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domingo, 1 de fevereiro de 2026

{Vou por aí} Museus para visitar em São Paulo

domingo, fevereiro 01, 2026 12
Museu do Ipiranga.


O item 40 da minha lista de 101 coisas em 1001 dias é "Fazer uma lista de museus que quero conhecer/revisitar e ir a pelo menos 5 deles". Como teria que fazer esta lista mesmo, resolvi torná-la pública, pois isso pode servir de incentivo para quem gosta de museus e de ajuda para quem for turista.

Como vocês poderão notar, a maioria dos museus fecha às segundas-feiras e tem pelo menos um dia de entrada gratuita. Ou seja, organizando direitinho dá para visitar todos eles sem gastar muito. 

A lista abaixo está em ordem alfabética.

CCBB São Paulo

Localização: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, São Paulo – SP 
Funcionamento: Quarta a segunda, 9h às 20h (fechado às terças) 
Ingressos: Gratuito (alguns eventos pagos)

Casa das Rosas

Localização: Av. Paulista, 37 – Bela Vista, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 17h30 
Ingressos: Gratuito 

Instituto Tomie Ohtake

Localização: Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a domingo, 11h às 18h 
Ingressos: Gratuito

Itaú Cultural

Localização: Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a sábado, 11h às 20h | Domingos, 11h às 19h 
Ingressos: Gratuito 

Japan House São Paulo

Localização: Av. Paulista, 52 – Bela Vista, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a sexta, 10h às 18h | Fins de semana, 10h às 19h 
Ingressos: Gratuito 

MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo)

Localização: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 - 04094-050 - São Paulo - SP - Brasil
(É onde era o antigo prédio do Detran, em frente ao Parque Ibirapuera.)
Funcionamento: Terça a domingo das 10h às 21h. Segunda-feira: fechado.
Ingressos: entrada e estacionamento gratuitos.
Curiosidade: dentro do museu há uma biblioteca.
Site: http://www.mac.usp.br/mac/index.asp

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Localização: Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a domingo, horários variados 
Ingressos: Pago (gratuito às terças) 

Memorial da Resistência

Localização: Largo General Osório, 66 – Centro, São Paulo – SP 
Funcionamento: Quarta a segunda, 10h às 18h 
Ingressos: Gratuito 

Museu Afro Brasil (dentro do Parque Ibirapuera)

Localização: Parque Ibirapuera – Portão 10, São Paulo – SP 
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 17h 
Ingressos: Pago (gratuito às quartas) 

Museu Lasar Segall

Localização: Rua Berta, 111 – Vila Mariana, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 11h às 18h
Ingressos: Gratuito
Site: https://www.gov.br/museulasarsegall/

Museu da Imigração

Localização: Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 9h às 18h
Ingressos: Pago (gratuito aos sábados)
Site: https://museudaimigracao.org.br/

Museu da Língua Portuguesa

Localização: Praça da Luz, s/n – Luz, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 18h
Ingressos: Pago (gratuito aos sábados)
Site: https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/

Museu das Favelas

Localização: Largo Páteo do Colégio, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 18h
Ingressos: Gratuito
Site: https://museudasfavelas.org.br/

Museu de Arte Sacra

Localização: Av. Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 9h às 17h
Ingressos: Pago (gratuito aos sábados)
Site: http://museuartesacra.org.br/

Museu do Café (na cidade de Santos)

Localização: Rua XV de Novembro, 95 – Centro, Santos – SP
Funcionamento: Terça a sábado, 9h às 17h | Domingo, 10h às 17h
Ingressos: Pago
Site: https://www.museudocafe.org.br/

Museu do Futebol

Localização: Praça Charles Miller – Pacaembu, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 9h às 18h
Ingressos: Pago (gratuito às terças)
Site: https://museudofutebol.org.br/

Museu do Ipiranga

Localização: Rua dos Patriotas, 20 – Ipiranga, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a domingo, 10h às 17h
Ingressos: Pago (gratuito às quartas)
Site: https://museudoipiranga.org.br/

Pavilhão Japonês (dentro do Parque Ibirapuera)

Localização: Parque Ibirapuera – São Paulo – SP
Funcionamento: Quinta a domingo, 10h às 17h
Ingressos: Pago
Site: https://bunkyo.org.br/br/pavilhao-japones/

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Localização: Praça da Luz, 2 – Luz, São Paulo – SP
Funcionamento: Quarta a segunda, 10h às 18h
Ingressos: Pago (gratuito aos sábados)
Site: https://pinacoteca.org.br/

