domingo, 17 de maio de 2026

Como trazer uma língua estrangeira para a nossa rotina

domingo, maio 17, 2026 0
Você tem dificuldade para estuda uma língua estrangeira? Vem que este post é para te ajudar!

Sou professora de inglês desde 2009. Além desse idioma, também tenho nível avançado no espanhol. Então, tanto amigos quanto alunos me perguntam como estudar quando falta tempo e, principalmente, quando falta energia para sentar, abrir um livro ou um caderno e fazer uma sessão focada de estudos.

O que eu sempre digo é que quanto mais a gente aumenta o nosso tempo em contato com a língua estudada, mais fácil vai ficando. Sendo assim, o que trago aqui são estratégias para aumentar o tempo de contato com a língua que se está aprendendo. As estratégias listadas servem para quaisquer línguas e exigem poucos recursos (livros, cadernos, conexão com a internet).

A lista está dividida por nível da sua energia: coisas para você fazer quando estiver sem disposição, normal/ok, com disposição. A ideia é que você possa trazer a língua estrangeira para o seu dia a dia, mesmo quando não estiver tão a fim de estudar. Entretanto, já deixo a ressalva: nada como aprender com a mente descansada. Se você puder descansar, faça isso. 😉

Foto de Tim Gouw, via Unsplash.

Baixo nível de energia:

  1. No caminho para o trabalho ou para casa você pode nomear cada cor ou cada nome de lugar por onde passar na língua de estudo;
  2. Enquanto malha, você pode contar as suas repetições na língua de estudo;
  3. Nos seus momentos rolando nas redes sociais, você pode escrever um comentário para um produtor de conteúdo nativo;
  4. Enquanto cozinha, você pode colocar um programa de culinária na língua que está aprendendo e deixar tocando de fundo. (Quem é a Ana Maria do país que fala a língua que você está aprendendo?)
  5. Ao mesmo tempo em que você lava a louça, você pode dizer os nomes dos utensílios de cozinha e dos ingredientes usados na refeição que acabou em voz alta;
  6. Ao assistir filmes e séries, coloque a legenda no idioma estudado (mesmo que seja uma série ou um filme brasileiros, coloque a legenda em língua estrangeira!);
  7. Enquanto toma banho, coloque um podcast ou um audiolivro para tocar;
  8. Ao mesmo tempo em que escova os dentes, faça uma contagem regressiva na língua aprendida;
  9. Quando você tentar focar, faça uma meditação guiada na língua que você está estudando.
  10. Configure os seus equipamentos (computador, tablet, celular, TV etc.) para a língua que você está aprendendo.

Imagem via BrasilcomS.

Nível médio de energia:

  1. Se grave falando na língua estudada. Você pode falar como foi o seu dia, contar aquela história famosa que todo mundo conhece na sua família ou explicar qual é a sua profissão e os detalhes da sua rotina de trabalho;
  2. Faça exercícios de um livro de estudo ou de uma gramática;
  3. Escreva o seu planejamento diário ou semanal na língua estudada;
  4. Escreva a sua lista de compras do dia a dia ou a sua lista de desejos na língua que você está aprendendo;
  5. Crie uma lista ou um caderno só para estudo de vocabulário;
  6. Assista a vídeos na língua estudada e anote as palavras que você não conhecia ou não entendeu na sua lista ou no seu caderno de vocabulário;
  7. Grave um recado na língua estudada para você ver/ouvir no dia seguinte;
  8. Escreva um diário na língua estudada;
  9. Faça etiquetas com os nomes dos objetos / móveis na língua que você está aprendendo e cole nele;
  10. Leia um livro na língua alvo de estudo;
  11. Escolha uma música e cante-a lendo a letra ao mesmo tempo;
Foto de Unseen Studio, via Unsplash.

