrar trabalho e outras áreas da vida”.

Tive dois momentos em 2020 que poderia contar como “encontro com o artista”. O primeiro aconteceu no café da manhã que tomei no aeroporto, antes de ir para a Argentina. O segundo foi a manhã de domingo em Buenos Aires. Estava sozinha (minhas amigas já tinham ido ao Uruguai e eu esperava para retornar ao Brasil) e foi ótimo tirar foto, tomar sorvete e observar o rio. Depois disso, pandemia e todo o blábláblá que todo mundo já conhece.


Acho que estou um pouco menos distante em equilibrar trabalho e as outras áreas. Ainda é um processo.

 

Qualidade de vida — Espiritualidade:

Minha meta era: “meditar, escrever no diário, prestar atenção nas sincronicidades e ouvir a minha voz interior”.

Escrevi tanto no diário que precisei de um caderno novo. Acho que estou melhor em ouvir a minha voz interior, mas é aquilo, sempre dá para melhorar. 



A todos que chegaram até aqui...

O post ficou enorme, por isso, se você chegou até aqui, MUITO OBRIGADA! Se o Algumas Observações tem 14 anos, é porque você esteve por aqui ao longo de todo este tempo. 


Que todos nós tenhamos um Ano Novo cheio de saúde e com muito menos turbulência. Nos vemos depois do do dia 09/01. Vou tirar um pequeno recesso para começar 2021 com todo gás! :)

Beijos, queijos e vem, vacina!

_____________________________________________________________

sábado, 22 de dezembro de 2012

Retrospectiva

sábado, dezembro 22, 2012 6
Foto: Jess Has Eyes

Dezembro é mês de retrospectiva. Lembranças, então, surgem: as glórias, delicias de serem lembradas; os fracassos, dolores que querem ser esquecidos.

Enfrento as mágoas. Assim como o Harry, acredito que temos que enunciar Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Só enfrentando, esquecemos; então, vou em frente: sinto sua mão em minha cintura, seus lábios nos meus. Volto mais: nossos amigos teimando que deveríamos estarmos juntos. Mais atrás no tempo, o que encontro? Boa pergunta!

Tento me recordar quem eu era antes de você. Como era aquela garota inocente que vivia alimentada por amores platônicos não realizados?

Olho para trás na tentativa de reconhecer o que sobrou daquela menina nesta mulher que escreve este teto. Esperança de dias melhores? Talvez não. O ceticismo tem obrado aqui ultimamente.

O que ela e eu temos em comum é a fé de que o amor existe em um reino tão, tão distante deste coração partido.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Retrospectiva da parceria com o Grupo Editorial Pensamento

quarta-feira, dezembro 28, 2022 6



2022 foi o ano em que o Algumas Observações foi parceiro do Grupo Editorial Pensamento pelo terceiro ano consecutivo. As obras recebidas para resenha me trouxeram muitas reflexões, muitos momentos prazerosos e alguns novos amigos literários. Sendo assim, vamos aproveitar o fim do ano para relembrar tudo isso?




Fevereiro:

Março:


Junho:

Julho:
Agosto: 
Setembro:
Outubro:
Novembro:


Dezembro:

Foram 16 posts aqui no blog (fora os das redes sociais), dois encontros presenciais (na sede da editora e na Bienal) e muito, muito amor! Aproveito aqui para agradecer ao Grupo Editorial Pensamento e toda a equipe pelo carinho e pela confiança. Espero que estejamos juntos no ano que vem! 😉

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

sábado, 31 de julho de 2021

Retrô mensal #12: julho/2021

sábado, julho 31, 2021 10
Passamos da metade de 2021. Dá para acreditar?



Oi, pessoal!
E não é que eu cheguei a um ano de retrospectiva mensal?! Ano passado, quando comecei essa série aqui no blog, eu estava tentando me entender no tempo. Como me sentir um ser útil quando está privado de lugares e gente? Essa pergunta era constante, porque eu estava muito angustiada. 

