Mostrando postagens com marcador diário de gateira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diário de gateira. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de junho de 2026

6 on 6: trilha de cor: laranja

sábado, junho 06, 2026 12



Maio chegou trazendo mais um tema fotográfico, a cor laranja. O que a trilha de cor azul teve de fácil, a laranja teve de difícil e complicada. De todos os temas que fizemos, este foi o que mais me deu trabalho. Como não sou uma pessoa de ter muitas coisas laranjas ao meu redor, comecei a procurar tal cor pelo meu caminho. Aí que veio a encrenca. No meu olhar míope, ou as coisas eram vermelhas, ou eram marrons. Nunca cor de laranja. Quanto mais procurava, menos encontrava. Bateu o desespero sim e com certeza. Enfim, vamos às fotos:

Três incógnitas


Enigma.

A primeira foto que fiz foi esta. Assim como a vegetação do tema Linhas, estas plantas moram no parque em que faço minhas aulas de dança. Era sexta de manhã, estava frio e não fazia (e ainda não faço) ideia de como esta planta se chama, muito menos se essa cor é vermelha, marrom ou laranja. Digam-me aí nos comentários se acertei na foto ou se roubei no tema.

Florezinhas incertas

Na sexta à tarde, no caminho para a aula de canto, sempre passo por um colégio cujo o muro é coberto por esta outra planta. Mais uma das que também não sei o nome. Mais uma que eu olhei e pensei: isso é laranja ou vermelho? O que posso dizer com certeza é que ela forma pequenos buquês como este da foto, e que eles ficam lindos sob a garoa fina que tem feito nos dias frios de outono.


Meio cantora, meio Jasmine.

Um pouco mais tarde, já no meio da aula de canto, olhei para o chão e me lembrei da história do Aladdin. O tapete tem os quadrados alaranjados, já a minha garrafa de água, a cor da roupa da Jasmine. A bateria deu um toque de Gênio da Lâmpada; que, lembremos, também é meio azulado. Foto nada artística, com zero enquadramento, mas que conta como laranja, não conta?

Três certezas

Infância.

Na volta da aula de canto, passei algumas vezes por alguns desses brinquedos públicos. A prefeitura de São Paulo tem colocado vários deles em diversas praças (ano de eleição tem dessas reformas de última hora). Olhando de longe, é muito bonito. Chegando mais perto, dá para ver que alguém já foi lá rabiscá-lo (dá para ver justamente na parte laranja dele). É uma pena. Enquanto desmontarem a Educação, não adianta trocar o patrimônio público esperando perfeição, porque isso vai continuar acontecendo. Só há valorização quando se compreende verdadeiramente a importância disso. Sem educação de qualidade, fica difícil chegar a esse entendimento sozinho.

Gatinha.

Se há uma certeza é que, ao chegar em casa, encontrarei dona Camomila enrolada — tal qual o recheio de um bolo — na sua cobertinha laranja. Ela não só ama essa coberta, mas também tem ciúmes dela. Talvez esse seja o único motivo pelo qual ela bata na Poesia vez ou outra: quando a Popô quer roubar o lugar dela na cobertinha laranja. Diva que é diva tem que defender o seu espaço, não é mesmo?




Por fim, mas não menos importante, um dos meus livros preferidos da vida é este laranjão. Esta foi a primeira foto que pensei em fazer e, no fim, foi a última a ser produzida. Leminski e seu bigode, sua poesia. Leminski sendo ele mesmo e escrevendo sobre alfabetos e girafas. Tem como não amar? 

Enfim, este foi o meu 6 on 6 de maio: no meio fio entre a concretude e a incerteza, bailando pela vida. Espero que vocês tenham gostado. 😉

📷📷📷

Equipamentos usado no post:

Todas as fotos deste post foram feitas com o celular.