Alto nível de energia (ideal para longas sessões de estudo):

  1. Escolha um vídeo. Assista uma vez. Depois coloque o mesmo vídeo novamente. Dê pausa entre as falas. A cada pausa, repita o que foi dito;
  2. Faça o exercício de shadowing: coloque um vídeo e fale ao mesmo tempo que a pessoa. Repita várias vezes;
  3. Veja um vídeo na língua estudada sem legendas;
  4. Escolha um vídeo ou um podcast e escreva de 5 a 10 frases sobre o que você aprendeu com ele;
  5. Escolha uma palavra do seu caderno ou da sua lista de vocabulário. Escreva de 5 a 10 frases colocando-a no contexto do seu dia a dia, da sua rotina;
  6. Escreva um texto com o tópico gramatical que você está estudando;
  7. Leia um texto em voz alta. Se grave lendo. Ouça a gravação e corrija possíveis erros de pronúncia;
  8. Leia um artigo ou um capítulo de um livro em inglês. Usando uma cor, destaque as palavras que você não conhece. Usando outra cor, destaque as palavras-chaves do texto. Procure o significado delas no dicionário (há bons dicionários online);
  9. Faça um resumo do que você leu/assistiu/ouviu na língua estudada;
  10. Escreva uma carta para o seu eu do futuro. Escolha uma data para abri-la (último dia do ano, seu próximo aniversário etc.).
  11. Se cadastrar no site do postcrossing, escolher um endereço de destino na língua estrangeira e enviar um cartão postal físico pelo correio.
Foto de Becky Phan, via Unsplash.

Lembrando que:

Essas sugestões não substituem a aula com o professor, elas servem como complemento. No meu caso de professora, eu gosto quando os meus alunos implementam essas dicas, porque eles fazem aulas comigo apenas uma vez por semana e este é um jeito que eles encontram de seguir praticando. Já como estudante, faço isso tanto para as línguas que já sei (inglês e espanhol), quanto para as que quero aprender (alemão e italiano).

Outro lembrete importante é que tudo isso (e o que vou dizer vale para qualquer aprendizado) deve ser divertido. Pense nos seus piores momentos da escola e você vai ver que você não aprendeu (no máximo, memorizou). Isso porque é muito mais difícil aprender quando a gente considera algo chato. Tornar o aprendizado divertido é meio caminho andado para conseguir apreender e colocar a língua estudada em prática com confiança.

Agora me conte: o que você pretende implementar na sua rotina de estudos?
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domingo, 10 de maio de 2026

O amor é uma K-46

domingo, maio 10, 2026 6

*Texto escrito em 2019.


Definir o amor como uma arma é tão comum que a expressão, antes poética, agora não passa de um mero clichê. Mas o que não é um clichê, se não uma imagem que faz com que a gente a use até gastá-la, de tanto que se identifica com ela?

Essa semana, fui almoçar com uma das professoras que trabalha comigo. Quando a encontrei, ela estava pálida, tremendo mais que vara verde. Via em seu rosto que ela buscava uma forma de me explicar o que se passava, mas ela mesma estava tão passada que não conseguia encontrar as palavras. Passava o celular de uma mão a outra, tentava tirar o cabelo do rosto, enquanto caminhava rápido. Quando finalmente nos distanciamos do colégio, ela soltou em um atropelo:

— A Vânia disse que quer que o José morra, você acredita? Quando eu perguntei o porquê, ela respondeu que é porque ele é diferente, porque ele tem dois pais.

Senti o ar entrando em meus pulmões, mas não consegui fazer os meus neurônios se articularem. Como assim, uma aluna minha, uma criança de oito anos sendo tão homofóbica? Como pode uma criança desejar a morte de outra tão gratuitamente? Na hora, a imagem que veio na minha cabeça foi a de todos os meus amigos gays, lésbicas e bis, o quanto eles são maravilhosos, o quanto eles não deveriam sofrer por apenas existirem. Como o amor alheio pode incomodar tanto?

— Eu perguntei para a Vânia se ela acreditava de verdade nisso que dizia — completou a minha amiga — ela respondeu que não. Tenho certeza que isso é coisa que deve ter ouvido dos pais.

Coisa dos pais. Meu sangue ferveu na hora que concluímos isso. Adultos semeando o preconceito em pessoas tão pequenas. “Ninguém nasce odiando”, já diria o Mandela. Ninguém nasce odiando, mas aprende com os pais, com a sociedade, em todos os lugares. Isso é desesperador e pensar em tudo o que o pequeno José pode ter sentido ao ouvir um absurdo desses me deixou profundamente abalada.

Li que algum desses escritores famosos disse que um bom autor não pode escrever com raiva, porque assim o texto não fica bom. Fico me perguntando como escrever sobre ver outras pessoas sendo massacradas apenas por existirem sem ter sangue nos olhos. Sem sentir esta fúria que cresce em mim. Como amar em tempos de ódio?

