domingo, 19 de abril de 2026

Trazendo 2016 de volta

domingo, abril 19, 2026 1


Se você está em alguma rede social, sabe que 2016 voltou a ser tendência. A nostalgia nos atingiu em cheio e isso é fruto desses tempos de incerteza tão bélico e politicamente dividido. Sempre que a sociedade entra em caos, há um desejo de olhar para trás e encontrar alguma forma de aconchego.

Eu respondi a essa trend no meu Instagram, mas ao visitar o blog da Valéria, o Hey, I'm with the band, vi que ela levou as respostas pro blog dela e me deu vontade de fazer a mesma coisa por aqui. 


De um modo geral, eu penso em 2016 com muito carinho. Foi um ano em que eu conheci gente nova, amigos que estão comigo até hoje. Além disso, ganhei balões de aniversário pela primeira vez (a Bia é uma amiga que sempre me emociona), visitei os meus lugares preferidos da vida, viajei com uma das minhas melhores amigas, fui a shows, abracei o Nick Carter, fotografei muito e encontrei poesia pelo caminho.














A vida me abraçou em 2016.
Eu abraço a vida em 2026.


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domingo, 12 de abril de 2026

Ciclos se encerram

domingo, abril 12, 2026 3

sempre fui muito faladeira, mas é importante aprender os momentos de calar e ouvir. nessas horas, gosto de escutar em modo de mergulho. sigo como as ondas: para fora e para dentro.

ouço e revejo.

nenhuma situação volta à toa. 

padrões ressurgem para que a gente possa refletir sobre o nosso aprendizado. não quero ter as mesmas atitudes de antes. cansei.

estou exausta de dar murros em ponta de faca.

é importante assumir as próprias responsabilidades e estabelecer limites. é importante não ignorar a bússola interna.

escolher as próprias batalhas. só assim se pode lutar.
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segunda-feira, 6 de abril de 2026

6 on 6: comida

segunda-feira, abril 06, 2026 4
Março foi cheio de momentos saborosos! Vem conferir!


Março foi um mês em que eu compartilhei a mesa com muita gente querida. Eu amo esses momentos em que a comida não está apenas servindo de combustível para o corpo, mas também conectando as pessoas e nutrindo a alma. 

Nosso sextou!
Conheci a Bibla Livraria. Fui com o Dan para o lançamento do livro da Carolina Zuppo Abed. Lá, aproveitamos para jantar juntos. Não deu tempo para fotografar nosso jantar (a fome foi mais rápida que o clique), mas nesta foto está a sobremesa: uma torta de maçã deliciosa e, claro, café espresso (sim, café à noite, porque sou maluca, mesmo). Eu amo dividir esses momentos com o Dan (ele já apareceu em alguns vlogs, no meu canal), fora que o evento foi perfeito e o livro da Carol é bem bonito!

O livro se chama Reforma — um tríptico insone e saiu pela editora Urutau.


Mis amigos peruanos y yo.
Março também teve um almoço muito especial, recebendo os meus amigos peruanos, Anthony e Yoss, aqui em São Paulo. Como é possível ver, a mesa estava farta! 🤩 Depois deste almoço feliz, ainda fomos ao parque. Uma experiência ao ar livre, como pede o fim do verão em São Paulo. 


O que eu faço com esta vontade de ir ao Peru?
Anthony e Yoss me trouxeram estes docinhos do Peru, e eu AMEI! O de Maní parece um pé-de-moleque cremoso. Já o de coco, uma cocada cremosa. Uma delícia! Se vocês tiverem chance, provem!


Leia também: tudo o que comi na última viagem a Buenos Aires (com indicação dos restaurantes).


O alho e o alecrim dão um toque especial.

O encontro mensal do Trio on Tour foi um Duo on Tour, mas nada que interferisse o nosso cardápio. Uma coisa que é unanimidade nos nossos almoços é batata. A gente ama com toda a força do nosso ser. Tá aí uma iguaria que não dá para ser ruim Hehehe


Nada como o tradicional X-salada.

