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domingo, 11 de abril de 2021

Casa Vazia II

domingo, abril 11, 2021 24
Foto por Jens Peter Olesen, via Pixabay.


aos poucos,
a casa vazia ganha forma.
aos poucos ela se transforma.

com tudo pronto, preparado
— sala, cozinha, quarto —
para receber o ilustre hóspede
(nesta eterna véspera
curto a minha companhia.)

a casa vazia vive
da sombra de quem teve medo por muito tempo.
ao mesmo tempo em que desejava ter visitas,
em que almejava ser morada,
a casa vazia evitava

os sons,
os toques,
as profundezas,
as belezas
que muitas vezes moram no fim.

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quarta-feira, 10 de março de 2021

Casa Vazia I

quarta-feira, março 10, 2021 8
Foto por Foto por Mikita Karasiou, via Unsplash, que mostra uma casa amarela à direita de uma paisagem verde.
Foto por Mikita Karasiou, via Unsplash.


a casa vazia está pronta.
mobiliada e aconchegante,
espera.
vive a angústia sem pressa
de receber quem aqui nunca esteve.

será que ela é destino
para aquele que tanto anseia receber?
ou viverá inabitada
até sucumbir em ruínas?


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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

O que ando lendo, vendo, ouvindo e estudando #2

quarta-feira, agosto 12, 2020 20
Foto por Sincerely Media, via Unsplash.


Eu fiquei surpresa com a resposta de vocês com o post que escrevi no dia 09 de abril, contando o que ando lendo e vendo quando estou em casa. Então, já que vocês gostaram tanto, resolvi fazer disso uma série contando o que li e vi de lá para cá. Faz tempo, eu sei. Algumas séries que comecei no mês em abril ainda continuam na minha lista, então não irei repeti-las neste post.

Blogs, sites e newsletters:


Livros:

  • Falhas que só existem no Sul, de Rafael Farina;
  • O legado das deusas, de Cristina Baliero;
  • Todas as crônicas, de Clarice Lispector;
  • Os Nove Arquétipos da Alma Feminina, de Cherry Gilchrist.

YouTube: 

Músicas:
Estudos:

Cursos online: 

De um modo geral, é isso! Agora é a vez de vocês, contem aí nos comentários: o que estão lendo, vendo, assistindo, estudando? 

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

I am alive at thirty-three

quarta-feira, fevereiro 12, 2020 10
U2 na Joshua Tree Tour, em SP.
Uma porta range. Não sei bem o porquê, mas o barulho me faz lembrar o início de uma das músicas do U2. O som que me sobressai é praticamente a primeira lembrança de Hold me, thrill me, kiss me, kill me. Esse ranger me pega pelas mãos e me toma num assalto. You're a star.

Penso nos dois encontros que tive, nas duas vezes em que pude ver o Edge. Estávamos ali: ele no palco; eu, na plateia. Focados no som, trombávamos um no outro, por meio daquelas ondas. As mesmas que ele via nas praias do sul da França dos anos 90.

The Joshua Tree Tour em São Paulo. Foto: U2.com.

Uma nova década começou. 2020: o ano do Sol, segundo os místicos. Ano de renascer e das novas criações (para criar, busco as minhas origens, mas não alimento as expectativas. Aprendi que a prática é o que importa aqui: trabalho duro, como na execução de um concerto).

A porta range novamente me lembrando do quanto os meus sentidos captam o mundo. Os caminhos se abrindo. Algo eleva a minha alma de uma maneira aparentemente inexplicável. Quero vibrar com o solo de guitarra. Quero viver com a força de quem sabe que está cantando a sua última canção. Hold me, thrill me, kiss me, kill me, performando na minha memória, fazendo as células do meu corpo se balançarem agora tem ao ritmo da bateria.  A voz do Bono seduzindo tal qual o meu desejo, a minha sede do que frutificará por aí. Às vezes sou dor de cabeça. Sempre sou uma estrela. You're a star.

Pergunto-me como pode haver uma conexão universal tão rica, tão profunda, com pessoas de outros fusos, de outras geografias, de outras línguas... It must be art.

(A intuição também é uma resposta.)

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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

{Fotografia} Pausa para respirar #2

sexta-feira, novembro 08, 2019 30
De um dia na livraria.

Os últimos meses foram tão duros, que estava difícil olhar encontrar qualquer forma de positividade (assunto para outro post). Por isso, resolvi fazer a segunda edição do "Pausa para Respirar". Acho que me forçar para ver as coisas boas é importante nesses momentos de desespero. Foi legal ter encontrado tantos momentos gostosos em meio ao caos.


No fim de setembro teve o show da Jessie J aqui em SP
e foi lindo poder vê-la/ouvi-la ao vivo.
Ela é, sem dúvida, um ser humano incrível!

Polaroides da viagem da Dani para São Paulo
(foi um dia dos professores feliz).


Quem fez essa foto foi a Sté, do Nosso Relicário.
Pude falar na icônica biblioteca Mário de Andrade,
durante o lançamento da Punãdo 6.

Aula de Literatura Infantil e Juvenil na pós-graduação.

