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domingo, 2 de agosto de 2026

O que me faz (bem) feliz hoje

domingo, agosto 02, 2026 5


Domingo passado estava em casa descansando quando fui assistir ao vídeo da Martina Giacoboni, uma argentina muito simpática, que tem uma livraria muito bonitinha. Lá pelas tantas, ela compartilhou uma lista de coisas que a fazem feliz no momento e disse que gosta de fazer isso quando ela está meio tristonha. Como eu estava meio tristonha, resolvi fazer a minha lista também. E ela tinha razão. Me senti melhor quando terminei o exercício. Aliás, não só me senti bem, mas fiquei surpresa com o tamanho da minha lista. 

É justamente esta lista que eu trago no post de hoje. Ela não tem um grau de maior ou menor importância, porque, para mim, tudo isso é bem importante. Deixo a minha lista pública como incentivo para você fazer a sua também.

Este é o vídeo da Martina.

O que me faz (bem) feliz hoje

  1. Saber que Deus escuta as minhas orações;
  2. Dormir com as duas gatas, mesmo que eu fique toda torta;
  3. Dias de sol e calor;
  4. Café depois do almoço;
  5. Conversas honestas (de coração para coração);
  6. Minhas amigas (e o quanto elas preocupam e cuidam de mim);
  7. Meus pais;
  8. Gatinho;
  9. Harry Styles no Brasil;
  10. Harry Styles dizendo "Scream if you wanna go faster!";
  11. Ver meus alunos e ex-alunos sendo felizes na vida;
  12. Casa limpa e perfumada;
  13. Vídeos de animais sendo felizes;
  14. Dançar, dançar e dançar;
  15. Ir ao teatro;
  16. Poder sonhar com um futuro melhor;
  17. Trabalhar com o que eu amo;
  18. Cantar (mesmo que fora do meu tom);
  19. Chá antes de dormir;
  20. Acordar sem despertador;
  21. Tricotar;
  22. Escrever;
  23. Começar e terminar a leitura de um bom livro;
  24. Chocolate;
  25. Ganhar comidinhas de presente;
  26. Minhas plantas;
  27. Ganhar flores/plantas de presente;
  28. Quando alguém que amo se lembra de mim sem motivos;
  29. Ouvir e falar en español;
  30. Quando o que eu convido pra minha vida vem pra minha vida;
  31. Árvores e natureza;
  32. Sorvete;
  33. Comidas que me fazem dançar de tão gostosas que são;
  34. Ir a shows;
  35. Ir a shows e cantar até ficar sem voz;
  36. Ronronar da Poesia;
  37. Ronronar da Camomila;
  38. Meus alunos crescendo e virando meus amigos;
  39. Backstreet Boys;
  40. Backstreet Boys dizendo o famoso "Hi, we are the backstreet boys!"
  41. Andar descalça;
  42. Este blog.

Alguns itens dessa lista são bem banais, outros são bem profundos. Acho que a questão com este exercício é justamente não julgar o que vem na cabeça e não ficar pensando em hierarquia. O ponto é só reconhecer o que nos faz bem, redirecionar o olhar para o copo meio cheio. 

Agora me conte, o que você colocaria na sua lista?

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domingo, 12 de julho de 2026

Meu alfabeto musical (de A a Z)

domingo, julho 12, 2026 9
Foto por Matthias Groeneveld, via Pexels.

Dia desses estava nos stories do Instagram (me segue lá @fe_notavel), quando os meus amigos começaram a postar um Alphabetical Music Challenge. Achei bacana a proposta de pensar em uma música para cada letra do alfabeto, entretanto nem tentei fazer, porque a ideia de compartilhar a lista nos stories é fazendo uma por dia. Sabia que esqueceria e não terminaria o desafio. Sendo assim, resolvi trazê-lo para o blog e montar uma playlist no Spotify (clique aqui para me ver no Spotify)..

O critério de escolha foi unicamente a primeira música que passou pela cabeça quando vi a letra.

Estão prontos para uma playlist bem doida?


As long as you love me (Backstreet Boys)
Baby one more time (Britney Spears)
Castanho (Lenine)
¿Dónde están los ladrones? (Shakira)
En la fiesta mando yo (Thalia)
Fátima (Capital Inicial)
Girls just wanna have fun (Cyndi Lauper)
Hey Jude (Paul McCartney)
Immer in Bewegung (Revolverheld)
Just want you to know (Backstreet Boys)
Kiwi (Harry Styles)
Luz dos olhos (Cássia Eller)
Mi Buenos Aires querido (Carlos Gardel)
Nadie como tú (Miranda)
Óculos (Os Paralamas do Sucesso)
Pajarito colibrí (Natalia Lauforcade)
Quit Playing Games (Backstreet Boys)
Remember the time (Michael Jackson)
Survivors (Passenger)
Thunder (Jessie J)
Until the end of the world (U2)
Vogue (Madonna)
Wannabe (Spice Girls)
Xscape (Michael Jackson)
You oughta know (Alanis Morissette)
Zooropa (U2)

Agora me conta, o que você colocaria na sua playlist alfabética?

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

20 anos de Algumas Observações

quarta-feira, junho 24, 2026 10

Querido Algumas Observações,
Feliz aniversário.

Eu sei que não é comum a gente escrever uma carta a um blog, mas aqui estamos nós — você, eu e nossos leitores. Em tempos tão modernos em que as pessoas conversam com chats e inteligências artificiais, não vejo problema em lhe deixar por aqui algumas palavras.

20 anos. Tal qual uma mãe saudosa, me pego me lembrando do dia em que te criei. Queria falar sobre tudo na internet. Naquela época, os blogs ainda não tinham tags e formas de classificação que me permitisse organizar o conteúdo como fazemos hoje. Também não havia muitos recursos. Era tudo feito à base de código HTML e de tutoriais que víamos nas comunidades Orkut.