De certo modo o objetivo foi atingido. Fragmentar a retrospectiva anual em 12 meses me fez acalmar o coração no sentido de compreender que, mesmo em quarentena, ainda há vida. De fato, consegui perceber os avanços e, sobretudo, parar de contar quanto tempo estava em casa. Parar de contar, foi uma das minhas principais conquistas. Com a mente mais calma, parece que tudo anda.

Camomila e Poesia tentando se esquentar nesse sol de inverno. 
Aqui ninguém gosta de frio.


#Retrô de boa

  • Me sentir grata por ter amigos que se preocupam genuinamente comigo: passei por umas situações complicadas emocionalmente e tive alguns poucos amigos que foram muito ponta-firmes comigo. Eu me senti acolhida e amada. 💚;
  • Ter conseguido ajudar as pessoas quando elas precisaram de mim: julho foi um mês longo e tive que correr pra ajudar a minha vó postiça que foi parar no hospital;
  • Ter sido a mediadora da conversa de lançamento do livro Desvio: a escritora Iasmim Martins lançou um belíssimo livro de poemas, pela Editora Penalux, e eu tive a honra de fazer a mediação no bate-papo de lançamento.

Poesia e eu lendo o livro para o grupo de estudo de Yoga.


  • Ter iniciado meus estudos em Yoga: eu nunca fiz nenhuma prática de exercícios de yoga, mas sempre fui muito curiosa. Então, quando a Anna Carolina Ribeiro disse que iria abrir um grupo de estudos de um dos livros sobre a Yoga, já logo me inscrevi. Estou amando participar das discussões. Quando terminar a leitura, conto mais e resenho para vocês;

Bem fã girl de vacina em dia.
Aliás, vocês já pararam para ouvir a palavra de John Mayer hoje?!


  • Ter tomado a vacina de covid: na metade do mês eu tomei a minha primeira dose da vacina contra a covid. Foi um misto de sentimentos e eu não pude deixar de pensar no vô postiço que perdi porque não deu tempo de ele se vacinar. Agora, que venha a segunda dose! Estou um tanto esperançosa de sair dessa quarentena infinita;
  • Minha mãe se vacinou: ela tomou a segunda dose da vacina da covid, e isso me trouxe muito alívio!
  • Ganhei livro de presente: meu primo me deu um livro de presente sem motivo/data especial e isso tornou o meu mês muito mais feliz! 

Poesia (à esquerda) e Camomila (à direita), no veterinário.
Para acompanhar mais das duas, basta seguir o @gatasnotaveis.


  • Ter vacinado as gatas: quem lê as retrôs mensais sabe que esta tarefa estava há tempos pendente, porque a pandemia atrapalhou tudo. Julho foi o mês de colocar a casa em ordem em termos de vacinas e agora além dos humanos, as gatas também estão protegidas;
  • Terminei de tricotar o casaco do Harry Styles: quem me acompanha lá no Twitter viu toda a saga que foi tecer o famoso cardigan de quadradinhos do Harry Styles. Em breve, pretendo fazer um post detalhado de como foi e das adaptações que fiz;
  • Ter iniciado o projeto secreto: isso é notícia para mais pra frente.

O Café Notável foi com Adriel Christian, do Não me venha com desculpa.

#Retrô para melhorar

  • Terminar de revisar o meu livro: não peguei nele desde que recebi a leitura crítica;
  • Editar vídeos para o YouTube: gravei algumas coisas pra vocês já tem meses. Falta editar e a preguiça não deixa;
  • Voltar a estudar: eu tenho alguns assuntos para querer voltar a estudar e não consegui separar o tempo suficiente para isso. Preciso me reorganizar.