Páteo do Collégio

Localização: Praça Pátio do Colégio, 3 – Centro, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça a sábado, 9h às 16h30
Ingressos: Pago
Site: https://www.pateodocollegio.com.br/

Mapa com a localização dos museus



Agora me conte:

quantos deles você já visitou? Há algum que você conhece que deveria entrar para esta lista? Por onde você acha que eu devo começar as minhas visitas?
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domingo, 18 de fevereiro de 2024

{Vou por aí} Parque Severo Gomes, em São Paulo

domingo, fevereiro 18, 2024 30
Vem conhecer o parque Severo Gomes. 💚🌳

Aproveitei o feriado de Carnaval para explorar a cidade e ir visitar um parque que não conhecia. Localizado na Granja Julieta, na região de Santo Amaro, o Parque Severo Gomes faz parte de uma bacia hidrográfica e é cortado pelo Córrego Judas. Esse córrego faz parte do programa Córrego Limpo, que recuperou córregos e áreas de mananciais da cidade.

Na entrada do parque há este banner com o mapa de localização.📌


Apesar de ser um parque pequeno (tem uma área de 34.900 m²), principalmente para quem está habituado a frequentar o Villa-Lobos ou o Ibirapuera, ele não é cheio (como os outros dois) e tem sua área de mata bem preservada. Alí é possível ver espécies da flora e da fauna brasileira (um beija-flor passou por mim, colhendo néctar e batendo suas asas em alta velocidade), bem como chegar próximo ao córrego que o corta. Há plaquinhas informando aos visitantes quais são as espécies de plantas e de animais que estão ali, bem como sobre a bacia hidrográfica em que o parque está localizado.

E também há outro banner explicando sobre a bacia hidrográfica e o córrego Judas.🌊

Córrego Judas.

Dependendo da área em que se está, é possível caminhar em espaços de trilha de mata mais fechada, ou se sentar em alguns dos banquinhos de concreto em áreas mais abertas. 

Trilha de caminhada 🏃

Outro trecho da trilha.🏃

Na entrada ainda há banheiros (eu não entrei para conferir, mas no site da prefeitura há a informação de que os sanitários são com acessibilidade), um pequeno playground para crianças e uma estante com livros de literatura infantil. Há muitos funcionários ao longo do espaço e várias placas de sinalização, de modo que é fácil obter informações, caso necessário. Vi também que eles promovem algumas atividades específicas. No portão havia um banner dizendo que a próxima será uma corrida infantil. O site da prefeitura diz que lá também é ponto de coleta de recicláveis, de óleo de cozinha e de eletrônicos.

Uma das plaquinhas de sinalização de fauna.

Minha visão de quando estava sentada em um dos banquinhos.


O parque está interligado ao parque do Cordeiro e à Avenida Jornalista Roberto Marinho via ciclovia. Então, para quem gosta de pedalar, é uma boa pedida (há bicicletário, para quem for de bicicleta). Além disso, ele está localizado próximo ao centro comercial e ao Mercado Municipal de Santo Amaro. Sendo assim, é possível visitá-lo e depois fazer compras ou ir comer alguma coisa gostosa. Foi o que fiz, já que a minha visita foi relativamente rápida. 

Eu, bem millennial que não sabe fazer pose. 😂😅

É claro que eu tinha que abraçar uma árvore! 🌳


Parque Severo Gomes
Endereço: Rua Pires de Oliveira, 356 - Granja Julieta
Horário de funcionamento: diariamente, das 7h às 19h
Telefone: +55 11 5687-4994
Linhas de ônibus que passam por lá:
6422-10 – V. Cruzeiro – Term. Bandeira
6811-10 – Parque do Lago – Borba Gato
7245-10 – Term. Sto. Amaro – Hosp. das Clínicas
736G-10 – Jd. Ingá – Shopping Morumbi
756A-10 – Jd. Paulo VI – Santo Amaro
5730-10 - Largo São Francisco
5300-10 - Terminal Pq D. Pedro II
Mais informações: site da prefeitura, parque no google maps.

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domingo, 21 de janeiro de 2024

{Vou por aí} Nick Carter e a Who I am tour em São Paulo

domingo, janeiro 21, 2024 17
Vem saber como foi o show do Nick! 💚


Estou devendo alguns relatos dos últimos shows que fui e quero começar contando sobre o último, o do Nick Carter, que aconteceu na quarta-feira, 17 de janeiro, na Audio, em São Paulo. Confesso que quando o Nick anunciou que viria para o Brasil com a turnê Who I am, eu pensei um "vou comprar porque é o Nick", mas não me animei muito com a setlist que sabia que ele estava fazendo.

