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domingo, 14 de junho de 2026

Uma série de vidas imaginárias

domingo, junho 14, 2026 10

Ao refazer o caminho do artista, proposto pela Julia Cameron, eu tive que pensar em vidas imaginárias que teria. Confesso que a primeira vez em que fiz o caminho, achava esta tarefa meio chata. Em 2026, entretanto, minha criatividade anda bem mais desbloqueada e pensar em vidas imaginárias foi uma das coisas que mais me divertiu.

A ideia proposta pela Cameron é que nós pensemos em outras possibilidades às vidas que temos e que tragamos um pouquinho delas para o nosso dia a dia. Sendo assim, vidas imaginárias que pensei para mim foram as seguintes:

  1. Patinadora profissional que tem suas coreografias baseadas em músicas pop;
  2. Dançarina profissional que faz turnê ao redor do mundo;
  3. Baixista de uma banda de rock no estilo do Linkin Park;
  4. Jogadora de basquete que viaja o mundo por causa do esporte;
  5. Florista que tem uma floricultura em Buenos Aires.
  6. Jornalista do Globo Repórter numa vibe bem Glória Maria viajando o mundo;
  7. Fotógrafa da natureza pra fotografar grandes felinos em seu habitat natural;
  8. Arqueóloga (para encontrar vestígios de dinossauros e de civilizações antigas);
  9. Artista plástica que expõe arte ao redor do mundo;
  10. Oficializadora de casamentos (uma espécie de juiz de paz);
  11. Especialista em felinos;
  12. Bibliotecária;
  13. Nômade digital (de novo, para viajar o mundo todo);
  14. Agricultora de pequena produção em um lugar remoto;
  15. Dona e diretora de um centro cultural.

Como vocês viram, eu só não viajo mais porque o dinheiro não me permite (ainda). Achei curioso que, mesmo sem estar pensando na lista, resolvi comprar flores na semana 7. Não sou florista, não moro em Buenos Aires, mas isso ficou na minha cabeça. Nas semanas 8 e 9, cuidei bastante das minhas plantas (não chegou a ser agricultura, mas foi divertido mesmo assim).

Quem me acompanha no canal do YouTube pôde ver como foi refazer o caminho e conhecer melhor o conteúdo das 12 semanas. Se você não viu ou quiser rever, pode dar o play abaixo.


Agora me conte: quais seriam as suas vidas imaginárias? 


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sábado, 6 de junho de 2026

6 on 6: trilha de cor: laranja

sábado, junho 06, 2026 12



Maio chegou trazendo mais um tema fotográfico, a cor laranja. O que a trilha de cor azul teve de fácil, a laranja teve de difícil e complicada. De todos os temas que fizemos, este foi o que mais me deu trabalho. Como não sou uma pessoa de ter muitas coisas laranjas ao meu redor, comecei a procurar tal cor pelo meu caminho. Aí que veio a encrenca. No meu olhar míope, ou as coisas eram vermelhas, ou eram marrons. Nunca cor de laranja. Quanto mais procurava, menos encontrava. Bateu o desespero sim e com certeza. Enfim, vamos às fotos:

Três incógnitas


Enigma.

A primeira foto que fiz foi esta. Assim como a vegetação do tema Linhas, estas plantas moram no parque em que faço minhas aulas de dança. Era sexta de manhã, estava frio e não fazia (e ainda não faço) ideia de como esta planta se chama, muito menos se essa cor é vermelha, marrom ou laranja. Digam-me aí nos comentários se acertei na foto ou se roubei no tema.

Florezinhas incertas

Na sexta à tarde, no caminho para a aula de canto, sempre passo por um colégio cujo o muro é coberto por esta outra planta. Mais uma das que também não sei o nome. Mais uma que eu olhei e pensei: isso é laranja ou vermelho? O que posso dizer com certeza é que ela forma pequenos buquês como este da foto, e que eles ficam lindos sob a garoa fina que tem feito nos dias frios de outono.


Meio cantora, meio Jasmine.

Um pouco mais tarde, já no meio da aula de canto, olhei para o chão e me lembrei da história do Aladdin. O tapete tem os quadrados alaranjados, já a minha garrafa de água, a cor da roupa da Jasmine. A bateria deu um toque de Gênio da Lâmpada; que, lembremos, também é meio azulado. Foto nada artística, com zero enquadramento, mas que conta como laranja, não conta?