A vida era mais divertida, mais esperançosa. Você já teve vários layouts e a clássica neve caindo no inverno. Você me viu entrando e saindo da universidade, das diversas pós-graduações. Você me viu indo aos shows que tanto me divertem e fazendo viagens felizes. Você me viu amando e tendo o coração partido (como agora). Você me viu publicando meus livros, testando novas artes, vivendo.

Apesar da depressão diagnosticada e tratada, eu amo viver. E amo registrar essa vida — nada extraordinária, pra dizer bem a verdade — aqui. Duas décadas inteiras sendo blogueira (termo que já foi sinônimo de ser legal, de status, pejorativo e sabe lá a quantas anda atualmente). Duas décadas sendo blogueira, escritora, artista. Talvez não tivesse seguido o rumo do meu coração se não tivesse este espaço, então muito obrigada.

Obrigada por ser espaço para treino da minha escrita; obrigada pelos amigos que fiz aqui — alguns deles a vida tornou possível conhecê-los e abraçá-los pessoalmente; obrigada pelas gratas surpresas, pelas empresas que já foram parceiras; obrigada pela comunidade tão fiel e gentil de leitores; obrigada por me ajudar a me entender e a amadurecer.

Que venham mais 20, 30, 40 anos observando o mundo, sentindo intensamente, sendo uma observadora do cotidiano e da vida.

Com carinho,
Fernanda
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sábado, 6 de junho de 2026

6 on 6: trilha de cor: laranja

sábado, junho 06, 2026 12



Maio chegou trazendo mais um tema fotográfico, a cor laranja. O que a trilha de cor azul teve de fácil, a laranja teve de difícil e complicada. De todos os temas que fizemos, este foi o que mais me deu trabalho. Como não sou uma pessoa de ter muitas coisas laranjas ao meu redor, comecei a procurar tal cor pelo meu caminho. Aí que veio a encrenca. No meu olhar míope, ou as coisas eram vermelhas, ou eram marrons. Nunca cor de laranja. Quanto mais procurava, menos encontrava. Bateu o desespero sim e com certeza. Enfim, vamos às fotos:

Três incógnitas


Enigma.

A primeira foto que fiz foi esta. Assim como a vegetação do tema Linhas, estas plantas moram no parque em que faço minhas aulas de dança. Era sexta de manhã, estava frio e não fazia (e ainda não faço) ideia de como esta planta se chama, muito menos se essa cor é vermelha, marrom ou laranja. Digam-me aí nos comentários se acertei na foto ou se roubei no tema.

Florezinhas incertas

Na sexta à tarde, no caminho para a aula de canto, sempre passo por um colégio cujo o muro é coberto por esta outra planta. Mais uma das que também não sei o nome. Mais uma que eu olhei e pensei: isso é laranja ou vermelho? O que posso dizer com certeza é que ela forma pequenos buquês como este da foto, e que eles ficam lindos sob a garoa fina que tem feito nos dias frios de outono.


Meio cantora, meio Jasmine.

Um pouco mais tarde, já no meio da aula de canto, olhei para o chão e me lembrei da história do Aladdin. O tapete tem os quadrados alaranjados, já a minha garrafa de água, a cor da roupa da Jasmine. A bateria deu um toque de Gênio da Lâmpada; que, lembremos, também é meio azulado. Foto nada artística, com zero enquadramento, mas que conta como laranja, não conta?

Três certezas

Infância.

Na volta da aula de canto, passei algumas vezes por alguns desses brinquedos públicos. A prefeitura de São Paulo tem colocado vários deles em diversas praças (ano de eleição tem dessas reformas de última hora). Olhando de longe, é muito bonito. Chegando mais perto, dá para ver que alguém já foi lá rabiscá-lo (dá para ver justamente na parte laranja dele). É uma pena. Enquanto desmontarem a Educação, não adianta trocar o patrimônio público esperando perfeição, porque isso vai continuar acontecendo. Só há valorização quando se compreende verdadeiramente a importância disso. Sem educação de qualidade, fica difícil chegar a esse entendimento sozinho.

Gatinha.

Se há uma certeza é que, ao chegar em casa, encontrarei dona Camomila enrolada — tal qual o recheio de um bolo — na sua cobertinha laranja. Ela não só ama essa coberta, mas também tem ciúmes dela. Talvez esse seja o único motivo pelo qual ela bata na Poesia vez ou outra: quando a Popô quer roubar o lugar dela na cobertinha laranja. Diva que é diva tem que defender o seu espaço, não é mesmo?




Por fim, mas não menos importante, um dos meus livros preferidos da vida é este laranjão. Esta foi a primeira foto que pensei em fazer e, no fim, foi a última a ser produzida. Leminski e seu bigode, sua poesia. Leminski sendo ele mesmo e escrevendo sobre alfabetos e girafas. Tem como não amar? 

Enfim, este foi o meu 6 on 6 de maio: no meio fio entre a concretude e a incerteza, bailando pela vida. Espero que vocês tenham gostado. 😉

📷📷📷

Equipamentos usado no post:

Todas as fotos deste post foram feitas com o celular.

Mais 6 on 6:

Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: Reticências, Sweet Luly, Inventando assunto, Camila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷 02 📷 03 📷 04 📷

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domingo, 17 de maio de 2026

Como trazer uma língua estrangeira para a nossa rotina

domingo, maio 17, 2026 16
Você tem dificuldade para estuda uma língua estrangeira? Vem que este post é para te ajudar!

