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domingo, 23 de agosto de 2026

O tudo ainda nos espera

domingo, agosto 23, 2026 0

sinto o coração bater
— tum-tum-tum —
um staccato sem fim…

me encolho na cama.

pensamento do outro lado de um mundo que não alcanço:
vejo moscas volantes;
coração cada vez mais veloz.
a enxaqueca vem,
me impulsiona para dentro.
quem diria que não saber,
que o pensar demais,
que a água escapando entre as mãos  
me trariam até aqui.
mesmo assim, me sento comigo:
me olho no espelho e
te pergunto 
(com uma voz que gostaria de estar a plenos pulmões,
mas que sai fraquíssima):
você ainda me ama? 
você ainda vai me amar ou sou apenas uma grande decepção?

não dá para domar seu coração que galopa sem controle.

💚💚💚

Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita,
cujo tema de agosto de 2026 é fora de controle.
Para saber os outros temas e como participar, clique aqui.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

6 on 6: brasilidade

quinta-feira, agosto 06, 2026 8

O tema do 6 on 6 de julho foi brasilidade. Até agora, foi o assunto mais difícil pra mim. Primeiro, porque eu queria sair do óbvio. Segundo, porque meu mês de julho foi um mês corrido demais pra mim (tanto em acontecimentos, quanto emocionalmente), o que significa que eu ainda estou exausta. Ainda que muita coisa bonita tenha acontecido, quase não tirei fotos, porque quis viver o momento. Então, para não ficar sem o post (não quero furar o projeto), resolvi buscar imagens nos meus arquivos. Segue, então, a minha leitura de brasilidade com fotos tiradas ao longo do primeiro semestre.

Lenine
Quem me conhece sabe que eu sou enlouquecida no Lenine. Pra mim, ele é um dos maiores artistas brasileiros que temos, com uma discografia que representa a nossa brasilidade do começo ao fim e que é linda tanto nas letras (este homem é um verdadeiro poeta!), quanto na sonoridade. No fim de abril, fui com a Lucila, ao show da turnê nova dele, chamada Eita (que também é o nome do álbum mais recente que ele lançou). Tanto a turnê quanto o álbum celebram a cultura nordestina, mais precisamente a pernambucana. Pernambuco faz parte das minhas raízes, então foi lindo demais me sentir em casa assim. Cantei, chorei, me diverti. Foi lindo! Queria que ele voltasse para mais apresentações por estas bandas de cá. 

Simplesmente eu, Clarice Lispector

Com a maravilhosa Beth Goulart

Nas segundas e terceiras fotos, juntamos duas bralisidades: o talento majestoso da atriz Beth Goulart e a monstruosidade literária da Clarice Lispector. Beth está em cartaz com a peça Simplesmente eu, Clarice Lispector, que eu tive a honra de assistir durante o mês de julho. Estar na primeira fila e ver a grandeza que é a Beth Goulart fazendo a Clarice é de arrepiar. Ela não só atua, ela realmente encarna a Clarice de tal modo que chega a ser assustador (de um jeito maravilhoso, mas ainda assim, assustador). Para quem respira Clarice como eu, foi uma honra não só ver a peça, mas ter um minutinho de dedo de prosa com a própria Beth após o espetáculo. Para quem estiver em São Paulo, a peça continua em cartaz agora em agosto. Vale a pena ver!

SP não é a Disney
No final de maio passei por essa obra e a inscrição manuscrita na placa que diz "SP não é a Disney" me chamou a atenção. Realmente, como paulista eu sei que aqui não tem a magia no ar. Tem realização de sonhos, tem trabalho, tem felicidade e estresse, tem contradição. Amo São Paulo com todas as forças do meu ser, mas reconheço que aqui está longe de ser o paraíso onde só se encontra os sonhos no ar. No fundo, me pergunto se Disney real (a dos bastidores) não tem um pouco de São Paulo nela também. Talvez o único lugar intocado de pecados seja o interior do interior de alguma floresta ou o fundo do oceano. Ou talvez nem isso, porque nós, os humanos, levamos problemas para esses lugares também.  Fora toda essa reflexão geográfica, os trabalhadores fazendo todo um esforço braçal é uma brasilidade desde a nossa fundação de país e que também é assunto que me gera toda uma gama de pensamentos críticos acerca das condições e jornadas de trabalho. Enfim, "SP não é a Disney" e talvez nem a Disney seja a Disney. Fiquei pensando em tudo isso no dia em que fiz a foto e continuo pensando em tudo isso cada vez que olho para ela.