Mais 6 on 6:

Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: Reticências, Sweet Luly, Inventando assunto, Camila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷 02 📷 03 📷 04 📷

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

6 on 6: linhas

quarta-feira, maio 06, 2026 16


Ao longo do mês de abril, nosso grupo do 6 on 6 foi atrás das linhas. Linhas que (nos) sustentam, linhas que se cruzam, linhas que levam a lugares nos juntando ou nos separando de quem amamos (ou odiamos, vai saber?). 

Sendo assim, eu trouxe seis visões das minhas linhas queridas. 

Aula de canto. 

Lousa da aula de canto. Cantar (certo) tem sido uma descoberta e um desafio. É muito legal aprender novas habilidades e, ao mesmo tempo, tem sido muito difícil. A parte teórica é muito complicada pro meu cérebro abstrato. Neste dia, a professora explicou algumas coisas sobre escala e clave de Sol.


🎶All my troubles seemed so far away🎵

Estamos ensaiando três músicas. Uma delas é Yesterday, dos Beatles. A professora toca no piano, e nós todos cantamos. É difícil soar bem, mas sigo. Na foto, as linhas do teclado e da partitura da música.


Linhas no parque.

Amo o fato de fazer aula de dança dentro de um parque. Adoro poder ver as árvores e respirar um pouco de ar puro. 

Pau Brasil.

Lá no parque tem esse jovem Pau Brasil. Sempre que eu vejo uma árvore dessa espécie, fico feliz. É algo que não é tão comum; mas, pra mim, é um símbolo de resistência. Nós ainda existimos, apesar de tanta pressão, de tanta destruição, continuamos aqui. 

Camomila ao sol de outono.

Sempre que as pessoas me perguntam como diferenciar a Poesia da Camomila, eu digo que a Poesia é a minha onça (ela não tem listras, mas manchas na pelagem). Já a Cacá é a minha tigresa, cheia de listras. Acho bonito como a pelagem dela é cheia de linhas bem definidas. Camomila é uma gata elegante, que ama sol e não se submete ao que os outros querem. Aprendo demais com ela.

Manta do Clima.

Fiz um monte de fotos da minha manta do clima, porque quero fazer um post sobre ela aqui no blog e um vídeo lá no canal, mostrando o resultado final depois que a terminei. Quem quiser ver mais e saber mais de como foi o processo de tecitura, pode ver a playlist lá no canal.

Estas foram as minhas linhas. O que você fotografaria?

📷📷📷

Equipamentos usado no post:

Todas as fotos deste post foram feitas com o celular, exceto as duas últimas (da Camomila e da manta), que foram feitas com a minha Nikon D3100.

Mais 6 on 6:

Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: ReticênciasSweet LulyInventando assuntoCamila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷 02 📷 03

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Retrô mensal #19: maio/2023

quinta-feira, junho 01, 2023 8
Imagem por Kelly Lacy, via Pexels.


Sabe quando um mês parece um ano e se torna um pouquinho revolucionário? Assim foi o meu maio de 2023. Fiz muita coisa. Então o mês pareceu longo. Ao mesmo tempo, parece que foi ontem que estava dando boas-vindas a maio. Todo tempo que demorou para andar no começo do ano, está passando num piscar agora.


Retrô de boa:

Poesia à esquerda e Camomila à direita, felizes demais com os presentes. 
Obrigada, Dreamies! 

  • Reencontrei as minhas colegas de Pilates pessoalmente pela primeira vez depois da Pandemia;
  • Uma amiga minha veio de Salvador e a gente se encontrou depois de muito tempo;
  • Fui ao chá revelação da minha prima (é um menino!);
  • Comprei um livro que queria muito na Book Friday (Poesia, do Paulo Mendes Campos);
  • Tive retornos muito carinhosos dos textos que compartilhei na newsletter e aqui no blog;
  • Fiz o Sarau das Estações: Edição de Outono;
  • Comprei um oráculo novo;
  • Minhas gatas receberam uma caixa de presente da Dreamies (o vídeo do unboxing está aqui);
  • Assinei o Spotify e estou me divertindo com a criação de uma playlist específica;
  • Fui aluna em um curso sobre Mulheres e Fotografia;
  • Terminei o Caminho do Artista;
  • Comecei o A arte da Escuta (também é da Julia Cameron);
  • Me matriculei em uma pós-graduação.

