O tudo ainda nos espera
Fernanda Rodrigues
domingo, agosto 23, 2026
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sinto o coração bater
— tum-tum-tum —
um staccato sem fim…
me encolho na cama.
pensamento do outro lado de um mundo que não alcanço:
vejo moscas volantes;
coração cada vez mais veloz.
a enxaqueca vem,
me impulsiona para dentro.
quem diria que não saber,
que o pensar demais,
— tum-tum-tum —
um staccato sem fim…
me encolho na cama.
pensamento do outro lado de um mundo que não alcanço:
vejo moscas volantes;
coração cada vez mais veloz.
a enxaqueca vem,
me impulsiona para dentro.
quem diria que não saber,
que o pensar demais,
que a água escapando entre as mãos
me trariam até aqui.
mesmo assim, me sento comigo:
me olho no espelho e
te pergunto
(com uma voz que gostaria de estar a plenos pulmões,
mas que sai fraquíssima):
você ainda me ama?
me trariam até aqui.
mesmo assim, me sento comigo:
me olho no espelho e
te pergunto
(com uma voz que gostaria de estar a plenos pulmões,
mas que sai fraquíssima):
você ainda me ama?
você ainda vai me amar ou sou apenas uma grande decepção?
não dá para domar seu coração que galopa sem controle.
não dá para domar seu coração que galopa sem controle.
💚💚💚
Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita,
cujo tema de agosto de 2026 é fora de controle.
Para saber os outros temas e como participar, clique aqui.
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