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domingo, 1 de março de 2026

{Vamos falar sobre escrita?} Agenda de eventos literários em 2026

domingo, março 01, 2026 12


Ser escritora é estar atenta ao calendário literário anual para participar de eventos, descobrir novos autores e livros e fazer conexões — sejam elas com editores e autoras, sejam elas com o público leitor. Sendo assim, fiz uma lista de eventos literários que já sei que vão acontecer e resolvi compartilhar com vocês. Irei a todos os eventos? Não. Mas é bom tê-los no radar. Quem sabe a gente não se encontra por lá?

  • 10 a 12 de março: Feira do Livro de Londres (Inglaterra)
  • 08 a 12 de abril: FLIZN - Feira Literária da Zona Norte (São Paulo, Brasil)
  • 08 a 12 de abril: 6ª Feira Literária de Tiradentes - FLITI (Minas Gerais, Brasil)
  • 15 a 21 de abril: Feira do Livro da Bahia (Salvador, Brasil)
  • 21 a 24 de abril: Feira do Livro de Buenos Aires (Argentina)
  • 23 de abril: Noite das livrarias (São Paulo, Brasil)
  • 25 de abril a 03 de mail: 20° Festival Literário Internacional de Poços de Caldas - FLIPOÇOS  (Minas Gerais, Brasil)
  • 13 a 16 de abril: Feira do Livro de Bolonha (Itália)
  • 26 de abril: Flifantasy - Festival Literário de Fantasia (São Paulo, Brasil)
  • 27 e 28 de abril: FILBO - Feira Internacional do Livro de Bogotá (Colômbia)
  • 13 a 17 de maio: Feira do Livro da UNESP (São Paulo)
  • 16 e 17 de maio: Festa Literária de Santa Teresa - FLIST (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 21 a 31 de maio: 22º Feira do Livro de Joinville (Santa Catarina, Brasil)
  • 28, 29 e 30 de maio: A feira do livro de JF (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil)
  • 30 de maio a 07 de junho: A feira do livro (São Paulo, Brasil)
  • 29 de julho a 02 de agosto: Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 05 a 09 de agosto: Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho (Bahia, Brasil)
  • 08 a 16 de agosto: 10ª Feira do Livro de Guaxupé – FLIG (Minas Gerais, Brasil)
  • 04 a 13 de setembro: 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (São Paulo, Brasil)
  • 24 a 27 de setembro: Feira do Livro de Gotemburgo (Suécia)
  • 07 a 11 de outubro: Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha)
  • 30 de outubro a 15 de novembro: Feira do Livro de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil)
  • 29 de novembro a 07 de dezembro: Feira do Livro de Guadalajara (México)
  • 03 a 06 de dezembro: CCXP 2026 (São Paulo, Brasil)

Escritores e leitores, as datas estão aí para todo mundo poder atualizar o calendário. Bora?!


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domingo, 8 de setembro de 2024

{Vamos falar sobre escrita?} Entrevista com a escritora Regiane Folter

domingo, setembro 08, 2024 8

Olá, leitores do Algumas Observações.
No post de hoje trago uma entrevista com a escritora contemporânea Regiane Folter. Nós conversamos sobre processo criativo, escrita, mercado editorial e, é claro, sobre os projetos da autora.
Vem conhecer! 😍

Algumas Observações: Qual é a sua memória de leitura mais remota?
Regiane Folter: Lembro de uns livros lindíssimos de contos de fadas que ganhei de presente em alguma data especial. Eram edições de capa dura, ilustrados, grandes e vistosos. Lembro de ler essas histórias com fascinação. Também me recordo com carinho das histórias em quadrinhos da Turma da Mônica que mamãe assinava e chegavam em casa toda semana. Outra boa memória é a de ler uma série de livros em que você ia criando a história conforme lia. Não lembro bem do nome, mas eram sempre livros meios de mistério e você podia ir escolhendo o caminho da história. Com cada decisão, te levava pra uma parte diferente do livro. Me lembro de adorar essas histórias porque me sentia parte delas.

AO: Comente um pouco como foi o seu despertar para a escrita. Você teve aquele momento de deixar de ver a escrita como um hobby e passar a vê-la como um trabalho?
RF: Sem dúvida comecei a escrever como hobby ou talvez como terapia antes mesmo de saber o que era isso. Desde pequena, escrever me ajudava a lidar melhor com minhas emoções, especialmente as mais cinzentas. Também me divertia inventar histórias, criar mundos e personagens. Conforme fui crescendo, a escrita por diversão foi perdendo lugar no meu dia a dia, já que novas responsabilidades terminaram demandando muito do meu tempo. Mas sempre escrevi como uma forma de fazer catarse e digerir meus problemas e dúvidas. Somente em 2017, aos 25 anos, comecei a encarar a escrita realmente como um trabalho, algo que eu queria que se tornasse parte fundamental da minha vida.

AO: Para muitas pessoas é difícil se assumir como escritores. Como foi esse de se inserir no mercado profissional?
RF: Eu demorei uns aninhos pra me chamar de escritora. Acho que só ganhei coragem mesmo quando publiquei meu primeiro livro em 2020, ainda que há três anos já escrevesse e publicasse semanalmente no meu Medium. Penso que o peso do título de “escritora” nos intimida, porque automaticamente nos comparamos com os grandes autores e autoras que seguimos e amamos. Mas é um processo de desconstrução. Existem muitos escritores e escritoras, cada um com o seu tipo de escrita e publicação, e sempre há lugar pra mais um.

Quando me joguei, nunca mais voltei atrás! Hoje me apresento como escritora e a voz já não treme tanto haha!




AO: Você tem alguma formação literária, estuda por conta própria ou escreve de maneira intuitiva? Como é o seu processo de busca por aprimoramento profissional?
RF: Sempre aprendi muito sobre a escrita por meio da prática mesmo, de ir experimentando e melhorando. Estudei jornalismo na faculdade e o curso sem dúvida me ajudou a trabalhar questões de gramática, coesão, coerência, etc. Depois fiz cursos curtos de escrita e sigo autoras que estão constantemente compartilhando prompts e exercícios que me dão ideias novas sobre como e o que escrever.

Ler muito sempre foi vital nesse processo. Leio todos os dias e sinto que com cada livro, com cada texto, aprendo algo novo. Talvez ler seja a melhor ferramenta que temos para aprimorar a nossa escrita.


AO: Como é a sua rotina de trabalho com a escrita? Você estabelece metas para si mesma? Você tem outras ocupações profissionais além da escrita? Se sim, como concilia os dois?
RF: A escrita está muito presente no meu dia porque além dos meus projetos como escritora também trabalho com marketing, que é o meu trabalho formal das 9h às 18h. Todos os dias começo minha manhã dedicando meu tempo a trabalhar na minha escrita, seja escrevendo algum texto novo, editando outros, ou trabalhando em alguma questão de divulgação do meu trabalho como autora. Prefiro fazer isso cedinho antes de me conectar ao trabalho formal porque sou bem morning person e sinto que de manhã é quando tenho mais energia e melhores ideias.

Tenho metas de coisas que quero realizar como autora no ano e logo mês a mês vou acompanhando os resultados. Sou meio a maluca dos Trellos e das planilhas, gosto de ter listas de coisas pra fazer e ir marcando os avanços. Acho que ter objetivos é algo que me dá um gás, me motiva a continuar avançando.