Três certezas

Infância.

Na volta da aula de canto, passei algumas vezes por alguns desses brinquedos públicos. A prefeitura de São Paulo tem colocado vários deles em diversas praças (ano de eleição tem dessas reformas de última hora). Olhando de longe, é muito bonito. Chegando mais perto, dá para ver que alguém já foi lá rabiscá-lo (dá para ver justamente na parte laranja dele). É uma pena. Enquanto desmontarem a Educação, não adianta trocar o patrimônio público esperando perfeição, porque isso vai continuar acontecendo. Só há valorização quando se compreende verdadeiramente a importância disso. Sem educação de qualidade, fica difícil chegar a esse entendimento sozinho.

Gatinha.

Se há uma certeza é que, ao chegar em casa, encontrarei dona Camomila enrolada — tal qual o recheio de um bolo — na sua cobertinha laranja. Ela não só ama essa coberta, mas também tem ciúmes dela. Talvez esse seja o único motivo pelo qual ela bata na Poesia vez ou outra: quando a Popô quer roubar o lugar dela na cobertinha laranja. Diva que é diva tem que defender o seu espaço, não é mesmo?




Por fim, mas não menos importante, um dos meus livros preferidos da vida é este laranjão. Esta foi a primeira foto que pensei em fazer e, no fim, foi a última a ser produzida. Leminski e seu bigode, sua poesia. Leminski sendo ele mesmo e escrevendo sobre alfabetos e girafas. Tem como não amar? 

Enfim, este foi o meu 6 on 6 de maio: no meio fio entre a concretude e a incerteza, bailando pela vida. Espero que vocês tenham gostado. 😉

📷📷📷

Equipamentos usado no post:

Todas as fotos deste post foram feitas com o celular.

Mais 6 on 6:

Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: Reticências, Sweet Luly, Inventando assunto, Camila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷 02 📷 03 📷 04 📷

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domingo, 28 de dezembro de 2025

Retrospectiva notável: 2025

domingo, dezembro 28, 2025 12
2025 não só foi complexo, mas também foi lindo!

Uma das coisas mais legais de se ter um blog é poder revisitar o passado. Evolução, aprendizado, dramas, recomeços. Tudo registrado. 

Antes de começar este post, fui reler a retrospectiva incrível de um ano notável. Dez anos passam num piscar e, olha, é legal fechar 2025 com uma sensação parecida com a de 10 anos atrás: um ano artístico, cheio de encontros, feliz. Também li a retrospectiva notável de 2020 e é doido que também continuo com a sensação de que a linha do tempo se embolou. Em um dia era janeiro, noutro setembro, noutro dezembro. 2025 continuou com o tempo não linear, mesmo eu usando todos os tipos de lembretes e agendas. Das venturas escondidas no pó do tempo vejo que ser artista é essência e que essência se honra. Fico feliz que o mundo tenha controlado vírus e que agora eu possa viver uma vida artística de forma plena.

2025 foi o ano em que eu dancei!
Acima um pouco das minhas 2 apresentações de dança.

Falando sobre 2025,"altos e baixos: a sorte vai e vem", já diria a música. O fato é a minha sensação é que: 1. isso é viver; 2. no fim das contas, foram mais altos do que baixos. 

Na lista dos altos, temos: fiz novas amigas (minhas companheiras de bailado!), comecei a aprender a dançar, passei o meu aniversário no meu lugar favorito, abracei Júnior (depois de 18 anos de blog), conheci a Polly, passei a encontrar duas amigas (a Boo e a Si) uma vez por mês, comemorei 10 anos de Projeto Escrita Criativa, realizei o meu sonho de ver o Sting (isso estava na minha bucket list!), a Shakira e o Oasis (milagre!!!!). Fora ter revisto os meus boys. No trabalho, diversifiquei as minhas aulas: além das mentorias de escrita, passei a lecionar língua portuguesa e voltei à língua inglesa. Além disso, continuei com os trabalhos textuais de leitura crítica, preparação e revisão de texto. Rascunhei 2 livros novos. Também iniciei a pós em revisão de textos e fiz outros estudos literários. Já na dos baixos, fiquei doente por quase 3 meses, mas não reclamo (agora estou bem), a Poesia andou adoentada (agora ela também está bem) e isso me fez gastar um pouco de dinheiro que não queria. Nada fora do controle. 

