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domingo, 25 de janeiro de 2026

Atualização das 101 coisas em 1001 dias #3

domingo, janeiro 25, 2026 16


Ano passado eu comecei a minha terceira lista de 101 coisas em 1001 dias e disse que, de tempos em tempos, traria uma atualização para você. Eis este post.

No momento, eu tenho:
  • 13 tarefas concluídas;
  • 27 tarefas em andamento;
  • 61 tarefas em aguardo;
  • 0 tarefa abandonada.

Você pode conferir a lista completa das 101 coisas em 1001 dias clicando aqui. Se você quiser ver este post em formato de vídeo, acesse o Algumas Observações no YouTube.


Sobre as tarefas concluídas:

O item 30 da lista é "Ir a 10 shows ou mais". Meta concluída com sucesso.
  1. Terminei a pós-graduação em Psicopedagogia (e já emendei na de Revisão de Textos). Achei que foi uma pós fácil, devido à minha experiência pedagógica na escola. Já tenho muita bagagem, então os estudos de caso acabavam sendo de situações que eu já tinha vivenciado na prática. 
  2. Publiquei o meu primeiro livro em espanhol. La intermitencia de las cosas saiu no dia 16 de setembro (véspera do meu aniversário!) e já pode ser comprado, com autógrafo, na loja do blog.
  3. Voltei em Buenos Aires em setembro de 2025. Passei o meu aniversário lá e foi bem divertido. Para ler os posts relativos a tudo o que já vivi em Buenos Aires, clique aqui.
  4. Fui ao teatro mais de 4x ao longo dos 1001 dias e quero ampliar ainda mais este número. Falei sobre as peças, shows e espetáculos de dança que vi na retrospectiva notável: 2025. É incrível como colocar isso na lista ampliou o meu olhar para esse tipo de arte. 😉
  5. Também fui a mais de 10 shows. A lista até agora: Niall Horan; Festival de Jazz; Paul McCartney; Linkin Park / Ego Kill Talent; Lulu Santos; Shakira; Sting; Leoni; Dado Villa-Lobos; Os paralamas do sucesso; Nando Reis; Ceelo Green (The Town); Pedro Sampaio (The Town); Jason Derulo (The Town); Backstreet Boys (The Town); Richard Ashcroft; Oasis.
  6. Comemorei 10 anos do Projeto Escrita Criativa com a Ayumi aqui em São Paulo. Quem quiser ver como foi, tem vlog no canal do Projeto
  7. Respondi as 50 perguntas que libertarão a sua mente. Vocês podem ler as respostas aqui. Foi divertido pensar em cada uma das respostas e me senti grata pela minha caminhada quando terminei de escrever o post.
  8. Fiz o check up no começo de 2025. Depois de anos lutando com a minha cabeça, consegui vencer o medo. Graças a Deus, estava tudo bem (confesso que esperava alguma coisa de colesterol e tal, mas nem isso teve! YAY!).
  9. Sobre fazer outra atividade física por pelo menos 2 meses, fiz 2 oficinas de dança por 7 meses (e, tudo dando certo, retorno em 2026). 
  10. Comprei um computador novo. Meu computador velho tinha mais de 10 anos e, no último mercúrio retrógrado do ano, ele colapsou. Não estava pensando em gastar dinheiro com isso no momento, mas a troca valeu muito a pena.
  11. Também comprei uma carteira nova, porque este era outro item que que estava capenga.
  12. Comprei o Diario de la dispersión, da Rosario Bléfari, quando fui a Buenos Aires. Queria muito ler este livro e, de longe, foi uma das melhores leituras que fiz em 2025.
  13. Refiz o RG, que agora se chama CNI. Por incrível que pareça, foi muito mais fácil e rápido do que pensava. Em meia hora, já tinha feito tudo, em 20 dias já estava com o documento novo em mãos. Uma tarefa que estava procrastinando e que nem precisava ter enrolado tanto. hehehe 

Sobre as tarefas em andamento:

Camomila e Poesia, as gatinhas da tarefa de check-up.

  1. Já li 7 dos 10 livros que tinha na estante antes do fim do período de conclusão dos 1001 dias. Os títulos lidos até agora foram: Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus; Um paraíso portátil, de Roger Robinson; Demerara, de Wagner G. Barreira; Como encontrar o seu estilo de escrever, de Francisco Castro; Esta história está diferente, org. Ronaldo Bressane; Cartas perto do coração, de Fernando Sabino e Clarice Lispector; Escrever ficção, de Luiz Antonio de Assis Brasil. Para saber sobre as leituras, acesse as resenhas do blog
  2. Praticar aquarela é algo que gosto de fazer nas épocas mais quentes do ano (porque a tinta não demora muito para secar). Tem sido divertido.
  3. Voltei a estudar tarô com práticas mensais sobre a minha própria vida. Meus planos (pra juntar isso com ler os livros que já tenho) é ler Jung e o Tarô. (Se você já leu, me conta como foi a leitura?)
  4. Sobre participar de 3 concursos literários, entrei na antologia Terra, do selo Off-flip. Para este ano, sigo buscando mais concursos.
  5. Sobre as entrevistas, comecei com a Regiane Folter.
  6. Tenho publicado uma vez por semana aqui no blog. Falhei algumas (ninguém é perfeito), mas como tenho sido mais constante do que nunca, continuo contando esta tarefa como em andamento. Manter a regularidade por aqui me deixa muito orgulhosa de mim mesma.
  7. Sobre registrar o andamento das 101 coisas, este post é justamente parte da realização dessa tarefa hehehe
  8. Gravei 5 da meta de 10 vídeos para o Projeto Escrita Criativa. Você pode assisti-los aqui.
  9. Tenho conseguido cumprir com a meta de publicar todos os meses no meu canal do YouTube. Se você quiser ver os meus vídeos (se inscrever e deixar o seu like!), clique aqui.
  10. Vi o mar em 2024, aqui no Brasil, e o rio, em 2025, na Argentina. Sou uma pessoa bem feliz perto de corpos d'água.
  11. Já comecei a rascunhar a lista de museus. Pensei em fazer um post sobre ela aqui no blog, o que você acha?
  12. Sobre ir a uma Mega Artesanal, vai rolar neste ano. Coloquei o item em andamento, porque o ingresso já está comprado. 
  13. Sobre ir ao parque uma vez por mês, tive minha vida facilitada nesta tarefa porque o local em que faço as aulas de dança é dentro de um parque. Juntei o útil ao agradável.
  14. Os spa days têm rolado. Eu costumo fazê-los junto com os meus reset days: troco roupa de cama, hidrato o cabelo, passo máscara na pele, faço as unhas, revejo o meu planejamento, ouço músicas, me exercito. Tem sido gostoso demais.
  15. Não trabalhar nos fins de semana a não ser que seja impreterível foi uma luta constante no meu 2025. Espero melhorar isso no meu 2026.
  16. Comecei os presentes sem motivos e isso é TÃO legal! É bacana demais poder presentear quem a gente ama!
  17. Na mesma toada é doar algo que pessoas/instituições precise. Ajudar o próximo é mais que importante! 
  18. Escrever cartas é algo que amo e que também me faz feliz. Já enviei 3 de 10. (Quer receber uma cartinha? Manda o seu endereço pro contato@algumasobservacoes.com)
  19. Toda vez que eu encontro o meu sobrinho do coração, a gente brinca muito! Eu me divirto com o quanto ele é um menino inteligente e criativo. Amo demais!
  20. Escrever no diário com constância no final do ano passado foi mais difícil, mas agora em janeiro voltei pra linha. Vai dar certo de ter 500 dias escritos. Tenho fé!
  21. Diminuir o refrigerante também tem sido uma coisa de "um dia de cada vez", mas está rolando.
  22. Minha rotina com a pele não está perfeita, mas melhorou bastante. Comprei um sérum e, além de usá-lo, também melhorei no uso do protetor solar. Não sou uma pessoa de ficar muito tempo no sol (com isso de fazer home office, quase não saio de casa), mas tenho colocado isso na rotina. Também tenho bebido muito mais água, o que contribui demais não só com a pele, mas com todo o corpo.
  23. Sobre doar o cabelo, estou com uma mecha guardada aqui, porque a mulher não me deixou enviar pelos correios (ela não aceitou a postagem). Nesse meio tempo, meu cabelo já cresceu um tanto, então vou cortá-lo de novo e doar as 2 mechas de uma vez. Parece que há um posto de arrecadação lá no shopping Tucuruvi. Então, qualquer hora vou aproveitar pra fazer um passeio e levar os cabelos lá.
  24. Continuo firme e, em setembro, comemoro 8 anos no Pilates.
  25. Tenho decorado o planner, mas principalmente o diário. Gosto de fazer uma página temática de abertura para cada mês, de colocar a carta de tarô/oráculo para o mês. Na abertura de um caderno novo, escrevo o meu tema do ano, o meu lema de vida, a minha oração da artista. Tudo cheio de frufrus e canetinhas coloridas. Sobre o planner, as canetinhas coloridas para cada área da vida / aluno têm funcionado bem e dão um ar alegre para os meus registros.
  26. No fim de 2025 a Poesia fez check-up e tomou uma vacina. Agora, ela vai tomar a outra vacina que falta e aí entro com o check-up da Camomila. Ter gatos é legal, mas pagar o veterinário é caro, não deu pra fazer o check-up das duas de uma vez.
  27. Sobre comprar maquiagens novas, tenho feito isso aos poucos. Comprei base e batom.

