quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

{Vou por aí} Lenine e a turnê Rizoma em São Paulo

quarta-feira, janeiro 25, 2023 7
Que show mais lindo!


Virei o ano dizendo para a minha melhor amiga o quanto eu queria ver um show do Lenine. Quem me conhece mais de perto sabe que ele é um dos artistas brasileiros que eu mais admiro. Além de ser uma pessoa incrível, Lenine é um poeta de mão cheia, que tem apreço genuíno pela língua portuguesa e que tem umas sacadas maravilhosas nas letras que compõe. Sendo assim, eu fiquei radiante quando soube que ele faria 3 shows da turnê Rizoma no SESC Pompeia.

Estava tão ansiosa que abri o site para comprar os ingressos cedo. Na hora em que as vendas foram abertas, aquele sofrimento de fã de saber que tudo estava acabando rápido. Não consegui um ingresso na beira do palco como gosto, mas o teatro do SESC não é tão grande, então a visibilidade foi boa. E é aquilo: não importa o lugar, ver o Lenine sempre vale a pena.

Esse foi o primeiro show que fui com a minha irmã e a gente curtiu bastante. Foi bem diferente do primeiro que vi dele, porque foi no teatro e todo mundo tinha que ficar sentado. Recomendo ver o Lenine com espaço pra dançar, porque o show dele é cheio de músicas que faz com que a gente queira mexer o esqueleto. hehehe


Turnê Rizoma, SESC Pompeia, 21 de janeiro de 2023.


A Rizoma é uma turnê muito bonita. No palco, Lenine e o músico Bruno Giorgi (que também é filho dele e tão talentoso quanto o pai) passam pelos maiores sucesso da carreira do cantor — o que, no meu caso, evocou muitas memórias afetivas. Aliás, por falar em memórias, Lenine fez questão de dizer o quanto o espaço do SESC Pompeia é especial para ele e o quanto ele estava feliz por estar ali naquele palco. Ele também relembrou sobre como se sentiu só durante a pandemia e agradeceu a todos que assistiram às lives que ele fez. É uma pena que eu não tenha podido responder, mas o fato é que as tais lives foram parte importante da minha saúde mental durante 2020 e 2021. Cada uma delas me ajudou a não perder as esperanças de vê-lo de novo nos palcos, de estar de novo em uma plateia, de sentir a arte sendo absorvida por cada um dos meus poros, de ter a vida acontecendo.


Que honra é dividir o mesmo espaço-tempo com alguém como Lenine! QUE HONRA!


Estava ansiosa por ouvir uma das minhas músicas preferidas da vida, e ela foi a terceira de um setlist de mais de 20 canções. "Castanho" tem uma letra com muito do que eu acredito na vida, porque ninguém chega aonde chega sozinho. No caso de Lenine, isso não está só nos versos da música, mas também na vida: ele fez questão de agradecer a cada uma das pessoas envolvidas na turnê, desde as pessoas que cuidam dos instrumentos, do som e da iluminação, até os parceiros nas composições das letras das canções. 

Canções da minha dor
Canções do meu pesar
Canções do meu amor
Canções do meu amar
Quem agora é distante
Para não dizer
O que eu sou
Eu sou em par
Não cheguei
Não cheguei sozinho, não não
(Castanho, de Lenine)

 

Bruno e Lenine.


Pai e filho ainda nos brindaram com uma música nova. Assim, do nada, no meio do show. Preciso dizer o quanto amei? Já estou doida pelo próximo trabalho dele (que eu não faço ideia quando vem, porque ele não mencionou). 

Setlist do show que fui.


A única coisa ruim é que ao meu lado tinha uma mulher que não parava de gritar "Paciência" (o que é uma ironia, já que a única coisa que ela não tinha era justamente a tal da paciência). Ela passou 90% do show no WhatsApp e gritando "Paciência" (incluindo quando ele disse que iria cantar a música nova). Eu já estava me estressando (com a luz do celular dela e com a chatice também). Ela pagou pra ver um show, não para escolher o setlist personalizado. Lenine canta o que ele quiser, oras! Eu sei que eu já estava com vergonha alheia da criatura, ainda mais porque eu já meio que imaginava que ele deixaria "Paciência" por último (ele fez isso no outro show que eu fui e nas lives durante a pandemia), então me segurei pra não pedir para mulher deixar de ser chata. Sério, não seja essa pessoa que atrapalha o show alheio.

