domingo, 7 de julho de 2019

Instante

domingo, julho 07, 2019 4

Desfaço a mala.
Olho para a essência.
Deixo que as certezas sejam levadas ao vento,
Enquanto sorrio encarando o que fica.

Elas,
as incertezas vorazes, conduzem ao inesperado da jornada.

(Apesar de doloroso,)
Viver é bom, afinal.


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segunda-feira, 1 de julho de 2019

(De)Composição #13

segunda-feira, julho 01, 2019 6
Imagem: Tentes.
Os moradores do prédio acordam em quase todas as madrugadas, com a pressão que segue abafada. As ondas sonoras viajam andar por andar até chegar ao meu apartamento oriundas do 13° andar. A melodia é triste.

As notas esparsas do piano às 3h59 seguem dolorosas. Fogem às tradicionais valsas de Chopin. Cavalgam anos luz ao Barroco de Bach. Trilham caminhos desconhecidos aos de Beethoven. São dela. Mais do que isso: aquelas notas, abafadas pelo calor fora de época que faz nas últimas madrugadas, são — sobretudo — ela.

Apesar de barulhento, ninguém reclama do piano. Pessoa alguma é capaz de rechaçar a melodiosa rotina deturbadora de sonhos. Ninguém contesta a existência dela, que ao longo do dia apenas meneia a cabeça em um silencioso "bom dia" ao passar por algum vizinho no elevador.

Eu, por minha vez, sempre ensaio tocar no assunto, dizer-lhe o quanto seria bonito vê-la percorrer agilmente as teclas do piano, à medida em que os raios solares vencem a janela e inundam o chão da sala. Na minha cabeça, ali beberíamos vinho e faríamos amor. Respiraríamos juntos, no silêncio deixado pelas notas de nossos corpos, enquanto eu tentaria desvendar este ser. Tudo se daria como o ápice do roteiro de comedia romântica mais clichê, no apartamento dos sonhos lá do 13° andar.

Silêncio agudo.
(Esta noite tiram-lhe o piano.)

Da minha cozinha, ao mesmo tempo em que bebia o café amargo da insônia, ouvi o baque do 13° andar.

O tema da blogagem coletiva de junho de 2019 é: Décimo terceiro andar.
Para saber mais sobre o Projeto Escrita Criativa, clique aqui.

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segunda-feira, 24 de junho de 2019

{Resenha} A Utilidade do Rascunho, de Tadeu Rodrigues

segunda-feira, junho 24, 2019 13

A Utilidade do Rascunho é o primeiro livro de poesia do também romancista Tadeu Rodrigues. Acostumado a escrever prosa poética nas suas redes sociais, em sua obra encontramos a humanidade ora de forma contundente, ora numa doçura melancólica que serve como um abraço amoroso e consolador para esses dias duros em que vivemos.

Tadeu Rodrigues conversa com a poeta portuguesa Calí Boreaz,
durante o lançamento de A Utilidade do Rascunho, no Flipoços 2019.

No livro, vemos um eu-lírico quase cronista, dono de um olhar apurado que observa não apenas os fatos do mundo; mas que, de modo vertiginoso, mergulha na simplicidade e, sobretudo, nas suas próprias dores e nas de quem está ao seu redor. Saudades, amores, angústias e cotidiano se integram compondo um sentimento de acolhimento do ser. Nesse sentido, o poeta estende a mão ao leitor, como se dissesse “eu sei que é confuso e que dói, mas vai ficar tudo bem”. E fica mesmo, fica o prazer de ver uma literatura feita com tanta qualidade, com tanto carinho e com tanta consciência do fazer artístico.

Com o autor do livro, Tadeu Rodrigues. :)

A obra carrega em si o traço marcante do existencialismo, desse ser que se incomoda com os rumos do que o cerca, de quem se vê em um não-lugar: “Ouço-lhe, Vida. / É justo que me ouça” é um clamor que está presente na abertura e que ecoa em outros poemas. Essa busca por pertencimento faz com que esse eu-lírico assuma um tom nostálgico, seja relembrando o que acontece na “Cozinha”, um momento com a amada ou com um “Poema para se Ler no Inverno”.