Sobre as demais tarefas: 

Não tenho nenhuma tarefa abandonada. As demais ainda não foram iniciadas.

E você? 

Como estão as suas metas de vida? Você já participou de algum projeto como o 101 coisas em 1001 dias? Me conte nos comentários 😉
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domingo, 28 de dezembro de 2025

Retrospectiva notável: 2025

domingo, dezembro 28, 2025 12
2025 não só foi complexo, mas também foi lindo!

Uma das coisas mais legais de se ter um blog é poder revisitar o passado. Evolução, aprendizado, dramas, recomeços. Tudo registrado. 

Antes de começar este post, fui reler a retrospectiva incrível de um ano notável. Dez anos passam num piscar e, olha, é legal fechar 2025 com uma sensação parecida com a de 10 anos atrás: um ano artístico, cheio de encontros, feliz. Também li a retrospectiva notável de 2020 e é doido que também continuo com a sensação de que a linha do tempo se embolou. Em um dia era janeiro, noutro setembro, noutro dezembro. 2025 continuou com o tempo não linear, mesmo eu usando todos os tipos de lembretes e agendas. Das venturas escondidas no pó do tempo vejo que ser artista é essência e que essência se honra. Fico feliz que o mundo tenha controlado vírus e que agora eu possa viver uma vida artística de forma plena.

2025 foi o ano em que eu dancei!
Acima um pouco das minhas 2 apresentações de dança.

Falando sobre 2025,"altos e baixos: a sorte vai e vem", já diria a música. O fato é a minha sensação é que: 1. isso é viver; 2. no fim das contas, foram mais altos do que baixos. 

Na lista dos altos, temos: fiz novas amigas (minhas companheiras de bailado!), comecei a aprender a dançar, passei o meu aniversário no meu lugar favorito, abracei Júnior (depois de 18 anos de blog), conheci a Polly, passei a encontrar duas amigas (a Boo e a Si) uma vez por mês, comemorei 10 anos de Projeto Escrita Criativa, realizei o meu sonho de ver o Sting (isso estava na minha bucket list!), a Shakira e o Oasis (milagre!!!!). Fora ter revisto os meus boys. No trabalho, diversifiquei as minhas aulas: além das mentorias de escrita, passei a lecionar língua portuguesa e voltei à língua inglesa. Além disso, continuei com os trabalhos textuais de leitura crítica, preparação e revisão de texto. Rascunhei 2 livros novos. Também iniciei a pós em revisão de textos e fiz outros estudos literários. Já na dos baixos, fiquei doente por quase 3 meses, mas não reclamo (agora estou bem), a Poesia andou adoentada (agora ela também está bem) e isso me fez gastar um pouco de dinheiro que não queria. Nada fora do controle. 

Como disse acima, queria (e quero) viver uma vida cada vez mais artística. Então, 2025 foi um ano de experimentar leituras, conhecer novos autores, ver espetáculos (de dança, de música, de stand up). Isso me fez feliz demais!  Abaixo, seguem algumas listas do que rolou:

Livros lidos (e relidos):

Uma das minhas leituras preferidas deste ano.