Bruno Giorgi e Lenine


De qualquer forma, nada estraga uma noite vendo um dos melhores cantores, compositores, músicos, ativistas, pessoas que este país tem. Nada! Agora, não vejo a hora de poder vê-lo de novo. 😉

Para saber mais:


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domingo, 22 de janeiro de 2023

Enredo

domingo, janeiro 22, 2023 11
Foto de Luke Southern, na Unsplash.



Intriga o desejo,       
           o sonho também.

Uma realidade se esparrama e jorra pelas sarjetas.
[O infinito do verbo haver é o mesmo do existir?]
Não há suspiro quando a morte passa. Não há nada.
[Para onde vão as gélidas gotas agudas da chuva de verão?]

Pessoas se protegem do granizo. Eu luto contra meus próprios pensamentos. Sou, ao mesmo tempo, Davi e o gigante Golias, atirando e me defendendo das minhas próprias pedras. Todas elas ficam no meio do caminho. A intriga é o sonho. O sonho é o desejo.

Netuno espalha ilusões por onde passa.
Netuno bagunça o inconsciente por onde passa.
Em meio ao caos, a onda descortina cada uma das pretensões.

Não sei como vou morrer. Gostaria que fosse dormindo, sem dor. De repente. Enquanto o calendário não é assinalado, há suspiro nascido dos pulmões cansados da percepção dos ciclos.

[É preciso navegar com a maresia.]


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

{Resenha} Como Clarice Lispector pode mudar sua vida, de Simone Paulino

quarta-feira, janeiro 18, 2023 10


Como Clarice Lispector pode mudar sua vida, de Simone Paulino além de ter sido a minha primeira leitura de 2023, foi uma grata surpresa. Encontrei este livro enquanto olhava a seção de literatura brasileira da biblioteca municipal do meu bairro e, só de bater o olho no índice, soube que precisaria lê-lo.

A obra conta com uma introdução ("A literatura que ajuda a viver"), 13 capítulos e uma espécie de epílogo, intitulado "Fim". Trata-se de uma espécie de um recorte biográfico em que Paulino narra a experiência de leitura que teve ao longo dos anos, desde seu primeiro contato com a literatura de Clarice Lispector até o momento da escrita da obra. 

Índice do livro. 



Todos os capítulos começam com "Como", de modo que o livro aborda temas filosóficos em um tom informal, que abre portas. Como uma boa clariciana, Paulino entende que a literatura de Clarice Lispector abre portas e corações e que, portanto, pode ser lida por todos. Chama a atenção, no entanto, que nem sempre ela sentiu assim. No primeiro capítulo, "Como deixar a vida ser o que ela é", Paulino narra uma experiência que foi vivida por muitos leitores: se deparar com uma leitura obrigatória para o vestibular e pensar que ler Clarice não era algo para ela. Em suas próprias palavras, 

"Minha história com Clarice começou com um não.
Como a maioria dos leitores brasileiros da minha geração, conheci Clarice na época do vestibular. Ela estava lá, em alguma lista obscura, entre os autores de leitura obrigatória. (...) Não. Eu não fiquei arrebatada por Clarice a primeira vez que li A hora da estrela, que peguei de empréstimo na precária biblioteca da escola estadual em que eu estudava no Ensino Médio. E não. Não entendi a grandeza da personagem Macabéa, uma nordestina de nome estranho e que mal corpo tinha, tamanha era a sua insignificância." (páginas 21 e 22)

Ao longo não só desse capítulo, mas do livro como um todo, a autora mostra como essa relação mudou, como houve uma aproximação que, de início, se deu de forma lenta, mas que capturou Paulino a ponto de ter livros da Clarice Lispector como companheiros de vida.

Livro Como Clarice Lispector pode mudar sua vida em primeiro plano.
Foto da Clarice Lispector em segundo plano.

"No começo não conseguia ler alguns livros inteiros, ia aos poucos, apalpando o escuro daquela estranha potência. Depois, tudo ficou diferente. Às vezes, totalmente fascinada, fazia mergulhos longos, lia ou relia um livro do começo ao fim numa manhã de sábado, sem intervalos para respirar o ar saturado da realidade que me cercava." (página 24)

Ao abordar temas cruciais da existência humana, a exemplo do amor, da felicidade, da compaixão, do medo, de Deus e da morte, Simone Paulino nos mostra como os livros da Clarice a ajudaram a compreender e a passar tanto pelos momentos bons, quanto pelos momentos desafiadores. E como essa relação literária a fez, de certo modo, se sentir em casa, em paz com sigo mesma, ainda que muitas vezes isso tenha vindo pela sensação de provocação que Clarice Lispector sabiamente lança no colo de seu leitor.

