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domingo, 12 de julho de 2026

Meu alfabeto musical (de A a Z)

domingo, julho 12, 2026 8
Foto por Matthias Groeneveld, via Pexels.

Dia desses estava nos stories do Instagram (me segue lá @fe_notavel), quando os meus amigos começaram a postar um Alphabetical Music Challenge. Achei bacana a proposta de pensar em uma música para cada letra do alfabeto, entretanto nem tentei fazer, porque a ideia de compartilhar a lista nos stories é fazendo uma por dia. Sabia que esqueceria e não terminaria o desafio. Sendo assim, resolvi trazê-lo para o blog e montar uma playlist no Spotify (clique aqui para me ver no Spotify)..

O critério de escolha foi unicamente a primeira música que passou pela cabeça quando vi a letra.

Estão prontos para uma playlist bem doida?


As long as you love me (Backstreet Boys)
Baby one more time (Britney Spears)
Castanho (Lenine)
¿Dónde están los ladrones? (Shakira)
En la fiesta mando yo (Thalia)
Fátima (Capital Inicial)
Girls just wanna have fun (Cyndi Lauper)
Hey Jude (Paul McCartney)
Immer in Bewegung (Revolverheld)
Just want you to know (Backstreet Boys)
Kiwi (Harry Styles)
Luz dos olhos (Cássia Eller)
Mi Buenos Aires querido (Carlos Gardel)
Nadie como tú (Miranda)
Óculos (Os Paralamas do Sucesso)
Pajarito colibrí (Natalia Lauforcade)
Quit Playing Games (Backstreet Boys)
Remember the time (Michael Jackson)
Survivors (Passenger)
Thunder (Jessie J)
Until the end of the world (U2)
Vogue (Madonna)
Wannabe (Spice Girls)
Xscape (Michael Jackson)
You oughta know (Alanis Morissette)
Zooropa (U2)

Agora me conta, o que você colocaria na sua playlist alfabética?

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domingo, 17 de maio de 2026

Como trazer uma língua estrangeira para a nossa rotina

domingo, maio 17, 2026 16
Você tem dificuldade para estuda uma língua estrangeira? Vem que este post é para te ajudar!

Sou professora de inglês desde 2009. Além desse idioma, também tenho nível avançado no espanhol. Então, tanto amigos quanto alunos me perguntam como estudar quando falta tempo e, principalmente, quando falta energia para sentar, abrir um livro ou um caderno e fazer uma sessão focada de estudos.

O que eu sempre digo é que quanto mais a gente aumenta o nosso tempo em contato com a língua estudada, mais fácil vai ficando. Sendo assim, o que trago aqui são estratégias para aumentar o tempo de contato com a língua que se está aprendendo. As estratégias listadas servem para quaisquer línguas e exigem poucos recursos (livros, cadernos, conexão com a internet).

A lista está dividida por nível da sua energia: coisas para você fazer quando estiver sem disposição, normal/ok, com disposição. A ideia é que você possa trazer a língua estrangeira para o seu dia a dia, mesmo quando não estiver tão a fim de estudar. Entretanto, já deixo a ressalva: nada como aprender com a mente descansada. Se você puder descansar, faça isso. 😉

Foto de Tim Gouw, via Unsplash.

Baixo nível de energia:

  1. No caminho para o trabalho ou para casa você pode nomear cada cor ou cada nome de lugar por onde passar na língua de estudo;
  2. Enquanto malha, você pode contar as suas repetições na língua de estudo;
  3. Nos seus momentos rolando nas redes sociais, você pode escrever um comentário para um produtor de conteúdo nativo;
  4. Enquanto cozinha, você pode colocar um programa de culinária na língua que está aprendendo e deixar tocando de fundo. (Quem é a Ana Maria do país que fala a língua que você está aprendendo?)
  5. Ao mesmo tempo em que você lava a louça, você pode dizer os nomes dos utensílios de cozinha e dos ingredientes usados na refeição que acabou em voz alta;
  6. Ao assistir filmes e séries, coloque a legenda no idioma estudado (mesmo que seja uma série ou um filme brasileiros, coloque a legenda em língua estrangeira!);
  7. Enquanto toma banho, coloque um podcast ou um audiolivro para tocar;
  8. Ao mesmo tempo em que escova os dentes, faça uma contagem regressiva na língua aprendida;
  9. Quando você tentar focar, faça uma meditação guiada na língua que você está estudando.
  10. Configure os seus equipamentos (computador, tablet, celular, TV etc.) para a língua que você está aprendendo.

Imagem via BrasilcomS.

Nível médio de energia:

  1. Se grave falando na língua estudada. Você pode falar como foi o seu dia, contar aquela história famosa que todo mundo conhece na sua família ou explicar qual é a sua profissão e os detalhes da sua rotina de trabalho;
  2. Faça exercícios de um livro de estudo ou de uma gramática;
  3. Escreva o seu planejamento diário ou semanal na língua estudada;
  4. Escreva a sua lista de compras do dia a dia ou a sua lista de desejos na língua que você está aprendendo;
  5. Crie uma lista ou um caderno só para estudo de vocabulário;
  6. Assista a vídeos na língua estudada e anote as palavras que você não conhecia ou não entendeu na sua lista ou no seu caderno de vocabulário;
  7. Grave um recado na língua estudada para você ver/ouvir no dia seguinte;
  8. Escreva um diário na língua estudada;
  9. Faça etiquetas com os nomes dos objetos / móveis na língua que você está aprendendo e cole nele;
  10. Leia um livro na língua alvo de estudo;
  11. Escolha uma música e cante-a lendo a letra ao mesmo tempo;
Foto de Unseen Studio, via Unsplash.

Alto nível de energia (ideal para longas sessões de estudo):

  1. Escolha um vídeo. Assista uma vez. Depois coloque o mesmo vídeo novamente. Dê pausa entre as falas. A cada pausa, repita o que foi dito;
  2. Faça o exercício de shadowing: coloque um vídeo e fale ao mesmo tempo que a pessoa. Repita várias vezes;
  3. Veja um vídeo na língua estudada sem legendas;
  4. Escolha um vídeo ou um podcast e escreva de 5 a 10 frases sobre o que você aprendeu com ele;
  5. Escolha uma palavra do seu caderno ou da sua lista de vocabulário. Escreva de 5 a 10 frases colocando-a no contexto do seu dia a dia, da sua rotina;
  6. Escreva um texto com o tópico gramatical que você está estudando;
  7. Leia um texto em voz alta. Se grave lendo. Ouça a gravação e corrija possíveis erros de pronúncia;
  8. Leia um artigo ou um capítulo de um livro em inglês. Usando uma cor, destaque as palavras que você não conhece. Usando outra cor, destaque as palavras-chaves do texto. Procure o significado delas no dicionário (há bons dicionários online);
  9. Faça um resumo do que você leu/assistiu/ouviu na língua estudada;
  10. Escreva uma carta para o seu eu do futuro. Escolha uma data para abri-la (último dia do ano, seu próximo aniversário etc.).
  11. Se cadastrar no site do postcrossing, escolher um endereço de destino na língua estrangeira e enviar um cartão postal físico pelo correio.
Foto de Becky Phan, via Unsplash.

