quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

{Resenha} Neruda, o filme

Neruda, que filme! ♥

Ontem eu fui até o cinema assistir Neruda, filme escrito por Guillermo Calderón, dirigido por Pablo Narraín e estrelado por Luis Gnecco, Gael García Bernal e Mercedes Morán. Que filme! Que filme! Não é à toa que a película foi escolhida para representar o Chile para concorrer ao Oscar e ao Globo de Ouro, na categoria melhor filme estrangeiro, em 2017.

O longa-metragem narra o período mais obscuro da vida do senador e poeta chileno, seu exílio por ser comunista. Sem o comprometimento com a biografia real do escritor, vemos Pablo Neruda (Gnecco) deixando Santiago, tentando se esconder no sul do país, em meio à Cordilheira dos Andes. Para ele, esta fuga deve entrar na história, porque ele quer ser lembrado pela façanha de ter escapado.

O chileno é um dos meus poetas preferidos.
Estava na maior expectativa antes de o filme começar.

Em sua cola, segue o inspetor Óscar Peluchonneau (García Bernal), que sonha em sair do anonimato justamente por capturar o ganhador do prêmio Nobel. Por meio da metalinguagem, o espectador viaja nas paisagens chilenas e na possível criação de um dos livros de Neruda, Canto General.

A fotografia do filme é belíssima. Cada pequena cidade ganha vida, cada expressão no rosto das pessoas inspira não só o poeta-protagonista, quanto a nós que estamos assistindo. As cenas gravadas nos Andes são de tirar o fôlego. Narrín foi exemplar ao explorar este período da vida do Neruda tão sem informações concretas e criar este universo tão poético e encantador.

Além de Canto General, "A canção desesperada" (publicada no livro Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, de 1924) é citada diversas vezes - seja pelo próprio poeta, seja por outras personagens -, tornando as pessoas por vezes mais humanas.

Poético, intrigante metalinguístico e encantador, Neruda é aquele tipo de filme que nos faz sair do cinema querendo ler toda a obra do poeta chileno. Sem dúvida, é uma obra que vale a pena ser vista.


Trailer do filme



Filme: Neruda
Direção: Palo Narraín
Ano: 2016
Duração: 1h48
Gênero: Drama
Nacionalidade: Chile, Argentina, França, Espanha
Idiomas: espanhol e francês
Classificação: 12 anos
Sinopse: Chile, 1948. A chamada Lei Maldita do governo de Gabriel González Videla está a todo vapor para prender os militantes comunistas. Entre eles, o poeta Prêmio Nobel, Pablo Neruda (Luis Gnecco), que começa a ser perseguido incansavelmente pelo inspetor Óscar Peluchonneau (Gael Garcia Bernal).

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Achados fotográficos #12: meus instagrammers preferidos sobre São Paulo

Estação Brigadeiro, Avenida Paulista, São Paulo, Brasil.

Quem foi que disse que não existe amor em São Paulo? Quem anda por nossas ruas e avenidas consegue ver muita poesia nos muros de concretos espalhados por aí. Apaixonada como sou pela minha cidade natal, quando não vou por aí fisicamente, me desloco por São Paulo via Instagram. Vocês já viram quantos perfis maravilhosos há por lá? 

A vivacidade de quem vive e passa por aqui encanta os olhos e aquece os corações de todos nós. Quer ver só? Confira abaixo os seis perfis colaborativos que fazem alguma coisa acontecer no meu coração. 💚

Perfil colaborativo que recebe imagens de usuários que amam São Paulo, por meio da hastag #cidadedagaroa.
Contato: contato@cidadedagaroa.com.br

Projeto São Paulo City

Este ig faz parte do site Projeto São Paulo City, que promete mostrar o melhor da cidade para seus leitores.
Contato: contato@projetosaopaulocity.com.br

SP Lovers

Perfil colaborativo e página do facebook que é alimentado pela hastag #splovers e pretende mostrar o amor que as pessoas sentem pela cidade.
Contato: contatosplovers@outlook.com

São Paulo Originals

Esta galeria de imagens e página do facebook pretendem mostrar as inúmeras possibilidades de interação com a cidade.
Contato: saopaulo_originals@hotmail.com

São Paulo Walk

Instagram e facebook incentivando as pessoas a caminharem pela cidade, como forma de quebrar a rotina e se reapaixonarem por São Paulo.
Contato: contato@saopaulowalk.com.br

Por hoje é só!
Beijos e queijos :*

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sábado, 14 de janeiro de 2017

Ano Novo: 12 metas para 2017

12 metas para 2017

Olá, pessoal!

Já se foram duas semanas de janeiro, e só agora estou aqui com o post sobre as minhas metas para o ano. Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu gosto de falar sobre elas logo no primeiro post, entretanto 2017 está sendo peculiar desde a virada (isso é assunto para outro momento), o que me levou a querer as coisas diferentes no blog também.

A ideia para este post (comentado em vídeo) começou a surgir no início do segundo semestre do ano passado, quando os amigos começaram a me pedir vídeos no youtube e eu me arrisquei a fazer o Vlog da Bienal.  Paralelo a isto, estava conversando com a Vayda sobre fazer metas e se manter animada até o final do ano. Foi quando decidimos: uma incentivaria a outra.

Este post tem a participação incrível da Carol Vayda. ♥

Nosso projeto será assim: gravamos dois vídeos, um comigo falando as minhas metas e a Carol comentando (esse que está aí abaixo) e outro com ela falando as metas dela e eu comentando (que está no canal dela). No meio do ano, gravaremos de novo, contando o andamento das tarefas. Já no final de 2017, teremos mais uma gravação com o fechamento das tarefas. Então, vamos lá?