Um ponto abordado no livro — e de que concordo muito — é que a literatura escrita por Clarice Lispector nos faz desacelerar, nos joga em outro espaço-tempo. Ao mesmo tempo que nos puxa para longos mergulhos, em que queremos devorar todas as linhas ali escritas, fazemos uma pausa para nos olhar no espelho: o quanto daqueles personagens há em nós, leitores?

Por fim, vale dizer que Como Clarice Lispector pode mudar sua vida não vai dar um passo a passo para ler Clarice. Ele é mais uma conversa sobre a vida e como a literatura clariciana pode ser um abraço nessa jornada.

"Não quero obviamente oferecer um manual de como ler Clarice, porque os livros dela são uma materia viva e pulsante que não admitem prescrições de nenhum tipo. Mas quero compartilhar com os leitores as transformações que determinadas palavras de Clarice Lispector operaram na minha vida pessoal e no meu pensamento. Quem sabe, a partir destes breves fragmentos, os leitores se identifiquem, se sintam tocados, e possam mais cedo do que eu dizer sem medo um grande SIM a Clarice." (Página 26)



Capa. 📖


Livro: Como Clarice Lispector pode mudar sua vida
Autora: Simone Paulino
Páginas: 122
Editora: Buzz
Apresentação: Quando passei a ler apenas com a emoção, Clarice entrou e se instalou de forma definitiva na minha vida. Até se tornar quase tão indispensável para mim quanto meu pão de cada dia.
Aos poucos, ela se transformou num apoio indispensável para os meus momentos de dor. Uma espécie de oráculo para as minhas dúvidas existenciais. Sempre a palavra justa a conferir sentido ao que me acontecia. Mesmo que a palavra justa estivesse às vezes encoberta no meio de uma escrita muito mais vertiginosa do que meu pensamento era capaz de alcançar.

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domingo, 15 de janeiro de 2023

Das venturas escondidas no pó do tempo

domingo, janeiro 15, 2023 6

Das venturas escondidas no pó do tempo ⌛


Em 2022, não fiz uma retrospectiva dos principais acontecimentos do meu ano. Foram muitos. Morri e renasci tantas vezes que couberam décadas e décadas dentro dos 12 meses. Sou grata ao que me trouxe até aqui, mas o cansaço e a exaustão me venceram de tal maneira que antes de olhar para trás ou para frente, precisei fincar os dois pés no chão e sentir o que vem por dentro.

Cavucar as entranhas é um modo interessante de saber se já estamos prontos para ir para a próxima fase. Mais do que apenas olhar os dias no calendário ou constatar fatos, uma pergunta ronda o ar nesse período de transição que vai da última quinzena do ano às duas primeiras semanas de janeiro: como eu me sinto afinal?

Já fui cobrada por parecer fria demais. Já fui cobrada por ser sentimental demais. Hoje sou cobrada por ser profunda demais. O fato é que gosto de entender o cerne dos meus sentimentos e lutar contra isso me maltrata mais do que me ajuda. Para ser borboleta é preciso ser meleca dentro de casulo antes. Eu gosto de viver esse processo.


Como eu me sinto em relação a tudo isso? Essa é uma pergunta que me leva a caminhos instigantes. Esperançosamente instigantes. De modo paradoxal, é dessa busca vocabular, da procura de uma resposta concisa, que nasce o meu planejamento de 2023. Esperançosa — essa é a palavra-semente. Ter esperança é o que me faz continuar tentando.

Numa faxina aprofundada em armários e guarda-roupas separo roupas para doar. Houve uma Fernanda que vestiu e curtiu a vida com peças que hoje não fazem mais sentido. Infantil, séria, monocromática, magra, formal demais, informal de menos, muito jovem. Muitas vidas vividas dentro de um espaço-tempo que se foi e que abre espaço para o porvir.