A proposta desta turnê é, contudo, muito interessante. O repertório é dividido mais ou menos meio a meio: metade são músicas que ele gravou seja em projeto solo, seja com os Backstreet Boys, a outra metade é de covers de músicas que o marcaram ao longo da vida. Essas canções são de grandes nomes como U2, Journey, AC/DC, Bon Jovi, Sting, Tears for fears e são apresentadas de modo intercalado ou, até mesmo, dentro do repertório dele; que nós, fãs, tanto amamos. Como covers não é algo que me deixa muito animada, comprei o ingresso mesmo para matar a saudade dele e para me divertir com as minhas amigas. (SPOILER: eu AMEI o show inteiro, incluindo os covers todos!).

Larger than life 💚



Cheguei lá perto da hora de abrir porque eu já tinha visto o Passenger lá na Audio e sabia que o lugar nem era tão grande. De onde eu o visse, o veria bem. Antes de começar o show, deu tempo de ir ao banheiro, comer alguma coisa, bater papo. Entre essas indas e vindas, avistei a diva, maravilhosa, rainha dessa internet toda, Lia Camargo e fui lá falar com ela. Conversamos um pouco. Falei como amo ser a tia do Fefê e dos gatin' e do quanto acompanho o trabalho dela desde que tudo era mato na internet (quem está aqui há anos deve se lembrar das dolls e do Just Lia). Tiramos 2 fotos. Nenhuma das duas ficou boa, porque claro que eu estava eufórica demais e tremi tudo.

Lia e eu. Foto tremida e feliz. 💚


O show começou, e o Nick fez aquilo que ele sabe fazer: entregar música e diversão de qualidade. É incrível como ele fica feliz tocando com a banda e como isso se reflete no quanto ele se joga no que faz. Na hora que ele subiu no palco, os gritos eram tantos que eu pensei que ficaria meio surda! hahaha It was not my first rodeo, mas fiquei surpresa com a empolgação de todo mundo. Posso dizer que foi uma coisa recíproca. Todos — nós, a banda e o Nick — estávamos muito empolgados por estar ali.


Nick cantando Don't you (forget about me) — do Simple Minds, 
falando com todo mundo e cantando 80's movie
na turnê Who I am, em São Paulo, Brasil.

Eu fiquei surpresa como o show foi simples (sem coreografias e parafernalias), mas MUITO bom! Eu amei os covers todos, em especial, o de Wanted Dead or Alive (do Bon Jovi).  Todo mundo com quem conversei amou o fato de ter mais músicas do Now or Never na setlist. Das dos Backstreet Boys, é incrível como Quit Playing Games até hoje me deixa no mesmo estado de felicidade que eu senti da primeira vez que eu a ouvi lá no fim de 1996/início de 1997. É ouvir os primeiros acordes e já ficar toda arrepiada!

Da esquerda para a direita: Jake, Brogan, Nick e Zoux.


Achei bonitinho ele agradecendo a força que todo mundo deu/está dando para ele no último ano. Para quem não sabe, o Nick é o filho mais velho de cinco irmãos. No final de 2022, ele perdeu o mais novo, Aaron Carter (que também era cantor) e no final de 2023, uma das irmãs do meio, BJ. Em 2012, ele já tinha perdido uma outra irmã, a Leslie. Ou seja, esses últimos anos foram bem difíceis tanto para ele, quanto para a Angel (a outra irmã deles todos). Apesar de ele ter apenas agradecido "pelo apoio nos tempos difíceis", para bom entendedor, meia palavra basta, não é mesmo?

Esse casaco durou uma música, porque é verão. 😂

Vale ainda reservar um parágrafo para a banda que veio com ele. Todos são músicos muito talentosos e muito simpáticos também. Particularmente falando, adorei como eles pensaram e refizeram alguns arranjos (Show me the meaning numa versão rock and roll, Superhero mais animadinha etc.). Para quem quiser conhecer mais dos músicos, a formação da banda é com o Zoux (guitarra, violão, teclados e vocais), o Brogan Dutcher (baixo), o Jake Michel Hayden (bateria) e o Pete Thorn (guitarra e violão).