AO: Ainda falando sobre o seu processo de criação, quais são os desafios diários de ser escritora? (Como você lida com a procrastinação? Com medo de não corresponder às expectativas? Às vezes bate aquela sensação de insegurança, sensação de não ser boa o bastante? Como você vence os bloqueios criativos de modo geral?)
RF: Todas as coisas que você menciona eu enfrento quase diariamente. Sinto muita insegurança, me comparo muito com os demais, penso constantemente que não estou fazendo o suficiente. A mente é a minha crítica mais ferrenha e, como a boa perfeccionista que sou, sempre penso que poderia fazer mais ou melhor. Nesses momentos, a melhor coisa termina sendo conversar com alguém, desabafar num papo ou até mesmo num texto e nesses casos a insegurança termina sendo inspiração pra outra história! Ter a terapia em dia também ajuda muito. Nesses últimos anos venho trabalhando muito a paciência, a aceitar o que posso dar neste momento e celebrar as pequenas vitórias. Não é fácil, mas aí vamos!




AO: Falando do texto em si, o que você mais gosta de escrever? Nos conte um pouco dos livros que você já publicou.
RF: O que mais naturalmente me saí é escrever crônicas, reflexões sobre meu cotidiano e as coisas que observo. Também gosto muito de escrever poesia e contos, me diverte inventar histórias totalmente fictícias, sinto que isso me permite me conectar com a minha menina interior. Em 2020 autopubliquei meu primeiro livro, AmoreZ, uma coleção de contos e crônicas sobre as diversas facetas do amor. Logo em 2023 publiquei um romance policial chamado Mulheres que não eram somente vítimascom a editora Folheando.


AO: Você viu diferença entre os processos de criação dos seus diferentes livros? Como funciona o seu processo de pré-publicação dos seus escritos e o que você acha importante fazer antes de soltar um texto no mundo?
RF: Cada livro que publiquei teve um processo bem diferente um do outro. No primeiro, AmoreZ, o caminho foi meio ao revés. Um dia percebi que tinha escrito muitos textos ao redor da temática amor. Alguns estavam publicados no Medium, outros estavam na gaveta, e o que tinham em comum era que sempre falavam sobre algum aspecto ou tipo de amor diferente. Naquela época eu estava aprendendo muito sobre autopublicação porque trabalhava com uma escritora independente e pensei, “por que não autopublicar algo com todos esses relatos?”. Assim comecei a trabalhar na ideia do livro.

Já com Mulheres que não eram somente vítimas me lembro de ter um sonho sobre a história e ficar bastante impactada. Normalmente não me lembro dos meus sonhos, mas esse ficou gravado na minha mente. No dia seguinte comecei a escrever sobre o que tinha sonhado e a história começou a surgir. Primeiro me dediquei a desenhar uma linha do tempo e marcar o que acontecia na história, cada passo dos personagens até chegar ao desenlace. Depois coloquei a mão na massa e comecei realmente a contar a história. É minha história mais longa e a que levou mais tempo pra preparar, meses a fio.

Quando ficou pronta, eu decidi enviá-la a chamados de editoras e algum tempo depois fui aceita pela editora Folheando.

Em ambos casos, trabalhei muito nos textos antes de compartilhá-los com o mundo. Editei e voltei a editar várias vezes. Também compartilhei a ideia com outras pessoas e pedi feedback. Nos dois livros tive o apoio de revisores que me ajudaram com suas visões objetivas a identificar erros e melhorar alguns detalhes. Acho que é fundamental contar com pessoas externas que possam ver coisas que você não enxerga, porque já está tão imersa na história que detalhes passam despercebidos. Então estar aberto aos comentários alheios é fundamental, te ajuda a elevar a história a outro nível.




AO: Falando de leituras, quais são as suas influências, seus autores preferidos?
RF: Gosto de muitos tipos de escrita e gêneros. Sinto que tudo que leio me influencia de alguma maneira. Se penso nos textos, especialmente crônicas e poesia que venho escrevendo e publicando online nos últimos anos, acho que minhas principais influências são autoras e autores que admiro e cujo estilo de escrita direta e impactante é o que aspiro desenvolver na minha: Camila Sosa Villada, rupi kaur, Amanda Lovelace, Marie Gouiric, Carol Bensimon, Maria del Mar Ramón, Paula Gomes, Martha Medeiros, Alex Dimitrov, Chimamanda Ngozi, Aline Valek, Luis Fernando Veríssimo, Carlos Ruiz Zafón e Isabel Allende são alguns deles. Acredito que o caminho que eles traçaram é o que me inspira a continuar escrevendo.


AO: Qual é o papel das redes sociais para o seu trabalho de escritora? Como é a sua interação com seus leitores na Internet? Como/onde os leitores do Algumas Observações podem entrar em contato com você?
RF: As redes sociais são um canal importante de divulgação, especialmente para autoras independentes como eu. Estou bastante no Instagram e por lá falo muito sobre meus livros. É um dos lugares online onde as pessoas podem me encontrar mais facilmente. Também vejo plataformas estilo Medium e Substack como espaços interessantes de troca e por lá converso com leitores e outros autores. Acho que quando alguém comenta num texto meu ou eu faço isso no texto de outra pessoa se abre um intercâmbio excelente entre as duas partes.

Os leitores do Algumas Observações podem entrar em contato comigo lá no Instagram ou pelas minhas páginas no Medium e Substack. Você pode encontrar todos os meus links e formas de contato no meu site: regianefolter.com

AO: Como você vê o mercado editorial para os novos autores? Quais são os principais desafios para quem quer publicar? Como você vê o cenário para os novos escritores no Brasil?
RF: O mercado editorial é supercompetitivo e não é uma jornada fácil. Há muita gente boa escrevendo e sinto que as editoras tradicionais não possuem lugar pra todo mundo. É desafiante se destacar. Acredito que se você realmente quer escrever e publicar suas histórias, é preciso explorar outros formatos: autopublicar, trabalhar com editoras independentes, participar de chamados de antologias, concursos, etc. São caminhos mais autônomos e que com certeza não vão te permitir viver 100% da sua escrita, mas são ótimos para colocar o seu trabalho pro mundo ver. Além disso, esses espaços te permitem ampliar sua rede de contatos e se conectar com outras pessoas relacionadas ao universo literário. Quem sabe que portas você poderia abrir no dia de amanhã?

AO: Quais conselhos você daria para uma escritora em começo de carreira?
RF: Eu lhe diria que tenha paciência, que o processo é lento e pode levar um tempinho até ela conseguir alcançar seus objetivos. Mas como graças à Deusa não há data de validade para escrever, não é preciso ter pressa. Inclusive, lhe diria que se vamos muito rápido, deixamos de desfrutar do caminho. Então meu outro conselho seria: aproveite! Se divirta com a escrita. Se deixar de ser algo que te motiva e te traz felicidade, perde totalmente o sentido.



AO: Quais são os seus planos futuros? Já pensa em um próximo projeto?
RF: Esse ano estou focada na divulgação de Mulheres que não eram somente vítimas, na minha newsletter no Substack e em continuar alimentando meus outros canais de comunicação. Mas já tenho uma ideia para um próximo livro dando voltas na minha cuca, então quem sabe? Acho que em 2025 essa nova obra vai ganhar mais corpo e vou começar a planejar como trazê-la ao mundo.

AO: Deixe o seu recado para os leitores do Algumas Observações.
RF: Obrigada por conhecer a minha jornada! Se quiser saber mais sobre o meu trabalho, toda a informação está disponível em regianefolter.com.