No Algumas Observações:

Em julho tivemos:

E você? Me conte aí como foi o seu mês de julho e este pontapé para o segundo semestre de 2021. :)
_____________________________________________________________

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: Algumas Observações Notáveis

quarta-feira, dezembro 31, 2014 6
“Independência é depender da paz de espírito”.
(frase escrita por mim, durante o ano de 2014)

31 de dezembro: dia oficial de abrir o Memory Jar


Minha vontade era de escrever os 14 fatos de 2014. Mas como vocês podem ver, meu ano teve mais recheio do que eu esperava (ainda bem!). De cara, posso falar que Li, a Rê, a Di e a Ká (aka Shak) são amigas lindas que me deixaram mais tia babona ainda com as chegadas da Analu, da Cecília (que fica ainda mais linda ao lado do irmão), do Miguelzinho e da Gigi. Que conhecer o Bernardo me deixou toda derretida também, right, Renato! ;) E que eu só vejo amor ao meu redor com todas essas crianças na minha timeline, na minha vida.

2014 foi um ano em que tive que aprender rápido, me reinventar e abrir mão de algumas coisas que acredito serem importantes. De uma forma ou de outra, este novo olhar trouxe mais leveza aos meus dias. Manter as expectativas baixas e mudar a mim mesma ao invés de querer que os outros mudem são lições de vida.

2014 foi estressante? Foi. Mas foi mais lindo. Então, o saldo é positivo. :)

Janeiro

1. Recebi uma carta linda da Gisela, porque ela soube que não ganhei presente de natal em 2013. Amor define por essa amizade de tantos anos.
2. Registrei o domínio do blog, que passou a ser algumasobservacoes.com
3. Fiz o piquenique mais lindo desta vida com a galera do #aophotoaday! ♥
4. A Analu chegou!

Fevereiro

5. Comecei a trabalhar de fato em uma escola nova e totalmente diferente das anteriores.

Março

6. Comecei o curso de extensão na PUC (que super recomendo) e conheci pessoas incríveis, que me ajudaram e não me deixaram desistir dos meus desafios com os meus pequenos.

Abril

7. A Cah foi para Nova York (foi lindo vê-la realizando este sonho!) e me trouxe um monte de CDs. Junto veio um presente da Tia Tânia lindo, lindo!
8. Ganhei um abraço em um momento difícil (Bette, você não existe! Obrigada por tudo o que você fez por mim em 2014!).
9. A Cecília chegou!

Maio

10. Fui à semana de Letras e matei a saudade de todos os meus professores queridos.
11. Fui ao cinema sozinha.

Junho

12. Fiz meu primeiro álbum de figurinhas (mozões da copa, saudades!)

Julho

13. Meu primeiro passaporte ficou pronto e é lindo. Simples assim.
14. Fiz a minha visita anual ao Masp.
15. Conheci a Gigi. *_*
16. Depois de anos, voltei ao Hopi Hari com aqueles 3 lindos que eu amo! ♥

Agosto

17. Conheci o fofo do Bernardo (Renato e sua família linda!).
18. Assisti à transmissão ao vivo do show do Gavin que me fez surtada e feliz (valeu, Mila, pela companhia!). *_*
19. Troquei de óculos e continuo in love com eles.
20. BIENAL! Com um monte de autor lindo! Com amizade nova! Com cobertura pro Nosso Clube do Livro.
21. Teve postcrossing.

Setembro

22. Dei um dos presentes mais legais de todos os tempos para um dos meus amigos que mais me atura quando estou mimizenta e descobri que um homem pode voltar a ser criança se estiver com uma caixa de Lego nas mãos. ("Vou fazer inveja nos meus amigos" continua sendo a frase do ano para mim, Gil! uahahah)
23. Matriculei-me na academia e, por mais incrível que pareça, gostei.

Outubro

24. Revi meus alunos amigos do CNE. Todo mundo crescido e amadurecido. Meu coração continua com eles. (Fê, eu guardei o desenho com todo o carinho do universo! Obrigada de novo!) ♥

Novembro

25. Comprei a minha primeira DSLR durante a Black Friday. Amor define! ♥

Dezembro

26. “Paguei a dívida” de ter estragado a batedeira da minha mãe sem querer e comprei uma planetária (sonho meu também!).
27. Revi a Vandressa no Natal. Estamos agitando um encontrinho da turma da faculdade pra janeiro. Gotta luv! 

