terça-feira, 12 de maio de 2020

Espiadinha

terça-feira, maio 12, 2020 5

Imagem de pasja1000 por Pixabay.

And resistance
Love has got to fight for its existence.
(U2)

Vim liberar um comentário que precisava de aprovação e dar aquela espiadinha aqui no blog. Sinto falta de escrever, contudo, a vida urge. As férias acabaram e o trabalho triplicou: replanejamento de tudo, aulas ao vivo com alunos com faces sonolentas aparecem na minha tela (enquanto eu tento ser professora e "youtuber descolada" ao mesmo tempo). Preciso chamar atenção para aquela que é a última flor do Lácio. 

Tempo para mim não há mais. Os prazos são apertados, tudo é para ontem. Não há blog, resenhas por fazer, leituras e pilates que resistam. Eu resisto? Emendei finais de semana, trabalhei no dia das mães. Já pensei em jogar tudo para o alto, já escrevi texto triste. Já observei pessoas em situações piores que as minhas e me senti culpada por reclamar, já engoli choro. Sim, eu resisto.

A palavra que escolhi para o meu ano foi "coragem". Se janeiro já parece tão distante, e tudo o que era válido agora é questionável, fico surpresa como a minha intuição me alertou. 2020 está rindo na minha cara, me forçando a ser resiliente. Adaptação é a bola da vez, e replanejar todas as áreas da vida exige coragem.

Estou aprendendo a ver as coisas por partes, a viver um dia de cada vez, a respirar quando o nó no peito se instala. Talvez esta parte do "ser corajoso" não pareça nos melhores dicionários.

Ninguém sabia o que viria. Todo mundo está dando o seu melhor. E, ao contrário do que dizem as mães, eu faço parte deste "todo mundo".

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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Batalhas

segunda-feira, maio 04, 2020 5
Imagem de komahouse por Pixabay.

Neil Gaiman e Amanda Palmer — o casal mais criativo que eu já vi — se separaram. Não aguento mais ver notícias tristes assim. Não bastou que eles terminassem, ele se mudou de país (ela ficou na Nova Zelândia, e ele voltou para a Inglaterra). Fico pensando em quantas estruturas mais o confinamento e o covid-19 vão desmoronar, então, me lembro das tiragens de tarô que vejo no YouTube: a carta da torre sempre aparecendo, ruindo com todas as estruturas, fazendo cair para recomeçar.

Todo fim é um recomeço. O problema é que as vivências estão todas tão incertas que a sensação que me dá é a de que há um espaço entre os dois pontos que antes costumavam unir as pontas de um círculo, um vácuo entre o término e o recomeço, um tempo em suspenso que separa esses dois não-lugares. O incômodo vem justamente de não se saber qual é o tamanho dessa distância, a força e a intensidade de sua duração.

O Paulo Mendes Campos já foi categórico em dizer que “o amor acaba”. Por mais que eu concorde com ele — tudo o que é frágil se desmancha no ar —, não gosto de acreditar nisso. Minha cabeça, na verdade, é uma grande contradição que vive me dizendo que o amor deve ser leve e fácil, mas que a gente deve lutar por ele (e qual luta é leve, meu Deus?). Fico me perguntando se não é por conta dessa minha complexidade tão paradoxal que eu não consigo ter alguém. Ao mesmo tempo, eu sei que não posso — e, sobretudo, não quero! — abrir mão disso. Sou a essência de alegria e tristeza, prosa e poesia, leveza e luta.

Acordei com uma voz que dizia em meu ouvido: “Me amar é a parte mais bonita do meu corpo”. Não sabia bem o que fazer com esse pensamento, que me pareceu tão real e tão bonito, sendo assim, o eternizei no Twitter e aqui. Acredito que esse lance de “me amar” é algo que vem mais de dentro do que de fora. São elaborações que — ao fazerem sentido — reverberam. Quero amar: vou para a luta com leveza.

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terça-feira, 28 de abril de 2020

{Vamos falar sobre escrita?} Lives sobre escrita enquanto não podemos abraçar

terça-feira, abril 28, 2020 5
Imagem de Peter Olexa por Pixabay.
Olá, pessoal!
Espero que todos estejam bem.

A gente sabe que, as lives se tornaram parte da nossa rotina, em tempos de quarentena, certo? Eu adoro todas elas e tenho aproveitado muito para acompanhar autores e editores e aprender com eles. Quem tem acompanhado o instagram Companhia das Letras, da Comapnhia das Letrinhas e do Grupo Editorial Pensamento sabe bem do que estou falando. Só profissionais de peso compartilhando conhecimento na nossa timeline.