Se gostou do que eu falei por aqui, vai gostar dos meus livros! AmoreZ e Mulheres que não eram somente vítimas estão disponíveis como ebook na Amazon ou em formato físico. Mais info no meu site.

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Demais escritores entrevistados: 

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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

{Vamos falar de escrita?} Meu projeto para o NaNoWriMo 2023

quarta-feira, novembro 01, 2023 6
Chegamos a novembro!
(Foto: Pexels)

Hoje é dia 1º de novembro, o que significa que a maratona do NaNoWriMo começou oficialmente! YAY! Por isso, eu vim aqui compartilhar um pouco do meu projeto para este ano.

Assim como os demais livros que já escrevi, este também está parecendo um quebra-cabeça desmontado, pronto para ganhar vida. Por conta disso e por eu ainda não ter um nome definido, dei o apelido provisório de Projeto Fragmentos.


Minha ideia é juntar uma série de textos de prosa curta que tenho rascunhados e escrever mais alguns (estou bem longe das 50000 palavras!). O que estes fragmentos têm em comum é a narradora, que é sempre a mesma pessoa. A partir da visão de diferentes momentos da vida dessa narradora, o leitor conseguirá construir a imagem dela e da vida dela em sua cabeça.

Capa que eu montei para colocar no site do NaNo.



Vai dar certo? Não sei. Mas, como todo projeto de escrita, estou empolgada demais para tentar. Para mim, participar do NaNoWriMo é sempre uma diversão: abrir mais espaço para a escrita durante a maratona, fazer sprints de escrita com as amigas, ter novas ideias e arejar a criatividade! Acho que é isso que me deixa mais feliz em participar do NaNoWriMo.

Tem cadastro lá no site oficial do NaNo? Então, clique aqui e me adicione para sermos buddies.

Em 2023, quero terminar de escrever o Projeto Fragmentos (e dar um nome oficial a ele), para voltar ao meu projeto do NaNo do ano passado. Como este ano eu fiquei boa parte dele adoentada, escrever (e fazer todas as outras tarefas) foi mais desafiador. Agora que eu estou melhor, quero tirar todas as ideias da cabeça! hehehe

Que todos nós tenhamos um excelente mês de novembro e um maravilhoso NaNoWriMo.

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domingo, 1 de outubro de 2023

{Vamos falar sobre escrita?} 5 coisas que eu quero fazer ao longo deste Preptober

domingo, outubro 01, 2023 4
Prontos para mais uma maratona de escrita?


Hoje é dia 1º de outubro, o que significa que o Preptober oficialmente começou! YAY! 
Para quem é escritor, mesmo que de outros gêneros literários que não sejam o romance, participar do NaNoWriMo é algo muito divertido. Como já contei para vocês no ano passado, toda a preparação para o NaNo começa em outubro. Por isso, resolvi compartilhar como eu quero fazer o meu Preptober em 2023.

1. Revisão do projeto que iniciei no ano passado

A temporada 2022/2023 está passando como um furação na minha vida. Sendo assim, eu quero revisitar o projeto que comecei no ano passado (e não terminei) para dar continuidade a ele no NaNoWriMo deste ano. Meus planos envolvem reler o que já tenho escrito e o que tinha planejado na última vez em que peguei na narrativa. 

2. Imprimir uma cópia do Aquele Planner de Escrita



Como já é sabido, sou uma das cofundadoras do Projeto Escrita Criativa. No ano passado, nós elaboramos o Aquele Planner de Escrita voltado para o planejamento e execução da escrita. Já vou imprimir a minha cópia e colocar as observações no planner. (Caso você queira fazer isso também, clique aqui.)

3. Criar uma capa para o meu projeto de escrita

Lá no site do NaNoWriMo é possível cadastrar o projeto de escrita e colocar uma capa (provisória) para o livro. Pensar nos ícones e nas cores é sempre muito divertido. Já estou ansiosa para este momento.

4. Anunciar o meu projeto no site do NaNoWriMo



Já é possível cadastrar o livro que será escrito no NaNoWriMo.org. Então, quando tudo isso estiver pronto, vou lá anunciar a minha história. Se você quiser me adicionar lá também, o meu link é: https://nanowrimo.org/participants/fe_notavel

5. Ver tudo o que é de novembro que pode ser adiantado

Escrever 50000 palavras é algo muito puxado, que exige muito tempo. Sendo assim, eu vou tentar adiantar o máximo de tarefas do mês de novembro para agora. Aulas que dê para preparar, posts do blog que dê para eu escrever e deixar planejado. Leituras... etc. etc. A ideia é ter o máximo de tempo livre para escrever no mês que vem.


Como vocês podem acompanhar essa rotina? 

Vou compartilhar por aqui, nos stories do Instagram e lá no meu canal do YouTube (rumores dizem que teremos lives supresas por lá...). Então me acompanhem nessas redes sociais e nas redes do Projeto Escrita Criativa, para vocês não perderem nada.

Agora me digam nos comentários: vocês vão participar do Preptober e do NaNoWriMo 2023? A quantas andam os preparativos?

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quarta-feira, 22 de março de 2023

{Vamos falar sobre escrita?} 8 coisas que eu gostaria que as pessoas soubessem sobre a minha poesia

quarta-feira, março 22, 2023 6




Ontem, 21 de março, foi o dia mundial da poesia. Eu, poeta que sou desde sempre, fiquei pensando no que aprendi ao escrever dois livros de poesia nos últimos cinco anos e no que gostaria que as pessoas soubessem. Segue abaixo uma pequena lista que não é resoluta, que não acaba aqui e que pode se transformar de tempos em tempo:


Meus dois livros: A Intermitência das Coisas (2019) e Rasgos dentro da minha própria pele (2022), ambos publicados pela Editora Penalux.



1. Escrever poesia é um processo de presença, um misto de "o que eu vejo e como me sinto em relação ao que vejo?". Muitos dos meus textos nascem dessa reflexão;
2. Escrever poesia é um processo de mergulho: pra mim, não dá para pensar a vida de forma rasa;
3. O que é importante para mim, nem sempre vai ser importante para os outros. Embora o assunto da reflexão possa soar banal aos olhos dos outros, ele pode ir para o papel. Sendo assim, tudo cabe no assunto do poema, desde que faça sentido à minha cabeça de poeta;
4. Há muitos outros recursos além da rima. Há um bom tempo a música e a poesia se separaram e há outras formas de criar ritmo no texto além de apenas rimar. Explorar essas formas é muito divertido;
5. Não basta escrever, editar é importante. Sempre percebo um ar de surpresa em que não é leitor quando digo que sim, eu edito os poemas. Inclusive, esse trabalho com a linguagem é fundamental;
6.  Nem sempre o eu lírico do poema é igual ao meu eu, pessoa física. Em outras palavras, nem tudo o que eu coloco em um poema aconteceu comigo exatamente daquela forma. Há reflexões, há histórias que se cruzam, há imaginação. 
7. Escrever poesia é amadurecer a criatividade. Explorar novas formas, desbravar novos temas, ler diferentes autores para ganhar referência (literária e teórica). Literatura e vida andam de braços dados e bonito observar como esse processo se dá. Por isso que é gostoso observar esse crescimento de uma obra para outra (é uma honra pra mim quando os meus leitores fazem isso!).
8. A felicidade vem quando as pessoas se abrem para ler o que escrevi. Há muita gente que não está acostumada a ler poesia, mas que gosta de mim e, por isso, compra os meus livros. Normalmente, para quem não está muito acostumado, digo que o importante é ler com o coração, é sentir os poemas. 

