terça-feira, 11 de maio de 2021

Batalhas

terça-feira, maio 11, 2021 6
Foto por Irina Iriser, via Unsplash.


O trem não para.
Por mais que eu queira dar uma pausa
E que cante com o John a plenos pulmões:
won't someone stop this train?”,
O trem não para.
Não vai parar.

Eu desisto de ir contra o que é a minha natureza,
Eu desisto de me forçar ser alguém que não sou.
Suspendo, no tempo e na distância, o amor exagerado sem reciprocidade.  
Saber desistir também é lutar.

Digo as minhas próprias verdades,
Respeito o meu tempo.
Impor limites também é lutar.
Voltar a respirar na minha própria atmosfera também é lutar.
Acreditar que há um bom amor no meu caminho futuro também é lutar.

Nem toda luta precisa ser amarga.
Passei a escolher bem as minhas batalhas.

_____________________________________________________________

terça-feira, 4 de maio de 2021

{Vamos falar sobre escrita?} Grupo de estudos de escrita literária e mentoria de escrita e mercado editorial

terça-feira, maio 04, 2021 6
Foto por Sixteen Miles Out, via Unsplash.


Sempre que eu comento que sou professora de escrita literária, as pessoas me perguntam como funcionam essas aulas, então resolvi escrever este post para falar mais sobre isso. 
Atualmente, ofereço essas aulas em duas modalidades. São elas: grupo de estudo de escrita literária e mentoria de escrita literária e autopublicação.

Sobre os cursos

Venha colocar as suas ideia no papel!


Grupo de estudos de escrita literária

Descrição: acontece às quintas-feiras, das 19h às 21h, para estudos de temas pertinentes à escrita literária (tanto poesia, quanto prosa). As aulas são quinzenais, todas online. Ideia aqui é aprofundar alguns conhecimentos teóricos e produzir textos baseados neles. 
Público-alvo: todas as pessoas que desejem conhecer mais sobre o processo de escrita e criatividade. Não precisa ter experiência prévia em escrita.
Investimento por aula: R$80,00. 
Inscrições: por e-mail em contato@algumasobservacoes.com

Mentoria de escrita literária e mercado editorial

Descrição: as aulas da mentoria normalmente são individuais, focadas não só em técnicas de escrita, mas também de publicação (como e por onde se publicar) e divulgação (como planejar um evento de lançamento, o que fazer com o livro já lançado, como se comunicar com o seu leitor). O principal objetivo da mentoria é fazer todo o processo: escrever, editar e publicar um livro. A mentoria de escrita também conta com apoio na preparação e revisão textual do livro escrito pelo mentorando. A quantidade de encontros e seu respectivo investimento irão depender das necessidades de cada autor/autora. 
Público alvo: autores que desejam publicar um livro (e-book e/ou físico).
Inscrições: para um orçamento de mentoria, envie um e-mail em contato@algumasobservacoes.com


O que dizem as escritoras que já participaram

"A mentoria de escrita que fiz com a Fernanda Rodrigues, além de trabalhar pontos da minha escrita que careciam de atenção para que fossem aprimorados, também me ajudou a compreender algo essencial para navegar o mundo da escrita profissional: o funcionamento do mercado editorial. Através das aulas, fui compreendendo como e onde mostrar minha escrita para o mundo. Eu, que escrevo desde que me entendo por gente e cursei Letras por amor à literatura, pensava que publicar seria impossível, mas apenas seis meses depois dos primeiros encontros para estudo, enfim posso dizer que sou uma autora publicada! Tive 3 contos selecionados para antologias nas editoras Medusa e Psiu, uma poesia a ser lançada em uma coletânea do Selo Off-flip e fechei um contrato para publicação de um livro de poesias com a editora Penalux. A mentoria da Fernanda me levou longe em um tempo rápido, e sinto que graças a essa abertura de horizonte, consigo enxergar que tenho muito mais lugares a ir com as minhas palavras!"
Anna Carolina Ribeiro, autora do site Escrevi pra Tirar da Cabeça


"A mentoria com a Fê me ajudou a organizar ideias e meu espaço de trabalho de forma prática e útil. Também a entender quais são os meus bloqueios e como respeitá-los e seguir escrevendo. Me tornei muito mais produtiva com a visão de mim mesma como escritora e não só alguém que escreve por hobbie. A Fê é dedicada e as aulas são descontraídas, o que ajuda na absorção do conteúdo. É possível perceber desde a primeira mentoria o quanto a nossa criatividade e auto confiança evolui."
Leidiane Holmedal, autora do site Watermelon Curly 