  1. Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo 
  2. Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus 
  3. Um paraíso portátil, de Roger Robinson 
  4. Crônicas de Travesseiro, de Pedro Tavares 
  5. Demerara, de Wagner G. Barreira
  6. Como encontrar o seu estilo de escrever, de Francisco Castro 
  7. Escrever sobre escrever poesia, de Eduardo Milán 
  8. Também eu danço, de Hannah Arendt 
  9. Depois dos quinze, de Bruna Vieira 
  10. Esta história está diferente, org. Ronaldo Bressane 
  11. Ano Passado, de Júlia de Carvalho Hansen 
  12. Devoção, de Patti Smith 
  13. Na ponta da língua, de Caetano W. Galindo
  14. Teoria do Conto, de Nadia Battella Gotlib
  15. Mamãe & eu & mamãe, de Maya Angelou
  16. Cartas perto do coração, de Fernando Sabino e Clarice Lispector
  17. Diario de la dispersión, de Rosario Bléfari
  18. Octavio Paz 1914-1998, de Octavio Paz 
  19. Escrever ficção, de Luiz Antonio de Assis Brasil 
  20. Mudança, de Verónica Gerber Bicecci 

Shows, dança e teatro:
Alguns dos shows que assisti em 2025.
Neste ano fui a muitos, mas quase não fiz fotos.
Quis mesmo curtir o momento. :)
  1. Show: Shakira (Las mujeres ya no lloran World Tour)
  2. Show: Sting (Sting 3.0 World Tour)
  3. Show: Leoni
  4. Show de abertura: Dado Villa-Lobos
  5. Show: Os Paralamas do Sucesso (Os Paralamas do Sucesso  Turnê 4.0)
  6. Concerto: Orquestra no teatro municipal
  7. Teatro/dança: Começaria tudo outra vez
  8. Dança: Carvão, cia Sansacroma  (SESC)
  9. Show: Nando Reis
  10. Stand up: Victor Camejo
  11. Show: Ceelo Green (The Town)
  12. Show: Pedro Sampaio (The Town)
  13. Show: Jason Derulo (The Town)
  14. Show: Backstreet Boys (The Town)
  15. Teatro/dança: Tango no Café Tortoni
  16. Teatro/musical: Norma Bengell, o Brasil em revista
  17. Teatro/dança: Carvão (CCSP)
  18. Show de abertura: Richard Ashcroft
  19. Show: Oasis
Alguns dos espetáculos que vi.
O Carvão ainda está rodando o país (você pode ter informações sobre a agenda no Instagram da @cia_sansacroma). Já o Tango e o Em pé na rede são permanentes (o tango, no Café Tortoni e o stand up, todo domingo no Clube Barbixas).


Além disso, este foi o ano em que mais gravei pro YouTube, falando de rotina, de literatura, dos meus hobbies. Também terminei a manta do clima e outros projetos. Escrevi aqui. Enfim, vivi uma vida artística que se espalha por todo o lugar por onde passa e que eu gostaria que inspirasse as pessoas ao meu redor. 

E você, como foi o seu ano?
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domingo, 15 de janeiro de 2023

Das venturas escondidas no pó do tempo

domingo, janeiro 15, 2023 6

Das venturas escondidas no pó do tempo ⌛


Em 2022, não fiz uma retrospectiva dos principais acontecimentos do meu ano. Foram muitos. Morri e renasci tantas vezes que couberam décadas e décadas dentro dos 12 meses. Sou grata ao que me trouxe até aqui, mas o cansaço e a exaustão me venceram de tal maneira que antes de olhar para trás ou para frente, precisei fincar os dois pés no chão e sentir o que vem por dentro.

Cavucar as entranhas é um modo interessante de saber se já estamos prontos para ir para a próxima fase. Mais do que apenas olhar os dias no calendário ou constatar fatos, uma pergunta ronda o ar nesse período de transição que vai da última quinzena do ano às duas primeiras semanas de janeiro: como eu me sinto afinal?

Já fui cobrada por parecer fria demais. Já fui cobrada por ser sentimental demais. Hoje sou cobrada por ser profunda demais. O fato é que gosto de entender o cerne dos meus sentimentos e lutar contra isso me maltrata mais do que me ajuda. Para ser borboleta é preciso ser meleca dentro de casulo antes. Eu gosto de viver esse processo.


Como eu me sinto em relação a tudo isso? Essa é uma pergunta que me leva a caminhos instigantes. Esperançosamente instigantes. De modo paradoxal, é dessa busca vocabular, da procura de uma resposta concisa, que nasce o meu planejamento de 2023. Esperançosa — essa é a palavra-semente. Ter esperança é o que me faz continuar tentando.

Numa faxina aprofundada em armários e guarda-roupas separo roupas para doar. Houve uma Fernanda que vestiu e curtiu a vida com peças que hoje não fazem mais sentido. Infantil, séria, monocromática, magra, formal demais, informal de menos, muito jovem. Muitas vidas vividas dentro de um espaço-tempo que se foi e que abre espaço para o porvir.

Que seja um ano de gentilezas 💗💙



Existe uma infinidade de coisas que cabem na palavra futuro, incluindo o passado. Por isso, a surpresa veio ao reencontrar o velho espelho nas fotos analógicas da infância: com menos de um ano, meu mini-eu brincando com um gato; sendo uma bebê tranquila sobre a cama, com uma boina de artista; na mesma época, mas no verão, deitada na grama do Ibirapuera; anos depois, escrevendo letras no presente de dia das mães que pedia um desenho. O quanto da minha infância é prenúncio da minha essência adulta! Mais do que qualquer livro de psicologia, meu passado me jogou na cara o presente. Aliás, mais do que isso: meu passado me empurrou no abismo do futuro. Mas onde o olhar da beleza da vida foi parar, afinal? Esse eco me atingiu com a força de quem não tem resposta — talvez nunca as encontre —, mas continua procurando.

Em tempos tão turbulentos, a exaustão devora a boniteza, consome tudo o que há de mais singelo e nos cega. Que em 2023 estejamos menos cansados e mais atentos a essa essência que deseja brindar a gratidão de um futuro cheio de amor.


Vai mais uma crônica? Segue a sugestão: "Sobre cactos, vampiros e unicórnios".


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quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Retrospectiva da parceria com o Grupo Editorial Pensamento

quarta-feira, dezembro 28, 2022 6



2022 foi o ano em que o Algumas Observações foi parceiro do Grupo Editorial Pensamento pelo terceiro ano consecutivo. As obras recebidas para resenha me trouxeram muitas reflexões, muitos momentos prazerosos e alguns novos amigos literários. Sendo assim, vamos aproveitar o fim do ano para relembrar tudo isso?




Fevereiro:

Março:


Junho:

Julho:
Agosto: 
Setembro:
Outubro:
Novembro:


Dezembro:

Foram 16 posts aqui no blog (fora os das redes sociais), dois encontros presenciais (na sede da editora e na Bienal) e muito, muito amor! Aproveito aqui para agradecer ao Grupo Editorial Pensamento e toda a equipe pelo carinho e pela confiança. Espero que estejamos juntos no ano que vem! 😉

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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

{Resenha} O Divino Feminino no Tao Te Ching, de Rosemarie Anderson

quinta-feira, setembro 29, 2022 8


Em O Divino Feminino no Tao te Ching, professora emérita de Psicologia Transpessoal na Universidade de Sofia (EUA), Rosemarie Anderson, apresenta ao leitor uma nova perspectiva a partir da tradução que ela fez da obra Tao Te Ching, livro clássico da literatura chinesa cuja autoria é atribuida a Lao-Tsé. 