Ainda nesse almoço, pedi um sanduíche. Entre uma atualização da vida e outra, fiquei feliz porque o lanche estava divino!

Neste dia, escolhemos a tradicional meia muçarela, meia calabresa.

Por fim, dividir comida com as pessoas que me trouxeram ao mundo é algo que eu amo demais! Sentar-me à mesa com os meus pais, conversar e rir… sou privilegiada demais por ter os dois ao meu lado e valorizo cada segundo com eles aqui. Sou a filha coruja e orgulhosa deles. Celebrar esses laços com uma pizzinha é sempre gostoso demais.

📷📷📷

Equipamento usado no post:

As fotos deste post foram feitas com o celular.

Mais 6 on 6:


Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: ReticênciasSweet LulyInventando assuntoCamila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷 02 📷

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domingo, 29 de março de 2026

Psique

domingo, março 29, 2026 6
Imagem por Paolobon140

a psicanálise diz que o maior problema de todos é que a gente não sabe o que a gente deseja

faço incontáveis listas
planejo cada passo
no fundo, o que quero é escrever um texto
longo, sem rimas
que seja minimamente, literariamente, vivido
a beleza é poética
quando está no dia a dia

(alguns desejos são sonhos
que estão fora do meu alcance)

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domingo, 22 de março de 2026

Labirinto

domingo, março 22, 2026 9

no cruzar de caminhos,
na esquina ao acaso,
no não sei se vou ou se fico
na janela ou no abismo:
nossos olhares se cruzam.

na juventude ou na velhice,
na hora marcada ou inexata,
no inverno seco ou no verão molhado,
no seguir a pé ou no travar do trânsito:
nossos olhares se tocam.

você com cachorro, eu com gato,
você e seu chá, eu e meu espresso,
você acordando cedo, eu indo madrugada adentro,
você amando inverno, eu preferindo verão:
nossos olhares travam.

pessoa certa na hora errada:
a vida exemplificando
que rejeição é ato de ser protegido
por algum dos deuses e seus discípulos.

Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita,
cujo tema de março de 2026 é pessoa certa na hora errada.
Para saber os outros temas e como participar, clique aqui.

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domingo, 15 de março de 2026

Processos criativos são complexos

domingo, março 15, 2026 8
Meu exemplar do livro O caminho do artista e eu.

Estou fazendo O Caminho do Artista novamente. Quando esta newsletter chegar até você, provavelmente estarei finalizando a terceira semana desta jornada composta por doze. Tem sido interessante desta vez, porque não estou fazendo sozinha. Minha aluna, amiga de longa data e também escritora, Lucila Eliazar Neves, tem dividido comigo as angústias e descobertas desse caminho. Poder trocar sobre os insights e relacionar isso com as nossas escritas é muito interessante.

Comecei a jornada empolgada. Recomeçar é um verbo que divide opiniões. Desta vez, resolvi que este recomeço seria fresco, empolgante, gentil. Assim tem sido, embora as semanas dois e três tenham trazido consigo um cansaço descomunal. Na terça-feira já contava as horas para o descanso que só viria na segunda-feira seguinte. Descansar é importante para criar.

Me sinto mais criativa. Tenho posts escritos para o meu site. Tenho artigos escritos para o Projeto Escrita Criativa. Tenho gravado vídeos para o YouTube com uma regularidade que me espanta. Cortei o cabelo. Comprei uma luminária que alimentou a minha fome de leitura. Só não consegui ainda fazer as edições finais no livro 3; que, aliás, já ganhou um nome.

Saiba mais: fiz uma playlist no meu canal do YouTube para documentar o meu processo do Caminho do Artista. Você pode assisti-la clicando aqui.

O livro 3 me espera desde 2025. Ele está impresso. A versão encadernada está revisada. Agora só falta passar as anotações de volta para o arquivo. Emperrei aí. A resistência se traduz em cansaço e em buscas por trabalhos que paguem os boletos. Quem já leu a versão sem a revisão gostou. Quem vai ler para revisar e para publicar está na expectativa. Eu estou na expectativa também. Gestar um livro é um processo muito intenso, talvez mais intenso do que soltá-lo no mundo.