Lembrando que:

Essas sugestões não substituem a aula com o professor, elas servem como complemento. No meu caso de professora, eu gosto quando os meus alunos implementam essas dicas, porque eles fazem aulas comigo apenas uma vez por semana e este é um jeito que eles encontram de seguir praticando. Já como estudante, faço isso tanto para as línguas que já sei (inglês e espanhol), quanto para as que quero aprender (alemão e italiano).

Outro lembrete importante é que tudo isso (e o que vou dizer vale para qualquer aprendizado) deve ser divertido. Pense nos seus piores momentos da escola e você vai ver que você não aprendeu (no máximo, memorizou). Isso porque é muito mais difícil aprender quando a gente considera algo chato. Tornar o aprendizado divertido é meio caminho andado para conseguir apreender e colocar a língua estudada em prática com confiança.

Agora me conte: o que você pretende implementar na sua rotina de estudos?
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domingo, 1 de março de 2026

{Vamos falar sobre escrita?} Agenda de eventos literários em 2026

domingo, março 01, 2026 12


Ser escritora é estar atenta ao calendário literário anual para participar de eventos, descobrir novos autores e livros e fazer conexões — sejam elas com editores e autoras, sejam elas com o público leitor. Sendo assim, fiz uma lista de eventos literários que já sei que vão acontecer e resolvi compartilhar com vocês. Irei a todos os eventos? Não. Mas é bom tê-los no radar. Quem sabe a gente não se encontra por lá?

  • 10 a 12 de março: Feira do Livro de Londres (Inglaterra)
  • 08 a 12 de abril: FLIZN - Feira Literária da Zona Norte (São Paulo, Brasil)
  • 08 a 12 de abril: 6ª Feira Literária de Tiradentes - FLITI (Minas Gerais, Brasil)
  • 15 a 21 de abril: Feira do Livro da Bahia (Salvador, Brasil)
  • 21 a 24 de abril: Feira do Livro de Buenos Aires (Argentina)
  • 23 de abril: Noite das livrarias (São Paulo, Brasil)
  • 25 de abril a 03 de mail: 20° Festival Literário Internacional de Poços de Caldas - FLIPOÇOS  (Minas Gerais, Brasil)
  • 13 a 16 de abril: Feira do Livro de Bolonha (Itália)
  • 26 de abril: Flifantasy - Festival Literário de Fantasia (São Paulo, Brasil)
  • 27 e 28 de abril: FILBO - Feira Internacional do Livro de Bogotá (Colômbia)
  • 13 a 17 de maio: Feira do Livro da UNESP (São Paulo)
  • 16 e 17 de maio: Festa Literária de Santa Teresa - FLIST (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 21 a 31 de maio: 22º Feira do Livro de Joinville (Santa Catarina, Brasil)
  • 28, 29 e 30 de maio: A feira do livro de JF (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil)
  • 30 de maio a 07 de junho: A feira do livro (São Paulo, Brasil)
  • 29 de julho a 02 de agosto: Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 05 a 09 de agosto: Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho (Bahia, Brasil)
  • 08 a 16 de agosto: 10ª Feira do Livro de Guaxupé – FLIG (Minas Gerais, Brasil)
  • 04 a 13 de setembro: 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (São Paulo, Brasil)
  • 24 a 27 de setembro: Feira do Livro de Gotemburgo (Suécia)
  • 07 a 11 de outubro: Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha)
  • 30 de outubro a 15 de novembro: Feira do Livro de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil)
  • 29 de novembro a 07 de dezembro: Feira do Livro de Guadalajara (México)
  • 03 a 06 de dezembro: CCXP 2026 (São Paulo, Brasil)

Escritores e leitores, as datas estão aí para todo mundo poder atualizar o calendário. Bora?!


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domingo, 25 de janeiro de 2026

Atualização das 101 coisas em 1001 dias #3

domingo, janeiro 25, 2026 16


Ano passado eu comecei a minha terceira lista de 101 coisas em 1001 dias e disse que, de tempos em tempos, traria uma atualização para você. Eis este post.

No momento, eu tenho:
  • 13 tarefas concluídas;
  • 27 tarefas em andamento;
  • 61 tarefas em aguardo;
  • 0 tarefa abandonada.

Você pode conferir a lista completa das 101 coisas em 1001 dias clicando aqui. Se você quiser ver este post em formato de vídeo, acesse o Algumas Observações no YouTube.


Sobre as tarefas concluídas:

O item 30 da lista é "Ir a 10 shows ou mais". Meta concluída com sucesso.
  1. Terminei a pós-graduação em Psicopedagogia (e já emendei na de Revisão de Textos). Achei que foi uma pós fácil, devido à minha experiência pedagógica na escola. Já tenho muita bagagem, então os estudos de caso acabavam sendo de situações que eu já tinha vivenciado na prática. 
  2. Publiquei o meu primeiro livro em espanhol. La intermitencia de las cosas saiu no dia 16 de setembro (véspera do meu aniversário!) e já pode ser comprado, com autógrafo, na loja do blog.
  3. Voltei em Buenos Aires em setembro de 2025. Passei o meu aniversário lá e foi bem divertido. Para ler os posts relativos a tudo o que já vivi em Buenos Aires, clique aqui.
  4. Fui ao teatro mais de 4x ao longo dos 1001 dias e quero ampliar ainda mais este número. Falei sobre as peças, shows e espetáculos de dança que vi na retrospectiva notável: 2025. É incrível como colocar isso na lista ampliou o meu olhar para esse tipo de arte. 😉
  5. Também fui a mais de 10 shows. A lista até agora: Niall Horan; Festival de Jazz; Paul McCartney; Linkin Park / Ego Kill Talent; Lulu Santos; Shakira; Sting; Leoni; Dado Villa-Lobos; Os paralamas do sucesso; Nando Reis; Ceelo Green (The Town); Pedro Sampaio (The Town); Jason Derulo (The Town); Backstreet Boys (The Town); Richard Ashcroft; Oasis.
  6. Comemorei 10 anos do Projeto Escrita Criativa com a Ayumi aqui em São Paulo. Quem quiser ver como foi, tem vlog no canal do Projeto
  7. Respondi as 50 perguntas que libertarão a sua mente. Vocês podem ler as respostas aqui. Foi divertido pensar em cada uma das respostas e me senti grata pela minha caminhada quando terminei de escrever o post.
  8. Fiz o check up no começo de 2025. Depois de anos lutando com a minha cabeça, consegui vencer o medo. Graças a Deus, estava tudo bem (confesso que esperava alguma coisa de colesterol e tal, mas nem isso teve! YAY!).
  9. Sobre fazer outra atividade física por pelo menos 2 meses, fiz 2 oficinas de dança por 7 meses (e, tudo dando certo, retorno em 2026). 
  10. Comprei um computador novo. Meu computador velho tinha mais de 10 anos e, no último mercúrio retrógrado do ano, ele colapsou. Não estava pensando em gastar dinheiro com isso no momento, mas a troca valeu muito a pena.
  11. Também comprei uma carteira nova, porque este era outro item que que estava capenga.
  12. Comprei o Diario de la dispersión, da Rosario Bléfari, quando fui a Buenos Aires. Queria muito ler este livro e, de longe, foi uma das melhores leituras que fiz em 2025.
  13. Refiz o RG, que agora se chama CNI. Por incrível que pareça, foi muito mais fácil e rápido do que pensava. Em meia hora, já tinha feito tudo, em 20 dias já estava com o documento novo em mãos. Uma tarefa que estava procrastinando e que nem precisava ter enrolado tanto. hehehe 