Hoje eu acordei com a notícia que o prefeito do Rio de Janeiro mandou apreender uma HQ da Marvel que estava sendo vendida na Bienal Internacional carioca, porque em um dos quadrinhos, dois personagens homens se beijam. Segundo ele, esse material continha “conteúdo pornográfico”. Pleno 2019, e eu tendo que lidar com censura no Brasil. Mais uma vez meu o sangue ferveu.

Como escritora (e tendo amigos que também o são), quero poder escrever sobre o que eu quiser. Quero que os meus leitores possam ler o que eles quiserem. Quero que meus amigos e desconhecidos possam existir. Sem represálias, sem medo, com o direito de amar quem eles quiserem. Quero que as pessoas vivam à base do amor. Por isso escrevo esta crônica. Porque preciso me juntar a todos que acreditam que compartilhar bons sentimentos é válido e ir à luta.

Vamos produzir, sim. Vamos consumir, sim. Vamos amar. O amor é o nosso combustível e a nossa arma. Ele é a nossa K-46. Por mais que dizer isso soe o maior clichê dos clichês, é amando que venceremos todo esse preconceito.
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quarta-feira, 6 de maio de 2026

6 on 6: linhas

quarta-feira, maio 06, 2026 16


Ao longo do mês de abril, nosso grupo do 6 on 6 foi atrás das linhas. Linhas que (nos) sustentam, linhas que se cruzam, linhas que levam a lugares nos juntando ou nos separando de quem amamos (ou odiamos, vai saber?). 

Sendo assim, eu trouxe seis visões das minhas linhas queridas. 

Aula de canto. 

Lousa da aula de canto. Cantar (certo) tem sido uma descoberta e um desafio. É muito legal aprender novas habilidades e, ao mesmo tempo, tem sido muito difícil. A parte teórica é muito complicada pro meu cérebro abstrato. Neste dia, a professora explicou algumas coisas sobre escala e clave de Sol.


🎶All my troubles seemed so far away🎵

Estamos ensaiando três músicas. Uma delas é Yesterday, dos Beatles. A professora toca no piano, e nós todos cantamos. É difícil soar bem, mas sigo. Na foto, as linhas do teclado e da partitura da música.


Linhas no parque.

Amo o fato de fazer aula de dança dentro de um parque. Adoro poder ver as árvores e respirar um pouco de ar puro. 

Pau Brasil.

Lá no parque tem esse jovem Pau Brasil. Sempre que eu vejo uma árvore dessa espécie, fico feliz. É algo que não é tão comum; mas, pra mim, é um símbolo de resistência. Nós ainda existimos, apesar de tanta pressão, de tanta destruição, continuamos aqui. 

Camomila ao sol de outono.

Sempre que as pessoas me perguntam como diferenciar a Poesia da Camomila, eu digo que a Poesia é a minha onça (ela não tem listras, mas manchas na pelagem). Já a Cacá é a minha tigresa, cheia de listras. Acho bonito como a pelagem dela é cheia de linhas bem definidas. Camomila é uma gata elegante, que ama sol e não se submete ao que os outros querem. Aprendo demais com ela.

Manta do Clima.

Fiz um monte de fotos da minha manta do clima, porque quero fazer um post sobre ela aqui no blog e um vídeo lá no canal, mostrando o resultado final depois que a terminei. Quem quiser ver mais e saber mais de como foi o processo de tecitura, pode ver a playlist lá no canal.

Estas foram as minhas linhas. O que você fotografaria?

📷📷📷

Equipamentos usado no post:

Todas as fotos deste post foram feitas com o celular, exceto as duas últimas (da Camomila e da manta), que foram feitas com a minha Nikon D3100.

Mais 6 on 6:

Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: ReticênciasSweet LulyInventando assuntoCamila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷 02 📷 03

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domingo, 26 de abril de 2026

Como uma playlist de música ruim no repeat

domingo, abril 26, 2026 12

— Foi só uma vez. Eu não tive escolha.