Quanto a 2015, só posso desejar que vocês tenham saúde, amor, sucesso e felicidade! Quanto a mim, que a lista de 2015 seja mais linda e mais recheada. Brindemos ao ano novo que vai nascer!
Cheers!


Eu já pretendia fazer a retrospectiva (faço todo ano), então aproveitei o tema proposto pelo Rotaroots para postá-la. "O Rotaroots tem o objetivo de resgatar a época de ouro dos blogs pessoais, incentivando a produção de conteúdo criativo e autoral, sem ser clichê e principalmente, sem regras, blogando pela diversão e pelo amor".

_____________________________________________________________
Observe também em: Facebook | Twitter | Instagram | Flickr | About me

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Retrospectiva notável: 30 fatos de 2018

segunda-feira, dezembro 31, 2018 8
Que ano, não?
Oi, pessoal!
Estou aqui, mais uma vez, para aquele exercício anual de olhar para tudo o que aconteceu nos últimos 12 meses e tirar um saldo positivo para isso. Não sei quanto a vocês, mas 2018 foi um ano psicologicamente longo, duro e cheio de trabalho. Foi também aquele período para organizar a casa, para jogar fora o que não serve, para mudar comportamentos, para ter algumas certezas de qual caminho seguir. Vendo por esse lado, percebo que houve uma evolução (fui ler a retrospectiva de 2017 e senti como isso ficou palpável), então me parece que isso é um motivo em si para comemorar.

Janeiro

1. Estava tão cansada que nem criei expectativas, quanto mais metas, para 2018. Das três metas que me coloquei, só não cumpri a de viajar mais. Acabei fazendo apenas duas viagens pequenas (Holambra e São Roque). Contudo, só de ter feito um ano inteiro de terapia e de ter finalizado um projeto literário, já me considero um tanto feliz.

2. Foi também no começo do ano que lançamos a versão em e-book da primeira antologia do Projeto Escrita Criativa, a Amor e Resiliência. Foi legal demais ver um livro em que trabalhamos por tanto tempo ganhando vida e, principalmente, ver o retorno dos leitores. 

Fevereiro

3. Comecei a arriscar a escrever uns poemas nos stories do meu Instagram. O gostoso foi receber o feedback instantâneo das pessoas que liam cada texto. Fiz um post aqui no blog trazendo alguns deles para cá  a ideia era trazer com frequência - e pretendo voltar a fazer isso (escrever no Instagram e trazer para cá).

4. Foi também em fevereiro que eu peguei a turma de redação formada pelos alunos dos 3º do Ensino Médio do colégio. Essa foi, sem dúvida nenhuma, uma das melhores turmas para quem dei aulas em toda a minha carreira. Há tempos não tinha alunos tão queridos, tão abertos ao diálogo, tão amorosos. Me sinto muito grata por poder ter passado esse ano com eles. 

#2018bestnine da Poesia.

Março

5. Foi o mês da chegada da Poesia. Sempre sonhei em ter um gato e a Popô mudou a minha vida 100% para melhor. Descobri um amor que não sabia que existia em mim e me sinto realizada a cada dia com essa companheira ao meu redor. Com isso, o blog acabou ganhando uma coluna nova, a Diário de Gateira, em que compartilho as aventuras de ser mãe de gato de primeira viagem.

6. Também nessa época que eu entrei para o Time de Leitores da Companhia das Letras e fui cobrir a cabine de impressa do filme Pedro Coelho. Esse foi o primeiro evento que cobri oficialmente pelo blog. Foi muito emocionante! A Aline foi comigo, então a gente teve aquele dia maravilhoso falando de filmes, de livros, da vida. Como não amar?

Abril

7. Foi por essa época que eu passei a frequentar com regularidade o Clube da Escrita para Mulheres. Cada encontro foi extremamente fundamental para que eu pudesse me fortalecer como escritora e para que eu pudesse expandir meus horizontes em termos de temas de escrita. Fora o lado emocional, porque nada se compara a ter um ambiente seguro para abrir o coração e falar da vida sem julgamentos. 