"Posso dizer com propriedade que a mentoria com a Fernanda foi um divisor de águas não só na minha vida profissional,  trazendo uma nova visão sobre a minha forma de escrever, sobre como assumir a escrita como profissão, mas também na minha forma de perceber a vida.
Todo o material elaborado pela Fernanda tem uma riqueza de detalhes e informações que fazem das aulas momentos tão enriquecedores."
Lucila Eliazar Neves, autora do site Reticências

_____________________________________________________________

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Retrô mensal #9: abril/2021

sexta-feira, abril 30, 2021 8
Já tentou fotografar a Lua com o celular? hehehe
(Lua cheia em escorpião)


We refuse become a monster to defeat a monster. 
We choose love over fear.
(Bono)

Hey, everyone!
Chegamos a mais um fim de mês... e que mês cheio! Não sei aí, mas aqui num piscar de olhos eu já estava no dia 15. De lá para cá eu trabalhei demais. Só de leitura crítica, preparação de texto e revisão foram dois livros completos e mais 2 em que ainda estou trabalhando (fora o meu livro mesmo, que passou por uma revisão intensa!).

Ainda na pegada de março, dei uma diminuída não só no tempo das redes sociais, mas no meu tempo de tela. Tricotar tem sido uma boa saída para arejar a cabeça e não ficar muito tempo na televisão, no computador ou no celular. Com isso, continuo com um nível menor de acesso às notícias. Isso tem me ajudado a recuperar as forças para continuar na luta.


Eu o casaco que fiz para me aquecer neste inverno.


#Retrô de boa

  • Tricô do casaco: terminei pela primeira vez de tricotar algo que não é um cachecol. Tenho amado aprender coisas novas no tricô e isso tem me ajudado muito. Contei aqui como foi tecer a peça e também compartilhei a receita. Tricotar parece coisa de velho, mas existe uma felicidade grande em vestir algo feito por nós mesmos. :)
  • Livro de Friends: ainda não comecei a ler, mas fiquei super feliz (e emocionada) porque comprei o livros sobre todos os episódios de Friends. Essa é a minha série favorita da vida, então é muito bacana mergulhar nesse mundo (de novo). Alguém aí já leu o livro? Alguém quer ler?! Me contem nos comentários.
  • Vídeo do Chico falando da Clarice: no meio do mês (?) abri o YouTube e havia a recomendação do vídeo abaixo. Eu já tinha lido as várias crônicas que a Clarice escreveu sobre o Chico Buarque (bem fangirl ela, inclusive), então foi interessante conhecer a história pelo ponto de vista dele.  

  • Foto do meu marcador que a Anna me mandou: a Anna Carolina é uma escritora que fez a minha mentoria de escrita e virou uma amiga querida. Agora ela está prestes a publicar o primeiro livro (Aeeeee!), mas vocês já podem ler um pouco do trabalho dela no Escrevi pra tirar da cabeça. No começo do mês ela me enviou essa foto linda, de um dos marcadores que fiz para o meu primeiro livro, A Intermitência das Coisas. (Você pode adquirir o livro autografado na loja do blog.)


  • Terminar a terapia: depois de 3 anos e 3 meses, minha terapeuta e eu chegamos à conclusão de que o meu processo terapêutico com ela não estava avançando (não vou ficar entrando em detalhes), então resolvemos finalizar por aqui. Olhando para trás, esse processo foi muito importante para mim, e eu me sinto muito grata pelo o quanto me alinhei e amadureci. Agora estou me dando férias antes de buscar uma nova terapeuta, porque a jornada pelo autoconhecimento continua.
  • Live com a Camila Dió: a escritora Camila Dió e a Editora Penalux me convidaram para mediar o lançamento do livro de haicais da autora, Quando Versos Gotejo. Foi muito bacana poder falar sobre poesia e sobre processos criativos. Quem não viu ou quiser rever, segue o vídeo:

  • Conversa com os alunos do colégio Paralelo: fui convidada pela professora Adenise Velasco e pelo colégio Paralelo para conversar sobre a carreira de escritora com a turma do 5º ano do ensino fundamental. O bate-papo foi animadíssimo! As crianças fizeram perguntas pertinentes aos processo criativos e de fabricação e venda de livros. 
  • Retomada dos planos de cursos que quero oferecer: voltei a replanejar os cursos que quero oferecer. Já posso dizer que terei um pequeno grupo de escrita para quem quer estudar um pouco de escrita literária e, claro, escrever. Esse grupo se reunirá às quintas-feiras à noite (de quinze em quinze dias), das 19h às 20h30. Quem tiver interesse de participar, basta mandar um e-mail: contato@algumasobservacoes.com
  • Clientes voltando: alguns clientes com quem já tinha trabalhado em preparação e revisão de textos me enviaram e-mails pedindo novos orçamentos para que eu os apoiassem com novos textos. Eu sempre fico muito feliz quando os escritores continuam querendo o meu trabalho. 

#Retrô para melhorar

  • Partida do professor Alfredo Bosi: eu fiquei realmente abalada com o falecimento do professor Alfredo Bosi. Ele não foi meu professor diretamente, mas cheguei a fazer um curso livre com ele e o História Concisa da Literatura Brasileira é uma obra bem fundamental na minha trajetória literária.
  • Abandono do curso: estava fazendo um minicurso, mas tive que abandoná-lo no meio. Complicado, mas paciência.
  • Poucos posts no blog: em abril não escrevi muito aqui no blog. Como disse lá em cima, o trabalho me deixou exaurida e, além disso, me dediquei à revisão do meu livro. Nem sempre dá para fazer tudo de uma vez, né?! :)
  • Mês sem café notável: com essa, acabei não fazendo o Café Notável em abril, mas o de maio já está marcado para 30/05. :)
  • Mais 400 mil mortes de covid no Brasil: nem sei o que dizer sobre isso. Meu coração fica partido cada vez que ouço alguém contando que perdeu alguém (principalmente quando essa morte poderia ter sido evitada com organização de esquema de trabalho, de distribuição de vacinas etc.). É doloroso demais saber que tantas famílias estão despedaçadas. 

No Algumas Observações

Em abril nós tivemos: 

Nos vemos em maio!
Beijos e queijos :*
_____________________________________________________________

sábado, 24 de abril de 2021

O tricô e eu

sábado, abril 24, 2021 8


Hey, everyone! :)
Espero que todo mundo esteja bem por aí. Quem me acompanha no Instagram ou no Twitter já sabe que, no começo do mês, eu terminei o primeiro casaco de tricô que fiz na vida. Depois dele ainda fiz um gorrinho e um par de polainas.

Sobre tricotar



Desde que eu me entendo por gente, eu sempre gostei de tecer: ideias viram textos; caminhos, amizades; fios, algo significativo. Foi na infância que eu aprendi a fazer os dois pontos básicos: o tricô e o meia. Fiz diversos cachecóis e deixei esse conhecimento perdido em algum lugar do passado... Optei por me dedicar a outras coisas, até porque não tinha mais ninguém para me ensinar a continuar.




Aprendi muito ao longo dessa jornada. Talvez a principal lição é que a vida é feita de ciclos — aquele clichê que todo mundo sabe, mas que demora a compreender. Veio 2020, pandemia, quarentena, desgosto, perdas, mudanças atrás de mudanças. Onde eu estava mesmo? Dividida entre a eterna busca pela minha essência e a sede de aprender algo novo. Vendo os vídeos da Kika Kutova, fiquei pensando: por que não aprender a tricotar algo que não fosse um cachecol? Mais de 15 anos depois, achei uma videoaula no YouTube, comprei o material e resolvi me arriscar.

Para quem quiser, a videoaula foi essa. :)


No meio do processo ouvi muita coisa: gente que sempre quis aprender e nunca tentou. Gente que tentou e achou chato. Gente que não tentou e tem vontade. Gente que nunca tinha pensado em tricotar e e ficou com vontade de aprender. Acredito que o principal ponto disso tudo — quer seja com tricô, quer seja com qualquer outro trabalho — é não desistir só porque parece difícil. Tricô é treino, e como qualquer treino, precisa de algumas horas de dedicação. 




Sobre este casaco

Eu sou uma pessoa que, normalmente sente muito frio. Como não bate muito sol na minha casa no inverno — e eu continuo trabalhando de casa, porque ainda não tomei a vacina —, fiquei empolgadíssima para ter uma peça que fosse confortável, quentinha e que me permitisse trabalhar com ela sem ter que ficar pensando em ter que trocar de roupa para uma reunião, por exemplo. 



