quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

10 formas de autorregulação que funcionam para mim

quarta-feira, fevereiro 26, 2020 16
Algumas Observações | 10 formas de autorregulação que funcionam para mim
Imagem de Lindsey White por Pixabay
Olá, pessoal!
Feliz ano novo de novo! :)

2020 chegou chegando. Tenho trabalhado tanto, mas tanto, que parece que foi há muito tempo que escrevi o meu post de metas, contudo ainda é fevereiro. Penso que é muito importante dar uma olhada nas metas vez ou outra; porque, se não fazemos isso, as metas se tornam meras listas engavetadas. 

Olhando para o que escrevi em janeiro, vejo que algumas áreas são mais complexas do que as outras. O mais difícil tem sido manter a plenitude. Ainda me falta o equilíbrio entre o trabalho e as outras áreas da vida (o trabalho tem levado o nome à risca e me dado muito trabalho!), o que me leva a não ter forças para pôr a cara ao sol e encontrar o grande amor da minha vida - hahaha.

Para não infartar antes dos shows dos Backstreet Boys¹ (tenho que sobreviver até março²), eu tenho anotado tudo aquilo que me ajuda a esfriar a cabeça e seguir em frente. 

Autorregulação

Eu chamo de autorregulação tudo aquilo que me ajuda a não ser estúpida comigo e com quem estiver ao meu redor nos momentos de raiva, frustração e angústia. Não sei se é um termo técnico (talvez tenha ouvido sobre isso nos cursos de disciplina positiva ou na terapia, ou talvez tenha tirado da minha cabeça mesmo), então já digo que se tiver algum psicólogo/psiquiatra me lendo, me perdoe se eu usei o termo de forma errada. 

Como disse acima, eu tenho observado o que me ajuda a centrar e anotado para colocar em prática naqueles momentos em que tudo me tira do eixo. Esse processo de anotar, para mim, é importante, porque funciona como um "lembrol". Na raiva, muitas vezes me esqueço do que posso fazer além de querer esfolar o coleguinha ou a mim mesma no asfalto. Ter a lista (no planner ou no celular) é sempre útil.

Compartilho a lista porque pode te ajudar também.

1. Beber água

Beber água é algo que funciona muito principalmente quando estou no trabalho. Só de ir buscar a água e tomar devagar, o cérebro já ganha uns segundos a mais para se acalmar. Como água nunca faz mal, na pior das hipóteses, fico hidratada.

2. Respirar fundo/meditação

Contar até dez não funciona para mim, mas respirar fundo e soltar o ar aos poucos, sim. Em casa, dá para sentar e tirar uns minutinhos para meditar. Na rua, dá para correr no banheiro e respirar por um minuto que seja.

3. Tomar café (ou chá)

Eu sei, isso é controverso e desafia a ciência. Hehehe. Se o café te deixar muito agitado, pode ser chá. O que eu gosto mesmo não é o café em si, mas o ritual envolto no beber café. Sair de casa e ir a uma cafeteria ou colocar a água ferver e ver o café coando... Isso me traz uma desaceleração que me acalma.

4. Fazer listas

Uma das coisas que me estressa é quando eu me sinto sobrecarregada com a quantidade de tarefas, prazos e solicitações do que é preciso ser feito. Então, colocar todas as tarefas em um lista e ir riscando conforme vou fazendo o que é necessário, me dá - literalmente - a sensação de alívio. Vejo que, para mim, as listas no papel me acalmam mais do que a eletrônica, por isso, normalmente tenho as duas (a eletrônica funciona bem para quando estou na rua).

5. Escrever livremente

Manter um diário e escrever sem filtro (em um lugar que ninguém vá ler depois) é ótimo para soltar os monstros que moram dentro da gente. Também é uma forma ótima de exercitar a criatividade e ter novas ideias. Escrever livremente é uma ótima faxina mental para mim. 
(Sobre isso - de ter diários -, o Adriel escreveu um post bacana. Você pode lê-lo aqui.)

6. Ouvir música que traz boa memória afetiva

Eu sei. Quando a gente está triste a nossa tendência é procurar músicas que reflitam essa tristeza. Aquilo que nos leva mais ainda ao fundo do poço e nos faz continuar cavando com uma colherinha de café. Entretanto, eu sempre coloco para tocar alguma música que me traga uma lembrança feliz. Como gosto muito de ir a shows, sempre tem alguma que me marcou de alguma apresentação em que estive. Pensar nesses momentos me ajuda a virar a chave para uma postura mais positiva.