Futebol feminino
No começo de junho eu fui com um amigo ver o amistoso de futebol feminino. O Brasil é o país do futebol, então quis trazer o esporte a partir da minha perspectiva: a feminina. Esta foi a minha primeira vez em um estádio para ver uma partida (antes tinha ido só para shows) e fiquei feliz, pois vencemos (não sou pé frio como o Mick Jagger). Me deu um orgulho danado, porque as meninas bateram um bolão (inclusive, jogaram muito mais que o time masculino na copa do mundo). Estou empolgadíssima para a copa que elas farão aqui no ano que vem. Se você tem algum preconceito com o futebol feminino, apenas peço: dê uma chance! Você não vai se arrepender.

Selfie da torcida

Tricotei este gorrinho e este cachecol para ver as meninas jogarem e para torcer pelo futebol masculino na copa do mundo. Como todo mundo já sabe, a participação do time masculino foi meio que um fiasco, mas eu (apesar de saber de todos os problemas envolvidos) amei a copa! Ficava vendo todos os jogos, torcendo pras outras seleções (alô, Cabo Verde!), acompanhando cada jogada. Me sinto um pouco órfã agora que tudo acabou (e, como disse antes, estou contando os dias pra Copa feminina aqui no Brasil).

📷📷📷

Equipamentos usado no post:

Todas as fotos deste post foram feitas com o celular.

Mais 6 on 6:

Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: Reticências, Sweet Luly, Inventando assunto, Camila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷 02 📷 03 📷 04 📷 05 📷 06 📷
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domingo, 26 de julho de 2026

Jornada

domingo, julho 26, 2026 4



da beira do desfiladeiro avisto o outro lado do abismo.
ele é convidativo:
tem o mistério como seu habitante
e uma travessia que parece pacífica.

coloco a minha trouxa nas costas e sorrio:

o salto para o novo é certo
dentro da certeza do desconhecido.

só é mistério aquilo que um dia fora segredo.
só é amor o que mora no respeito.

há toda uma nova vida por vir.

(ainda bem)

💚💚💚

Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita,
cujo tema de julho de 2026 é o outro lado.
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segunda-feira, 6 de julho de 2026

6 on 6: junino

segunda-feira, julho 06, 2026 6


Chegamos à metade do ano, e o tema de junho do nosso 6 on 6 foi junino. Meu junho foi intenso cheio de portas se fechando e se abrindo. Tudo se encaixando. Vários encontros. O aniversário de 20 anos do Algumas Observações. Uma festa junina em que eu encontrei gente queridíssima. Um mês em que vi minhas melhores amigas. Enfim, só posso ser grata por tudo o que me aconteceu. 


Vazio.
Junho começou tão gelado e chuvoso que as crianças ficaram longe do parquinho. Eu, que detesto o frio, entendo bem as crianças.


Vai, Brasil!
Eu sempre sonhei de ir em um estádio para ver um jogo de futebol. Quando o meu amigo me chamou para ver o amistoso da seleção feminina de futebol, topei na hora. Chegamos cedo, ficamos coladas no banco das estadunidenses, e eu gritei tanto que fiquei sem voz. A (rainha) Marta não jogou, mas estava lá e deu tchauzinho pra gente. As brasileiras venceram de virada, e eu me senti pé quente! Saí de lá já pensando na Copa do Mundo feminina, que será aqui no Brasil no ano que vem.

Essa também foi a minha primeira vez no Itaquerão. 

Doce, doce, doce
Junho é o mês do aniversário do meu blog e de um monte de gente que eu amo. 💚 Então, eu achei que seria de bom tom comprar brigadeiros para celebrar. Num mundo em que tudo é corrido e que não abre espaço para gente sentir que está vivo, celebrar é um sinal de resistência, de não se deixar engolir. Fora que brigadeiro eu amo até sem motivos. Que a vida seja doce e que doces resultados nos esperem. 

Florescer.
Eu não sei como se chama essa árvore (se você souber, me conta nos comentários, por favor?), mas eu amo a florada que ela faz. Aqui em São Paulo há várias delas; todas extremamente lindas. Esta está entre o Sesc Paulista e o Itaú Cultural. Sempre que posso, ano após ano, tiro uma foto da diva. 

Saudades de casa.

Depois de mais de seis meses sem encontrar a minha amiga-irmã, finalmente tivemos agenda para nos ver e colocar o papo ainda mais em dia. Ela sugeriu um lugar lá no Centro, e eu me senti feliz quando vi que tinha milanesa y papas fritas no cardápio. Não pensei duas vezes: pedi minha milanesa con papas para tentar matar a saudades de mi Buenos Aires querido. O tiro saiu pela culatra, entretanto, a saudade aumentou. De qualquer modo, posso dizer que, meu Deus, eu fui muito feliz! Nada como comida de conforto.

Céu azul.

