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domingo, 18 de janeiro de 2026

Minhas metas literárias para 2026

domingo, janeiro 18, 2026 24
Estátua romana do deus Janus.
(Museu do Vaticano)

Quem nomeia o mês de janeiro é o deus romano das mudanças e transições Janus (ou Jano. Ianus, no latim). Ele é representado como uma pessoa com duas cabeças: uma olhando para o passado, outra olhando para o futuro. O curioso é que, como qualquer pessoa, ele vive no presente.

Gosto dessa coisa meio entre dois mundos, cuja a ambivalência mora justamente no estar presente. Como uma pessoa duplamente diagnosticada com depressão e ansiedade, não ficar focada só no passado (depressão) ou só no futuro (ansiedade) é um exercício diário. Aí vem Janus e me lembra que cuidar das pequenas coisas, no presente é o caminho.

Sempre fui uma pessoa focada. Estudando psicologia educacional, jogo a culpa do meu foco excessivo à ordem do meu nascimento (ser a filha mais velha tem dessas coisas). Já estudando astrologia, posso culpar o meu Sol em Virgem ou o meu Marte em Capricórnio. Enfim, voltemos ao foco. O que importa é que ao longo dos anos, fui compreendendo melhor como chegar ao equilíbrio entre passado e futuro, entre sonho e objetivo, entre metas, passo a passo e realização. Equilíbrio. Proporção que me cuida e não me exaure. Esse é o caminho.

Para 2026, tracei várias metas para as diferentes áreas da vida e hoje quero compartilhar com vocês as que dizem respeito à literatura.

Metas de escrita

De uma tarde de escrita na biblioteca municipal. 💚

Tenho 7 metas de escrita para 2026. São elas:
  1. Terminar de escrever o projeto secreto com a Ane e com a Ayumi (vem coisa legal no Projeto Escrita Criativa);
  2. Terminar de revisar o meu terceiro livro de poesia;
  3. Definir um nome para o terceiro livro de poesia e se vou querer publicá-lo (meu editor está me cobrando isso!);
  4. Escrever no diário todos os dias;
  5. Publicar aqui no blog todos os domingos. Espero conseguir fazer os 52 posts. (Em 2024 eu fiz 33 de 52; já em 2025, esse número subiu para 38. Será que em 2026 eu finalmente bato essa meta?);
  6. Escrever os temas do Vivenciando a Escrita;
  7. Participar de concursos literários.

Metas de leitura

De uma tarde lendo no parque. 💚

Eu tenho apenas 3 metas de leituras pra este ano:
  1. Fazer mais registros das minhas leituras, seja nas resenhas, seja nos vlogs pro canal.
  2. Ler mais livros da minha estante;
  3. Terminar de ler os livros que comecei e ficaram pelo caminho.

Sei que as metas de escrita já ocuparão boa parte do meu tempo e quero seguir gentil com as minhas leituras. Ano passado, já estava tratando as minhas metas de leitura com essa pegada e me vi surpresa por ter lido 20 livros ao longo do ano (considere que eu viajei, fiquei doente e trabalhei demais no meio desse caminho). Ficarei satisfeita se continuar nessa toada, até porque eu já leio muita coisa extra por conta do meu trabalho como professora de escrita e como leitora crítica e revisora de textos e dos meus estudos de pós-graduação.

Meus três livros literários juntos. 💚 Você pode comprá-los clicando aqui


Agora me conte: você tem alguma meta literária seja ela de escrita ou de leitura? 

Quer tirar o seu livro do papel e não sabe como? Vem fazer mentoria de escrita literária comigo. Me escreva no contato@algumasobservacoes.com para mais detalhes.
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domingo, 1 de setembro de 2024

{101 coisas em 1001 dias} A terceira lista

domingo, setembro 01, 2024 13


Olá, pessoal!

Sim, está na hora de dar boas-vindas de novo ao 101 coisas em 1001 dias. Sim, pela terceira vez. Quem acompanha aqui há alguns anos, já sabe que esta não é uma empreitada nova para mim. Pelo contrário, é até meio nostálgica. A vontade renasceu porque eu me peguei pensando em tudo o que queria ter feito e não fiz até hoje. Em todas aquelas coisas que eu já passei mais de décadas dizendo que faria e não tive coragem. Somado a isso, hoje começa o meu mês e daqui a dois anos eu chego aos 40. Me pareceu um bom momento de resgatar o projeto e traçar um plano que durasse 1001 dias (pouco mais de 2 anos).

