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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

6 on 6: momentos de descanso

sexta-feira, fevereiro 06, 2026 23

Sempre quis fazer parte de um grupo de postagem coletiva no estilo 6 on 6, mas nunca tinha conseguido estar em um. Até que conversei com alguns amigos que também têm blog e... tcharan! Aqui estou no meu próprio grupo de 6 on 6! 

Sendo assim, todo dia 6 de cada mês, teremos um post sobre fotografia aqui no blog. 😊📷

O tema do 6 on 6 de fevereiro é momentos de descanso, o que é ótimo, porque eu tirei uns dias para recarregar as energias, mesmo em casa. Foi ótimo! Vamos às 6 fotos:

Camomila em um momento de autocuidado.

Ter gatos é um eterno aprendizado para quem sabe observar. Pra mim, o principal é o autocuidado. Gatos estão sempre dormindo bem, comendo bem, se alongando e se limpando. Passar tempo com as minhas gatas é descanso e é lembrete: pra eu ser uma boa mãe pra elas, eu também preciso me cuidar. Nesta foto, em específico, ela também me lembra das aulas de dança e de como eu fico feliz nelas. 

Sorvete e leitura.

Tarde de sorvete e leitura. Eu descobri a literatura da Rosario Bléfari há 2 anos e poder lê-la no original é uma honra. Amo a escrita dela e fico feliz que ela tenha deixado este legado tão bonito para todos nós. Tanto o Diario de la Dispersión, quando o Diario del Dinero têm muito do processo criativo dela. É bacana demais conhecer mais dos processos criativos de outros artistas.


Olhe o céu.
Gosto de parar em alguns momentos do dia para olhar o céu, observar o clima e me conectar de volta com a natureza. Este é um exercício que me traz paz. Quase uma oração ou uma meditação. Olhar e me perceber (in)significante dentro de um universo tão diverso e grandioso. Pés na Terra, cabeça no infinito. 


Tricota e tricota.
Janeiro foi o mês de tricotar presentes. Na foto, a Sophie scarf (receita da PetitKnit) que fiz para a minha amiga ver os Backstreet Boys em Las Vegas, respeitando o dress code da Millennium tour (que, basicamente é ir de branco). Além desse cachecol, fiz outros gorros e cachecóis para outras amigas que também vão viajar para lugares frios. Amo dar um pouco do meu amor em forma de tricô!


Vai um cafezin'?
Foto do café que tomei com a Boo e a Simone durante o nosso encontro mensal. Foi um dia de muitas risadas e trocas. Se tem um momento do meu mês que é MUITO esperado por mim, porque é MUITO legal é o encontro do nosso trio on tour. :)

Esse dia foi legal, porque — além de vê-las — eu pude finalmente doar a mecha de cabelo que estava aqui desde o meu último corte (porque a moça do caixa não me deixou enviar pelo correio). Fomos a um shopping que tem um ponto de coleta da ong Cabelegria

Amo demais! 💚

Se tem uma coisa que tenho em comum com a minha mãe é o nosso amor pela pipoca. Uma das vantagens de trabalhar de casa é justamente poder parar, fazer um cafezinho, comer uma pipoquinha e poder atualizar os assuntos do dia com ela. Quando o momento é de descanso e o intervalo é longo, melhor ainda! Amo essas singelezas da vida compartilhada em família.💚

Agora me conta: como você desacelera e descansa? 

📷📷📷

Equipamento usado no post:

As fotos deste post foram feitas com uma câmera Nikon D3100. A foto do café foi feita com o celular.

Mais 6 on 6:


Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: ReticênciasSweet LulyInventando assuntoCamila por aí e Adriel Christian.

Confira as outras edições do meu 6 on 6:
01 📷
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domingo, 26 de outubro de 2025

Tricotando no avião: como levar o seu projeto sem problemas

domingo, outubro 26, 2025 8
Tricô e viagem sempre se dão bem!