A jornada de tradução da obra começou quando Anderson foi passar um tempo na China e se defrontou com o conceito de wei wu wei, tão difundido no país. Sobre isso, ela afirma que:

"Morar na Ásia com 30 e poucos anos desafiou quase tudo que eu achava que sabia sobre o mundo. Aprendi a difícil lição de aceitar as coisas como elas são e não como eu pensava ou queria que fossem. Olhando em retrospectiva, percebo que havia começado a aprender o que os chineses chamam de  wei wu wei, que significa 'agir sem agir' ou 'saber sem saber'. (...) ... incorporei o conceito chinês do wei wu wei sem muito esforço e, ao voltar para os Estados Unidos, com certeza já era um ser humano bem diferente". (páginas 14 e 15)

Páginas 104 e 105.


O bacana de O Divino Feminino no Tao te Ching está justamente no fato de que a autora não entrega apenas uma tradução de um texto clássico. Ela faz questão de contar quais foram os caminhos que a levou a esse trabalho. O livro, de 184 páginas, apresenta uma introdução que conta como a autora conhecei a Tao; uma primeira parte dizendo por que ela considera a Tao feminina e como ela chegou a essa conclusão; uma segunda sobre as "origens, lendas e manuscritos antigos"; uma terceira, em que aborda como a figura de Lao-Tsé tem uma atribuição um tanto controversa (fora um soldado que deixava a China e antes de partir compartilhou seus ensinamentos ou várias pessoas que foram compilando esses ensinamentos ao longo de anos?). Só depois de toda essa fundamentação que chegamos à parte em que os poemas aparecem traduzidos. Isso é muito bacana tanto para leitores que, assim como eu, nunca tiveram contatos com esse texto antes; quanto para leitores que já conheciam o texto clássico compreenderem os motivos de se ter outra perspectiva.

"No entanto, foi só depois de me aposentar que me perguntei se conseguiria traduzir o manuscrito chinês sozinha. Afinal, eu já era capaz de ler livros básicos em chinês e tinha ao alcance obras acadêmicas que poderiam me ajudar com os caracteres chineses que eu não conhecia. Achei que, se eu traduzisse os poemas inicialmente apenas para meu próprio uso e prazer, talvez pudesse descobrir algo novo no Tao Te Ching ou sobre mim. 
Para minha surpresa, descobri que o Tao era profundamente feminino! Nunca poderia ter previsto isso porque, nas traduções para o inglês que lia, ele é, em geral, designado pelo pronome neutro 'it', ao longo dos versos." (páginas 15 e 16)

Por ser professora, estudante de língua estrangeira e por ter percebido o quanto o impacto das traduções anteriores mudou sua perspectiva sobre o texto, Anderson fez questão de trazer alguns materiais extras após os poemas. Sendo assim, ela também incluiu no final do livro notas sobre as suas escolhas ao longo da tradução, notas sobre as caligrafias que aparecem ao longo do projeto editorial e notas sobre os poemas em si, para facilitação do entendimento. Ou seja, apesar de ser um livro pequeno em tamanho, é bem completo.

Capa.

Livro: O divino feminino no Tao te ching
Título original: The divine feminine Tao te ching
Autora: Rosemarie Anderson
Tradução: Denise de Carvalho Rocha
Páginas: 184
Editora: Pensamento
Apresentação: Esta tradução do Tao Te Ching é única por revelar pela primeira vez a natureza do Divino Feminino no Tao, descrita no Tao Te Ching como mãe, virgem e útero da criação. Ao longo de dois anos, a professora Rosemarie Anderson Ph.D traduziu minuciosamente todos os 81 poemas, captando a natureza feminina original desse texto clássico da filosofia oriental. Ela explica ainda que o Tao (ou a Tao, como afirma) é uma força feminina, o Ventre Escuro da Criação, o Vazio Imortal que renova a vida repetidas vezes, seja em tempos comuns ou em tempos de crise. Ela tece comentários para os 81 poemas, ajudando a revelar sua profunda sabedoria e também restaura a simplicidade deles bem como sua cadência musical. A autora mostra que a grande mensagem do Tao, o wei wu wei, o agir sem agir , oferece um caminho de paz e bem-estar para nós e nossos relacionamentos com as outras pessoas e o planeta Terra, um caminho que surge da ação espontânea. Rosemarie lança uma nova luz sobre a sabedoria esotérica contida no Tao Te Ching e sua essência feminina e mística.

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domingo, 26 de junho de 2022

Aconchego

domingo, junho 26, 2022 8
Foto por Casey Murphy, via Unsplash.

Sempre que eu falo que escrevo em um blog há mais de dez anos, as pessoas se assustam e me olham com uma cara de “por quê? Por que, afinal, você insiste nisso?”. A verdade é que a escrita é um desejo urgente, mas nem toda escrita é burocrática o suficiente para ser livro.

No último dia 24 de junho, o Algumas Observações completou dezesseis anos de existência. Se fosse gente, estaria começando a se preocupar com um futuro adulto: faculdade, trabalho e propósito, o que é um tanto interessante porque ele nasceu justamente quando eu estava nessa fase de entender que raio de ser humano eu sou nessa vida.

Assim como eu, o Algumas Observações nunca foi exatamente um blog de um nicho. Nós dois não conseguimos ser apenas livros, gatos, viagens, receitas, textos autorais. A gente gosta de retrospectiva, de diferentes pontos de vista sobre a mesma coisa (e de diferentes coisas para o mesmo ponto de vista). Talvez por isso, que hoje, no fim de semana de comemoração desses dezesseis anos, estou aqui escrevendo um texto meio crônica, meio diário-post raiz.

Escrever aqui não me tornou uma blogueira consumista que quer influenciar todo mundo, como o termo “blogueirinha” acabou sugestionando. Não enriqueci monetariamente, mas ganhei muito mais: além do registro de partes importantes da minha história, fiz amigos que estão comigo pelo resto da vida.

Entre pilhas intermináveis de livros para ler, trabalhos a serem entregues, vírus à espreita e patriarcado que não nos deixa em paz nunca, estou há dezesseis anos escrevendo neste blog. Foi aqui que me tornei escritora. É aqui que treino meu raciocínio e a minha criatividade. Abrir o coração é um processo muito bonito, porque ser vulnerável também é amadurecer.

Escrever — para mim — também é um abrir e fechar feridas. Escrever também é celebrar. Sendo assim, só posso agradecer a todos que me leem, que me recomendam, que torceram pelo lançamento do meu primeiro livro e que não veem a hora de ler o segundo também. 

Esta festa de aniversário é coletiva. Pode entrar, pegue o seu café e se sinta em casa.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Bem-vindo de volta!

terça-feira, janeiro 25, 2022 14
Foto por Patrick Perkins, via Unsplash.

