quarta-feira, 25 de maio de 2022

{Resenha} História do Tarô, de Isabelle Nadolny

quarta-feira, maio 25, 2022 0


Um livro para quem gosta de tarô. Um livro para quem adora artes. Um livro para quem ama História. Um livro para quem quer ter mais sabedoria. Assim é História do Tarô: um estudo sobre suas origens, iconografia e simbolismo, de Isabelle Nadolny, publicado no Brasil pela Editora Pensamento.

A primeira coisa nos chama a atenção no livro é o projeto gráfico. O objeto-livro é magnífico. A capa é dura, as páginas são em papel brilhante o texto é repleto de ilustrações que trazem exemplos do que é dito. As imagens são frutos de pesquisa intensa da autora, que recorreu à várias bibliotecas e arquivos para comprovar o que é dito. A Editora Pensamento cuidou para que o projeto gráfico do livro se transformasse em um grande convite para os leitores fazerem a leitura sensorial da obra — o que faz sentido, já que ler tarô também passa por ler as mensagens que cada carta carrega.

Parte 1 do capítulo 1. Páginas 16 e 17.


Estruturalmente, a obra é dividida em cinco capítulos e quatro apêndices de fácil leitura. É interessante notar como a escritora foi fundo no que se propôs. Antes de chegar à história do tarô propriamente dita, ela passou por uma pesquisa aprofundada na relação entre o jogo de cartas e a adivinhação desde a Antiguidade, passando pelo surgimento dos baralhos na Europa (e em como as cartas da corte e os naipes se relacionam com as sociedades europeias da época), até chegar no Renascimento com o surgimento do Tarô.

Os inúmeros tarôs de Marselha.
Páginas 114 e 115.


Egito, Itália e França têm um papel fundamental nessa trajetória do tarô até os dias de hoje e navegar por esses espaços durante a leitura é muito gostoso. Como a linguagem do livro é direta e fluida, contando inclusive com pequenas anedotas ilustrativas, o leitor vai se sentir transportado para esses tempos-espaços enquanto os anos e o desenvolvimento das cartas são narrados ao longo das páginas da obra.

É nessa trajetória que aparece a discussão sobre o tarô ser um jogo educativo (com o exemplo de um baralho de 1420) e há uma imersão nos baralhos de Mantegna e, claro, no de Marselha. Há um capítulo todo que interliga o tarô à adivinhação desde o século XV até a tradição editorial a partir de 1980. E outro que apresenta uma pequena história de cada um dos arcanos maiores.

Descrição da carta "A Casa de Deus".
Página 250.


Sobre os arcanos maiores, cada carta apresenta seus diferentes nomes, posições ocupadas no baralho, uma explicação etimológica do nome da carta, um significado geral e os significados divinatórios de acordo com Court de Gébelin (1781), Alliette (1783), Papus (1909), Oswald Wirth (1927) e Paul Marteau (1949, o que mais uma vez permite uma comparação de como essas cartas foram vistas ao longo da história e ampliar os entendimentos de quem ainda as lê. Já sobre os apêndices, eles apresentam fontes comentadas, o que permite que o leitor continue se aprofundando no que já lera no livro.



Leia também as resenhas dos livros: O tarô de Marselha revelado, O tarô claro e simples, Tarô dos Anjos, Tarô de Marselha: a jornada do autoconhecimento, Tarô Egipcio Kier e Tarô da deusa Tríplice.

 

Capa.

Livro: História do Tarô: um estudo completo sobre suas origens, iconografia e simbolismo
Título original: Historie du Tarot: origines, iconographie, symbolisme
Autora: Isabelle Nadolny
Tradução: Luciana Soares da Silva
Páginas: 296
Editora: Pensamento
Apresentação: A história do tarô é pouquíssimo conhecida. Embora inúmeros livros abordem sua prática e seus significados, as raras publicações históricas existentes não circulam muito fora do grupo de pesquisadores. Isabelle Nadolny pretende mudar essa situação oferecendo ao grande público um amplo panorama sobre as origens e a evolução do tarô ao longo dos séculos. Desde o berço da Antiguidade, onde o jogo e a adivinhação se entrelaçam, até a Idade Média, na qual também se ancora a simbologia dos naipes e das figuras, das obras do Renascimento italiano ao movimento ocultista francês do século XIX, a história é convocada a explicar o surgimento do tarô. Entre outras descobertas, a autora revela neste livro único as mais antigas tiragens e interpretações do tarô, com tarôs esplêndidos, alguns reproduzidos aqui pela primeira vez, provenientes do acervo da Biblioteca Nacional da França, de coleções particulares e públicas. Extraídos de tempos imemoriais da cartomancia, alguns dos textos presentes na obra ainda não haviam sido divulgados, o que torna este livro uma verdadeira preciosidade. Nestas páginas o leitor encontrará um relato dos conhecimentos atuais sobre o tarô e sua história, baseados em documentos de arquivos, iconografia original, textos e baralhos antigos. Muito longe de querer impor uma visão, a autora apresenta o fruto de suas pesquisas por meio de uma prudente chave de leitura, apontando o que é comprovado, provável ou incerto. Inúmeras reproduções enriquecem este texto histórico, a começar pelos tarôs Visconti, com suas belas iluminuras, que apresentam um vasto panorama do tarô ao longo dos séculos. Nunca tantas informações sobre o tema foram reunidas de forma tão minuciosa!
_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Probabilidades