Na semana passada, contudo, fui convidada para deixar de se expectadora e compartilhar um pouco da minha experiência com vocês. Sendo assim, venho aqui para convidá-los para duas lives em que vou falar com vocês sobre escrita. A primeira será nesta semana. A segunda, na semana que vem. Os detalhes estão abaixo:

No IG: @naciadoutero.

No IG: @a_estranhamente.

Para ver a agenda completa, clique aqui. Enquanto a gente não pode se abraçar pessoalmente, vamos nos ver virtualmente? Espero por vocês!

Beijos e queijos :*

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sexta-feira, 24 de abril de 2020

{Lançamento} Sobre o que estava tentando dizer

sexta-feira, abril 24, 2020 6

Lançamento do e-book Sobre o que estava tentando dizer.

Apesar do caos no mundo, hoje é dia de festa! Nasceu mais um projeto, o Sobre o que estava tentando dizer, livro escrito por mim e pela escritora baiana Elizza Barreto. 

[Quem já é assinante da newsletter, recebeu todas as informações fresquinhas (e um presentinho!) por e-mail ontem. Se você ainda não assinou, já clique aqui para se inscrever e receber as informações em primeira mão.] 

Wallpaper de Sobre o que estava tentando dizer.

Apresentação

Em jornadas criativas distintas, Elizza Barreto e Fernanda Rodrigues apresentam poesias que atravessam seus cotidianos, acessam espaços atemporais, presentes, em trânsito. A primeira parte do livro versa sobre a nostalgia do passado e a saudade de um futuro que teima em nunca existir, com memórias vivas de meses que se repetem todos os anos e contam histórias que parecem ser as mesmas, mas não são. Na segunda, é possível pensar a poesia como parte de um álbum de fotografias que abraça a natureza, os barulhos de uma madrugada, o gosto das coisas que nunca se provou, mas sabe-se exatamente como são sentidas na boca. Como em uma dança, os sentidos distintos e dispostos das autoras se encontram e provocam frio na barriga.

📚 Adicione o livro nas suas bibliotecas: skoob | goodreads.

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Por enquanto, o livro está disponível apenas no formato digital. Você pode comprá-lo nos links abaixo:

😍 Para acompanhar o trabalho da Elizza Barreto, dê uma espiada aqui.

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Tanto a Elizza quanto eu esperamos que você goste do livro. 💚 Depois, conte o que você achou.

Beijos e queijos :*

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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Rascunho

segunda-feira, abril 13, 2020 18
Imagem de StockSnap por Pixabay.

Em casa
a série na TV
o caderno sobre a mesa
o ar pesado nos pulmões
coração correndo

Em casa
o tricô feito
os gatos que se esfregam
nas minhas pernas

Em casa
o trabalho refeito
os livros maiores
se agregam à lista dos "lendo agora"

Em casa
o rascunho se faz
a partir das lembranças
do tempo em que as
caminhadas eram rotina

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quinta-feira, 9 de abril de 2020

O que ando lendo e vendo enquanto estou em casa

quinta-feira, abril 09, 2020 24
Imagem de Sofia Iivarinen por Pixabay.

Olá, pessoal!
Minha quarentena anda confusa, porém algo que tem me ajudando é ver muitos vídeos, ler muitos artigos, blogs e, claro, livros. No post de hoje, resolvi compartilhar um pouco do que estou vendo e lendo, pois vai que isso ajuda a tirar vocês do tédio?

Amazon Prime


Blogs e sites



Livros

  • Amares, do Eduardo Galeano
  • Ela queria amar, mas estava armada, da Liliane Prata
  • Todas as crônicas, de Clarice Lispector

YouTube 



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domingo, 5 de abril de 2020

{Resenha} Relatos de uma Br em Buenos Aires, de Ayumi Teruya

domingo, abril 05, 2020 8

Divertido, irreverente, cativante. Podemos dizer que as tais crônicas desastrosas que Ayumi Teruya reuniu em seu Relatos de uma Br em Buenos Aires mostram, com muito bom humor, a dura vida de uma imigrante brasileira em terras portenhas.

Lançado de forma independente, o livro traz todas as angústias e curiosidades do olhar de quem flana pela capital argentina pela primeira vez. Coisas aparentemente simples como sair do interior e ir estudar na capital, ir a uma festa e se enturmar, romper a barreira cultural e fazer amizades, estudar em uma língua que não é a materna ou conquistar um novo amor ganham um novo ar, engraçado e, em muitos momentos, destrambelhado -- e é justamente isso que nos prende ao livro: querer saber onde tudo isso vai dar.