Por retratar a força da humanidade, o poeta também reflete a potência que há na vida. Por meio de seus versos, ele é capaz, inclusive de apoiar o leitor, quase como se – ao dar suporte ao outro – fizesse uma nota mental a si mesmo: “Não abaixe a cabeça / não tem nada a ver com você”, ele diz e torna a repetir. Isso porque temos um eu-lírico que sente e que quer sentir cada vez mais.

“Quero que fique para sobremesa. / Quero que vá embora tarde”, pede o poeta. Nós, leitores, ficamos. Ainda bem.

Livro: A Utilidade do Rascunho
Autor: Tadeu Rodrigues
Editora: selo doburro
Páginas: 52
Livro no Skoob. | Livro no Goodreads.




A poeta portuguesa Calí Boreaz lê o poema "Para se ler no inverno", do livro A Utilidade do Rascunho, de Tadeu Rodrigues durante o Flipoços 2019.


Tadeu Rodrigues lê o seu poema "Sons", publicado no livro A Utilidade do Rascunho, durante o Flipoços 2019.

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Como foi o lançamento do "A Intermitência das Coisas"

sexta-feira, junho 21, 2019 20
(Imagem por Patricia Rodrigues)
Oi, pessoal!
O lançamento do A Intermitência das Coisas foi no dia 10 de junho, e eu ainda estou aqui, mergulhada em tanto amor. Juro que passei todos esses dias pensando em como contaria para vocês como tudo aconteceu e ainda não sei bem como fazê-lo, porque foi tudo tão lindo, tão perfeito, que é difícil encontrar palavras. 

A semana de véspera parece que se arrastou. Cada vez que alguém me perguntava: "já é sábado, não?", a bola de ansiedade que morava no meu estômago crescia. Por mais que eu soubesse que as pessoas estavam se organizando para ir, aquele meu lado que vê problema em tudo já previa um desastre. Graças a Deus, isso ficou apenas na criatividade da minha cabeça e — dando spoiler — evento foi um sucesso!
Uma pequena amostra da quantidade de amor que eu recebi.
Nas fotos: Lívia Brazil, Cláudio Latorraca, Susi Onoda, Dani Costa Russo, Bruna T. Russo, Naty, Paes, Anna Clara de Vitto, Daniel Pepe.
(Imagens por Patricia Rodrigues)

Acordei no sábado de manhã com um mocinho simpático me entregando um vaso de flores com os  girassóis mais lindos que eu já recebi na vida. Eu, que até hoje só tinha ganhado cactos, suculentas e violetas de alunos, achei chique demais receber uma floricultura em casa. O presente é da minha amiga-irmã querida, Mari, que mora longe e não pôde vir. Esta foi a forma que ela encontrou de estar presente, então valeu e muito! 

Como vocês podem ver, a Poesia ficou curiosíssima para entender o que era o arranjo de flores. 😂
Mari, minha sis querida, amo você!💛

Passei a manhã toda correndo de um lado para o outro resolvendo os últimos detalhes. Embrulhos, câmeras, pacotes, roupa, como levar tudo. Quando finalmente fiquei pronta, parti para a Casa Elefante. Não consegui almoçar, mas cheguei lá bem cedinho, e consegui comer uma daquelas empanadas chilenas maravilhosas que eles vendem por lá.

Sempre sobra um tempinho quando o assunto é empanada. Sempre!
(Imagem por Patricia Rodrigues)

Aos poucos as pessoas começaram a chegar. Desde ex-teachers, a ex-alunos, passando pelas minhas amigas de infância, minha família, meus amigos escritores, leitores do blog e as pessoas que trabalharam comigo neste projeto. Me senti — e ainda me sinto — muito amada por receber tantas pessoas queridas. Vocês acreditam que a minha professora de Língua Portuguesa da 4ª série apareceu por lá? Tudo o que eu fiz foi chorar nessa hora.