Da esquerda para a direita: Pete, Jake, Nick e Brogan.
(O que dizer dessa camisa meio Agostinho Carrara, meio Silvio Santos? 😂)


Nick Carter cantando Show me the meaning of being lonely, dos Backstreet Boys, 
conversando com a banda e com a plateia 
(incluindo um trechinho de Oops! I did it again, da Britney Spears) 
e cantando Sharp Dressed Man, do ZZ Top,
 e We've got it goin' on, dos Backstreet Boys, 
na turnê Who I am, em São Paulo, Brasil.


A setlist completa foi: 
1. Intro / Big Trouble
2. Larger Than Life — Backstreet Boys
3. Everybody rules the world  — Tears for fears
4. Sunglasses at night — Corey Hart
5. Get over me — Nick Carter
6. Don't you (forget about me) — Simple Minds
7. 80's movie  — Nick Carter
8. I got you / With or without you — U2
9. Shape of my heart — Backstreet Boys
10. Wanted dead or alive — Bon Jovi
11. 19 in 99 — Nick Carter
12. You shook me all night long — AC/DC / Show me the meaning of being lonely — Backstreet Boys
~ Durante a conversa entre a música anterior e a próxima, teve duas linhas de Oops! I did it again — Britney Spears ~
13. Sharp Dressed Man — ZZ Top / We've got it goin' on — Backstreet Boys
14. Just want you to know — Backstreet Boys
15. I need you tonight — Backstreet Boys / Do I have to cry for you? — Nick Carter
16. Faithfully — Journey
17. Superman — Nick Carter
~ Enquanto ele trocava de roupa, a banda dele tocou Message in a bottle —  do Sting ~
18. Blow your mind — Nick Carter
19. Help me — Nick Carter
20. As long as you love me — Backstreet Boys
21. Quit Playing Games (with my heart) — Backstreet Boys
22. Made for us — Nick Carter
Encore:
23. I want it that way — Backstreet Boys
24. Everybody (backstreet's back) — Backstreet Boys

A guitarra verde veio 💚
(quem acompanhou a compra dela lá no Instagram?)
 e a bandeira do Brasil no palco 😍


Na saída, ainda vi o Flesch e troquei dois dedos de prosa com ele (enquanto todo mundo interrompia para perguntar da Beyonce). Ele também foi muito simpático comigo e com as minhas amigas. Contei pra ele que ele é a única notificação ativa, porque a vida de fã não para. hehehe

Que venham mais shows!😍💚
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quarta-feira, 8 de novembro de 2023

{Fotografia} Pausa para respirar #6

quarta-feira, novembro 08, 2023 18
Pausando as andanças para registrar o que há de bonito por aí. 


A pausa para respirar de hoje é com fotos de uma das minhas muitas idas à Avenida Paulista. Cartão postal da cidade, conhecida como "praia de paulista", a avenida é um dos meus pontos preferidos da cidade.

Caminhar, entrar em livrarias, parar para tomar um café, visitar os diversos museus e galerias de arte, assistir a peças de teatro e stand up, ir ao cinema. Ir a Paulista não tem erro, porque sempre tem algo acessível para todos que possa ser feito.

Caminhos. A vida está nos trilhos?


Desde que me entendo por gente, gosto de andar de metrô. Os motivos são vários: a velocidade, a praticidade, a limpeza, o poder ler enquanto vou, o observar as pessoas, o conversar com desconhecidos... Eu adoro, e acima há um registro disso.

Um poema da Stephanie Borges colado no poste. 


Adoro o fato de que as pessoas espalham poemas por aí. (Será que algum dia verei algum meu colado em algum lugar?) Este é um da escritora e tradutora Stephanie Borges. Vale a pena acompanhar o trabalho dela. Abaixo, o texto em detalhe:

Bonito, não? a @ está clarinha, mas quem fez foi a @pontoemverso.

Nesse dia, fui à Casa das Rosas para fazer algumas polaroids no jardim (tinha uma tarefa do curso de fotografia). Aproveitei e fiz a foto que segue:


A Casa estava em processo de restauração. Agora reabriu! YAY! Estou doida pra voltar lá e fazer mais fotos do espaço interno e dessa varandinha que ela tem e é uma graça. 😍 Do jardim, registrei uma rosa branca lindíssima: 

A natureza é tão bonita que sempre me espanta de um jeito bom.