Sou professora de inglês desde 2009. Além desse idioma, também tenho nível avançado no espanhol. Então, tanto amigos quanto alunos me perguntam como estudar quando falta tempo e, principalmente, quando falta energia para sentar, abrir um livro ou um caderno e fazer uma sessão focada de estudos.

O que eu sempre digo é que quanto mais a gente aumenta o nosso tempo em contato com a língua estudada, mais fácil vai ficando. Sendo assim, o que trago aqui são estratégias para aumentar o tempo de contato com a língua que se está aprendendo. As estratégias listadas servem para quaisquer línguas e exigem poucos recursos (livros, cadernos, conexão com a internet).

A lista está dividida por nível da sua energia: coisas para você fazer quando estiver sem disposição, normal/ok, com disposição. A ideia é que você possa trazer a língua estrangeira para o seu dia a dia, mesmo quando não estiver tão a fim de estudar. Entretanto, já deixo a ressalva: nada como aprender com a mente descansada. Se você puder descansar, faça isso. 😉

Foto de Tim Gouw, via Unsplash.

Baixo nível de energia:

  1. No caminho para o trabalho ou para casa você pode nomear cada cor ou cada nome de lugar por onde passar na língua de estudo;
  2. Enquanto malha, você pode contar as suas repetições na língua de estudo;
  3. Nos seus momentos rolando nas redes sociais, você pode escrever um comentário para um produtor de conteúdo nativo;
  4. Enquanto cozinha, você pode colocar um programa de culinária na língua que está aprendendo e deixar tocando de fundo. (Quem é a Ana Maria do país que fala a língua que você está aprendendo?)
  5. Ao mesmo tempo em que você lava a louça, você pode dizer os nomes dos utensílios de cozinha e dos ingredientes usados na refeição que acabou em voz alta;
  6. Ao assistir filmes e séries, coloque a legenda no idioma estudado (mesmo que seja uma série ou um filme brasileiros, coloque a legenda em língua estrangeira!);
  7. Enquanto toma banho, coloque um podcast ou um audiolivro para tocar;
  8. Ao mesmo tempo em que escova os dentes, faça uma contagem regressiva na língua aprendida;
  9. Quando você tentar focar, faça uma meditação guiada na língua que você está estudando.
  10. Configure os seus equipamentos (computador, tablet, celular, TV etc.) para a língua que você está aprendendo.

Imagem via BrasilcomS.

Nível médio de energia:

  1. Se grave falando na língua estudada. Você pode falar como foi o seu dia, contar aquela história famosa que todo mundo conhece na sua família ou explicar qual é a sua profissão e os detalhes da sua rotina de trabalho;
  2. Faça exercícios de um livro de estudo ou de uma gramática;
  3. Escreva o seu planejamento diário ou semanal na língua estudada;
  4. Escreva a sua lista de compras do dia a dia ou a sua lista de desejos na língua que você está aprendendo;
  5. Crie uma lista ou um caderno só para estudo de vocabulário;
  6. Assista a vídeos na língua estudada e anote as palavras que você não conhecia ou não entendeu na sua lista ou no seu caderno de vocabulário;
  7. Grave um recado na língua estudada para você ver/ouvir no dia seguinte;
  8. Escreva um diário na língua estudada;
  9. Faça etiquetas com os nomes dos objetos / móveis na língua que você está aprendendo e cole nele;
  10. Leia um livro na língua alvo de estudo;
  11. Escolha uma música e cante-a lendo a letra ao mesmo tempo;
Foto de Unseen Studio, via Unsplash.

Alto nível de energia (ideal para longas sessões de estudo):

  1. Escolha um vídeo. Assista uma vez. Depois coloque o mesmo vídeo novamente. Dê pausa entre as falas. A cada pausa, repita o que foi dito;
  2. Faça o exercício de shadowing: coloque um vídeo e fale ao mesmo tempo que a pessoa. Repita várias vezes;
  3. Veja um vídeo na língua estudada sem legendas;
  4. Escolha um vídeo ou um podcast e escreva de 5 a 10 frases sobre o que você aprendeu com ele;
  5. Escolha uma palavra do seu caderno ou da sua lista de vocabulário. Escreva de 5 a 10 frases colocando-a no contexto do seu dia a dia, da sua rotina;
  6. Escreva um texto com o tópico gramatical que você está estudando;
  7. Leia um texto em voz alta. Se grave lendo. Ouça a gravação e corrija possíveis erros de pronúncia;
  8. Leia um artigo ou um capítulo de um livro em inglês. Usando uma cor, destaque as palavras que você não conhece. Usando outra cor, destaque as palavras-chaves do texto. Procure o significado delas no dicionário (há bons dicionários online);
  9. Faça um resumo do que você leu/assistiu/ouviu na língua estudada;
  10. Escreva uma carta para o seu eu do futuro. Escolha uma data para abri-la (último dia do ano, seu próximo aniversário etc.).
  11. Se cadastrar no site do postcrossing, escolher um endereço de destino na língua estrangeira e enviar um cartão postal físico pelo correio.
Foto de Becky Phan, via Unsplash.

Lembrando que:

Essas sugestões não substituem a aula com o professor, elas servem como complemento. No meu caso de professora, eu gosto quando os meus alunos implementam essas dicas, porque eles fazem aulas comigo apenas uma vez por semana e este é um jeito que eles encontram de seguir praticando. Já como estudante, faço isso tanto para as línguas que já sei (inglês e espanhol), quanto para as que quero aprender (alemão e italiano).

Outro lembrete importante é que tudo isso (e o que vou dizer vale para qualquer aprendizado) deve ser divertido. Pense nos seus piores momentos da escola e você vai ver que você não aprendeu (no máximo, memorizou). Isso porque é muito mais difícil aprender quando a gente considera algo chato. Tornar o aprendizado divertido é meio caminho andado para conseguir apreender e colocar a língua estudada em prática com confiança.