Apesar de eu não ter muitas roupas cor de rosa, amei a combinação dessa cor com o cinza e o azul/verde tiffany. Deu um tom jovial à peça, ao mesmo tempo em que ela ficou sofisticada. Nas fotos deste post, usei o casaco com um vestido, mas seria possível com uma calça jeans e uma camiseta. Aliás, essa é uma vantagem desta receita: para quem sente muito frio como eu, esse casaco esquenta sem ter que ficar colocando muitas camadas de roupa por baixo. Sucesso total.

Você pode comprar o meu livro na loja do blog.


Eu segui a receita que a Marie passou no vídeo acima, mas precisei de um quarto novelo para cada cor (bem pouco, mas precisei). Amei que ele ficou — para mim — bem oversized, com as mangas bem largas/grandes, do jeito que eu amo no tricô e nos moletons.

Sobre a receita, deixo uma lição para quem quiser se aventurar no tricô (acho que também vale para o crochê): nunca comprar exatamente a quantidade de novelos da receita. Tive que pedir os 3 novelos extras e esperar que eles chegassem (foi naquela semana em que tudo o que não era essencial estava fechado aqui em São Paulo — o que fez a entrega demorar um pouco).



Tricotei tudo em um fim de semana (sexta à noite, sábado e domingo). Esperei os 3 novelos chegarem e terminei a manga que faltava. Deixei para juntar as partes em um outro dia, mas foi relativamente rápido. Como esse é um projeto feito com uma agulha de 18 mm (a mais grossa que vi até agora), é muito prático de ser feito. O mais importante: me diverti demais ao longo do processo! Yay! 💃


_____________________________________________________________

domingo, 11 de abril de 2021

Casa Vazia II

domingo, abril 11, 2021 24
Foto por Jens Peter Olesen, via Pixabay.


aos poucos,
a casa vazia ganha forma.
aos poucos ela se transforma.

com tudo pronto, preparado
— sala, cozinha, quarto —
para receber o ilustre hóspede
(nesta eterna véspera
curto a minha companhia.)

a casa vazia vive
da sombra de quem teve medo por muito tempo.
ao mesmo tempo em que desejava ter visitas,
em que almejava ser morada,
a casa vazia evitava

os sons,
os toques,
as profundezas,
as belezas
que muitas vezes moram no fim.

_____________________________________________________________

quinta-feira, 8 de abril de 2021

{Resenha} O despertar da deusa, de Emma Mildon

quinta-feira, abril 08, 2021 8
O despertar da deusa, de Emma Mildon.

Eu não sabia bem o que esperar quando peguei O Despertar da Deusa para ler. Talvez, no máximo, um livro todo na toada hipster/good vibes. O fato é que a leitura foi prazerosa e muito, muito divertida! A Emma Mildon é uma autora que tem consciência de que os assuntos que ela aborda são polêmicos para quem é mais cético, então ela traz uma forma didática e bem humorada de abordar o místico/espiritual ao longo da obra.

O livro conta com uma pequena introdução em que a autora relata a viagem que fez ao redor do mundo em busca de respostas espirituais e como o livro funciona. Ela também relata como lida com o estranhamento das pessoas ao redor dela e como algumas pessoas que se acham espiritualizadas podem ser intolerantes com as diversas formas de se conectar com o divino.  Como a própria abertura do livro já nos prepara, Mildon acredita no fato de que "A vida não é uma experiência. É uma jornada".
 
A obra está disponível em livro físico e em e-book.


A ideia principal de O Despertar da Deusa é facilitar o caminho. Emma Mildon se colocou no papel de experimentar as diversas práticas existentes, fazer um relato de todas elas, para que nós — suas leitoras —  não tivesse que entrar em furadas nesse sentido.

Se há buscadores, por que tão poucos encontram o que buscam? — Eckhart Tolle (epígrafe do livro O despertar da Deusa, de Emma Mildon)

Estruturado em três partes — O corpo saudável, A mente desperta e Espírito Vibrante —, o livro passa por temas como aromaterapia, chakras, pedras e cristais, yoga, feng shui, numerologia, astrologia, leis universais, guias espirituais e rituais de proteção. Cada um deles detalhados em subtemas como o significado das cores, pedras do mês de nascimento, animais de poder, anjos e arcanjos etc. Então dá para a leitora passear por diferentes maneiras de exercer a própria espiritualidade e como combinar esses diversos modos, caso queira.