Sobre as tarefas em andamento:

Camomila e Poesia, as gatinhas da tarefa de check-up.

  1. Já li 7 dos 10 livros que tinha na estante antes do fim do período de conclusão dos 1001 dias. Os títulos lidos até agora foram: Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus; Um paraíso portátil, de Roger Robinson; Demerara, de Wagner G. Barreira; Como encontrar o seu estilo de escrever, de Francisco Castro; Esta história está diferente, org. Ronaldo Bressane; Cartas perto do coração, de Fernando Sabino e Clarice Lispector; Escrever ficção, de Luiz Antonio de Assis Brasil. Para saber sobre as leituras, acesse as resenhas do blog
  2. Praticar aquarela é algo que gosto de fazer nas épocas mais quentes do ano (porque a tinta não demora muito para secar). Tem sido divertido.
  3. Voltei a estudar tarô com práticas mensais sobre a minha própria vida. Meus planos (pra juntar isso com ler os livros que já tenho) é ler Jung e o Tarô. (Se você já leu, me conta como foi a leitura?)
  4. Sobre participar de 3 concursos literários, entrei na antologia Terra, do selo Off-flip. Para este ano, sigo buscando mais concursos.
  5. Sobre as entrevistas, comecei com a Regiane Folter.
  6. Tenho publicado uma vez por semana aqui no blog. Falhei algumas (ninguém é perfeito), mas como tenho sido mais constante do que nunca, continuo contando esta tarefa como em andamento. Manter a regularidade por aqui me deixa muito orgulhosa de mim mesma.
  7. Sobre registrar o andamento das 101 coisas, este post é justamente parte da realização dessa tarefa hehehe
  8. Gravei 5 da meta de 10 vídeos para o Projeto Escrita Criativa. Você pode assisti-los aqui.
  9. Tenho conseguido cumprir com a meta de publicar todos os meses no meu canal do YouTube. Se você quiser ver os meus vídeos (se inscrever e deixar o seu like!), clique aqui.
  10. Vi o mar em 2024, aqui no Brasil, e o rio, em 2025, na Argentina. Sou uma pessoa bem feliz perto de corpos d'água.
  11. Já comecei a rascunhar a lista de museus. Pensei em fazer um post sobre ela aqui no blog, o que você acha?
  12. Sobre ir a uma Mega Artesanal, vai rolar neste ano. Coloquei o item em andamento, porque o ingresso já está comprado. 
  13. Sobre ir ao parque uma vez por mês, tive minha vida facilitada nesta tarefa porque o local em que faço as aulas de dança é dentro de um parque. Juntei o útil ao agradável.
  14. Os spa days têm rolado. Eu costumo fazê-los junto com os meus reset days: troco roupa de cama, hidrato o cabelo, passo máscara na pele, faço as unhas, revejo o meu planejamento, ouço músicas, me exercito. Tem sido gostoso demais.
  15. Não trabalhar nos fins de semana a não ser que seja impreterível foi uma luta constante no meu 2025. Espero melhorar isso no meu 2026.
  16. Comecei os presentes sem motivos e isso é TÃO legal! É bacana demais poder presentear quem a gente ama!
  17. Na mesma toada é doar algo que pessoas/instituições precise. Ajudar o próximo é mais que importante! 
  18. Escrever cartas é algo que amo e que também me faz feliz. Já enviei 3 de 10. (Quer receber uma cartinha? Manda o seu endereço pro contato@algumasobservacoes.com)
  19. Toda vez que eu encontro o meu sobrinho do coração, a gente brinca muito! Eu me divirto com o quanto ele é um menino inteligente e criativo. Amo demais!
  20. Escrever no diário com constância no final do ano passado foi mais difícil, mas agora em janeiro voltei pra linha. Vai dar certo de ter 500 dias escritos. Tenho fé!
  21. Diminuir o refrigerante também tem sido uma coisa de "um dia de cada vez", mas está rolando.
  22. Minha rotina com a pele não está perfeita, mas melhorou bastante. Comprei um sérum e, além de usá-lo, também melhorei no uso do protetor solar. Não sou uma pessoa de ficar muito tempo no sol (com isso de fazer home office, quase não saio de casa), mas tenho colocado isso na rotina. Também tenho bebido muito mais água, o que contribui demais não só com a pele, mas com todo o corpo.
  23. Sobre doar o cabelo, estou com uma mecha guardada aqui, porque a mulher não me deixou enviar pelos correios (ela não aceitou a postagem). Nesse meio tempo, meu cabelo já cresceu um tanto, então vou cortá-lo de novo e doar as 2 mechas de uma vez. Parece que há um posto de arrecadação lá no shopping Tucuruvi. Então, qualquer hora vou aproveitar pra fazer um passeio e levar os cabelos lá.
  24. Continuo firme e, em setembro, comemoro 8 anos no Pilates.
  25. Tenho decorado o planner, mas principalmente o diário. Gosto de fazer uma página temática de abertura para cada mês, de colocar a carta de tarô/oráculo para o mês. Na abertura de um caderno novo, escrevo o meu tema do ano, o meu lema de vida, a minha oração da artista. Tudo cheio de frufrus e canetinhas coloridas. Sobre o planner, as canetinhas coloridas para cada área da vida / aluno têm funcionado bem e dão um ar alegre para os meus registros.
  26. No fim de 2025 a Poesia fez check-up e tomou uma vacina. Agora, ela vai tomar a outra vacina que falta e aí entro com o check-up da Camomila. Ter gatos é legal, mas pagar o veterinário é caro, não deu pra fazer o check-up das duas de uma vez.
  27. Sobre comprar maquiagens novas, tenho feito isso aos poucos. Comprei base e batom.