Para quem não conhece, a ideia do 101 things in 1001 days é do Michael Green, do Day Zero. A versão brasileira foi feita por Patricia Muller (com a devida autorização de Green), depois que ela viu que a experiência de ter uma lista destas valia a pena. As metas, conforme a descrição da própria Patricia Muller, devem ser "específicas, realistas, mensuráveis e exigir algum esforço da sua parte, mesmo que pequeno".

Olhar para o futuro tem sido um problema para mim. Então, rever as minhas primeiras listas, me deu uma sensação boa. Embora eu não tenha feito tudo em nenhuma das duas vezes, eu conquistei muita coisa, só por ter a lista. E isso me trouxe um quentinho no coração. Acho que, justamente por conta desta sensação feliz, eu resolvi tentar mais uma vez. 💚

Você pode ler a minha terceira lista clicando aqui. O link para ela também ficará na barra lateral do blog (para quem acessa via tablet ou computador) e na parte debaixo dos posts (para quem acessa do celular).

Me desejem boa sorte. 😉
Um feliz setembro para todos nós!
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Retrospectiva notável: 2020 e a revisão das metas conscientes

quinta-feira, dezembro 31, 2020 12

Foto por Rodion Kutsaev, via Unsplash.

ATENÇÃO: De cara, já aviso: este post ficou longo. 2020 foi intenso demais para uma retrospectiva curta. Sendo assim, pegue uma água/café/vinho e vem!


Olá, pessoal!

Fiquei pensando muito se teria energia para fazer a retrospectiva deste ano, porque 2020 não foi nada fácil, embora tenha me trazido aprendizados que vou levar para o resto da vida. Estava quase decidida a ignorar a virada do ano, mas ontem fui procurar um texto aqui no blog, e a retrospectiva de 2019 apareceu nesta busca. Acabei lendo e entendo o quanto esse processo de reflexão é importante para a minha caminhada. Como acredito que trocar ideias é uma das vantagens de se ter um blog, aqui estou eu.


Desta vez, não coloquei os fatos em ordem cronológica ou enumerada, porque de março para cá, tudo — em termos de rotina — parece igual. Tentei ordenar os acontecimentos pela divisão das áreas da vida, então vamos testar esse formato e ver no que dá. Além disso, como eu fiz as metas para 2020 pensando nessas áreas, nesta retrospectiva vou tentar linkar tudo e dizer o que eu consegui cumprir e o que não deu.

 

Best nine cheio de saudosismo em 2020.

Pessoal — Equilíbrio emocional:

Minha meta era: “continuar na terapia e voltar a meditar”.

Fiz três anos de terapia na terceira quinzena de dezembro e acho que poder organizar os pensamentos em tempos normais já era fundamental, em tempos pandêmicos, então... Acho que foi em 2020 que eu comecei a ver os resultados destes três anos com maior percepção. Estar na terapia me possibilitou deixar um trabalho tóxico, impor limites com as pessoas, reconhecer o meu valor e ter coragem para dar alguns passos internos bem importantes.


Sobre meditar, não fiz muito daquela meditação clássica — embora goste muito! —, mas ouvi muitos mantras e música instrumental. Também fiquei mais tempo descalça e brinquei muito com as minhas gatas, o que me ajuda muito nesse processo de acalmar a mente.


Além disso tudo, desde agosto eu tenho feito o exercício da roda da vida. Visualizar como está cada área me ajudou bastante a separar o caos da minha vidinha do caos mundial. É algo que recomendo. Também nessa pegada de tentar entender as pequenas evoluções mensais — e o que estava diferenciando todos os meses em casa —, em julho eu criei as retrôs mensais. Reavaliar é um mergulhar em mim mesma. Esse mergulho me ajudou a não surtar tanto.


Não sei se posso dizer que fiquei bem em 2020, porque ninguém ficou 100% bem em 2020 (se você ficou, me conta a sua fórmula mágica?!). Entretanto, pelo o que converso com a minha terapeuta e com outros amigos psicólogos, sei que há pessoas que viveram um desequilíbrio emocional profundo. Acho que termino o ano orgulhosa de mim mesma, porque eu até que consegui controlar as crises de ansiedade e de depressão, mesmo tendo muitos gatilhos ao longo de 2020 inteiro. Se sobrevivemos ao ano mais atípico das últimas décadas, acho que podemos nos orgulhar, não?!