Do restaurante fomos à Galeria Metrópole tomar um solzinho e ver o que estava rolando. O dia estava lindo, o que me inspirou a fazer algumas fotos. Esta é uma delas. Gosto das retas, dos ângulos, das janelinhas, do céu azul (céu que sempre me lembra da música do Charlie Brown Jr.). Às vezes a gente só precisa de estar com alguém que ama, um solzinho e uma paisagem bonita pra ter paz.

📷📷📷

Equipamentos usado no post:

Todas as fotos deste post foram feitas com o celular.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

6 on 6: momentos de descanso

sexta-feira, fevereiro 06, 2026 23

Sempre quis fazer parte de um grupo de postagem coletiva no estilo 6 on 6, mas nunca tinha conseguido estar em um. Até que conversei com alguns amigos que também têm blog e... tcharan! Aqui estou no meu próprio grupo de 6 on 6! 

Sendo assim, todo dia 6 de cada mês, teremos um post sobre fotografia aqui no blog. 😊📷

O tema do 6 on 6 de fevereiro é momentos de descanso, o que é ótimo, porque eu tirei uns dias para recarregar as energias, mesmo em casa. Foi ótimo! Vamos às 6 fotos:

Camomila em um momento de autocuidado.

Ter gatos é um eterno aprendizado para quem sabe observar. Pra mim, o principal é o autocuidado. Gatos estão sempre dormindo bem, comendo bem, se alongando e se limpando. Passar tempo com as minhas gatas é descanso e é lembrete: pra eu ser uma boa mãe pra elas, eu também preciso me cuidar. Nesta foto, em específico, ela também me lembra das aulas de dança e de como eu fico feliz nelas. 

Sorvete e leitura.

Tarde de sorvete e leitura. Eu descobri a literatura da Rosario Bléfari há 2 anos e poder lê-la no original é uma honra. Amo a escrita dela e fico feliz que ela tenha deixado este legado tão bonito para todos nós. Tanto o Diario de la Dispersión, quando o Diario del Dinero têm muito do processo criativo dela. É bacana demais conhecer mais dos processos criativos de outros artistas.


Olhe o céu.
Gosto de parar em alguns momentos do dia para olhar o céu, observar o clima e me conectar de volta com a natureza. Este é um exercício que me traz paz. Quase uma oração ou uma meditação. Olhar e me perceber (in)significante dentro de um universo tão diverso e grandioso. Pés na Terra, cabeça no infinito. 


Tricota e tricota.
Janeiro foi o mês de tricotar presentes. Na foto, a Sophie scarf (receita da PetitKnit) que fiz para a minha amiga ver os Backstreet Boys em Las Vegas, respeitando o dress code da Millennium tour (que, basicamente é ir de branco). Além desse cachecol, fiz outros gorros e cachecóis para outras amigas que também vão viajar para lugares frios. Amo dar um pouco do meu amor em forma de tricô!


Vai um cafezin'?
Foto do café que tomei com a Boo e a Simone durante o nosso encontro mensal. Foi um dia de muitas risadas e trocas. Se tem um momento do meu mês que é MUITO esperado por mim, porque é MUITO legal é o encontro do nosso trio on tour. :)

Esse dia foi legal, porque — além de vê-las — eu pude finalmente doar a mecha de cabelo que estava aqui desde o meu último corte (porque a moça do caixa não me deixou enviar pelo correio). Fomos a um shopping que tem um ponto de coleta da ong Cabelegria

Amo demais! 💚

Se tem uma coisa que tenho em comum com a minha mãe é o nosso amor pela pipoca. Uma das vantagens de trabalhar de casa é justamente poder parar, fazer um cafezinho, comer uma pipoquinha e poder atualizar os assuntos do dia com ela. Quando o momento é de descanso e o intervalo é longo, melhor ainda! Amo essas singelezas da vida compartilhada em família.💚

Agora me conta: como você desacelera e descansa? 

📷📷📷

Equipamento usado no post:

As fotos deste post foram feitas com uma câmera Nikon D3100. A foto do café foi feita com o celular.

Mais 6 on 6:


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01 📷
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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Jornada

quarta-feira, agosto 23, 2023 2
Foto por Josh Sorenson, via Pexels.

Meio do show. Meio da música. Meio da solidão. Click. Foi ali que Ana, a fã que dançava sozinha no lugar mais longínquo do estádio compreendeu. Não há fim sem começo, não há começo sem fim. O ditado popular é clichê, mas deve ser verdadeiro por algum motivo. Há tempos ela não se sentia daquele jeito, emocionada, leve, feliz. Algo imperceptível pairava no ar. Algo que não era possível ser visto ou explicado com palavras, mas que estava ali. Como definir o indefinível?