Agora me conte: o que você pretende implementar na sua rotina de estudos?
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domingo, 26 de outubro de 2025

Tricotando no avião: como levar o seu projeto sem problemas

domingo, outubro 26, 2025 8
Tricô e viagem sempre se dão bem!

Ano passado eu resolvi que queria sempre ter um projeto de aniversário, algo que colocasse as minhas mãos e a minha arte em movimento. Comecei com a manta do clima (você ler sobre ela aqui, ou vê-la no meu canal, no YouTube) e, para este ano, resolvi fazer mais uma versão do Hope Summer Top (receita gratuita, em inglês e em espanhol, feita pela Nerea Moreno, disponível aqui).

Minha primeira versão do HOPE Summer Top.


A primeira vez que fiz essa blusa foi em 2023. Usei o fio Verão, da Círculo, na cor azul bic. Embora a proposta desse fio seja ele ser fresco, confesso que achei que a blusa ficou um pouco quente pro clima cheio de ondas de calor de São Paulo. Acabei vestindo-a mais no período de meia-estação. (Parece que o verão de 2026 será mais fresco, então, espero usá-la mais vezes).

Tendo tudo isso em vista, resolvi tecer a mesma blusa, usando o fio Anne Natural (também da Círculo). Como iria viajar, decidi que este também seria o meu projeto de viagem (além de ser o de aniversário).

Preparativos para a viagem

Comprei dois novelos; mas, ao fazer a amostra de pontos, notei que este é um fio que rende. Resolvi que levaria apenas um na viagem, uma vez que sabia que não terminaria a blusa toda por lá. 

Sobre a escolha da agulha, abri mão da minha preferida, a de metal. Sabia que poderiam implicar com ela, ao passar nos raios-X dos aeroportos. Sendo assim, escolhi a circular de bambu + silicone (com cabo de 80 cm, porque eu gosto de ter espaço, mesmo tricotando reto).

De material auxiliar, separei dois marcadores de plástico (um para a divisória do decote e outro para prender os fios da costura); um bloquinho de anotações e uma caneta; um parador de pontos de silicone para o fim da agulha e uma fita métrica.

Materiais levados na viagem. Blusa com tecitura já mais avançada.

Resolvi não levar tesoura. Como escolhi fazer a peça inteira com um fio só (sem as listras coloridas do original) sabia que só precisaria de cortar o fio duas vezes. Eu o fiz arrebentando com as mãos, mesmo. Mas nada que pedir um corte na recepção do hotel também não funcionasse. (Ao que me parece, é possível levar uma tesoura pequena no avião, desde que ela tenha menos de 10 cm de lâminas. Se você quiser levar uma na sua viagem, informe-se com a companhia aérea para ter certeza de que é isso mesmo.)

Para evitar de montar a peça no avião, comecei uns dias antes e já fui com a barra da blusa tricotada (viajei com uma amiga e achei que seria chato ter que ficar contando os pontos na hora da montagem da peça na agulha, estando com ela e mais um monte de gente ao redor).

No aeroporto e no avião 

Para facilitar, a bolsa de tricô era o item mais fácil de tirar da mochila que levei como mala de mão. Tanto em Guarulhos, quanto no Aeroparque, na ida e na volta, ninguém no raio-X pediu para ver o meu material de tricô.

No avião, coloquei a mochila nos meus pés, o que facilitou de eu pegar e guardar o projeto durante o voo. Tricotar foi bem tranquilo e relaxante. Ajudou o tempo a passar depressa e a acalmar a ansiedade do "chegar logo".

Sobre o projeto escolhido

Acho que fiz uma boa escolha em levar o Hope Summer top pra viagem. Ele é um projeto que não exige muito espaço na bagagem ou muitos materiais. Além disso, a receita é simples, sem pontos decorativos. Aquele tipo de trabalho que você não precisa ficar pensando muito, que é possível fazer enquanto conversa com alguém.

Penso que considerar o tamanho do projeto, a sua complexidade e o perfil da sua viagem é importante ao levar o seu tricô na bagagem (não seria viável, por exemplo, levar a manta do clima, que já estava enorme e volumosa e que envolve muitos novelos de cores diferentes).

Sobre o fio, o Anne Natural solta alguns fiapinhos enquanto a gente tece. Nada que continue depois que a peça já está pronta.  Isso pode ser ruim para algumas pessoas (a mim, não me incomoda). Eu gostei de dois pontos: um é que ele rende muito (um novelo deu para fazer a frente e mais da metade das costas da blusa), o outro é que ele desliza muito na agulha. Mesmo usando uma agulha fininha, o trabalho rendeu rápido.

Durante a viagem eu consegui fazer mais da metade da peça, mesmo tricotando em momentos esporádicos, como antes de dormir. 




Recapitulando

1. Escolha um projeto pequeno, que envolva poucos materiais e que tenha um nível de complexidade que se encaixe bem com a sua viagem;
2. Evite agulhas retas (as mais antigas têm metal dentro) ou de metal. Opte pelas de plástico ou pelas bambu + silicone. Também evite as que sejam mais pontiagudas. Assim, você se poupa de ter que se explicar no raio-x ou de ter que jogar fora as suas agulhas.
3. Faça a mesma coisa com os assessórios: opte por marcadores e agulhas de tapeçaria que sejam de plástico. Se for levar tesoura, certifique-se de que a sua atende às orientações da companhia aérea.
4. Deixe o seu material o mais fácil possível de pegar e guardar. De preferência, perto dos seus pés (não no bagageiro acima. Assim, você não precisa ficar se levantando e se sentando, principalmente se estiver nas poltronas da janela ou na do meio).
5. Divirta-se e tenha, ao final da viagem, uma peça que te remeta às boas lembranças daquele período! 😉
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domingo, 13 de julho de 2025

Livros que eu comprei n'A Feira do Livro

domingo, julho 13, 2025 2


No post de hoje quero compartilhar quais foram os títulos que comprei na edição de 2025 d'A feira do livro. 