Que seja um ano de gentilezas 💗💙



Existe uma infinidade de coisas que cabem na palavra futuro, incluindo o passado. Por isso, a surpresa veio ao reencontrar o velho espelho nas fotos analógicas da infância: com menos de um ano, meu mini-eu brincando com um gato; sendo uma bebê tranquila sobre a cama, com uma boina de artista; na mesma época, mas no verão, deitada na grama do Ibirapuera; anos depois, escrevendo letras no presente de dia das mães que pedia um desenho. O quanto da minha infância é prenúncio da minha essência adulta! Mais do que qualquer livro de psicologia, meu passado me jogou na cara o presente. Aliás, mais do que isso: meu passado me empurrou no abismo do futuro. Mas onde o olhar da beleza da vida foi parar, afinal? Esse eco me atingiu com a força de quem não tem resposta — talvez nunca as encontre —, mas continua procurando.

Em tempos tão turbulentos, a exaustão devora a boniteza, consome tudo o que há de mais singelo e nos cega. Que em 2023 estejamos menos cansados e mais atentos a essa essência que deseja brindar a gratidão de um futuro cheio de amor.


Vai mais uma crônica? Segue a sugestão: "Sobre cactos, vampiros e unicórnios".


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quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Retrospectiva da parceria com o Grupo Editorial Pensamento

quarta-feira, dezembro 28, 2022 4



2022 foi o ano em que o Algumas Observações foi parceiro do Grupo Editorial Pensamento pelo terceiro ano consecutivo. As obras recebidas para resenha me trouxeram muitas reflexões, muitos momentos prazerosos e alguns novos amigos literários. Sendo assim, vamos aproveitar o fim do ano para relembrar tudo isso?




Fevereiro:

Março:


Junho:

Julho:
Agosto: 
Setembro:
Outubro:
Novembro:


Dezembro:

Foram 16 posts aqui no blog (fora os das redes sociais), dois encontros presenciais (na sede da editora e na Bienal) e muito, muito amor! Aproveito aqui para agradecer ao Grupo Editorial Pensamento e toda a equipe pelo carinho e pela confiança. Espero que estejamos juntos no ano que vem! 😉

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

{Resenha} O Tarô Adivinhatório, de Papus

quarta-feira, dezembro 21, 2022 0


Quem gosta da história das coisas, vai curtir muito a nova edição do livro O Tarô Adivinhatório, de Papus. Isso porque a obra clássica ganhou novos texto de prefácio e posfácio, além de ter a reconstrução completa das 78 cartas que o acompanha.

Este livro foi o primeiro de tarô publicado no Brasil. Ele foi editado por Antonio Olívio Rodrigues, também conhecido como AOR. AOR foi o primeiro astrólogo brasileiro e o fundador da Editora Pensamento. 



A nova edição começa com uma apresentação sobre o novo projeto gráfico assinada pelo editor do Grupo Editorial Pensamento, Adilson Silva Ramachandra. Além dela, é possível compreender a importância da obra pelo prefácio intitulado "O centenário do tarô no Brasil e as origens de O Tarô Adivinhatório" de Constantino K. Riemma e Leo Chioda. Esses textos ajudam no entendimento não só do livro, mas na relação entre Papus e AOR.


O conteúdo em si é muito interessante. Tanto Papus quanto AOR tinham como premissa publicar um texto que fosse simples de ser entendido por todos e adaptável ao público brasileiro. A introdução traz a gênese do tarô, sua ligação com o Egito Antigo e a sua forma de preservação e continuidade. Depois, há capítulos sobre as cartas que compõe os naipes, as disposições dos arcanos maiores, muitos exemplos de interpretação, tiragens e leituras das lâminas e como combinar o entendimento das cartas.



É interessante notar que Papus dá muita importância aos arcanos menores. Sobre os arcanos maiores, ele atribui alguns significados diferentes do que os outros autores de tarô. Ele também relaciona o tarô à astrologia. Há um capítulo chamado "Combinação entre arcanos e números: a tábua astrológica" que aprofunda bem esse assunto. 

Por fim, a obra termina com textos extras que nos contam mais sobre as adaptações feitas, sobre Papus, sobre o AOR e a história do esoterismo no Brasil.  

O projeto gráfico do livro é muito bom também. As páginas são coloridas e no fim do livro (das páginas 232 até a 236) há um compilado com a imagem de todas as cartas. Assim, fica fácil estudar o livro em todos os lugares sem correr o risco de perder as lâminas (algo, inclusive, que poderia ser adotado em outros livros de tarô).



capa.