Às vezes, tudo o que precisamos é de um texto de boas-vindas, daqueles queridos para aquecer o coração. E às vezes, esse texto não pode partir de outra pessoa que não seja nós mesmos. Poderia passar muito tempo aqui, dizendo o quanto 2020 e 2021 foram pesados — a ponto de eu não ter feito a retrospectiva anual que tanto amo ou de ter passado praticamente um mês longe deste espaço —, mas penso que esse cenário insano é coletivo, e que você, que me lê, também deve ter vivido os últimos dois anos com uma intensidade nunca vista antes.

 

Tirei férias. Precisava tirar férias. Desde que deixei o meu trabalho em escola para me aventurar na vida de freelancer, não havia parado. Foi difícil parar. Meu cérebro é machadiano e sempre tem ideias a se lançarem de seus trapézios de um lado para o outro. Contudo, a gentileza deve partir antes de tudo de mim para mim mesma, só assim conseguirei ser uma pessoa boa com todos ao meu redor, inclusive com vocês que me leem.

 

Em 2022 eu decidi que não vou fazer o tradicional post de metas anuais (embora elas existam), quero apenas tentar ser mais frequente por aqui (o planejamento está a todo vapor!) e mais leal àquilo que tanto amo, a escrita. Quero compartilhar com você alguns textos que estão guardados há anos. Quero trazer mais o que vejo e sinto. Quero ampliar o meu mundo por aqui.

 

No fundo, ter um blog é isso: se acolher nas palavras e acolher a quem chega. Se você é novo por aqui, o Algumas Observações existe há 15 anos e meio (em junho tem aniversário!) e é o registro da minha trajetória ao longo de todo esse tempo. Aqui tem conquistas, tem leituras, tem viagens, tem receitas, tem trabalhos. Aqui tem várias versões de mim.


Se você é leitor antigo, bem-vindo de volta. Se você é leitor novo, pegue um café, puxe a cadeira e se sinta em casa! Para mim, é sempre bom estar de volta.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Retrospectiva literária: lidos em 2021

quinta-feira, dezembro 30, 2021 25
Foto por Hayffield L, via Unsplash.


Hoje eu vim aqui comentar um pouco dos livros que li ao longo de 2021. Ao todo foram 35 livros lidos e terminados (fora algumas leituras que começaram e vão ficar pendentes para 2022). Particularmente, fiquei surpresa com esse número, porque não tinha a dimensão de que tinha lido mais do que em 2020. 

Um dos meus objetivos para este ano era o de ler mais poesia. De fato, consegui fazer isso, em parte porque meu trabalho me possibilitou isso também. Ao pensar o Poesia ao Sol e à Sombra (com o Rafa), acabei juntando o útil ao agradável. 

O que me chamou a atenção foi a lista de não ficção. Acho que 2021 foi o ano em que mais li não ficção na vida. Em parte por conta da minha parceria com o queridíssimo Grupo Editorial Pensamento, em parte por conta das leituras do grupo de estudos de Yoga, em parte por conta do trabalho como professora. Esse mergulho fora do que estou habituada foi bacana demais. 

Sem mais delongas, vamos à lista: 



Prosa média/longa

  1. Linha M, de Patti Smith
  2. Três Palmos, de Maria Eugênia Moreira
  3. O pai da menina morta, de Tiago Ferro
  4. Barba ensopada de sangue, de Daniel Galera

Prosa curta

  1. Moedor de Carne, de Eduardo Lisboa 
  2. Amares, de Eduardo Galeano
  3. No útero não existe gravidade, de Dia Nobre
  4. De Natura Florum, de Clarice Lispector
  5. A teus pés, de Ana Cristina Cesar
  6. Imerso Cotidiano, de José Luís de Villa
  7. O conto do vigário, de Fernando Pessoa 

Poesia

  1. Quando versos gotejo, de Camila Dió
  2. Ossos Açucarados, de Rafael Farina
  3. Desvio, da Iasmim Martins
  4. Lua em Escorpião, de Anna Carolina Ribeiro 
  5. Mandala Näif, de Lindolfo Roberto do Nascimento
  6. Os melhores poemas, de Affonso Romano de Sant'Anna
  7. Poesia sobre poesia, de Affonso Romano de Sant'Anna
  8. Memórias difusas, de de Ivete Nenflidio
  9. As 79 luas de Júpiter, de Leidiane Holmedal e de Lucila Eliazar Neves
  10. O que não sangrou no caminho, de Rogério Bernardes
  11. Na carcaça da cigarra, de Tatiana Eskenazi

Não ficção 

  1. O despertar da Deusa, de Emma Dilton
  2. O poder de cura dos chakras, de Tori Hartman
  3. O oráculo da deusa, de Amy Sophia Marashinsky
  4. Os yoga Sutras de Patanjali, de Patanjali
  5. Tarô Egipcio Kier, de de Bibana Rovira
  6. Palavra de Criança, de Patrícia Gebrim
  7. Com Clarice, Marina Colasanti e Affonso Romano de Sant'Anna
  8. Como e por que ler a poesia brasileira do século XX, de Italo Moriconi
  9. Mensagens de Yogananda, de Paramhansa Yogananda
  10. Tempo vida poesia, de Carlos Drummond de Andrade 
  11. Tarô Claro e Simples, de Josephine Ellershow
  12. Tarô dos Anjos, de André Montovanni
  13. Bhagavad Gītā, de Krsna Dvaipayana Vyasa

E você, o que leu em 2021? 
Me conta nos comentários e já deixa uma dica para eu incluir na minha lista para 2022. Lembrando que você pode me adicionar no Skoob ou no GoodReads para ver os livros que estou lendo ao longo do ano.

Beijos :*

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sábado, 31 de julho de 2021

Retrô mensal #12: julho/2021

sábado, julho 31, 2021 10
Passamos da metade de 2021. Dá para acreditar?



Oi, pessoal!
E não é que eu cheguei a um ano de retrospectiva mensal?! Ano passado, quando comecei essa série aqui no blog, eu estava tentando me entender no tempo. Como me sentir um ser útil quando está privado de lugares e gente? Essa pergunta era constante, porque eu estava muito angustiada. 

De certo modo o objetivo foi atingido. Fragmentar a retrospectiva anual em 12 meses me fez acalmar o coração no sentido de compreender que, mesmo em quarentena, ainda há vida. De fato, consegui perceber os avanços e, sobretudo, parar de contar quanto tempo estava em casa. Parar de contar, foi uma das minhas principais conquistas. Com a mente mais calma, parece que tudo anda.

Camomila e Poesia tentando se esquentar nesse sol de inverno. 
Aqui ninguém gosta de frio.


#Retrô de boa

  • Me sentir grata por ter amigos que se preocupam genuinamente comigo: passei por umas situações complicadas emocionalmente e tive alguns poucos amigos que foram muito ponta-firmes comigo. Eu me senti acolhida e amada. 💚;
  • Ter conseguido ajudar as pessoas quando elas precisaram de mim: julho foi um mês longo e tive que correr pra ajudar a minha vó postiça que foi parar no hospital;
  • Ter sido a mediadora da conversa de lançamento do livro Desvio: a escritora Iasmim Martins lançou um belíssimo livro de poemas, pela Editora Penalux, e eu tive a honra de fazer a mediação no bate-papo de lançamento.