quinta-feira, maio 12, 2022 2
Foto por Aldebaran S, via Unsplash.

Qual é a chance de a minha intuição estar certa?
Você vai entrar nesse avião e aparecer aqui.
É possível se declarar?
Há pedidos (de desculpas?).

Não sei se é possível controlar essa vontade.
Também não sei se quero.
Existe perdão pelo não dito? Pelo tempo roubado? Pelos fios de cabelo que ano a ano desceram ralo abaixo?

Nunca chorei no chuveiro. 
Muito menos me debulhei em lágrimas enquanto a série triste era transmitida em um streaming qualquer.
Não.

Não sei se a roda gira.
Não sei se há amor.
Qual é a probabilidade de haver?

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

{Vou por aí} Visita ao Grupo Editorial Pensamento

segunda-feira, maio 09, 2022 2


No último dia 14 de abril, eu tive a honra de fazer uma visita à sede do Grupo Editorial Pensamento, a editora parceira do blog, desde 2020. 

O encontro foi muito divertido, e eu me senti em casa logo de cara. Lá conhecei a equipe que eu sempre via nas reuniões virtuais e sempre conversava por e-mail. Foi muito bom poder dar um abraço na Carol e na Marília, porque elas sempre estão em contato comigo. Mas a visita não ficou por aí, porque também conhecemos o Adilson, publisher da editora, e o senhor Ricardo, que é diretor e da família que fundou o grupo editorial. Na reunião, o Adilson nos mostrou as primeiras edições de obras que ainda hoje são best sellers da Editora Pensamento. Foi incrível poder ver e folhear livros tão importantes! 

Reunião para conhecer mais da história da editora.

Apresentação das primeiras edições publicadas.

Eu vendo um dos livros raros.

Alguns dos livros raros. 😍


Nós visitamos todos os espaços: os escritórios, o refeitório, o estúdio, a área de lazer, o museu e o estoque. Além disso, confraternizamos com um café da manhã delicioso. Eu, particularmente, aproveitei para fazer umas comprinhas e pegar o livro do mês da parceria. 

Pequeno vlog que eu fiz com os registros da visita. :)


Com as outras parceiras da editora.


Para quem quiser conhecer os outros parceiros presentes, basta visitá-los no Instagram: @marisoldeandrade; @ciganosdecapela; @tytamontrase; @li_numlivro.


No museu do Grupo Editorial Pensamento.


Para saber mais: no post Parceria Renovada: Grupo Editorial Pensamento eu contei um pouco da história da editora e dos seus selos.

Sem dúvida, foi um dia muito divertido!

Sobre a livraria do Grupo Editorial Pensamento: 

Você sabia que você também pode visitar a livraria do Grupo Pensamento? Seguem as informações abaixo:

Livraria do Grupo Editorial Pensamento.


Endereço:
Rua Doutor Mario Vicente, 374
Ipiranga - São Paulo / SP
Há estacionamento gratuito no local.
Também fica próxima à estação Santos-Imigrantes (linha 2-verde) do metrô.
Funcionamento:
Segunda a Quinta, das 9h00 às 17h30 
Sexta, das 9h00 às 16h30. 
Contato: (11) 2066-9000 ou pelo e-mail: atendimento@grupopensamento.com.br
Para quem não estiver em São Paulo, é possível comprar os livros pelo site: https://www.grupopensamento.com.br/


_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

terça-feira, 26 de abril de 2022

{Resenha} A fúria das coisas rubras, de Amália Morgado

terça-feira, abril 26, 2022 5
Conheça o livro A fúria das coisas rubras, de Amália Morgado.

A fúria das coisas rubras, de Amália Morgado, é um livro muito reflexivo sobre o papel do eu lírico no mundo. Como esse sujeito poético contribui? Como ele reage com o que vê ou com o que lhe chega? Como lida com o que já fora vivido? Enquanto o leitor realiza este encontro com cada um de seus versos, ele também é provocado a pensar em tudo isso em relação à própria vida.