Alexandre me olha parado na porta daquele que até ontem foi o nosso quarto, com os lábios secos e os olhos úmidos. Ele espera por uma resposta. Mais uma resposta. E quanto mais ele espera, mais em silêncio eu fico. Estou sentada de costas para ele. Olho pela janela e vejo o céu azul, com suas pequenas nuvens brancas que prenunciam o fim do verão. Ele continua esperando, como se a vida dele dependesse da minha voz enchendo os seus ouvidos, o quarto, a casa. Persisto muda. É como se não houvesse ar capaz de encher os meus pulmões e de fazer as minhas cordas vocais vibrarem para emitir quaisquer sons. Meu corpo segue inerte.

— Fala alguma coisa... Você sabe que eu sou assim mesmo, mas sabe que eu te amo, não sabe?

Não. Eu sei que tudo isso não é amor, mas resolvo deixar que o silêncio continue falando por si só. Agora eu não me importo mais. Por tantas outras vezes, eu já havia gritado, chorado, jogado o que tinha ao alcance das mãos nas paredes, agora eu não tenho mais forças para argumentar. Estou esgotada até mesmo para rebater o “só uma vez”. Primeiro que não era “só”; segundo que era recorrente. As cenas das descobertas tiveram as suas nuances, é verdade, mas eram recorrentes. O mesmo modus operandi tanto nas merdas, quanto nas súplicas por perdão. Depois de três vezes, já dá pra pedir música no Fantástico, não é mesmo?

— Por Deus, amor, fala alguma coisa... Você sabe que eu sou assim mesmo; mas, que se eu não te contei, fiz isso por você, pra você não ficar chateada, triste e raivosa como está agora. Eu sou homem, tenho os meus instintos. Você sabe, todo homem faz isso, não sabe? Anda logo, me perdoa! 

Respiro fundo e me viro para ele. Alexandre continua tão bonito como quando nos conhecemos. Apesar da estatura mediana, sua voz envolvente, seu olhar profundo, suas tatuagens e as covinhas nas bochechas continuam ali. Ele continua ali. Inteiro e ao alcance das minhas mãos. Como pode a tentação que liberta o desejo despertar também tanta dor? Enquanto o meu corpo quer ter o dele, minha cabeça e meu coração me guiam por outro caminho: saio de perto da janela, levanto aquela que era a nossa cama box e abro o baú em silêncio. Pela visão periférica, noto que ele parece confuso, mas sigo firme. Tiro a mala de viagem há tempos guardada, coloco-a sobre o colchão, abro o armário sem dizer uma única palavra. Então, começo a pegar a parte que me cabe do nosso agora ex-pequeno latifúndio.

— Amor, você tá louca? Pelo amor de Deus, isso foi só um deslize, algo pequeno, da minha natureza. Você já me perdoou tantas vezes, não custa fazer isso mais uma? Eu prometo que isso não vai se repetir! Prometo! — Continuo impassível. Se alguém visse a cena pela janela, acharia que eu estou arrumando uma mala para uma viagem feliz de férias. Só quando Alexandre tenta tirar as peças já guardadas que eu o encaro:

— Você pode dizer o que for. — Minha voz soa tão calma, tão resignada, que até eu me surpreendo. — Eu vou pegar as minhas coisas e seguir a minha vida.

— Mas você não pode fazer isso! Você tem que me perdoar! O que as pessoas vão pensar de nós? De mim? Você não tem dó de mim, não?

— Alexandre, vai ficar tudo bem. Aliás, já está tudo bem. — Fecho a mala e a ponho no chão. — Quanto ao que vão dizer ou como você se sente, você deveria ter pensado nisso antes. Eu, honestamente, não me importo.

📻📻📻

Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita,
cujo tema de abril de 2026 é a mentiras que contamos.
Para saber os outros temas e como participar, clique aqui.

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domingo, 19 de abril de 2026

Trazendo 2016 de volta

domingo, abril 19, 2026 11


Se você está em alguma rede social, sabe que 2016 voltou a ser tendência. A nostalgia nos atingiu em cheio e isso é fruto desses tempos de incerteza tão bélico e politicamente dividido. Sempre que a sociedade entra em caos, há um desejo de olhar para trás e encontrar alguma forma de aconchego.

Eu respondi a essa trend no meu Instagram, mas ao visitar o blog da Valéria, o Hey, I'm with the band, vi que ela levou as respostas pro blog dela e me deu vontade de fazer a mesma coisa por aqui. 