Ano passado eu resolvi que queria sempre ter um projeto de aniversário, algo que colocasse as minhas mãos e a minha arte em movimento. Comecei com a manta do clima (você ler sobre ela aqui, ou vê-la no meu canal, no YouTube) e, para este ano, resolvi fazer mais uma versão do Hope Summer Top (receita gratuita, em inglês e em espanhol, feita pela Nerea Moreno, disponível aqui).

Minha primeira versão do HOPE Summer Top.


A primeira vez que fiz essa blusa foi em 2023. Usei o fio Verão, da Círculo, na cor azul bic. Embora a proposta desse fio seja ele ser fresco, confesso que achei que a blusa ficou um pouco quente pro clima cheio de ondas de calor de São Paulo. Acabei vestindo-a mais no período de meia-estação. (Parece que o verão de 2026 será mais fresco, então, espero usá-la mais vezes).

Tendo tudo isso em vista, resolvi tecer a mesma blusa, usando o fio Anne Natural (também da Círculo). Como iria viajar, decidi que este também seria o meu projeto de viagem (além de ser o de aniversário).

Preparativos para a viagem

Comprei dois novelos; mas, ao fazer a amostra de pontos, notei que este é um fio que rende. Resolvi que levaria apenas um na viagem, uma vez que sabia que não terminaria a blusa toda por lá. 

Sobre a escolha da agulha, abri mão da minha preferida, a de metal. Sabia que poderiam implicar com ela, ao passar nos raios-X dos aeroportos. Sendo assim, escolhi a circular de bambu + silicone (com cabo de 80 cm, porque eu gosto de ter espaço, mesmo tricotando reto).

De material auxiliar, separei dois marcadores de plástico (um para a divisória do decote e outro para prender os fios da costura); um bloquinho de anotações e uma caneta; um parador de pontos de silicone para o fim da agulha e uma fita métrica.

Materiais levados na viagem. Blusa com tecitura já mais avançada.

Resolvi não levar tesoura. Como escolhi fazer a peça inteira com um fio só (sem as listras coloridas do original) sabia que só precisaria de cortar o fio duas vezes. Eu o fiz arrebentando com as mãos, mesmo. Mas nada que pedir um corte na recepção do hotel também não funcionasse. (Ao que me parece, é possível levar uma tesoura pequena no avião, desde que ela tenha menos de 10 cm de lâminas. Se você quiser levar uma na sua viagem, informe-se com a companhia aérea para ter certeza de que é isso mesmo.)

Para evitar de montar a peça no avião, comecei uns dias antes e já fui com a barra da blusa tricotada (viajei com uma amiga e achei que seria chato ter que ficar contando os pontos na hora da montagem da peça na agulha, estando com ela e mais um monte de gente ao redor).

No aeroporto e no avião 

Para facilitar, a bolsa de tricô era o item mais fácil de tirar da mochila que levei como mala de mão. Tanto em Guarulhos, quanto no Aeroparque, na ida e na volta, ninguém no raio-X pediu para ver o meu material de tricô.

No avião, coloquei a mochila nos meus pés, o que facilitou de eu pegar e guardar o projeto durante o voo. Tricotar foi bem tranquilo e relaxante. Ajudou o tempo a passar depressa e a acalmar a ansiedade do "chegar logo".

Sobre o projeto escolhido

Acho que fiz uma boa escolha em levar o Hope Summer top pra viagem. Ele é um projeto que não exige muito espaço na bagagem ou muitos materiais. Além disso, a receita é simples, sem pontos decorativos. Aquele tipo de trabalho que você não precisa ficar pensando muito, que é possível fazer enquanto conversa com alguém.

Penso que considerar o tamanho do projeto, a sua complexidade e o perfil da sua viagem é importante ao levar o seu tricô na bagagem (não seria viável, por exemplo, levar a manta do clima, que já estava enorme e volumosa e que envolve muitos novelos de cores diferentes).