Como disse acima, queria (e quero) viver uma vida cada vez mais artística. Então, 2025 foi um ano de experimentar leituras, conhecer novos autores, ver espetáculos (de dança, de música, de stand up). Isso me fez feliz demais!  Abaixo, seguem algumas listas do que rolou:

Livros lidos (e relidos):

Uma das minhas leituras preferidas deste ano.

  1. Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo 
  2. Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus 
  3. Um paraíso portátil, de Roger Robinson 
  4. Crônicas de Travesseiro, de Pedro Tavares 
  5. Demerara, de Wagner G. Barreira
  6. Como encontrar o seu estilo de escrever, de Francisco Castro 
  7. Escrever sobre escrever poesia, de Eduardo Milán 
  8. Também eu danço, de Hannah Arendt 
  9. Depois dos quinze, de Bruna Vieira 
  10. Esta história está diferente, org. Ronaldo Bressane 
  11. Ano Passado, de Júlia de Carvalho Hansen 
  12. Devoção, de Patti Smith 
  13. Na ponta da língua, de Caetano W. Galindo
  14. Teoria do Conto, de Nadia Battella Gotlib
  15. Mamãe & eu & mamãe, de Maya Angelou
  16. Cartas perto do coração, de Fernando Sabino e Clarice Lispector
  17. Diario de la dispersión, de Rosario Bléfari
  18. Octavio Paz 1914-1998, de Octavio Paz 
  19. Escrever ficção, de Luiz Antonio de Assis Brasil 
  20. Mudança, de Verónica Gerber Bicecci 

Shows, dança e teatro:
Alguns dos shows que assisti em 2025.
Neste ano fui a muitos, mas quase não fiz fotos.
Quis mesmo curtir o momento. :)
  1. Show: Shakira (Las mujeres ya no lloran World Tour)
  2. Show: Sting (Sting 3.0 World Tour)
  3. Show: Leoni
  4. Show de abertura: Dado Villa-Lobos
  5. Show: Os Paralamas do Sucesso (Os Paralamas do Sucesso  Turnê 4.0)
  6. Concerto: Orquestra no teatro municipal
  7. Teatro/dança: Começaria tudo outra vez
  8. Dança: Carvão, cia Sansacroma  (SESC)
  9. Show: Nando Reis
  10. Stand up: Victor Camejo
  11. Show: Ceelo Green (The Town)
  12. Show: Pedro Sampaio (The Town)
  13. Show: Jason Derulo (The Town)
  14. Show: Backstreet Boys (The Town)
  15. Teatro/dança: Tango no Café Tortoni
  16. Teatro/musical: Norma Bengell, o Brasil em revista
  17. Teatro/dança: Carvão (CCSP)
  18. Show de abertura: Richard Ashcroft
  19. Show: Oasis
Alguns dos espetáculos que vi.
O Carvão ainda está rodando o país (você pode ter informações sobre a agenda no Instagram da @cia_sansacroma). Já o Tango e o Em pé na rede são permanentes (o tango, no Café Tortoni e o stand up, todo domingo no Clube Barbixas).


Além disso, este foi o ano em que mais gravei pro YouTube, falando de rotina, de literatura, dos meus hobbies. Também terminei a manta do clima e outros projetos. Escrevi aqui. Enfim, vivi uma vida artística que se espalha por todo o lugar por onde passa e que eu gostaria que inspirasse as pessoas ao meu redor. 

E você, como foi o seu ano?
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domingo, 2 de junho de 2024

{Resenha} Clarice Lispector: pinturas, de Carlos Mendes de Sousa

domingo, junho 02, 2024 6


Descobri este livro por um acaso e foi amor à primeira vista: não só por se tratar de um estudo sobre a obra clariciana, mas também por se ocupar dessa obra por uma outra via, a das pinturas de Clarice Lispector.

Clarice não se considerava pintora, e a quarta capa do livro traz uma citação em que ela explicita isso. Entretanto, Clarice também não se designava escritora, apenas alguém que gostava de escrever, e aqui estamos, um século depois, lendo seus livros, transformando suas narrativas em filmes, sentindo sua obra nas nossas entranhas. 

O que você encontra neste livro.