Há uma busca constante desse eu lírico, um desejo de traçar “rabiscos de novas histórias”, como é dito no poema “Efêmero”; de dar adeus a tudo o que não faz mais sentido, como em “You were here”; de encontrar respostas, como o versado em “Ecos” e em “Contornos”. Há ainda um mergulho intenso, um resgate de memórias numa tentativa de compor um quebra-cabeças há tempos fragmentado. É o caso de “1989”, que relata como era “a criança, como um bambu tenro” e de “Tudo, agora”, que apresenta ao leitor uma relação de mãe que sabe ler a alma da filha.

Ilustração e poema "Teares", páginas 46 e 47 do livro
A fúria das coisas rubras, de Amália Morgado.

Se ao mesmo tempo a poeta nos entrega poemas extremamente metafísicos, ela também foi capaz de transformar o cotidiano em poesia, como se pinçasse os acontecimentos mais banais para lhes dar o grau de importância que eles merecem. Um exemplo disso está no poema “Ouro Preto”, em que o eu lírico reflete sobre a vida e a morte a partir de um simples desejo: “Eu quis tirar uma foto em um cemitério”, diz o verso de abertura. Verso este contrariado pela sequência: “Disseram-me ‘que horror’, ‘quanta morbidez’, / ‘tenha respeito’”. É justamente esse eu lírico que separa seus próprios desejos dos da maioria das pessoas que nos coloca em um espaço de indagação constante.

Como visto na imagem acima, o livro também apresenta algumas ilustrações que tornam o texto ainda mais potente em seu significado. É nesse despir furioso, por meio de uma poética tão visualmente intensa, que Amália Morgado ganha seu leitor.

Capa do livro A Fúria das Coisas Rubras, de Amália Morgado.
Capa.

Livro: A Fúria das Coisas Rubras
Autora: Amália Morgado
Gênero: Poesia
Editora: Persona
Páginas: 60
Apresentação: Não venha atrás de mansidão e paz de espírito. Não é aqui que você encontrará o conforto das máscaras mais convenientes. Apenas tenha coragem, aqui. Sim, foi através dos poemas de Amália Morgado que fui colocado diante da própria toxicidade démodé de um macho cis latino de meia idade, totalmente anacrônico, e em inevitáveis vias de extinção. Apenas leia. Tudo. Essas linhas não são à toa, elas são, cada uma delas, cicatrizes “violáceas, ora violentas, ora violetas”.Somente sob a “Fúria das coisas rubras”, lugar de poemas líquidos, vítreos, mordazes, e com cortes surpreendentemente afiados da realidade íntima feminina descerrada (e não apenas feminina, diga-se de passagem... surpreenda-se!), que você estará diante de seus próprios nós cegos, encarnados, mas travestidos de laços de fita. Suas poesias são como rosas de um carmim magnético que cheiram a sangue, e também memória. Amália Morgado não pede licença ao apresentar uma coletânea de poemas totalmente nus, providos de cor, cheiro e gosto. A Fúria das Coisas Rubras é um banquete antropofágico que Amália Morgado faz de suas próprias memórias, um desafio sensorial que nos obriga a revisitarmos profundamente as próprias vísceras até encontramos... pérolas. Talvez... mas rubras, vermelhas e retintas! Apenas tenha coragem, aqui. Alexandre Meira – Escritor
_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

domingo, 24 de abril de 2022

Contradições

domingo, abril 24, 2022 4
Mulher se equilibrando numa corda elevada, como em um número circense ao ar livre. Sobre a imagem o título do post "Contradições".
Foto por Bianca Ackermann, via Unsplash.


Brotam sensações diversas. Não sei de onde vem o desejo, mas ele é latente e coabita este corpo. É quente, como todo fogo que ferve o sangue de quem tem fome de justiça. Não sei de onde as sensações surgem, mas elas estão acompanhadas da força de quem vai à guerra.

Dinheiro, poder, vírus. Nada mais importa. Tudo isso importa. É nessa dança que sobrevivo. Brinco de viver. Brinco de entender. Mergulho sem saber nadar. Me jogo nos braços do incerto. Perco o controle. Perco o jogo. Não seduzo, coloco para fora as sensações que não compreendo. Não quero mais fingir. Sou frágil. A vulnerabilidade vem à tona. Gosto dela.

Este lugar é escuro. Não sei qual é o final do caminho. Não sei quanto tempo demorará para que eu chegue lá. E eu quero chegar lá, afinal? Felicidade é uma palavra grande e tão efêmera. Só se sabe que se é feliz quando já se foi. O que é a dor se não o eterno desconforto de viver?

Galopeio em meus próprios pés. Nunca fui boa em domar cavalos. Não sei me domar. Sempre tentei, nunca consegui. Hora de abandonar as malas e sair só com a roupa do corpo, com as sensações que brotam. Elas são diversas, mas não julgo. Bem e mal convivem com o desejo e com esse corpo pensante, delirante. Danço no caminho, porque não sei ao certo me equilibrar. O que me tira do eixo é o que me faz pulsar? Se for, agradeço.