Sobre o fio, o Anne Natural solta alguns fiapinhos enquanto a gente tece. Nada que continue depois que a peça já está pronta.  Isso pode ser ruim para algumas pessoas (a mim, não me incomoda). Eu gostei de dois pontos: um é que ele rende muito (um novelo deu para fazer a frente e mais da metade das costas da blusa), o outro é que ele desliza muito na agulha. Mesmo usando uma agulha fininha, o trabalho rendeu rápido.

Durante a viagem eu consegui fazer mais da metade da peça, mesmo tricotando em momentos esporádicos, como antes de dormir. 




Recapitulando

1. Escolha um projeto pequeno, que envolva poucos materiais e que tenha um nível de complexidade que se encaixe bem com a sua viagem;
2. Evite agulhas retas (as mais antigas têm metal dentro) ou de metal. Opte pelas de plástico ou pelas bambu + silicone. Também evite as que sejam mais pontiagudas. Assim, você se poupa de ter que se explicar no raio-x ou de ter que jogar fora as suas agulhas.
3. Faça a mesma coisa com os assessórios: opte por marcadores e agulhas de tapeçaria que sejam de plástico. Se for levar tesoura, certifique-se de que a sua atende às orientações da companhia aérea.
4. Deixe o seu material o mais fácil possível de pegar e guardar. De preferência, perto dos seus pés (não no bagageiro acima. Assim, você não precisa ficar se levantando e se sentando, principalmente se estiver nas poltronas da janela ou na do meio).
5. Divirta-se e tenha, ao final da viagem, uma peça que te remeta às boas lembranças daquele período! 😉
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domingo, 24 de novembro de 2024

Comecei a tricotar uma manta do clima (temperature blanket)

domingo, novembro 24, 2024 2
Minha manta e eu. 😍


Como alguém que costuma sentir muito frio, eu já estava há algum tempo pensando em tricotar uma manta para os dias de temperatura mais baixas. Ao invés de buscar uma receita muito elaborada, optei por fazer uma manta que registrasse o meu ano pessoal. Depois de ver alguns vídeos sobre o assunto, resolvi tecer o que traduzi livremente como Manta do Clima (do inglês, Temperature Blanket). 

O que é uma Manta do Clima?

É uma manta tecida em tricô ou em crochê em que cada linha equivale à temperatura do dia. Normalmente ela é tecida ao longo de um ano, seja ele um ano gregoriano , seja ele um ano pessoal.

Como eu vou fazer a minha?

Depois de assistir a vários vídeos no YouTube e pesquisar no Ravelry, eu resolvi tecer a minha manta em tricô, usando como marcos o meu ano pessoal, ou seja, do meu aniversário de 2024 até o meu aniversário de 2025. Farei uma receita simples, apenas no ponto tricô. Para cada dia, teço o direito e o avesso. Também resolvi deixar franjas, que serão finalizadas quando eu terminar. Uso o branco para dividir os meses. Duas vezes o branco para dividir os anos. Na primavera e no verão eu vou tecer as máximas e no outono e no inverno, as mínimas.

Aperte o play para me ver contando como decidi fazer a manta do clima 
e o unboxing dos novelos.

Quais são os materiais que eu estou usando na minha manta do clima?

  • Agulha: embora eu esteja tecendo reto, estou tecendo em agulha circular (Círculo, 4mm de espessura e 100 cm de comprimento), além disso, uso tampas de agulha que comprei na Daiso.
  • Lã: escolhi a Família, da Pigouin (essa linha é muito tradicional, então há menos risco de ser descontinuada até eu terminar o projeto). Ela é 100% acrílico e cada novelo tem 100 gramas.
  • Tesoura.
  • Fita métrica.

Qual é a minha paleta de cores?

Escolhi uma paleta que está relacionada com as cores tradicionais que vemos para falar de temperatura (que vai do vermelho-escuro para as temperaturas mais altas ao azul-escuro para as temperaturas mais baixas).


Como eu tenho me organizado para isso?