E você? Gosta de poesia? 

Para comprar os meus livros autografados e com dedicatória, você pode acessar a loja do blog ou enviar um e-mail para contato@algumasobservacoes.com. 

 

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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

{Vamos falar sobre escrita?} Preptober e a maratona do NaNoWriMo

quinta-feira, outubro 27, 2022 5


Novembro é mês de NaNoWriMo!!! YAY! Por isso, vou compartilhar os meus processos de escrita em lives no meu canal, no canal do Projeto Escrita Criativa e no Pandinando. Esses eventos serão em parceria com as escritoras Ane Venâncio e com a Ayumi Teruya.

O que é o NaNoWriMo?

O NaNoWriMo é uma iniciativa coletiva, um desafio para todos que um dia sonharam em escrever literariamente. Tudo começou em 1999, com um grupo formado por 21 americanos de São Francisco. De lá para cá, o desafio cresceu e, atualmente, estimula seus escritores de redigir um romance de 50.000 palavras durante o mês de novembro. A proposta é valorizar o entusiasmo, a determinação e prazo para que qualquer pessoa escreva o seu próprio livro.

Saiba mais: clique aqui para ver o passo a passo de como se inscrever no NaNoWriMo.


Qual é a minha experiência no NaNoWriMo?


Participei do NaNoWriMo nas edições de 2013, 2014, 2015, 2017 e 2018, mas nunca entrei nesse processo preparada. Primeiro porque eu não sou uma escritora que gosta de planejar textos, segundo porque eu descobri o conceito de Preptober (o uso do mês de outubro para se preparar e planejar os dias de NaNo) há uns dois anos. 

Apesar de eu nunca ter escrito 50 mil palavras, participar do NaNo foi algo que me fortaleceu como escritora. Um dos textos que está no meu Wattpad, o Pequenas Obsessões de um Amor Inacabado, foi escrito durante um NaNoWriMo. 

Agora, entro um pouco mais planejada, mas sem pressão, porque entendo que o fato de participar já é válido.

Aquele Planner de Escrita



Para facilitar o processo de planejamento (meu e de todo mundo), a equipe do Projeto Escrita Criativa elaborou o Aquele Planner de Escrita, que está disponível na loja do meu blog. Você pode ver mais sobre ele aqui.

Vamos ser amigos por lá?

É possível adicionar os amigos escritores no site do NaNoWriMo. Vou deixar abaixo 3 links: o do meu perfil, o da Ane Venâncio e o da Ayumi Teruya. Adicione a gente por lá. 

Vem escrever com a gente!

Abaixo estão as lives já agendadas. Ative o sininho:


27 de outubro, às 19h30, no meu canal:



01 de novembro, às 19h30, no Projeto Escrita Criativa: 



03 de novembro, 19h30, no Pandinando:


Pegue o seu material de escrita e vem! 

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quinta-feira, 23 de junho de 2022

Saiba como foi a mesa que eu participei na FLIG

quinta-feira, junho 23, 2022 10


Eu estava ansiosa. Muito ansiosa. Aquela foi a minha primeira mesa real oficial em um evento literário. Falar sobre literatura é algo que me move. Falar sobre como o meu olhar de pessoa negra atravessa o meu trabalho (seja como escritora, seja como educadora) é sempre algo que me deixa à flor da pele. Ao mesmo tempo que há dor, há emoção e há beleza também.

Abertura da mesa Negritude e Literatura Brasileira, na FLIG.


Como contei para vocês aqui, a mesa de que fui parte estava programada para o último dia da Festa Literária de Guaratinguetá e tinha como tema Negritude e Literatura Brasileira: novos horizontes no cenário literário. Além de mim, fizeram parte da conversa o poeta e romancista Gustavo da Cruz e a produtora de conteúdo digital Camilla Dias. A Camilla mediou a conversa.

Na abertura, a Camilla pontuou as diferenças entre as literaturas afro-brasileira e a negro-brasileira, dizendo que: "a literatura feita por pessoas negras não é uma literatura afro-brasileira. Há discordâncias, mas eu acredito e concordo com o filósofo e pensador Cuti, que diz que a literatura, ela é negro-brasileira." E acrescentou lendo um trecho das próprias palavras de Cuti:

"Denominar de afro a produção literária negro-brasileira, dos que se assumem como negros em seus textos é projetá-la a origem continental dos seus autores, deixando à margem da literatura brasileira, atribuindo principalmente uma desqualificação com base no viés da hierarquização das culturas. Afro-brasileira ou afro-descendente são expressões que induzem discreto retorno à África, afastamento silencioso do âmbito da literatura brasileira, para se fazer de sua vertente negra um mero apêndice da literatura africana. Atrelar a literatura negro-brasileira à literatura africana teria um efeito de referendar o não questionamento da realidade brasileira por esta última. E por último, quanto aos autores, o afro-brasileiro afro-descendente não é necessariamente um negro brasileiro".

Partindo dessa explicação, Camilla nos perguntou sobre a nossa produção, não apenas sobre as feridas que nós e nossos ancestrais carregam (ainda que elas existam e tenhamos tocado nesse assunto também). 

Foi uma honra poder conversar com todos!

Começamos falando um pouco sobre de onde vêm a nossa escrita. De onde vêm as ideias para as nossas escritas. Eu contei um pouco de como a escrita das cartas que minha mãe fazia para os meus avós durante a minha infância (num tempo sem internet, pois sou pré-histórica) me deixou com vontade de escrever e comunicar aquilo que sempre esteve na minha cabeça.

Falamos também sobre o quanto é importante ter referências, do quanto é difícil cavar o nosso espaço, porque muitas vezes as pessoas brancas esperam que escritores negros falem apenas sobre colonização e racismo. Foi ótimo reforçar que há muitas formas de ser uma escritora negra no Brasil e que não quero ter a responsabilidade de representar uma classe tão diversa (e que também acho muito opressor escolher um nome importante da literatura para representar toda a literatura negro-brasileira).

Juliana Maria, a poeta que me emocionou. 😭😍


Ao final, abrimos para perguntas. Uma moça (depois descobri que o nome dela é Juliana) pediu a palavra e disse que queria ler um texto que ela havia escrito enquanto ouvia a nossa fala. Esse foi um momento emocionante porque inspirar a escrita de um texto é sempre uma honra! O texto que ela escreveu diz o seguinte:

Eles esperam que eu fale de dor
E eu quero falar de passarinhos e café
Querem me impor uma identidade
Mais uma das tantas tentativas de desumanização
Porque eu não posso ter vontade, sensibilidade, emoção
É proibido a mulher negra falar de fé
É um absurdo uma mulher negra escrever sobre amor
Eles esperam que minhas palavras sejam navalhas e chibatadas
E eu quero falar do cheiro de mexerica no pé
Se minhas mãos não estivessem atadas
Pela militância que de mim esperam
Eu poderia voar, como passarinhos, mesmo com cor de café
Sem precisar gritar sobre lutas e lutos
Sem esquecer o que é, ser quem sou.

Para continuar lendo o que a Julina escreve, entre em contato com ela via Instagram: @julianissis.

Camilla, Aline, eu e Gustavo.