Recomeço. Não sei se é substantivo ou verbo. Tudo depende da entonação dada na leitura. Tudo depende de como leio a minha jornada.


_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

domingo, 17 de abril de 2022

Suco de limão

domingo, abril 17, 2022 3
Duas jarras sobre a mesa com suco de limão dentro. Sobre a imagem, o título da postagem "Suco de Limão"
Foto por Ahmadreza Rezaie, via Unsplash.


Sempre que eu saio de São Paulo, aprendo um pouco sobre como a minha cidade funciona. Foi assim quando estive em Buenos Aires e me assustei com os comércios fechados aos domingos. Foi assim em Poços de Caldas, quando me vi diante de um grupo de pré-adolescentes andando sozinhos na rua de madrugada. E também foi assim em Brasília, quando não encontrei um mísero suco de limão.

Cheguei à capital do Brasil em época de seca. Há cinco meses os brasilienses não viam uma gota de chuva. Foi justamente a falta de umidade e a quentura do cerrado que invocaram o desejo mais profundo do meu verão: uma limonada geladíssima para refrescar o calor intenso.

Logo que entrei no carro, falei para a minha amiga sobre a tal vontade. Ela me levou para almoçar em um restaurante muito bonitinho, com suas mesas embaixo das copas das árvores e uma galera animada, que ouvia Sambô.

— Moço, têm suco de limão?

— Não, só de laranja.

— Então me traz uma água com gás, por favor.

— Quer gelo e limão no copo?

Olhei para a Dani com um ponto de interrogação na cara. Se tinha água e limão, por que não fazer a bendita limonada? Pensei um “isso daria confusão em São Paulo”, mas deixei para lá. Sabia que encontraria meu amigo de infância mais tarde no shopping. Lá mataria a minha vontade. Horas depois, chegamos no Pátio Brasil e, enquanto a Dani comprava um milk-shake, fui até o quiosque ao lado:

— Moça, você vende limonada?

— Não... Acho que só lá em cima, na praça de alimentação.

Liguei para o meu amigo para dizer que estava em busca do suco e que logo o encontraria. Antes disso, rodamos os restaurantes. Nada. Só mundos distintos em que água e limão não se misturam.

Depois de uma volta frustrada no shopping, entramos no restaurante chique, mais afastado dos demais, em que meu amigo estava. Não é possível que aqui não tenha, pensei esperançosa.

Cumprimentos foram e vieram, até que o garçom chegou:

— Mocinho, tem suco de limão?

— Não, tem de laranja. De limão, só soda ou água com gás e limão no copo.

Estava incrédula. Acabei pedindo a água com o limão no copo, para evitar problemas. Mas não podia acreditar como, numa terra tão quente, as pessoas menosprezam a limonada.

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Memória

quarta-feira, abril 13, 2022 5
Caneca de cerâmica branca cheia de café sobre uma mesa de madeira. Sobre a imagem o título do post: Memória.
Foto por Jessica Lewis, via Unsplash.


enquanto tomava café pensei
uma frase bonita para o começo
de uma poesia que veio e se foi

a persistência falha:
já não consigo confiar em mim

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

terça-feira, 12 de abril de 2022

Incertezas

terça-feira, abril 12, 2022 3
Imagem por lillolillolillo, via Pixabay.


Faço poesia para driblar o tempo. O futuro é tão incerto que até o segundo seguinte hesita em chegar. Escrevo, porque quero entender as faltas — de segurança no mundo, de um amor romântico, de saúde pública, da dor vista — e que fazer com elas. 

Faço poesia justando palavras como gostaria de juntar as pessoas que amo e admiro — estejam elas aqui ou na China, vivas ou não. Crio odes aos meus antepassados e cartas ao meu futuro latente em esperança vindoura. Escrevo, rasuro rascunho, não sei se publico ou se guardo, mas não desisto de montar esse quebra-cabeça infinito de pensamentos.

“Ando desnorteada, sem compreender o que me acontece e sobretudo o que não me acontece” — leio no fim de uma das crônicas de Clarice. Suas palavras me abraçam e, mais uma vez, sou Poesia.

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

terça-feira, 5 de abril de 2022

{Resenha} Ervas que curam, de Colleen Codekas

terça-feira, abril 05, 2022 2



Ervas que curam é um livro para quem tem curiosidade por fitoterapia e por uma vida mais conectada com a natureza. Escrita pela americana Colleen Codekas, a obra busca ser um guia tanto para quem já tem experiências com ervas, quanto para quem nunca se enveredou por esse assunto.