Ana dançava conforme a música no sentido literal e figurado. Sozinha há tantos anos, feliz apesar de tudo. Click. Solidão se converte mesmo em solitude? Isso não é só mais uma coisa da moda? A cerveja acabara no copo, a canção triste abria alas para aquela sobre viver na gentileza. Outro clichê... ou não?

Quando começa é porque algo acabou: o sonho, a espera, a dor. Muitas coisas tinham se findado na vida de Ana. Mas onde estava o tal recomeço afinal? Entre dois mundos. A suspensão a mantinha num estado de “agora vai” sem ir. Até aquela noite. Até aquela música. Até aquele cantor com cavanhaque de cafajeste de novela mexicana se divertindo. Até ela perceber que ela era a sua melhor companhia.

Meio do show. Meio da música. Imersão em arte. Queria gravar cada minuto do que estava sentindo na memória. O arrepio, o cantar até ficar rouca, o sorriso cúmplice vindo das pessoas desconhecidas ao seu redor. O uníssono em coreografia e vibração. Ana manteve o celular na bolsa. Desligado. Quanto mais offline estava, mais aquela adrenalina lhe invadia. Era bom poder ser ela mesma. Ela podia ser ela mesma, não podia?

Onde tudo termina, algo começa. Foi no meio do show que finalmente o sentimento veio. Sozinha, imersa, satisfeita, Ana se viu como tatu finalmente saindo da toca.


Este conto foi escrito a partir da proposta do Desafio Criativo para o mês de agosto de 2023, cujo tema é Tatu: Onde tudo começa e termina. O Desafio Criativo é organizado todos os anos pelo Projeto Escrita Criativa, que está desde 2015 reunindo na internet pessoas que amam escrever. Para saber mais e participar, acesse www.projetoescritacriativa.com.

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quarta-feira, 19 de julho de 2023

Para ouvir a minha tormenta

quarta-feira, julho 19, 2023 2
Imagem por Ankush Dawar, via Pexels.


ergo a cabeça:

postura ereta.
vermelho-sangue nos lábios.
pernas descobertas pela saia curta,
dançando mesmo que não haja música.

afronto os ouvidos:
do macho que diz que a beleza dura apenas 10 anos,
do macho que fotografa por debaixo dos vestidos sem permissão,
do macho que só enaltece outros machos,
do que se faz de desconstruído, mas só pensa em mulher quando é pra foder.

me ouço rompendo os limites:
eco que se expande lado a lado com outras tormentas.
ano a ano passando a mão no cabelo da Medusa.
juntas seguimos,
transformando em pedras todas as dores que ficaram entaladas no meio do caminho.


Este conto foi escrito a partir da proposta do Desafio Criativo para o mês de junho de 2023, cujo tema é Estrela-do-mar: Rompendo os limites. O Desafio Criativo é organizado todos os anos pelo Projeto Escrita Criativa, que está desde 2015 reunindo na internet pessoas que amam escrever. Para saber mais e participar, acesse www.projetoescritacriativa.com.

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quarta-feira, 24 de maio de 2023

Tentativa inevitável de travessia

quarta-feira, maio 24, 2023 14
Imagem por Kostina, via Pexels.

descoberta tátil
desequilíbrio corporal  
— face idêntica a uma das avós —
sabores na casa da tia
bolhas de sabão

vento no rosto ao descer a ladeira de patins
sol com o vô na calçada
tartaruga que caminha vagarosa
letras esparsas

primeiro beijo
primeiro show
uma nota baixa
— garrancho, rascunho ou mal-entendido? —
muitas notas altas
saque que não passava da metade da quadra
professor racista
professoras mães
um poema
¿hablas español?

descoberta da autora favorita
desilusão amorosa
primeiro emprego
desilusão amorosa
segundo emprego
coração verdadeiramente estilhaçado
escrita de um livro
what’s goin’ on?

cruzar fronteiras
adotar um gato
ser leoa
adotar outro gato
mais um passo
enfrentar o mundo

erguer a cabeça
— jogo de equilíbrio —
reaprender a amar
— sobretudo a si mesma —
caminhar em busca de sonhos para não esquecer

[toda ferida exposta um dia se cicatriza]


Este poema foi escrito a partir da proposta do Desafio Criativo para o mês de maio de 2023, cujo tema é Leão: Para não esquecer. O Desafio Criativo é organizado todos os anos pelo Projeto Escrita Criativa, que está desde 2015 reunindo na internet pessoas que amam escrever. Para saber mais e participar, acesse www.projetoescritacriativa.com.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Como trazer a gratidão para o dia a dia — Sexta do Blog #07

sexta-feira, agosto 26, 2022 8
Foto por Sixteen Miles Out, via Unsplash.