No fim da mesa aproveitamos para tirar uma foto com a secretária de cultura da cidade, Aline Damásio. Ficamos muito felizes por ver uma mulher negra ocupando um cargo de importância. Isso será sempre um motivo para celebrarmos! 🍻

Com os meus editores, Tonho França e Wilson Gorj.


Aproveito o post para agradecer os meus editores, Tonho França e Wilson Gorj, pelo convite. Ser escritora publicada pela Editora Penalux é sempre um deleite e uma honra. 💙

Esse dia foi lindo e vai ficar para sempre na minha memória. 💚 
Quem quiser ver alguns trechinhos da mesa, basta assistir à playlist abaixo: 



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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

{Vamos falar sobre escrita?} 7 dicas de como escrever mais em 2022

quinta-feira, fevereiro 10, 2022 9

Quem está pronto para escrever mais um livro, levante a mão! 🙋🏽‍♀️
Foto por Aman Upadhyay, via Unsplash.


Os dois últimos anos foram bem desafiadores para muitos escritores. Primeiro, porque ficamos confinados por muito temo em casa, em frente às telas, o que nos deixou mais exaustos do que de costume. Segundo, porque a escrita depende da vida e esses tempos suspensos deram a sensação justamente de que tudo estava em pausa. Como buscar novas histórias, novos versos quando até a concentração para tudo ficou um tanto comprometida?

Dica #1: Leia mais livros

O tempo da leitura é um tempo roubado. | Meu exemplar do Como um romance.


Pode parecer que essa dica é mais do mesmo, mas o foco anda escasso e a criatividade também. É nessas horas que a leitura pode nos ajudar a treinar passar mais tempo em longas tarefas e a nos servir de referências para novos textos. Enquanto a pandemia anda se espalhando e transitar pelo mundo continua cheio de complicações, a leitura também é um meio seguro e eficiente de buscar novas inspirações.

Daniel Pennac diz, no livro Como um romance (resenha aqui), que o tempo da leitura é um tempo roubado. Sendo assim, é fundamental ampliar esse tempo de “roubo” para ler aquele livro que nos inspira (seja ele do gênero textual que escrevemos ou não).

Dica #2: Busque outras fontes de boas histórias

Foto por Maico Pereira, via Unsplash.


Galerias de arte (virtuais e gratuitas no Google Arts & Culture ou presenciais), fotografias, vídeos musicais, documentários, filmes, videogames são todas grandes fontes de narrativas. Então, além de livros, é importante consumir mais narrativas, preferencialmente produzidas por pessoas de diferentes gêneros, culturas e recortes sociais.

Somado a isso, converse com as pessoas com o objetivo de ouvi-las (não de ter uma resposta para tudo o que elas disserem). Pergunte a um idoso como foi o seu primeiro amor, sua primeira frustração ou qualquer outra coisa que possa suscitar boas histórias. Ouça e aprenda com elas.

Dica #3: Crie uma rotina

Foto por Content Pixie, via Unsplash.


Se for possível para a sua realidade, crie uma rotina de escrita. Pode ser escrever todos os dias, escrever no fim de semana, escrever um número X de páginas. Isso ajuda a mensurar se o trabalho está andando ou não se se você precisa readaptar o seu modo de trabalho como escritor. Considere nessa rotina não só a escrita em si, mas tempo de leitura, de escrita, de revisão, de planejamento editorial, de divulgação do livro e tudo mais que estiver relacionado ao trabalho.

Dica #4: Não martirize se sair da rotina criada

Foto por Annie Spratt, via Unsplash.


Às vezes nós criamos um plano na nossa cabeça: “vou acordar no dia tal, horário tal, vou sentar e escrever tantas páginas por dia”. Nesse plano, somos o escritor exemplar, sem defeitos. Então, o tal dia chega, e não conseguimos sentar no tal horário. Quando finalmente separamos um tempinho para escrever, não conseguimos produzir as tantas páginas. Isso traz um desânimo que leva a desistência, afinal, o escritor perfeito falhou miseravelmente.

Ter planos e constância é importante. Vencer a resistência que nos leva à procrastinação, também (por isso a dica anterior). Mas é fundamental ter em mente o velho mantra de quem trabalha com produtividade: “feito é melhor que perfeito”. O momento ideal, muitas vezes vai precisar de alguns muitos ajustes para existir. Então, assim como nós devemos roubar o tempo da leitura, também será necessário que roubemos o da escrita.

Se não deu para seguir o plano perfeito, então como podemos ter um plano B, que nos leve a uma escrita que seja, de fato, feita?

Dica #5: Escreva sobre o que te move

Foto por Siora Photography, via Unsplash.


Não. Não adianta olhar qual é o tipo de livro que aparece nas listas dos mais vendidos e focar em algo parecido, se você detesta esse algo parecido. A escrita de um livro é como a de um TCC — ou você mergulha de cabeça num tema que você ama, ou a probabilidade de não dar certo é gigantesca.

Escreva sobre o te move (e essa força motriz pode ser a do amor, a do ódio, a da repulsa, a da empatia ou qualquer outra — desde que ela te mova!) e você não só escreverá um livro, mas falará dele com tanta paixão que as pessoas ficarão curiosas para lê-lo!

Dica #6: E a autoconfiança, como anda?

Foto por Kelly Sikkema, via Unsplash.


Muitas vezes o que nos trava na hora de sentar e escrever não é falta de ideias, de tempo e de recursos. Muitas vezes, é o medo. Medo de se expor, medo de não ser lido, medo das críticas, medo de não dar conta da tarefa de colocar um livro no mundo. Medo se ser julgados por sermos escritores. Então, dizemos que não escrevemos porque estamos sem tempo/cansados/sem ideias/ou qualquer outra desculpa.

Acontece também de as pessoas ao nosso redor não compreendem bem a nossa profissão de escritor. De um lado, elas podem nos enxergar como seres iluminados sem defeitos, que escreve num piscar de olhos e que cria tudo o que quiser e que por isso vai chegar muito longe (e ser muito rico). Por outro lado, elas também podem achar que a nossa escrita não vai levar a lugar algum.

Tanto em um caso, quanto em outro, é possível que essas pessoas nos digam coisas que não condiz com a realidade real da nossa profissão. É preciso filtrar, para que nossa saúde mental não fique prejudicada. Filtrar o que ouvimos, trabalhar o senso de valor próprio, a autoconfiança, a autocompaixão, a forma de ver os erros como aprendizados e tudo aquilo que nos fortalece psicologicamente é fundamental para que possamos escrever. Se nossa mente estiver equilibrada, desempenhar tarefas — seja a escrita ou qualquer outra — ficará muito mais fácil.

Dica #7: E o corpo, como anda?

Foto por Chris Hardy, via Unsplash.


Dormiu bem? Comeu? Está bem hidratado? Tem alguma dor? Não adianta sentar para escrever se você estiver cansado, com sede ou com fome. Se o seu corpo não estiver bem, isso vai influenciar na sua escrita. Então, na medida do possível, se organize para estar bem alimentado, deixe água por perto, tire uma soneca (caso não tenha tido uma noite de sono). De tempos em tempos, pare um pouco e se alongue (levante, mude de posição, veja algum vídeo de ginástica laboral e faça os exercícios). Muito tempo digitando pode causar lesões a longo prazo, então essa pausa é importante.

E agora?
Todo mundo pronto para colocar as ideias no papel?

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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Novo curso: Poesia ao Sol e à Sombra

quinta-feira, setembro 30, 2021 14
Vem ler e escrever poesia!