Como disse neste vlog, não tinha programado comprar muitos livros. A verdade é que me programei para comprar dois e acabei comprando cinco, sendo um deles um presente. 

Aqui, deixo os 4 títulos que passaram a integrar a minha biblioteca. Bora conhecer?




Autoria independente

Wesley e eu, n'A Feira do Livro.


O primeiro título foi do autor maranhense Wesley Moraes. Wesley é poeta, cantor e "gente fina, elegante e sincera". Ele estava conversando com as pessoas e vendendo o livro dele, produzido de forma independente. Além de ser autor, vem de uma família de professores e está se organizando para lançar seu disco. Comprei o livro de poemas Peregrino usado para escrever, que fiz questão que ele autografasse! 😉

Quem quiser conhecer mais do trabalho do autor, basta segui-lo no Instagram: @wes.moraes.




Livro: Peregrino usado para escrever
Autor: Wesley Moraes
Páginas: 46
Editora: publicação do autor
Apresentação: Já perguntaram se eu não fico no tédio / E se é a poesia o remédio, / Que eu uso para me entorpecer.  // Respondi bem rápido e sucinto, / Que o poeta é apenas um ser místico, / Peregrino, usado pra escrever.

Descoberta poética

Adriana Lisboa e Júlia de Carvalho Hansen


Como contei no post passado, no primeiro fim de semana do evento, assisti a uma mesa sobre poesia com a Adriana Lisboa e com a Júlia de Carvalho Hansen. Fiquei encantada pelo trabalho e pelo bom humor da Júlia, com o jeito que ela olha com profundidade visceral pra vida (desde os grandes movimentos como o processo de demência do próprio pai aos pequenos insetos que caminham por aí). Também gosto demais desse misto de poesia e diário. Sendo assim, comprei o livro dela. Este, inclusive, já li. Ano Passado entrou na lista dos meus livros de poemas preferidos. 



Livro: Ano Passado
Autora: Júlia de Carvalho Hansen 
Páginas: 160
Editora: Nós 
Apresentação: O ano passado está sempre se distanciando. Nunca é apenas um. Passa-se um ano e já se torna outro, mais esquecível, nem sempre mais distante. É uma espécie de epíteto dos esquecimentos. O ano passado pode ser o dia anterior, a estação pregressa, pode nem ter acontecido, pode vir-ainda-a-ser. Pode ser “o instante que antecede as coisas”. Neste novo livro, a já consagrada poeta Júlia de Carvalho Hansen diz e desdiz certa ideia de cotidianeidade, a um só tempo tocando o expansivo (os anos, os amores, as tragédias, o país) e o comezinho (também os amores, algumas tragédias, certas noções de país). No entremear delicadíssimo dos versos, chancelados pelo registro diarístico, a autora reivindica a pertinência da atenção à passagem do tempo, ao passo que pontua a chama inapagável do tempo presente: “afinal as tempestades estão cada vez mais severas/ quando não chove os incêndios estão em toda parte/ nós somos os filhos da transição”. Ano passado é o lugar da sutileza e da pungência. Tem a marca do calendário, mas não é contabilizável. Passa, mas não passa nunca, jamais. Lembra persistentemente o leitor: “Você foi ficando vago”. E, ainda assim, o ano passado está aqui, como estamos todos, perenes e para sempre, neste livro marcante, comovente, que veio para permanecer por muitos anos no horizonte da poesia brasileira contemporânea.


Mergulho linguístico 

Meu trabalho — em todas as suas vertentes — é a minha paixão, então eu amo me aperfeiçoar e me aprofundar nele. Desse modo, tinha que ter algum livro relacionado. O da vez é o Na ponta da língua, do Caetano W. Galindo. Ano passado li Latim em Pó e foi uma das minhas leituras preferidas do ano, então, a expectativa para ler o Na ponta da língua é altíssima. 
Eu gosto muito do trabalho do Galindo (ele traduziu os livros da Patti Smith, só para trazer um outro exemplo). Além disso, na interação que tive com ele, ele foi uma pessoa muito gentil. É muito legal saber que somos colegas de profissão 😀

(Um adendo: ele fez a curadoria de uma exposição que está aberta para a visitação lá no Museu da Língua Portuguesa chamada Fala Falar Falares. Ainda não fui, mas quero demais vé-la. As informações, para quem quiser saber mais, estão aqui.)




Livro: Na ponta da Língua
Autor: Caetano W. Galindo
Páginas: 272
Editora: Companhia das Letras
Apresentação: Na ponta da língua não busca ser um mero guia de etimologia. Mais do que ensinar ao leitor a origem das palavras, Caetano W. Galindo -- autor de Latim em pó, êxito de crítica e público -- nos dá as ferramentas para que possamos, também, ser investigadores do nosso português. Tendo o corpo humano como base, numa jornada que vai da cabeça aos pés, Caetano W. Galindo nos ensina os processos históricos que explicam por que nosso pescoço deixou de ser "poscoço" e a ligação inusitada entre o joelho e uma almofada. Enquanto nos divertimos com o humor constante de sua prosa, que corre quase como uma performance cômica, mal notamos que estamos aprendendo os complexos mecanismos que regem as mudanças da língua ao longo dos séculos e os processos ocultos por trás da formação das palavras. Ao final da leitura, nunca mais olharemos um diminutivo "inho" da mesma forma. Uma aula magistral de etimologia sem a menor dor de cabeça -- que, aliás, vem do latim capitia e tem a mesma origem de "chefe".