A relação da não pintora com as artes é longa e duradoura. Nesse sentido, o trabalho de Carlos Mendes de Sousa é muito bom: antes de apresentar e de analisar as pinturas de Clarice, ele nos faz adentrar no universo das arts plásticas pela perspectiva da autora. Clarice Lispector: pinturas é dividido em duas partes: "I. O quadros de Clarice" e "II. Clarice pintora". 

Em "Os quadros de Clarice", os capítulos nos falam sobre a relação da escritora com as artes plásicas. Há uma pesquisa profunda, e os capítulos abordam várias perspecitavas, passeando sobre múltiplos assuntos: os livros que ela tinha em sua biblioteca pessoal sobre o tema, os pintores com quem ela tinha amizade ou a quem entrevistou, os quadros que ela tinha em casa, os retratos que foram feitos dela, os artistas que tentaram retratá-la e não conseguiram. Tudo isso embasado em textos (trechos dos romances, das crônicas, de entrevistas, dos contos e de declarações) da autora. 

Já a parte "Clarice pintora" analisa cada quadro propriamente dito feito por Clarice Lispector e nos mostra o quanto sua pintura está atravessada por sua literatura (e vice-versa). Figuras como o ovo e o cavalo são presentes em ambas. Além disso, a eterna procura por entender seu lugar no mundo, de expressar o não lugar, o que não se pode ser dito, o estranhamento artístico filosófico, o místico, tudo isso também está presente em suas pinturas.

Os capítulos trazem tanto as pinturas de Clarice quanto de outros artistas que são referenciados ao longo da obra em imagens coloridas, o que dá ao leitor mais aproximação devido à riqueza de detalhes nas imagens. Os capítulos são curtos e bem-escritos. Apesar de o livro ser fruto de uma tese de doutorado, a linguaguem está longe de ser enfadonha e cheia de academicismos. Isso contribui para uma leitura que é gostosa de ser feita, à medida que ela nos provoca, enquanto leitores, a querer saber mais. Além disso, Carlos Mendes de Sousa foi muito sábio em cada citação que escolheu para ilustrar e embasar o que dizia. A curadoria, sem dúvida, nos trouxe os melhores trechos de Clarice que se relacionam com as artes plásticas. 

O que eu vejo como um ponto alto deste livro é que ele é excelente tanto para quem já é estudioso de Clarice Lispector, quanto para quem apenas tem curiosidade sobre a autora ou para quem gosta ou se interessa por pinturas em geral. Como escritora, acho interessante como Sousa traça a ligação não apenas entre a produção literária e artística da autora, mas também como as influências das artes plásticas penetram no reino das palavras e das entrelinhas claricianas. É bonito como o processo de criação se revela nos dois âmbitos. Ler Clarice Lispector: pinturas nos estimula não só a querer mergulhar ainda mais no universo clariciano; mas, e por que não dizer, a querer produzir arte também.

Capa.


Livro: Clarice Lispector: pinturas
Autor: Carlos Mendes de Sousa
Páginas: 272
Editora: Rocco
Sinopse: Mais uma faceta pouco conhecida da escritora Clarice Lispector vem a público nesta obra, do português Carlos Mendes de Sousa. Grande admiradora das artes, Clarice tinha especial interesse pela pintura, conviveu com diversos artistas e produziu suas próprias pinceladas, cerca de 20 delas reproduzidas no livro. 'A atmosfera pictórica contamina a escrita de Clarice Lispector em aspectos mais ou menos visíveis', afirma Sousa, que reflete sobre a obra da escritora à luz de sua relação com a pintura.
Sobre o autor: Carlos Mendes de Sousa é um dos grandes nomes da crítica literária portuguesa. Natural de Angola, é professor de literatura brasileira na universidade do Minho, em Portugal. Sua dedcação à obra de Clarice Lispector, tema de sua tese de doutorado, deu origem ao volume Clarice Lispector. Figuras da escrita (IMS, 2012), livro de referência para os estudos claricianos.

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quarta-feira, 8 de novembro de 2023

{Fotografia} Pausa para respirar #6

quarta-feira, novembro 08, 2023 18
Pausando as andanças para registrar o que há de bonito por aí. 


A pausa para respirar de hoje é com fotos de uma das minhas muitas idas à Avenida Paulista. Cartão postal da cidade, conhecida como "praia de paulista", a avenida é um dos meus pontos preferidos da cidade.

