Mostrando postagens com marcador Buenos Aires - season 1. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Buenos Aires - season 1. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

{Vou por aí} Jardín Botánico de Buenos Aires

sexta-feira, janeiro 15, 2016 10
O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.


A blogueira que vos escreve, feliz em meio às árvores. ♥ (Foto feita pela Moni)

O Jardim Botânico de Buenos Aires fica localizado em Palermo, próximo à estação Plaza Itália e ao Zoo de Buenos Aires. Ele não é tão grande quanto o que temos em São Paulo ou no Rio de Janeiro, mas é bastante acolhedor. Por não ser tão extenso, você pode visitá-lo e depois ir a algum outro lugar de Palermo (além do zoológico, você pode visitar o Museu Evita ou o Jardim Japonês).

Escultura da entrada principal.
O nome oficial do local é Jardín Botánico Carlos Thays, uma homenagem ao paisagista, urbanista, arquiteto, naturalista, escritor e jornalista de nome homônimo (Paris, 20 de agosto de 1849 – Buenos Aires, 31 de janeiro de 1934). A nomeação que demonstra afeto a Thays não vem à toa. Ele é responsável por vários parques e praças da capital portenha.

O jardim, inaugurado em 7 de setembro de 1868, é dividido em quatro espaços principais: edifício central, invernáculo principal, jardim romano e jardim francês.

Edifício Central.

O prédio do edifício central foi projetado pelo engenheiro polonês Jordan Wysocki em janeiro de 1881, sendo construído entre abril e dezembro do mesmo ano. A construção é conhecida pelos argentinos de Palermo como "El Castilho de Chocolate" (O castelo de chocolate, em tradução livre), por ter sido feita com os tijolinhos que aparecem na foto acima.

Invernáculo é um sinônimo de estufa, pelo o que eu pude entender do que o dicionário me disse (algum botânico para confirmar?).

Nos invernáculos - há cinco deles - há plantas de coleções da região sub-tropical, com ênfase às bromélias endêmicas da América Latina. Esta parte do botânico é aberta apenas para visitas guiadas que, durante a semana, são de cunho acadêmico - ou seja, somente para estudantes - e nos fins de semanas e feriados para o público geral.

Os jardins romano e francês são decorados por estátuas que representam os deuses da mitologia e as sinfonias de Beethoven.
As quatro últimas representam a sinfonia de Beethoven

Os caminhos são tão lindos, que no dia da nossa visita havia uma equipe de TV filmando alguma coisa por lá. O chão é todo de pedrinha (de argila?), e o espaço é muito bem cuidado. :) Pena que não pode pisar na grama, porque dá vontade de se sentar e ficar apreciando a paisagem toda (sim, há bancos, mas eu amo me sentar na grama!).

Caminho do chão de pedrinhas *-* (queria ser as pessoas que moram nesses prédios a redores e que têm essa vista).

Ah! Foi lá também que eu vi, pela primeira vez, uma árvore venenosa - nem sabia que havia!
Esta, não quis abraçar! uahahaha (quem lê aqui há algum tempo, sabe que adoro abraçar árvores!).

A plaquinha já diz tudo, não?

Quer vivenciar tudo isso também? Então anote aí:

Avenida Santa Fé, 3951
Buenos Aires - Argentina

_____________________________________________________________

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Achados fotográficos #10: Xavier Delory

quinta-feira, janeiro 07, 2016 10
Xavier Delory é mais um dos fotógrafos cujo o trabalho conheci quando estive em Buenos Aires. Como contei aqui, estive em uma mostra fotográfica na Universidade de Palermo, chamada Bélgica - fotografía contemporánea, em que as imagens dos 12 fotógrafos belgas eram projetadas nas paredes da sala, enquanto um DJ fazia a trilha sonora que acompanhavam as exibições.

Foto por Xavier Delory.

De Delory, vimos o seu trabalho em registrar a paisagem urbana, explorando e criticando a arquitetura moderna. Foram exibidas na exposição duas séries. A primeira delas, Formes urbaines, feita entre 2010 e 2013, tem como retratada a cidade de Bruxelas e todas as suas peculiaridades: os prédios residenciais e de escritórios, as construções no estilo "bloque Domino" (baseado no conceito de Le Corbusier) e o fachadismo (destruição de edifícios históricos em que se mantém apenas a fachada original).