De um modo geral, eu penso em 2016 com muito carinho. Foi um ano em que eu conheci gente nova, amigos que estão comigo até hoje. Além disso, ganhei balões de aniversário pela primeira vez (a Bia é uma amiga que sempre me emociona), visitei os meus lugares preferidos da vida, viajei com uma das minhas melhores amigas, fui a shows, abracei o Nick Carter, fotografei muito e encontrei poesia pelo caminho.














A vida me abraçou em 2016.
Eu abraço a vida em 2026.


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domingo, 12 de abril de 2026

Ciclos se encerram

domingo, abril 12, 2026 9

sempre fui muito faladeira, mas é importante aprender os momentos de calar e ouvir. nessas horas, gosto de escutar em modo de mergulho. sigo como as ondas: para fora e para dentro.

ouço e revejo.

nenhuma situação volta à toa. 

padrões ressurgem para que a gente possa refletir sobre o nosso aprendizado. não quero ter as mesmas atitudes de antes. cansei.

estou exausta de dar murros em ponta de faca.

é importante assumir as próprias responsabilidades e estabelecer limites. é importante não ignorar a bússola interna.

escolher as próprias batalhas. só assim se pode lutar.
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segunda-feira, 6 de abril de 2026

6 on 6: comida

segunda-feira, abril 06, 2026 10
Março foi cheio de momentos saborosos! Vem conferir!


Março foi um mês em que eu compartilhei a mesa com muita gente querida. Eu amo esses momentos em que a comida não está apenas servindo de combustível para o corpo, mas também conectando as pessoas e nutrindo a alma. 

Nosso sextou!
Conheci a Bibla Livraria. Fui com o Dan para o lançamento do livro da Carolina Zuppo Abed. Lá, aproveitamos para jantar juntos. Não deu tempo para fotografar nosso jantar (a fome foi mais rápida que o clique), mas nesta foto está a sobremesa: uma torta de maçã deliciosa e, claro, café espresso (sim, café à noite, porque sou maluca, mesmo). Eu amo dividir esses momentos com o Dan (ele já apareceu em alguns vlogs, no meu canal), fora que o evento foi perfeito e o livro da Carol é bem bonito!

O livro se chama Reforma — um tríptico insone e saiu pela editora Urutau.


Mis amigos peruanos y yo.
Março também teve um almoço muito especial, recebendo os meus amigos peruanos, Anthony e Yoss, aqui em São Paulo. Como é possível ver, a mesa estava farta! 🤩 Depois deste almoço feliz, ainda fomos ao parque. Uma experiência ao ar livre, como pede o fim do verão em São Paulo. 


O que eu faço com esta vontade de ir ao Peru?
Anthony e Yoss me trouxeram estes docinhos do Peru, e eu AMEI! O de Maní parece um pé-de-moleque cremoso. Já o de coco, uma cocada cremosa. Uma delícia! Se vocês tiverem chance, provem!


Leia também: tudo o que comi na última viagem a Buenos Aires (com indicação dos restaurantes).


O alho e o alecrim dão um toque especial.

O encontro mensal do Trio on Tour foi um Duo on Tour, mas nada que interferisse o nosso cardápio. Uma coisa que é unanimidade nos nossos almoços é batata. A gente ama com toda a força do nosso ser. Tá aí uma iguaria que não dá para ser ruim Hehehe


Nada como o tradicional X-salada.

Ainda nesse almoço, pedi um sanduíche. Entre uma atualização da vida e outra, fiquei feliz porque o lanche estava divino!

Neste dia, escolhemos a tradicional meia muçarela, meia calabresa.

Por fim, dividir comida com as pessoas que me trouxeram ao mundo é algo que eu amo demais! Sentar-me à mesa com os meus pais, conversar e rir… sou privilegiada demais por ter os dois ao meu lado e valorizo cada segundo com eles aqui. Sou a filha coruja e orgulhosa deles. Celebrar esses laços com uma pizzinha é sempre gostoso demais.

📷📷📷

Equipamento usado no post:

As fotos deste post foram feitas com o celular.