Cronista nata, Teruya sabe dosar as percepções exteriores com as neuras internas do seu lado cronista. Neste contraponto vemos seu olhar amadurecendo para as nuances de quem desbrava o mundo e assume as responsabilidades da vida adulta. É interessante como ela é capaz de pegar na mão do leitor e conduzi-lo ao longo dessa dupla jornada.

Enquanto caminhamos e nos perdemos pelas belas ruas de Buenos Aires, somos tocados pela sensibilidade de cada crônica, pela finitude da nossa existência e pela imensidão dos nossos sonhos. Tudo isso, dando muitas gargalhadas! Preciso dizer mais alguma coisa?

Livro: Relatos de uma Br em Buenos Aires
Autora: Ayumi Teruya
Páginas: 183
Apresentação: Ayumi é uma brasileira baixinha e atrapalhada, que decidiu escrever sobre suas aventuras ao se mudar para a Argentina para estudar psicologia. Aproveitando cada nova experiência e desastres que encontrou no meio do caminho para rechear este livro de histórias engraçadas, de amor e de superação ao viver em outro país um tanto quanto diferente do seu. Venha rir da desgraça alheia através de crônicas que prometem fazer você "cagar de risa" (como diriam os argentinos).
Para comprar: físico | e-book.
Livro no skoob. | Livro no goodreads.
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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Recursos digitais criativos

quarta-feira, abril 01, 2020 16
Imagem de Andrian Valeanu por Pixabay.
Oi, pessoal!
Espero que vocês estejam bem. O post de hoje é voltado para todo mundo que precise construir materiais em casa nesses tempos de trabalho remoto (home office). Como vocês sabem, sou professora e, assim como vários colegas, estou produzindo videoaulas para os meus alunos. Tem sido um bom pico de aprendizado (desde adaptação do planejamento ao uso de recursos tecnológicos), ainda que extremamente exaustivo. É complicado demais replanejar as 24 aulas semanais e adapatar todo o conteúdo para o formato EaD, gravar e editar vídeos com o que tenho em casa, tudo em tempo record, mas, pelos meus alunos, sigo em frente.

A ideia aqui, portanto, é compartilhar os recursos que encontrei na internet (um beijo para a Vanessa Reis, para Bel Quintilio, para a Dani Botelho e para a Vi Gama que também contribuiram com isso), que possam contribuir com todo mundo que está passando por dilemas de produção iguais ou parecidos aos meus.

*Clique no nome do recurso para ser direcionado para o site dele*

  • Adobe Spark: permite criar montagens de imagens (incluindo em formatos para as redes sociais), apresentações de slides, informativos e modelos de páginas da web;
  • Audacity: trabalhe gravando e editando áudios (bom para fazer podcasts!);
  • Bit.ly: Permite encortar e nomear urls;
  • Ensinando de Casa: uma seleção de recursos do Google para apoiar os professores no ensino à distância;
  • Canva: permite a mapulação de imagens e criação de infográficos;
  • Gimp: software gratuito de edição de imagens;
  • Goosechase: permite a elaboração de caça ao tesouro online;
  • Infogram: permite a elaboração de infográficos;
  • Instructure: crie uma plataforma de aprendizado LMS;
  • Kahoot!: permite a elaboração de jogos educativos;
  • LessonApp: permite criar e compartilhar planos de aula;
  • Lifeliqe: ferramenta que permite o estudo de imagens em 3D;
  • Loom: recurso para gravar videoaulas;
  • Lucidchart: permite a criação de mapas conceituais;
  • Mailchimp: permite a elaboração de newsletters;
  • Matematus: soluções matemáticas;
  • Mentimeter: permite a criação de enquetes interativas; 
  • Microsoft Sway: permite criar boletins informativos, apresentações e documentação incríveis em minutos;
  • OBS Studio: software que permite fazer gravação da tela do seu computador e de uma câmera ao mesmo tempo. Você pode salvar o arquivo de vídeo ou fazer transmissão online para múltiplas plataformas (Esse tem me salvado muito! Você pode conferir dois tutoriais dele vendo essa playlist.);
  • Padlet: permite a criação de belos quadros, documentos e páginas da web fáceis de ler e divertidos para contribuir;
  • Pickers: permite criação de cartões interativos (de/com perguntas e respostas);
  • Plataforma MEC RED: platafora MEC de recursos educacionais digitais (há vários recursos por lá);
  • Pixton: permite a criação de histórias em quadrinhos;
  • Pooleverywhere: permite a criação de pesquisas online;
  • Seesaw: ferramenta que permite a elaboração de portfólio online;
  • Seppo: permite criar jogos educacionais;
  • SlidesCarnival: templates gratuitos de apresentações de slides (para google slides e powerpoint);
  • Slidego: templates gratuitos de apresentações de slides (para google slides e powerpoint);
  • Slido: interaja por meio de enquetes/pesquisas em um evento;
  • Socrative: permite a criação de salas de aula virtuais;
  • Synth: trabalhe usando podcasts;
  • TinyLetter: permite a criação de newsletters;
  • Vooks: storybooks na sala de aula;
  • Wordle: permite a criação de nuvem de palavras;
  • Write About: permite a escrita coletiva/colaborativa e o feedback do professor-mediador;
  • Write & Improve: site que permite com que o estudante escreva em inglês e receba um feedback automático;
  • YouTube for education: canal que reune os principais vídeos educacionais do Youtube.