A simetria vista nesta série me encantou. Como não ficar vidrada na forma como Xavier Delory registra toda estas retas da cidade de forma tão bela?

Um exemplo de fachadismo. Foto de Xavier Delory.

A segunda exibição de Delory que vi naquele dia se chama Pèlerinage sur la modernité, que retrata a icônica Villa Savoye, desenhada por Le Coubusier. Aqui, ele imagina o espaço como se fosse um pós-industrial vandalizado e coberto por grafites. 

Foto por Xavier Delory.

Para conhecer mais o trabalho de Delory, você pode:
- acessar o site oficial (em inglês);
- acessar o perfil dele no flickr (lá há outra séries fotográficas);
- adicioná-lo no facebook;
- segui-lo no twitter.

_____________________________________________________________

sábado, 12 de dezembro de 2015

{Vou por aí} Por que visitar o Museu Evita?

sábado, dezembro 12, 2015 10
O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.

Entrada do Museo Evita.


Hola, personas!
Hoje temos mais um post sobre Buenos Aires. Agora vamos de dica de museu? Quando tivemos que escolher um deles para visitar (cadê a season 2 para poder ir a outros?), optamos por conhecer o que narra a trajetória de uma das figuras mais representativas da história portenha, decidimos pelo Museu Evita.

Busto do Perón.

Para quem não sabe, a Evita (María Eva Duarte de Perón - 1919-1952) foi atriz, radialista e líder política na Argentina. Em 1944, ela foi se apresentar em um show em prol das vítimas de um violento terremoto que destruiu a cidade de San Juan e, nesta ocasião, conheceu o então general, vice-presidente e ministro do trabalho argentino Juan Domigo Perón. Junta-se a ele na política, para conquistar a massa pobre da população e lutar por seus direitos.





Ao ingressar na vida política, Evita abriu a Fundación Eva Perón, em que pode trabalhar na educação e na saúde com afinco. O museu mostra bem como ela mobilizou outras mulheres ao longo do país para lutarem e como fora reconhecida por seus feitos nessas áreas.


"(...) Um dia chamei um grupo pequeno de mulheres. Eram apenas trinta. Todas muito jovens (...) minhas colaboradoras incansáveis na ajuda social (...). Tinha que exigir delas grandes sacrifícios: abandonar o lar, o trabalho, deixar praticamente uma vida para começar em outra diferente, intensa, dura. Esta empreitada requeria mulheres intrépidas, dispostas a trabalharem noite e dia, ferventes, fanáticas". - Eva Perón, em La razón de mi vida. 

Além dos direitos à educação e saúde, Evita lutou pela mulher argentina, tendo uma lei que leva o seu nome:


A imagem abaixo fala um pouco de como se dividia a Fundação Eva Perón. Havia uma ala de assistência médica, uma dedicada à mulher, outra à educação e, por fim, a de esporte.

Brinquedos do espaço de recreação infantil da Fundação Eva Perón.

Preciso dizer que achei um máximo ter uma boneca negra? Nunca que eu tive uma dessas aqui no Brasil. :(

Durante a visita também é possível ver o busto da Evita que foi destruído pelas forças militares durante o golpe de 16 de setembro de 1955 e entender como foi tumultuada a sua morte.

Tanto o busto quanto a placa foi recuperado e escondido por um empregado municipal, após a destruição dos militares.

Evita morreu em 26 de julho de 1952, com 33 anos. Ela teve o corpo embalsamado, para o velório pudesse durar. De fato, a nação estava comovida e o evento só terminou em 11 de agosto. Então, Perón foi deposto pelos militares, e o corpo de Evita foi roubado e mutilado, sendo enterrado clandestinamente em Milão, na Itália, com o falso nome de María Maggi de Magistris.

Catorze anos mais tarde, o corpo foi exumado e devolvido ao Perón que, na época, morava em Madri, na Espanha. Entretanto, só retornou à Argentina em 1974, permanecendo na Quinta presidencial. Evita só foi enterrada em 1976, no cemitério da Recoleta (eu disse que a história era tumultuda!).