 

Pessoal — Saúde e disposição:

Eu, no Pilates, parece que faz 84 anos, mas foi no carnaval.

Minha meta era: “fazer o Pilates e incluir alguma outra atividade física na rotina”.

Em setembro 2020 eu completei o meu primeiro ano de Pilates. O primeiro semestre foi bem complexo e eu perdi várias aulas, mas do segundo semestre para cá, tenho sido uma aluna exemplar, mesmo fazendo aulas online. 😊 


Por conta da pandemia, não consegui inserir uma nova atividade na rotina. Tenho feito a quarentena rigorosa, então está difícil entrar na aula de dança, aprender a andar de bicicleta ou a nadar — que eram as atividades que estavam na minha lista.


Minha alimentação não é a melhor de todas, mas consegui controlar as crises de rinite e — graças a Deus — não peguei covid. Já tá ótimo demais.

 

Pessoal — Desenvolvimento intelectual:

Minha meta era: “terminar a pós, definir um projeto de mestrado, aprender mais sobre finanças, voltar a estudar inglês e alemão”.

De todas as metas que tracei aqui, só terminei a pós. Terminei com louvor, tendo nota 10 e elogios de um dos professores mais brilhantes que já tive na vida! Foi super corrido, mas foi ótimo. Agora a briga está para a FMU entregar a minha documentação. Aparentemente, falar na educação não funciona, porque eu já mandei 15 mil e-mails para lá e nada de certificação.


Por outro lado, estudei muito sobre organização (obrigada, Thais!), estudei sobre a Clarice Lispector (e cheguei mais perto do meu tema de mestrado) e sobre tarô (obrigada, Grupo Editorial Pensamento). Comecei a minha revisão de inglês e de espanhol, mas não de forma tão consistente. Talvez eu volte para isso no ano que vem.


2020 foi um ano cheio de leituras. Quando fui contabilizar, li mais do que achava que tivesse feito. Li 14 livros completos e estou lendo outros 14. Acho que está bacana, não? Ainda mais se a gente levar em consideração que o foco anda longe...

 

Todos os livros que li ao longo de 2020.

→ Aproveite para seguir a minha página de de autora no Skoob, clicando aqui.


Leituras para finalizar em 2021.


Profissional — Realização e propósito:

Ayumi Teruya e Ane Venâncio dividem comigo a moderação e edição do Projeto Escrita Criativa.
Anna Carolina Ribeiro, Leidiane Holmedal e Lucila Eliazar Neves são as escritoras que fazem a minha mentoria de escrita e publicação literária. 

Minha meta era: “fazer um bom ano no trabalho, dar aulas de escrita criativa e inspirar pessoas a criarem”.

Pedi demissão em junho e deixei um ambiente de trabalho que era extremamente tóxico e que estava — há pelo menos uns 2 ou 3 anos — me deixando física e psicologicamente doente. Tripliquei o meu número de clientes relacionados aos trabalhos textuais (leitura crítica, preparação e revisão de textos), implementei a mentoria de escrita e publicação literária (em que pude ensinar técnicas de escrita literária e as particularidades do mercado editorial e da autopublicação) e trabalhei com três escritoras FANTÁSTICAS (Anna Carolina Ribeiro, Leidiane Holmedal e Lucila Eliazar Neves). Tive o meu livro como leitura do Coletivo Escreviver, escrevi um livro didático (que vai sair provavelmente no ano que vem), participei de um projeto secreto (quando puder, conto mais aqui), fiz consultoria educacional sobre ensino híbrido, dei aulas sobre a Clarice Lispector e sobre o Drummond, participei de lives a convite da Maria Vitória (A Estranhamente), da Companhia do Útero e da Editora Penalux e o podcast Rabiscos.


Este foi o ano em que algumas pessoas declamaram poemas meus nas redes sociais:


Também é legal relembrar que entre agosto e setembro eu fiz uma super faxina e reorganizei o meu mini espaço de trabalho. 😊 Isso foi decisivo para me ajudar a enfrentar tantas horas na frente do computador.