Professora Yolmar e eu. Ela lecionou Língua Portuguesa para mim na 4ª série (atual 3º ano).
Até hoje guardo com carinho as lembranças das aulas dela.
(Imagens por Patricia Rodrigues)

Alunos que se tornaram meus amigos:
Felipe Casas, meu aluno nos tempos de Learning Center (2009);
Edu, Paes e Naty, meus alunos da turma de redação (2018).
(Imagens por Patricia Rodrigues)

Aliás, além de agradecer todo mundo que veio de perto, não posso de deixar a minha gratidão a quem pegou ônibus/avião para estar comigo. Michelle Cruz, autora do Misttura Criativa, que veio de Campinas; Pri, que trouxe a fofura do Matheus Davi, lá de Jundiaí; Camilla, que veio de Itatiba;  Livia, Gisela e Moni, minhas cariocas preferidas, que vieram direto do Rio de Janeiro; Lucila que veio do meu país Minas Gerais; e Rosiê, que chegou direto dos Estados Unidos. :)
Parte das amigas que vieram de longe: Gisela, Michelle, Lucila e Livia. 💙
(Imagens por Patricia Rodrigues)

Lançar um livro é um evento muito único. A Tati Eskenazi, também escritora, já tinha me alertado. Ela me falou que era diferente de formatura, de aniversário, de casamento, de ter filhos. É mesmo. As pessoas se mobilizaram para estarem lá. Por isso, fiz questão de escrever uma dedicatória personalizada para cada pessoa. Tenho horror de abrir o Instagram e saber que o meu escritor preferido escreveu a mesma coisa para todo mundo, sendo assim, quis se afetuosa com cada um que esteve ali.

Achei muito lindo que, ao contrário de muitos lançamentos que fui, as pessoas compraram o livro e ficaram socializando umas com as outras. Foi lindo ver a Casa Elefante lotada. 💚

Pessoal socializando 😍💚
(Imagens por Patricia Rodrigues)

Também foi linda a performance do coletivo Na Companhia do Útero. É bem legal ver a interpretação que outras pessoas têm dos meus textos. A sensibilidade das atrizes para interpretar os poemas foi tocante demais! 😍

Na Companhia do Útero

O dia foi perfeito demais, e eu só tenho a agradecer a todas as pessoas que estiveram comigo. Ainda não recebi todas as fotos, mas assim que as tiver, coloco na página do Facebook do blog, para que vocês vejam.

Para quem não pode ir e quiser o livro, basta entrar em contato (contato@algumasobservacoes.com), que eu terei o maior prazer em fazer uma dedicatória lindona para você também! 😉

Beijos e queijos :*

PS: Para ver o que o pessoal compartilhou do evento e do livro, basta procurar pela tag #AIntermitenciadasCoisas. 😉
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sábado, 1 de junho de 2019

Convite: lançamento do livro "A Intermitência das Coisas"

sábado, junho 01, 2019 56
Está chegando o grande dia! Vejo vocês por lá! ;)

Oi, pessoal!
É com muita felicidade que eu escrevo este post! Vim aqui para convidar a todos vocês, meus leitores queridos, para o evento de lançamento do meu primeiro livro, A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o Vazio e Caos, publicado pela Editora Penalux.



O evento será no dia 08 de junho, às 16h horas, na Casa Elefante. Neste dia, além dos autógrafos, haverá uma performance artística das atrizes do Na Companhia do Útero e um sarau com microfone aberto para os amigos escritores que queiram apresentar seus textos. :)

Foto: Bruna T. Russo.

Confirme a sua presença no evento do Facebook

A Intermitência das Coisas é o meu primeiro livro publicado por uma editora e o seu processo de escrita surgiu em paralelo à elaboração do livro de breve narrativas que escrevi durante a minha pós-graduação em escrita de ficção. Nele, há um retrato da movimentação da poeta no espaço contemporâneo, suas mudanças e os aprendizados e, principalmente, como os ciclos que se iniciam e que se findam preenchem o vácuo que habita entre o vazio e o caos.

Te espero! 💚


Conto com a presença de todos vocês, ok?

Lançamento do livro A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o Vazio e o Caos
Data: Sábado, 08 de junho de 2019
Horário: das 16h às 18h30
Local: Casa Elefante (mapa abaixo)
Endereço: Rua Cesário Mota Junior, 277 Sobreloja, 01221-020 São Paulo/SP



Beijos, queijos e até sábado!

PS: Sei que estou devendo um post sobre o processo de criação/produção do livro, de forma a responder às perguntas que vocês deixaram neste post aqui. Não estou esquecida. Em breve conversaremos sobre tudo isso, ok? 