Sobre as demais tarefas: 

Não tenho nenhuma tarefa abandonada. As demais ainda não foram iniciadas.

E você? 

Como estão as suas metas de vida? Você já participou de algum projeto como o 101 coisas em 1001 dias? Me conte nos comentários 😉
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domingo, 18 de janeiro de 2026

Minhas metas literárias para 2026

domingo, janeiro 18, 2026 24
Estátua romana do deus Janus.
(Museu do Vaticano)

Quem nomeia o mês de janeiro é o deus romano das mudanças e transições Janus (ou Jano. Ianus, no latim). Ele é representado como uma pessoa com duas cabeças: uma olhando para o passado, outra olhando para o futuro. O curioso é que, como qualquer pessoa, ele vive no presente.

Gosto dessa coisa meio entre dois mundos, cuja a ambivalência mora justamente no estar presente. Como uma pessoa duplamente diagnosticada com depressão e ansiedade, não ficar focada só no passado (depressão) ou só no futuro (ansiedade) é um exercício diário. Aí vem Janus e me lembra que cuidar das pequenas coisas, no presente é o caminho.

Sempre fui uma pessoa focada. Estudando psicologia educacional, jogo a culpa do meu foco excessivo à ordem do meu nascimento (ser a filha mais velha tem dessas coisas). Já estudando astrologia, posso culpar o meu Sol em Virgem ou o meu Marte em Capricórnio. Enfim, voltemos ao foco. O que importa é que ao longo dos anos, fui compreendendo melhor como chegar ao equilíbrio entre passado e futuro, entre sonho e objetivo, entre metas, passo a passo e realização. Equilíbrio. Proporção que me cuida e não me exaure. Esse é o caminho.

Para 2026, tracei várias metas para as diferentes áreas da vida e hoje quero compartilhar com vocês as que dizem respeito à literatura.

Metas de escrita

De uma tarde de escrita na biblioteca municipal. 💚

Tenho 7 metas de escrita para 2026. São elas:
  1. Terminar de escrever o projeto secreto com a Ane e com a Ayumi (vem coisa legal no Projeto Escrita Criativa);
  2. Terminar de revisar o meu terceiro livro de poesia;
  3. Definir um nome para o terceiro livro de poesia e se vou querer publicá-lo (meu editor está me cobrando isso!);
  4. Escrever no diário todos os dias;
  5. Publicar aqui no blog todos os domingos. Espero conseguir fazer os 52 posts. (Em 2024 eu fiz 33 de 52; já em 2025, esse número subiu para 38. Será que em 2026 eu finalmente bato essa meta?);
  6. Escrever os temas do Vivenciando a Escrita;
  7. Participar de concursos literários.

Metas de leitura

De uma tarde lendo no parque. 💚

Eu tenho apenas 3 metas de leituras pra este ano:
  1. Fazer mais registros das minhas leituras, seja nas resenhas, seja nos vlogs pro canal.
  2. Ler mais livros da minha estante;
  3. Terminar de ler os livros que comecei e ficaram pelo caminho.

Sei que as metas de escrita já ocuparão boa parte do meu tempo e quero seguir gentil com as minhas leituras. Ano passado, já estava tratando as minhas metas de leitura com essa pegada e me vi surpresa por ter lido 20 livros ao longo do ano (considere que eu viajei, fiquei doente e trabalhei demais no meio desse caminho). Ficarei satisfeita se continuar nessa toada, até porque eu já leio muita coisa extra por conta do meu trabalho como professora de escrita e como leitora crítica e revisora de textos e dos meus estudos de pós-graduação.

Meus três livros literários juntos. 💚 Você pode comprá-los clicando aqui


Agora me conte: você tem alguma meta literária seja ela de escrita ou de leitura? 

Quer tirar o seu livro do papel e não sabe como? Vem fazer mentoria de escrita literária comigo. Me escreva no contato@algumasobservacoes.com para mais detalhes.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Livros que comprei em Buenos Aires

sexta-feira, outubro 31, 2025 12

Como contei aqui, passei meu aniversário em Buenos Aires e é claro que eu aproveitei a viagem para fazer uma das coisas que mais amo: comprar livros!  YAY!

Trouxe cinco. E agora vou compartilhar um pouco dessas compras, assim como fiz com os que comprei n'A Feira do Livro.


Diario de la dispersión

Quando eu fiz a a disciplina de mestrado como aluna ouvinte lá na Unifesp, a professora Paloma Vidal nos apresentou o começo do livro Diario de la dispersión, da argentina Rosario Bléfari. Eu li aquelas páginas e fiquei encantada. Procurei para comprar aqui e não achei, por isso viajei na missão de trazer um exemplar comigo. Bléfari, assim como a Patti Smith, é uma multiartista, algo que me encanta e me inspira. 😍

Achei o livro no Mercado Livre, vendido pela livraria Libros Del Buen Leer (@delbuenleer). Pedi pra entregar na casa da Ayumi (quem tem amigo, tem tudo!) e trouxe feliz. 😁 Nem preciso dizer que ele passou na frente de todos os outros livros que tenho para ler, preciso?

Capa de Diario de la dispersión.

Livro: Diario de la dispersión
Autora: Rosario Bléfari
Editora: Mansalva
Páginas: 144
Gênero: Poesia e ficção latino-americana 
Apresentação: Pasaron las semanas, los meses, y en el camino muchas veces pensé que este era el diario de la dispersión pero también el diario de mi salud debilitada –aunque no hiciera alusiones directas a ella–, el diario de las despedidas, el diario de una mujer que responde a la obligación filial de hija única para salvarse a sí misma al mismo tiempo, el diario del amor, la maternidad y la amistad a distancia. Podría seguir cada tema sin mencionar los demás, pero explicitar parte o no explicitar nada se volvió un dilema. También estas dudas son parte del análisis de la dispersión. Puedo decir a esta altura que mi método funciona, estoy segura, pero este experimento se me fue de las manos: ahora todas las personas del mundo lo están probando. Algunos reniegan, otros gozan, algunos se angustian y otros se sorprenden. Desplegarse no es desaparecer, no es alejarse o ser voluble sin sentido. Rosario Bléfari.