Eu sei. O tema de hoje pode parecer muito batido/polêmico/coisa de hipster de humanas. De qualquer modo, vale a pena dar uma olhada mais aprofundada na gratidão para ver por quais motivos ela é tão fundamental. Vamos lá?

O que diz a Língua Portuguesa

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra gratidão significa:
 
n substantivo feminino
1. qualidade de quem é grato
2. reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor etc.; agradecimento

O que diz a psicologia

A gratidão é vista pela psicologia como "uma emoção, uma atitude, uma virtude moral, um hábito, um traço de personalidade ou uma resposta de coping", conforme aponta o artigo "Sobre a gratidão", publicado no v.61 dos Arquivos Brasileiros de Psicologia (que você pode ler na íntegra clicando aqui). O mesmo artigo aponta que "Pessoas gratas são mais agradáveis e menos narcisistas" e que 

"Em uma série de estudos experimentais, verificou-se que sentimentos de gratidão aumentaram a resiliência, a saúde física e a qualidade da vida diária (EMMONS; MCCULLOUGH, 2003). Emmons e McCullough concluíram que pessoas gratas não apenas demonstram mais estados mentais positivos, isto é, mostram-se mais entusiásticas, determinadas e atentas, como também são mais generosas, cuidadosas e atenciosas para com os outros. Pessoas que se sentem regularmente gratas aos outros tendem a sentirem-se amadas e cuidadas (ANDERSSON; GIACALONE; JURKIEWICZ, 2007). Froh, Sefick e Emmons (2008) observaram, em um estudo com adolescentes, que ao cabo de algumas vezes que os participantes listaram situações em que se sentiram gratos, houve uma melhora em seu bem-estar. Outro estudo apontou a gratidão ao passado como possivelmente um dos fatores da longevidade (MENGARDA, 2002)."

Além disso, uma reportagem da BBC intitulada "Por que sentir gratidão faz bem à saúde?" (leia aqui) relata que outras pesquisas apontam que ser grato melhora o nosso sono, alivia dores, fortalece o sistema imunológico, altera a nossa tendência de fazer coisas saudáveis e ajuda a regular o nosso humor. 

Penso que é justamente porque as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o cuidado de suas saúdes física e mental, essa palavra entrou na moda nos últimos anos. Afinal, quem não quer viver por muito tempo de modo feliz?! Quem não quer passar a maior parte da vida sentindo bem-estar?! Quem não quer sentir menos dor e dormir melhor?

Foto por Gabrielle Henderson, via Unsplash.


Como trazer a gratidão para a prática diária

O grande ponto nessa discussão toda é que as redes sociais fazem parecer que para se sentir grato basta só trocar a palavra "obrigado" por "gratidão" e aplaudir o pôr-do-sol para se tornar uma pessoa mais feliz. De fato, fazer da gratidão um hábito é primordial, mas vai além dos exemplos citados. É importante refletir sobre o que se é grato, não só ter uma resposta automática para isso (como no exemplo do obrigado X gratidão). Você se se sente realmente grato ao substituir uma palavra pela outra? Se a sua resposta foi "não", vale a pena buscar outros exercícios. Deixo abaixo algumas sugestões:

  1. Compre um caderno e transforme-o em um diário de gratidão. Nele você pode escrever em forma de textos ou de tópicos coisas boas que lhe aconteceram. Se quiser, experiencie os itens abaixo e faça um registro de cada vivência no seu caderno.
  2. Pense em uma pessoa muito importante para você. Ligue para ela (sim, ligue!) ou vá visitá-la. Na ligação ou na visita, lhe diga o quanto ela é importante e o porquê. Como diz a segunda acepção do dicionário, reconheça o quanto essa pessoa é parte da sua vida. Às vezes isso é óbvio para você, mas não é para ela.
  3. Qual é o seu lugar preferido? Faça uma visita a esse local e tente ficar lá o máximo de tempo como observador (longe do celular e da internet). 
  4. O que você gosta de fazer e quase nunca faz? Separe um tempo na agenda para colocar essa atividade em prática. Pode ser cozinhar, cantar, desenhar, dançar ou qualquer outra atividade. 
  5. Reviva uma memória boa. Pode ser contando para alguém, escrevendo sobre ela, gravando um áudio ou um vídeo narrando essa história.
  6. Compartilhe um conhecimento que você sabe muito com alguém que quer muito aprender! Observe a sua felicidade e a felicidade da pessoa que aprendeu após essa aula.
  7. Aprenda algo novo! Sabe aquilo que você sempre sonhou, mas nunca se achou bom o suficiente. Pois, então, se jogue nessa aventura. 
  8. Reserve um momento para entrar em contato com a natureza. Pode ser brincando com o seu bichinho de estimação, indo a um parque, visitando a praia, viajando para as montanhas. 
  9. Escreva listas: você pode listar 3, 5, 10 motivos para se sentir grato todos os dias. Isso ajuda a você prestar a atenção no que acontece na sua rotina.
  10. Descreva uma rejeição que você tenha vivido que doeu na hora, mas hoje você se sente grato. 
  11. Reflita e responda às seguintes perguntas:
    • Qual foi a melhor coisa que me aconteceu hoje? Por quê?
    • Qual foi a melhor coisa que me aconteceu no último mês? E no último ano? Por quê?
    • Quem é aquela pessoa que sempre me faz feliz? Por quê?
    • Quem é aquela pessoa que sempre está disposta a me ajudar? Por quê?
    • O que é gostoso de fazer para relaxar? Por quê?
    • Quem é o seu melhor amigo e por quê? 
    • O que você mais ama na sua família?  Por quê?
    • O que você mais ama em si mesmo?  Por quê?
    • O que faz de você uma pessoa especial?  Por quê?
    • Qual é a coisa que você mais gosta de fazer em casa? Por quê?
    • O que você mais gosta de fazer fora de casa? Por quê?
    • Quem foi a última pessoa que te deu um conselho importante? Qual conselho foi?
    • Para quem você gostaria de dar um presente? Por quê?
    • Com quem você compartilha silêncios sem se sentir estranho? Por quê?