Notícias sobre a morte de Evita.
Então, retomando à pergunta do título do post: Por que visitar o Museu Evita? Bem, eu não sabia nada sobre ela - apenas que a Madonna tinha feito um filme sobre em que cantava Don't cry for me Argentina - e, para mim, foi enriquecedor. Deu para perceber não apenas que ela faz parte de um capítulo importante da nação, mas também, da história da luta pelos direitos femininos no mundo. Evita foi uma voz que lutou para que as outras mulheres tivessem voz. Definitivamente, foi inspirador conhecê-la! :)

Quer vistar também? Anote aí:

Museo Evita
Lafinur 2988 (C1425FAB)
Buenos Aires, Argentina.
Tel./Fax. +54 11 4807-0306
info@museoevita.org
http://www.museoevita.org.ar/

_____________________________________________________________

sábado, 17 de outubro de 2015

{Vou por aí} El Jardín Japonés, de Buenos Aires

sábado, outubro 17, 2015 4
O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.

Parte do Jardim. Letrinhas bonitinhas, não? *_*

Olá, pessoal!
Mais um post sobre Buenos Aires (ai que saudades de lá!), desta vez sobre o Jardim Japonês, localizado em Palermo. Quando fui, desci na estação Plaza Itália e caminhei até lá. Não achei longe (fica a alguns quarteirões depois do Zoo de Buenos Aires).

Vista do lago. Ao fundo a administração e um pequeno restaurante.

Ao pesquisar sobre ele na internet, achei que o espaço era muito maior do que na verdade é. Talvez isso se deva porque eu esteja acostumada com a grandeza do Ibirapuera. Mesmo assim, vale a pena passar algumas horas por lá. O lugar é um pedacinho da paz oriental no meio do espaço urbano e transmite uma sensação incrível de felicidade.

Sakura: uma cerejeira, ainda tímida, por causa do inverno.

O jardim é composto por um grande lago, pequenas ilhas, algumas pontes, gatinhos e parinhos que ficam tomando sol e tsurus pendurados nas árvores. Além disso, há outros elementos da cultura japonesa, como um restaurante, uma casa de chás, um viveiro e uma sala de leituras.

Ele foi construído pela comunidade japonesa em 1967, quando o Príncipe Heredero Akihito e a Princesa Michiko saíram da Terra do Sol Nascente, para visitar a capital argentina.

Ache o tsuru.

Sua administração está a cargo da Fundación Cultural Argentino Japonesa e do Governo de Buenos Aires, responsáveis pelo parque desde 1989. Além da manutenção do espaço, eles também respondem pelas atividades de difusão da cultura japonesa que acontecem no local.

Uma das ilhas presentes no lago.


Eu, pagando de turista, em uma das pontes sobre o lago.

Em 2004, o Jardim Japonês foi declarado Bem de Interesse Histórico e Artístico Nacional. Em 2014, a Fundación Cultural Argentino Japonesa completou 25 anos e o Jardim Japonês de Buenos Aires foi reconhecido com o maior neste estilo fora do Japão.

Este é um passeio que você faz em duas horas (ou um pouco mais que isso) e que merece uma máquina fotográfica a tira-colo, para registrar os encantos do local.

No jardim há 3 exemplares de árvores que sobreviveram ao bombardeio atômico de Hiroshima.

Quer visitar também?
Então, anote aí:

Jardín Japonés
Av. Casares 2966. CABA
(5411) 4804-4922 / (5411) 4804-9141
Int: 19 / 23
E-mail: informes@jardinjapones.org.ar
Site (em espanhol, português, inglês e japonês) | Facebook (em espanhol) | Twitter (em espanhol)
_____________________________________________________________

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Achados fotográficos #9: Max Pinckers

quinta-feira, outubro 15, 2015 4
Foto por Max Pinckers.

Quando estive em Buenos Aires, fui a uma exposição com 12 fotógrafos, na Universidade de Palermo. A instalação era diferente: ao invés de andarmos entre as imagens, elas eram projetadas em duas paredes. Além disso, havia um DJ e alguns músicos fazendo música ao vivo durante a mostra - o que tornava a vivência muito mais intensa do que uma mostra nos moldes tradicionais.