Logo na introdução, a autora destaca que ela mesma se sentiu receosa no passado quando o assunto era fazer suas próprias infusões. O livro abre, justamente, com Codekas dizendo que:

Antes de mergulhar na fitoterapia, quase tudo nela me aprecia difícil ou além das minhas capacidades. Eu não achava que tinha conhecimento ou habilidade para fazer coisas como tinturas e pomadas partindo do zero. Quando, porém, resolvi por fim preparar meu primeiro óleo de infusão  depois de adiar por tempo demais , eu realmente não consegui acreditar como havia sido fácil! Foi um momento de revelação. Eu estava fazendo remédios fitoterápicos. (página 08)

De fato, a autora teve este cuidado com o leitor que nunca fez nenhuma espécie de chás, pomadas ou outras formas de infusões em casa. Além das receitas propriamente ditas, há um capítulo preparatório chamado "Aspectos básicos das infusões terapêuticas de ervas", que introduz o leitor com dicas e truques para lidar com cada espécie de planta. Essa seção é responsável por explicar ao público mais leigo as diferenças entre os usos de ervas secas ou frescas (e os diferentes modos de secá-las), quais são os tipos de infusões apresentadas no livro (e como fazê-las), dicas para fazer pomadas, bálsamos e manteigas, como armazenar o que você produzir e considerações sobre segurança e dosagem para crianças.

Páginas do sumário.


Sobre as receitas, elas aparecem divididas em infusões para aumentar a imunidade, para atenuar as dores, para aliviar males variados, para facilitar a digestão, para o bem-estar interior, para nutrir pele lábios e cabelos e para mães e filhos. Duas das preocupações da autora dizem respeito a compor um livro com receitas simples e apresentá-las com ervas seguras para toda a família. Sempre que alguma das receitas apresenta alguma peculiaridade ou uma dica extra, há uma nota que avisa ao leitor sobre essa(s) particularidade(s).



Por falar em nota, é importante dizer que o contexto natural da escrita da autora é muito diferente do nosso, leitores brasileiros. Ervas de fácil acesso nos EUA podem não ser tão comuns no Brasil (e vice-versa), sendo assim as notas de rodapé feitas pelos tradutores e pelos revisores técnicos facilitam muito tanto o entendimento da obra como um todo, quanto nas adaptações que os leitores daqui devem fazer ao comprar ou entender uma planta, por exemplo.



No fim do livro há duas áreas que orientam bem o leitor do livro. A primeira, chamada "Perfis de ervas e flores" apresenta uma "minibiografia" das plantas citadas no livro e as receitas em que elas aparecem (nesta parte, há um trabalho primoroso com as notas, conforme dito no parágrafo anterior). A segunda, é o Índice Remissivo, em que é possível buscar por uma erva específica e ver em quais páginas ela foi citada.

Por fim, vale destacar o projeto gráfico do livro. Com páginas e fotos coloridas, o leitor se sente mergulhando num jardim cheio de texturas, aromas e sabores!




Capa.



Livro: Ervas que curam
Título original: Healing herbal infusions
Autora: Colleen Codekas
Tradução: Humberto Moura Neto e Martha Argel
Páginas: 208
Editora: Pensamento
Apresentação: Com este livro prático, Colleen Codekas, fitoterapeuta e fundadora do blog Grow Forage Cook Ferment, ajudará você a tratar problemas de saúde do modo mais natural possível, com remédios orgânicos feitos a partir de ervas encontradas em seu próprio jardim, quintal ou vizinhança, sem que precise recorrer a medicamentos arriscados ou receitas médicas. Essas infusões de ervas são incrivelmente fáceis de preparar - basta infundir as ervas frescas ou secas em um líquido para extrair delas suas propriedades terapêuticas, e você terá em mãos um incrível remédio caseiro, que vai funcionar de fato para você e toda a sua família. Você vai poder preparar suas próprias receitas à base de ervas para tratar vários sintomas, desde resfriado comum e gripe, como o Chá para Baixar a Febre e o Xarope de Agulha de Pinheiro para Tosse, até o Chá de Sálvia, Alteia e Gengibre para Dor de Garganta. Poderá tratar dores musculares com a Pomada de Arnica para Entorses e Contusões, e melhorar a digestão com o Eletuário Prebiótico de Mel e a Infusão de Vinagre com Ervas para Azia. A autora ensina ainda como nutrir sua pele, lábios, cabelos e, sobretudo, como manter o bem-estar interno com infusões, como a de Manteiga Corporal Terapêutica Batida com Flores, a Vaporização Facial Relaxante de Ervas e o Chá para Alívio do Estresse. Com o uso contínuo das receitas contidas neste livro, você evitará produtos químicos agressivos, fazendo infusões para tratar de si mesmo no caso de queimaduras, cortes, arranhões, pele seca, descamação do couro cabeludo e até assaduras de bebê! As receitas trazem informações úteis, dicas de segurança e recomendações de dosagem para adultos e crianças. Com 75 tratamentos caseiros, este livro é um recurso moderno fundamental para promover o bem-estar de toda a sua família, de maneira totalmente natural.