Retrô para melhorar:

Março, abril e maio foram meses em que eu estive meio perdida do no meu planejamento. Então, retomar à vida mais planejada é o que eu preciso agora. 

No Algumas Observações:


E aí, animados para junho e suas festas juninas?

_____________________________________________________________
Gostou deste post?
Então considere se inscrever na Newsletter para receber boletins mensais 
ou me acompanhar nas redes sociais: 


terça-feira, 1 de março de 2022

{Diário de gateira} 10 dicas de como refrescar o seu gato durante o verão

terça-feira, março 01, 2022 2
Minhas gatas: Camomila (ao fundo) e Poesia (a frente).


O verão demorou para chegar de fato aqui em São Paulo; mas, agora que se instalou de vez, tem cumprido o seu papel e trazido muito calor. Assim como nós, humanos, as gatas aqui de casa têm sentido as altas temperaturas (ainda que elas amem os dias de sol tanto quanto eu!). Por isso, vim compartilhar com vocês coisas que eu faço para refrescá-las e para mantê-las hidratadas.

Já bebeu água hoje, humano?


Dica #1: a multiplicação dos potes de água

Camomila bebendo água da fonte.


Aqui em casa nós temos uma fonte e vários potes de água pela casa. Gatos tendem a beber pouca água, então o estímulo é importante para prevenir os problemas renais. No verão, costumo ampliar o número de potinhos pela casa, de modo que elas não tenham preguiça de se manterem hidratadas.

Dica #2: gelo, gelo, gelo

Aproveito as minhas pausas para refeição e uso esse lembrete para colocar gelo nos potes de água, assim, eles derretem aos poucos e a bebida fica fresquinha. Aqui, a Camomila não gosta de nada gelado ao extremo, então essa é uma forma que encontrei de deixar a água numa temperatura agradável para elas.

Dica #3: mais gelo, gelo, gelo

Camomila super curiosa com o gelo


Em um chão limpo, dê pedrinhas de gelo para os seus gatos brincarem (como eles costumam fazer com as bolinhas de plástico/papel). Eles vão ficar curiosos e vão acabar lambendo o gelo/bebendo a água derretida nessa brincadeira.

Dica #4: sachê na geladeira

Tenho deixado os sachês fechados na geladeira. Assim, quando vou abri-los, eles já estão geladinhos na hora do consumo. Isso ajuda a incentivar a ingestão da comida e, consequentemente, de água - uma vez que o sachê tem molho.

Dica #5: água no sachê

Não importa a época do ano, sempre coloco um pouquinho de água a mais no sachê, de modo a ampliar a hidratação de um modo gostoso.

Dica #6: picolé de sachê

Essa dica peguei com a Isa Gateira. Vocês podem ver como faz o picolé no vídeo que ela gravou abaixo:


Dica #6: Toalha molhada 

Poesia indo brincar com o gelo, depois de ter o pelo refrescado.


Uma prática que a gente tem aqui é molhar uma toalha e passar no corpo das gatas. Às vezes elas não aceitam, e eu não forço. Em outros momentos elas viram a barriga para se refrescarem. Algo que fazemos aqui é usar a mesma toalhinha, porque assim elas já sabem que é hora do "banho".

Vale dizer que eu costumo fazer isso de manhã, porque assim tem o dia todo para o pelo secar (e não dar nenhuma doença de pele).

Dica #7: Chão molhado

Passar um pano úmido no chão e deixá-lo secar ao natural refresca o ambiente. Isso é gostoso tanto para gatos, quanto para humanos.