Algo que eu gostei bastante no livro é que a Emma Mildon criou duas escalas para cada assunto. A primeira é a Escala de Esquisitice, em que ela dá uma nota de 1 a 10 no quanto aquele assunto pode soar estranho para uma pessoa que não entende nada ou para alguém muito cético. Já a segunda é a Escala Explore Isto, também de 1 a 10, em que ela marco o quanto ela recomenda tal prática — partindo da própria experiência. As duas escalas ajudam a leitora a calibrar as expectativas e a refletir se deseja ou não tentar aquela determinada prática. 

Página 105, com exemplos das escalas de esquisitice e explore isto,
bem como um quadro explore isto à direita.


O trabalho editorial do livro também é muito bem feito. Ele é todo ilustrado, com caixas e outras informações que complementam a leitura, tornando-a mais fácil e agradável. Em muitas das caixas Explore Isto, há exemplos pessoais e dicas de como lidar com a prática do trecho lido. Algo que amplia ainda mais a imersão da leitora na obra.

Eu fiz a leitura do livro como um todo na ordem em que ele se apresenta, entretanto é possível determinar uma ordem própria ou utilizá-lo para consultas de assuntos específicos. Além disso, apesar do livro ser voltado para o público feminino, nada impede que um homem que deseje saber mais sobre esses assuntos leia a obra.

Para quem se interessa por assuntos místicos, recomendo muito. É uma boa porta de entrada para a diversidade que há nos modos de acessar à espiritualidade. Também é um livro ótimo para desmistificar alguns pontos e aprofundar em coisas que muita gente fala, mas pouca gente entende de fato (como a numerologia e a astrologia). Eu, que só conhecia muitos desses assuntos no senso comum, acompanhei bem a leitura e devorei o livro!

Capa


Livro: O despertar da deusa
Título original: The soul searcher's handbook
Autora: Emma Mildon
Tradução: Cláudia Gerpe Duarte e Eduardo Gerpe Duarte
Editora: Pensamento
Páginas: 272
Sinopse: Emma Mildon, considerada a 'líder mística do Novo Milênio' pelo jornal Huffington Post, viajou pelo mundo, devorando a sabedoria da Nova Era por todos os lugares que passava. Como resultado, reuniu com humor e leveza o conhecimento adquirido ao longo do caminho em O Despertar da Deusa, um guia prático e abrangente para auxiliar o crescimento pessoal e espiritual. Com um estilo jovial, Emma apresenta estudos sobre cristais, chakras, Feng Shui, aromaterapia, yoga, numerologia, meditação, astrologia e técnicas de proteção energética. Um livro revigorante que mostra como integrar a espiritualidade e o autocuidado à vida da mulher moderna. Disponível em livro físico e e-book. 

_____________________________________________________________

quarta-feira, 31 de março de 2021

Retrô mensal #8: março/2021

quarta-feira, março 31, 2021 30
Será que nossos pedidos chegam aos céus?


Temos a arte para não morrer da verdade. 
(Nietzsche)

Março foi gigante em termos de demorar para passar. O tempo tem sido bem relativo por aqui, porque eu sempre fico dividida entre achar que o faz eras que o mês começou e ao mesmo ter aquela sensação de "caramba, já estamos em abril!". Assim como veio acontecendo desde o fim de janeiro, em março eu continuei lutando para seguir em frente. A fadiga de passar mais de um ano sem sair de casa está pesando como nunca e, com o aumento dos casos da pandemia, tenho visto muita gente que eu amo sofrendo porque perdeu alguém importante. A impotência de não poder ir lá dar um abraço na pessoa é muito cruel. Queria poder fazer mais por todo mundo que está vivendo este luto coletivo de forma mais individual, mas o que eu posso fazer? Cada vez tenho menos esperança e sinto como se isso estivesse me matando aos pouquinhos. (Desculpem, não queria fazer daqui um post triste.)

Para me manter minimamente sã, tenho gastado a minha energia no que realmente importa. Os posts nas redes sociais diminuíram, porque não ando com paciência de pensar coisas para o Instagram toda semana. Tenho posto a minha força no trabalho, em meditar, em escrever e em organizar as pequenas tarefas diárias. Ter a organização pessoal sob controle me ajuda a ter a sensação de que posso manter a ordem em pelo menos esse aspecto da minha vida (sou virginiana, sabe como é, né?). Torcer para isso continuar dando minimamente certo.