Maio

8. Talvez este tenha sido o pior mês do ano. Eu não postei no blog. Foi o mês que abriu a temporada de eu ficar doente (descobri que a minha rinite, que já vinha me perturbando desde janeiro, atingiu o quadro agudo. Tive a retina deslocada, intoxicação alimentar e enxaqueca, tudo na mesma semana).

9. Somado a isso, vivi o primeiro cio da Poesia (que foi infernal!) e o processo de castração. Escrevi dois posts sobre isso em agosto, que podem ser lidos aqui e aqui.

10. Nesse meio tempo, minha tia-avó morreu, e eu ainda estou meio desorientada com essa perda. :/

Junho

11. Foi a primeira vez que eu participei de um sarau grande, lendo dois textos meus (uma crônica e um poema). A Cerverbaria foi um lugar muito importante para mim este ano (valeu, Carol!) e foi muito bacana pode mostrar os meus textos para o mundo!

12. Foi quando terminei oficialmente a pós-graduação, passei pela banca e me senti preparada para encarar esse mercado editorial que não é fácil, que vive de crises e que, de algum modo eu sei que está pronto para me receber.

Julho

13. Foi o mês em que lancei o Pequenas Obsessões de um Amor Inacabado no Wattpad. Acho que esse livro tem um papel importante na minha trajetória, porque foi ele que me fez deixar uma parte dolorosa da minha vida para trás. Fora que muita gente leu, ele entrou em vários rankings do site, muita gente veio conversar comigo porque se identificou com o que estava traduzido ali... A obra se tornou muito maior do que a história que a inspirou. 

14. No fim de junho e no começo de julho aconteceu a Flipop  evento organizado pela Seguinte, sobre literatura Young Adult  e foi encantador ver tantos autores jovens, tantos leitores jovens, tanta gente reunida para falar de livros. 

15. A gente lançou a versão física da Amor e Resiliência e eu pude enviá-la para vários lugares do Brasil e do mundo. Foi muito bacana ver o que as pessoas acharam do livro impresso.

Agosto

16. Eu estava no meio do fogo cruzado entre ter muita coisa para fazer e ficar doente, mas eu resolvi que sim, enfrentaria o desafio de fazer um BEDA (para quem não sabe, essa é a sigla para quem se põe a blogar todos os dias em abril ou em agosto). Foi a primeira vez, em 12 anos de blog, que eu fiz esse desafio e olha, parecia impossível, mas não é que deu certo? 

17. Teve Bienal. Revi todos os autores da Flipop, conheci o Cortella e o Lázaro Ramos (pessoa mais linda!). Assisti a palestras. Comprei com mais consciência do que das outras vezes. Autografei a Amor e Resiliência. Foi demais!

Setembro

18. Fui ao show do Nick Carter com a Bia. Dessa vez, resolvemos pular a parte de se gladiar na grade e ficamos lá atrás cantando e dançando como loucas que somos. O lugar era pequenos, então nos divertimos muito. Ele, como sempre, maravilhoso! E caracas, eu vi Don't want lose you now ao vivo, preciso falar mais?!



19. Passei o meu aniversário doente e perdi a festa que os meus alunos do médio preparam pra mim. :/ 

20. Mediei eventos de escrita na Biblioteca Pública Paulo Duarte. Foi bem interessante poder escrever com pessoas que conhecia de muito tempo e que nunca tinha visto antes. Num desses eventos, reencontrei a Natalia, colega da graduação, que há tempos não via.

21. Também reencontrei um amigo de infância em setembro e cara, é sempre bom morar dentro de um abraço, não?

22. Foi em setembro também que soube que um dos meus contos estará na antologia O que elas contam? da Cartola Editora. O livro está previsto para o início de 2019.