Aprendizado com a pele

Foto com Lazinho 😍


Eu ainda me lembro do impacto que o Na minha pele me causou, porque foi quando eu estava começando os meus estudos de letramento racial e me entendendo como uma mulher negra. Ali, pela primeira vez, eu notei que algumas experiências que vivi, que julgava ser um problema meu, na verdade não eram exclusivas, eram fruto do racismo estrutural. Mesmo eu não tendo a pele escura, eu venho de uma família interracial e tenho o fenótipo negro (que carrego com orgulho e que me faz honrar cada uma das minhas ancestrais). Aquela dor não era só minha. Era minha, do Lázaro, da Taís e de tantos outros brasileiros. Ao mesmo tempo que foi dolorido, foi libertador. Me senti abraçada por alguém que, finalmente, conseguia não só me entender, mas também colocar em palavras aquele sentimento que me sufocava por anos a fio. 

Dito tudo isso, quando vi que o Lázaro Ramos teria uma mesa e autografaria os livros dele, não tive dúvidas de que queria ouvir o que ele tinha falar e, claro pegar o meu autógrafo (assim como fiz anteriormente com o Na minha pele). 



Livro: Na nossa pele
Autor: Lázaro Ramos 
Páginas: 128
Editora: Objetiva
Apresentação: Em Na nossa pele, um Lázaro mais maduro entrelaça fatos de sua vida íntima com reflexões sobre o ofício de artista e outros temas como as pautas raciais, emancipação e mobilidade social. Ao estabelecer uma ponte com inúmeras outras personalidades negras, mostra como seus pensamentos e ações são forjados numa mesma ancestralidade. Assim, são muitas as vozes que habitam as páginas deste livro. A mais importante delas é a de sua mãe, Célia Maria do Sacramento, que faleceu quando ele tinha apenas dezoito anos. Mais maduro e ciente das complexidades de sua própria história, Lázaro se sente finalmente pronto para compartilhar as memórias da mulher que foi sua maior inspiração.Lázaro também convida seus leitores e leitoras a refletirem sobre a vida e seu lugar no mundo. Partindo da premissa de que não existem respostas simples para questões complexas, acredita que a efetiva conquista da emancipação, a individual e a coletiva, é ainda um enorme desafio. Devemos retomar a aparentemente velha e esquecida ideia de que o melhor caminho é aquele que inclui a equidade, o valor à vida, o respeito às diferenças, o cuidado com o meio ambiente, a proteção à infância e a retomada da alegria -- mas não a alegria que anestesia, e sim a alegria revolucionária, transformadora. Do lançamento de Na minha pele para cá, muita coisa mudou. Foram inúmeras as conquistas, e Lázaro comemora cada uma delas, mas será que a importante e necessária ascensão da população negra já alcançou toda a sua plenitude?

Em resumo...

...eu fiquei feliz demais, porque eu comprei livros de autores brasileiros (ainda saí com 3 dos 4 deles autografados). É legal demais poder movimentar o mercado dos livros lendo os meus contemporâneos. 😀

Agora me conte: você já leu algum desses livros? Quais são os livros que você está lendo por esses dias?


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domingo, 4 de maio de 2025

10 anos de Projeto Escrita Criativa

domingo, maio 04, 2025 8


Este 4 de maio é, particularmente falando, um dia muito especial para mim, porque foi em 4 de maio de 2015 que Ayumi Teruya, Ane Venâncio e eu nos encontramos numa comunidade do Facebook e resolvemos criar um grupo para escrevermos juntas. Assim, nessa simplicidade, nasceu o Projeto Escrita Criativa. YAY! 🎈🎉🎊

Naquela época, eu era uma professora formada, em busca de um sonho. De lá pra cá, busquei me profissionalizar (fiz as pós-graduações em escrita e crítica literária e em ensino de literatura e humanidades), passei a dar as caras no YouTube, publiquei os meus livros e amadureci em todos os sentidos. Além disso, ganhei duas amigas para a vida e fomentei uma comunidade maravilhosa! 

Trabalhar com a Ane e com a Ayu é um deleite e um presente! Eu sou muito grata por esse encontro (que é, sem dúvida, um dos mais bonitos da minha vida). 

Olhar para os mais de 200 artigos no site, mais todo o conteúdo do YouTube, me orgulha. Me orgulha porque nós três começamos a falar de escrita, criatividade e mercado editorial, quando ninguém popularizava esse assunto. Me orgulha porque publicamos 2 antologias, 2 planners e muitos outros materiais. Me orgulha porque recebemos vários comentários de como o Projeto ajudou pessoas a realizarem o sonho não só de publicar o livro, mas também de abrir editora. Me orgulha por saber que pessoas de toda a comunidade falante de língua portuguesa nos acompanha. E me orgulha porque demos acesso a esse conteúdo para pessoas que não têm condições de pagar cursos caríssimos, com a qualidade que elas merecem. Democratização da informação, sou feliz porque democratizamos a informação.

Sei que este post pode soar prepotente. Não era a minha intenção. O meu objetivo aqui é dizer que se você tem um desejo, alimente-o. Alimente-o, porque nunca se sabe o que o futuro lhe reserva. Nós começamos de um modo muito despretensioso, e isso virou uma forma criativa de viver. Que venham mais 10 anos! 