Poesia e eu lendo o livro para o grupo de estudo de Yoga.


  • Ter iniciado meus estudos em Yoga: eu nunca fiz nenhuma prática de exercícios de yoga, mas sempre fui muito curiosa. Então, quando a Anna Carolina Ribeiro disse que iria abrir um grupo de estudos de um dos livros sobre a Yoga, já logo me inscrevi. Estou amando participar das discussões. Quando terminar a leitura, conto mais e resenho para vocês;

Bem fã girl de vacina em dia.
Aliás, vocês já pararam para ouvir a palavra de John Mayer hoje?!


  • Ter tomado a vacina de covid: na metade do mês eu tomei a minha primeira dose da vacina contra a covid. Foi um misto de sentimentos e eu não pude deixar de pensar no vô postiço que perdi porque não deu tempo de ele se vacinar. Agora, que venha a segunda dose! Estou um tanto esperançosa de sair dessa quarentena infinita;
  • Minha mãe se vacinou: ela tomou a segunda dose da vacina da covid, e isso me trouxe muito alívio!
  • Ganhei livro de presente: meu primo me deu um livro de presente sem motivo/data especial e isso tornou o meu mês muito mais feliz! 

Poesia (à esquerda) e Camomila (à direita), no veterinário.
Para acompanhar mais das duas, basta seguir o @gatasnotaveis.


  • Ter vacinado as gatas: quem lê as retrôs mensais sabe que esta tarefa estava há tempos pendente, porque a pandemia atrapalhou tudo. Julho foi o mês de colocar a casa em ordem em termos de vacinas e agora além dos humanos, as gatas também estão protegidas;
  • Terminei de tricotar o casaco do Harry Styles: quem me acompanha lá no Twitter viu toda a saga que foi tecer o famoso cardigan de quadradinhos do Harry Styles. Em breve, pretendo fazer um post detalhado de como foi e das adaptações que fiz;
  • Ter iniciado o projeto secreto: isso é notícia para mais pra frente.

O Café Notável foi com Adriel Christian, do Não me venha com desculpa.

#Retrô para melhorar

  • Terminar de revisar o meu livro: não peguei nele desde que recebi a leitura crítica;
  • Editar vídeos para o YouTube: gravei algumas coisas pra vocês já tem meses. Falta editar e a preguiça não deixa;
  • Voltar a estudar: eu tenho alguns assuntos para querer voltar a estudar e não consegui separar o tempo suficiente para isso. Preciso me reorganizar.

No Algumas Observações:

Em julho tivemos:

E você? Me conte aí como foi o seu mês de julho e este pontapé para o segundo semestre de 2021. :)
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Retrospectiva notável: 2020 e a revisão das metas conscientes

quinta-feira, dezembro 31, 2020 12

Foto por Rodion Kutsaev, via Unsplash.

ATENÇÃO: De cara, já aviso: este post ficou longo. 2020 foi intenso demais para uma retrospectiva curta. Sendo assim, pegue uma água/café/vinho e vem!


Olá, pessoal!

Fiquei pensando muito se teria energia para fazer a retrospectiva deste ano, porque 2020 não foi nada fácil, embora tenha me trazido aprendizados que vou levar para o resto da vida. Estava quase decidida a ignorar a virada do ano, mas ontem fui procurar um texto aqui no blog, e a retrospectiva de 2019 apareceu nesta busca. Acabei lendo e entendo o quanto esse processo de reflexão é importante para a minha caminhada. Como acredito que trocar ideias é uma das vantagens de se ter um blog, aqui estou eu.


Desta vez, não coloquei os fatos em ordem cronológica ou enumerada, porque de março para cá, tudo — em termos de rotina — parece igual. Tentei ordenar os acontecimentos pela divisão das áreas da vida, então vamos testar esse formato e ver no que dá. Além disso, como eu fiz as metas para 2020 pensando nessas áreas, nesta retrospectiva vou tentar linkar tudo e dizer o que eu consegui cumprir e o que não deu.

 

Best nine cheio de saudosismo em 2020.

Pessoal — Equilíbrio emocional:

Minha meta era: “continuar na terapia e voltar a meditar”.

Fiz três anos de terapia na terceira quinzena de dezembro e acho que poder organizar os pensamentos em tempos normais já era fundamental, em tempos pandêmicos, então... Acho que foi em 2020 que eu comecei a ver os resultados destes três anos com maior percepção. Estar na terapia me possibilitou deixar um trabalho tóxico, impor limites com as pessoas, reconhecer o meu valor e ter coragem para dar alguns passos internos bem importantes.


Sobre meditar, não fiz muito daquela meditação clássica — embora goste muito! —, mas ouvi muitos mantras e música instrumental. Também fiquei mais tempo descalça e brinquei muito com as minhas gatas, o que me ajuda muito nesse processo de acalmar a mente.


Além disso tudo, desde agosto eu tenho feito o exercício da roda da vida. Visualizar como está cada área me ajudou bastante a separar o caos da minha vidinha do caos mundial. É algo que recomendo. Também nessa pegada de tentar entender as pequenas evoluções mensais — e o que estava diferenciando todos os meses em casa —, em julho eu criei as retrôs mensais. Reavaliar é um mergulhar em mim mesma. Esse mergulho me ajudou a não surtar tanto.


Não sei se posso dizer que fiquei bem em 2020, porque ninguém ficou 100% bem em 2020 (se você ficou, me conta a sua fórmula mágica?!). Entretanto, pelo o que converso com a minha terapeuta e com outros amigos psicólogos, sei que há pessoas que viveram um desequilíbrio emocional profundo. Acho que termino o ano orgulhosa de mim mesma, porque eu até que consegui controlar as crises de ansiedade e de depressão, mesmo tendo muitos gatilhos ao longo de 2020 inteiro. Se sobrevivemos ao ano mais atípico das últimas décadas, acho que podemos nos orgulhar, não?!

 

Pessoal — Saúde e disposição:

Eu, no Pilates, parece que faz 84 anos, mas foi no carnaval.

Minha meta era: “fazer o Pilates e incluir alguma outra atividade física na rotina”.

Em setembro 2020 eu completei o meu primeiro ano de Pilates. O primeiro semestre foi bem complexo e eu perdi várias aulas, mas do segundo semestre para cá, tenho sido uma aluna exemplar, mesmo fazendo aulas online. 😊 


Por conta da pandemia, não consegui inserir uma nova atividade na rotina. Tenho feito a quarentena rigorosa, então está difícil entrar na aula de dança, aprender a andar de bicicleta ou a nadar — que eram as atividades que estavam na minha lista.