Pensem no berro que dei quando cheguei em casa e
tinha esse recebido da Companhia das Letras!
Estou lendo e amando profundamente.
Depois de mil anos e muita cobrança,
finalmente recebi as fotos impressas do lançamento do
A Intermitência das Coisas. Acima, os muitos abraços cheios de amor.


Café que fica perto da faculdade.
Descobri chegando à estação do metrô que sempre desço
e vendo a opção "cafés" no google mapa.
.

Print do fim do vídeo do U2 com a letra de One Tree Hill
(que eu amo) manuscrita pelos quatro membros da banda.

Vocês também sentem depressão pós-show? Porque eu não superei a Joshua Tree Tour ainda. 

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sábado, 23 de setembro de 2017

Quando tudo volta

sábado, setembro 23, 2017 10
A vida é o cais que leva tudo para longe (e que às vezes traz tudo de volta, quando menos esperamos).
- Puerto Madero, Buenos Aires -

Amor,

fiquei aqui refletindo sobre como tudo poderia ter sido diferente. A verdade é que eu nunca pensei que nos reencontraríamos depois de tantos anos e que você estaria assim.

A vida é um troço muito doido e, muitas vezes, eu me sinto perdida e sozinha. Entretanto, os olhares que chegam das pessoas, com um misto de pena e de escárnio, não são nada comparados à dor que o seu olhar triste me causa. Nada.

Fico tentando entender como é viver em um corpo enclausurado em solidão. Como você aguenta viver sem ter alguém com quem possa contar? Como você conseguiu se isolar da frágil família que te restava e dos poucos amigos de infância? Minha vida de coração partido foi dura, entretanto não fui jogada ao abismo. Sempre tive meus ascendentes, meus irmãos que escolhi. Você lançou-se ao nada. Isso é desolante.

Depois de tudo o que aconteceu entre nós (e de tudo que deveria ter sido e não foi), meus amigos dizem que sou besta por voltar a falar contigo, por a voltar a confiar. O que eles não entendem é que eu não consigo deixar uma parte tão importante da minha vida no limbo. Não quero romances — apesar de te chamar de Amor —, o que quero é o sentimento sincero de uma amizade transparente. E eu sei que, ainda que você esteja nessas circunstâncias, você é capaz de atingir as minhas expectativas nesse quesito. O sofrimento nos amadurece, não?

Você sabe que eu acredito nas pessoas. Você sabe que eu jamais conseguiria desistir de você assim, de modo tão fácil. Seria muito simples te largar aí, usando como justificativa tudo o que você me fez. Poderia focar na dor, nos anos perdidos, na falta de consideração, na distância... Seria muito mais lógico, mas eu não sou assim. Nunca fui...

O fato é que, quando tudo volta, nós temos a oportunidade de seguir rumos diferentes das escolhas do passado. Quando tudo volta, a gente tem a chance de não deixar a nossa amizade ruir novamente. Quando tudo volta, a gente tem a chance de crescer. É com uma perspectiva otimista que eu quero olhar para tudo isso. De pessimista, já nos basta o restante do mundo.


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Nice to meet you anyway (Reflexões sobre o amor VIII)

segunda-feira, dezembro 26, 2016 10
♫ And the sky opened up
With the soil of the sun
Dreaming of my true love ♪

As pessoas perguntam por que você, depois de tanto tempo. A verdade é que nem eu sei. Não sei de onde veio a vontade de conversar, de te ter por perto. O fato é que eu não sinto raiva. Não mais. Prefiro focar nas boas lembranças. Sabe, ontem estava lendo um texto que dizia que nem sempre a gente fica com o grande amor da nossa vida (e tudo bem). Me lembrei automaticamente de você. E me deu um certo conforto isso. Sempre nadei contra a corrente, não poderia ser diferente agora.

As coisas estão difíceis e tudo poderia ser bem pior se você não estivesse por aqui. Dizer isso é estranho, porque todo mundo sempre quer estar por cima, estar melhor, firme e forte quando volta a falar com alguém que nos fez sofrer. Entretanto, eu cansei de ser forte o tempo todo há tempos. Agora (e é bom frisar que é só agora, já que toda fase ruim se vai), estou em ruínas e quero ter a dignidade de assumir o meu chão, de viver o meu caos, para me reconstruir depois. Não me importo de estar aqui, frágil, quase desnuda em palavras, porque sei que isso vai me fortalecer, me dará asas para voar – e espero que você continue por perto para ver todo o meu esplendor.

Assim como não sei explicar o porquê do nosso contato, não sei dizer bem a necessidade dessas palavras. Pode ser que seja o Natal. Você, talvez mais do que qualquer outra pessoa, sabe o quanto esta data é a minha favorita na vida e tem a noção do quanto este ano foi duro. Pode ser que seja o destino. Realmente, aconteceu porque tinha que ser.

Minhas amigas se preocupam. Elas têm medo de você não ser honesto comigo. Elas viram o caos em que mergulhei quando você se foi da última vez. Eu entendo o ponto de vista de cada uma delas. Foram elas que me puxaram do fundo daquele poço, e o trabalho foi árduo. Sobre isso, sou sincera: se você se importa com esse buraco gigante no meu peito, não sei (esta é mais uma das minhas incertezas). Honestamente, continuo tão às cegas sobre os seus sentimentos quanto quando nos conhecemos. Só que agora tudo bem. Não preciso compreender exatamente o que se passa aí. Pessoas têm os seus mistérios, não é mesmo?

