Você já sonhou algo que parecia impossível?
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| Como andam os seus sonhos mais profundos? |
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| Como andam os seus sonhos mais profundos? |
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| Imagem por Rattanakun. |
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| Imagem por Kaboompics, via Pexels. |
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| Foto de Stijn Swinnen, via Unsplash. |
Em tempos tão bélicos, a busca vira luta, batalha em trincheiras sem garantias de vencedores ou perdedores. Acordos diplomáticos são lançados ao vendaval catártico e, sem que se pense duas vezes, me vejo atirada ao chão. Balas perfuram o meu corpo violentamente, e tudo o que eu desejo é o pleonasmo de um fim que, de fato, se finde. O caos está longe de ser criativo. O desejo está longe de trazer tesão. Dor. Apenas a dor do medo. Apenas o medo da dor. Minha mente quer estancar tudo isso, mas meu corpo fora atingido. Soldier down, honey. Soldier down. É impossível me mover. É impossível pedir ajuda. Minha voz não sai, e mesmo que saísse, ninguém a escutaria. A esta altura, é improvável qualquer mísero movimento. Meus músculos não respondem mais ao comando do meu cérebro. Mesmo que respondessem, seria inútil. Meu cérebro desistiu de tudo. Melhor dizendo, meu cérebro desistiu de mim. Minhas sinapses estão exaustas de tanto lutar. Mais balas me atingem. Elas são cada vez mais velozes. Eu estou no chão. Eu continuo no chão. Meus pulmões se movem: o ar não vem. O vazio não se preenche do meu sangue: as minhas vísceras não se espalham. O fim não se finda. Balas seguem me atingindo. Há desespero na falta de explicação. Até a loucura seria uma alternativa mais simples. Corpo quente no solo frio. Tento mudar de estratégia: agora são bombas e mais bombas. Ninguém procura por ninguém: não há melhores amigos, tampouco desconhecidos, advogados, líderes espirituais, familiares ou qualquer quem que valha. Nunca houve coerência nos atos bélicos. Não há meios de descomplicar o confronto. Marte segue orbitando o Sol. Morro, entretanto continuo viva. Continuo viva.
Talvez, se eu tiver alguma espécie de sorte, os escombros se transformem em adubo.
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| A gentileza mora no delicado do acaso. |
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| Imagem por StockSnap, via pixabay. |
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| Imagem por Pexels, via Pixabay. |
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| Já abraçou uma árvore hoje? |
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| 📍Jardim da Casa das Rosas. |
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| Imagem por Irina Iriser, via Pexels. |
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| Foto de Andrew Dunstan, via Unsplash. |
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| Foto de JT, via Unsplash. |
Terra seca. Frutos ao vento. Sol na cabeça. Sede. Fome.
Palavras ganhando o mundo. O oco, o vazio. Loucura. Infertilidade. Estado de
quase morte que não mata, devora. Depois do caos, o vazio. Ciclo de yin e yang
sem fim. Conto meses, dias, horas, minutos e segundos. Vejo os bem-te-vis
cantarem. Sinto o verdejar querer desistir da clorofila. É verão, mas faz frio.
Chuva, trovão e vento sendo sinais?
O período de travessia é truncado. Há cansaço do trabalho de
parto. Há cansaço dos cuidados de um recém-nascido. Há orgulho também. Quem
dá luz — a sementes, bichos, livros — conhece as dores e os prazeres. Contudo, esse espaço
entre dois mundos que há entre o fim e o começo é escorregadio. Nem
sempre é possível dar conta da vida, das ideias, do coração. Como já diria o
poeta: “E agora, José?”.
Me forço a, pelo menos, procurar palavras. No meu tempo, mas
me forço. Saio farejando o mundo, um passo após o outro, numa tentativa de voltar. Voltar
para onde? À gênese de tudo: uma ideia que seja, um sentimento que baste. Sinto
muito e se tudo é bastante, nada sobra. Pedras sobre pedras desmoronam no
aqui e no agora. Sou estrangeira às minhas lembranças. Me agarro às dores do
mundo. Dizem que um dia isso passa. Eu professo: Será?
Se fosse Pandora, ao menos me restaria uma esperança. Não sou. A terra segue seca. Meus frutos seguem ao vento. Minha garganta arranha na aridez. Transito na estéril incógnita.
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| Foto de Geoffrey Baumbach, via Unsplash. |
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| Nebulosa. Foto por NASA, via Unsplash. |
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| Foto por Sixteen Miles Out, via Unsplash. |
"Em uma série de estudos experimentais, verificou-se que sentimentos de gratidão aumentaram a resiliência, a saúde física e a qualidade da vida diária (EMMONS; MCCULLOUGH, 2003). Emmons e McCullough concluíram que pessoas gratas não apenas demonstram mais estados mentais positivos, isto é, mostram-se mais entusiásticas, determinadas e atentas, como também são mais generosas, cuidadosas e atenciosas para com os outros. Pessoas que se sentem regularmente gratas aos outros tendem a sentirem-se amadas e cuidadas (ANDERSSON; GIACALONE; JURKIEWICZ, 2007). Froh, Sefick e Emmons (2008) observaram, em um estudo com adolescentes, que ao cabo de algumas vezes que os participantes listaram situações em que se sentiram gratos, houve uma melhora em seu bem-estar. Outro estudo apontou a gratidão ao passado como possivelmente um dos fatores da longevidade (MENGARDA, 2002)."
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| Foto por Gabrielle Henderson, via Unsplash. |
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Este texto faz parte de uma blogagem coletiva. Veja abaixo os outros blogs participantes: |