7. Tomar banho

Pode parecer loucura, mas tomar banho me ajuda MUITO. É como se eu imaginasse toda a urucubaca indo embora do meu corpo e da minha vida. Fora que a água quente ajuda a relaxar e que fazer uma tarefa corriqueira também ajuda a ter novas ideias.

8. Dormir

Como a minha rotina é muito pesada, às vezes o cansaço potencializa o stress. Tirar uma soneca, deitar mais cedo, dormir uma boa noite de sono são estratégias que eu uso para tentar aliviar o corpo da pressão mental.

9. Pilates

A atividade física tem sido renovadora para mim. Além de ajudar no quesito saúde, estar com as novas amigas (e rir o tempo todo) levanta demais o meu astral. O Pilates em si, é ótimo para a questão de respirar fundo.

10. Terapia

Ter um momento na semana para revisar o passado, entender o presente e planejar o futuro - sem julgamento - é simplesmente incrível! Ajuda muito nesse processo de ver o mundo com outra perspectivas e saber que não estamos sozinhos.

Autocuidado

No fundo, essa questão de se autorregular não passa de, no meu ponto de vista, ter autocuidado. Quando a gente respeita o nosso próprio ritmo, a sociedade não passa por cima da gente. Quando a gente consegue fazer tudo isso, também aprende a dizer "não" para o que é preciso e acolher o que é preciso também.

E você? Como você se cuida, como se acalma?
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¹ A DNA tour logo chega ao Brasil, e eu estou contando os dias!
² Lua em Peixes para em já tem lua em Peixes significa drama em dobro? 
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domingo, 23 de fevereiro de 2020

{Resenha} Propósito, de Karinna Forlenza

domingo, fevereiro 23, 2020 12
{Resenha} Propósito, de Karinna Forlenza (Pólen Livros)

Publicado pela Pólen Livros, Propósito é um livro que tem como objetivo ajudar seus leitores sobretudo por meio da prática. Escrito pela coach Karinna Forlenza, a obra apresenta, como já aponta o seu subtítulo, 20 dicas para você criar o seu [propósito]. 

Os capítulos são curtos, o que faz da leitura em si algo agradável. O foco maior, contudo, são os exercícios - momento em que os leitores precisarão de tempo e de um lugar tranquilo para pôr em prática o que é proposto.

Cada uma das 20 dicas compõe um capítulo. Este, por sua vez, divide-se em uma parte teórica (que explica o porquê daquela dica) e outra pártica. Por ser coach, a autora foca muito ou na experiência pessoal ou na de seus clientes nos textos introdutórios das atividades. Como leitora e estudiosa, senti falta de referencial teórico. Parece-me que Forlenza acumulou conhecimentos, mas não diz de onde ele vem.

{Resenha} Propósito, de Karinna Forlenza (Pólen Livros)


Se por um lado falta referencial teórico nos textos; por outro, os exercícios são realmente inspiradores. Divididos em três categorias (os de revelar a Essência, os que ajudam a remover Obstáculos e o que apoiam na chegada da Clareza), tanto os capítulos quanto os exercícios podem ser feitos na ordem apresentada ou aleatoriamente conforme a sua necessidade.

A diagramação da obra é belíssima. Cada abertura de capítulo tem uma ilustração que conversa com a da capa. O papel em que o livro foi impresso (couché fosco) também contribui para a boa sensação de leitura.

Vejo que Propósito é aquele livro que mantemos em casa quando os caminhos se tornam nebulosos. Quando não sabemos bem para qual caminho seguir, fazer uma das atividades pode ser o caminho. Para quem gosta de autoconhecimento, o livro é uma boa pedida.

{Resenha} Propósito, de Karinna Forlenza
Abertura do capítulo 11.

Livro: Propósito: 20 dicas para Você Criar o Seu
Autora: Karinna Forlenza
Ilustração: Filipa Pinto
Editora: Pólen Livros
Páginas: 144
Apresentação: Você está procurando algo mais profundo para sua vida?
Questionando o que sabe e buscando sentido no que faz?
Então seu processo de mudança já começou.
E a partir daqui você está pronto para seguir as 20 dicas muito práticas reunidas neste livro. São dicas práticas, mas que não abrem mão da reflexão. E partem do princípio de que encontrar um Propósito é uma tarefa da vida inteira – mas que pode se transformar em uma jornada muito gratificante.
Livro no Skoob. | Livro no Goodreads.