Outubro

23. O que dizer de outubro? As eleições também foram um fato marcante/traumático por aqui. Como aconteceu com quase todo mundo que eu conheço, esse processo eleitoral serviu para fazer uma peneira nas amizades e a refletir sobre quais são os valor que são imprescindíveis em uma vida em sociedade. Também foi ótimo para eu fazer aquele detox das redes sociais. Escrevi sobre tudo isso no artigo Sobre a violência que não quero viver e nas newsletters que enviei no segundo semestre.

24. Foi em outubro que fiz uma pequena oficina no SESC Carmo sobre autopublicação em meios digitais. Aprendi muito naqueles dois dias, porque foi a primeira vez que eu fiz um trabalho educacional para uma pessoa surda. Fez falta saber libras, mas a gente conseguiu se comunicar afinal.

Novembro

25. Em novembro eu fui a mais um evento de literatura ya e me vi com um microfone na mão, falando do meu papel como escritora negra na atualidade, falando sobre a minha obra. Até agora ainda não acredito nesse momento (tem vídeo lá no IGTV) e sou grata aos escritores que abriram este espaço (Larissa Siriani, Felipe Castilho, Eric Novello, Iris Figueiredo, Lucas Rocha e Vitor Martins).

26. Tive a oportunidade de fazer uma oficina de escrita de poemas lá no Núcleo de Incentivo à Palavra, de Santos, e que tarde mais maravilhosa! É sempre muito bom poder trocar com escritores, ler seus textos e saber como é o processo criativo de cada um.

27. Fui convidada pela livraria Cultura para o evento Conversa com o Autor, em que pude conhecer a escritora Aline Bei. Além de ter ficado encantada com tudo o que ela disse no dia, posso afirmar que o livro dela, O peso do pássaro morto, foi um dos melhores que eu li em 2018.

Dezembro

28. O último mês do ano trouxe um respiro bom de felicidade. Conheci a Lucila e estive com ela e com a Bia nos shows do Greg Holden e do Joshua Radin aqui em São Paulo. O Greg foi uma pessoa sensacional conosco, e eu não vejo a hora de voltar a vê-los.

29. Finalmente fui ver o famoso show de luzes que acontece no Ibirapuera e não me senti desconfortável por sair sozinha. Senti aquela paz e plenitude que há muito não sentia. Acho que chegar nesse nível de consciência e de reconhecimento interno é importante para recomeçar a desfazer a bagunça de que falava na retrospectiva do ano passado.

30. Por fim, li mais livros de autores nacionais e de mulheres este ano. Ao todo, foram 19 leituras completadas (fora aqueles que a gente começa e para e retoma no meio do caminho). Foram eles:

  1. Perambule, de Fabrício Corsaletti;
  2. Amor e Resiliência, organização Projeto Escrita Criativa;
  3. A parte que falta, de Shel Silverstein
  4. Pedro Coelho, de Beatrix Potter
  5. O segredo do talento, de Daniel Coyle;
  6. Céu sem estrelas, de Iris Figueiredo;
  7. Feitos no papel, de Guilherme Salviati;
  8. O pedaço da coxa de um anjo: aventura em Istambul, de Pedro Tavares;
  9. Cartas a D.: história de um amor, de André Gorz;
  10. Júbilo, memória, noviciado da paixão, da Hilda Hilst;
  11. Na minha pele, de Lázaro Ramos;
  12. Um blend de Nós, de Morgana Alencar;
  13. Indestructible, de Allison Fallon;
  14. De vida e de escrita, de Clarice Lispector;
  15. Todos eles viraram gato, de Brendan Wenzel;
  16. O peso do pássaro morto, de Aline Bei;
  17. Apneia, de Beatriz Aquino;
  18. A graça da coisa, de Martha Medeiros;
  19. Seu retrato sem você, de Tatiana Eskenazi.
E você? Como foi o seu 2018? Sobreviveu? Me conte nos comentários!
Feliz 2019! E que a gente siga sempre com coragem. ;)
_____________________________________________________________
Observe também em: Bloglovin | Facebook | Twitter | Instagram | Flickr | Newsletter