#Retrô de boa

  • Março começou comigo focada numa tarefa importante: terminar o meu livro de poesias. Embora eu tenha achado que tinha terminado e tenha inserido mais uns 20 poemas nele ao longo do mês, agora terminei de fato. 
  • Ele, o livro novo, foi para a leitura crítica de 4 escritoras que eu respeito muito a opinião e o trabalho, então vamos ver qual será o retorno que elas me darão.
  • Terminei o meu projeto de tricô que se arrastava há anos (sério, não tem eufemismo nisso!). Ficou feio, porque eu já não me lembrava mais do molde e as emendas também ficaram péssimas. Mas foi ótimo porque eu me lembrei de que tricotar me faz bem. Comprei lãs e agulhas novas, então em breve terei um projeto bonito e bem acabado para mostrar para vocês.
  • Terminei de migrar todo o meu sistema de organização para o Notion e foi uma das melhores coisas que eu já fiz. Tem sido ótimo ter um sistema que concentra as informações em um lugar só, sejam elas de referência, de inspiração, de tarefas. Combino o uso dele com o do planner (que tem servido de agenda), e tudo tem saído do melhor modo. Recomendo. :)
  • Terminar o tricô, organizar a minha vida, escrever (e não conseguir escrever), ouvir minhas músicas preferidas foram processos que me guiaram para me conectar mais com a minha espiritualidade. Voltar às raízes é sempre um bom modo de voltar à essência. Não vou entrar muito nisso agora, mas tem sido uma jornada bonita. :)
  • O material didático que escrevi para a Fundação Telefonica Vivo foi publicado e já pode ser baixado gratuitamente (as informações e o link estão neste post).
  • Falando de música, o Passenger continuou a sequência de lives tocando os álbuns dele como um todo e finalmente ele fez a de um dos meus álbuns preferidos, o Runaway. Eu não consegui vir ao vivo, porque calhou de ser no domingo em que rolou o plantão de dúvidas do Projeto Escrita Criativa, mas já vi umas 500 vezes depois disso. Como amo esse homem! :)
  • No dia da poesia, o meu amigo (e também poeta) fez um tweet me marcando que me deixou pensativa em 15 milhões de coisas. Eu estava bem deprimida naquele dia e a primeira coisa que me pegou foi a gentileza do gesto. Em tempos tão sombrios, ser lembrada por conta da poesia é sempre tão gostoso, que me senti abraçada. Depois, tem o lance do quanto a arte me sustenta cada vez que eu desmorono. Quanto mais o tempo passa, mais eu tenho certeza de que só cheguei até aqui porque eu tenho a arte. Seja ela em si, seja porque eu conheci quase todos os meus amigos por conta da música ou da literatura. No tweet, o perguntou "Mas quem disse que a poesia nasceu pra sorrir todo o tempo?". Pensando agora, por mais que a poesia não sorria, ela nos pega pela mão o tempo todo (às vezes com carinho, às vezes nos puxando até pegar no tranco!). | Por falar no Rafa, ele lançou um livro novo e vocês podem comprá-lo aqui.
  • Por falar em poesia, eu participei de uma live no Instagram da Carol Daixum, a Pequena Jornalista, falando sobre escrever e ler poemas. Foi bem legal e você pode ver aqui
  • Também participei de uma live contando quais são as mulheres da minha estante lá no Recanto da Prosa, da Aline Caixeta. Para assistir, clique aqui.
  • Recebi o primeiro kit do Grupo Editorial Pensamento e, em breve, teremos resenha por aqui! :)

  • O aprendizado que fica é não me culpar por me afastar de pessoas (trabalhos, lugares e dinâmicas) que me trazem dor — mesmo que eu saiba que essas pessoas não estejam fazendo por mal. Respeitar os meus limites é algo que tem sido cada vez mais fundamental. As pessoas só dão aquilo que elas conseguem dar e eu, como pessoa também, tenho que parar de me forçar para sempre fazer mais. Estou exausta dos sacrifícios em vão. Saber quando parar também é amor próprio.