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

terça-feira, 22 de março de 2022

Microcosmo

terça-feira, março 22, 2022 7
Júpiter. Foto por Nasa.


Transbordo para dentro. A saudade me consome. A ausência me devora. A ancestralidade me lembra que sou humana, com pés no chão e ar inflando os meus pulmões. Transbordo a bordo de um planeta que flutua no infinito. Me abrigo nos sonhos, nos desejos, no porvir. Choro para parir a esperança. Lágrimas que comunicam, que lavam, que purificam. O inconsciente grita e ganha luz. Milagre é uma palavra que se materializa. O incrível é duradouro. Me reconecto, para continuar vivendo.

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

quinta-feira, 17 de março de 2022

Convite: Live de lançamento do livro "Um anjo perfumado avisou", de Renata Cabral Gabriel

quinta-feira, março 17, 2022 1



Olá, pessoal!
Escrevo para fazer um convite. Amanhã, 18 de março, farei a mediação do lançamento do livro Um anjo perfumado avisou, da autora Renata Cabral Gabriel. A live será às 19h, no canal da Editora Penalux.


Seguem abaixo as informações do livro.





Livro: Um anjo perfumado avisou
Autora: Renata Cabral Gabriel
Editora: Penalux
Páginas: 116
Apresentação: Um anjo perfumado avisou é a coletânea de estreia de Renata Cabral Gabriel. A poesia presente em sua obra é um grande carvalho ancião, suas ramificações crescem da memória em versos que contam lutas e dores ancestrais, chamados antepassados, atravessando com palavras o tempo e trazendo para a atualidade os aprendizados do antes: “e então, o tempo de onde eu sou / o tempo para que sou / o tempo do que estou / no vento / é o tempo donde o medo voa / um medo que o vento ecoa / um vento que atordoa / o peito que ressoa / numa lástima / passagem bifurcada e tênue / entre o eu e o meu.”. Apesar de esta ser sua obra de estreia, Renata escreve como uma autora vetusta, com a sensibilidade necessária para fazer com que Um anjo perfumado seja repleto de imagens fortes e profundas capazes de envolver o leitor em sua poderosa poesia. [Mariana Galhardo]

Esperamos por vocês!

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

terça-feira, 15 de março de 2022

Social

terça-feira, março 15, 2022 4
Foto por Jeremy Bezanger, via Unsplash.



algoritmos substituem casualidade 
direita, sim. esquerda, não. 
a escolha perfeita no cardápio 
é possível ser conquistado por alguém sem link na bio? 

casualidades substituem o espontâneo ao rolar tela infinitamente
diversas possibilidades:
americano com latina, brasileira com francês, italianos e britânicos. 
dancinhas e declarações de amor são verdadeiras?

carros substituem passos
não há mais conversa fiada no elevador. 
Morreram o “Bom dia” e o “Tá calor... Acho que vai chover” 
A mudez do acaso habita apenas a esquina?

Caminhos se cruzam 
cada vez mais distantes, 
amparados por telas e sedentos por abraços 
que não dão engajamento.





_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

domingo, 13 de março de 2022

Tempestade de verão

domingo, março 13, 2022 1
Foto por Joy Stamp, via Unsplash.

À medida que o tempo passa, a água avança. Cobre casas, ruas, gente e bicho. Não há seleção de raça, gênero ou classe social, apenas H2O em estado líquido seguindo seu fluxo. À medida que a água avança, sua força leva a cidade.

Não há recuo ou abrigo. Morro abaixo, cada gota se deixa absorver pela terra, penetrando fundo no planeta como se atmosfera e crosta terrestre fossem uma coisa só. E talvez sejam. Não são? 

Na TV, repórteres de galocha fazem esforço para caminhar. Um ônibus fora arrastado rio adentro. Familiares fazem buscas entes queridos. Bombeiros viram a noite em busca de corpos. Voluntários se organizam como podem. A água continua avançando. 

Na mesma TV, vejo que este março está sendo o mais quente dos últimos 15 anos. Mesmo com as águas volumosas fechando o verão, o ar ainda está seco, ferindo os padrões ideais de saúde. 

Acordo semanas depois no meio da noite com uma tempestade insistente. Saio da cama, fecho as janelas, verifico se as gatas estão bem apesar dos altos trovões. A água segue mais uma vez avançando. Continua cobrindo casas, ruas, gente e bicho por mais de uma hora. É madrugada e eu estou longe, mas não consigo deixar de pensar no passado recente. O que aconteceu com a cidade submersa em lama e desespero? Para onde foram os repórteres e suas galochas? 

