6 on 6: trilha de cor: laranja
Fernanda Rodrigues
sábado, junho 06, 2026
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Maio chegou trazendo mais um tema fotográfico, a cor laranja. O que a trilha de cor azul teve de fácil, a laranja teve de difícil e complicada. De todos os temas que fizemos, este foi o que mais me deu trabalho. Como não sou uma pessoa de ter muitas coisas laranjas ao meu redor, comecei a procurar tal cor pelo meu caminho. Aí que veio a encrenca. No meu olhar míope, ou as coisas eram vermelhas, ou eram marrons. Nunca cor de laranja. Quanto mais procurava, menos encontrava. Bateu o desespero sim e com certeza. Enfim, vamos às fotos:
Três incógnitas
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| Enigma. |
A primeira foto que fiz foi esta. Assim como a vegetação do tema Linhas, estas plantas moram no parque em que faço minhas aulas de dança. Era sexta de manhã, estava frio e não fazia (e ainda não faço) ideia de como esta planta se chama, muito menos se essa cor é vermelha, marrom ou laranja. Digam-me aí nos comentários se acertei na foto ou se roubei no tema.
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| Florezinhas incertas |
Na sexta à tarde, no caminho para a aula de canto, sempre passo por um colégio cujo o muro é coberto por esta outra planta. Mais uma das que também não sei o nome. Mais uma que eu olhei e pensei: isso é laranja ou vermelho? O que posso dizer com certeza é que ela forma pequenos buquês como este da foto, e que eles ficam lindos sob a garoa fina que tem feito nos dias frios de outono.
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| Meio cantora, meio Jasmine. |
Um pouco mais tarde, já no meio da aula de canto, olhei para o chão e me lembrei da história do Aladdin. O tapete tem os quadrados alaranjados, já a minha garrafa de água, a cor da roupa da Jasmine. A bateria deu um toque de Gênio da Lâmpada; que, lembremos, também é meio azulado. Foto nada artística, com zero enquadramento, mas que conta como laranja, não conta?
Três certezas
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| Infância. |
Na volta da aula de canto, passei algumas vezes por alguns desses brinquedos públicos. A prefeitura de São Paulo tem colocado vários deles em diversas praças (ano de eleição tem dessas reformas de última hora). Olhando de longe, é muito bonito. Chegando mais perto, dá para ver que alguém já foi lá rabiscá-lo (dá para ver justamente na parte laranja dele). É uma pena. Enquanto desmontarem a Educação, não adianta trocar o patrimônio público esperando perfeição, porque isso vai continuar acontecendo. Só há valorização quando se compreende verdadeiramente a importância disso. Sem educação de qualidade, fica difícil chegar a esse entendimento sozinho.
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| Gatinha. |
Se há uma certeza é que, ao chegar em casa, encontrarei dona Camomila enrolada — tal qual o recheio de um bolo — na sua cobertinha laranja. Ela não só ama essa coberta, mas também tem ciúmes dela. Talvez esse seja o único motivo pelo qual ela bata na Poesia vez ou outra: quando a Popô quer roubar o lugar dela na cobertinha laranja. Diva que é diva tem que defender o seu espaço, não é mesmo?
Por fim, mas não menos importante, um dos meus livros preferidos da vida é este laranjão. Esta foi a primeira foto que pensei em fazer e, no fim, foi a última a ser produzida. Leminski e seu bigode, sua poesia. Leminski sendo ele mesmo e escrevendo sobre alfabetos e girafas. Tem como não amar?
Enfim, este foi o meu 6 on 6 de maio: no meio fio entre a concretude e a incerteza, bailando pela vida. Espero que vocês tenham gostado. 😉
📷📷📷
Equipamentos usado no post:
Todas as fotos deste post foram feitas com o celular.
Mais 6 on 6:
Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: Reticências, Sweet Luly, Inventando assunto, Camila por aí e Adriel Christian.
Confira as outras edições do meu 6 on 6:
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