Fiz uma página no Notion com todos os dados do material usado e com um banco de dados com as temperaturas do dia. É possível ver tudo isso no vídeo abaixo:

Veja os materiais que uso e a minha página no Notion.

Quer saber mais?

Então deixe nos comentários as suas dúvidas e comentários, porque eu vou gravar mais um vídeo para essa série da manta do clima. 😉 Para ver este e outros vídeos, se inscreva no canal


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domingo, 21 de maio de 2023

{Receita} Tricotando a Blusa Cacto do Amor

domingo, maio 21, 2023 12
Vem tricotar comigo!


Sabe aquele projeto que tinha tudo para dar errado, mas deu certo?! Pois bem, é justamente uma história assim que eu vim contar aqui hoje. Quem me lê há algum tempo sabe que eu voltei a tricotar. Como disse no post sobre o casaco que fiz, aprendi a fazer isso na infância, mas nunca havia tentado fazer peças que não fossem cachecóis. Depois de ter tecido o casaco, resolvi tentar algo mais difícil. Por que não uma blusa?!

Antes de começar 

Obrigada pela ideia, Harry! hehehe

Navegando no Pinterest, vi a foto acima do Harry Styles e pensei um "tá aí o meu próximo projeto". O problema era que eu não sabia como ler gráficos ou se conseguiria fazer algo com desenhos, já que nunca tinha feito antes. Mandei a imagem para a Claudinha, uma amiga querida que é muito habilidosa com artes manuais, e só de bater ela me disse como era a receita.

Na hora de comprar a lã, achei que esse tom mostarda ficaria apagado em mim. Mirei na cor terracota, acertei no marsala. A mesma coisa aconteceu com o verde, que era para ser mais vívido e veio mais apagado. Como comprei a lã pela internet, aconteceu de a cor da foto não ser como a cor real, mas elas continuaram combinando, e eu resolvi não desanimar. 

Look do dia do chá revelação do bebê da minha prima.


Tecendo

Acabei me confundindo na hora de fazer o gráfico original. Ao invés de ficar uma fileirinha de coração, uma de cacto e outra de coração, ficou cacto, cacto diferente, coração. No fim, gostei do resultado e não desmanchei o que tinha feito.

Meu objetivo era fazer uma blusa oversized, como a original. Talvez essa tenha sido a única coisa que, de fato, fato tenha acontecido. Por conta disso, acabei desmanchando as mangas e refazendo, porque eu tinha feito o corpo grande e as mangas estreitas. Tinha ficado estranho. Ao refazê-las, o resultado ficou como eu imaginei! :)

Material

  • Eu usei dois pares de agulhas retas, um de 6mm e outro de 10mm;
  • 11 novelos de lã Urbano da Círculo: 10 da cor picante (marsala), código 3986, e 1 da cor verde (militar), código 5718;
  • 1 tesoura;
  • 1 agulha de tapeçaria.

Para quem entende de lãs, as informações do fio Urbano são:
  • Fio Urbano Círculo Tex 909
  • Contém: 100 gramas = 110 metros
  • Composição: 80% Acrílico / 20% Poliamida

Minha receita

Para quem quiser tentar: não é difícil, porém é um pouco trabalhoso. Se você souber fazer os dois pontos básicos do tricô (o ponto tricô e o meia), não é impossível. Uma dica importante é: na hora de fazer os desenhos (trabalhar com a segunda cor), solte bastante o fio atrás, porque ele tem uma tendência a ficar apertadinho. Eu sou uma pessoa que sabe o básico do básico no tricô e consegui. Então, você consegue também.

Demorei mais ou menos um mês para fazer esta peça (tecendo um pouquinho toda noite). 