Depois de ter feito a tarefa, segui andando:



Todos os caminhos nos levam para casa. 💚

Essas são algumas das minhas fotos. Mais para frente, trago mais cliques de lá.

Agora me conta, você também gosta de fotografar os seus caminhos?

Veja também: outras edições do Pausa para Respirar:
01 ⏯️ 02 ⏯️ 03 ⏯️ 04 ⏯️ 05 ⏯️

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quarta-feira, 5 de abril de 2023

Xingu e o encontro inesperado com a minha tataravó

quarta-feira, abril 05, 2023 7
Imagem: print do site do Instituto Moreira Salles. 
(A legenda da foto diz: "Aldeia Khĩkatxi do povo Khisêtje durante queimada provocada por não indígenas no entorno da Terra Indígena Wawi, parte do Território Indígena do Xingu, 2022. Foto de Renan Suyá/Rede Xingu+")


No último final de semana estive no Instituto Moreira Salles para ver a exposição fotográfica sobre o Xingu. Ao contrário de andar por lá do mesmo modo de sempre, fazendo stories no Instagram para levá-los comigo, me dei a chance de um exercício de presença mais profundo: deixei o celular na bolsa e estive ali, por inteiro.

Segundo consta, minha tataravó era indígena. Dela, a única informação que me chegou é que se casou com um imigrante italiano chamado Lino. Não sei seu nome, porque ela ficou conhecida na família como "a índia". Na época em que fui atrás dessas informações — para um trabalho de artes, na escola — não se falava da violência física, das violações dos direitos das mulheres indígenas, da brutalidade da colonização. Hoje me pergunto: minha tata realmente se casou, será que "casar" é mesmo o verbo? Ou será que ela foi forçada e violentada como aconteceu com a maior parte das mulheres indígenas desde a chegada dos portugueses? Concluo que muito provavelmente ela foi mais uma vítima.

Quem me narrou essa anedota foi minha tia-avó. Uma freira muito simpática que ouvia essas histórias enquanto brincava embaixo da mesa da cozinha na infância. Ela completou: "minha vó, sua tata, contava enquanto cozinhava. Eu não me lembro de muita coisa. Me lembro mais da minha mãe ajudando descascar a mandioca, do cheiro da comida do fogão à lenha, das brincadeiras. O Zezinho era mais velho, acho que ele sabia mais". Zezinho, meu avô, já tinha falecido há alguns anos. Não deu tempo de perguntar a ele. Talvez ele soubesse o nome da minha tata, e ela não tivesse se apagado com a História. Meu tataravô que me perdoe, mas não me importa muito saber o nome do colonizador.

Voltando à minha visita ao IMS, me calei para ouvir. A exposição está dividida em duas salas e, na primeira delas, há muito da produção audiovisual produzida pelos próprios indígenas do Alto do Xingu. Os filmes mostram cerimônias, rituais, arte e cotidiano de diferentes povos e são narrados num misto de português e línguas de cada um deles. Me calei para ouvir. Ouvir seus sons, suas fonéticas tão bonitas. Ouvir seus cantos, seus sonhos, suas lutas.

A cada filme, a importância da conexão: o cinema na aldeia que tem popularidade apenas quando o filme é lá produzido, as histórias registradas em livros de literatura infantil, os jogos em realidade virtual que ensinam cada um que por ali passa a conhecer seu território e preservar fauna e a flora existes, as fotografias que denunciam o avanço do agronegócio, rolo compressor por onde passa, derrubando matas, queimando tudo, poluindo os rios. Calei para ouvir, para me conectar com essa ansiosa busca pela minha ancestralidade perdida, para refletir como eu — da minha brutal insignificância urbana — posso fazer algo (nem que seja votando em que quer ver a floresta em pé).

A segunda sala traz trabalhos de não indígenas que foram importantes para garantir que brasileiros e pessoas do mundo pudessem saber mais sobre quem são os verdadeiros donos desta terra numa época em que a tecnologia não era rápida e muito menos havia internet. Ali, além de fotografias dos icônicos irmãos Villas-Bôas, de Alice Brill, de Henri Ballot, de José Medeiros e de Maureen Bisilliat, há uma parede com retratos de muitos líderes indígenas, a exemplo do cacique Raoni — figura tão importante de momentos históricos que vão desde a promulgação da constituição de 1988 à passagem da faixa presidencial ao Lula, no início deste ano — e uma nota que eu considero importante: o destaque ao aumento de lideranças de mulheres indígenas na luta pelos direitos de seus povos.