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domingo, 27 de abril de 2025

Meu poema na antologia Terra, do selo Off-Flip

domingo, abril 27, 2025 6


No último dia 31 de março, tive uma notícia muito bacana. No final do ano passado, eu fiquei sabendo do concurso literário do selo Off-Flip, para a antologia Terra. Como era o último dia para a inscrição, escrevi um poema sobre a temática e enviei. Assim, sem pensar muito, com a cara e a coragem. É o jeito ideal de se inscrever para uma antologia? Claro que não. Mas como não tinha outra opção, me inscrevi assim mesmo. Meu pensamento foi: não vou deixar a oportunidade passar e coloco uma das tarefas do 101 coisas em 1001 dias em andamento.



Como comecei dizendo, no último dia 31, tive uma grata surpresa. A organização do selo divulgou a lista oficial das três categorias — conto, crônica e poesia —, e o meu poema, intitulado "Herança", ficou na parte dos Destaques. (Você pode ler a lista completa com todos os texto aqui.)



O lançamento da antologia Terra acontecerá na programação do Selo Off Flip durante a FLIP, que este ano acontecerá entre 30 de julho e 03 de agosto. Então, você poderá ler os novos versos em breve. 😜 

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domingo, 9 de março de 2025

Semana do Consumidor no Algumas Observações

domingo, março 09, 2025 6


Chegamos à semana do Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março. Então, resolvi fazer uma promoção bacana na loja daqui do blog. Sendo assim, que tal aproveitar?



Todo site está com 10% de desconto no valor total da compra para quem usar o cupom DESCONTO10.

Essa é a sua chance para comprar a versão fisica dos meus livros de poesia, os livros do Projeto Escrita Criativa e toda a nossa papelaria (o que inclui as versões digitais do Aquele Planner de Escrita).

Após escolher o(s) seu(s) produto(s), há 2 campos:
  • “Se necessário, digite aqui seus comentários”: use este espaço caso deseje o seu livro autografado (ou com uma mensagem específica, caso seja um presente para alguém);
  • “Cupom de desconto": aqui você escreve o nosso cupom: DESCONTO10.

Então, basta colocar o seu CEP, escolher o tipo de frete e finalizar a compra.

Ficarei feliz em lhe enviar tudo com muito carinho!

Caso tenha ficado alguma dúvida, basta me escrever no contato@algumasobservacoes.com.

Boas compras!

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domingo, 2 de março de 2025

30 atividades para ficar longe das redes sociais

domingo, março 02, 2025 12


Sou uma pessoa que gosta de listas. Sendo assim, elaborei uma com 30 atividades que gosto de fazer quando não quero passar muito tempo no celular (ou quero usar o tempo de tela para algo mais útil do que ficar rolando as redes sociais) e que ou são gratuitas ou são de baixo custo. A lista vai desde itens mais criativos até os mais burocráticos. Muitos deles é possível fazer tanto só quanto acompanhado. Sendo assim, só vem comigo, porque é sucesso! hehehe