Livro: O tarô adivinhatório
Título original: Le tarot divinatoire 
Autor: Papus
Tradução: Karina Jannini
Página: 256
Editora: Pensamento
Apresentação: Lançado de forma pioneira em 1920, O Tarô Adivinhatório acumula, há mais de um século, mais de 700 mil exemplares vendidos. Trata-se da grande referência em cartomancia popular editada no país, responsável pela popularização desse tipo de oráculo no Brasil. Agora, a Pensamento traz esta edição totalmente renovada (desde os textos, caixa e cartas) contendo: texto integral de Papus, lançado na França originalmente em 1909, com estudos de Etteilla, Éliphas Lévi e Jean Gaston Bourgeat; contribuições importantes para o leitor brasileiro feitas por Antonio Olívio Rodrigues, fundador da Pensamento e primeiro astrólogo do Brasil; prefácio dos especialistas Leo Chioda (Café Tarot) e Constantino K. Riemma (Clube do Tarô), posfácio de Leo Chioda e a apresentação do editor Adilson Ramachandra. As 78 cartas que acompanham o livro trazem a restauração completa do Tarô Egípcio e seu método de interpretação.

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domingo, 18 de dezembro de 2022

{Vou por aí} Harry Styles e a Love on Tour em São Paulo

domingo, dezembro 18, 2022 6
"Are you ready to shake your raba?" (Styles, Harry)


No dia 13 de dezembro, eu estive na Love on Tour, do Harry Styles. YAY! Ver o Harry era um sonho antigo que só cresceu durante a pandemia. Entre 2020 e 2021, as músicas e os vídeos dele foram as minhas companhias de trabalho e de lazer durante o tempo trancada em casa e ao longo do retorno às ruas.

💗💙



Esse foi, também, o meu primeiro show pós-pandemia e, como muitos leitores do blog sabem, eu amo estar em shows. Isso, por si só, já me deixou bem emocionada.

Que saudade que eu estava de ver o estádio enchendo!


Fui no metrô assistindo ao jogo da Argentina na Copa (era o de semifinal, e eu estava torcendo para que eles fossem para a final). Depois encontrei as minhas amigas. Já no Allianz, deu para notar o quanto as fãs do Harry são as melhores pessoas: além de gentis (Treat people with kindness é um lema levado realmente a sério), muito criativas. Aqui no Brasil, assim como aconteceu lá fora, me vi no que costumo chamar de "Harry Styles' Fashion Week", com tantas plumas, paetês, calças com corações pintados e muito, muito amor. 💗💙

Me and my girls. 


Já nos nossos lugares, descobrimos que o Harry passou parte do dia correndo no Ibirapuera (a notícia veio pelo Flesch) e ficamos colocando o papo em dia. A última vez que tinha visto as meninas fora no lançamento do meu livro (mais aqui), e eu não consegui ficar batendo papo. Pois bem, tínhamos mais ou menos 3 horas de espera pela frente (que, como sempre, passaram voando!).

Simone, Raquel e eu antes do início dos shows.


O show de abertura, que ficou por conta da jamaicana Koffee. Ela trouxe muito ritmo e muita animação ao longo da apresentação de 10 canções do seu álbum de estreia. Além disso, ela veio muito bem acompanhada por uma banda incrível e por dançarinos que tornaram a abertura ainda mais artística. 


Siga Koffee no Instagram @originalkoffee.


Fonte: setlist.fm

Apresentação da Koffee.


A apresentação do Harry foi tão perfeita que a entrada de "perfeição" dos dicionários poderia ganhar mais uma definição: "show do Harry Styles em São Paulo, especialmente o de 13 de dezembro de 2022". 

Harry cantando Matilda.


Perfeito, sem defeitos.
(Sim, estou fangirl, me deixa! uahaha)


Além da banda maravilhosa (sério, se informem sobre todos os músicos/musicistas da banda dele!), ele por si só, além de talentoso é um querido. Ele falando "Brasucaaaaaaaaaaaas." e "Estava com saudades", assim, em português mesmo, ganhou o meu coração. Como não amar uma pessoa que diz que aprendeu que a palavra preferida dele em português é "raba" (está fazendo a escola da Anitta? Provavelmente!) e que está em busca do melhor pão de queijo do Brasil. 😍 (Até o Harry sabe que não dá pra confiar em alguém que não gosta de pão de queijo! uahahah)


Gravei as falas do Harry, então basta apertar o play, 
para ver e ouvir tudo isso com os seus próprios olhos e ouvidos. hehehe
(Aproveita, curte este vídeo e se inscreve no canal!)