Dica #8: Pano molhado no chão

Se você não quiser umedecer o chão como um todo, molhe um pano limpo e deixe-o no chão. Provavelmente o seu gato vai se deitar em cima dele.

Dica #9: Caminha em frente a uma corrente de vento

Deixamos o ventilador ligado em frente a pontos em que as gatas possam se deitar (uma cama, um sofá). Como o quintal da nossa casa é fechado (e elas não têm acesso à rua), colocamos uma caminha onde costuma bater vento (nos horários em que não bate sol).

Dica #10: Clorofila



Plantas são uma fonte de refresco e de ingestão de água. Além disso, elas ajudam a eliminar bolas de pelo e no funcionamento do intestino (já que têm fibras). Aqui em casa tanto a Poesia quanto a Camomila amam uma "salada". Compro esses vasos de clorofila por cinco reais e eles costumam durar mais de uma semana. No YouTube há dicas de como plantar as "plantas de gato" (incluindo um jeito de fazer isso com o milho de pipoca).

Considerações finais

Como vocês viram 7 das 10 dicas têm como objetivo manter o seu gatinho hidratado e, por consequência, prevenir futuros problemas renais. Caso você perceba que o seu gatinho está muito desanimado (incluse para comer), que ele não está bebendo muita água ou que não está fazendo muito xixi, leve-o no veterinário. Só um médico veterinário é capaz de dizer se a saúde do seu gato está maravilhosa ou não. Então, notou qualquer coisinha diferente, leve o gato no vet.

Se você, gateiro que me lê, tiver mais alguma dica bacana de como mater os bichanos bem neste calorão, por favor, deixe nos comentários. 😉
_____________________________________________________________

sábado, 31 de julho de 2021

Retrô mensal #12: julho/2021

sábado, julho 31, 2021 10
Passamos da metade de 2021. Dá para acreditar?



Oi, pessoal!
E não é que eu cheguei a um ano de retrospectiva mensal?! Ano passado, quando comecei essa série aqui no blog, eu estava tentando me entender no tempo. Como me sentir um ser útil quando está privado de lugares e gente? Essa pergunta era constante, porque eu estava muito angustiada. 

De certo modo o objetivo foi atingido. Fragmentar a retrospectiva anual em 12 meses me fez acalmar o coração no sentido de compreender que, mesmo em quarentena, ainda há vida. De fato, consegui perceber os avanços e, sobretudo, parar de contar quanto tempo estava em casa. Parar de contar, foi uma das minhas principais conquistas. Com a mente mais calma, parece que tudo anda.

Camomila e Poesia tentando se esquentar nesse sol de inverno. 
Aqui ninguém gosta de frio.


#Retrô de boa

  • Me sentir grata por ter amigos que se preocupam genuinamente comigo: passei por umas situações complicadas emocionalmente e tive alguns poucos amigos que foram muito ponta-firmes comigo. Eu me senti acolhida e amada. 💚;
  • Ter conseguido ajudar as pessoas quando elas precisaram de mim: julho foi um mês longo e tive que correr pra ajudar a minha vó postiça que foi parar no hospital;
  • Ter sido a mediadora da conversa de lançamento do livro Desvio: a escritora Iasmim Martins lançou um belíssimo livro de poemas, pela Editora Penalux, e eu tive a honra de fazer a mediação no bate-papo de lançamento.

Poesia e eu lendo o livro para o grupo de estudo de Yoga.


  • Ter iniciado meus estudos em Yoga: eu nunca fiz nenhuma prática de exercícios de yoga, mas sempre fui muito curiosa. Então, quando a Anna Carolina Ribeiro disse que iria abrir um grupo de estudos de um dos livros sobre a Yoga, já logo me inscrevi. Estou amando participar das discussões. Quando terminar a leitura, conto mais e resenho para vocês;

Bem fã girl de vacina em dia.
Aliás, vocês já pararam para ouvir a palavra de John Mayer hoje?!