Promoção de poesia

Na minha segunda semana de viagem, aproveitei o meu tempo para passear pelas inúmeras livrarias da Corrientes. Na Sudeste Libros (Corrientes, 1773), eu encontrei uma promoção que me chamou a atenção: 3 livros de poesia por 10000 pesos (cerca de 40 reais). Não pensei duas vezes. Peguei 3 de uma mesma coleção: antologias que apresentam as obras de seus autores.

Ironicamente, não escolhi nenhum argentino, mas isso não invalida o contato com a obra e com a língua espanhola. Dentre as opções disponíveis, li os poemas da quarta capa para fazer a escolha. 



O primeiro escolhido foi do mexicano Octavio Paz; o segundo foi o do poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca; por fim, o terceiro é do também espanhol Rafael Alberti. Sei que os três são famosos, mas não tive a oportunidade de ler a obra deles, então será um bom primeiro contato. 

Poema da quarta capa do livro do Octavio Paz:

Quiso cantar, cantar
para olvidar
su vida verdadera de mentiras
y recordar
su mentirosa vida de verdades.

Poema da quarta capa do livro do Federico García Lorca:

Yo me enamoré del aire,
del aire de una mujer,
como la mujer es aire,
en el aire me quedé.

Tengo celos del aire,
que da en tu cara,
si el aire fuera hombre
yo lo matara.

Poema da quarta capa do livro do Rafael Alberti:

Si mi voz muriera en tierra, 
llevadla al nivel del mar y
dejadla en la ribera.

Llevadla al nivel del mar
y nombradla capitana
de un blanco bajel de guerra.


El Ateneo Grand Splendid

Nas outras vezes em que fui a Buenos Aires, comprei CDs que não encontro por aqui, na El Ateneo Grand Splendid (Avenida Santa Fe, 1860). Desta vez, resolvi trazer um livro. E foi uma escolha difícil, porque eu fiquei na dúvida entre o que trouxe a Poesía completa, do Júlio Cortázar (que, pelo o que entendi, acabou de sair). Acabei optando pelo Poesía completa, da escritora argentina Alejandra Pizarnik, uma vez que já tinha comprado 3 livros escritos por homens. 

Ela é outra escritora que é famosa que eu nunca li. Então, nada melhor começar com a obra poética completa, não é mesmo?

Capa do Poesía Completa.

Livro: Poesía Completa
Autora: Alejandra Pizarnik
Editora: Lúmen
Páginas: 480
Apresentação: Alejandra Pizarnik es una figura de culto de las letras hispanas y una autora que se internó por infiernos raramente visitados por la literatura española. Su poesía se caracteriza por un hondo intimismo y una severa sensualidad o, en palabras de Octavio Paz, la obra de Pizarnik lleva a cabo una «cristalización verbal por amalgama de insomnio pasional y lucidez meridiana en una disolución de realidad sometida a las más altas temperaturas». Esta edición, a cargo de Ana Becciu, incluye los libros de poemas editados en vida de la autora y los poemas inéditos compilados a partir de manuscritos. Reseñas: «Sobre mi mesa, lleva semanas abierto el volumen que contiene la Poesía completa de ese irrepetible y doliente meteoro que fue Alejandra Pizarnik (1936-1972), de quien no me resisto a transcribir unos versos estremecedores: no atraigas frases / poemas / versos / no tienes nada que decir / nada que defender / sueña sueña que no estás aquí / que ya te has ido / que todo ha terminado.» Manuel Rodríguez, Babelia «La palabra parece la guarida que no siempre es capaz de proteger. Su poesía es luminosa en la oscuridad; provoca vértigo, perturba; las ausencias pesan y la belleza desgarra.» Estandarte

Post em vídeo

Gravei um vídeo em que mostro mais de cada livro. Para assisti-lo, clique aqui ou aperte o play abaixo:


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domingo, 13 de julho de 2025

Livros que eu comprei n'A Feira do Livro

domingo, julho 13, 2025 2


No post de hoje quero compartilhar quais foram os títulos que comprei na edição de 2025 d'A feira do livro

Como disse neste vlog, não tinha programado comprar muitos livros. A verdade é que me programei para comprar dois e acabei comprando cinco, sendo um deles um presente. 

Aqui, deixo os 4 títulos que passaram a integrar a minha biblioteca. Bora conhecer?




Autoria independente

Wesley e eu, n'A Feira do Livro.


O primeiro título foi do autor maranhense Wesley Moraes. Wesley é poeta, cantor e "gente fina, elegante e sincera". Ele estava conversando com as pessoas e vendendo o livro dele, produzido de forma independente. Além de ser autor, vem de uma família de professores e está se organizando para lançar seu disco. Comprei o livro de poemas Peregrino usado para escrever, que fiz questão que ele autografasse! 😉

Quem quiser conhecer mais do trabalho do autor, basta segui-lo no Instagram: @wes.moraes.




Livro: Peregrino usado para escrever
Autor: Wesley Moraes
Páginas: 46
Editora: publicação do autor
Apresentação: Já perguntaram se eu não fico no tédio / E se é a poesia o remédio, / Que eu uso para me entorpecer.  // Respondi bem rápido e sucinto, / Que o poeta é apenas um ser místico, / Peregrino, usado pra escrever.

Descoberta poética

Adriana Lisboa e Júlia de Carvalho Hansen


Como contei no post passado, no primeiro fim de semana do evento, assisti a uma mesa sobre poesia com a Adriana Lisboa e com a Júlia de Carvalho Hansen. Fiquei encantada pelo trabalho e pelo bom humor da Júlia, com o jeito que ela olha com profundidade visceral pra vida (desde os grandes movimentos como o processo de demência do próprio pai aos pequenos insetos que caminham por aí). Também gosto demais desse misto de poesia e diário. Sendo assim, comprei o livro dela. Este, inclusive, já li. Ano Passado entrou na lista dos meus livros de poemas preferidos. 