#Retrô para melhorar

  • Tem sido desafiador criar em meio à exaustão da pandemia. Pela primeira vez eu não consegui escrever na aula de escrita de que faço parte e isso me deixou um tanto desesperada. É doido pensar nisso, porque eu estou tão cansada que até o desespero anda passivo. (Faz sentido? Não sei...);
  • Quero não ser afetada por essa energia da nhaquinha, mas moro no país onde mais morre gente por covid no mundo atualmente. Cada vez mais perto, mais doloroso. 
  • As pessoas dizem que eu preciso ser leve. Que preciso rir mais. Que não devo me levar tão à sério. Agora, não consigo. Tenho tentado olhar para isso com um pouco de compaixão comigo mesma, porque me conheço e sei que é fácil eu cair na cobrança por ser feliz quando o momento é (para mim) de introspecção e reflexão.

#O que teve no Algumas Observações em março

Fiz a quarta edição do Café Notável, com a Aline Caixeta. Conversamos sobre como é trabalhar com o mercado editorial. 



Seguimos. 
Beijos carinhosos :*

_____________________________________________________________

domingo, 21 de março de 2021

Dia Mundial da Poesia

domingo, março 21, 2021 24
21 de março, dia mundial da poesia. 💚

Hoje, 21 de março, é dia mundial da poesia. 
Fiquei pensando no que escrever sobre isso. 
Fiquei pensando no quanto escrever e ler poesia me transforma. 
Fiquei pensando na minha gata. 
Fiquei pensando na cura e na delicadeza e nos amigos que fiz por causa dos versos que compartilhamos (nas angústias que compartilhamos, no amor que compartilhamos). 

O que escrever sobre poesia quando o mundo está em luto? 
Falar sobre guerras e fome e pobreza já parece não dar conta. É aí que o poema que traz fôlego para a luta. Quando os corações se partem e se escancaram, é aí o poema que traz a esperança. 
Quando é preciso abrigo, quando falta ar para respirar, quando é necessário amar, quando é imprescindível encontrar o resquícios da criatividade já tão soterrada pela falta de tempo e pelos boletos a serem pagos, são os versos, os sons e os ritmos que nos convidam a dançar — nem que seja por apenas um segundo, nem que sejam passos tímidos e desajeitados. 

O que dizer no dia mundial da poesia, se não agradecer pela arte que me mantém em pé? Obrigada,  mundo, que me permite escrever os versos mais intensos. Obrigada, poetas, que não me deixam desistir! Obrigada, leitores, que não desistem da fagulha criadora que me habita.

Que cada verso nos nutra em força e gentileza. 
Feliz caminhada a todos nós!

_____________________________________________________________

quinta-feira, 18 de março de 2021

Voos

quinta-feira, março 18, 2021 23
Imagem de makunin, por Pixabay.


sou dente de leão
espalho-me por inteira
fortalecendo sonhos
compartilhando esperanças
inspirando sorrisos
quero plantar o que há de melhor em mim
nutrir-me da terra
ser presente
sou dente de leão
espalho-me por inteira
colho os cacos do que não deu certo
e transformo-me em semente
não é porque uma experiência foi ruim
que não há algo de bom ali
não acredito na maldade
tudo é troca, e eu aprendo
tudo é troca, e eu cresço
tudo é troca, e eu me fortaleço
para ser novamente flor
e voar com o vento
e esparramar-me por inteira
e fazer alguém sorrir
com a leveza de ser eu
com a complexidade de ser eu
com a completude de ser um múltiplo
sou um dente de leão

_____________________________________________________________

segunda-feira, 15 de março de 2021

Das polaroides, leituras e uma rotina que é só nossa

segunda-feira, março 15, 2021 20
Foto por Laura Rivera, via Unsplash.


Levei seus textos pra cama. Você havia pedido que eu lesse os seus poemas e dissesse o que achei. A tarefa é árdua. Como não gostar de algo vindo de você? 

Levei os seus textos pra cama como alguém que abriga sonhos. Cada linha é uma pérola, pedra preciosa que habita o fundo do meu oceano. 

Levei seus textos pra cama desejosa de te conhecer a fundo. Quis mergulhar no seu mundo numa tomada de fôlego, oxigênio que me mantém viva. Escrever é nossa sobrevivência. 

De tão focada que estava, não percebi você à porta. Despertei com o flash da polaroid que captava o momento em que eu me encontrava mergulhada em suas palavras.

Nossos olhares se cruzaram, e você sorria. Sorria sendo um menino que reencontra a esperança depois de tanto tempo. 

Nossos olhares se cruzaram, e eu sorria. 
Sorria tendo a certeza de que vivia a simplicidade de tudo o que sempre quis.

_____________________________________________________________
Algumas Observações | Ano 14 | Textos por Fernanda Rodrigues. Tecnologia do Blogger.