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sábado, 4 de maio de 2019

{Vou por aí | Vamos falar sobre escrita?} Flipoços 2019 - Parte 2

sábado, maio 04, 2019 44
Cerimônia oficial de abertura do Flipoços 2019.
Clique aqui para ler a parte 1.

Quem foi Júlio Cortázar?

Sérgio Monteiro e Emílio Fraia.
(Foto: Aline Caixeta)

Na sequência do primeiro dia de Flipoços, assistimos à mesa sobre a nova edição do famoso livro de Júlio Cortázar, intitulado O Jogo da Amarelinha. Quem contou sobre o processo de edição foi o Emílio Fraia, editor da obra que sairá em breve pela nossa parceira, a Companhia das Letras. 


O bate-papo foi muito interessante porque tanto o Emilio, quanto o mediador, Sérgio Montero, traçaram um panorama cronológico de como a literatura do Cortázar se construiu, até que ele chegasse na genialidade que encontramos em O Jogo da Amarelinha. Para quem não conhece, este romance trouxe uma inovação que até hoje chama a atenção: o leitor pode ler o livro na ordem em que os capítulos foram escritos ou seguir as instruções ao final de cada capítulo, de modo a fazer uma leitura não-linear do romance. Sendo assim, o leitor tem no mesmo livro múltiplas possibilidades de interagir com a obra.


Emilio Fraia comentando o impacto da publicação do livro O Jogo da Amarelinha, de Júlio Cortazar.
(Vídeo: Aline Caixeta)

A conversa entre os especialistas na literatura do Cortázar também enveredou pelas influências. Vimos o quanto o argentino se inspirou em grandes nomes da literatura mundial, a exemplo de Marllamé, James Joyce, Edgar Allan Poe e do brasileiro Haroldo de Campos; e como foi mestre de escritores contemporâneos, como Alejando Zambra e Roberto Bolaño.

Clique aqui para saber mais sobre as obras do Júlio Cortázar 
que a Companhia das Letras publicará aqui no Brasil.

Los grandes poetas del tango

Patrono do Flipoços 2019: Jorge Schwartz.
À noite, migramos da arena cultural para o teatro da Urca, com o objetivo de ver a cerimônia oficial de abertura do evento. Nela, vimos a fala do patrono deste ano, Jorge Schwartz e as premiações do Escritor Sulfuroso (Ramiro Canedo de Carvalho), da Escritora Sem Fronteiras (Katia Gerlach). Após as formalidades, tivemos o privilégio de prestigiar o trabalho do cantor brasileiro argentino, Lucas Cozzani, e da maestrina, Valderez Medina Ferreira, que apresentaram o espetáculo Los grandes poetas del tango.


O show apresentou a trajetória do gênero musical mais famoso na Argentina, a partir das letras de músicas mais famosas de Carlos Gardel e Astor Piazzola. Ali, o público pôde conhecer letras escritas em parcerias com autores famosos a exemplo de Pablo Neruda e Jorge Luiz Borges.

Autor e Personagem: um jogo de espelhos

Felippe Barbosa e Luís A. Delgado.
"O livro é a nossa rebelião interna".
(Felippe Barbosa)

No dia seguinte, foi a vez de pegar a palestra sobre literatura e escrita, com os escritores Felippe Barbosa e Luís A. Delgado, sob mediação da agência literária Aspas e Vírgulas. Nela, os escritores compartilharam dos seus processos criativos, dizendo como se organizam para a elaboração das narrativas por eles escritas.



Super bacana, não é mesmo? Para saber o que está rolando, em tempo real, acesse o meu perfil no Instagram, @fe_notavel, e veja o destaque Flipoços 19. 😉

Nas próximas postagens, conto mais do que vi e vivi nesses dias poços-caldenses.
Beijos e queijos! :*
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quinta-feira, 2 de maio de 2019

{Vou por aí | Vamos falar sobre escrita?} Flipoços 2019 - Parte 1

quinta-feira, maio 02, 2019 3
Flipoços 2019
O calendário de festivais e feiras literários foi aberto no dia 27 de abril, com o Flipoços 2019. Estive lá no primeiro fim de semana do evento e vim aqui contar tudo para vocês! Afinal, tem algo melhor do que viajar para uma cidade muito amor, como é Poços de Caldas, e ainda respirar literatura 24 horas por dia?