Livro: Ano Passado
Autora: Júlia de Carvalho Hansen 
Páginas: 160
Editora: Nós 
Apresentação: O ano passado está sempre se distanciando. Nunca é apenas um. Passa-se um ano e já se torna outro, mais esquecível, nem sempre mais distante. É uma espécie de epíteto dos esquecimentos. O ano passado pode ser o dia anterior, a estação pregressa, pode nem ter acontecido, pode vir-ainda-a-ser. Pode ser “o instante que antecede as coisas”. Neste novo livro, a já consagrada poeta Júlia de Carvalho Hansen diz e desdiz certa ideia de cotidianeidade, a um só tempo tocando o expansivo (os anos, os amores, as tragédias, o país) e o comezinho (também os amores, algumas tragédias, certas noções de país). No entremear delicadíssimo dos versos, chancelados pelo registro diarístico, a autora reivindica a pertinência da atenção à passagem do tempo, ao passo que pontua a chama inapagável do tempo presente: “afinal as tempestades estão cada vez mais severas/ quando não chove os incêndios estão em toda parte/ nós somos os filhos da transição”. Ano passado é o lugar da sutileza e da pungência. Tem a marca do calendário, mas não é contabilizável. Passa, mas não passa nunca, jamais. Lembra persistentemente o leitor: “Você foi ficando vago”. E, ainda assim, o ano passado está aqui, como estamos todos, perenes e para sempre, neste livro marcante, comovente, que veio para permanecer por muitos anos no horizonte da poesia brasileira contemporânea.


Mergulho linguístico 

Meu trabalho — em todas as suas vertentes — é a minha paixão, então eu amo me aperfeiçoar e me aprofundar nele. Desse modo, tinha que ter algum livro relacionado. O da vez é o Na ponta da língua, do Caetano W. Galindo. Ano passado li Latim em Pó e foi uma das minhas leituras preferidas do ano, então, a expectativa para ler o Na ponta da língua é altíssima. 
Eu gosto muito do trabalho do Galindo (ele traduziu os livros da Patti Smith, só para trazer um outro exemplo). Além disso, na interação que tive com ele, ele foi uma pessoa muito gentil. É muito legal saber que somos colegas de profissão 😀

(Um adendo: ele fez a curadoria de uma exposição que está aberta para a visitação lá no Museu da Língua Portuguesa chamada Fala Falar Falares. Ainda não fui, mas quero demais vé-la. As informações, para quem quiser saber mais, estão aqui.)




Livro: Na ponta da Língua
Autor: Caetano W. Galindo
Páginas: 272
Editora: Companhia das Letras
Apresentação: Na ponta da língua não busca ser um mero guia de etimologia. Mais do que ensinar ao leitor a origem das palavras, Caetano W. Galindo -- autor de Latim em pó, êxito de crítica e público -- nos dá as ferramentas para que possamos, também, ser investigadores do nosso português. Tendo o corpo humano como base, numa jornada que vai da cabeça aos pés, Caetano W. Galindo nos ensina os processos históricos que explicam por que nosso pescoço deixou de ser "poscoço" e a ligação inusitada entre o joelho e uma almofada. Enquanto nos divertimos com o humor constante de sua prosa, que corre quase como uma performance cômica, mal notamos que estamos aprendendo os complexos mecanismos que regem as mudanças da língua ao longo dos séculos e os processos ocultos por trás da formação das palavras. Ao final da leitura, nunca mais olharemos um diminutivo "inho" da mesma forma. Uma aula magistral de etimologia sem a menor dor de cabeça -- que, aliás, vem do latim capitia e tem a mesma origem de "chefe".


Aprendizado com a pele

Foto com Lazinho 😍


Eu ainda me lembro do impacto que o Na minha pele me causou, porque foi quando eu estava começando os meus estudos de letramento racial e me entendendo como uma mulher negra. Ali, pela primeira vez, eu notei que algumas experiências que vivi, que julgava ser um problema meu, na verdade não eram exclusivas, eram fruto do racismo estrutural. Mesmo eu não tendo a pele escura, eu venho de uma família interracial e tenho o fenótipo negro (que carrego com orgulho e que me faz honrar cada uma das minhas ancestrais). Aquela dor não era só minha. Era minha, do Lázaro, da Taís e de tantos outros brasileiros. Ao mesmo tempo que foi dolorido, foi libertador. Me senti abraçada por alguém que, finalmente, conseguia não só me entender, mas também colocar em palavras aquele sentimento que me sufocava por anos a fio. 

Dito tudo isso, quando vi que o Lázaro Ramos teria uma mesa e autografaria os livros dele, não tive dúvidas de que queria ouvir o que ele tinha falar e, claro pegar o meu autógrafo (assim como fiz anteriormente com o Na minha pele). 



Livro: Na nossa pele
Autor: Lázaro Ramos 
Páginas: 128
Editora: Objetiva
Apresentação: Em Na nossa pele, um Lázaro mais maduro entrelaça fatos de sua vida íntima com reflexões sobre o ofício de artista e outros temas como as pautas raciais, emancipação e mobilidade social. Ao estabelecer uma ponte com inúmeras outras personalidades negras, mostra como seus pensamentos e ações são forjados numa mesma ancestralidade. Assim, são muitas as vozes que habitam as páginas deste livro. A mais importante delas é a de sua mãe, Célia Maria do Sacramento, que faleceu quando ele tinha apenas dezoito anos. Mais maduro e ciente das complexidades de sua própria história, Lázaro se sente finalmente pronto para compartilhar as memórias da mulher que foi sua maior inspiração.Lázaro também convida seus leitores e leitoras a refletirem sobre a vida e seu lugar no mundo. Partindo da premissa de que não existem respostas simples para questões complexas, acredita que a efetiva conquista da emancipação, a individual e a coletiva, é ainda um enorme desafio. Devemos retomar a aparentemente velha e esquecida ideia de que o melhor caminho é aquele que inclui a equidade, o valor à vida, o respeito às diferenças, o cuidado com o meio ambiente, a proteção à infância e a retomada da alegria -- mas não a alegria que anestesia, e sim a alegria revolucionária, transformadora. Do lançamento de Na minha pele para cá, muita coisa mudou. Foram inúmeras as conquistas, e Lázaro comemora cada uma delas, mas será que a importante e necessária ascensão da população negra já alcançou toda a sua plenitude?

Em resumo...

...eu fiquei feliz demais, porque eu comprei livros de autores brasileiros (ainda saí com 3 dos 4 deles autografados). É legal demais poder movimentar o mercado dos livros lendo os meus contemporâneos. 😀

Agora me conte: você já leu algum desses livros? Quais são os livros que você está lendo por esses dias?