No sentido profissional, posso dizer que 2020 foi sensacional e que eu cumpri todas as minhas metas! YAY! 😊

 

Profissional — Recursos financeiros:

Minha meta era: “comprar apenas o necessário, guardar dinheiro”.

Outra meta cumprida. 2020 foi o ano em que eu pensei: eu realmente preciso disso? Essa pergunta me ajudou a comprar só o necessário. Além disso, como não estava saindo, não gastei com transporte e comida fora. Essa economia das saídas ainda me possibilitou contribuir para alguns projetos sociais. 😊

 

Profissional — Projetos:

Minha meta era: “terminar o meu próximo livro, voltar a trabalhar com afinco no Projeto Escrita Criativa

Algumas Observações — blog: dei uma organizada e atualizada em algumas áreas do blog. Criei a área Quarentena, para divulgar o trabalho de pequenos empreendedores e as causas que estavam precisando de apoio neste ano turbulento. Escrevi 76 posts (contando este aqui). Não foi exatamente um ano como eu havia planejado, mas como tudo em 2020, fiz o melhor que deu.


Algumas Observações — Newsletter: consegui encontrar um formato e enviar uma newsletter por mês. Estou feliz porque já somos mais de 100 inscritos (se você não se inscreveu ainda, clique aqui). Acho que os textos mais bonitos que escrevi em 2020 foram justamente para a newsletter. Estou satisfeitíssima! 😊


Algumas Observações — Canal no YouTube: 2020 foi o ano em que mais movimentei o canal e eu estou muito contente com isso. Por lá compartilhei muita literatura. Cheguei ao marco de mais de 100 inscritos por lá também. Estou começando a curtir esse lance de gravar vídeos. Para o ano que vem, vou fazer uma série de lives para conversar com os amigos. A primeira foi com o poeta Rafael Farina.



Algumas Observações — loja: 2020 foi o ano em que abri a loja do blog 😊 Quero ver se faço mais produtinhos para lá no ano que vem. Então, fiquem ligados!


Projeto Escrita Criativa — estou tão orgulhosa por ter cumprido a esta meta!!!! Trabalhar com a Ane Venâncio e com a Ayumi Teruya é uma delícia e é lindo ver tudo o que estamos criando juntas. 2020 foi o ano em que o Projeto mais teve regularidade, que mais cresceu e floresceu. Somos mais de 6 mil pessoas no nosso canal do YouTube, tem noção? :O Fora o blog que teve 51 posts este ano (todas relacionadas à escrita criativa e autopublicação), várias lives, um sarau online e um amigo secreto! Esta meta está para lá de atingida! 😊 (Você pode conferir tudo o que fizemos, clicando aqui.)


Livros — trabalhei na escrita do meu livro de crônicas, mas ainda não consegui terminá-lo. Ando em dúvida quanto a manter alguns textos e sobre o título. Por outro lado, tenho um grupo de poemas escritos e preciso ver o que vou fazer com eles. Será que teremos 2 livros em 2021?


De qualquer forma, 2020 foi o ano em que publiquei um livro com a minha amiga, a Elizza Barreto. Só por isso, já posso dizer que a meta de terminar um livro foi cumprida, certo?!

 

Relacionamentos — Família:

Minha meta era: “impor limites de modo gentil (eu sei que eu sou bruta)

Talvez a imposição de limites esteja no meu top 3 de melhores coisas que me aconteceram em 2020. Conseguir fazer isso foi crucial para esta convivência intensa a que a quarentena nos forçou. Se as pessoas todas soubessem o quanto impor limites ajuda a evitar problemas. Acho que isso se relaciona muito com saber se comunicar de forma objetiva. Esse é um aprendizado eterno, principalmente quando essa comunicação envolve sentimentos. Nesse sentido, a terapia, o Pilates, a escrita e tudo o que envolve o processo de autoconhecimento foram e são essenciais. Quanto mais compreendo os meus processos, mais fácil fica para nomear o que sinto e, por consequências comunicar até onde consigo ir/lidar ou não.


Também notei que, quanto mais comuniquei, menos bruta fui ficando. Aos poucos a gente pega o jeito da coisa. (Sendo assim, se você também está nesse barco de impor limites, não desista! Vai dar certo!)


Tem sido bom fazer home office, porque consigo me dividir entre o trabalho e as tarefas de casa. Minha mãe está um pouco menos sobrecarregada, e isso tem me deixado bem feliz. 