Estou fazendo O Caminho do Artista e pensando que admiro respeito, sagacidade, lealdade, criatividade e bom humor, mas que preciso mesmo, mesmo é de uma dose de coragem. A guerreira está exausta e sozinha. O lance é que soldada cansada não vence a guerra.

Processos criativos são complexos.
Uma hora, o livro novo sai.

*Crônica enviada na minha newsletter, Vamos bater um papo?, edição 47. Caso queira receber textos meus (y otras cositas más) no seu e-mail, inscreva-se.
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sexta-feira, 6 de março de 2026

6 on 6: trilha de cor: azul

sexta-feira, março 06, 2026 16


O tema do nosso segundo 6 on 6 é trilha de cor: azul, o que eu AMEI. Apesar de a minha cor preferida ser verde, eu também amo demais o azul e seus diferentes tons. Então eu fui atrás do que é azul na minha vida e o resultado foi este: 

Quais são os lugares em que resolvemos embarcar?
Pensar nos bilhetes que resolvemos comprar na vida — trabalho, família, amizades, relações amorosas — e os lugares em que embarcamos para bancar essas relações tem sido recorrente por aqui. Amizades que terminaram e que começaram. Reciprocidade. Como essas pessoas nos fazem se sentir? 

Em português, azul é uma cor tranquila, transcendente. Em espanhol, o azul é associado ao amor idealizado: el príncipe azul é o nosso príncipe encantado. Em inglês, to feel blue significa estar triste, para baixo. 

Tenho pensado nas relações, em como elas me fazem me sentir. Todas que acabaram tinham um padrão de me deixar não só pra baixo, mas também ansiosa e com um sentimento de inadequação (nada do que eu fizesse seria suficiente para sustentar tais trocas). Todas as que começaram me trouxeram o sentimento oposto.

É clichê, mas é verdade: a vida é como uma linha de metrô: tem final, tem começo, tem paradas. Podemos ir e voltar, mas não temos o poder de comprar o bilhete pelo outro de forçá-los a vir conosco. Não seria justo também. Às vezes nós precisamos mudar de rota. Às vezes o outro precisa seguir outro caminho.

Quais são os lugares em que podemos esperar?
Às vezes eu acho que a vida nos coloca num banco de espera até que estejamos prontos para o próximo passo. Este estar pronto pode ser em termos de energia física, emocional, mental; pode ser por falta de uma informação, de recursos, de dinheiro, de conexões. A gente espera até que estejamos recuperados para seguir em frente. 

Sigamos!

Com o que ou com quem nós nos combinamos?
Acho bonito quando algo feito pelo homem combina com a natureza. Poder enxergar isso no meu caminho é uma sincronicidade que me mostra o quanto podemos ter uma simbiose respeitosa. Ando com os pés no chão e com o olhar no alto. Os ladrilhos no mesmo tom do céu me fizeram sorrir. Sorrir de um jeito nunca pensado, porque o olhar viciado em olhar sempre pro chão encontrou beleza nas nuvens. É possível que elementos distintos caminhem juntos.

Por quais caminhos nos derramamos?
Quando eu vi que o tema deste 6 on 6 seria "trilha de cor: azul", eu prometi a mim mesma que fugiria do clichê de fotografar o céu. Não sei por quais motivos, mas temos a tendência de fazermos algumas promessas que são impossíveis. Voltava pra casa do meu encontro com o artista, quando ouvi uma mãe dizendo a um filho do outro lado da rua: "Olha, está chovendo só um pedaço. Você consegue ver?". Automaticamente, me virei para a direção que ela apontava e vi a enorme nuvem (provavelmente, uma Cumulonimbus), escolhendo se derramar apenas à direita do nosso caminho, afinal, para que a pressa? Para que se espraiar toda de uma vez? Fiz a foto e fiquei pensando nisso: em quais lugares eu me derramo? Quais promessas eu faço e ouço que são inevitáveis de serem quebradas? 