  • Ter tomado a vacina de covid: na metade do mês eu tomei a minha primeira dose da vacina contra a covid. Foi um misto de sentimentos e eu não pude deixar de pensar no vô postiço que perdi porque não deu tempo de ele se vacinar. Agora, que venha a segunda dose! Estou um tanto esperançosa de sair dessa quarentena infinita;
  • Minha mãe se vacinou: ela tomou a segunda dose da vacina da covid, e isso me trouxe muito alívio!
  • Ganhei livro de presente: meu primo me deu um livro de presente sem motivo/data especial e isso tornou o meu mês muito mais feliz! 

Poesia (à esquerda) e Camomila (à direita), no veterinário.
Para acompanhar mais das duas, basta seguir o @gatasnotaveis.


  • Ter vacinado as gatas: quem lê as retrôs mensais sabe que esta tarefa estava há tempos pendente, porque a pandemia atrapalhou tudo. Julho foi o mês de colocar a casa em ordem em termos de vacinas e agora além dos humanos, as gatas também estão protegidas;
  • Terminei de tricotar o casaco do Harry Styles: quem me acompanha lá no Twitter viu toda a saga que foi tecer o famoso cardigan de quadradinhos do Harry Styles. Em breve, pretendo fazer um post detalhado de como foi e das adaptações que fiz;
  • Ter iniciado o projeto secreto: isso é notícia para mais pra frente.

O Café Notável foi com Adriel Christian, do Não me venha com desculpa.

#Retrô para melhorar

  • Terminar de revisar o meu livro: não peguei nele desde que recebi a leitura crítica;
  • Editar vídeos para o YouTube: gravei algumas coisas pra vocês já tem meses. Falta editar e a preguiça não deixa;
  • Voltar a estudar: eu tenho alguns assuntos para querer voltar a estudar e não consegui separar o tempo suficiente para isso. Preciso me reorganizar.

No Algumas Observações:

Em julho tivemos:

E você? Me conte aí como foi o seu mês de julho e este pontapé para o segundo semestre de 2021. :)
_____________________________________________________________

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

{Diário de gateira} As gatas e a quarentena

quarta-feira, agosto 26, 2020 18
Poesia e Camomila.

Faz tempo que eu não conto como anda a minha vida de gateira, então resolvi escrever esse post para falar um pouco como estão as coisas.

A última vez que escrevi o meu diário de gateira foi no ano passado (eita!), contando da adoção da Camomila. Sendo assim, deixe aí nos comentário se você quer saber mais de como foi a adaptação dela no último ano.

Minha gata, Camomila, deitada na caminha, encarando a câmera.
Camomila toda observadora.


Minha gata, Poesia, na janela.
A Poesia ama se pendurar assim e cadeiras e grades da janela.


Desde que a quarentena começou, a rotina aqui de casa mudou bastante, várias vezes. Dentre essas mudanças, eu migrei em definitivo para o home office, o que ampliou em sua totalidade o tempo que eu vivo com as gatas.

Minhas gatas, Poesia e Camomila em busca de um solzinho.

Minhas gatas, Poesia e Camomila em busca de um solzinho.
Poesia e Camomila em busca de um solzinho.


É interessante notar como somos parecidas. Detestamos o frio, amamos o sol, pipoca (elas gostam de brincar com a pipoca, não comem!), dormir e ficar juntinho. A Camomila aprendeu a gostar de petisco e agora sempre fica perto do armário antes de dormir. A Poesia tem curtido ficar no colo de novo e agora pede tapinha no bumbum. 

Poesia no meu colo, enquanto eu me preparava para retomar a leitura do Quincas Borba.
Poesia no meu colo, enquanto eu me preparava para retomar a leitura do Quincas Borba.


Estar ao lado delas tem sido o lado bom dessa quarentena. É legal demais vê-las crescendo, se desenvolvendo e aprontando todas! hehehe (Lembrando que vocês podem segui-las no Instagram, clicando aqui).