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

12 livros para ler no carnaval

quarta-feira, fevereiro 19, 2020 4
Imagem de Pexels por Pixabay
Olá, pessoal!
Não sei quanto a vocês, mas eu adoro aproveitar o feriado de carnaval para dar aquele gás nas leituras, principalmente nos livros que são grandes ou mais complexos, que levam mais tempo e energia para serem findados.

Pensando que este feriadão pode ser uma boa oportunidade para você criar ou desenvolver o hábito de leitura, fiz uma listinha com 12 livros que são ideais para o feriadão. Para facilitar, separei a lista em 6 categorias, cada uma delas com objetivos diferentes. Vamos lá?

Lista de livros para ler no carnaval
Imagem de Free-Photos por Pixabay

1. Para quem quer mais de uma história em um único livro

Minha sugestão para quem não tem muita paciência para ler uma história grande é começar lendo crônicas. Esse gênero textual costuma ser leve, descontraído e sempre se apresenta com narrativas mais curtas.  É ótimo para quem está começando a desenvolver o hábito da leitura ou para quem quer algo em tom de conversa, de causo. Minhas sugestões são: 

Trinta e Poucos, do Antônio Prata
Capa do livro Trinta e Poucos, de Antônio Prata (Companhia das Letras)

Sinopse: Mais que qualquer escritor em atividade, Antonio Prata é cultor do gênero - consagrado por gigantes do porte de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Nelson Rodrigues - que fincou raízes por aqui: a crônica. Pode ser um par de meias, uma semente de mexerica, uma noite maldormida, a compra de um par de óculos, a tentativa de fazer exercícios abdominais. Quanto mais trivial o ponto de partida, mais cheio de sabor é o texto, mais surpreendente é a capacidade de extrair sentido e lirismo da aparente banalidade. Trinta e poucos traz crônicas selecionadas pelo próprio autor a partir de sua coluna na Folha de S.Paulo. Um mosaico com os melhores textos do principal cronista do Brasil.
Editora: Companhia das Letras. | Resenha aqui. 


A arte de ser leve, de Leila Ferreira

Capa do livro A arte de ser leve, de Leila Ferreira (Editora Planeta)Sinopse:  Gentileza, bom humor, desaceleração e felicidade são alguns dos temas discutidos de formaA Arte de Ser Leve aponta para o perigo de emagrecermos o corpo, mas ficarmos com obesidade mórbida de espírito.
inteligente e divertida por Leila Ferreira. Exímia contadora de histórias e entrevistadora, Leila reflete, a partir de depoimentos colhidos por ela no Brasil e em outros países, sobre a possibilidade de vivermos de forma menos complicada e estressante. Ao fazer o leitor enxergar, de forma crítica, as ciladas que criamos para nós mesmos,
Editora: Planeta | Resenha aqui.



2. Para quem quer se preparar para o vestibular

Normalmente, cada universidade tem a sua lista de vestibular. Aqui, deixo duas sugestões da lista FUVEST 2020 (você pode ler as listas completas de 2020, 2021 e 2022 clicando aqui). Essas leituras são necessárias a todos que quiserem prestar o vestibular para entrar na USP (Universidade de São Paulo).

Poemas Escolhidos de Gregório de Matos, organização José Miguel Wisnik
Gregório de Matos é, historicamente, o primeiro grande poeta do Brasil. Sua obra, talvez a mais importante produzida pelo Barroco poético nas Américas portuguesa e espanhola, conserva ainda hoje grande parte de seu interesse, por força, sobretudo, da agudeza e do vigor com que o poeta soube fixar satiricamente, numa linguagem vivaz que já deixa transparecer o gênio local na exploração de sonoridades africanas e tupis e que, na sua mordacidade feroz, não recua nem diante da pornografia, a dissolução de costumes da Bahia do século XVIII. Nesta já clássica coletânea preparada por José Miguel Wisnik nos anos 1970, e agora revista pelo organizador, o leitor encontrará uma seleção dos melhores poemas de Gregório de Matos nas diversas modalidades que cultivou - a satírica, a encomiástica, a lírica amorosa e a religiosa -, de par com numerosas notas de esclarecimento do texto, um pequeno perfil biográfico do poeta e uma análise crítica de sua obra.