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domingo, 2 de março de 2025

30 atividades para ficar longe das redes sociais

domingo, março 02, 2025 12


Sou uma pessoa que gosta de listas. Sendo assim, elaborei uma com 30 atividades que gosto de fazer quando não quero passar muito tempo no celular (ou quero usar o tempo de tela para algo mais útil do que ficar rolando as redes sociais) e que ou são gratuitas ou são de baixo custo. A lista vai desde itens mais criativos até os mais burocráticos. Muitos deles é possível fazer tanto só quanto acompanhado. Sendo assim, só vem comigo, porque é sucesso! hehehe

  1. Dormir: há pessoas que acham que dormir é sinônimo de perder tempo. Pra mim, dormir é prazeroso. Nada como acordar sem despertador, porque o corpo se sente, de fato, descansado. (Fora os inúmeros estudos científicos que falam sobre a qualidade do sono e como dormir nos ajuda a reter informações e a tomar melhores decisões.)
  2. Ler: se você for como eu, tem uma série de livros não lidos (ou que começou, mas não terminou) na sua estante. Que tal dar um jeito nisso?
  3. Escrever: escrever para mim é trabalho (blog, newsletter, artigos e livros), mas também é prazer e autocuidado (escrita no diário). Então, organizar as ideias no papel é de extrema importância para a minha saúde mental, de modo que não fico sem as minhas páginas matinais.
  4. Experimentar uma aula de algo diferente: no YouTube há aulas para tudo, desde as mais intelectuais, como postamos no Projeto Escrita Criativa, até as mais ativas (dança, yoga, pilates), passando pelas artísticas e artesanais (aquarela, cerâmica, tricô, crochê, origami) e funcionais (como usar uma ferramenta específica, como consertar algo). 
  5. Se matricular em um curso novo: sabe aquele curso (graduação, pós, curso livre, de idiomas etc.) que a gente sempre fica enrolando? Esse é um bom jeito de usar a tela: se matriculando de vez. 
  6. Cuidar das plantas: sempre tem aquela planta que precisa de mais terra no vaso, de um vaso maior ou que dá para fazer muda. 
  7. Manutenção da casa: gosto de fazer uma ronda pela casa para observar o que precisa de manutenção, o que pode ser trocado, arrumado ou precisa ser substituído. Também consigo pensar em novos itens de decoração, na mudança de móveis de lugar ou em coisas que precisam de limpeza (as janelas, por exemplo) ou de uma repaginada (como pintura nas paredes).
  8. Trocar/doar/vender/reciclar/jogar fora: adoro passar pelos armários de tempos em tempos vendo o que eu ainda quero, o que não quero e qual é o destino para roupas, sapatos, livros, itens de cozinha. 
  9. Revisar a dispensa e a geladeira: na mesma linha, gosto de dar uma olhada de tempos em tempos o que tem na dispensa/geladeira e conferir as datas de vencimento. O que está mais próximo de vencer pode se transformar em uma receita.
  10. Cozinhar: nem que seja uma coisa super simples como fazer pipoca, bater um bolinho ou fazer brigadeiro de colher. Claro que pratos mais elaborados são bem-vindos também.
  11. Brincar com crianças e pets: aqui não tenho crianças, mas tenho Poesia e Camomila. Brincamos muito nós três (elas gostam de correr atrás de mim, e eu, atrás delas. Também jogamos com bolinhas.)
  12. Sair para caminhar: gosto de andar porque, mais do que movimentar o corpo, me ajuda a organizar a cabeça. Às vezes, aproveito para observar as pessoas (e escrever sobre elas depois) ou tomar um sorvete (refresco para as ondas de calor).
  13. Separar fotos para imprimir: o grande problema da nossa geração é tirar um monte de fotos e nunca mais voltar nelas porque o arquivo se perdeu em algum HD/nuvem da vida. Que tal separar alguns desses cliques e mandar imprimir? Eles podem virar quadros pela casa ou um belo álbum.
  14. Escrever carta ou cartão postal: nada como desacelerar enviando uma carta ou um cartão postal (seja para um amigo querido, seja em um projeto como o Postcrossing).
  15. Fazer um presente para alguém: assar um pão/bolo, fazer uma geleia, tricotar uma peça, fazer uma decoração de cerâmica ou de origami, desenhar/ilustrar, pintar um quadro ou um marcador de páginas ou criar qualquer outra coisa que você saiba e presentear alguém muito querido é sempre um gesto de profundo carinho.
  16. Ir ao cinema, ao teatro ao museu ou a um show: o contato com a arte sempre inspira e provoca a nossa cabeça para pensar a partir de outros pontos de vista. Recomendo.
  17. Convidar um amigo ou ir sozinho a uma cafeteria: nada como uma tarde comendo coisinhas gostosas.
  18. Ir a um parque e ficar sem fazer nada: estender uma canga na grama, deitar e sentir. Sem pressa, contemplar a vida. Contato com a natureza é importante e, de novo, há inúmeros estudos que comprovam isso.
  19. Visitar uma unidade do SESC: se na sua cidade tiver algum SESC, recomendo. Sempre tem alguma atividade legal acontecendo (exposição, show, curso, palestra) e a comedoria tem comida boa, de qualidade, por um preço muito baratinho.
  20. Visitar uma biblioteca pública: aqui em São Paulo há várias bibliotecas públicas com livros novos e acervos maravilhosos. É um jeito de ler o que está saindo no mercado editorial respeitando os direitos autorais, sem gastar dinheiro.
  21. Ir a um lugar que você sempre quis e nunca foi: não sei vocês, mas eu tenho uma pequena lista de lugares que eu gostaria de conhecer (aqui em SP mesmo) e que ainda não conheço. Tirar a ideia do papel pode ser um jeito de se entreter sem telas.
  22. Usar a câmera analógica ou digital, sem internet, para fazer registros: aqui eu tenho uma câmera de filme, uma intax, uma sony cybershot e uma nikon. Elas são ótimas para registrar acontecimentos quando não quero usar o celular. 
  23. Fazer listas: tirar da cabeça é um dos jeitos de se organizar para fazer acontecer. Lista é uma das ferramentas que ajuda nisso. Algumas sugestões: lista do que quero fazer antes de morrer; lista do que quero estudar; lista de lugares para conhecer na minha cidade; lista de viagens que quero fazer; lista de livros/filmes/séries para ler/assistir; lista de projetos que quero desenvolver; listas de possíveis presentes de aniversários/natal; listas de músicas para ouvir em uma determinada situação (as famosas playlists).
  24. Pesquisar preços: sabe aquele item caro que você quer comprar em uma época de promoções (dia do consumidor, Black Friday, Cyber Monday etc.)? Então, faça uma pesquisa de preços fora dessa época. Assim, quando as lojas ofertarem a promoção, você saberá se é uma promo de verdade ou não.
  25. Fazer balanços e anotar próximas ações: como anda a sua saúde? É preciso fazer alguma coisa, marcar algum médico ou exame? Como anda a sua finança? É preciso conter gastos, você quer aplicar dinheiro? Você precisa aprender alguma coisa sobre esse assunto? Como está o seu trabalho? Você está satisfeito ou já chegou o momento de pedir aumento salarial? Como fazer isso?
  26. Pesquisar sobre algum problema que te incomoda: sabe quando a gente tem dúvida se o que está acontecendo no trabalho é legal ou não? Talvez seja o momento de pesquisar o que a legislação diz sobre isso. Ou quando a gente quer falar algo muito difícil com alguém? Pode ser útil entender o que a psicologia diz sobre conversas difíceis e respeitosas, por exemplo.
  27. Orçar e planejar: entender quais são as etapas, quais são as melhores épocas para determinadas ações, quanto tempo, dinheiro e energia você tem, se vai precisar ou quer algum parceiro envolvido, com quem entrar em contato etc. etc. etc. Em resumo, dar vida ao seu sonho.
  28. Resgatar algo que você gostava muito de fazer e parou: tocar bateria (o qualquer outro instrumento), andar de patins, jogar videogame, comer comida da vó (bolinho de chuva!!!), desenhar, pintar a rua pra Copa do Mundo (ou pro Oscar da Fernanda Torres!), ligar para um amigo de infância que a vida afastou, ouvir a música de adolescência e dançar sozinho pela casa.
  29. Fazer um spa day: o que eu gosto nesse dia: trocar roupa de cama, fazer as unhas, hidratar a pele e o cabelo, lavar o cabelo e tomar um banho demorado no escuro, beber bastante água e um chazinho, colocar uma música suave para tocar, meditar, tirar cartas dos meus tarôs e oráculos, escrever, olhar o céu mudando de cor com o pôr do sol, comer algo que me abraça, às vezes, planejar algo que eu esteja procrastinando, dormir. Pra mim, o grande lance do spa day é me sentir bem e tranquila.
  30. Visitar alguém querido: sabe aquela vizinha que é praticamente uma vó, aquele amigo que sempre fica no "vamos marcar", aquela tia que sempre foi querida? Então, por que não fazer uma visitinha? 