  1. Dormir: há pessoas que acham que dormir é sinônimo de perder tempo. Pra mim, dormir é prazeroso. Nada como acordar sem despertador, porque o corpo se sente, de fato, descansado. (Fora os inúmeros estudos científicos que falam sobre a qualidade do sono e como dormir nos ajuda a reter informações e a tomar melhores decisões.)
  2. Ler: se você for como eu, tem uma série de livros não lidos (ou que começou, mas não terminou) na sua estante. Que tal dar um jeito nisso?
  3. Escrever: escrever para mim é trabalho (blog, newsletter, artigos e livros), mas também é prazer e autocuidado (escrita no diário). Então, organizar as ideias no papel é de extrema importância para a minha saúde mental, de modo que não fico sem as minhas páginas matinais.
  4. Experimentar uma aula de algo diferente: no YouTube há aulas para tudo, desde as mais intelectuais, como postamos no Projeto Escrita Criativa, até as mais ativas (dança, yoga, pilates), passando pelas artísticas e artesanais (aquarela, cerâmica, tricô, crochê, origami) e funcionais (como usar uma ferramenta específica, como consertar algo). 
  5. Se matricular em um curso novo: sabe aquele curso (graduação, pós, curso livre, de idiomas etc.) que a gente sempre fica enrolando? Esse é um bom jeito de usar a tela: se matriculando de vez. 
  6. Cuidar das plantas: sempre tem aquela planta que precisa de mais terra no vaso, de um vaso maior ou que dá para fazer muda. 
  7. Manutenção da casa: gosto de fazer uma ronda pela casa para observar o que precisa de manutenção, o que pode ser trocado, arrumado ou precisa ser substituído. Também consigo pensar em novos itens de decoração, na mudança de móveis de lugar ou em coisas que precisam de limpeza (as janelas, por exemplo) ou de uma repaginada (como pintura nas paredes).
  8. Trocar/doar/vender/reciclar/jogar fora: adoro passar pelos armários de tempos em tempos vendo o que eu ainda quero, o que não quero e qual é o destino para roupas, sapatos, livros, itens de cozinha. 
  9. Revisar a dispensa e a geladeira: na mesma linha, gosto de dar uma olhada de tempos em tempos o que tem na dispensa/geladeira e conferir as datas de vencimento. O que está mais próximo de vencer pode se transformar em uma receita.
  10. Cozinhar: nem que seja uma coisa super simples como fazer pipoca, bater um bolinho ou fazer brigadeiro de colher. Claro que pratos mais elaborados são bem-vindos também.
  11. Brincar com crianças e pets: aqui não tenho crianças, mas tenho Poesia e Camomila. Brincamos muito nós três (elas gostam de correr atrás de mim, e eu, atrás delas. Também jogamos com bolinhas.)
  12. Sair para caminhar: gosto de andar porque, mais do que movimentar o corpo, me ajuda a organizar a cabeça. Às vezes, aproveito para observar as pessoas (e escrever sobre elas depois) ou tomar um sorvete (refresco para as ondas de calor).
  13. Separar fotos para imprimir: o grande problema da nossa geração é tirar um monte de fotos e nunca mais voltar nelas porque o arquivo se perdeu em algum HD/nuvem da vida. Que tal separar alguns desses cliques e mandar imprimir? Eles podem virar quadros pela casa ou um belo álbum.
  14. Escrever carta ou cartão postal: nada como desacelerar enviando uma carta ou um cartão postal (seja para um amigo querido, seja em um projeto como o Postcrossing).
  15. Fazer um presente para alguém: assar um pão/bolo, fazer uma geleia, tricotar uma peça, fazer uma decoração de cerâmica ou de origami, desenhar/ilustrar, pintar um quadro ou um marcador de páginas ou criar qualquer outra coisa que você saiba e presentear alguém muito querido é sempre um gesto de profundo carinho.
  16. Ir ao cinema, ao teatro ao museu ou a um show: o contato com a arte sempre inspira e provoca a nossa cabeça para pensar a partir de outros pontos de vista. Recomendo.
  17. Convidar um amigo ou ir sozinho a uma cafeteria: nada como uma tarde comendo coisinhas gostosas.
  18. Ir a um parque e ficar sem fazer nada: estender uma canga na grama, deitar e sentir. Sem pressa, contemplar a vida. Contato com a natureza é importante e, de novo, há inúmeros estudos que comprovam isso.
  19. Visitar uma unidade do SESC: se na sua cidade tiver algum SESC, recomendo. Sempre tem alguma atividade legal acontecendo (exposição, show, curso, palestra) e a comedoria tem comida boa, de qualidade, por um preço muito baratinho.
  20. Visitar uma biblioteca pública: aqui em São Paulo há várias bibliotecas públicas com livros novos e acervos maravilhosos. É um jeito de ler o que está saindo no mercado editorial respeitando os direitos autorais, sem gastar dinheiro.
  21. Ir a um lugar que você sempre quis e nunca foi: não sei vocês, mas eu tenho uma pequena lista de lugares que eu gostaria de conhecer (aqui em SP mesmo) e que ainda não conheço. Tirar a ideia do papel pode ser um jeito de se entreter sem telas.
  22. Usar a câmera analógica ou digital, sem internet, para fazer registros: aqui eu tenho uma câmera de filme, uma intax, uma sony cybershot e uma nikon. Elas são ótimas para registrar acontecimentos quando não quero usar o celular. 
  23. Fazer listas: tirar da cabeça é um dos jeitos de se organizar para fazer acontecer. Lista é uma das ferramentas que ajuda nisso. Algumas sugestões: lista do que quero fazer antes de morrer; lista do que quero estudar; lista de lugares para conhecer na minha cidade; lista de viagens que quero fazer; lista de livros/filmes/séries para ler/assistir; lista de projetos que quero desenvolver; listas de possíveis presentes de aniversários/natal; listas de músicas para ouvir em uma determinada situação (as famosas playlists).
  24. Pesquisar preços: sabe aquele item caro que você quer comprar em uma época de promoções (dia do consumidor, Black Friday, Cyber Monday etc.)? Então, faça uma pesquisa de preços fora dessa época. Assim, quando as lojas ofertarem a promoção, você saberá se é uma promo de verdade ou não.
  25. Fazer balanços e anotar próximas ações: como anda a sua saúde? É preciso fazer alguma coisa, marcar algum médico ou exame? Como anda a sua finança? É preciso conter gastos, você quer aplicar dinheiro? Você precisa aprender alguma coisa sobre esse assunto? Como está o seu trabalho? Você está satisfeito ou já chegou o momento de pedir aumento salarial? Como fazer isso?
  26. Pesquisar sobre algum problema que te incomoda: sabe quando a gente tem dúvida se o que está acontecendo no trabalho é legal ou não? Talvez seja o momento de pesquisar o que a legislação diz sobre isso. Ou quando a gente quer falar algo muito difícil com alguém? Pode ser útil entender o que a psicologia diz sobre conversas difíceis e respeitosas, por exemplo.
  27. Orçar e planejar: entender quais são as etapas, quais são as melhores épocas para determinadas ações, quanto tempo, dinheiro e energia você tem, se vai precisar ou quer algum parceiro envolvido, com quem entrar em contato etc. etc. etc. Em resumo, dar vida ao seu sonho.
  28. Resgatar algo que você gostava muito de fazer e parou: tocar bateria (o qualquer outro instrumento), andar de patins, jogar videogame, comer comida da vó (bolinho de chuva!!!), desenhar, pintar a rua pra Copa do Mundo (ou pro Oscar da Fernanda Torres!), ligar para um amigo de infância que a vida afastou, ouvir a música de adolescência e dançar sozinho pela casa.
  29. Fazer um spa day: o que eu gosto nesse dia: trocar roupa de cama, fazer as unhas, hidratar a pele e o cabelo, lavar o cabelo e tomar um banho demorado no escuro, beber bastante água e um chazinho, colocar uma música suave para tocar, meditar, tirar cartas dos meus tarôs e oráculos, escrever, olhar o céu mudando de cor com o pôr do sol, comer algo que me abraça, às vezes, planejar algo que eu esteja procrastinando, dormir. Pra mim, o grande lance do spa day é me sentir bem e tranquila.
  30. Visitar alguém querido: sabe aquela vizinha que é praticamente uma vó, aquele amigo que sempre fica no "vamos marcar", aquela tia que sempre foi querida? Então, por que não fazer uma visitinha? 

Essas são 30 coisas que eu gosto de fazer quando quero ficar longe das redes sociais. E você, o que você gosta de fazer? Me conte nos comentários! 
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