A minha receita foi feita em 4 partes (costas, frente e cada uma das mangas) foi feita deste jeito:

Costas:

Coloquei 91 pontos na agulha reta nº6 e teci o ponto barra 1 por 1 (um tricô e um meia) por 13 carreiras. Depois, troquei para a agulha nº10 e comecei a tecer o ponto malha (ponto meia do lado direito e ponto tricô, no avesso). Fiz isso por 6 carreiras. Na sétima (do lado direito), comecei o desenho, tecendo:
  • 1 ponto em vinho, 1 ponto em verde, 3 pontos em vinhos, 1 ponto em verde. Fui assim até o fim da carreira e voltei seguindo a mesma ordem. Ou seja, fiz o direito e o avesso (2 carreiras);
  • 1 ponto em verde e outro em vinho até o fim (avesso e direito);
  • 2 carreiras vinho (avesso e direito);
  • 1 vinho, 1 verde, 3 vinhos e 1 verde até o fim, avesso e direito;
  • 3 verdes e um vinho (avesso e direito);
  • 1 vinho, 1 verde, 3 vinhos, 1 verde até o fim, avesso e direito (2 carreiras);
  • 1 carreira de ponto meia em vinho (direito), sem nada em verde;
  • 1 vinho, 1 verde, 3 vinhos, 1 verde até o fim (avesso);
  • 1 verde e 1 vinho até o final (direito).
Depois, teci tudo em vinho, até a peça atingir 66 cm (contando desde o início da base).

Frente:


Parte da frente: aqui, havia tecido um obro, faltava o outro.


Fiz o mesmo procedimento das costas, na frente até a peça atingir 54cm (contando desde o início da base). Depois, arrematei 11 pontos centrais (equivalentes a 9 cm). Sobre as diminuições:

  • Diminuição no ombro direito = fiz dois pontos juntos no fim da carreira do lado direito (não diminuir do lado avesso), por 4 vezes. Depois tricotei até atingir a altura do tamanho das costas (66 cm desde a base).
  • Diminuição do ombro esquerdo = fiz dois pontos juntos no início da carreira do lado direito (não diminuir do lado avesso), por 4 vezes. Depois tricotei até atingir a altura do tamanho das costas (66 cm desde a base).
Os dois ombros finalizados.


Mangas: 

Fiz duas peças iguais. Para a montagem, teci 31 pontos. Fiz barra 1 por 1 por 13 carreiras. Depois, fiz 6 carreiras de ponto malha (meia no direito + tricô no avesso) de aumento, da seguinte forma:

Ponto barra 1 por 1, de uma das mangas.


  • aumentei 4 pontos no início e 4 no final da primeira carreira da primeira fila (após a barra, no direito);
  • teci a segunda carreira sem aumento;
  • aumentei 2 pontos no início e 2 no final da terceira carreira; 
  • teci a quarta carreira sem aumento;
  • aumentei 1 no início e outro no fim da 5ª carreira;
  • teci a sexta carreira sem aumento. No fim dela, tinha 45 pontos.
  • aumentei 2 pontos na sétima fileira e nela comecei a fazer o desenho, do mesmo modo que fiz na frente e nas costas.

Depois de terminado o desenho.

Depois, teci até ter 32cm. Na frente (direito), aumentei mais 3 pontos no início e no final da carreira. Por fim, teci mais 24cm até ter aproximadamente 50 cm desde a base.

Golas e costuras:

Momento da costura.

Costurei um dos ombros, fiz o levantamento dos pontos e o arremate da gola conforme as videoaulas da Bianca Schultz abaixo:




Depois costurei as mangas e fechei as laterais. 

Resultado

Tirei essa foto na hora em que fiz o último arremate.
Dá para ver o quanto eu estava feliz!


No fim, a blusa não ficou igual a do Harry, mas eu amei demais o resultado! Além de bonita e confortável, ela é super quentinha (o que ajudou demais com esse frio todo que anda fazendo!). Como sempre tem acontecido, o tricô tem me ensinado que sair da rota pode ser bom e, sobretudo divertido. 😉


Se você fizer também, me marca nas redes sociais. Vou ficar feliz de ver a sua peça. Se tiver alguma dúvida, basta perguntar aqui nos comentários. :)
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sábado, 24 de abril de 2021

O tricô e eu

sábado, abril 24, 2021 8


Hey, everyone! :)
Espero que todo mundo esteja bem por aí. Quem me acompanha no Instagram ou no Twitter já sabe que, no começo do mês, eu terminei o primeiro casaco de tricô que fiz na vida. Depois dele ainda fiz um gorrinho e um par de polainas.