Essas são 30 coisas que eu gosto de fazer quando quero ficar longe das redes sociais. E você, o que você gosta de fazer? Me conte nos comentários! 
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sábado, 8 de junho de 2024

A Intermitência das Coisas: 5 curiosidades, 5 anos depois

sábado, junho 08, 2024 14
Vem saber das novidades!

Junho é um mês muito especial para mim, porque eu abro o mês relembrando o lançamento do meu primeiro livro, A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos, e fecho o mês comemorando o aniversário do meu blog, o Algumas Observações.


Como neste sábado, 08 de junho, eu celebro 5 anos de A Intermitência das Coisas, resolvi separar 5 curiosidades sobre o livro para  compartilhar com vocês.


Antes de mais nada, vem conhecer um pouco do livro:

Com os meus editores, Tonho França e Wilson Gorj, da Editora Penalux.

A Intermitência das Coisas
é um livro que reúne cerca de 45 poesias. Seus versos retratam a movimentação da poeta no espaço contemporâneo, suas mudanças e os aprendizados e, principalmente, como os ciclos que se iniciam e que se findam preenchem o vácuo que habita entre o vazio e o caos.
A publicação em português é da maravilhosa, perfeita, sem defeitos, Editora Penalux. 


Agora, sim, vamos às curiosidades:

 1.  O livro nasceu sem a intenção de ser um livro

O começo do A Intermitência foi um pouco caótico e sem pretensão. Eu abri um arquivo de Word em que resolvi escrever um poema por dia. Depois de um tempo, somei a alguns textos que havia escrito para uma disciplina da pós-graduação (Formação de escritores). Foi apenas com esse conjunto que eu notei que havia um embrião de livro eu poderia ser trabalhado.


Parte dos muitos abraços que recebi no evento de lançamento do livro.


2. O nome veio de uma conversa com 2 amigas escritoras

Depois de mostrar o embrião de livro para a Ane Venâncio e para a Ayumi Teruya, minhas amigas com quem tive a honra de cofundar o Projeto Escrita Criativa, elas vieram com este ponto importante: são poemas sobre a intermitência. Algo que fica entre o vazio e o caos, o caos e o vazio. Me senti representada. Essa é, de fato, a essência da obra. Sendo assim, não foi tão difícil bater o martelo para o nome do conjunto de poemas.

 

3. Há apenas  um poema que eu considero “de amor", mas não é para ninguém que eu amei romanticamente

Ao longo dos anos uma pergunta que eu sempre ouço é: Para quem é o poema "Você" (página 21). Bem, a verdade é ele é o único poema que eu realmente considero com essa temática de amor, mas ele surgiu de um exercício da pós-graduação que pedia que a gente escrevesse um retrato. Eu escrevi um retrato de alguém que admiro de forma artística, mas o tom saiu diferente. Gostei, não mexi no tom e aqui estamos com os versos no livro.

 

4. A intermitência, o vazio e o caos como tema de escrita na minha vida

Até escrever o livro, eu nunca tinha parado para refletir sobre qual é o tema predominante na minha escrita ou como ela se apresenta para o mundo. Juntar textos curtos (sejam eles contos, crônicas ou poemas) em um livro, coloca seu autor para pensar nas unidades temáticas que irão compor o trabalho. E como a minha cabeça ama pensar, levei isso para a vida.


Eu notei que meus textos, independentemente do livro, fazem esse ping-pong: vazio x caos; vida x morte; existência x produtividade; amor x desamor; natureza x intervenção humana; etc.; etc.; etc.  Então, meu ponto agora tem sido como explorar essa minha grande temática de modos diferentes. 

 

Autografando no lançamento. 

5. O livro ganhará uma versão em espanhol

Há um pouco mais de um ano, eu assinei um contrato com uma editora brasileira que também publica/vende na Argentina. O livro já era para ter saído, houve um pequeno atraso, mas eu ainda tenho fé que dê certo. (Na conversa que tive brevemente com o editor, nessa semana que passou, ele disse que vai dar.)

Ter um livro em español sempre foi um sonho, que eu espero que se realize em breve! Portanto, fiquem de olho nas novidades.

 

Playlist com leituras dos poemas, imagens do lançamento, live de 2 anos do livro, etc.


Ainda não leu A Intermitência das Coisas ou quer presentear alguém querido?

  • Você pode comprar tanto o A Intermitência das Coisas  (ou qualquer outro livro escrito por mim) autografado, com dedicatória, na loja do blog ou entrando em contato via e-mail: contato@algumasobservacoes.com.
  • Além disso, é possível adquiri-lo (sem autógrafo) nos seguintes sites: Editora PenaluxAmazon, SubmarinoAmericanas.
  • Se você já leu o livro, pode deixar a sua avaliação no Skoob ou no Goodreads
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