Alguns dos trabalhos me chamaram muito a atenção. Uma das séries que me deixaram um tanto apaixonada foi a do fotógrafo belga Max Pinckers, intitulada Will They Sing Like Raindrops or Leave Me Thirsty (algo como Eles cantarão como gostas de chuva ou me deixarão com cede, em tradução livre).

Foto por Max Pinckers.

A série de fotografias se transformou em um fotolivro em 2014 e retrata uma extensa viagem feita pelo fotógrafo à Índia, em que ele pôde capturar a tensão entre a tradição e a modernidade da sociedade indiana, mostrando a dualidade do amor naquele país.

Foto por Max Pinckers.

Segundo o site do fotógrafo, a ideia deste fotolivro é a de documentar e capturar "as múltiplas facetas do romance e do casamento dentro do contexto contemporâneo indiano. Inspiradas e influenciadoas pelos paradigmas de Bollywood, a indústria cinematográfica local, estas fotografias oferece um espectro de cenários que combinam o humor, a caricatura, a alegoria e o drama de produzir para produzir uma representação elegíaca e cheia de nuances da concepção do amor, com todos os seus paradoxos e ironias, na Índia de hoje".

Foto por Max Pinckers.

O que mais gostei deste trabalho - além do fato que ele me fez mergulhar em outra cultura - é que ele trabalha com a relação de expectativa e realidade. Se a expetativa é viver o que se vê nas telas do cinema e nas mídias, a realidade é muito mais trágica e proibida, por conta das relações religiosas e sociais (que envolvem as castas). 

Foto por Max Pinckers.

Gostaram?
Para conhecer todos os trabalhos de Max Pinckers, acesse: site (em inglês) | facebook | newsletter.

_____________________________________________________________

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

{Vou por aí} O Zoológico de Buenos Aires

segunda-feira, setembro 21, 2015 10
O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.
Mapa do Zoo Buenos Aires.




















Olá! 
A postagem de hoje é para contar mais uma das aventuras em Buenos Aires: a visita ao zoológico.

Antes de mais nada, devo lembrar que há três zoos por lá:

  • Zoológico de Lujan: conhecido por permitir que seus visitantes entre nas jaulas e tire fotos com leões e outros animais silvestres;
  • Zoo Buenos Aires: é o primeiro zoo da cidade e, dos três, é o que tem o formato tradicional que conhecemos aqui;
  • Temakèn: na verdade, esse não é um zoológico, mas um bioparque (uma reserva ecológica).

Bem, tendo estas informações em mente, vamos ao post. Antes de sair do Brasil, Moni e eu pesquisamos Lujan e Temakèn. De cara, descartamos Lujan, porque não queríamos aquilo que chamamos de "animais dopados". Porque, por mais que eles digam que é tudo real e que os animais estão em seu estado natural, nós não colocamos muita fé nessa história. Eu, particularmente, conheço muitas pessoas que foram lá e disseram que tiveram esta sensação de que os bichos estavam dopados. Fiquei com dó e preferi evitar de ir a um lugar para ficar com aquela cara de "pobres animais". 

Temakèn era a nossa dúvida. Ficamos encantadas com o que vimos no site e queríamos ir lá, mas o passeio seria caro. Por isso, esta era opção que ficou na reserva, por assim dizer. Uma decisão para tomar em Buenos Aires.

A decisão

No terceiro dia de viagem, decidimos ir a Palermo, para conhecer o Jardín Botânico. Entretanto, ao descermos na Estação Plaza Italia, deparamo-nos com o Zoo Buenos Aires. Ele tinha uma cara tão simpática que resolvemos ver o preço e tcharán: 180 pesos. Era Zoo, estávamos ali e não gastaríamos tanto. Por que não?

O passeio foi tão bonito que não nos arrependemos.

O Zoo

Para quem chega lá tendo como parâmetro de comparação o Zoológico de São Paulo - meu caso - o primeiro ponto que chama a atenção é a proximidade dos animais com o público. Embora mais perto, senti segurança tanto para mim, quanto para eles.

Flamingos fofos tomando o sol da manhã de inverno.