É que eu sou tagarela. Gosto de rasgar o peito e colocar tudo o que sinto para fora. Transformar a angústia em palavras, o amor em cartas, a felicidade em versos, o passamento aleatório em crônicas. Talvez, este seja o motivo real desses parágrafos mal escritos às 02h59, do dia 26 de dezembro de 2016. O silêncio esmurra, mas enquanto as palavras não forem para o papel, não há espaço na minha cabeça para ele na minha cabeça.

Confuso, não é? Eu sei. Pequenos reflexos de mim. Ainda bem que um dia tudo se ajeita (minha virginiana interior louca por organização vai encontrar uma saída para por ordem na casa). Então, não há motivos para preocupações. No mais, I wish you a Merry Christmas and a Happy New Year.

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domingo, 21 de fevereiro de 2016

{Vamos falar sobre escrita?} Meu histórico com a leitura e com a escrita – um relato cronológico

domingo, fevereiro 21, 2016 0
*Nota: comecei a fazer uma pós-graduação chamada "Formação de Escritores - Ficção". O texto abaixo foi solicitado por um dos professores. Resolvi publicá-lo nesta coluna, porque acredito que entender a sua própria relação com a literatura faz parte do processo de ser um bom escritor. Fiquem à vontade para ler e compartilhar nos comentários a sua relação com a leitura e com a escrita.

Imagem por Pauline Mak, sob licença creative commons.


Divã. Talvez, se tivesse que definir como me relaciono com a literatura de uma forma geral, “divã” seja a palavra apropriada. Que meus amigos psicólogos e psicanalistas me perdoem desde já. Não estou desmerecendo o trabalho deles, de forma alguma, mas tenho certeza de que, se fosse fazer terapia, a literatura os ajudaria muito a me desvendar. É lendo que me entendo, é escrevendo que me reorganizo. A literatura definitivamente é o meu divã.

Não sei ao certo quando que penetrei surdamente no reino das palavras. Em casa, acreditamos que este chamado tem herança materna. Meu avô tudo escrevia, minha mãe tudo escreve, eu tudo escrevo – porque se não o fizer, não sobrevivo. Simples assim. Identificar minha relação com a escrita é um pouco mais fácil, uma vez que os momentos de escrita estão mais delimitados na minha memória do que os de leitura.

Ter avós e tios que moravam a mais 2610 km de distância no início dos anos 90 foi, para mim, sinônimo de ver minha mãe se deleitar com uma caneta azul e um maço de papel almaço. Suas cartas, sempre tão detalhadas – em uma época em que ligações telefônicas eram caríssimas –, eram conhecidas por todos pelo apelido carinhoso de “jornal”. Ver minha mãe escrevendo, despertava em mim o desejo de escrever também. Àquela época, mal conhecia as letras, mas já queria rabiscar.

De fato, a tradição das cartas prosseguiu, seguida da troca de cartões de natal. O início da adolescência foi recheado delas, mesmo tendo como destinatários os amigos de todos os dias. As leituras, por sua vez, eram esparsas e excêntricas: desde aquela época me descobri chata com o gostar do que todo mundo gosta. Até hoje me pergunto se deveria ter trocado a poesia de Cecília Meireles pela série do Pedro Bandeira que todo mundo leu, menos eu.

É claro que a literatura foi um combustível que alimentou o meu amor pelas Letras. E é claro que, como todo aluno de escola pública, tive o meu exemplo de como não ensinar Língua Portuguesa. Na sétima série fui obrigada a ler uma adaptação de O Guarani, feita pelo Moacyr Scliar, que me bloqueou para qualquer outro livro dele. Culpa da professora que queria que todos nós soubéssemos o nome do sanduíche da lanchonete da história...

Foi no Ensino Médio que eu realmente notei que eu precisava da Literatura como forma de sobrevivência. Foi neste momento da minha vida em que ler e escrever deixaram de ser meras tarefas do cotidiano para se configurarem em alimento de alma. Quando se é adolescente a vida pode ser um tanto complicada. Quando se muda de escola e se vê todos os seus amigos mudando para tentarem ser populares, tudo fica muito confuso. O fato é que eu não me adaptei. Na escola nova, meus amigos ganharam muitos novos amigos – eu, apenas alguns poucos – e, por mais que fosse uma boa aluna, tudo era motivo de sofrimento e isolamento... Até eu descobrir como usar a biblioteca!