O que mais me chamou a atenção, contudo, é o trabalho primoroso que o IMS tem feito para identificar as pessoas retratadas nas antigas imagens. Há um painel na exposição em que as legendas originais foram refeitas, passando de algo genérico para os nomes próprios dos retratados. Alguns desses registros têm mais ou menos a minha idade e, diz as informações, os esforços estão sendo para continuar a identificar um número cada vez maior de pessoas.

Ler as duas legendas (a genérica e antiga versus a precisa e atualizada), lado a lado com as imagens, me emocionou de um jeito que tive que me segurar para não chorar dentro do museu. No fundo, pensando agora enquanto escrevo, o Instituto Moreira Salles fez aquilo que eu gostaria de ter feito na minha adolescência: ele deu identidade, deu nome, deu direitos. O IMS honrou essas pessoas, assim como eu gostaria de ter honrado a minha tataravó, assim como até hoje eu gostaria de saber seu nome e o nome de seu povo.

Apesar de acompanhar a situação dos povos originários e de seguir vários indígenas nas redes sociais, há tempos não pensava na minha tata. De certo modo, estar ali foi me ver de frente a esta incógnita do meu passado. Saí do museu movida por uma inquietação que ainda não sei nomear e por uma insatisfação que me fez dizer à minha irmã que preciso voltar ali de novo. Preciso ver e ouvir todos aqueles filmes com ainda mais calma. Preciso processar essa angústia por ver pessoas tão sábias e fortes tendo seus direitos violados por apenas querem o equilíbrio entre a nossa pequenez humana e a grandiosidade da natureza, por apenas quererem existir.

Para quem estiver em São Paulo, Xingu: Contatos vai até o dia 09 de abril. O Instituto Moreira Salles está localizado na Avenida Paulista, n°2424, próximo à estação Consolação (Linha 2-Verde), e funciona de terça a domingo, das 10h às 20h. Além dessa exposição é possível ver outras, ir ao cinema e visitar a belíssima biblioteca. As exposições são gratuitas.

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domingo, 26 de fevereiro de 2023

{Vou por aí} Backstreet Boys e a DNA World Tour em São Paulo

domingo, fevereiro 26, 2023 8
🎶As long as there'll be music
We'll be comin' back, again 🎵


No final de janeiro, eu tive a chance de reviver toda a minha adrenalina preferida: ir aos dois shows dos Backstreet Boys que estavam agendados aqui em São Paulo. 

Imagem de divulgação da turnê. Fonte: backstreetboys.com

My girls. 💜
DNA World Tour, São Paulo, 27 de janeiro de 2023.


A apresentação do dia 27 de janeiro é aquela que estava prevista para 15 de março de 2020 e que foi cancelada no dia, devido a pandemia de covid-19. Na época, a todo mundo estava ou sem medo ou aterrorizado, justamente porque ninguém tinha informação alguma sobre o que era de fato a doença que se espalhava pelo mundo. Eu tinha voltado uma semana antes do show deles que tinha visto em Buenos Aires. Lá eu assisti "sozinha" na Argentina, porque fui com as minhas amigas peruanas, mas estávamos em setores diferentes (aspas no "sozinha", porque acabei fazendo amizade com a Tania, uma argentina muito buena onda que se sentou ao meu lado e que também tinha viajado só para a capital para vê-los). 

Backstreet Boys lá longe, mas juro que são eles! uahsuahsuash
DNA World Tour, São Paulo, 27 de janeiro de 2023.


A apresentação do dia 28 foi marcada no meio de 2021 e deixou todo mundo muito empolgado, porque, como o próprio AJ disse ao longo daquele show, "quem é fã há muito tempo sabe que é um dia muito especial". Nick completou 40 anos e, olha, há tempos não ia a uma festa de aniversário tão animada. 🎉🎈🎉


E essa lua maravilhosa, com esses primos maravilhosos? 
DNA World Tour, São Paulo, 27 de janeiro de 2023.


Confesso que, quando eu comprei os ingressos, estava na velocidade cinco do créu em termos de animação. Entretanto, janeiro foi tão emocionalmente desgastante, que eu vi todas as minhas amigas na agitação, enquanto eu só queria chegar no Allianz, sentar e chorar ouvindo as minhas músicas preferidas. Simples assim. Quando a gente está no fundo, dá vontade de desistir de tudo. Mas, como diz o Steven Pressfield, a resistência a algo costuma ser diretamente proporcional ao amor. O mesmo tanto que a minha animação resistiu em aparecer, foi o quanto esses shows foram fundamentais na minha jornada.