Pensar nos porquês ajuda muito a entender o motivo da gratidão e a senti-la com todo o nosso corpo. Contudo, às vezes, fazer esse tipo de atividades e de autorreflexão pode ser difícil. Se esse for o seu caso, você pode começar aos poucos e buscar um psicólogo para lhe ajudar nesse processo de ser mais grato. Terapia é algo muito importante e que ajuda a gente a compreender como é possível viver uma vida melhor. 

E você?

Agora me conta: como você traz o hábito da gratidão para o dia a dia?

Este texto faz parte de uma blogagem coletiva. Veja abaixo os outros blogs participantes:


Caso você queira ler os outros posts que eu escrevi na #SextadoBlog, acesse: 
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terça-feira, 23 de agosto de 2022

Bifurcação

terça-feira, agosto 23, 2022 4
Foto por Yiran Ding, via Unsplash.

em meios a tantos porquês,
em meios a tantos tempos,
em meio a tantas gentes,
o caminho que não tomei me trouxe até aqui.

as respostas que não encontrei,
as perguntas que não fiz,
os estudos que busquei,
as pessoas com quem convivi,
o caminho que não tomei me trouxe até aqui.

cheguei até aqui colhendo os pedaços,
aprendendo a me levantar.
o caminho que não tomei foi tão importante quanto os que escolhi.


Este post faz parte da blogagem coletiva de agosto,
do Projeto Escrita Criativa, cujo tema é "Aquele caminho que eu não tomei".
Para saber mais sobre o Projeto Escrita Criativa, clique aqui.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Livros publicados pelas minhas alunas — Sexta do Blog #06

sexta-feira, agosto 19, 2022 7
Foto por Asal Lotfi, via Unsplash.


Olá, pessoal! 
Como muitos de vocês sabem, desde que deixei de lecionar em escolas, passei a ensinar escrita literária para todos aqueles que desejam escrever. No post de hoje, quero compartilhar com vocês os livros que minhas alunas já publicaram.

Todos os livros podem ser comprados diretamente com cada autora. Entrem em contato com elas via Instagram.

Anna Carolina Ribeiro

Quem é: a Anna é professora de yoga, escritora e poeta. Além dos livros listados abaixo, ela também tem textos em diversas antologias e escreve em um blog e em uma newsletter. Anna foi aluna da minha mentoria de escrita literária e mercado editorial e participou por um tempo do Grupo de Estudos de Escrita e Crítica Literária.
Livros:


Lua em Escorpião


Alguns escritos são vulcões adormecidos, prontos para entrarem em erupção a qualquer momento. É interessante como isso faz parte da natureza: lava fervente, saindo das profundezas para chegar à superfície. Assim vejo a poesia de Anna Carolina Ribeiro: em chamas, pronta para atingir o seu público e colocá-lo para pensar sobre o que são as relações de amor e o que significa habitar-se. Na astrologia, a Lua é a encarregada pelo alimento dos nossos corações: os sentimentos. Musa de todas as pessoas que se atrevem a versar, nosso satélite é capaz de agitar marés para expressar o que genuinamente nos move. Já o signo de Escorpião é tido como o responsável pela morte e pelo renascimento. É ele que vai do 8 ao 80, que sente com intensidade, fazendo brotar potências e sufocando o que não deve existir até que tudo se extinga — tudo e nada coabitando no caos. Lua em Escorpião nasce sob essas forças. É com a verdadeira audácia escorpiana — aquela que não tem medo de encarar sua essência — que a autora escreve. Cada verso nos interrogando em cheio: até que ponto os seus desejos vêm da alma? A poeta nos deixa, portanto, o convite para o aprofundamento escorpiano. É se entregando — à escrita, à rotina, ao amor e ao próprio corpo — que Anna Carolina Ribeiro nos desarma e nos presenteia com o melhor do que há na poesia contemporânea.
Formato: livro físico.