Há exasperação do outro lado do mundo aonde a chuva vem em ondas bélicas. Sinto dor pelo o que vejo nos noticiários, mas tento compreender a preferência de foco por este conflito. Outras regiões seguem em luta por tanto tempo, não? Vidas se perdem desde. Muitas delas não são brancas. Dados que não entram nos noticiários internacionais. As águas sobre a minha cabeça não param. Meus pensamentos também não. 

A violência no Brasil mata tanto quanto uma guerra. Há mapeamento e dados estatísticos que comprovam esses números. Quantas pessoas falam sobre isso na TV? Quando vidas passaram a ser apenas isto: números em um gráfico de alguma instituição ou pesquisa acadêmica que são notícias por 30 segundos e nunca mais ganham espaço algum na mídia?

As águas sobre a minha cabeça não param. Elas me fazem pensar que a quantidade de pessoas vivendo nas ruas aumenta a cada dia. Deve haver algum dado estatístico sobre isso, mas é só ser um bom observador de qualquer centro urbano para perceber. Mas quantas pessoas falam sobre isso na TV? Por quanto tempo?

A tempestade de verão segue avassaladora sobre nossas cabeças. As águas não escolhem por onde vão passar. Líderes de terno, contudo, selecionam a dedo quem sofrerá com as consequências da catástrofe e quais nomes entrarão nos livros de História como mocinhos ou vilões.

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

quinta-feira, 10 de março de 2022

À moda antiga

quinta-feira, março 10, 2022 6
Foto por Taisiia Shestopal, via Unsplash.


Resolvi escrever um post à moda antiga, como aqueles de quando a internet era mato e a gente abria a área de blog para conversar. Não sei como as coisas andam por aí — do outro lado da tela —, mas aqui, tudo tem passado em um piscar de olhos. O primeiro trimestre do ano está praticamente no fim, eu fiz tanta coisa e, ao mesmo tempo tenho a sensação de que não absolutamente fiz nada.

A passagem do tempo anda estranha. Hoje faz dois anos que eu voltava da Argentina pela terceira vez. Fez mais de dez que eu me formei. Já tem quase dois que deixei a carreira de docente na Educação formal. Em setembro, completo 36. Algumas lembranças seguem tão vívidas que eu poderia jurar que aconteceram ontem, não há quase duas décadas. Os sonhos andam tão firmes e distantes que ainda me sinto jovem. Meu corpo, contudo, me lembra que as coisas já não são bem assim.

Vi no Jornal Hoje que março está com as temperaturas acima da média. Aqui em São Paulo a temperatura está cerca de 4ºC mais quente se comparada com os verões passados. Não sei se é isso, se é o saldo do confinamento ou as guerras que homens insistem em travar, mas meu foco anda a cada dia mais escasso. Talvez por isso — ou seria justamente por isso? — eu tenha apelado por esse post à moda antiga.

A lista dos desejos está longa. Sou uma pessoa que quer parir ideias a todo o instante. Mas o que mais desejo mesmo é a bandeira branca hasteada num parque, em um dia de piquenique, rodeada de amigos e abraços. Em meio à gargalhadas sinceras e pés descalços, é possível recuperar o fôlego e encontrar a paz.

Certeza de que sou vintage, porque — ao fim e ao cabo — eu sou tão à moda antiga quanto um textão em um blog nascido no início deste século.


_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

terça-feira, 8 de março de 2022

Lançamentos do Grupo Editorial Pensamento

terça-feira, março 08, 2022 8
Você já conhece os novos livros do Grupo Editorial Pensamento?


Março chegou cheio das novidades no Grupo Editorial Pensamento é um pouco delas que eu quero compartilhar com vocês no post de hoje. Acho muito bacana poder mostrar um pouco mais dos livros que a nossa parceira está trazendo ao público e que, claro, estão na minha lista de leitura. Vamos lá?


capa.

Livro: A mulher natural
Autora: Leslie Korn
Apresentação: Desde tempos imemoriais, os medicamentos à base de plantas têm sido os aliados da mulher para alcançar a saúde ideal. Eles oferecem equilíbrio, nutrição e bem-estar à vida cotidiana, podendo reduzir ou mesmo eliminar diversos sintomas de desgaste físico e emocional. Também são uma alternativa a muitos produtos farmacêuticos tradicionais. Esta obra de referência fornece às mulheres os recursos necessários para melhorar sua vida, apresentando medicamentos que usam ervas e plantas para promover a saúde do corpo, da mente e do espírito. A dra. Leslie Korn tem mais de quarenta anos de experiência em inúmeras modalidades de terapias e tradições ligadas às ervas, e revela um tesouro de sabedoria atemporal sobre plantas medicinais, que pode ser compartilhado com todos e transmitido às próximas gerações. Ela propõe tratamentos baseados no uso de ervas para tratar doenças de pele, depressão, ansiedade, estresse, dores e doenças comuns que afetam crianças, e muito mais. Nesta obra, a dra. Korn também oferece orientações para ritos de passagem e ensina a forma correta de utilizar plantas psicoativas, além de incluir um amplo capítulo com as fontes de suas pesquisas, que fornecerá assistência às mulheres em todas as fases da vida, criando um vínculo mais que necessário com a sabedoria voltada para a cura encontrada nas culturas indígenas. 