Minhas 12 metas para 2017:




  1. Meditar todos os dias (nem que seja por 5 minutos);
  2. Planejar a semana todo domingo;
  3. Ler ao menos 10 livros da minha lista de 66 não-lidos;
  4. Cozinhar uma receita nova uma vez por mês;
  5. Estudar e praticar fotografia uma vez por semana;
  6. Manter o diário e o bullet journal como formas de limpar a mente;
  7. Produzir newsletters do blog com regularidade (de 15 em 15 dias);
  8. Praticar atividade física (dança/caminhada) ao menos uma vez na semana;
  9. Estudar (uma vez na semana) e fazer o exame de proficiência em língua inglesa;
  10. Ir ao cinema uma vez por mês;
  11. Viajar ao menos duas vezes por ano;
  12. Sempre escolher suco no lugar do refrigerante (quando houver esta possibilidade).

Os links citados no vídeo são:

  1. {D.I.Y.} Passo a passo de como fiz o meu bullet journal
  2. E-book “Dicas de fotografia”, por Claudia Regina;
  3. Inscreva-se para receber newsletter do blog;
  4. Leia sobre as viagens ao Rio de Janeiro e Buenos Aires;
  5. Vício em refrigerante | Drauzio comenta #36
Você pode entrar em contato com a Carol Vayda nos links abaixo:

É isso! Espero que vocês tenham gostado. Deixem aí nos comentário sugestões que me ajudem a conquistar as minhas metas e me contem um pouco sobre as de vocês! 

Beijos e queijos :*


PS: Ah, só mais uma coisa: beijo para Adriel, que me ajudou com o download do software de edição de vídeo. Se eu melhorei um pouco do vlog da bienal para esse, a culpa é dele! 💚
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

{Resenha} Amor, de Isabel Allende

Amor, de Isabel Allende

Amor é um livro que supera a expectativa de uma coletânea de textos da reconhecida autora chilena Isabel Allende. É uma obra que fala com os nossos instintos, desejos, experiências e sonhos.

Os recortes das cenas amorosas das diversas obras de Allende foram organizadas de acordo com temas explicados pela própria autora. Aliás, tanto as explanações quanto a introdução do livro são incríveis, porque a escritora desvenda muito de seu processo criativo neles, uma vez que relata de uma forma muito sincera não só a sua visão e relação com o sentimento amoroso, mas também com a literatura amorosa/erótica.

Para quem conhece bem a obra da autora, estas introduções de cada parte do livro são um deleite, pois fica claro o ponto de vista de Allende sobre os próprios escritos. Para quem ainda não a conhece, Amor é uma excelente oportunidade se ter um panorama das histórias da escritora.

Vivo e rico, cada linha nos apresenta as diversas facetas deste sentimento tão incrível. Impossível não amar.

Livro: Amor
Autora: Isabel Allende
Páginas: 240
Editora: Bertrand Brasil
Sinopse: O novo livro de Isabel Allende, Amor, é uma antologia que reúne as melhores cenas de amor dos seus romances e contos, selecionadas pela própria autora. A ideia inicial partiu de seu editor e Allende logo ficou entusiasmada com o projeto. Para alguns trechos, inspirou-se nas próprias experiências amorosas ou nas de conhecidos. Ao longo da introdução do livro, a autora faz um desabafo honesto e emocionante a respeito da sua vida. Narra como foi a passagem pela infância e pela adolescência e o papel da sexualidade nessa época, além de histórias de sua fase hippie e de como foi o escândalo na sua primeira reportagem em uma revista feminina. Um dos pontos altos é quando ela descobre, aos 33 anos, a sensualidade. Em Amor, Isabel conta também como a escrita foi fundamental em sua vida, pois, segundo relata, é onde ela pode viver todas as aventuras que seriam impossíveis na vida real. Ainda na introdução, aborda a infidelidade, a vida em Beirute, no Líbano, e o encontro com seu marido atual, William Gordon.
Livro no skoob.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Transporte

Qual é o próximo destino? 

O ônibus laranja que sai do centro se confunde com a linha verde do metrô, sentido Vila Prudente. Eles também poderiam ser o voo até Brasília ou a caminhada da escola até o shopping Santa Cruz. A brincadeira de pula-cela é mais uma a entrar na roda, assim como o chat que não deu em nada, lá do facebook. São tantos os lugares em que te busquei. São tantas as fórmulas! Os caminhos são inúmeros e a distância, gigantesca. Fora os desejos... Ah! O que fazer com os desejos?

O mundo é muito vasto; e eu, um ponto no nada. Não quero dar o braço a torcer de que tudo será assim para o sempre. Quero mesmo é quebrar o ciclo de mais um ano, mais uma busca por um destino sem direção em que te procuro. Dou de cara comigo mesma, as rugas surgindo dia após dia, em frente ao espelho. Apesar disso, o fio da esperança que resta me ajuda a manter a dignidade que faz com que minha cabeça continue erguida.

Nada é simples nesta vida. Me abri para cada um que chegou dizendo que era você e percebi que a cada partida minha casa se bagunçava. Os móveis revirados da saudade passaram a buscar um motivo simples que os livrassem da poeira da lembrança. Em consequência, isso me levou a um processo cíclico: quanto maior é a busca, maior a dúvida. E aí o paradoxo entra em cena, porque quanto maior a dúvida, mais mergulho dentro de mim mesma.

Se antes queria um transporte que me levasse até você, agora fico tranquila por permanecer aqui. 

(Afinal, alguém precisa se levantar e começar a faxina, não é mesmo?)

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