Oi, pessoal! 
Andei um pouco sumida porque estava preparando uma novidade muito INCRÍVEL. 😍

Ao longo dos últimos meses, meu amigo e poeta Rafael Farina e eu preparamos com muito carinho um curso de leitura e escrita de Poesia, o Poesia ao Sol e à Sombra. Então, se você sempre teve um medinho de ler poemas ou sempre teve vontade de entender mais sobre esse assunto, chegue mais. 😉



Ao longo de 8 encontros, Rafa e eu pretendemos criar um ambiente em que seja possível a expressão criativa por meio da linguagem poética (seja ela expressa na poesia ou na prosa). Para isso, vamos analisar o que torna um texto um bom texto poético, elaborar textos a partir das nossas próprias vivências e influências e dialogar sobre as diversas formas artísticas pelas quais perpassa esse tipo de linguagem. 

Abaixo deixo as informações complementares e o convite para que você se junte a nós! 😉

Sobre o curso Poesia ao Sol e à Sombra


Público-alvo:
Todas as pessoas que desejem conhecer mais sobre o processo de leitura e escrita de poesia e criatividade. Não precisa ter experiência prévia em escrita. 

Programação: 
  • Aula 1: Ao Sol e à Sombra 
  • Aula 2: Microscópio e luneta 
  • Aula 3: Referências e reverências 
  • Aula 4: Poema desentranhado 
  • Aula 5: Estilos e instintos 
  • Aula 6: A crise lírica 
  • Aula 7: Faxina 
  • Aula 8: Ponto de partida 
Datas: as aulas serão de 13/10 a 01/12, uma vez por semana, sempre às quartas-feiras.
Horário: 19h às 20h30 (horário de Brasília). 
Inscrições: via Sympla. 

Sobre os professores:

Fernanda Rodrigues é uma paulistana apaixonada por gatos e café. Atualmente é escritora, professora escrita literária, revisora, preparadora de textos e cofundadora do Projeto Escrita Criativa. Já trabalhou com textos de mais de 30 autores independentes, tem uma mentoria de escrita para autores iniciantes e um grupo de estudos de escrita literária. De formação é especialista em Docência em Literatura e Humanidades e em Produção e Crítica de Textos Literários, além de ser bacharel e licenciada em Letras. É autora do livro A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos (Editora Penalux), 3º lugar no Prêmio SESC Crônicas Rubem Braga (2017) e escreve no site Algumas Observações, no ar desde junho de 2006. | Instagram: @fe_notavel

 

Rafael Farina, 39 anos, autor de Falhas que só existem no Sul (2018) e Ossos açucarados (2021). Participou de oficinas literárias com autores como Marcelino Freire, Daniel Galera, Marina Wisnik, e Xico Sá.Palestrante na Feira do Livro 2020 de Bento Gonçalves/RS, com o tema: “Poema e identidade - O desenvolvimento do eu na poesia”. Tem poemas inéditos publicados na Revista Mallamargens e na Rusga Revista. | Instagram: @rafael.com.f


Esperamos por vocês 😉
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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

{Vamos falar sobre escrita?} Entrevista com a escritora Anna Carolina Ribeiro

quarta-feira, agosto 25, 2021 8
Vamos falar sobre escrita e conhecer mais do Lua em Escorpião?

Estou muito feliz por trazer mais uma entrevista aqui para o blog. Primeiro, porque a Anna Carolina Ribeiro é uma escritora de mão cheia (só por isso a entrevista valeria a pena!). Segundo, porque ela foi minha aluna na Mentoria de Escrita e Mercado Editorial e, atualmente, faz parte do Grupo de Estudos de Escrita e Crítica Literária* de que sou professora — por isso, tive a honra e o privilégio de ter visto o livro dela, Lua em Escorpião, nascer. Terceiro, porque eu amo quando a minha história de vida se cruza com a de outras pessoas por causa da literatura e vai além. A Anna acabou se tornando minha amiga e minha professora de Yoga e isso tem sido um verdadeiro presente para mim! 😉

Então, sem mais delongas, vamos ver mais deste bate-papo e conhecer melhor a Anna Carolina e o seu Lua em Escorpião?

Anna Carolina Ribeiro, escritora, poeta e professora de Yoga.

Algumas Observações: Olhando para a sua trajetória, eu queria que você falasse um pouco do nascimento do Lua em Escorpião. Como foi a construção do livro, quanto tempo durou esse processo?!
Anna Carolina Ribeiro: Apesar de ter me formado em Letras, a faculdade e depois o trabalho como professora de inglês acabaram me afastando da escrita. Depois de algum tempo trabalhando em uma escola de inglês, resolvi dar aulas de Yoga, justamente porque teria mais tempo para me dedicar a algumas coisas que eu desejava, entre elas, a escrita. Então já fazia algum tempo que eu vinha retomando minha proximidade com outras formas de escrita, mas eu ainda estava distante da poesia desde a adolescência. Uma das minhas metas pro ano de 2020 foi começar a escrever poemas regularmente. Depois de algum tempo, com a chegada da pandemia, em que a minha produção aumentou muito, busquei também uma mentoria de escrita com você, Fernanda! E aí, pra minha surpresa, ao mostrar os poemas produzidos pra cumprir essa resolução pessoal, você disse que eles poderiam compor um livro. A partir daí começou um novo processo, de selecionar quais poemas iriam para o livro, de acrescentar mais alguns pra que houvesse uma coerência entre eles e de editar o que já estava escrito pra trabalhar a forma um pouco mais.

Lua em Escorpião, de Anna Carolina Ribeiro (Editora Penalux).


AO: Tanto no subtítulo quanto na abertura, você fala o livro ser um reflexo dos desejos e de quem você é. Queria que você comentasse um pouco disso. Como você acha que vai ser o encontro dos seus desejos com o dos leitores?
ACR: Acredito que os meus desejos são muito universais. Ter tudo que precisamos pra sobreviver, conexão com as pessoas, encontrar pares, encontrar um lugar nosso, autodescoberta, ser feliz, entender a vida: Tudo isso é muito humano e acho que alguns desses temas ou todos, podem ser compreendidos e sentidos por todas as pessoas. Isso tudo aparece nos poemas, acredito eu, é o que acaba nos conectando enquanto espécie humana. Eu espero que a poesia seja uma boa ponte entre isso que há de humano manifestado em poesia sobre os desejos e as pessoas que vão ler as poesias.

AO: Aproveitando, seu livro, desde o nome, se relaciona com a astrologia. Você tem um poema "Lua em Escorpião", outro "Vênus em Leão" e outro "Vênus em Libra", um outro chamado "Marte", "Pontos de luz", e por aí vai. Queria que você comentasse isso pensando tanto nos leitores que são superligados aos temas celestes, quanto aos leitores que são céticos ou não entendem nada.
ACR: Mais do que astrologia, um tema presente no livro é esse olhar humano pras estrelas, pro infinito, pros outros mundos. Como somos seres que gostam de criar narrativas, olhamos pro desconhecido e criamos histórias pra que as coisas façam sentido. Mesmo que a pessoa que lê não tenha conhecimento sobre astrologia ou não creia que ela faça sentido, a experiência que os poemas podem oferecer a elas é de experimentar olhar pra essas histórias que criamos e deixar que as palavras e essas ficções reverberem nelas. Quando a pessoa ler, vai completar as lacunas que não entende ou não crê com os próprios conhecimentos e entendimentos que tem da vida e vai criar novos entendimentos. Independentemente da astrologia, espero que o que quer que a pessoa que lê e assimile seja mágico. Porque a magia da escrita é justamente essa: o que eu escrevo não importa tanto, mas como e o quê o outro lê dessas palavras que pus no papel. Pra quem conhece alguma coisa de astrologia, o processo pode ser o mesmo, afinal estou só compartilhando um pouco do que entendo desses mitos que os humanos criam pra dar sentido à vida. Pode ser um ponto de vista novo… ou não. Mas espero que todos se transformem e se entendam um pouquinho mais com a leitura.