Capa.

Livro: Ervas que curam
Autora: Colleen Codekas
Sinopse: Com este livro prático, Colleen Codekas, fitoterapeuta e fundadora do blog Grow Forage Cook Ferment, ajudará você a tratar problemas de saúde do modo mais natural possível, com remédios orgânicos feitos a partir de ervas encontradas em seu próprio jardim, quintal ou vizinhança, sem que precise recorrer a medicamentos arriscados ou receitas médicas. Essas infusões de ervas são incrivelmente fáceis de preparar - basta infundir as ervas frescas ou secas em um líquido para extrair delas suas propriedades terapêuticas, e você terá em mãos um incrível remédio caseiro, que vai funcionar de fato para você e toda a sua família. Você vai poder preparar suas próprias receitas à base de ervas para tratar vários sintomas, desde resfriado comum e gripe, como o Chá para Baixar a Febre e o Xarope de Agulha de Pinheiro para Tosse, até o Chá de Sálvia, Alteia e Gengibre para Dor de Garganta. Poderá tratar dores musculares com a Pomada de Arnica para Entorses e Contusões, e melhorar a digestão com o Eletuário Prebiótico de Mel e a Infusão de Vinagre com Ervas para Azia. A autora ensina ainda como nutrir sua pele, lábios, cabelos e, sobretudo, como manter o bem-estar interno com infusões, como a de Manteiga Corporal Terapêutica Batida com Flores, a Vaporização Facial Relaxante de Ervas e o Chá para Alívio do Estresse. Com o uso contínuo das receitas contidas neste livro, você evitará produtos químicos agressivos, fazendo infusões para tratar de si mesmo no caso de queimaduras, cortes, arranhões, pele seca, descamação do couro cabeludo e até assaduras de bebê! As receitas trazem informações úteis, dicas de segurança e recomendações de dosagem para adultos e crianças. Com 75 tratamentos caseiros, este livro é um recurso moderno fundamental para promover o bem-estar de toda a sua família, de maneira totalmente natural.


Capa.

Livro: História do Tarô
Autora: Isabelle Nadolny
Sinopse: A história do tarô é pouquíssimo conhecida. Embora inúmeros livros abordem sua prática e seus significados, as raras publicações históricas existentes não circulam muito fora do grupo de pesquisadores. Isabelle Nadolny pretende mudar essa situação oferecendo ao grande público um amplo panorama sobre as origens e a evolução do tarô ao longo dos séculos. Desde o berço da Antiguidade, onde o jogo e a adivinhação se entrelaçam, até a Idade Média, na qual também se ancora a simbologia dos naipes e das figuras, das obras do Renascimento italiano ao movimento ocultista francês do século XIX, a história é convocada a explicar o surgimento do tarô. Entre outras descobertas, a autora revela neste livro único as mais antigas tiragens e interpretações do tarô, com tarôs esplêndidos, alguns reproduzidos aqui pela primeira vez, provenientes do acervo da Biblioteca Nacional da França, de coleções particulares e públicas. Extraídos de tempos imemoriais da cartomancia, alguns dos textos presentes na obra ainda não haviam sido divulgados, o que torna este livro uma verdadeira preciosidade. Nestas páginas o leitor encontrará um relato dos conhecimentos atuais sobre o tarô e sua história, baseados em documentos de arquivos, iconografia original, textos e baralhos antigos. Muito longe de querer impor uma visão, a autora apresenta o fruto de suas pesquisas por meio de uma prudente chave de leitura, apontando o que é comprovado, provável ou incerto. Inúmeras reproduções enriquecem este texto histórico, a começar pelos tarôs Visconti, com suas belas iluminuras, que apresentam um vasto panorama do tarô ao longo dos séculos. Nunca tantas informações sobre o tema foram reunidas de forma tão minuciosa!

Quer saber quais são os outros lançamentos do Grupo Editorial Pensamento? Visite o site da editora, clicando aqui.

Qual dos livros acima você gostaria que fosse resenhado primeiro aqui no blog? Me conte nos comentários. :)
_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 
Algumas Observações | Ano 14 | Textos por Fernanda Rodrigues. Tecnologia do Blogger.