Caminhar, entrar em livrarias, parar para tomar um café, visitar os diversos museus e galerias de arte, assistir a peças de teatro e stand up, ir ao cinema. Ir a Paulista não tem erro, porque sempre tem algo acessível para todos que possa ser feito.

Caminhos. A vida está nos trilhos?


Desde que me entendo por gente, gosto de andar de metrô. Os motivos são vários: a velocidade, a praticidade, a limpeza, o poder ler enquanto vou, o observar as pessoas, o conversar com desconhecidos... Eu adoro, e acima há um registro disso.

Um poema da Stephanie Borges colado no poste. 


Adoro o fato de que as pessoas espalham poemas por aí. (Será que algum dia verei algum meu colado em algum lugar?) Este é um da escritora e tradutora Stephanie Borges. Vale a pena acompanhar o trabalho dela. Abaixo, o texto em detalhe:

Bonito, não? a @ está clarinha, mas quem fez foi a @pontoemverso.

Nesse dia, fui à Casa das Rosas para fazer algumas polaroids no jardim (tinha uma tarefa do curso de fotografia). Aproveitei e fiz a foto que segue:


A Casa estava em processo de restauração. Agora reabriu! YAY! Estou doida pra voltar lá e fazer mais fotos do espaço interno e dessa varandinha que ela tem e é uma graça. 😍 Do jardim, registrei uma rosa branca lindíssima: 

A natureza é tão bonita que sempre me espanta de um jeito bom.


Depois de ter feito a tarefa, segui andando:



Todos os caminhos nos levam para casa. 💚

Essas são algumas das minhas fotos. Mais para frente, trago mais cliques de lá.

Agora me conta, você também gosta de fotografar os seus caminhos?

Veja também: outras edições do Pausa para Respirar:
01 ⏯️ 02 ⏯️ 03 ⏯️ 04 ⏯️ 05 ⏯️

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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

{Vou por aí | Achados fotográficos} A fotografia habitada de Helena Almeida

quarta-feira, agosto 09, 2023 12
Arte feita por mulheres sempre me anima! (Série Dentro de Mim, de Helena Almeida)


Eu adoro descobrir artistas que não conhecia. Sendo assim, fiquei feliz demais com a surpresa que tive ao visitar o Instituto Moreira Salles de São Paulo e me deparar com a exposição Fotografia Habitada: Antologia de Helena Almeida, 1969-2018, que apresenta o trabalho da fotógrafa e artista portuguesa Helena Almeida.

Nota biográfica sobre a Helena Almeida. O texto está na abertura da exposição.
(Clique na imagem para ampliá-la).


Pintura habitada, 1975, Helena Almeida

Esta moça desconhecida por mim estava realmente concentrada vendo Tela Habitada
(Helena Almeida, 1976). Achei tão bonito que fiz a foto.


Ouve-me, 1979. Obra de Helena Almeida.

Obra Ouve-me, 1979, de Helena Almeida e sua audiodescrição.


As imagens misturam fotografia, pintura, costura, desenho, som e imagem, de modo a provocar os sentidos. O modo como tudo se integra desperta a curiosidade de quem vê cada peça. Me chamou a atenção de que todas as fotos são retratos da artista mesma. Com cada autorretrato, Almeida provoca e questiona seu observador a perceber o sentir. Pensando que muitos destes trabalhos foram feitos numa época de ditadura, em que mulheres não podiam quase nada, o trabalho da artista fica ainda mais potente! Quem não ama uma mulher que quebra as regras em nome da arte?

Saída negra, 1981.
Helena Almeida construiu a peça usando um livro com fio de crina de cavalo e papel translúcido.


A exposição abre com o primeiro trabalho da autora e termina com o último. Então, é interessante andar pelos corredores tendo em mente esta trajetória que é também temporal. Há conjuntos de pequenas imagens e fotografias do tamanho de uma pessoa adulta. Esse contraste também é interessante ao provocar nossas perspectivas.

Tela rosa para vestir, 1969, Helena Almeida e sua versão tátil.

A curadoria é de Isabel Carlos. As obras têm audiodescrição e, algumas delas, uma versão tátil em relevo, de forma a serem acessíveis a todos.

Seduzir, 2002, Helena Almeida.