13 de dezembro é o aniversário de lançamento do Fine Line (o segundo álbum dele). Sendo assim, ele comemorou cantando a música homônima. Foi a coisa mais linda que eu já vi. Até agora eu fico emocionada ao me lembrar. 💗💙 Ao longo do evento, o público também se dividiu nas cores rosa e azul (do Fine Line) e deu um show à parte com coreografias ao longo das músicas. Foi uma realização GIGANTE ouvir a potência de Kiwi ao vivo (tão potente que rasgou a calça do Harry! uahahaha). Foi ótimo poder gritar que "I'm having your baby, it's none of your business". 🥝

 
Definição de perfeição foi atualizada com sucesso. Que primor é Fine Line ao vivo.

Minha tristeza foi não ter conseguido ir a mais shows dele. Com certeza, pretendo voltar mais vezes. E você? Me conta se você já viu o Harry ou qual é o seu show preferido!

Fonte: Setlist.fm



Veja outros relatos de shows aqui

 

Music for a sushi restaurant 🍣


"Valeu, galera!" 

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domingo, 11 de dezembro de 2022

Organização de dezembro e a transição para o próximo ano

domingo, dezembro 11, 2022 12
Foto por Natalia Rüdisüli, via Unsplash.

Dezembro é o último mês do ano, e eu gosto dele justamente porque ele me permite entrar nesse humor de finais e começos de que tanto amo. Há algumas coisas que eu gosto de fazer durante os 31 dias do mês, que eu quero compartilhar com vocês. 

Algumas dessas tarefas podem ser feitas aos poucos (agendamentos, que podem ser feitos em algum trajeto, por exemplo), por isso, eu costumo andar com esta lista no meu Notion, assim, sempre que sobra um tempinho, vejo se há algo dela que pode ser feito.




Computador/tablet/celular/pendrives/HD externo e outras tecnologias:

  • Zerar pasta de downloads;
  • Zerar caixa de entrada de todos os e-mails;
  • Fazer backups dos arquivos importantes;
  • Limpar arquivos que não são úteis;
  • Organizar as pastas de arquivos;
  • Descarregar e formatar cartões de memória de câmeras fotográficas;
  • Atualizar sistemas, softwares e apps.

Datas, eventos, agendamentos, tarefas e prazos:

  • O que deve ser feito ainda em neste ano e o que pode ficar para o ano que vem? Se tiver algo que precise ser reagendado, fazer isso.
  • Há alguma tarefa trabalho/estudos que ainda precisa ser entregue? Verificar qual é o prazo e ordená-los em uma lista de prioridades.
  • Há algum livro que precisa ser lido ou ter a leitura terminada até o final de dezembro? Se sim, garantir na agenda um espaço para leitura.
  • Comprar os presentes de Natal e aniversários que acontecem entre meados de dezembro e começo de janeiro;
  • Há alguma coisa que é preciso providenciar para não passar sufoco naqueles dias entre o 24 de dezembro e 02 de janeiro? Se sim, providenciá-las online ou colocar na lista de ações o que precisa ser feito.
  • Há alguma reunião/consulta que precise ser marcada no começo do ano? Se sim, agendá-la.
  • Há alguma data importante (concurso público/vestibular/entrevista de emprego/reunião de trabalho/inscrição em um curso etc.) no começo do ano que vem? Se sim, colocá-la na agenda.
  • Há algum e-mail que precise ter o envio programado? Se sim, já deixá-lo pronto.
Clique para ampliar.
Salve esta imagem para levar esta lista com você.


Contas do mês, contas recorrentes e finanças:

  • Há alguma conta cujo vencimento seja na segunda quinzena de dezembro? Se sim, há a possibilidade pagar antes disso ou agendar o pagamento? Fazê-lo.
  • Verificar todas as assinaturas recorrentes (Spotify, Netflix, YouTube, Amazon etc.). Há alguma que não satisfaz mais? Se sim, cancelar a assinatura.


Organização/limpeza/reparo do espaço físico:

Muitas dessas tarefas incluem a verificação do que fica, do que será doado e do que é preciso reciclar/jogar fora por não ter mais serventia. Sempre que possível, é importante doar, encontrar um novo uso ou descartar no lixo reciclável para que aquele objeto ganhe mais tempo útil. 
  • Limpar e organizar guarda-roupa;
  • Limpar e organizar sapateira;
  • Limpar e organizar dos livros/outras coleções;
  • Limpar e organizar gaveta de tecnologia (é o espaço em que guardo todos os cabos e acessórios tecnológicos);
  • Fazer as limpezas pesadas (limpar em cima de armários, lavar janelas, trocar cortinas e tudo o que envolve o que não é do dia a dia).
  • Há alguma coisa que precisa de reparo/conserto? Se sim, o que é preciso fazer para que este item esteja pronto para uso?