Além disso, nós duas conseguimos — depois de muita luta — implementar a separação do lixo orgânico do reciclável. Agora todo mundo está separando o lixo aqui em casa. Aqui no meu bairro tem um dia da semana em que passa o caminhão do reciclável, então a gente consegue fazer o descarte correto. Isso me deixa bem satisfeita.


Best nine das minhas filhas bigodudas. 💚😻😻

Sobre a relação com as gatas, a Poesia está cada dia mais um bebê manhoso. Já a Camomila passou a interagir mais. Agora ela vem, pede carinho, brinca, me deixa pegar nas pelancas dela. 😊 Mais de um ano depois de ser adotada, agora ela começa a relaxar. Será que ela vai passar a vir no colo em 2021?

 

Relacionamentos — Amor:

Minha meta era: “colocar a cara ao sol (ninguém vai me conhecer se eu continuar enfurnada em casa)

A gente faz uma meta e o corona chega e diz: “hoje não, minha filha”. Então, sabe lá quando eu vou colocar a cara ao sol uma vez que eu continuo fazendo a quarentena como fazia em março. Eu sei, eu sei, posso ir flertando na internet. O lance é que sou boa na escrita, mas sou a pior pessoa do universo quando o assunto é flerte. A pessoa está lá, toda fofa, e eu estou toda dando uns cortes que depois me fazem pensar “Why, God, why?”.

 

😖

Definitivamente, acho que todo mundo deveria ser como a Monica e o Chandler. Me parece que tudo fica muito mais fácil depois que você é amigo há mil anos e já conhece o suficiente um do outro para não precisar ficar no joguinho do flerte.


Seria esse o meu sonho? Provavelmente.

Tenho consciência de que essas patadas são traumas das tentativas de relacionamentos anteriores. Então estou tentando ser mais corajosa e mais gentil (comigo e com os outros) — às vezes consigo. Às vezes falho miseravelmente. De qualquer modo, não desisto.

 


Apesar de terminar o 2020 solteira, acho que evolui muito no quesito amor-próprio. Cada vez mais, tenho me visto como o meu próprio templo. Se eu não cuidar de mim, quem vai? Ninguém. E está certo que seja assim, porque eu sou a responsável por mim mesma, não os outros.

 

"I love my body, I love my skin
I am a godess, I am a queen"
(Jessie J 💚)

Relacionamentos — Vida Social e amigos:

Minha meta era: “quero cuidar mais das minhas amizades porque eu fui muito relapsa com os meus amigos nos últimos dois anos”.

Antes da quarentena, eu tinha um projeto com a Carol Vayda de nos encontrarmos uma vez por mês. Nos vimos apenas em janeiro e em fevereiro, porque depois o mundo desandou. Não falei com ela ainda, mas depois que estivermos vacinadas, isso é algo que eu gostaria de retomar. É bom estar com aquela amiga que a gente tem como lar. <3


No começo da quarentena eu estava mandando mensagem para todo mundo — amigos próximos e mais distantes — para ver como as pessoas estavam e se elas precisavam de algo que eu pudesse fazer (nem que fosse uma conversa). Depois fui percebendo que só eu perguntava, só eu me preocupava, só eu me colocava à disposição. Acabei que cuidei de quem esteve por aqui sempre e sempre se importou comigo. O ano foi perfeito para nós? Claro que não. Como tudo, teve altos e baixos, momentos mais próximos e de mais introspecção. Acho que tanto os meus amigos quanto eu fizemos o que deu, como deu.


Confesso que ando exausta de vê-los por meio de uma tela, de falar por WhatsApp (ando com uma repulsa profunda do WhatsApp), por Zoom/Meet. Eu sinto falta do abraço, da risada, da caminhada, do beijo que estrala nas bochechas, do café, de compartilhar. Entretanto, enquanto a vacina não chegar, o caminho será esse.

 

Qualidade de vida — Hobbies e diversão:

Minha meta era: “ir ao teatro mais vezes, celebrar o meu aniversário, (aprender a) andar de bicicleta”.

Não consegui ir ao teatro e não aprendi a andar de bicicleta, mas celebrei o meu aniversário descansando. Também li muito. E dormi um pouco mais do que em 2019 — sim, dormir é um bom hobby por aqui.