Sobre tricotar



Desde que eu me entendo por gente, eu sempre gostei de tecer: ideias viram textos; caminhos, amizades; fios, algo significativo. Foi na infância que eu aprendi a fazer os dois pontos básicos: o tricô e o meia. Fiz diversos cachecóis e deixei esse conhecimento perdido em algum lugar do passado... Optei por me dedicar a outras coisas, até porque não tinha mais ninguém para me ensinar a continuar.




Aprendi muito ao longo dessa jornada. Talvez a principal lição é que a vida é feita de ciclos — aquele clichê que todo mundo sabe, mas que demora a compreender. Veio 2020, pandemia, quarentena, desgosto, perdas, mudanças atrás de mudanças. Onde eu estava mesmo? Dividida entre a eterna busca pela minha essência e a sede de aprender algo novo. Vendo os vídeos da Kika Kutova, fiquei pensando: por que não aprender a tricotar algo que não fosse um cachecol? Mais de 15 anos depois, achei uma videoaula no YouTube, comprei o material e resolvi me arriscar.

Para quem quiser, a videoaula foi essa. :)


No meio do processo ouvi muita coisa: gente que sempre quis aprender e nunca tentou. Gente que tentou e achou chato. Gente que não tentou e tem vontade. Gente que nunca tinha pensado em tricotar e e ficou com vontade de aprender. Acredito que o principal ponto disso tudo — quer seja com tricô, quer seja com qualquer outro trabalho — é não desistir só porque parece difícil. Tricô é treino, e como qualquer treino, precisa de algumas horas de dedicação. 




Sobre este casaco

Eu sou uma pessoa que, normalmente sente muito frio. Como não bate muito sol na minha casa no inverno — e eu continuo trabalhando de casa, porque ainda não tomei a vacina —, fiquei empolgadíssima para ter uma peça que fosse confortável, quentinha e que me permitisse trabalhar com ela sem ter que ficar pensando em ter que trocar de roupa para uma reunião, por exemplo. 



Apesar de eu não ter muitas roupas cor de rosa, amei a combinação dessa cor com o cinza e o azul/verde tiffany. Deu um tom jovial à peça, ao mesmo tempo em que ela ficou sofisticada. Nas fotos deste post, usei o casaco com um vestido, mas seria possível com uma calça jeans e uma camiseta. Aliás, essa é uma vantagem desta receita: para quem sente muito frio como eu, esse casaco esquenta sem ter que ficar colocando muitas camadas de roupa por baixo. Sucesso total.

Você pode comprar o meu livro na loja do blog.


Eu segui a receita que a Marie passou no vídeo acima, mas precisei de um quarto novelo para cada cor (bem pouco, mas precisei). Amei que ele ficou — para mim — bem oversized, com as mangas bem largas/grandes, do jeito que eu amo no tricô e nos moletons.

Sobre a receita, deixo uma lição para quem quiser se aventurar no tricô (acho que também vale para o crochê): nunca comprar exatamente a quantidade de novelos da receita. Tive que pedir os 3 novelos extras e esperar que eles chegassem (foi naquela semana em que tudo o que não era essencial estava fechado aqui em São Paulo — o que fez a entrega demorar um pouco).



Tricotei tudo em um fim de semana (sexta à noite, sábado e domingo). Esperei os 3 novelos chegarem e terminei a manga que faltava. Deixei para juntar as partes em um outro dia, mas foi relativamente rápido. Como esse é um projeto feito com uma agulha de 18 mm (a mais grossa que vi até agora), é muito prático de ser feito. O mais importante: me diverti demais ao longo do processo! Yay! 💃


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