O que há no meio do caminho?
Caminho pelo meu bairro e reparo neste canteiro cheio de flores num limbo entre o azul e o lilás. Penso que elas dão aos montes e que justamente por isso há muita gente que não repara em suas delicadezas, em suas necessidades, em suas vidas. Sempre em pequenos ramalhetes, todas juntas — amigas que florescem no verão. Passo por elas na ida: o sol de rachar deixam suas pétalas e folhas caidinhas, implorando por refresco. Passo por elas na volta: a chuva veio e fez festa em seu corpo frágil. Elas não estão mais murchas e parecem, de algum modo, felizes. Olho para os lados, tiro o celular da bolsa, faço uma única foto e agradeço por serem tão fotogênicas. Só depois, sigo o meu caminho. As plantas me ensinam a paciência da espera por um refresco. Às vezes, parece que a vida não dá tréguas, mas a verdade é que ela sempre encontrar o seu caminho. Enquanto tudo não se faz claro, seguimos no limbo azul-lilás-calorento do verão.

Qual é a nossa saída?
Em um mundo tão caótico e violento, fico me perguntando qual é a nossa saída enquanto humanidade? Historiadores dizem que o mundo é caos e miséria desde seus princípios, mas tento manter dentro de mim um lado sonhador que busca por alternativas. Talvez a resposta que eu tenha para dar more nos roteiros mais complexos e mais humanos: Educação e Arte. Sempre acreditei nas escolas, nas universidades, nos museus, nas bibliotecas como espaços em que aprendemos e buscamos respostas para as nossas dores. Sempre vi na Arte a nossa tábua de salvação. Agora, em que o mundo parece que está diante de um clique, em que tudo virou um prompt em alguma inteligência artificial, serão a educação e a arte que nos salvarão. Elas farão isso não porque nos darão as respostas que tanto buscamos, mas porque o processo de aprender, de fazer arte e de entrar em contato com essas formas de conhecimento nos manterão humanos. O processo. Justamente a parte mais difícil, que mais leva tempo, que mais as máquinas querem nos roubar. Educação e Arte, as nossas saídas para fora de uma rota de autodestruição.

💙💙💙

Quando todos os outros participantes e eu estávamos discutindo qual seria o tema do 6 on 6 de fevereiro, eu não imaginei que pensar na cor azul fosse me trazer tantas reflexões existencialistas pelo caminho. Sempre achei curioso o fato de haver pessoas (sinestésicas) que veem e associam cores a exatamente tudo de um jeito que não é tido como o "comum". Logo, imaginei que encontraria cores pelo caminho e apenas soltaria fotos aqui. Ledo engando. A arte me levou por um caminho totalmente inesperado, se comparado ao primeiro mês fotografado. (Inclusive, devo dizer que eu tinha planejado duas fotos quando pensamos no tema e acabei não fazendo nenhuma das duas. Olha só que ironia!)

Quando vocês se dispõem a produzir alguma forma de arte baseada em um tema, como isso funciona pra vocês? É um processo planejado ou espontâneo? Me conta nos comentários?

📷📷📷

Equipamento usado no post:

As fotos deste post foram feitas com o celular.

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domingo, 1 de março de 2026

{Vamos falar sobre escrita?} Agenda de eventos literários em 2026

domingo, março 01, 2026 12


Ser escritora é estar atenta ao calendário literário anual para participar de eventos, descobrir novos autores e livros e fazer conexões — sejam elas com editores e autoras, sejam elas com o público leitor. Sendo assim, fiz uma lista de eventos literários que já sei que vão acontecer e resolvi compartilhar com vocês. Irei a todos os eventos? Não. Mas é bom tê-los no radar. Quem sabe a gente não se encontra por lá?