Assim como em 2017, dividi a viagem com a minha amiga e também escritora, Aline Caixeta (você pode conhecer o trabalho dela, acessando o Recanto da Prosa). Nós fomos como imprensa e chegamos à cidade um dia antes do evento começar.

Este ano, o tema do evento é Literatura sem Fronteiras. A ideia principal é exaltar não apenas a literatura brasileira, mas conectar os leitores com o que é produzido na América Latina, tornando o Flipoços um grande point de latinidade. Sendo assim, o símbolo escolhido para representar essa conexão foi a borboleta monarca, espécie presente em todo o globo.

O tema deste ano é Literatura Sem Fronteiras.

Encontrão dos Autores Sulfurosos

Escritores poços-caldenses.

O dia começou com o já tradicional Encontrão dos Autores Sulfurosos, que contou com a presença de mais de 20 autores poços-caldenses e teve como moderador o escritor Tadeu Rodrigues. A mesa começou com a exibição do documentário Café de Feijão Andu, produzido pela professora doutora Beatriz Sales da Silva, sobre a dona Flora, matriarca da comunidade indígena Xucurus Kariris.

Comunidade indígena Xucuru Kariri e professora Beatriz Sales da Silva.

A princípio, a ideia era que a professora Beatriz explicasse um pouco sobre o documentário e o livro escrito por ela, sobre o projeto. Entretanto, a comunidade indígena resolveu fazer um canto de agradecimento ao trabalho por ela desenvolvido e isso foi emocionante demais!

Depois, eu pude ver a minha amiga e companheira de Editora Penalux, Beatriz Aquino, falando sobre os seus dois livros: Apneia e A Savana e Eu.

Beatriz Aquino e eu. 




Literatura Sem Fronteiras — Encontro entre poetas

Encontro entre os poetas Calí Boreaz e Tadeu Rodrigues.

"A poesia mora no espanto". 
(Calí Boreaz)

O período da tarde foi do jeito que eu AMO! Repleto de poesia! Na arena cultural, vi a poeta portuguesa Calí Boreaz conversando com o poços-caldense Tadeu Rodrigues. Foi interessante perceber como a poesia é canal para mudar as narrativas em tempos de pressa. Nesse sentido, a Calí contou como a escrita poética teve a função de ajudá-la a compreender a vivência do exílio, e como o exílio é sempre um lugar de erro, um não-lugar.

"O poeta está no lugar de erro, porque o mundo está frio".
(Tadeu Rodrigues)

Nesse sentido, o Tadeu Rodrigues complementou essa ideia concordando que o poeta vive no lugar de erro, uma vez que a poesia é um gênero que vai na contramão da correria e desumanidade presentes no nosso cotidiano.



Os autores também fizeram as leituras de alguns dos poemas de seus lançamentos: Outono Azul a Sul (Calí Boreaz) e  A Utilidade do Rascunho (Tadeu Rodrigues).

As leituras começaram com a Calí Boreaz lendo (com o sotaque português maravilhoso!) "Para se ler no inverno", do Tadeu Rodrigues:



Depois, o Tadeu leu "Fortaleza", da Calí Boreaz:



Por fim, cada um leu um poema de autoria própria: Calí Boreaz declamou "Efeito Kahlo Kuleshov", já o Tadeu leu "Som".





Por fim, os autores autografaram os seus livros e conversaram com os leitores.

Quer saber mais, sem ter que esperar? Acesse o meu perfil no Instagram, @fe_notavel, e veja o destaque Flipoços 19. 😉

Nas próximas postagens, conto mais do que vi e vivi nesses dias poços-caldenses. 
Beijos e queijos! :*

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sábado, 20 de abril de 2019

{Vou por aí} Parque Tanguá, em Curitiba

sábado, abril 20, 2019 32
Parque Tanguá é o mais lindo de Curitiba, sim! 💚
Oi, pessoal!
Este é mais um post sobre a minha viagem de férias a Curitiba. O Parque Tanguá foi o meu passeio preferido  não é à toa que ele é conhecido como o parque mais bonito de Curitiba. Na minha modesta opinião, é mesmo. Por estar localizado numa região mais afastada do centro da cidade, resolvemos ir até lá de uber (para quem comprar aqueles ônibus de passeio turístico, o parque é um dos pontos).