Clique para ampliar.
Salve esta imagem para levar esta lista com você.


Fazendo tudo isso, eu consigo abrir espaço para pensar na revisão do ano e no planejamento do ano seguinte. Mas isso é assunto para outros posts. E vocês, me contem nos comentários o que costumam fazer na rotina de dezembro para começar bem o ano seguinte.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

{Resenha} Curso Básico de Astrologia — volume II, de Marion D. March e Joan McEvers

quarta-feira, novembro 30, 2022 8


Excelente para os estudiosos, o segundo volume da série Curso Básico de Astrologia mantém a preocupação das autoras Marion D. March e Joan McEvers de escrever um livro que, mais do que para consulta, é mesmo um guia aprofundado de estudos. Assim como o primeiro volume, este livro apresenta aos leitores explicações detalhadas com direito a passo a passo, exemplos, exercícios, gabaritos e sugestões de consultas. 

Os dois volumes da série Curso Básico de Astrologia, de Marion D. March e Joan McEvers.


O volume II do Curso Básico e Astrologia contém uma breve introdução e se estrutura em três partes. Cada uma delas é subdividida em por módulos (capítulos) que aprofundam os conhecimentos estabelecendo relações entre os posicionamentos dos planetas e das casas de forma mais completa. Neste livro são discutidos conceitos de interpretação que partem de uma base (apresentada no volume I), a exemplo de ausência de determinados aspectos específicos, marca final e submarca, nascimento sob planetas retrógrados, casa e signos interceptados, regente do mapa, decanatos e tantos outros mais.

Parte dos instrumentos de estudo astrológico: livro, papel, caneta e calculadora.


A primeira parte do livro pode parecer um pouco mais complexa para quem não gosta muito de matemática ou de geografia, uma vez que envolve como localizar como precisão o local de nascimento no mapa geográfico (com conceitos de latitude e longitude) e pontos importantes relacionados ao horário de nascimento (em relação ao horário de verão e aos cálculos que envolvem o Meridiano de Greenwich). Apesar de a tecnologia fazer esses cálculos automaticamente, as autoras são enfáticas ao pedir para os leitores não pularem essa parte. Elas dizem que é importante aprender a fazer esses cálculos para conferir se não há nenhum erro no que foi feito pela tecnologia. Por entender que pode ser muita informação, as autoras escrevem o texto dividindo-o em etapas, detalhando cada passo, reiterando pontos importantes, reapresentando alguns conceitos. Isso ajuda os leitores a não se perder.


Páginas 146 e 147 do segundo volume do livro Curso Básico de Astrologia.


As outras duas partes soam mais fáceis (ainda que haja cálculo na terceira), uma vez que as autoras trazem muitos conceitos para a interpretação. Ao final, no apêndice, depois das respostas dos exercícios há tabelas que apoiam o desenvolvimento nos cálculos. Também há um índice com todos os mapas citados no livro (são mais de 50). 

Como dito anteriormente (e como já aponta o nome do livro), a obra não foi feita para ser lida numa sentada, mas sim para ser estudada. Assim, é possível compreender o que é lido, mas também colocar todos os conhecimentos em prática.



Capa.



Leia também: {Resenha} Curso Básico de Astrologia - volume 1.

Livro: Curso Básico de Astrologia: Volume II: técnicas de interpretação
Título original: The only way to learn Astrology: vol 1: math & interpretation techniques
Autoras: Marion D. March e Joan McEvers
Tradução: Carmen Youssef
Páginas: 416
Editora: Pensamento
Apresentação: Curso Básico de Astrologia apresenta uma forma prática, rápida e detalhista de aprender astrologia com lições claras e eficientes. Neste segundo volume, as autoras compartilham os fundamentos para a montagem de um mapa astrológico e sua interpretação, dando destaque às lições sobre os cálculos, além de fórmulas, efemérides e conhecimentos mais sofisticados sobre planetas retrógrados, nodos lunares e padrões nos mapas astrais. A obra ainda ajuda a entender a lógica de construção de um mapa e traz exemplos de mapas natais de personalidades do mundo das letras, das artes, dos esportes e da política de diversos países, que ajudam no aprofundamento do estudo sobre o tema.
Livro no Skoob. | Livro no GoodReads. | Você pode ler a resenha do primeiro volume clicando aqui. O lançamento da nova edição do volume 3 está previsto para fevereiro de 2023.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Como foi o lançamento do Rasgos Dentro da Minha Própria Pele

sexta-feira, novembro 25, 2022 6


Oi, pessoal! :)
Passadas quase duas semanas do lançamento do meu segundo livro, Rasgos Dentro da Minha Própria Pele, vim aqui contar como foi tudo. O amor é algo em comum, se compararmos com o lançamento do primeiro, A Intermitência das Coisas; mas também houve coisas diferentes. 