  • 10 a 12 de março: Feira do Livro de Londres (Inglaterra)
  • 08 a 12 de abril: FLIZN - Feira Literária da Zona Norte (São Paulo, Brasil)
  • 08 a 12 de abril: 6ª Feira Literária de Tiradentes - FLITI (Minas Gerais, Brasil)
  • 15 a 21 de abril: Feira do Livro da Bahia (Salvador, Brasil)
  • 21 a 24 de abril: Feira do Livro de Buenos Aires (Argentina)
  • 23 de abril: Noite das livrarias (São Paulo, Brasil)
  • 25 de abril a 03 de mail: 20° Festival Literário Internacional de Poços de Caldas - FLIPOÇOS  (Minas Gerais, Brasil)
  • 13 a 16 de abril: Feira do Livro de Bolonha (Itália)
  • 26 de abril: Flifantasy - Festival Literário de Fantasia (São Paulo, Brasil)
  • 27 e 28 de abril: FILBO - Feira Internacional do Livro de Bogotá (Colômbia)
  • 13 a 17 de maio: Feira do Livro da UNESP (São Paulo)
  • 16 e 17 de maio: Festa Literária de Santa Teresa - FLIST (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 21 a 31 de maio: 22º Feira do Livro de Joinville (Santa Catarina, Brasil)
  • 28, 29 e 30 de maio: A feira do livro de JF (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil)
  • 30 de maio a 07 de junho: A feira do livro (São Paulo, Brasil)
  • 29 de julho a 02 de agosto: Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 05 a 09 de agosto: Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho (Bahia, Brasil)
  • 08 a 16 de agosto: 10ª Feira do Livro de Guaxupé – FLIG (Minas Gerais, Brasil)
  • 04 a 13 de setembro: 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (São Paulo, Brasil)
  • 24 a 27 de setembro: Feira do Livro de Gotemburgo (Suécia)
  • 07 a 11 de outubro: Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha)
  • 30 de outubro a 15 de novembro: Feira do Livro de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil)
  • 29 de novembro a 07 de dezembro: Feira do Livro de Guadalajara (México)
  • 03 a 06 de dezembro: CCXP 2026 (São Paulo, Brasil)

Escritores e leitores, as datas estão aí para todo mundo poder atualizar o calendário. Bora?!


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domingo, 22 de fevereiro de 2026

{Resenha} Teoria do conto, de Nádia Battella Gotlib

domingo, fevereiro 22, 2026 12



Teoria do conto era uma obra esgotada, até que a editora Autêntica resolveu relançá-la, para a sorte de todos os estudantes, professores e amantes de crítica e teoria literária. Sua autora, Nádia Battella Gotilib é professora aposentada do curso de Letras da Universidade de São Paulo (USP) e este livro traz aos leitores um compilado de parte do conteúdo que ela domina sobre o gênero conto. Como ela mesma diz na "Nota da autora", houve uma atualização nesta nova edição:

Nos últimos anos, objetivando edição revista e aumentada, acrescentei leitura de teóricos e contistas, mas com o cuidado de não me alongar nas considerações, de modo a preservar a concepção original do livro, marcado por capítulos breves.
Nádia Battella Gotilib

De fato, o livro é fino e os capítulos continuam breves, entretanto isso não faz do livro raso. Como toda boa professora, Nádia Battella Gotlib é hábil tanto nas explicações, quanto nos exemplos que apresenta, fazendo um panorama desde o que se pode considerar as origens do conto até os moderníssimos microcontos. Ela costura muito bem grandes teóricos, que normalmente também são escritores, a exemplo de Edgard Allan Poe, Ricardo Piglia, James Joyce, Horácio Quiroga e Julio Cortázar de modo que nós, leitores-estudantes-escritores, passamos a compreender tanto o que é considerado como conto clássico, bem como todas as muitas contradições nas diversas definições existentes para este gênero.

Para quem já conhece esse referencial teórico (que era o meu caso), foi interessante ver como a professora articula todos eles para criar uma trilha de aprendizagem coerente. Para que não conhece esses referenciais teórico, o livro é uma boa porta de entrada, já que ela esmiúça o que esses teóricos dizem, tornando muitos desses textos citados mais palatáveis. 

Como professora, é interessante notar que ela busca fazer todas as explicações como se ela estivesse em uma conversa: a linguagem é simples, clara, objetiva. Além disso, o livro apresenta uma bibliografia comentada — o que facilita muito a pesquisa de quem está começando a ter contato com esse tipo de texto / pesquisa — e um vocabulário crítico, em que há uma lista de termos literários com suas respectivas explicações.