Mais 6 on 6:


Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: ReticênciasSweet LulyInventando assuntoCamila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷 02 📷

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domingo, 29 de março de 2026

Psique

domingo, março 29, 2026 12
Imagem por Paolobon140

a psicanálise diz que o maior problema de todos é que a gente não sabe o que a gente deseja

faço incontáveis listas
planejo cada passo
no fundo, o que quero é escrever um texto
longo, sem rimas
que seja minimamente, literariamente, vivido
a beleza é poética
quando está no dia a dia

(alguns desejos são sonhos
que estão fora do meu alcance)

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domingo, 22 de março de 2026

Labirinto

domingo, março 22, 2026 10

no cruzar de caminhos,
na esquina ao acaso,
no não sei se vou ou se fico
na janela ou no abismo:
nossos olhares se cruzam.

na juventude ou na velhice,
na hora marcada ou inexata,
no inverno seco ou no verão molhado,
no seguir a pé ou no travar do trânsito:
nossos olhares se tocam.

você com cachorro, eu com gato,
você e seu chá, eu e meu espresso,
você acordando cedo, eu indo madrugada adentro,
você amando inverno, eu preferindo verão:
nossos olhares travam.

pessoa certa na hora errada:
a vida exemplificando
que rejeição é ato de ser protegido
por algum dos deuses e seus discípulos.

Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita,
cujo tema de março de 2026 é pessoa certa na hora errada.
Para saber os outros temas e como participar, clique aqui.

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domingo, 15 de março de 2026

Processos criativos são complexos

domingo, março 15, 2026 8
Meu exemplar do livro O caminho do artista e eu.

Estou fazendo O Caminho do Artista novamente. Quando esta newsletter chegar até você, provavelmente estarei finalizando a terceira semana desta jornada composta por doze. Tem sido interessante desta vez, porque não estou fazendo sozinha. Minha aluna, amiga de longa data e também escritora, Lucila Eliazar Neves, tem dividido comigo as angústias e descobertas desse caminho. Poder trocar sobre os insights e relacionar isso com as nossas escritas é muito interessante.

Comecei a jornada empolgada. Recomeçar é um verbo que divide opiniões. Desta vez, resolvi que este recomeço seria fresco, empolgante, gentil. Assim tem sido, embora as semanas dois e três tenham trazido consigo um cansaço descomunal. Na terça-feira já contava as horas para o descanso que só viria na segunda-feira seguinte. Descansar é importante para criar.

Me sinto mais criativa. Tenho posts escritos para o meu site. Tenho artigos escritos para o Projeto Escrita Criativa. Tenho gravado vídeos para o YouTube com uma regularidade que me espanta. Cortei o cabelo. Comprei uma luminária que alimentou a minha fome de leitura. Só não consegui ainda fazer as edições finais no livro 3; que, aliás, já ganhou um nome.

Saiba mais: fiz uma playlist no meu canal do YouTube para documentar o meu processo do Caminho do Artista. Você pode assisti-la clicando aqui.

O livro 3 me espera desde 2025. Ele está impresso. A versão encadernada está revisada. Agora só falta passar as anotações de volta para o arquivo. Emperrei aí. A resistência se traduz em cansaço e em buscas por trabalhos que paguem os boletos. Quem já leu a versão sem a revisão gostou. Quem vai ler para revisar e para publicar está na expectativa. Eu estou na expectativa também. Gestar um livro é um processo muito intenso, talvez mais intenso do que soltá-lo no mundo.

Estou fazendo O Caminho do Artista e pensando que admiro respeito, sagacidade, lealdade, criatividade e bom humor, mas que preciso mesmo, mesmo é de uma dose de coragem. A guerreira está exausta e sozinha. O lance é que soldada cansada não vence a guerra.

Processos criativos são complexos.
Uma hora, o livro novo sai.

*Crônica enviada na minha newsletter, Vamos bater um papo?, edição 47. Caso queira receber textos meus (y otras cositas más) no seu e-mail, inscreva-se.
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sexta-feira, 6 de março de 2026

6 on 6: trilha de cor: azul

sexta-feira, março 06, 2026 16


O tema do nosso segundo 6 on 6 é trilha de cor: azul, o que eu AMEI. Apesar de a minha cor preferida ser verde, eu também amo demais o azul e seus diferentes tons. Então eu fui atrás do que é azul na minha vida e o resultado foi este: 

Quais são os lugares em que resolvemos embarcar?
Pensar nos bilhetes que resolvemos comprar na vida — trabalho, família, amizades, relações amorosas — e os lugares em que embarcamos para bancar essas relações tem sido recorrente por aqui. Amizades que terminaram e que começaram. Reciprocidade. Como essas pessoas nos fazem se sentir? 