E as namoradinhas, Guilherme?



Esta comédia romântica natalina acompanha Guilherme por quatro natais em família, como numa novela curta e leve. As festas da família Nogueira são bem típicas e animadas: tem piada do pavê, reclamações por causa de passas na comida e algumas confusões, já que, na data, tantos parentes se reúnem na casa de vó Rosa.
Guilherme começa a história ainda adolescente, um pouquinho mau-humorado, e só quer saber de ficar com a Belinha - a vira-lata da família - pra fugir das inconveniências e da bagunça de todos os anos. No primeiro Natal que acompanhamos no conto, Guilherme conhece Jonas, um amigo do primo que começa a frequentar os festejos familiares e deixa tudo menos chato nos anos seguintes também.
Formato: e-book.

Livia Brazil

Além de ter livros publicados, Livia também escreve em um blog, numa newsletter e é colunista no site Vivente Andante. Ela também trabalha como produtora de Legenda para Surdos e Ensurdecidos. Livia é minha aluna no Grupo de Estudos de Escrita e Crítica Literária.
Livros:

O Semitom das Coisas



Com referências musicais, O semitom das coisas, coletânea de poesias da autora Livia Brazil, tem como objetivo levar o leitor para visitar as fases pelas quais um relacionamento passa. Brincando com o significado da palavra “semitom”, Livia mostra que mesmo o mais próximo possível, às vezes as coisas não se tocam e, por isso, se perdem. O semitom das coisas é intenso e melódico e vai colocar o leitor para dançar ao som de sua poética única.
Formato: livro físico.


Coisas não ditas


"Lucie, namora comigo?" "Namorar? Namorar de verdade? Dividir a vida? Contar todos os segredos? Fazer mil concessões?" Não, Lucie definitivamente não estava preparada, aliás, isso nem passava pela sua cabeça. Ela só não contava ficar tão perturbada com a pergunta. Mas não. Assumir a paixão por Rafael para todo mundo era algo impensável. Sem saber lidar com a situação e às vésperas de estrear no musical que sempre sonhou, Lucie vê sua vida virar de pernas para o ar. E o turbilhão de ansiedade acaba trazendo à tona um segredo que ela guarda desde a infância Coisas não ditas é para rir, sentir raiva, se emocionar... E para tornar a leitura ainda melhor, Livia Brazil indica as músicas que a inspiraram em cada capítulo. A está nas primeiras páginas, aumente o som e boa leitura!
Formato: e-book e livro físico.

Queria Tanto

Alice Maria é uma garota de 20 e poucos anos que mora sozinha, tem seis amigos inseparáveis, que são como uma segunda família; um emprego de cenógrafa que a faz ralar muito, mas que ela adora; e é perdidamente apaixonada por Gabriel. Gabriel também é louco por Alice, a única mulher que o faz perder a cabeça, o que seria ótimo se ele não fosse gay. Alice sabe que precisa esquecer Gabriel e partir pra outra. Mas Gabriel mexe de um jeito com ela que nenhum outro homem parece capaz. Até que Rodrigo chega e, insistente, mas não grudento, começa a abrir os olhos e o coração de Alice.
Formato: e-book e livro físico.

Lucila Eliazar Neves e Leidiane Holmedal

Lucila e Leidiane são melhores amigas e escreveram um livro a quatro mãos. Lucila é uma mineira e servidora pública. Leidiane é uma goiana que mora na Noruega. Tanto a Lucila, quanto a Leidiane escrevem em blogs. Tanto a Leidiane quanto a Lucila foram minhas alunas na minha mentoria de escrita literária e mercado editorial. Atualmente a Lucila continua estudando no Grupo de Estudos de Escrita e Crítica Literária.