Àquela época, não estava escrevendo, mas todos os dias pegava livros emprestados na biblioteca, a ponto de fazer amizade com a bibliotecária e chamar a atenção das professoras de Língua Portuguesa. Segundo as anotações da minha agenda daquele ano – a única antiga que guardo até hoje – foram 256 livros lidos em um ano. Às vezes penso que nunca vou conseguir repetir este feito! Aquilo que os meus amigos achavam estranho e que era motivo de orgulho dos meus pais, na verdade, era uma tentativa de aplacar um pouco da dor que a falta de adaptação à escola nova me trazia – os livros eram uma rota de fuga contra a depressão que eu sentia. De certa forma, fico feliz por ter escolhido este caminho. Foi nesta época em que li alguns dos cânones, que me enveredei pela literatura do leste europeu, que provei dos mestres da literatura latina. Os livros eram o meu refúgio, a forma que eu encontrei de estar em paz comigo mesma. Além disso, dei muita sorte de ter professoras incríveis que me incentivavam a cada dia não apenas na minha paixão pela leitura e pela escrita, mas também pela docência.

Janeiro de 2006. Esta foi a data em que escrevi o meu primeiro poema. Com muita vergonha, mostrei para uma amiga de infância – que anos mais tarde se formaria em Letras comigo – e ouvi de volta um “por que você não faz um blog e o publica?”. Assim comecei na internet. Assim sigo até hoje. Em junho, o Algumas Observações fará dez anos e eu me sinto muito orgulhosa por poder ver o quanto eu evoluí seja como leitora, seja como escritora. Ler as postagens antigas e ver o quanto eu amadureci é algo bem bacana.

No curso de Letras, as minhas maiores notas sempre foram relacionadas à Literatura e Redação - reflexo da minha paixão pela leitura, escrita e análise literária. Tive a feliz oportunidade de escrever dois livros como trabalho de estágio: O cadarço da Lilica e Getting to Know the Zoo. Esta foi a primeira experiência de pensar em um livro como um todo, não só na história em si, mas nas ilustrações, na faixa etária, na ficha catalográfica e em tudo o que envolve a sua impressão. Nenhum dos dois foi publicado, mas mesmo assim me orgulho muito deles.

Apesar de ter passado uma vida envolta com a Literatura, uma dúvida me corroeu até o ano passado: o que, afinal, faz de uma pessoa escritora? É o ato de escrever em si? É a publicação de um livro? É escrever com a qualidade do Machado de Assis? Como delimitar isso em um mundo que hoje é virtual? A coragem de me assumir escritora surgiu apenas no ano passado. Às vezes, ela ainda some, oscila, mas venho tentando me afirmar com consciência, não considerando o status quo que as pessoas esperam do escritor: aquele ser superiormente mágico. Relendo uma postagem que fiz no ano passado no meu blog, encontrei a seguinte reflexão:

O que me levou a escrever - e consequentemente a abrir este blog – foi o amor pelas palavras e, muitas vezes, a dor da vida. Escrever sobre a dor liberta. Escrever sobre o amor alimenta... Voltando à questão, conforme o tempo foi passando, o amadurecimento chegou e a visão, a relação com a escrita se transformou. Perdi-me, numa tentativa de me encontrar...
Passei a reler textos antigos – não tão bons, decerto –, contudo, muito apaixonados. A paixão estava no processo libertário de escrever. Era o resgate necessário que me remete ao fato de a questão em si não ser a escrita, mas a coragem. Coragem de me jogar no processo. Coragem de bater no peito e assumir que as minhas tolas palavras fazem de mim uma escritora, sim. Resolvi voltar às origens. Não importa se as pessoas leem. Não importa se já fui ou não publicada. Sou escritora porque é assim que eu luto, é assim que me levanto, é assim que me transformo. Sou escritora porque é assim que junto os pedaços espalhados e me torno eu mesma.

Como parte do processo de me assumir escritora, resolvi publicar um livro de poemas no wattpad. Para minha surpresa, os meus Poemas para o amor que já se foi chegou a estar entre os cem livros mais lidos da categoria Poesia do site. Isso me faz pensar que, de alguma forma, estou no caminho certo.

Eu ainda tenho aquela síndrome de ter vergonha de mostrar o que escrevo. Ainda fico vermelha quando as pessoas dizem que leram algo no meu blog. De qualquer maneira, o sonho de transformar a vida das pessoas por meio das palavras – como a minha foi tantas vezes transformada – é maior. Quero, mesmo que por meio da prosa, presentear o mundo com a poesia. Preciso retribuir o que todos os bons autores fizeram por mim.

Em resumo, posso dizer que a leitura me abre para outras perspectivas, para outros mundos. Já a escrita, bem, ela me reconstrói. E é assim que sou grata, é assim ganhei asas e que cheguei até aqui.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

{Vou por aí} Jardín Botánico de Buenos Aires

sexta-feira, janeiro 15, 2016 10
O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.


A blogueira que vos escreve, feliz em meio às árvores. ♥ (Foto feita pela Moni)

O Jardim Botânico de Buenos Aires fica localizado em Palermo, próximo à estação Plaza Itália e ao Zoo de Buenos Aires. Ele não é tão grande quanto o que temos em São Paulo ou no Rio de Janeiro, mas é bastante acolhedor. Por não ser tão extenso, você pode visitá-lo e depois ir a algum outro lugar de Palermo (além do zoológico, você pode visitar o Museu Evita ou o Jardim Japonês).

Escultura da entrada principal.
O nome oficial do local é Jardín Botánico Carlos Thays, uma homenagem ao paisagista, urbanista, arquiteto, naturalista, escritor e jornalista de nome homônimo (Paris, 20 de agosto de 1849 – Buenos Aires, 31 de janeiro de 1934). A nomeação que demonstra afeto a Thays não vem à toa. Ele é responsável por vários parques e praças da capital portenha.