Para visitar:

Onde: IMS Paulista 
Avenida Paulista, 2424 São Paulo/SP
Próximo às estações Consolação (Linha 2-Verde) e Paulista (linha 4-Amarela)
Tempo em cartaz: de 8/6 a 24/9/2023 
Ingressos: Entrada gratuita
Funcionamento: de terça a domingo e feriados (exceto segunda) das 10h às 20h. 
Última admissão: 30 minutos antes do encerramento. 

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quarta-feira, 2 de agosto de 2023

{Fotografia} Pausa para respirar #5

quarta-feira, agosto 02, 2023 8
Pausa para fazer uma foto no caminho.


Lá em janeiro de 2019, eu criei uma coluna aqui no blog chamada Pausa para respirar, cuja ideia era retomar a minha relação com a fotografia e documentar um pouco do que vejo por aí. Ela teve quatro edições, duas em 2019 e duas em 2020, e depois ficou parada. Sabe como é: o mundo acabou e recomeçou. Eu estava focada em sobreviver e em lançar um livro. Agora, quero dar mais uma chance a esse desejo de apresentar para vocês o mundo através das minhas lentes.

Sobre o processo e as escolhas de câmera

Neste meio tempo, os xóvens redescobriram as câmeras analógicas e as digitais do início dos anos 2000. Eu, que tenho as 2, resolvi comprar um filme, recarregar as baterias, formatar o cartão de memória. Resolvi entrar na tendência não só para resgatar a nostalgia de fotografar com uma câmera que não tem tantos recursos nem tanta parafernália, como a minha velha Nikon ou como o meu celular, mas também aproveitar esse tempo diferente. 

Sempre achei que é diferente fotografar com câmera, pensar na imagem (principalmente quando se tem um cartão com pouca memória ou um filme com apenas 10 ou de 36 possibilidades). Na câmera, não há notificações e distrações. Normalmente não há filtros. É preciso pensar na luz, na sombra, na composição. E pensar, leva mais tempo do que só sair apertando botões e compartilhando.

Outro ponto que me fez querer seguir a tendência de tirar as minhas câmeras nada tecnológicas do armário é a vantagem que vejo em termos de segurança. Quem vai querer roubar uma câmera que está longe de ser ultratecnológica? Quem vai se interessar por um aparelho que não se conecta à internet (e muito menos não tem acesso pix ou qualquer outra transação bancária)? Ninguém. De certa forma, fico menos preocupada em andar com a câmera velha na mão do que com o celular — ainda mais porque eu fiz a maior parte das fotos andando sozinha por aí.

Como dito, a minha câmera mais profissional é uma velha Nikon, que tem mais de 10 anos e é grande e pesada. Apesar da falta de recursos, tanto a cyber-shot, quanto a canon saboneteira são pequenas, leves e bem mais discretas. De novo, isso facilita no uso delas na rua.

Sobre as pausas e os respiros de hoje

As fotos que vou compartilhar com vocês hoje foram feitas ao longo do primeiro semestre, com a já citada Sony Cyber-shot, segunda máquina fotográfica digital que tive na vida (a primeira era uma a pilhas que usei até não sobrar nada. hehehe). Diz o Google que ela é de 2012, ou seja, tem 11 anos de existência. Ela funciona bem, mas notei que se coloco um cartão de memória que tenha mais de 4GB, ela trava — será que existia cartão maior que isso naquela época? 

Para o post de hoje, escolhi imagens em preto e branco. A edição foi simples, feita no editor de fotos do Windows, nada que exigisse muito conhecimento técnico. Espero que gostem (fotógrafos de plantão, lembrem-se: eu não sou fotógrafa. hehehe).

Poesia em um dia de preguiça.

De uma manhã no CCSP.

"We still find no aubergines, no aubergines, no aubergines!"


Avião sobre o inverno seco.


Vida.

Um domingo lendo o Só Garotos, da Patti Smith.

Ao sol e à sombra.

Poesia na aula de Pilates comigo.

Casa das Rosas.


Fotografar é uma pausa para respirar e encontrar beleza ao meu redor. 
Vocês vêm comigo nessa?

Veja também: outras edições do Pausa para Respirar:
01 ⏯️ 02 ⏯️ 03 ⏯️ 04 ⏯️


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domingo, 7 de novembro de 2021

{Vou por aí} Poesia Experimental Portuguesa no CCSP

domingo, novembro 07, 2021 14
Você conhece a Po.Ex? 