Definitivamente, Teoria do conto é um livro útil tanto para leitores que querem ler e escrever mais sobre o gênero, quanto para estudantes, professores e, claro, escritores do gênero.

Capa.

Livro: Teoria do conto
Autora: Nádia Battella Gotlib
Apresentação: Italo Moriconi
Editora: Autêntica
Páginas: 136
Coleção: Textos Singulares
Apresentação: Teoria do Conto, de Nádia Battella Gotlib, é uma referência indispensável para estudantes e amantes da narrativa curta. Em linguagem acessível e estruturada, a autora aborda desde as origens do conto, sua evolução e definições, até as contribuições de teóricos como Poe, Propp e Tchekhov. Com exemplos literários que atravessam épocas e culturas, o livro explora os elementos essenciais do conto, como brevidade, unidade de efeito e compactação textual, tornando-se um guia essencial para compreender e apreciar essa forma literária única.

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Os ventos do carnaval não movem moinhos

domingo, fevereiro 15, 2026 16


Parecia vinda de algum invisível moinho de vento. Era incontrolável. Depois de tantas cores, tantas músicas, tantos estímulos, o silêncio. Ao longe, um bêbado ou outro se equilibrando em uma esquina, buscando um lugar menos ruim para vomitar. Cidade no limbo entre fim de festança e volta ao trabalho. Aquilo era hora de parir uma explosão interna e incontornável? O azul-petróleo já ganhava tons de luz no horizonte ao leste, e o olhar profundo de Fátima desaguava em mar. Tormenta. Abraço que é casa, mas que também é despedida. Mesmo depois de tanto tempo, o fim ainda era tão gritante na cabeça dela. Principalmente em momentos em que apenas os pássaros cantam na selva de pedras.

(Como ninguém percebia: juras? Mentiras? Tudo tão visível quanto a luz solar.)

A Quarta-Feira de Cinzas anunciava a calmaria de sua aurora. Um novo dia, um novo começo. A sabedoria popular diz que o ano só começa mesmo depois do carnaval. E de um corte (radical) de cabelo. Entre um soluço e uma fungada, estava decidido: ligaria no salão, marcaria um horário o mais breve possível. Cabelo curto. Roupa curta. Fim de verão e nascimento de uma paciência cada vez mais restrita, a única possível para quem teve o coração partido tantas vezes que não sabe nem como ele ainda continua bombeando sangue no peito.

Peito pequeno. Apesar dos pesares, coração gigante. Sangue latino. Fátima seguiria sozinha, assumindo os pecados dela e de Álvaro (ainda que vivo, ele seria um de seus mortos?). Seguiria quebrando lanças, povoando generosidade, sendo os ombros do mundo: aquela que sempre ama demais, com sua alma cativa. A última noite morria. O sol já despontava. Era Quarta-Feira de Cinzas, e ela entendia as lágrimas. Todo carnaval tem seu fim, rompe com os velhos tratados, leva milhares de fios de cabelo, buscam por guinadas. O desaguar sempre fez sentido em todos os caminhos, que apesar de serem tortos, sempre a levaram para casa — mesmo que como em um grito, num desabafo.

🌙🌟🌞



Conto inspirado na canção de Ney Matogrosso e no tema "a última noite".



Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita,
cujo tema de fevereiro de 2026 é a última noite.
Para saber os outros temas e como participar, clique aqui.


Para ler sobre a primeira aparição de Fátima e Álvaro aqui no blog, clique aqui.


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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

6 on 6: momentos de descanso

sexta-feira, fevereiro 06, 2026 23

Sempre quis fazer parte de um grupo de postagem coletiva no estilo 6 on 6, mas nunca tinha conseguido estar em um. Até que conversei com alguns amigos que também têm blog e... tcharan! Aqui estou no meu próprio grupo de 6 on 6! 