O jardim, inaugurado em 7 de setembro de 1868, é dividido em quatro espaços principais: edifício central, invernáculo principal, jardim romano e jardim francês.

Edifício Central.

O prédio do edifício central foi projetado pelo engenheiro polonês Jordan Wysocki em janeiro de 1881, sendo construído entre abril e dezembro do mesmo ano. A construção é conhecida pelos argentinos de Palermo como "El Castilho de Chocolate" (O castelo de chocolate, em tradução livre), por ter sido feita com os tijolinhos que aparecem na foto acima.

Invernáculo é um sinônimo de estufa, pelo o que eu pude entender do que o dicionário me disse (algum botânico para confirmar?).

Nos invernáculos - há cinco deles - há plantas de coleções da região sub-tropical, com ênfase às bromélias endêmicas da América Latina. Esta parte do botânico é aberta apenas para visitas guiadas que, durante a semana, são de cunho acadêmico - ou seja, somente para estudantes - e nos fins de semanas e feriados para o público geral.

Os jardins romano e francês são decorados por estátuas que representam os deuses da mitologia e as sinfonias de Beethoven.
As quatro últimas representam a sinfonia de Beethoven

Os caminhos são tão lindos, que no dia da nossa visita havia uma equipe de TV filmando alguma coisa por lá. O chão é todo de pedrinha (de argila?), e o espaço é muito bem cuidado. :) Pena que não pode pisar na grama, porque dá vontade de se sentar e ficar apreciando a paisagem toda (sim, há bancos, mas eu amo me sentar na grama!).

Caminho do chão de pedrinhas *-* (queria ser as pessoas que moram nesses prédios a redores e que têm essa vista).

Ah! Foi lá também que eu vi, pela primeira vez, uma árvore venenosa - nem sabia que havia!
Esta, não quis abraçar! uahahaha (quem lê aqui há algum tempo, sabe que adoro abraçar árvores!).

A plaquinha já diz tudo, não?

Quer vivenciar tudo isso também? Então anote aí:

Avenida Santa Fé, 3951
Buenos Aires - Argentina

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sábado, 12 de dezembro de 2015

{Vou por aí} Por que visitar o Museu Evita?

sábado, dezembro 12, 2015 10
O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.

Entrada do Museo Evita.


Hola, personas!
Hoje temos mais um post sobre Buenos Aires. Agora vamos de dica de museu? Quando tivemos que escolher um deles para visitar (cadê a season 2 para poder ir a outros?), optamos por conhecer o que narra a trajetória de uma das figuras mais representativas da história portenha, decidimos pelo Museu Evita.

Busto do Perón.

Para quem não sabe, a Evita (María Eva Duarte de Perón - 1919-1952) foi atriz, radialista e líder política na Argentina. Em 1944, ela foi se apresentar em um show em prol das vítimas de um violento terremoto que destruiu a cidade de San Juan e, nesta ocasião, conheceu o então general, vice-presidente e ministro do trabalho argentino Juan Domigo Perón. Junta-se a ele na política, para conquistar a massa pobre da população e lutar por seus direitos.





Ao ingressar na vida política, Evita abriu a Fundación Eva Perón, em que pode trabalhar na educação e na saúde com afinco. O museu mostra bem como ela mobilizou outras mulheres ao longo do país para lutarem e como fora reconhecida por seus feitos nessas áreas.


"(...) Um dia chamei um grupo pequeno de mulheres. Eram apenas trinta. Todas muito jovens (...) minhas colaboradoras incansáveis na ajuda social (...). Tinha que exigir delas grandes sacrifícios: abandonar o lar, o trabalho, deixar praticamente uma vida para começar em outra diferente, intensa, dura. Esta empreitada requeria mulheres intrépidas, dispostas a trabalharem noite e dia, ferventes, fanáticas". - Eva Perón, em La razón de mi vida. 

Além dos direitos à educação e saúde, Evita lutou pela mulher argentina, tendo uma lei que leva o seu nome:


A imagem abaixo fala um pouco de como se dividia a Fundação Eva Perón. Havia uma ala de assistência médica, uma dedicada à mulher, outra à educação e, por fim, a de esporte.

Brinquedos do espaço de recreação infantil da Fundação Eva Perón.

Preciso dizer que achei um máximo ter uma boneca negra? Nunca que eu tive uma dessas aqui no Brasil. :(

Durante a visita também é possível ver o busto da Evita que foi destruído pelas forças militares durante o golpe de 16 de setembro de 1955 e entender como foi tumultuada a sua morte.

Tanto o busto quanto a placa foi recuperado e escondido por um empregado municipal, após a destruição dos militares.

Evita morreu em 26 de julho de 1952, com 33 anos. Ela teve o corpo embalsamado, para o velório pudesse durar. De fato, a nação estava comovida e o evento só terminou em 11 de agosto. Então, Perón foi deposto pelos militares, e o corpo de Evita foi roubado e mutilado, sendo enterrado clandestinamente em Milão, na Itália, com o falso nome de María Maggi de Magistris.