Minha alimentação não é a melhor de todas, mas consegui controlar as crises de rinite e — graças a Deus — não peguei covid. Já tá ótimo demais.

 

Pessoal — Desenvolvimento intelectual:

Minha meta era: “terminar a pós, definir um projeto de mestrado, aprender mais sobre finanças, voltar a estudar inglês e alemão”.

De todas as metas que tracei aqui, só terminei a pós. Terminei com louvor, tendo nota 10 e elogios de um dos professores mais brilhantes que já tive na vida! Foi super corrido, mas foi ótimo. Agora a briga está para a FMU entregar a minha documentação. Aparentemente, falar na educação não funciona, porque eu já mandei 15 mil e-mails para lá e nada de certificação.


Por outro lado, estudei muito sobre organização (obrigada, Thais!), estudei sobre a Clarice Lispector (e cheguei mais perto do meu tema de mestrado) e sobre tarô (obrigada, Grupo Editorial Pensamento). Comecei a minha revisão de inglês e de espanhol, mas não de forma tão consistente. Talvez eu volte para isso no ano que vem.


2020 foi um ano cheio de leituras. Quando fui contabilizar, li mais do que achava que tivesse feito. Li 14 livros completos e estou lendo outros 14. Acho que está bacana, não? Ainda mais se a gente levar em consideração que o foco anda longe...

 

Todos os livros que li ao longo de 2020.

→ Aproveite para seguir a minha página de de autora no Skoob, clicando aqui.


Leituras para finalizar em 2021.


Profissional — Realização e propósito:

Ayumi Teruya e Ane Venâncio dividem comigo a moderação e edição do Projeto Escrita Criativa.
Anna Carolina Ribeiro, Leidiane Holmedal e Lucila Eliazar Neves são as escritoras que fazem a minha mentoria de escrita e publicação literária. 

Minha meta era: “fazer um bom ano no trabalho, dar aulas de escrita criativa e inspirar pessoas a criarem”.

Pedi demissão em junho e deixei um ambiente de trabalho que era extremamente tóxico e que estava — há pelo menos uns 2 ou 3 anos — me deixando física e psicologicamente doente. Tripliquei o meu número de clientes relacionados aos trabalhos textuais (leitura crítica, preparação e revisão de textos), implementei a mentoria de escrita e publicação literária (em que pude ensinar técnicas de escrita literária e as particularidades do mercado editorial e da autopublicação) e trabalhei com três escritoras FANTÁSTICAS (Anna Carolina Ribeiro, Leidiane Holmedal e Lucila Eliazar Neves). Tive o meu livro como leitura do Coletivo Escreviver, escrevi um livro didático (que vai sair provavelmente no ano que vem), participei de um projeto secreto (quando puder, conto mais aqui), fiz consultoria educacional sobre ensino híbrido, dei aulas sobre a Clarice Lispector e sobre o Drummond, participei de lives a convite da Maria Vitória (A Estranhamente), da Companhia do Útero e da Editora Penalux e o podcast Rabiscos.


Este foi o ano em que algumas pessoas declamaram poemas meus nas redes sociais:


Também é legal relembrar que entre agosto e setembro eu fiz uma super faxina e reorganizei o meu mini espaço de trabalho. 😊 Isso foi decisivo para me ajudar a enfrentar tantas horas na frente do computador.

No sentido profissional, posso dizer que 2020 foi sensacional e que eu cumpri todas as minhas metas! YAY! 😊

 

Profissional — Recursos financeiros:

Minha meta era: “comprar apenas o necessário, guardar dinheiro”.

Outra meta cumprida. 2020 foi o ano em que eu pensei: eu realmente preciso disso? Essa pergunta me ajudou a comprar só o necessário. Além disso, como não estava saindo, não gastei com transporte e comida fora. Essa economia das saídas ainda me possibilitou contribuir para alguns projetos sociais. 😊

 

Profissional — Projetos:

Minha meta era: “terminar o meu próximo livro, voltar a trabalhar com afinco no Projeto Escrita Criativa

Algumas Observações — blog: dei uma organizada e atualizada em algumas áreas do blog. Criei a área Quarentena, para divulgar o trabalho de pequenos empreendedores e as causas que estavam precisando de apoio neste ano turbulento. Escrevi 76 posts (contando este aqui). Não foi exatamente um ano como eu havia planejado, mas como tudo em 2020, fiz o melhor que deu.


Algumas Observações — Newsletter: consegui encontrar um formato e enviar uma newsletter por mês. Estou feliz porque já somos mais de 100 inscritos (se você não se inscreveu ainda, clique aqui). Acho que os textos mais bonitos que escrevi em 2020 foram justamente para a newsletter. Estou satisfeitíssima! 😊


Algumas Observações — Canal no YouTube: 2020 foi o ano em que mais movimentei o canal e eu estou muito contente com isso. Por lá compartilhei muita literatura. Cheguei ao marco de mais de 100 inscritos por lá também. Estou começando a curtir esse lance de gravar vídeos. Para o ano que vem, vou fazer uma série de lives para conversar com os amigos. A primeira foi com o poeta Rafael Farina.



Algumas Observações — loja: 2020 foi o ano em que abri a loja do blog 😊 Quero ver se faço mais produtinhos para lá no ano que vem. Então, fiquem ligados!


Projeto Escrita Criativa — estou tão orgulhosa por ter cumprido a esta meta!!!! Trabalhar com a Ane Venâncio e com a Ayumi Teruya é uma delícia e é lindo ver tudo o que estamos criando juntas. 2020 foi o ano em que o Projeto mais teve regularidade, que mais cresceu e floresceu. Somos mais de 6 mil pessoas no nosso canal do YouTube, tem noção? :O Fora o blog que teve 51 posts este ano (todas relacionadas à escrita criativa e autopublicação), várias lives, um sarau online e um amigo secreto! Esta meta está para lá de atingida! 😊 (Você pode conferir tudo o que fizemos, clicando aqui.)


Livros — trabalhei na escrita do meu livro de crônicas, mas ainda não consegui terminá-lo. Ando em dúvida quanto a manter alguns textos e sobre o título. Por outro lado, tenho um grupo de poemas escritos e preciso ver o que vou fazer com eles. Será que teremos 2 livros em 2021?


De qualquer forma, 2020 foi o ano em que publiquei um livro com a minha amiga, a Elizza Barreto. Só por isso, já posso dizer que a meta de terminar um livro foi cumprida, certo?!