Eu quase não tenho saído, embora já esteja com as duas doses da vacina em dia, mas quando o faço, busco locais que sejam, por natureza, arejados. Sendo assim, resolvi matar a saudade do Centro Cultural São Paulo, principalmente do café, da biblioteca e do jardim suspenso. Fui sozinha e, para a minha surpresa, ao chegar lá me deparei com uma exposição bem bacana que apresenta ao público brasileiro a poesia experimental portuguesa. É sobre ela que quero falar hoje.


O movimento que ficou conhecido como poesia concreta no Brasil ganhou o nome de poesia experimental em Portugal.

A exposição é a primeira aqui no Brasil panorama da poesia experimental escrita em Portugal desde os anos 1960 até 2018 e percorre as diferentes formas do fazer poético — desde textos impressos passando por pinturas, caligrafias, fotografias, objetos, áudios e vídeos.


O movimento Po.Ex (apropriação das primeiras sílabas de Poesia Experimental), nasceu na década de 1960, quando foi lançada uma revista de mesmo nome em dois volumes — o primeiro datado de 1964 e so segundo, de 1966. Apesar de não ser tão conhecido no Brasil, o Po.Ex nunca se viu como algo fechado, pelo contrário, absorveu muito da poesia concreta brasileira (é notável a semelhança de alguns trabalhos com a forma da poética de Haroldo de Campos, por exemplo), como é possível perceber em alguns dos trabalhos abaixo:


E.M. de Melo e Castro. Tontura, 1962.

Essas formas artísticas de fazer poesia nasceram num de modo a transgredir e ser resistência. Os artistas sobreviveram ao autoritarismo que regia a vida dos lusitanos por meio da radicalização da linguagem que a poesia concreta portuguesa — por lá chamada de experimental — lhes possibilitou no processo de criação. Ao longo dos anos muitos foram se modernizando a ponto de começar a incorporar diferentes tecnologias em suas artes.


E.M. de Melo e Castro. "Geografia humana", 1962-2018. Publicado em Ideogramas, 1962.


E.M. de Melo e Castro. Duplicado/Anulado, 1966. Coleção Galeria Superfície.


Obras de E.M. de Melo e Castro.


Estão expostos cerca de 80 trabalhos realizados por 18 artistas (Abílio-José Santos; Américo Rodrigues; Ana Hatherly; António Aragão; António Barros; António Dantas; António Nelos; César Figueiredo; E. M. de Melo e Castro; Emerenciano; Fernando Aguiar; Gabriel Rui Silva; Jorge dos Reis; José-Alberto Marques; Nuno M. Cardoso; Rui Torres; Salette Tavares; Silvestre Pestana).

António Aragão. Poesia encontrada, 1964-2018. Publicado em Poesia Experimental nº1, 1964.

Abílio-José Santos. Ditador, Atchim, Rasgado. sem data.

Obras de Abílio-José Santos.

António Nelos. Consciência, Devotos. Ali é Nação. Pri Mata.

A Poesia Experimental vem se modernizando ao longo dos anos, mas seu objetivo principal mantém-se o mesmo da sua criação: mostrar que tudo pode ser trabalhado e apresentado de forma poética. 

Obra de Salette Tavares.

Salette Tavares. Aranha. 1963-1978. Coleção Espaço Líquido.

Fernando Aguiar. Soneto digital. 1968-2018.

Fernando Aguiar. Ensaio para uma nova expressão da escrita. 1968-2018.

Esta exposição tem a idealização e a produção do Espaço Líquido, o apoio do Consulado Geral de Portugal em São Paulo é uma realização da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – por meio do ProAC Editais.

Silvestre Pestana. Atómico Acto. 1968-2018.

Vale a pena conferir. 😍

Para visitar:

Se visitar, compartilhe nas redes com a hastag #PoexNoBrasil. 😉


Exposição: Poesia Experimental Portuguesa
Onde: Centro Cultural São Paulo - CCSP (Piso Flávio de Carvalho)
Quando: de 18 de setembro a 14 de novembro de 2021
Horários: terça a sexta, das 10 às 20 horas | sábados, domingos e feriados, das 11 às 18h
Quanto: gratuito
Endereço: Rua Vergueiro, 1000 — CEP 01504-000 — Paraíso — São Paulo — SP (para quem for de metrô, basta descer na estação Vergueiro).
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Acesso para pessoas com deficiência.

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