Catorze anos mais tarde, o corpo foi exumado e devolvido ao Perón que, na época, morava em Madri, na Espanha. Entretanto, só retornou à Argentina em 1974, permanecendo na Quinta presidencial. Evita só foi enterrada em 1976, no cemitério da Recoleta (eu disse que a história era tumultuda!).

Notícias sobre a morte de Evita.
Então, retomando à pergunta do título do post: Por que visitar o Museu Evita? Bem, eu não sabia nada sobre ela - apenas que a Madonna tinha feito um filme sobre em que cantava Don't cry for me Argentina - e, para mim, foi enriquecedor. Deu para perceber não apenas que ela faz parte de um capítulo importante da nação, mas também, da história da luta pelos direitos femininos no mundo. Evita foi uma voz que lutou para que as outras mulheres tivessem voz. Definitivamente, foi inspirador conhecê-la! :)

Quer vistar também? Anote aí:

Museo Evita
Lafinur 2988 (C1425FAB)
Buenos Aires, Argentina.
Tel./Fax. +54 11 4807-0306
info@museoevita.org
http://www.museoevita.org.ar/

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

{Vamos falar sobre escrita?} 55 sinônimos para a palavra "coisa"

quinta-feira, dezembro 10, 2015 8
A tal da coisa.

Olá, pessoal!
O segundo post da série Vamos falar sobre escrita? vem para falar um pouco sobre a palavra coisa. Já escrevi um texto sobre ela certa vez, mas quero retomar o assunto, porque creio que este é um dos vocábulos que mais atrapalha a coerência de um texto, uma vez que ele tem caráter muito genérico.

Comecemos do princípio. Segundo o dicionário Houaiss, coisa pode significar:

1 tudo o que existe ou possa existir, de natureza corpórea ou incorpórea 2 qualquer ser inanimado 3 realidade, fato concreto, em relação ao que é abstrato ou assim considerado 4 algo que não se quer ou não se pode nomear 5 aquilo de que se está tratando ou falando 6 relação, ligação, vínculo 7 interesse próprio, negócio, ocupação 8 ato, empreendimento, empresa 9 o que acontece; ocorrência, evento, caso 10 assunto, tema, matéria 11 motivo, causa 12 mal-estar ou indisposição súbita; ataque.

Em outras palavras, usar muitas vezes a coisa em um texto pode tornar o seu assunto uma incógnita e/ou fazer com que ele fique ambíguo. Evitar o uso deste vocábulo ajuda a conter a generalização - seja ela em um texto literário ou não - e o torna mais fácil de ser compreendido.

Para lhe ajudar a escrever de forma não coisificada, segue abaixo uma lista com 55 sinônimos salvadores! São eles:
  1. Ação 
  2. Afirmação
  3. Aparência 
  4. Aperto
  5. Artifício
  6. Aspecto
  7. Assunto
  8. Ataque
  9. Atitude
  10. Ato
  11. Caso
  12. Causa
  13. Dado
  14. Destino
  15. Detalhe
  16. Distração
  17. Emoção 
  18. Empreendimento
  19. Engenhoca
  20. Evento
  21. Fato
  22. Fator
  23. Ferramenta
  24. Figura
  25. Fragmento
  26. Ideia
  27. Impulso
  28. Instrumento
  29. Interesse
  30. Invento
  31. Item
  32. Ligação
  33. Lugar
  34. Mal-estar
  35. Maneira
  36. Matéria 
  37. Meio
  38. Motivo
  39. Negócio
  40. Objeto
  41. Ocorrência
  42. Ocupação
  43. Padrão 
  44. Pensamento
  45. Plano
  46. Ponto (de vista, de alcance, de chegada etc.)
  47. Pormenor 
  48. Processo
  49. Qualidade
  50. Realidade
  51. Relação
  52. Sentimento
  53. Tema
  54. Traço
  55. Vínculo
Vamos para a prática. Vejamos agora um exemplo:

Sentia-se incomodado com aquela coisa. Sabia que não era motivo para desespero, ainda que sentisse uma coisa diferente no peito. Como agiria a partir de então? Teria que fazer alguma coisa, embora não soubesse bem que coisa seria aquela.

Possíveis substituições:

Opção 1
Sentia-se incomodado com aquele empreendimento. Sabia que não era motivo para desespero, ainda que aquilo lhe trouxesse um sentimento diferente ao peito. Como agiria a partir de então? Teria de tomar uma atitude, embora não soubesse bem como seria aquele plano.

Opção 2
Sentia-se incomodado com aquela realidade. Sabia que não era motivo para desespero, ainda que sentisse uma emoção diferente no peito. Como agiria a partir de então? Teria que fazer alguma ação, embora não soubesse bem que feito seria aquele.

Opção 3
Sentia-se incomodado com aquele pensamento. Sabia que não era motivo para desespero, ainda que sentisse um aperto diferente no peito. Como agiria a partir de então? Teria de ter uma ocupação, embora não soubesse bem que distração seria aquela.
O uso dos sinônimos mudam bastante o aspecto do texto e ajudam os leitores a visualizarem o que nós, como autores, queremos dizer.