Logo de cara somos recepcionados por um belo lado cheio de flamingos. Ali já dá para sentir o como o clima do passeio será agradável, porque, além dos lindos animais cor de rosa, podemos notar a presença de um bicho que eu, até então, não conhecia: as maras. 

Vida mansa das maras.


(Sim, os animais da foto e do vídeo são os mesmos!)

As maras ficam soltas - assim como patos e pavões - pelo zoo. Se você quiser, pode comprar um pacote de rações para alimentá-las (é permitido alimentar alguns outros animais - há placas próximas aos viveiros dizendo quais podem receber a ração e quais não).
Um vídeo publicado por Fernanda Rodrigues (@fe_notavel) em

Depois de passar pelos flamingos, fomos ao reptário. Lá há uma anaconda (Nicki Minaj mandou beijos!), outras espécies de cobras e serpentes (para saber a diferença entre cobras e serpentes, clique aqui), além de tartarugas fofas e não tão fofas assim.


Anaconda. As cores são lindas, mas que dá um medinho, aaaaaaah dá!

Outros répteis.
Vimos vários animais bem de perto. Acho que os ursos e o tigre branco são os que mais impressionam. Lindos demais. As crianças, por sua vez, ficam enlouquecidas com os macacos! Era um tal de "mamá, mira, el mono" para cá e para lá, que não estava escrito. Há diversas espécies de primatas no zoo, desde os mais agitados aos mais calmos - ou seja, para todos os gostos.

Urso, onça pintada, tigre branco, elefante (africano, acho), girafa e uma espécie de macacos.


Um vídeo publicado por Fernanda Rodrigues (@fe_notavel) em

Vídeo sem zoom. A distância era essa mesmo! #emoção


Eu, particularmente, AMEI ver as corujas. Sou de cidade grande, então nunca tinha visto uma tão de perto, quanto mais, tantas espécies juntas. Claro que surtei - com direito a áudio muito surtado para a minha mãe e lágrimas nos olhos! - e fiz fotos (elas se camuflam, então não dá pra ver direito nas fotos) e vídeos!


Achei muito bacana que dentro do zoo há um espaço para falar sobre os dinossauros (estava fechado quando fomos), um aquário e uma mini-fazenda. No aquário, há a possibilidade de ver o show dos leões-marinhos (que é pago a parte) ou apenas fazer a visitação (que foi o que fizemos). Há pinguins lá! *_*

Animais da mini-fazenda: vaca e o potrinho, ovelha, bode, burro, galinha d'angola e patinhos.

Gostou?
Então anote o endereço:

Zoo Buenos Aires
República de la India 3000, 1425 CABA, Argentina
+54 11 4011-9900 | http://www.zoobuenosaires.com.ar/
Em frente à estação Plaza Itália, ao lado do Jardín Botánico.

_____________________________________________________________

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

{Vou por aí} Buenos Aires - season 1: o show Tango

quarta-feira, agosto 26, 2015 2
O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.

¡Hola, chiquitos y chiquitas!
Espero que tudo esteja bem com cada um de vocês. Por aqui, tudo incrível!
O post de hoje é para contar como foi a nossa experiência em Buenos Aires com o show tango.



Estar na Argentina é fantástico, porque as pessoas vivenciam o tango a todo instante. Ele serve de trilha sonora nos aeroportos, nos bares, nos restaurantes, nas apresentaçõesde artistas de rua, enfim, é trilha do cotidiano portenho, algo intrínseco a todos.

O fato de ser música ambiente em praticamente todos os lugares nos chamou muito a atenção. É como se os argentinos declarassem a quem quiser ouvir - literalmente falando - o seu amor por este elemento que faz parte da cultura de seu país.

O show de tango

Foto: Café Tortoni.
Moni e eu escolhemos assistir ao show de tango do Café Tortoni e não nos arrependemos. O lugar é um ponto turístico clássico - sendo considerado um dos cafés notáveis, pelo governo argentino - e tem toda uma estrutura e tradição que nos faz querer permanecer lá por horas e horas. A fama vem por ele ter sido frequentado por pintores, jornalistas, escritores e músicos da cultura portenha. Além disso a localização era ótima! Super próximo do hotel em que nos hospedamos.