AO: Quero saber como foi esse processo de dar nomes aos seus desejos?
ACR: Como boa virginiana, gosto de organizar o mundo e etiquetar e categorizar cada coisa (mesmo que em alguns momentos a gente descubra que muitas coisas podem receber muitas etiquetas ao mesmo tempo — ou nenhuma). Então, alguns poemas que não tinham nome ganharam nome porque, pra mim, dar título é um modo de organizar e, a partir daí, entender sobre o que estou escrevendo. O título do livro, Lua em Escorpião, veio inclusive a partir dessa conclusão de que a maioria dos poemas, escritos anteriormente, tinham a ver com as minhas emoções, que segundo a astrologia, são regidas pelo signo de escorpião. E aí, surgiu também o subtítulo: minhas emoções passam pelo que desejo ou já deixei de desejar. E alguns desses desejos estavam soterrados beeem profundamente. Outros estavam mais à superfície. E foi interessante nomear cada um desses desejos e ver que existia um fio invisível que ligava todos eles.

AO: Você acha que esses títulos servem como um mapa de leitura da relação do seu eu-lírico com o mundo?
ACR: Totalmente. Meu eu-lírico é totalmente movido a desejos e vontades (mas acho que, no fundo, todo mundo também é, não é?). Se os títulos formam um mapa pra minha relação com o mundo, então a poesia é um território a ser explorado. Espero que os leitores façam uma boa navegação!

AO: No poema que intitula o livro, você fala muito sobre a profundidade e o mistério. Como está sendo essa experiência de se escancarar para o mundo?!
ACR: Bem desafiadora! Tem tanto desejo que ficava escondido (até de mim mesma!) e agora eles estão aí, escancarados num livro! Como as coisas que eu acabei escondendo nunca foram feitas conscientemente, acho que o livro é até uma boa oportunidade pra mostrar tudo isso pro mundo, com coragem. E essa coragem vem também porque a palavra é minha amiga, e sinto que tem um trabalho pra fazer essa revelação ao mundo, o que me tranquiliza. O nervosinho existe, mas talvez seja simplesmente parte do processo de escrever, que sempre é uma forma de mostrar pra todo mundo algum pedacinho tão particular da gente.

Além de ser escritora, Anna Carolina Ribeiro é professora de Yoga no Espaço Samadhi (@omsamadhiyoga)

AO: No segundo poema do livro, "Lavra palavra", há uma estrofe que fala que escrever perpassa também pelo desapego. Queria saber como ser professora de Yoga influencia na sua escrita e se escrever pode influenciar, de algum modo, o seu trabalho como professora de Yoga.
ACR: Pra mim, escrever é entregar o que passa por mim. Não vejo muito as palavras que escrevo como minhas, mas sim como ideias que usou meu corpo pra existir, mas nunca foram de fato totalmente pertencentes a mim. Me desidentificar um pouco da minha produção é o que me permite me abrir pra ser publicada e lida, por exemplo. E esse desapego é algo que aprendo diariamente com Yoga. E Yoga é uma forma de perceber o mundo e estar presente nele, coisas que também faço através da escrita. Acho que, de certa forma, as duas coisas são inseparáveis na própria essência. Mas de forma mais prática, tenho tentado tornar minhas aulas de Yoga, sempre que possível, mais poéticas. E minha poesia vem muito do corpo (e da mente, que é parte do corpo!), que é um dos objetos diretos de trabalho da prática de Yoga, mesmo que Yoga vá muito além dos exercícios pro corpo.

AO: Já no primeiro poema do livro, você mostra aos leitores que o aprofundamento da natureza humana perpassa também pela sexualidade e pela sensualidade e que isso será presença marcante nos seus textos. Eu queria que você comentasse o mergulho no que é instinto, ainda mais numa sociedade que, ainda hoje, evita esses assuntos. (Eu, particularmente, gosto da visão de conexão que seus poemas trazem pra esse tema, como acontece em "Desejo" e "Com ciência").
ACR: Como eu disse anteriormente, minha poesia vem muito da minha percepção do mundo e dessa relação com o corpo. Os sentidos são um meio pra essa percepção do mundo acontecer, e essa conexão passa pelo corpo. O nosso corpo está aqui no universo, entre outras coisas, perfeitamente equipado para sentir. E uma das coisas mais legais de se sentir com todos os sentidos, na minha opinião de pessoa que tem não só a lua mas também o ascendente em escorpião, é o sexo. E não falo só do ato sexual em si, mas tudo que envolve a conexão com o outro, com o mundo e com a própria individualidade. No meu entendimento, sentir o mundo e ignorar esse tema, a sexualidade, não é sentir todas as coisas plenamente. Quando a gente ignora esse lado, perdemos muita potência que existe ali. Acho que é isso que o poema “Com Ciência” expressa. A sociedade quer limitar nossos corpos há muito tempo, justamente porque existe um poder enorme aí. Essa limitação acaba caindo especificamente sobre alguns corpos. A experiência de ser categorizada como mulher acaba limitando os nossos desejos e instintos, e muito da nossa potência e até da nossa identidade se perde aí. Colocar poemas assim no mundo acaba sendo uma forma pessoal de resistência e libertação de todos essas delimitações, mas eu espero que isso também inspire outras pessoas a fazer o mesmo. Não é fácil, estamos sempre em processo de libertação e entendimento crescentes, mas é bom demais. Recomendo muito!

AO: Ainda sobre isso, você também aproveita esse mergulho em si mesma para discutir o papel da mulher na sociedade e, sobretudo, como ela é vista (como em"Ninfomaníaca"). Queria que você comentasse o papel das artes em geral, e da sua poesia em particular, nessa discussão.
ACR: Banksy diz que a arte deve perturbar os confortáveis e confortar os perturbados, e eu concordo muito com isso. Tento fazer esses movimentos o máximo que consigo, e às vezes sei que não consigo muito, mas pelo menos busco esse objetivo. Não sei se sou boa em perturbar os que estão confortáveis ou em confortar os que são perturbados pelo sistema, mas tento seguir essa ideia em alguns poemas. "Ninfomaníaca" é um deles. Como um desses corpos muitas vezes importunado por tanto controle, me expressei no espaço que o livro me abriu. Essa expressão pode pelo menos conversar com outras pessoas que vivem essas limitações e é principalmente um desafio a tudo que dizem que uma mulher não poderia fazer ou ser. Se não incomodar a quem nos limita, pelo menos com essa poesia temos esse conforto de sabermos que não estamos passando por tudo isso sozinhas. Isso fortalece a luta de todas que buscam mais liberdade, principalmente na sexualidade. E, bem, o sistema também não quer que a gente perceba que não somos os únicos passando por uma situação, então, de certa forma, continuamos perturbando os confortáveis com essa expressão artística.