Acho que o ponto auge nessa área foi o show dos Backstreet Boys, em Buenos Aires. 😊

 O vídeo que fiz deles em Ezeiza. :)


Qualidade de vida — Plenitude:

Minha meta era: “fazer os meus encontros com o artista; equilibrar trabalho e outras áreas da vida”.

Tive dois momentos em 2020 que poderia contar como “encontro com o artista”. O primeiro aconteceu no café da manhã que tomei no aeroporto, antes de ir para a Argentina. O segundo foi a manhã de domingo em Buenos Aires. Estava sozinha (minhas amigas já tinham ido ao Uruguai e eu esperava para retornar ao Brasil) e foi ótimo tirar foto, tomar sorvete e observar o rio. Depois disso, pandemia e todo o blábláblá que todo mundo já conhece.


Acho que estou um pouco menos distante em equilibrar trabalho e as outras áreas. Ainda é um processo.

 

Qualidade de vida — Espiritualidade:

Minha meta era: “meditar, escrever no diário, prestar atenção nas sincronicidades e ouvir a minha voz interior”.

Escrevi tanto no diário que precisei de um caderno novo. Acho que estou melhor em ouvir a minha voz interior, mas é aquilo, sempre dá para melhorar. 



A todos que chegaram até aqui...

O post ficou enorme, por isso, se você chegou até aqui, MUITO OBRIGADA! Se o Algumas Observações tem 14 anos, é porque você esteve por aqui ao longo de todo este tempo. 


Que todos nós tenhamos um Ano Novo cheio de saúde e com muito menos turbulência. Nos vemos depois do do dia 09/01. Vou tirar um pequeno recesso para começar 2021 com todo gás! :)

Beijos, queijos e vem, vacina!

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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Retrô mensal #1: julho/2020

sexta-feira, julho 31, 2020 10
Computador, caderno e caneta resumem o trabalho do mês.

Sempre gostei de retrospectivas. Quem acompanha o blog há muito tempo sabe que eu aproveito as ocasiões especiais (aniversário do blog, meu aniversário e virada de ano) para repensar tudo o que tenho feito e para onde vou. Como eu sou uma pessoa que tem muita dificuldade de celebrar as pequenas coisas quando elas acontecem, fazer um remember the time sempre me ajuda a ver que a vida está acontecendo e que há algo bom nela.

Sendo assim, resolvi fazer uma retrô mensal, como forma de trazer esse tipo de vivência mais para para o meu dia a dia. Acho que isso vai me ajudar nesse processo todo. Para que esperar as ocasiões especiais se a gente pode fazer as tudo isso sempre, não é mesmo?

Fim de mês

Cheguei ao fim do mês satisfeita. Ninguém da minha casa teve COVID. Entretanto, minha melhor amiga pegou e isso me deixou bem preocupada (agora ela já se curou do vírus, mas está lidando com as sequelas. Um dia de cada vez). Eu continuo em casa (em 13 de agosto completo 5 meses de quarentena), mas fico muito revoltada com as pessoas (incluindo as próximas e as da minha família) que estão pouco se lixando com as orientações da OMS. Não sei como ainda há gente que pode ignorar as mais de 100 mil notificações de mortes só no Brasil. 😔 

Por outro lado, minha amiga teve o bebê dela! O Bernardo chegou sendo o bebê mais fofo de 2020 e trazendo muita felicidade para a minha vida de tia babona! 😍

Profissionalmente, foi um mês agitado. Eu achei que conseguiria descansar quando pedi demissão, mas a verdade é que peguei cinco trabalhos grandes de mentoria de duas escritoras, leitura crítica, preparação e revisão de texto. Ainda fiz orçamento para aulas particulares de inglês e preparei o curso Escrevendo Crônicas com Clarice Lispector, que ministrarei nos próximos dois meses, em parceria com a Aline Caixeta. Também consegui estudar: terminei o curso de Contos como problemática social, fiz um workshop sobre Storytelling e ainda assisti à palestra da Penny Ur, no Cambridge day.

Sobre o curso Escrevendo Crônicas com Clarice Lispector.
Vem escrever com a gente!