O espetáculo custou 270 pesos argentinos, mas poderia ter sido pago em reais (75) ou em dólares, e o visitante deve comprar o ingresso com certa antecedência (compramos por volta das 16h, para o show das 20h30 do mesmo dia)*. A mesa é compartilhada entre quatro pessoas (dividimos a nossa com mais dois brasileiros) e não inclui o consumo.

Nós não sabíamos o que esperar e olha, só foi felicidade! Ao chegarmos, fomos encaminhada para a Sala La Bodega, um ambiente que foi uma adega e que fica no subsolo. Muito bacana. :) Lá há um palco em que cantores e dançarinos se revezam cantando - ao vivo - e contando a história do Tango.

Para quem não sabe, este gênero musical nasceu em meio às prostitutas. Segundo o site História do Mundo, a história é a seguinte:

Vista da nossa mesa, antes do espetáculo.
De acordo com recentes pesquisas, no final do século XIX, só a capital Buenos Aires contava com mais de 200 casas de prostituição. A procura pelas prostitutas era tão grande que os homens faziam fila à espera de fácil prazer sexual. Foi quando, a grande circulação de pessoas nas casas de prostituição argentinas deu espaço para a encenação de números musicais enquanto os clientes esperavam a sua vez. Nesse instante, apareciam grupos que intercambiavam suas distintas experiências musicais. A polca européia, a havaneira cubana, o candombe uruguaio e a milonga espanhola firmaram o nascimento do tango argentino.
Em seus primeiros anos, o tango era formado por um trio musical executante de ritmos mais acelerados e os passos de dança tinham muita sensualidade. Só mais tarde que os tangos começaram a ganhar suas primeiras letras. Fazendo jus ao seu local de origem, as primeiras letras descreviam situações libidinosas sobre os prostíbulos e as meretrizes. Por isso, durante algum tempo, o tango era sinônimo de imoralidade. As pessoas de “boa índole” tinham verdadeira aversão à prática desse tipo de música dançante. No entanto, os imigrantes que voltavam para Europa tinham popularizado o estilo, principalmente na cidade de Paris.

O início do tango.

O início do tango.

Conforme o musical vai se desenvolvendo, os cantores trocam de roupas e encarnam outras épocas, até o estilo musical ganhar o status cultural que tem atualmente. Acho que os pontos altos do show foram a apresentação dos boleadores gaúchos, o cantor performando belissimamente El día en que me quieras (escrita por Alfredo Le Pera, gravada por Carlos Gardel, também famosa na voz de Luís Miguel) e os tangos mais famosos: Derecho Viejo, Quejas de Dandoneon, La Cumparsita.



Um vídeo publicado por Fernanda Rodrigues (@fe_notavel) em


Um vídeo publicado por Fernanda Rodrigues (@fe_notavel) em


Um vídeo publicado por Fernanda Rodrigues (@fe_notavel) em

Um vídeo publicado por Fernanda Rodrigues (@fe_notavel) em

O show de tango foi o passeio mais caro que fizemos, mas valeu a pena cada centavo que pagamos. Estar em contato direto com a arte é de encher os olhos e acalentar o coração! ♥ Se você for a Buenos Aires, não pode perder! 

Beijos e queijos! :*

*PS: Todos os valores do post estava vigentes entre 13 e 20 de julho de 2015. Como a inflação na Argentina deu uma disparada, confira antes de ir se ainda continua assim. ;)
_____________________________________________________________

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

{Vou por aí} Buenos Aires - season 1: Um pulo em Tigre

quarta-feira, agosto 19, 2015 4
O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.

Hola, chiquitos y chiquitas.

O post de hoje é para contar um pouco de como foi visitar Tigre - uma cidade que fica ao arredor de Buenos Aires. Quem gosta de natureza, não pode perder este passeio de vista!

Placa às margens do Rio Tigre, que explica a origem do nome da cidade.