As 79 Luas de Júpiter



Saturno é um planeta ponderado. Júpiter, expansivo. Enquanto Saturno se esforça para manter a realidade dentro das suas margens, controladas; Júpiter é otimista, curioso, justo. Saturno representa o tempo, a sabedoria, a experiência, ancestralidade. Júpiter tem noção do quanto as coisas e circunstâncias são potências em nossas vidas. Neste livro, é possível sentir que a poesia de Lucila Eliazar Neves e Leidiane Holmedal carrega a sensação de compromisso com as palavras, de segurança no que e em como dizer e a responsabilidade, assim como Saturno. Talvez por isso eu tenha sido influenciada pela energia saturnina durante toda a leitura, chegando a confundir o tempo e espaço proposto pelas autoras. Talvez eu tenha sido levada junto com essa energia para uma dimensão onde as possibilidades são mais do que literais: são palpáveis, vívidas, memórias boas de tocar e provar. [...] Dentro dessa dinâmica afetuosa e honesta, há ainda a presença da criança interior, que vez ou outra aparece na leitura como um terceiro olho, alguém que espreita a vivacidade de suas faltas e desejos, alguém que conhece muito bem cada palavra desenhada no papel. Assim como Júpiter e suas 79 luas, esse livro de poesia providencia abundância, equilíbrio, fé, confiança no destino. O senti como um caminho estreito de intuição, curiosidade, coragem e verdade a cada verso. [Elizza Barreto]
Formato: livro físico.

Mariana Maiante

Escritora amante de flores e tecnologia, Mariana Maiante lançou o seu livro de estreia em 2022. Ela também escreve em um blog. A Mariana Maiante foi aluna da minha mentoria de escrita literária e mercado editorial e participou por um tempo do Grupo de Estudos de Escrita e Crítica Literária.
Contato: @mari_maiante

Nos poros do espelho



Há uma pitada de cronista que flana na poesia de Maiante: o interno (do sono, dos pensamentos, das memórias, do solitário, das plantas da casa) e o externo (das ruas, do mar, das músicas, das relações, do porvir) se entrelaçam nos apontando o que há de mais genuíno, o que se é de fato — não apenas o que se tem ou que se perdeu. Aliás, é tocante perceber como as perdas solidificam o que compõe esse espelho: não há apagamento de seu poro ou tentativa de conserto, mas a exposição dele como construção de uma identidade marcante e sólida. Cada verso, cada poema, cada vivência são únicos e devem ser — mesmo que a seu modo — celebrados como tal. Em um mundo cada vez mais dado a extremos, encontramos no eu lírico de Mariana Maiante a possibilidade do “e”. Amor e desamor, morte e vida, casa e mundo, paz e caos. Tudo convive, porque tudo tem permissão para passar pelo Poro do Espelho. Como poeta, Mariana foi capaz de se desnudar e encarar esta jornada. Agora, fica o convite para que o leitor também se transporte e se encontre refletido neste caminho de versos repleto de possibilidades.


Rafaela Fischer

Rafaela Fischer lançou seu livro de estreia em 2022. A Rafaela foi minha aluna no Poesia ao Sol e à Sombra, curso que ministro em parceria com o poeta Rafael Farina.

Entre Lírios e Leões


A dualidade do lírio, que evoca pureza e lascívia, associada à coragem e à voracidade da natureza, representada pela figura do leão, dão pistas da intensidade nada óbvia que o leitor vai encontrar na obra de estreia de Rafaela Fischer. [...]E não existe outro caminho no texto proposto por Rafaela: para ser inteira, é preciso juntar os próprios pedaços pelo caminho, sentindo a dor das ausências que ficam. A angústia passa, o amor volta a acontecer e a força daquela que ousou revelar o que está dentro de si emerge sublime em versos. E dá para resistir à uma mulher que se reconstrói com o coração cheio, leve e aberto para o devir? [Tríssia Ordovás Sartori]
Formato: livro físico.

Também quer escrever e publicar?

Foto por Debby Hudson, via Unsplash.


Vem estudar comigo! 
Eu faço diversos tipos de trabalhos relacionados à escrita. Se você for uma pessoa que quer entender o seu processo de escrita e criação e o mercado editorial, pode fazer a Mentoria de Escrita Literária e Mercado Editorial. Se você quiser estudar fundamentos teóricos e como colocá-los em prática, pode ingressar no Grupo de Estudos de Escrita e Crítica Literária. Se você tiver uma ideia e quiser focar apenas em como colocá-la no papel, pode fazer o Acompanhamento de Projeto Literário. Caso queira desenvolver a sua escrita poética, pode cursar o Poesia ao Sol e a Sombra (curso ministrado por mim e pelo Rafael Farina). Há a ainda a possibilidade de você chegar e dizer: "Fê, quero aprofundar os meus conhecimentos em tal ponto" e fazer aulas particulares de escrita. 

Há uma descrição detalhada de cada um desses pontos aqui
Para orçamentos, escreva para contato@algumasobservacoes.com. 



Este texto faz parte de uma blogagem coletiva. Veja abaixo os outros blogs participantes:


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