#Retrô de boa

  • Fiz mais videochamadas com as amigas;
  • Entrei em alguns grupos de revisores no Telegram;
  • Comecei um curso de revisão para textos literários;
  • Aproveitei o tempo com as gatas;
  • Hidratei o cabelo  uma vez só, mas consegui!
  • Comecei uma grande faxina (sapatos, bolsas, roupas, livros);
  • Organizei o meu canal e gravei vídeos para o YouTube;
  • Gravei vídeos para o canal do Projeto Escrita Criativa;
  • Maior regularidade nas postagens do blog e envio mensal da newsletter (para recebê-la, clique aqui);
  • Teve trabalho!!!
Gatinhas Poesia e Camomila dormindo abraçadas.
Poesia recebendo um abraço da Camomila em um desses dias frios que andou fazendo aqui em SP.
(Para ver mais das duas fofas, sigam @adoravelpoesia no Instagram.)

#Retrô para melhorar

  • Regular o meu sono;
  • Regular a minha rotina de leitura que está muito a desejar;
  • Fazer Pilates com mais regularidade (porque eu faltei por 2 semanas em julho);
  • Voltar a trabalhar nos meus livros novos;
  • Cuidar melhor da minha saúde (a alergia e as crises de enxaqueca me pegaram de jeito);
  • Dar continuidade nos cursos online (marketing digital e narrativas de viagem);
  • Regular/equilibrar o meu emocional.

Eu fiquei muito feliz de ter conseguido voltar  mesmo que com vídeos curtos  para o canal do YouTube. Embora eu seja uma pessoa falante, tenho vergonha de me gravar e sempre fico pensando que não sou a melhor pessoa do universo no que diz respeito à edição. Ainda que eu não tenha o melhor material do mundo (inclusive, estou tendo uma experiência péssima com o Zenfone!), tenho tentado não me cobrar tanto e me divertir no processo. 

Gostaria de estar curtindo mais a terapia também. Talvez, por eu não estar no presencial e ter essa sensação de que nada de novo acontece nessa quarentena, me encontrar toda semana com a minha terapeuta está um pouco tedioso. Como eu sei que tudo é uma questão de fase, vida que segue.

O que teve no Algumas Observações em julho

Agosto chegará trazendo novidades por aqui. Em breve conto. 😉 Além disso, quero trabalhar mais na minha literatura. Acho que essa é uma parte importante da minha vida que eu ainda não consegui trazer para a minha agenda como queria. Também preciso pensar em como comemorar o meu aniversário notável em tempos de pandemia (sugestões são bem-vindas!). Não sou boa em comemorações, mas não quero deixar esse objetivo de celebrar a minha vida passar em branco.

Que os 31 dias de agosto tragam amor e saúde para todos nós! 
Um beijo e, se puder, fique em casa, use máscara, se cuide!
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

10 formas de autorregulação que funcionam para mim

quarta-feira, fevereiro 26, 2020 16
Algumas Observações | 10 formas de autorregulação que funcionam para mim
Imagem de Lindsey White por Pixabay
Olá, pessoal!
Feliz ano novo de novo! :)

2020 chegou chegando. Tenho trabalhado tanto, mas tanto, que parece que foi há muito tempo que escrevi o meu post de metas, contudo ainda é fevereiro. Penso que é muito importante dar uma olhada nas metas vez ou outra; porque, se não fazemos isso, as metas se tornam meras listas engavetadas. 

Olhando para o que escrevi em janeiro, vejo que algumas áreas são mais complexas do que as outras. O mais difícil tem sido manter a plenitude. Ainda me falta o equilíbrio entre o trabalho e as outras áreas da vida (o trabalho tem levado o nome à risca e me dado muito trabalho!), o que me leva a não ter forças para pôr a cara ao sol e encontrar o grande amor da minha vida - hahaha.

Para não infartar antes dos shows dos Backstreet Boys¹ (tenho que sobreviver até março²), eu tenho anotado tudo aquilo que me ajuda a esfriar a cabeça e seguir em frente. 

Autorregulação

Eu chamo de autorregulação tudo aquilo que me ajuda a não ser estúpida comigo e com quem estiver ao meu redor nos momentos de raiva, frustração e angústia. Não sei se é um termo técnico (talvez tenha ouvido sobre isso nos cursos de disciplina positiva ou na terapia, ou talvez tenha tirado da minha cabeça mesmo), então já digo que se tiver algum psicólogo/psiquiatra me lendo, me perdoe se eu usei o termo de forma errada. 