Local que visitei: Tigre - Margem do Rio | Puerto de Frutos.
Principais pontos turísticos: rio Tigre, Puerto de Frutos, Parque de la Costa (é um parque de diversões) e o Casino.
Como chegar: Pegue o subte (metrô) até a estação Retiro. De lá, pegue o trem para Tigre (as duas são as últimas estações das duas linhas, então, não tem como se perder!). O tempo de percurso entre a estação Retiro até a Tigre é de mais ou menos uma hora, uma hora e meia.
Quanto tempo de passeio: é bom reservar pelo menos um dia todo, para conseguir ver tudo com calma.

Ao fundo, o rio Tigre, em Puerto de Frutos.

A cidade



Moni e eu fomos para Tigre de uma forma meio aleatória, porque decidimos mudar a nossa programação quando chegamos à Diagonal Norte (uma estação de metrô em que várias linhas se cruzam). Como não queríamos visitar o parque de la Costa, isso não fez muita diferença. Mas se você for até lá com este objetivo é bom optar por visitar a cidade no final da semana (entre 5ª e domingo), para garantir que ele esteja aberto.

Saindo da estação, demos de cara com o Rio Tigre, que corta a cidadezinha. Nele, as pessoas costumam fazer passeios de barco e alguns esportes como o remo. Lá também há empresas que levam os turistas de barco para outros lugares - incluindo Colonia de Sacramento e Montevidéu, ambas no Uruguai. Todas estas empresas estão localizadas à margem do rio e como elas são muito próximas uma das outras, fica fácil de comparar preços.

À margem do rio há muitas praças - algumas delas com playground para as crianças - em que as pessoas se reúnem para almoçar (esse é um costume muito bacana que vimos tanto em Tigre, quanto em Buenos Aires, propriamente dita. Todo mundo levando as marmitas para praça e compartilhando a comida com os amigos).

Parque de diversões de Tigre.

Caminho para o Puerto de Frutos: à esquerda o cassino, à direita uma estação de Trem.

Do outro lado do rio, há o parque, o casino e Puerto de Frutos. Estávamos sem mapas no dia, mas conseguimos nos achar sem ter que pedir informações. A caminhada é gostosa e você acaba passando pelos três se for a pé até o Puerto de Frutos - coisa que nós optamos por fazer.

O Puerto de Frutos

Entrada do Puerto de Frutos.

Pensem em um lugar simpático e multipliquem isso por mil. Assim é o Puerto de Frutos. Lá encontra-se de tudo: desde as frutas que o nomeiam a restaurantes e muitas lojas de artesanato! Tudo margeado pelo rio Tigre, que dá um toque aconchegante à visita. 

Logo na entrada somos recepcionados por diferentes sabores: restaurantes misturam-se a quitandas que vendem frutas e verduras de qualidade excepcional - sério, fiquei impressionada com o tamanho dos morangos! Além disso, há a possibilidade de se comprar queijos, mel e vinhos por lá (não compramos nada; mas, pelo o que me disseram, sai mais barato comprar esses artigos no supermercado mesmo).

Sério, olha só o tamanho dos morangos! :O

As lojas de artesanato vendem todos os tipos de arte que se possa imaginar: brinquedos de tecido, material em MDF, móveis estilo vintage, artigos de jardinagem... Uma infinidade que nos fez desejar comprar absolutamente tudo (ficamos no desejo porque faltaria dinheiro e espaço na bagagem!).

O Restaurante

El lucero. Entramos por esta porta, atravessamos o salão e almoçamos com vista para o rio Tigre.

Em Puerto de Frutos há vários restaurantes, para todos os gostos. Escolhemos almoçar em um chamado El Lucero e lá foi onde comemos nossa primeira milanesa. Gostamos muito. A plaquinha dizia "almoce junto ao rio" e optamos por fazer justamente isso. Havia vários argentinos reunidos, tomando vinho, o que tornava tudo muito especial.

A vista que tínhamos do restaurante. *_*
O clima gostoso, a cidade pacata, a natureza, os cachorros dormindo e os artistas trabalhando. Tigre é um lugar lindo para conhecer! Vale muito a pena mesmo incluir na agenda! :)

Artistas montando um mural em Puerto de Frutos.

Fala se não dá vontade de levar uma vida como a dos cachorros de Tigre.

Pessoas praticando o remo.
Acho que não preciso dizer que já quero voltar lá, preciso?! ;)

Beijos e queijos! :*
_____________________________________________________________