Conhece mais alguma ferramenta que possa ajudar? Deixe as informações nos comentários para que eu acrescente aqui no post. :)

Beijos e queijos :*

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quinta-feira, 26 de março de 2020

Eu era silenciosa

quinta-feira, março 26, 2020 16
Una charla con Mafalda en Buenos Aires.
"Eu era silenciosa". A frase de Clarice solta, assim como quem não quer nada em seu volume de crônicas, me pegou de jeito. Logo eu, a nerd faladeira, cuja reclamação era certa nas reuniões de pais e mestres: "A Fernanda, a Fernanda é maravilhosa, mas fala pelos cotovelos...".

Eu era silenciosa. De um silêncio que assustou meus pais. Lá pelas tantas, cresci e não falava. Minha mãe, preocupada, aproveitou a visita à casa de minha avó e colocou o pobre do filhotinho da galinha para piar na minha boca. O pintinho fez "piu" e, com ele, as compotas foram abertas. Magia, superstição ou fé? Não sei. O que posso dizer é que foi assim que a minha vida de tagarela começou.

Eu era silenciosa. Mas depois que abracei quem eu sou, passei a lutar pelas minhas próprias ideias. Dizem por aí que falo alto demais. Talvez fale mesmo. Em um mundo racista e patriarcal, é preciso elevar a voz. Às vezes, ir além: faz-se necessário rugir. 

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domingo, 22 de março de 2020

Espalhe coisas boas!

domingo, março 22, 2020 6
Imagem de Monoar Rahman Rony por Pixabay
Oi, pessoal!
Sei que falei que não voltaria no coronavírus, mas resolvi criar algo bom para o período de quarentena. Depois do homeoffice, fiquei pensando no que poderia fazer para matar o tédio. Post passado eu dei algumas dicas e, agora, resolvi colocar uma delas em prática: aprender algo novo é sempre útil, portanto, cá estou eu explorando as ferramentas do Adobe Spark novamente.

Fiz o meu login no site. Escrevi "quotation" na área de busca e resolvi produzir algo inspirador para os dias de confinamento. 

Fique em casa. Lave as mãos. Cuidar é amar.



Aquele lembrete que a gente está cansado de ouvir, mas também está vendo um monte de gente ignorando. Fiquem em casa! (Se vocês tivessem algum profissional da saúde em casa, como eu tenho, não colocariam o rosto na janela, quanto mais na rua!)

Para este, peguei um modelo inicial, mudei a mensagem de texto. Inseri um filtro e uma forma no fundo, acrescentei um pequeno sombreado às letras. As alterações nem foram tantas, mas já deu diferença, como vocês podem ver abaixo:



Respire


Respirar é um lembrete que eu sempre carrego comigo. Na raiva, no medo, na insegurança, na ansiedade ou até mesmo na empolgação, respirar me ajuda a trazer o equilíbrio para o corpo e para a mente. Sendo assim, fazer a imagem acima me serviu como um lembrete de algo que dá certo e que pode ser feito repetidamente durante a quarentena.

Para fazer o "Respire", eu acabei mudando tudo: fonte, filtro, imagem de fundo. O modelo só serviu mesmo como inspiração, conforme vocês podem ver abaixo: 



Espalhe coisas boas


Em tempos de fake news e notícias tristes, temos que espalhar (ou ao menos tentar espalhar) coisas boas. Por isso, vídeos de gatinhos, memes divertidinhos, frases de livros inspiradoras, as ações de solidariedade. Coisas boas atraem coisas boas. Vamos fazer uma corrente do bem. :)

Para esse, usei o recurso de "Aprimorar foto" (está em "filtros"). Também recorri ao filtro contraste. Mudei a mensagem e a fonte. Mais uma vezes, esses ajustes trouxeram diferenças.


Por hoje é isso. Vocês também gostam de editar imagens? Me contem nos comentários!


Este post parte de uma experiência pessoal em parceria com a Adobe Spark. Para saber sobre os outros recursos, clique aqui.
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Algumas Observações | Ano 14 | Textos por Fernanda Rodrigues. Tecnologia do Blogger.