Como disse acima, eu tenho observado o que me ajuda a centrar e anotado para colocar em prática naqueles momentos em que tudo me tira do eixo. Esse processo de anotar, para mim, é importante, porque funciona como um "lembrol". Na raiva, muitas vezes me esqueço do que posso fazer além de querer esfolar o coleguinha ou a mim mesma no asfalto. Ter a lista (no planner ou no celular) é sempre útil.

Compartilho a lista porque pode te ajudar também.

1. Beber água

Beber água é algo que funciona muito principalmente quando estou no trabalho. Só de ir buscar a água e tomar devagar, o cérebro já ganha uns segundos a mais para se acalmar. Como água nunca faz mal, na pior das hipóteses, fico hidratada.

2. Respirar fundo/meditação

Contar até dez não funciona para mim, mas respirar fundo e soltar o ar aos poucos, sim. Em casa, dá para sentar e tirar uns minutinhos para meditar. Na rua, dá para correr no banheiro e respirar por um minuto que seja.

3. Tomar café (ou chá)

Eu sei, isso é controverso e desafia a ciência. Hehehe. Se o café te deixar muito agitado, pode ser chá. O que eu gosto mesmo não é o café em si, mas o ritual envolto no beber café. Sair de casa e ir a uma cafeteria ou colocar a água ferver e ver o café coando... Isso me traz uma desaceleração que me acalma.

4. Fazer listas

Uma das coisas que me estressa é quando eu me sinto sobrecarregada com a quantidade de tarefas, prazos e solicitações do que é preciso ser feito. Então, colocar todas as tarefas em um lista e ir riscando conforme vou fazendo o que é necessário, me dá - literalmente - a sensação de alívio. Vejo que, para mim, as listas no papel me acalmam mais do que a eletrônica, por isso, normalmente tenho as duas (a eletrônica funciona bem para quando estou na rua).

5. Escrever livremente

Manter um diário e escrever sem filtro (em um lugar que ninguém vá ler depois) é ótimo para soltar os monstros que moram dentro da gente. Também é uma forma ótima de exercitar a criatividade e ter novas ideias. Escrever livremente é uma ótima faxina mental para mim. 
(Sobre isso - de ter diários -, o Adriel escreveu um post bacana. Você pode lê-lo aqui.)

6. Ouvir música que traz boa memória afetiva

Eu sei. Quando a gente está triste a nossa tendência é procurar músicas que reflitam essa tristeza. Aquilo que nos leva mais ainda ao fundo do poço e nos faz continuar cavando com uma colherinha de café. Entretanto, eu sempre coloco para tocar alguma música que me traga uma lembrança feliz. Como gosto muito de ir a shows, sempre tem alguma que me marcou de alguma apresentação em que estive. Pensar nesses momentos me ajuda a virar a chave para uma postura mais positiva.

7. Tomar banho

Pode parecer loucura, mas tomar banho me ajuda MUITO. É como se eu imaginasse toda a urucubaca indo embora do meu corpo e da minha vida. Fora que a água quente ajuda a relaxar e que fazer uma tarefa corriqueira também ajuda a ter novas ideias.

8. Dormir

Como a minha rotina é muito pesada, às vezes o cansaço potencializa o stress. Tirar uma soneca, deitar mais cedo, dormir uma boa noite de sono são estratégias que eu uso para tentar aliviar o corpo da pressão mental.

9. Pilates

A atividade física tem sido renovadora para mim. Além de ajudar no quesito saúde, estar com as novas amigas (e rir o tempo todo) levanta demais o meu astral. O Pilates em si, é ótimo para a questão de respirar fundo.

10. Terapia

Ter um momento na semana para revisar o passado, entender o presente e planejar o futuro - sem julgamento - é simplesmente incrível! Ajuda muito nesse processo de ver o mundo com outra perspectivas e saber que não estamos sozinhos.

Autocuidado

No fundo, essa questão de se autorregular não passa de, no meu ponto de vista, ter autocuidado. Quando a gente respeita o nosso próprio ritmo, a sociedade não passa por cima da gente. Quando a gente consegue fazer tudo isso, também aprende a dizer "não" para o que é preciso e acolher o que é preciso também.

E você? Como você se cuida, como se acalma?
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¹ A DNA tour logo chega ao Brasil, e eu estou contando os dias!
² Lua em Peixes para em já tem lua em Peixes significa drama em dobro? 
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