------------------
Para ler os outros posts do Diário de Gateira, acesse:
01 😻 02 😻  03 😻 04 😻 05


_____________________________________________________________

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

{Diário de Gateira} Fui adotada por uma gatinha! | BEDA agosto/2019 #5

segunda-feira, agosto 05, 2019 6
Camomila quando ela ainda não era minha, em uma das suas visitas para pedir comida.
Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que eu sou a humana de uma gatinha super levada chamada Poesia. Já quem me acompanha nas redes sociais viu que uma outra felina apareceu por aqui. A ideia não era que ela ficasse, mas agora não vivo mais sem!

A qualidade não está boa,
mas esse foi o dia em que a Camomila apareceu pela primeira vez.

A história toda começou em um dia no mês de março. A gente percebeu que a Poesia estava muito agitada na janela e, quando saiu para ver, tinha um gatinho bem filhotinho no quintal. FAMINTO. Meu primeiro impulso foi dar ração, claro.

E é claro que o gatinho, que depois descobri que era uma fêmea, voltou. Uma, duas, três, muitas vezes. Duas vezes por dia. TODOS OS DIAS.

Uma das vezes em que ela veio pedir comida.

Fiz várias postagens no Facebook, no Instagram e no Twitter, tentando achar um lar para aquela que a minha irmã nomeou de Camomila. Falei com os meus amigos gateiros. Nada. Ninguém queria. Ou porque já tinha outros gatos, ou porque não queria uma fêmea, ainda mais sem castrar.

Por aqui, a casa estava em pé de guerra. Meu pai, que mal queria a Poesia, não aceitava (e, se a gente for ver, ainda não aceita) outro gato em casa. Para piorar, o inverno estava chegando e me partia o coração saber que a Cacá estava por aí, no frio e na chuva.

Foi então que eu comprei a briga, levei a Cacá no veterinário. Fizemos o teste de Fiv e Felv, dei o anti-pulgas e, então, a coloquei para dentro de casa e a preparei para castrar.

Pós-castração.

Castração feita, ninguém aparecia, a Camomila foi crescendo, foi ficando, até que me apeguei. Aliás, não só eu, porque ela fez um bem gigantesco à Poesia. Sendo assim, decidi que ela ficaria mesmo com o meu pai torcendo o nariz e a chamando de "a intrusa".

A personalidade dela é completamente diferente da Popô. É interessante demais vê-las juntas. Enquanto a Poesia quer brincar O TEMPO TODO; a Camomila faz aquilo que a gente ouve todos o gatos fazendo: come, usa a caixa de areia, se lambe e dorme em um ciclo infinito. Por isso, apesar de a Camomila ser a filhote e a Poesia a adulta, costumo dizer que parece o contrário. Além disso, a Popô ama um colo e a Camomila detesta com todas as forças do ser dela, apesar de ser carinhosa e de pedir cafunés para as mulheres da casa.

Camomila e Poesia em um pós-almoço da vida.

Achei que a adaptação entre as duas seria tranquila, já que a Popô sempre reclamava se a gente colocasse a Camomila para fora de casa. Entretanto, foi a Cacá querer brincar com os brinquedos da Popô que o arranca rabo se deu. Descobri que a Poesia é uma baixinha muito ciumenta que não tem medo de briga. Já perdi a conta de quantas vezes disse a ela que o nome dela deveria ser Mônica. 

Agora, elas se amam e quem acompanha o perfil da Poesia no Instagram já deve ter visto as duas juntas por lá.

Cacá, minha tigresinha. 
O que me chamou a atenção da história é o fato de a Camomila ter aparecido aqui, muito bebezinha, sem estar junto com a ninhada. Provavelmente ela foi mais um daqueles casos em que o dono jogou a gata fora só porque ela é fêmea, sabe? Isso é muito triste. Fico aliviada por ela ter me achado e por vê-la forte e grande (ela é bem maior que a Poesia!), toda serelepe a brincar.