A parte do AJ e do Kevin é a minha preferida. 
Passionate e Quit Playing Games é uma combinação irresistível.

Na sexta, 27, fiquei resolvendo questões de trabalho. Acabei me encontrando um pouco mais tarde com duas das minhas amigas de infância e uma amiga delas, mas valeu cada minuto. Não ficamos no melhor lugar do mundo (ficamos mais longe do que eu gostaria), mas foi MUITO divertido. Cantei e descobri que sei mais coreografias do que imaginava, porque fiz todos os passos que eu nem sabia que sabia. Ri, chorei, abracei a moça que estava do meu lado sendo a pessoa mais feliz que eu via há tempos (era a primeira vez que ela via um show deles). Comprei um boné na lojinha oficial. Consegui encontrar minha amiga que veio de Belém. Fomos brindados com um luar maravilhoso. Saí do Allianz rouca, rindo, como um bálsamo que me fez esquecer por uma noite que a vida andava sendo tão dura. 

Agora sim, mais de perto. 
DNA World Tour, São Paulo, 28 de janeiro de 2023.


Eles estavam realmente felizes por estarem ali, por terem esgotado os ingressos e estarem diante de um estádio lotado, por verem a gente. Era nítido em cada interação. Vê-los felizes, também é algo que me deixou muito feliz.

Um homem ganhando um bolo de aniversário não quer guerra com ninguém. 🎈🎉
Da esquerda para direita: AJ McLean, Nick Carter, Kevin Richardson, Brian Littrell e Howie Dorough.
DNA World Tour, São Paulo, 28 de janeiro de 2023.

My girls. 💜
DNA World Tour, São Paulo, 28 de janeiro de 2023.


Se no dia 27 estava com as minhas amigas de infância, no dia 28 foi o dia de ver o show com as minhas amigas backstreetíticas (muitas dessas amizades já têm uns 20 anos!). Encontrei a Mai na fila por volta das 14h. Ficamos lá, a Simone chegou. As peruanas passaram por nós. Tomamos o maior toró da vida. Entramos e achamos um lugar bom. Fomos brindadas com um arco-íris maravilhoso, que me trouxe a esperança de dias mais tranquilos (que, de fato, vieram). Guardamos lugares para as amigas da Mai que perderam o voo do Rio pra cá, mas que chegaram a tempo (graças a Deus!). De novo, cantei muito, dancei mais ainda (a Mai também sabia toda a coreografia, fizemos uma dupla e tanto!). Vi os meninos mais felizes do que no dia anterior. A carinha do Nick quando cantamos o "Happy Birthday to You" e o de "não estou entendendo nada, mas amando" quando teve o "parabéns pra você" foi impagável. A menina que jogou uma calcinha no palco. O cartaz de "Kevin for president". Tudo tão perfeito. Tão, tão lindo. Tudo tão revigorante! 😭💚

Jogaram uma calcinha no palco. A cara do AJ já diz tudo. 
DNA World Tour, São Paulo, 28 de janeiro de 2023.


Pintou um arco-íris de energia no céu antes do show.
DNA World Tour, São Paulo, 28 de janeiro de 2023.



Daquele dia em que você está toda estranha, mas está tão feliz, que nem liga. 🎉
Antes do show. DNA World Tour, São Paulo, 28 de janeiro de 2023.



O setlist foi o mesmo nos dois shows.


No dia seguinte, ainda encontrei minhas amigas que vieram de Natal e as que vieram do Peru (já que estávamos em setores diferentes). Revê-las foi tão gostoso quanto ir aos shows. 

Se estava em um momento lá no fundo, eles me trouxeram um tanto de ar. Estar com as amigas, me puxou desse lugar escuro. Nada como fazer o que a gente ama. Nada como rock the body right!

PS: para quem quiser ver como foi o show, uma fã chamada Tárcila Fernandes gentilmente reuniu os vídeos todos e transformou num "dvd". O vídeo está no canal dela do YouTube e pode ser visto clicando aqui. Não conheço a Tárcila, mas se ela ler isso um dia, obrigada! 

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

{Vou por aí} Lenine e a turnê Rizoma em São Paulo

quarta-feira, janeiro 25, 2023 18
Que show mais lindo!