Bem, por hoje é só.
Espero que vocês tenham gostado e que, sobretudo, seja útil.
Beijos e queijos :*

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

{Vamos falar sobre escrita?} Como participar do NaNoWriMo em 7 passos

segunda-feira, outubro 26, 2015 6
Olá, pessoal!
Pretendo escrever uma série aqui no blog sobre escrita. Não que eu seja uma super referência no assunto; mas, além de ser formada em Letras e de querer muito fazer uma pós sobre escrita criativa no ano que vem, escrevo por aqui há quase 10 anos e ando devorando muitos livros sobre o assunto (algo que será tema de outro post)... Acho que tenho algum gabarito, não? Espero, portanto, ajudar quem quiser escrever a melhorar de alguma forma as suas habilidades. Vamos lá?  

Página Inicial do National Novel Writing Month.

Para começar, vamos falar sobre o National Novel Writing Month, também conhecido como NaNoWriMo (ou, em bom português, o Mês Nacional da Escrita de um Romance, em tradução livre)?

O que é o NaNoWriMo?

O NaNoWriMo é uma iniciativa coletiva, um desafio para todos que um dia sonharam em escrever literariamente. Tudo começou em 1999, com um grupo formado por 21 americanos de São Francisco. De lá para cá, o desafio cresceu e, atualmente, estimula seus escritores de redigir um romance de 50.000 palavras durante o mês de novembro. A proposta é valorizar o entusiasmo, a determinação e prazo para que qualquer pessoa escreva o seu próprio livro.

É uma meta grande? É. 
É desafiadora? Sim, muito. 
Mas fica a pergunta: por que não tentar?

Como participar?

1. Faça o seu cadastro no site, completando os seguintes dados: 

  • Crie um nome de usuário;
  • Escreva um e-mail válido;
  • Confirme (reescreva) o e-mail válido;
  • Crie uma senha;
  • Confirme (reescreva) a senha;
  • Desmarque aquele "yes" e escolha o seu fuso horário (para quem está no Horário de Brasília é o "GMT -3:00 Brasilia");
  • Marque que você tem mais de 13 anos;
  • Marque que você concorda com os termos de uso;
  • Clique em "sign up".

  • Abra o seu e-mail e clique no link que há lá;
  • Faça o login com o usuário (ou e-mail);
  • Escolha a sua região (Central & South America :: Brazil) e clique em "next";
  • Complete o seu cadastro clicando no item 1. Fill out your profile (acesse esta parte clicando em "complete your profile"). Lá você pode colocar uma foto no perfil e acrescentar informações sobre suas preferências e ver todas as suas conexões com outros autores e os dados sobre a sua história.

2. Crie a sua história

Fala sério, esta é a melhor parte desse cadastro todo: registrar a história! Clicando em Announce your NaNoWriMo novel now!, abrirá uma tela para você preencher com o título do romance (Novel title), escolher o gênero do seu romance (Novel Genre), escrever uma sinopse (Short synopsis) e um excerto (Novel excerpt). Preencheu tudo? Clique em "Create a novel".

3. Escolha a sua região

Clicando em choose a home region, aparecerá uma tela escrita Central & South America :: Brazil. Ao clicar ali, você terá acesso aos fóruns, a maior parte deles em português (aaaaaeeeee!). 
Vale dizer que os fóruns aparecem na parte inferior da tela, então, use a barra de rolagem para que eles apareçam!

4. Ganhe insignias


Conforme você vai completando os dados no site e avançando na escrita da sua história, vai ganhando insignias para celebrar! Elas são divididas em três categorias: de participação, de escrita e de conquistas pessoais.

5. Inspire-se!

Se você sabe inglês, uma boa dica é olhar os recursos do próprio NaNoWriMo e o seu grupo oficial no facebook. Se você não sabe, pode procurar apoio nas comunidades do facebook (aqui, aqui e aqui) e no tio Google (clique aqui para ver o que ele diz sobre).

6. Escreva
Pode ser do estilo que se planeja ou do estilo que apenas senta e escreve. Independentemente de qual grupo você faça parte, escreva! Você pode se expressar na língua que quiser, desde que coloque no papel todo o fabuloso universo que está na sua mente.

Na parte superior da tela, haverá um contador de palavras, indicando o seu progresso. Lembre-se: a meta é de 50.000 palavras.


7. Faça o upload da sua história

A partir do dia 20 de novembro, você pode fazer o upload da sua história completa e conquistar a insignia de "missão cumprida"! Quando você receber este badge, deve clicar nele para constar no seu perfil que você terminou o seu romance.


Palavras finais

Eu já participei do NaNoWriMo por três anos (2015 será o quarto). E não, não consegui atingir a meta. Falando assim, sei que você deve se perguntar: "se ela não conseguiu, porque está dizendo para que nós tentemos?". Pelo desafio, pela criatividade, pela experiência. Escrever cerca de 1667 palavras diárias com qualidade é algo que exige muito de quem se propõe, e isso nos leva a crescer não apenas como autores, mas como pessoas.

Novembro já está batendo à porta, então, inscreva-se e tente. Será trabalhoso, mas igualmente divertido, lhe garanto! 