_____________________________________________________________

terça-feira, 14 de agosto de 2018

BEDA agosto/2018 #14 — {Diário de Gateira} Cio e castração da Poesia — Parte 2

terça-feira, agosto 14, 2018 0
Poesia castradíssima!
Oi, pessoal!
Conforme o prometido, segue o segundo post sobre a castração da Poesia. Se você ainda não leu o primeiro, pode encontrá-lo aqui.

A cirurgia

A cirurgia foi simples. Ela internou às 10h, às 12h30 já tinha acordado. A veterinária me ligou para falar que ela estava bem. Senti um grande alívio, porque, anestesia, não é?

Fui buscá-la com a minha família no fim da tarde, e ela ficou bem agitada quando nos viu. A veterinária nos explicou como fazer o curativo (ela prescreveu um por dia) e também orientou sobre os remédios. Achei muito fofo que a Drª Natália se lembrou que a Popô só gosta de sachê de frango e deu esta comida para ela. 💚

A Poesia tomou uma injeção de antibiótico que valeu por 14 dias. Além disso, dei em casa analgésico e anti-inflamatório. Ela saiu da clínica medicada pelo dia.


Poesia com a roupinha de gatas castradas
(sim, a da fêmea é diferente da do macho).


A recuperação

A volta da anestesia me assustou bastante. A gente chegou à casa e, quando abri a caixa de transporte, a Poesia saiu correndo e se debatendo. Tudo o que eu me lembrava era o pedido da médica de repouso absoluto. Naquela noite, tive que dormir com ela no colo, para que ela se acalmasse um bocadinho. Depois que o efeito da anestesia passou, tudo ficou mais tranquilo. A gente tinha só que ficar de olho, porque a danada descobriu um modo de tirar a roupinha de proteção.

Em seis dias, os pontos estavam sequinhos, logo a levamos na veterinária para tirá-los. Ainda assim, esperamos completar os 8 dias para tirar a roupinha de vez.

É claro que ela ficou bem manhosa e que a gente a mimou muito! Também notei que, nos primeiros dias de recuperação ela teve um apetite bem voraz (depois tudo voltou ao normal).

Depois que tiramos os pontos, ficou bonitinho assim. *_*

No fim, o processo todo foi bem mais tranquilo do que eu havia pensado que seria. Tudo isso, porque escolhi um lugar bacana, com uma veterinária maravilhosa, para que a Poesia fosse bem tratada. Só de saber do amor que ela sempre recebe quando vai à clínica, meu coração fica quentinho.

Acho que é isso.

Beijos, queijos e até amanhã! :*


_____________________________________________________________

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

BEDA agosto/2018 #3 — {Diário de Gateira} Cio e castração da Poesia — Parte 1

sexta-feira, agosto 03, 2018 4

Olá, pessoal!
Hoje eu quero compartilhar com vocês como foi o processo de cio e castração da Poesia. 

Antes de mais nada, quero lembrá-los que cada veterinário adota uma conduta para essa questão do cio e da castração. Alguns fazem castração pediátrica, outros preferem esperar o primeiro cio antes de castrar. Também reforço que o processo de castração e de recuperação é diferente dependendo do sexo do animal. Pelo o que vi nas minhas pesquisas, o gato macho se recupera muito mais rápido do que a fêmea.

A veterinária da Poesia, achou melhor esperar o primeiro cio para castrá-la. Enquanto isso, demos todas a vacinas que um gato precissa tomar.

Contudo, a minha grade dúvida era: como perceber que o processo do cio começou e terminou? Tanto a vet, quanto as amigas gateiras sempre me davam as mesmas respostas: você vai saber, ela vai ficar diferente. Na minha ansiedade, de novo, eu revirei o YouTube, porque queria imagens.