Em português, azul é uma cor tranquila, transcendente. Em espanhol, o azul é associado ao amor idealizado: el príncipe azul é o nosso príncipe encantado. Em inglês, to feel blue significa estar triste, para baixo. 

Tenho pensado nas relações, em como elas me fazem me sentir. Todas que acabaram tinham um padrão de me deixar não só pra baixo, mas também ansiosa e com um sentimento de inadequação (nada do que eu fizesse seria suficiente para sustentar tais trocas). Todas as que começaram me trouxeram o sentimento oposto.

É clichê, mas é verdade: a vida é como uma linha de metrô: tem final, tem começo, tem paradas. Podemos ir e voltar, mas não temos o poder de comprar o bilhete pelo outro de forçá-los a vir conosco. Não seria justo também. Às vezes nós precisamos mudar de rota. Às vezes o outro precisa seguir outro caminho.

Quais são os lugares em que podemos esperar?
Às vezes eu acho que a vida nos coloca num banco de espera até que estejamos prontos para o próximo passo. Este estar pronto pode ser em termos de energia física, emocional, mental; pode ser por falta de uma informação, de recursos, de dinheiro, de conexões. A gente espera até que estejamos recuperados para seguir em frente. 

Sigamos!

Com o que ou com quem nós nos combinamos?
Acho bonito quando algo feito pelo homem combina com a natureza. Poder enxergar isso no meu caminho é uma sincronicidade que me mostra o quanto podemos ter uma simbiose respeitosa. Ando com os pés no chão e com o olhar no alto. Os ladrilhos no mesmo tom do céu me fizeram sorrir. Sorrir de um jeito nunca pensado, porque o olhar viciado em olhar sempre pro chão encontrou beleza nas nuvens. É possível que elementos distintos caminhem juntos.

Por quais caminhos nos derramamos?
Quando eu vi que o tema deste 6 on 6 seria "trilha de cor: azul", eu prometi a mim mesma que fugiria do clichê de fotografar o céu. Não sei por quais motivos, mas temos a tendência de fazermos algumas promessas que são impossíveis. Voltava pra casa do meu encontro com o artista, quando ouvi uma mãe dizendo a um filho do outro lado da rua: "Olha, está chovendo só um pedaço. Você consegue ver?". Automaticamente, me virei para a direção que ela apontava e vi a enorme nuvem (provavelmente, uma Cumulonimbus), escolhendo se derramar apenas à direita do nosso caminho, afinal, para que a pressa? Para que se espraiar toda de uma vez? Fiz a foto e fiquei pensando nisso: em quais lugares eu me derramo? Quais promessas eu faço e ouço que são inevitáveis de serem quebradas? 

O que há no meio do caminho?
Caminho pelo meu bairro e reparo neste canteiro cheio de flores num limbo entre o azul e o lilás. Penso que elas dão aos montes e que justamente por isso há muita gente que não repara em suas delicadezas, em suas necessidades, em suas vidas. Sempre em pequenos ramalhetes, todas juntas — amigas que florescem no verão. Passo por elas na ida: o sol de rachar deixam suas pétalas e folhas caidinhas, implorando por refresco. Passo por elas na volta: a chuva veio e fez festa em seu corpo frágil. Elas não estão mais murchas e parecem, de algum modo, felizes. Olho para os lados, tiro o celular da bolsa, faço uma única foto e agradeço por serem tão fotogênicas. Só depois, sigo o meu caminho. As plantas me ensinam a paciência da espera por um refresco. Às vezes, parece que a vida não dá tréguas, mas a verdade é que ela sempre encontrar o seu caminho. Enquanto tudo não se faz claro, seguimos no limbo azul-lilás-calorento do verão.

Qual é a nossa saída?
Em um mundo tão caótico e violento, fico me perguntando qual é a nossa saída enquanto humanidade? Historiadores dizem que o mundo é caos e miséria desde seus princípios, mas tento manter dentro de mim um lado sonhador que busca por alternativas. Talvez a resposta que eu tenha para dar more nos roteiros mais complexos e mais humanos: Educação e Arte. Sempre acreditei nas escolas, nas universidades, nos museus, nas bibliotecas como espaços em que aprendemos e buscamos respostas para as nossas dores. Sempre vi na Arte a nossa tábua de salvação. Agora, em que o mundo parece que está diante de um clique, em que tudo virou um prompt em alguma inteligência artificial, serão a educação e a arte que nos salvarão. Elas farão isso não porque nos darão as respostas que tanto buscamos, mas porque o processo de aprender, de fazer arte e de entrar em contato com essas formas de conhecimento nos manterão humanos. O processo. Justamente a parte mais difícil, que mais leva tempo, que mais as máquinas querem nos roubar. Educação e Arte, as nossas saídas para fora de uma rota de autodestruição.