Sendo assim, todo dia 6 de cada mês, teremos um post sobre fotografia aqui no blog. 😊📷

O tema do 6 on 6 de fevereiro é momentos de descanso, o que é ótimo, porque eu tirei uns dias para recarregar as energias, mesmo em casa. Foi ótimo! Vamos às 6 fotos:

Camomila em um momento de autocuidado.

Ter gatos é um eterno aprendizado para quem sabe observar. Pra mim, o principal é o autocuidado. Gatos estão sempre dormindo bem, comendo bem, se alongando e se limpando. Passar tempo com as minhas gatas é descanso e é lembrete: pra eu ser uma boa mãe pra elas, eu também preciso me cuidar. Nesta foto, em específico, ela também me lembra das aulas de dança e de como eu fico feliz nelas. 

Sorvete e leitura.

Tarde de sorvete e leitura. Eu descobri a literatura da Rosario Bléfari há 2 anos e poder lê-la no original é uma honra. Amo a escrita dela e fico feliz que ela tenha deixado este legado tão bonito para todos nós. Tanto o Diario de la Dispersión, quando o Diario del Dinero têm muito do processo criativo dela. É bacana demais conhecer mais dos processos criativos de outros artistas.


Olhe o céu.
Gosto de parar em alguns momentos do dia para olhar o céu, observar o clima e me conectar de volta com a natureza. Este é um exercício que me traz paz. Quase uma oração ou uma meditação. Olhar e me perceber (in)significante dentro de um universo tão diverso e grandioso. Pés na Terra, cabeça no infinito. 


Tricota e tricota.
Janeiro foi o mês de tricotar presentes. Na foto, a Sophie scarf (receita da PetitKnit) que fiz para a minha amiga ver os Backstreet Boys em Las Vegas, respeitando o dress code da Millennium tour (que, basicamente é ir de branco). Além desse cachecol, fiz outros gorros e cachecóis para outras amigas que também vão viajar para lugares frios. Amo dar um pouco do meu amor em forma de tricô!


Vai um cafezin'?
Foto do café que tomei com a Boo e a Simone durante o nosso encontro mensal. Foi um dia de muitas risadas e trocas. Se tem um momento do meu mês que é MUITO esperado por mim, porque é MUITO legal é o encontro do nosso trio on tour. :)

Esse dia foi legal, porque — além de vê-las — eu pude finalmente doar a mecha de cabelo que estava aqui desde o meu último corte (porque a moça do caixa não me deixou enviar pelo correio). Fomos a um shopping que tem um ponto de coleta da ong Cabelegria

Amo demais! 💚

Se tem uma coisa que tenho em comum com a minha mãe é o nosso amor pela pipoca. Uma das vantagens de trabalhar de casa é justamente poder parar, fazer um cafezinho, comer uma pipoquinha e poder atualizar os assuntos do dia com ela. Quando o momento é de descanso e o intervalo é longo, melhor ainda! Amo essas singelezas da vida compartilhada em família.💚

Agora me conta: como você desacelera e descansa? 

📷📷📷

Equipamento usado no post:

As fotos deste post foram feitas com uma câmera Nikon D3100. A foto do café foi feita com o celular.

Mais 6 on 6:


Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: ReticênciasSweet LulyInventando assuntoCamila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷
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domingo, 1 de fevereiro de 2026

{Vou por aí} Museus para visitar em São Paulo

domingo, fevereiro 01, 2026 12
Museu do Ipiranga.


O item 40 da minha lista de 101 coisas em 1001 dias é "Fazer uma lista de museus que quero conhecer/revisitar e ir a pelo menos 5 deles". Como teria que fazer esta lista mesmo, resolvi torná-la pública, pois isso pode servir de incentivo para quem gosta de museus e de ajuda para quem for turista.

Como vocês poderão notar, a maioria dos museus fecha às segundas-feiras e tem pelo menos um dia de entrada gratuita. Ou seja, organizando direitinho dá para visitar todos eles sem gastar muito. 

A lista abaixo está em ordem alfabética.