O Cio

No dia 21 de maio (segunda-feira), a Popô começou a ficar estranha, principalmente à noite. Ela correu mais do que o costume, enquanto se esfregava nas nossas pernas sempre que tinha oportundade. Na hora em que todos fomos dormir, ela miou um pouco (coisa que nunca havia feito). Achamos estranho e ficamos um pouco preocupados, porque na semana anterior alguns gatos de rua que estavam no cio andaram sobre o nosso telhado. Sabíamos que se ela continuasse miando, eles voltariam.

Nos dias que se seguiram, ela continuou miando antes de dormir. Na quarta, minha mãe reparou que ela estava querendo se esfregar no chão, mas o ápice mesmo, veio na quinta, quando voltei do trabalho.

Cheguei a minha casa e vi uma pequena reunião: meu pai, minha mãe e a Poesia estavam na sala. Meus pais nem me deram "oi", mandaram na lata: "Nanda, esta gata está no cio". Tentei manter a calma e fiz uma massagem que vi em um vídeo do YouTube. Foi assim que tive certeza. A danada ficou toda rebolativa querendo um amor para chamar de dela.

De quarta para quinta, não dormi. Ela começou a miar à noite (e a querer sair também) e não conseguia parar. Dava desespero de vê-la naquele estado. O miado do cio, para quem não conhece, é muito mais alto e prolongado que o miado comum. Passei a noite em claro, andando com ela pela casa, fazendo a tal massagem no dorso para tentar aliviar a necessidade de cruzar. Ela miava por 20 minutos, recebia massagem por mais uns 20 e cochilava no meu colo pelo restante da hora. Se eu me mexesse, mesmo que fosse bem lentamente, ela acordava e tudo estava perdido. Se conseguisse aguentar ficar parada, eram 20 minutos de sono, para tudo recomeçar outra vez.

Lá no no meu Instagram, há um destaque chamado Poesia. Nele, há um story com os miados.

Acordei acabada na sexta-feira. Por sorte, este é o dia em que não tenho aula na escola. Meus pais ficaram com ela de dia, para que à noite eu pudesse cuidar dela novamente. Levei o meu colchão para a sala, de modo a evitar que ela ficasse miando nos quartos em que os outros membros da família dormiam. Foi bem puxado.

O processo de cio durou uma semana e foi melhorando aos poucos. De domingo para segunda ela já miou bem menos e tudo foi voltando aos eixos. Como foi bem na semana em que vivemos a greve dos caminhoneiros, acabei não indo ao trabalho na segunda e na terça, o que me ajudou a administrar o sono e o cansaço.

De qualquer modo, posso dizer que tive sorte. Há gatas que chegam a ficar 15 dias no cio. Graças a Deus o da Poesia não foi tão longo, porque eu não sei se iria aguentar. Meu conselho a todos que querem ter um gato é: adote castrado e não passe por todo esse estresse que nós passamos. ONGs que trabalham com resgate e doação de animais já doam os bichinhos castrados, vacinados e vermifugados, e o novo dono fica livre de tudo isso.

A castração

O cio da Poesia acabou no meio da greve  caminhoneiros que, por sua vez, foi seguida pelo feriado de Corpus Christi, sendo assim, fomos à clínica veterinária apenas na semana seguinte. Explicamos toda a nossa saga para a dra. Natália e ela foi enfática: entre um cio e outro são 21 dias. Se você quer castrar, tem que correr. Se ela entrar no cio de novo, teremos que esperar todo o processo terminar para fazer a castração.

Juro que corri mais que o Bolt. Naquela semana mesmo, fizemos todos os exames pré-operatórios e aproveitamos para testar para Fiv e Felv. Na segunda seguinte, ela fez o eletrocardiograma. Na quarta, ela operou.

No próximo post do Diário de Gateira, vou contar um pouco de como foi o dia da cirurgia e a recuperação da castração.

Até lá! 
_____________________________________________________________