Alguns dos abraços recebidos 💜


Ao contrário do primeiro lançamento, em que eu estava fechando todos os detalhes até os 45 do segundo tempo, nesse eu resolvi que faria tudo com calma. Meus planos era o de confeccionar uma lembrancinha, mas vi que isso estava me estressando, porque não daria tempo. Teria que fazer por volta de 100, e o processo era muito lento. Na terça anterior ao evento, resolvi desistir disso. Quem sabe faço no próximo?

Pessoas queridas 💜


Simplificar foi a chave. Eu queria que este lançamento fosse mais tranquilo. Não queria me estressar no dia, então, tirei a quarta-feira para preparar tudo o que levaria ao Canto Madalena: livros, marcadores, sacolas decoradas, maquininha de cartão, caneta, instax etc. Ter tudo arrumadinho no meio da semana me trouxe paz e diminuiu toda aquela ansiedade do "será que vão gostar do livro?" que eu estava sentindo antes. Outra coisa muito bacana nesse sentido é que vários amigos me mandaram mensagem para dizer que estavam ansiosos para me ver no sábado. Isso foi muito precioso para mim. (Sério, mandem mensagens apoio para quem for fazer um evento importante. Isso ajuda muito!)

Alegria, alegria! Conversas, abraços e muito amor 💜


Cheguei ao Canto um pouco antes da hora marcada e há havia 4 pessoas me esperando. Fiquei um tiquinho desesperada e um tanto feliz com isso. Quase a própria Beyonce da literatura! uahahah

Me senti a própria rainha da literatura. hehehe 💜


Tinha programado um lançamento de 2 horas (que é a duração média de um evento desses), mas acabei ficando por lá o dobro disso. Tudo foi tão intenso que eu não consegui filmar ou fazer stories. Aproveitei cada segundo. Só não fiquei mais ainda porque alguns amigos não foram ao evento porque pegaram covid.

Mais fotos lá no Instagram. 😉


O evento presencial foi um sucesso. Vendi todos os livros que levei (os poucos que sobraram, vendi no domingo e na segunda). Já pedi e recebi uma segunda leva da editora.


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O lançamento ainda não acabou!

Como tenho muitos leitores que estão longe e que não puderam vir ao evento presencial, no dia 06 de dezembro, às 19h30, farei um lançamento virtual. A live será mediada pela escritora Livia Brazil, no meu canal do YouTube. Eu estou super empolgada! Se você já estiver lendo ou se quiser saber mais sobre o livro, apareça para conversar conosco. Será possível fazer a sua pergunta via chat. 



Eu espero que, assim como todo mundo que já comprou, vocês possam ler o Rasgos Dentro da Minha Própria Pele. Ele foi escrito e publicado com muito amor. 💜

Sobre o livro


Capa do livro Rasgos dentro da minha própria pele, de Fernanda Rodrigues
Capa.


Livro: Rasgos dentro da minha própria pele 
Autora: Fernanda Rodrigues 
Edição: França & Gorj 
Editoração eletrônica e capa: Karina Tenório 
Revisão: Aline Caixeta 
Revisão dos poemas em espanhol: Ayumi Teruya 
Foto da autora: Patricia Rodrigues 
Publicação: Editora Penalux
Páginas: 158
Apresentação: Rasgos dentro da minha própria pele, da autora Fernanda Rodrigues, é uma coletânea de poesias que abrange temas dos mais diversos e abre, no peito do leitor, um local de autoaceitação e autoconhecimento. Os escritos de Fernanda são sensíveis, íntimos, cortantes e — como o próprio título diz — rasgam a carne, abrindo espaço no íntimo para as poesias se alojarem e gerarem mudanças.

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Algumas Observações | Ano 16 | Textos por Fernanda Rodrigues. Tecnologia do Blogger.