CCBB São Paulo

Localização: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, São Paulo – SP 
Funcionamento: Quarta a segunda, 9h às 20h (fechado às terças) 
Ingressos: Gratuito (alguns eventos pagos)

Casa das Rosas

Localização: Av. Paulista, 37 – Bela Vista, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 17h30 
Ingressos: Gratuito 

Instituto Tomie Ohtake

Localização: Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a domingo, 11h às 18h 
Ingressos: Gratuito

Itaú Cultural

Localização: Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a sábado, 11h às 20h | Domingos, 11h às 19h 
Ingressos: Gratuito 

Japan House São Paulo

Localização: Av. Paulista, 52 – Bela Vista, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a sexta, 10h às 18h | Fins de semana, 10h às 19h 
Ingressos: Gratuito 

MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo)

Localização: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 - 04094-050 - São Paulo - SP - Brasil
(É onde era o antigo prédio do Detran, em frente ao Parque Ibirapuera.)
Funcionamento: Terça a domingo das 10h às 21h. Segunda-feira: fechado.
Ingressos: entrada e estacionamento gratuitos.
Curiosidade: dentro do museu há uma biblioteca.
Site: http://www.mac.usp.br/mac/index.asp

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Localização: Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a domingo, horários variados 
Ingressos: Pago (gratuito às terças) 

Memorial da Resistência

Localização: Largo General Osório, 66 – Centro, São Paulo – SP 
Funcionamento: Quarta a segunda, 10h às 18h 
Ingressos: Gratuito 

Museu Afro Brasil (dentro do Parque Ibirapuera)

Localização: Parque Ibirapuera – Portão 10, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 17h 
Ingressos: Pago (gratuito às quartas) 

Museu Lasar Segall

Localização: Rua Berta, 111 – Vila Mariana, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 11h às 18h
Ingressos: Gratuito
Site: https://www.gov.br/museulasarsegall/

Museu da Imigração

Localização: Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 9h às 18h
Ingressos: Pago (gratuito aos sábados)
Site: https://museudaimigracao.org.br/

Museu da Língua Portuguesa

Localização: Praça da Luz, s/n – Luz, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 18h
Ingressos: Pago (gratuito aos sábados)
Site: https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/

Museu das Favelas

Localização: Largo Páteo do Colégio, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 18h
Ingressos: Gratuito
Site: https://museudasfavelas.org.br/

Museu de Arte Sacra

Localização: Av. Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 9h às 17h
Ingressos: Pago (gratuito aos sábados)
Site: http://museuartesacra.org.br/

Museu do Café (na cidade de Santos)

Localização: Rua XV de Novembro, 95 – Centro, Santos – SP
Funcionamento: Terça a sábado, 9h às 17h | Domingo, 10h às 17h
Ingressos: Pago
Site: https://www.museudocafe.org.br/

Museu do Futebol

Localização: Praça Charles Miller – Pacaembu, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 9h às 18h
Ingressos: Pago (gratuito às terças)
Site: https://museudofutebol.org.br/

Museu do Ipiranga

Localização: Rua dos Patriotas, 20 – Ipiranga, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 17h
Ingressos: Pago (gratuito às quartas)
Site: https://museudoipiranga.org.br/

Pavilhão Japonês (dentro do Parque Ibirapuera)

Localização: Parque Ibirapuera – São Paulo – SP
Funcionamento: Quinta a domingo, 10h às 17h
Ingressos: Pago
Site: https://bunkyo.org.br/br/pavilhao-japones/

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Localização: Praça da Luz, 2 – Luz, São Paulo – SP
Funcionamento: Quarta a segunda, 10h às 18h
Ingressos: Pago (gratuito aos sábados)
Site: https://pinacoteca.org.br/

Páteo do Collégio

Localização: Praça Pátio do Colégio, 3 – Centro, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a sábado, 9h às 16h30
Ingressos: Pago
Site: https://www.pateodocollegio.com.br/

Mapa com a localização dos museus



Agora me conte:

quantos deles você já visitou? Há algum que você conhece que deveria entrar para esta lista? Por onde você acha que eu devo começar as minhas visitas?
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