AO: Ao mesmo tempo, há também no livro espaço pra discussão das ausências e como isso é visto por meio da observação do mundo. Conta para nós como é escrever sobre o impacto das ausências. Acho bonito como você mostra um ponto de vista diferente para isso no poema "Novelos".
ACR: Como praticante de Yoga, aprendi que todo espaço é lugar pra criação, pra surgir a vida. Esse livro é sobre desejos, mas não necessariamente sobre a realização deles. O próprio desejo tem essa dualidade de buscar algo, mas só existir porque há, antes desse algo buscado, a ausência, a falta. Também acho que os desejos nos movem. E a vida é movimento. Às vezes a solidão, a ausência, os nãos são espaços onde se pode construir algo grande e novo. “Novelo” é um poema com essa visão que bebe das águas da filosofia do Yoga e fala sobre como no vazio tem um infinito de descobertas e possibilidades também. Claro que tem ausências que doem, e a gente não precisa aceitar todas. Mas algumas podem ser um universo todo a ser descoberto, se a gente puder enxergar o que tem ali.

Capa de Lua em Escorpião, publicado pela Editora Penalux.

AO: Falando do projeto gráfico, como foi o processo de feitura da capa?
ACR: Foi bem simples! Conversei com o pessoal da editora sobre o que queria: algo minimalista, misterioso, simples mas marcante. A capa ficou linda e muito parecida com o que eu tinha imaginado, mesmo que eu não tenha falado muito claramente sobre o que queria quando descrevi o que tinha pensado. Eu queria deixar espaço pra surpresa, mas a minha supresa foi que, na verdade, ficou muito parecida com o que eu queria. A Penalux fui muito cuidadosa de deixar o projeto gráfico nas mãos da Talita Almeida, que fez um trabalho que amei! A capa ficou linda e estou apaixonada por ela!

AO: Falando da escrita em geral: como é o seu processo?! Escrever na pandemia muda alguma coisa?
ACR: Tenho processos diferentes: alguns poemas e contos vêm de uma ideia que quer ir pro papel. Outros textos surgem do simples fato de eu me sentar pra escrever. Esses dois métodos são os principais e não costumo ter dificuldade pra escrever. Editar pra deixar as ideias mais claras, mais coesas ou ainda trabalhar a forma é um segundo processo que se segue a um desses dois passos iniciais. Na pandemia eu tive mais tempo pra sentar e escrever porque outros movimentos acabaram reduzidos na minha vida. Isso trouxe mais textos. Também sinto que os temas se tornaram um pouco mais tristes, pessimistas e pesados, já que, principalmente na poesia, acabo falando sobre coisas bem pessoais e estou pessoalmente abalada pela situação da pandemia e do Brasil. E, talvez, como o momento é de muitas ausências, os desejos se tornaram mais evidentes, porque muitos deles não têm muito como se realizar no momento.

AO: Quais conselhos você daria para uma escritora em começo de carreira?
ACR: Não sei se já estou capacitada pra dar algum conselho, até porque talvez o que funcionou e funciona pra mim não funcione pra todas as pessoas. Mas eu diria que escrever é o principal. Parece óbvio, mas é esse o primeiro e mais importante passo. Vejo muita gente que quer seguir na carreira mas não escreve tanto quanto seria preciso. Entendo que tem várias questões que causem esses bloqueios, mas acho difícil tentar uma carreira sem já ter alguma coisa produzida, pelo menos pra começar. Segundo, conhecer o processo de publicação ou formas de mostrar sua escrita são coisas importantes pra que o texto não fique só na gaveta. Claro que cada pessoa que escreve pode ter objetivos diferentes, mas acho cada escrita um pedacinho tão bonito pras pessoas mostrarem que acho que ninguém devia deixar textos na gaveta! Seja em blog, instagram, antologias, livro próprio, compartilhar o que é escrito é importante pra carreira mas funciona melhor quando a gente conhece e experimenta esses métodos. Inclusive, sua mentoria é um bom caminho pra conhecer essas possibilidades, Fernanda! Em terceiro lugar, recomendo coragem, persistência cuidadosa, dentro dos nossos limites, e trabalhar a consciência de que cada escrito é importante e deve vir à luz.

Anna Carolina Ribeiro.

AO: Você publica vários textos seus no Instagram, no seu blog e na sua newsletter. Então, gostaria de saber qual é a sua visão sobre o papel das redes sociais para a carreira do escritor. Além disso quero aproveitar para perguntar por onde/como as pessoas podem entrar em contato com você? Como elas podem adquirir o seu livro?
ACR: As redes sociais têm me conectado e me levado pra longe. Como sou de uma cidade do interior de Minas, consigo expandir as pessoas que leem e se identificam comigo pra além desse cenário. Essa comunidade cresce e, pelo menos até agora, leva os livros pra muito longe, e me apresenta a outros escritores e leitores. Ser lida também é bom principalmente porque vira e mexe tem alguém que se identifica comigo. E isso é pessoalmente maravilhoso também. Me sinto menos só! A única coisa que tomo muito cuidado é pra manter a mente sempre ligada à ideia e que não preciso viver em função dos algoritmos e à essa exposição e propaganda. Acredito muito na ideia e que as redes é que devem servir pra me conectar às pessoas, e não o contrário. Ninguém deve servir às redes e à essa vida online que trás muitas coisas boas, mas não é real. O virtual é uma ponte, que a gente pode tornar em ponte suspensa pra limitar o que vai e vem pra vida real.

Pra quem quer acompanhar o que eu escrevo, minha newsletter resume tudo e ainda manda algum texto inédito mensalmente. Ela se chama Serviço de Escritas da Anna e pode ser assinada gratuitamente em tinyletter.com/servicodeescritasdaanna. Meu blog é o Escrevi pra tirar da cabeça (escrevipratirardacabeca.blogspot.com) e eu também sou bem ativa no Instagram (instagram.com/annacaribee), que é um bom lugar pra entrar em contato direto comigo. E por último, mas não menos importante, colaboro mensalmente pro The Valkirias e falo sobre minhas outras paixões: filmes, séries e dramas.

Meu livro pode ser adquirido no site da Editora Penalux ou diretamente comigo (pode pedir pelo instagram).

AO: Quais são os seus planos futuros? Já pensa em um próximo projeto?
ACR: Eu tenho material que já quero organizar pra um novo livro de poesia, mas ainda estou sentindo como é o lançamento e o processo de ser publicada pra decidir um rumo mais preciso pro próximo projeto poético. Em paralelo, estou escrevendo um romance. Vamos ver se ele vem à luz em breve!

AO: Deixe o seu recado para os leitores do Algumas Observações.
ACR: Eu agradeço primeiro a você pelo espaço que você me cedeu com essa entrevista. E também por estar comigo durante todo o processo de criação do livro, Fernanda. Espero que seus leitores gostem da entrevista e caso se interessem por Lua em Escorpião, o convite pra leitura está aberto. Pra quem lê o que você escreve, que é sempre tão profundo, a profundidade dos meus versos não vai ser novidade, mas espero que meu olhar sobre o mundo possa trazer novos pontos de vista. Espero que os desejos dos leitores do Algumas Observações possam conversar com os versos de Lua em Escorpião ou com o que expressei aqui nessa entrevista.

Para ver como foi o lançamento de Lua em Escorpião, aperte o play:


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*Para saber mais sobre a Mentoria de Escrita e/ou sobre o Grupo de Estudos e Crítica Literária, clique aqui.
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