O tudo ainda nos espera
— tum-tum-tum —
um staccato sem fim…
me encolho na cama.
pensamento do outro lado de um mundo que não alcanço:
vejo moscas volantes;
coração cada vez mais veloz.
a enxaqueca vem,
me impulsiona para dentro.
quem diria que não saber,
que o pensar demais,
me trariam até aqui.
mesmo assim, me sento comigo:
me olho no espelho e
te pergunto
(com uma voz que gostaria de estar a plenos pulmões,
mas que sai fraquíssima):
você ainda me ama?
não dá para domar seu coração que galopa sem controle.
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