Mapa do Parque Tanguá.

Foto: Mari Malfacini.
Jardim Poty Lazzarotto.

Ao chegarmos, tivemos a vista para o Jardim Poty Lazzarotto, que fica na parte superior parque. O lugar é belíssimo para fazer fotografias de pessoas e da paisagem em si. De lá, subimos na estrutura que há no final do jardim, para ver a vista e... gente! Que vista!

Vista da parte mais alta do mirante.

Vista do Jardim.



O parque foi construído numa área que era uma pedreira. Atualmente ele é uma área de preservação ambiental preocupado com a conservação da bacia do Rio Barigui. 💚

Vista do Parque. :)

Depois de conhecer o jardim, descemos até o deque para comprarmos algo para comer. No restaurante do deque, compramos uma porção de frango a passarinho (por R$29,90), limonada e chope de vinho (maravilhoso! Recomendo). Para chegarmos até lá, tivemos que descer uma plataforma de madeira. Do deque, a vista também é tão linda que também fiquei sem palavras. Vejam só: 

Foto na plataforma de madeira? Temos também.
Foto: Mari Malfacini.
Fiquei surpresa como o parque estava vazio (quem está acostumada com o Parque Ibirapuera, aqui em São Paulo, acha a quantidade de pessoas que vi bem pequena mesmo!). É um ambiente gostoso para curtir a natureza com a família e com os amigos.

Local: Parque Tanguá, o mais bonito de Curitiba
Endereço: Rua Oswaldo Maciel, 97  Taboão, Curitiba  PR
Entrada: gratuita
Horário de funcionamento: das 8h às 18h, diariamente.

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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Processo

segunda-feira, abril 08, 2019 14
Imagem por Sophkins.
Às vezes, o que a gente precisa é de um suspiro.
Sim, um suspiro.
Um daqueles profundos,
Desses que nos fazem sentir o ar entrando por nossas narinas,
(mesmo que ele esteja rarefeito.)

Às vezes,
Muitas vezes,
A gente precisa de um suspiro.
Desse cujo ar já percorreu nosso órgãos
E, inconformado de ser silêncio, palavra ou espirro,
sai tímido,
Quase imbatível:
Uh!

Sus-pi-ro.
Até a palavra em si é um convite para pausa,
Mesmo que breve.
Mesmo que em forma de se livrar de
- ou confirmar com -
um desalento.

Às vezes as coisas dão certo
E tudo bem.
Às vezes as coisas dão errado
E tudo bem também.

Cada jornada é um processo.
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sábado, 23 de março de 2019

Vou publicar o meu primeiro livro!

sábado, março 23, 2019 47
O meu sorrisão é uma amostra da minha felicidade.
(Foto: Carol Vayda)

Oi, pessoal!
Tudo bem? 

Pensem em alguém que não está se cabendo de tanta felicidade! Quem é assinante da newsletter, recebeu a notícia em primeira mão, na última quinta-feira. Agora, tenho a honra em dizer aqui também: vou publicar o meu primeiro livro!

No início do ano, procurei algumas editoras com um único intuito: fazer com que o A intermitência das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos chegasse até vocês, meus leitores tão queridos. No início do mês meu manuscrito foi aceito pela Editora Penalux, casa editoral que faz um trabalho de edição fantástico, com a qual me identifico.

Olha que linda a cartinha que eu recebi do Tonho França e da equipe da Penalux!

O livro, que reúne cerca de 50 poesias, sairá ainda no primeiro semestre. Sendo assim, ainda teremos muitos posts sobre ele por aqui. Ah! Nem preciso dizer que a hastag #AintermitenciadasCoisas já está no ar nas redes sociais, preciso? Esse também é um dos meios de acompanhar tudo o que vai rolar até o lançamento.

Aproveito ainda para perguntar: o que vocês querem saber tanto do processo de escrita, quanto dos caminhos de editoração? Deixem as perguntas aí nos comentários que logo eu faço post contando tudo! Minha vontade é aprender com este processo para compartilhar com quem também quer ser publicado.

Espero poder ver o rostinho de cada um de vocês no evento de lançamento!

Beijos e queijos intermitentes :*
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Algumas Observações | Ano 13 | Textos por Fernanda Rodrigues. Tecnologia do Blogger.