Virei o ano dizendo para a minha melhor amiga o quanto eu queria ver um show do Lenine. Quem me conhece mais de perto sabe que ele é um dos artistas brasileiros que eu mais admiro. Além de ser uma pessoa incrível, Lenine é um poeta de mão cheia, que tem apreço genuíno pela língua portuguesa e que tem umas sacadas maravilhosas nas letras que compõe. Sendo assim, eu fiquei radiante quando soube que ele faria 3 shows da turnê Rizoma no SESC Pompeia.

Estava tão ansiosa que abri o site para comprar os ingressos cedo. Na hora em que as vendas foram abertas, aquele sofrimento de fã de saber que tudo estava acabando rápido. Não consegui um ingresso na beira do palco como gosto, mas o teatro do SESC não é tão grande, então a visibilidade foi boa. E é aquilo: não importa o lugar, ver o Lenine sempre vale a pena.

Esse foi o primeiro show que fui com a minha irmã e a gente curtiu bastante. Foi bem diferente do primeiro que vi dele, porque foi no teatro e todo mundo tinha que ficar sentado. Recomendo ver o Lenine com espaço pra dançar, porque o show dele é cheio de músicas que faz com que a gente queira mexer o esqueleto. hehehe


Turnê Rizoma, SESC Pompeia, 21 de janeiro de 2023.


A Rizoma é uma turnê muito bonita. No palco, Lenine e o músico Bruno Giorgi (que também é filho dele e tão talentoso quanto o pai) passam pelos maiores sucesso da carreira do cantor — o que, no meu caso, evocou muitas memórias afetivas. Aliás, por falar em memórias, Lenine fez questão de dizer o quanto o espaço do SESC Pompeia é especial para ele e o quanto ele estava feliz por estar ali naquele palco. Ele também relembrou sobre como se sentiu só durante a pandemia e agradeceu a todos que assistiram às lives que ele fez. É uma pena que eu não tenha podido responder, mas o fato é que as tais lives foram parte importante da minha saúde mental durante 2020 e 2021. Cada uma delas me ajudou a não perder as esperanças de vê-lo de novo nos palcos, de estar de novo em uma plateia, de sentir a arte sendo absorvida por cada um dos meus poros, de ter a vida acontecendo.


Que honra é dividir o mesmo espaço-tempo com alguém como Lenine! QUE HONRA!


Estava ansiosa por ouvir uma das minhas músicas preferidas da vida, e ela foi a terceira de um setlist de mais de 20 canções. "Castanho" tem uma letra com muito do que eu acredito na vida, porque ninguém chega aonde chega sozinho. No caso de Lenine, isso não está só nos versos da música, mas também na vida: ele fez questão de agradecer a cada uma das pessoas envolvidas na turnê, desde as pessoas que cuidam dos instrumentos, do som e da iluminação, até os parceiros nas composições das letras das canções. 

Canções da minha dor
Canções do meu pesar
Canções do meu amor
Canções do meu amar
Quem agora é distante
Para não dizer
O que eu sou
Eu sou em par
Não cheguei
Não cheguei sozinho, não não
(Castanho, de Lenine)

 

Bruno e Lenine.


Pai e filho ainda nos brindaram com uma música nova. Assim, do nada, no meio do show. Preciso dizer o quanto amei? Já estou doida pelo próximo trabalho dele (que eu não faço ideia quando vem, porque ele não mencionou). 

Setlist do show que fui.


A única coisa ruim é que ao meu lado tinha uma mulher que não parava de gritar "Paciência" (o que é uma ironia, já que a única coisa que ela não tinha era justamente a tal da paciência). Ela passou 90% do show no WhatsApp e gritando "Paciência" (incluindo quando ele disse que iria cantar a música nova). Eu já estava me estressando (com a luz do celular dela e com a chatice também). Ela pagou pra ver um show, não para escolher o setlist personalizado. Lenine canta o que ele quiser, oras! Eu sei que eu já estava com vergonha alheia da criatura, ainda mais porque eu já meio que imaginava que ele deixaria "Paciência" por último (ele fez isso no outro show que eu fui e nas lives durante a pandemia), então me segurei pra não pedir para mulher deixar de ser chata. Sério, não seja essa pessoa que atrapalha o show alheio.

Bruno Giorgi e Lenine


De qualquer forma, nada estraga uma noite vendo um dos melhores cantores, compositores, músicos, ativistas, pessoas que este país tem. Nada! Agora, não vejo a hora de poder vê-lo de novo. 😉

Para saber mais:


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