💙💙💙

Quando todos os outros participantes e eu estávamos discutindo qual seria o tema do 6 on 6 de fevereiro, eu não imaginei que pensar na cor azul fosse me trazer tantas reflexões existencialistas pelo caminho. Sempre achei curioso o fato de haver pessoas (sinestésicas) que veem e associam cores a exatamente tudo de um jeito que não é tido como o "comum". Logo, imaginei que encontraria cores pelo caminho e apenas soltaria fotos aqui. Ledo engando. A arte me levou por um caminho totalmente inesperado, se comparado ao primeiro mês fotografado. (Inclusive, devo dizer que eu tinha planejado duas fotos quando pensamos no tema e acabei não fazendo nenhuma das duas. Olha só que ironia!)

Quando vocês se dispõem a produzir alguma forma de arte baseada em um tema, como isso funciona pra vocês? É um processo planejado ou espontâneo? Me conta nos comentários?

📷📷📷

Equipamento usado no post:

As fotos deste post foram feitas com o celular.

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Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: ReticênciasSweet LulyInventando assuntoCamila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷


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domingo, 1 de março de 2026

{Vamos falar sobre escrita?} Agenda de eventos literários em 2026

domingo, março 01, 2026 12


Ser escritora é estar atenta ao calendário literário anual para participar de eventos, descobrir novos autores e livros e fazer conexões — sejam elas com editores e autoras, sejam elas com o público leitor. Sendo assim, fiz uma lista de eventos literários que já sei que vão acontecer e resolvi compartilhar com vocês. Irei a todos os eventos? Não. Mas é bom tê-los no radar. Quem sabe a gente não se encontra por lá?

  • 10 a 12 de março: Feira do Livro de Londres (Inglaterra)
  • 08 a 12 de abril: FLIZN - Feira Literária da Zona Norte (São Paulo, Brasil)
  • 08 a 12 de abril: 6ª Feira Literária de Tiradentes - FLITI (Minas Gerais, Brasil)
  • 15 a 21 de abril: Feira do Livro da Bahia (Salvador, Brasil)
  • 21 a 24 de abril: Feira do Livro de Buenos Aires (Argentina)
  • 23 de abril: Noite das livrarias (São Paulo, Brasil)
  • 25 de abril a 03 de mail: 20° Festival Literário Internacional de Poços de Caldas - FLIPOÇOS  (Minas Gerais, Brasil)
  • 13 a 16 de abril: Feira do Livro de Bolonha (Itália)
  • 26 de abril: Flifantasy - Festival Literário de Fantasia (São Paulo, Brasil)
  • 27 e 28 de abril: FILBO - Feira Internacional do Livro de Bogotá (Colômbia)
  • 13 a 17 de maio: Feira do Livro da UNESP (São Paulo)
  • 16 e 17 de maio: Festa Literária de Santa Teresa - FLIST (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 21 a 31 de maio: 22º Feira do Livro de Joinville (Santa Catarina, Brasil)
  • 28, 29 e 30 de maio: A feira do livro de JF (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil)
  • 30 de maio a 07 de junho: A feira do livro (São Paulo, Brasil)
  • 29 de julho a 02 de agosto: Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 05 a 09 de agosto: Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho (Bahia, Brasil)
  • 08 a 16 de agosto: 10ª Feira do Livro de Guaxupé – FLIG (Minas Gerais, Brasil)
  • 04 a 13 de setembro: 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (São Paulo, Brasil)
  • 24 a 27 de setembro: Feira do Livro de Gotemburgo (Suécia)
  • 07 a 11 de outubro: Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha)
  • 30 de outubro a 15 de novembro: Feira do Livro de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil)
  • 29 de novembro a 07 de dezembro: Feira do Livro de Guadalajara (México)
  • 03 a 06 de dezembro: CCXP 2026 (São Paulo, Brasil)

Escritores e leitores, as datas estão aí para todo mundo poder atualizar o calendário. Bora?!


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