Beijos e queijos! :*
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

{Vou por aí} O Zoológico de Buenos Aires

segunda-feira, setembro 21, 2015 10
O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.
Mapa do Zoo Buenos Aires.




















Olá! 
A postagem de hoje é para contar mais uma das aventuras em Buenos Aires: a visita ao zoológico.

Antes de mais nada, devo lembrar que há três zoos por lá:

  • Zoológico de Lujan: conhecido por permitir que seus visitantes entre nas jaulas e tire fotos com leões e outros animais silvestres;
  • Zoo Buenos Aires: é o primeiro zoo da cidade e, dos três, é o que tem o formato tradicional que conhecemos aqui;
  • Temakèn: na verdade, esse não é um zoológico, mas um bioparque (uma reserva ecológica).

Bem, tendo estas informações em mente, vamos ao post. Antes de sair do Brasil, Moni e eu pesquisamos Lujan e Temakèn. De cara, descartamos Lujan, porque não queríamos aquilo que chamamos de "animais dopados". Porque, por mais que eles digam que é tudo real e que os animais estão em seu estado natural, nós não colocamos muita fé nessa história. Eu, particularmente, conheço muitas pessoas que foram lá e disseram que tiveram esta sensação de que os bichos estavam dopados. Fiquei com dó e preferi evitar de ir a um lugar para ficar com aquela cara de "pobres animais". 

Temakèn era a nossa dúvida. Ficamos encantadas com o que vimos no site e queríamos ir lá, mas o passeio seria caro. Por isso, esta era opção que ficou na reserva, por assim dizer. Uma decisão para tomar em Buenos Aires.

A decisão

No terceiro dia de viagem, decidimos ir a Palermo, para conhecer o Jardín Botânico. Entretanto, ao descermos na Estação Plaza Italia, deparamo-nos com o Zoo Buenos Aires. Ele tinha uma cara tão simpática que resolvemos ver o preço e tcharán: 180 pesos. Era Zoo, estávamos ali e não gastaríamos tanto. Por que não?

O passeio foi tão bonito que não nos arrependemos.

O Zoo

Para quem chega lá tendo como parâmetro de comparação o Zoológico de São Paulo - meu caso - o primeiro ponto que chama a atenção é a proximidade dos animais com o público. Embora mais perto, senti segurança tanto para mim, quanto para eles.

Flamingos fofos tomando o sol da manhã de inverno.


Logo de cara somos recepcionados por um belo lado cheio de flamingos. Ali já dá para sentir o como o clima do passeio será agradável, porque, além dos lindos animais cor de rosa, podemos notar a presença de um bicho que eu, até então, não conhecia: as maras. 

Vida mansa das maras.


(Sim, os animais da foto e do vídeo são os mesmos!)

As maras ficam soltas - assim como patos e pavões - pelo zoo. Se você quiser, pode comprar um pacote de rações para alimentá-las (é permitido alimentar alguns outros animais - há placas próximas aos viveiros dizendo quais podem receber a ração e quais não).
Um vídeo publicado por Fernanda Rodrigues (@fe_notavel) em

Depois de passar pelos flamingos, fomos ao reptário. Lá há uma anaconda (Nicki Minaj mandou beijos!), outras espécies de cobras e serpentes (para saber a diferença entre cobras e serpentes, clique aqui), além de tartarugas fofas e não tão fofas assim.


Anaconda. As cores são lindas, mas que dá um medinho, aaaaaaah dá!

Outros répteis.
Vimos vários animais bem de perto. Acho que os ursos e o tigre branco são os que mais impressionam. Lindos demais. As crianças, por sua vez, ficam enlouquecidas com os macacos! Era um tal de "mamá, mira, el mono" para cá e para lá, que não estava escrito. Há diversas espécies de primatas no zoo, desde os mais agitados aos mais calmos - ou seja, para todos os gostos.

Urso, onça pintada, tigre branco, elefante (africano, acho), girafa e uma espécie de macacos.


Um vídeo publicado por Fernanda Rodrigues (@fe_notavel) em

Vídeo sem zoom. A distância era essa mesmo! #emoção


Eu, particularmente, AMEI ver as corujas. Sou de cidade grande, então nunca tinha visto uma tão de perto, quanto mais, tantas espécies juntas. Claro que surtei - com direito a áudio muito surtado para a minha mãe e lágrimas nos olhos! - e fiz fotos (elas se camuflam, então não dá pra ver direito nas fotos) e vídeos!


Achei muito bacana que dentro do zoo há um espaço para falar sobre os dinossauros (estava fechado quando fomos), um aquário e uma mini-fazenda. No aquário, há a possibilidade de ver o show dos leões-marinhos (que é pago a parte) ou apenas fazer a visitação (que foi o que fizemos). Há pinguins lá! *_*

Animais da mini-fazenda: vaca e o potrinho, ovelha, bode, burro, galinha d'angola e patinhos.

Gostou?
Então anote o endereço:

Zoo Buenos Aires
República de la India 3000, 1425 CABA, Argentina
+54 11 4011-9900 | http://www.zoobuenosaires.com.ar/
Em frente à estação Plaza Itália, ao lado do Jardín Botánico.

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