 

Relacionamentos — Família:

Minha meta era: “impor limites de modo gentil (eu sei que eu sou bruta)

Talvez a imposição de limites esteja no meu top 3 de melhores coisas que me aconteceram em 2020. Conseguir fazer isso foi crucial para esta convivência intensa a que a quarentena nos forçou. Se as pessoas todas soubessem o quanto impor limites ajuda a evitar problemas. Acho que isso se relaciona muito com saber se comunicar de forma objetiva. Esse é um aprendizado eterno, principalmente quando essa comunicação envolve sentimentos. Nesse sentido, a terapia, o Pilates, a escrita e tudo o que envolve o processo de autoconhecimento foram e são essenciais. Quanto mais compreendo os meus processos, mais fácil fica para nomear o que sinto e, por consequências comunicar até onde consigo ir/lidar ou não.


Também notei que, quanto mais comuniquei, menos bruta fui ficando. Aos poucos a gente pega o jeito da coisa. (Sendo assim, se você também está nesse barco de impor limites, não desista! Vai dar certo!)


Tem sido bom fazer home office, porque consigo me dividir entre o trabalho e as tarefas de casa. Minha mãe está um pouco menos sobrecarregada, e isso tem me deixado bem feliz. 


Além disso, nós duas conseguimos — depois de muita luta — implementar a separação do lixo orgânico do reciclável. Agora todo mundo está separando o lixo aqui em casa. Aqui no meu bairro tem um dia da semana em que passa o caminhão do reciclável, então a gente consegue fazer o descarte correto. Isso me deixa bem satisfeita.


Best nine das minhas filhas bigodudas. 💚😻😻

Sobre a relação com as gatas, a Poesia está cada dia mais um bebê manhoso. Já a Camomila passou a interagir mais. Agora ela vem, pede carinho, brinca, me deixa pegar nas pelancas dela. 😊 Mais de um ano depois de ser adotada, agora ela começa a relaxar. Será que ela vai passar a vir no colo em 2021?

 

Relacionamentos — Amor:

Minha meta era: “colocar a cara ao sol (ninguém vai me conhecer se eu continuar enfurnada em casa)

A gente faz uma meta e o corona chega e diz: “hoje não, minha filha”. Então, sabe lá quando eu vou colocar a cara ao sol uma vez que eu continuo fazendo a quarentena como fazia em março. Eu sei, eu sei, posso ir flertando na internet. O lance é que sou boa na escrita, mas sou a pior pessoa do universo quando o assunto é flerte. A pessoa está lá, toda fofa, e eu estou toda dando uns cortes que depois me fazem pensar “Why, God, why?”.

 

😖

Definitivamente, acho que todo mundo deveria ser como a Monica e o Chandler. Me parece que tudo fica muito mais fácil depois que você é amigo há mil anos e já conhece o suficiente um do outro para não precisar ficar no joguinho do flerte.


Seria esse o meu sonho? Provavelmente.

Tenho consciência de que essas patadas são traumas das tentativas de relacionamentos anteriores. Então estou tentando ser mais corajosa e mais gentil (comigo e com os outros) — às vezes consigo. Às vezes falho miseravelmente. De qualquer modo, não desisto.

 


Apesar de terminar o 2020 solteira, acho que evolui muito no quesito amor-próprio. Cada vez mais, tenho me visto como o meu próprio templo. Se eu não cuidar de mim, quem vai? Ninguém. E está certo que seja assim, porque eu sou a responsável por mim mesma, não os outros.

 

"I love my body, I love my skin
I am a godess, I am a queen"
(Jessie J 💚)

Relacionamentos — Vida Social e amigos:

Minha meta era: “quero cuidar mais das minhas amizades porque eu fui muito relapsa com os meus amigos nos últimos dois anos”.

Antes da quarentena, eu tinha um projeto com a Carol Vayda de nos encontrarmos uma vez por mês. Nos vimos apenas em janeiro e em fevereiro, porque depois o mundo desandou. Não falei com ela ainda, mas depois que estivermos vacinadas, isso é algo que eu gostaria de retomar. É bom estar com aquela amiga que a gente tem como lar. <3


No começo da quarentena eu estava mandando mensagem para todo mundo — amigos próximos e mais distantes — para ver como as pessoas estavam e se elas precisavam de algo que eu pudesse fazer (nem que fosse uma conversa). Depois fui percebendo que só eu perguntava, só eu me preocupava, só eu me colocava à disposição. Acabei que cuidei de quem esteve por aqui sempre e sempre se importou comigo. O ano foi perfeito para nós? Claro que não. Como tudo, teve altos e baixos, momentos mais próximos e de mais introspecção. Acho que tanto os meus amigos quanto eu fizemos o que deu, como deu.


Confesso que ando exausta de vê-los por meio de uma tela, de falar por WhatsApp (ando com uma repulsa profunda do WhatsApp), por Zoom/Meet. Eu sinto falta do abraço, da risada, da caminhada, do beijo que estrala nas bochechas, do café, de compartilhar. Entretanto, enquanto a vacina não chegar, o caminho será esse.

 

Qualidade de vida — Hobbies e diversão:

Minha meta era: “ir ao teatro mais vezes, celebrar o meu aniversário, (aprender a) andar de bicicleta”.

Não consegui ir ao teatro e não aprendi a andar de bicicleta, mas celebrei o meu aniversário descansando. Também li muito. E dormi um pouco mais do que em 2019 — sim, dormir é um bom hobby por aqui.


Acho que o ponto auge nessa área foi o show dos Backstreet Boys, em Buenos Aires. 😊

 O vídeo que fiz deles em Ezeiza. :)


Qualidade de vida — Plenitude:

Minha meta era: “fazer os meus encontros com o artista; equilibrar trabalho e outras áreas da vida”.

Tive dois momentos em 2020 que poderia contar como “encontro com o artista”. O primeiro aconteceu no café da manhã que tomei no aeroporto, antes de ir para a Argentina. O segundo foi a manhã de domingo em Buenos Aires. Estava sozinha (minhas amigas já tinham ido ao Uruguai e eu esperava para retornar ao Brasil) e foi ótimo tirar foto, tomar sorvete e observar o rio. Depois disso, pandemia e todo o blábláblá que todo mundo já conhece.


Acho que estou um pouco menos distante em equilibrar trabalho e as outras áreas. Ainda é um processo.

 

Qualidade de vida — Espiritualidade:

Minha meta era: “meditar, escrever no diário, prestar atenção nas sincronicidades e ouvir a minha voz interior”.

Escrevi tanto no diário que precisei de um caderno novo. Acho que estou melhor em ouvir a minha voz interior, mas é aquilo, sempre dá para melhorar. 



A todos que chegaram até aqui...

O post ficou enorme, por isso, se você chegou até aqui, MUITO OBRIGADA! Se o Algumas Observações tem 14 anos, é porque você esteve por aqui ao longo de todo este tempo. 


Que todos nós tenhamos um Ano Novo cheio de saúde e com muito menos turbulência. Nos vemos depois do do dia 09/01. Vou tirar um pequeno recesso para começar 2021 com todo gás! :)

Beijos, queijos e vem, vacina!

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