Sinopse: Gregório de Matos é, historicamente, o primeiro grande poeta do Brasil. Sua obra, talvez a mais importante produzida pelo Barroco poético nas Américas portuguesa e espanhola, conserva ainda hoje grande parte de seu interesse, por força, sobretudo, da agudeza e do vigor com que o poeta soube fixar satiricamente, numa linguagem vivaz que já deixa transparecer o gênio local na exploração de sonoridades africanas e tupis e que, na sua mordacidade feroz, não recua nem diante da pornografia, a dissolução de costumes da Bahia do século XVIII. Nesta já clássica coletânea preparada por José Miguel Wisnik nos anos 1970, e agora revista pelo organizador, o leitor encontrará uma seleção dos melhores poemas de Gregório de Matos nas diversas modalidades que cultivou - a satírica, a encomiástica, a lírica amorosa e a religiosa -, de par com numerosas notas de esclarecimento do texto, um pequeno perfil biográfico do poeta e uma análise crítica de sua obra.

Quincas Borbas, de Machado de Assis

Capa do livro Quincas Borbas, de Machado de Assis (Penguin Companhia)Sinopse: Publicado pela primeira vez em livro em 1891, depois portanto de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881) e antes de Dom Casmurro (1899), Quincas Borba é uma das obras mais marcantes da fase realista de Machado de Assis. Talvez por se situar justamente entre esses dois monumentos da obra machadiana, o romance muitas vezes foi considerado uma realização menor, uma espécie de mera continuação das Memórias póstumas - para irritação de seu autor, que em um raro comentário sobre a própria ficção afirmou que a presença do personagem Quincas Borba era "o único vínculo" entre os dois livros. Mais do que ao marco inaugural do Realismo no Brasil, porém, Quincas Borba remete ao Machado contista que começava a abordar temas historicamente mais próximos de sua época e a explorar os conflitos psicológicos de seus personagens com sua sofisticada e irônica narrativa em terceira pessoa presente em contos clássicos como "A cartomante" e "A causa secreta". Neste romance da maturidade do autor, a história do provinciano Rubião - herdeiro da fortuna do idiossincrático filósofo Quincas Borba - e dos tipos urbanos da corte que o levam à ruína é narrada com o distanciamento, o ceticismo e o senso de humor implacável de que só Machado de Assis era capaz.
Editora: Penguin Companhia

3. Para quem gosta de grandes histórias

As sugestões abaixo são para quem gosta de pegar um livro e se sentir preso a cada linha. Os romances abaixo são daqueles de tirar o fôlego de cada leitor.

Desonra,  de J. M. Coetzee

Capa do livro Desonra, de JM Coetzee (Companhia das Letras)Sinopse: Sucesso de público e crítica - foi publicado em mais de vinte países e ganhou o BookerDesonra é considerado o melhor romance de J. M. Coetzee. O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.
Prize, o mais importante prêmio literário da Inglaterra -,
No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid. Com personagens vivos, com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, Desonra investiga as relações entre as classes, os sexos, as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas, entre uma cultura humanista e uma situação social explosiva.
Editora: Companhia das Letras | Resenha aqui.

O pacifista, de John Boyne

Capa do livro O pacifista, de John Boyne (Companhia das Letras)Sinopse: Inglaterra, setembro de 1919. Tristan Sadler, vinte e um anos, toma o trem de Londres aO pacifista é uma história de amor e de guerra que se insere na tradição do romance Reparação, de Ian McEwan. Nada é o que parece nesta trama envolvente e vigorosa, que revela as consequências de uma vida tragicamente marcada pelo silêncio. Com uma abordagem original e relevante para o nosso tempo, o autor do best-seller internacional O menino do pijama listrado revisita neste romance o universo da guerra, tendo dessa vez como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial. Sensível e engenhoso, John Boyne esmiúça um dos capítulos mais traumáticos da história da humanidade pela perspectiva de dois jovens soldados que lutam, acima de tudo, contra a complexidade de suas emoções.
Norwich para entregar algumas cartas à irmã mais velha de William Bancroft, soldado com quem combateu na Grande Guerra. As cartas, porém, não são o verdadeiro motivo da viagem de Tristan. Ele já não suporta o peso de um segredo que carrega no fundo de sua alma, e está desesperado para se livrar desse fardo, revelando tudo a Marian Bancroft. Resta saber se o antigo combatente terá coragem para tanto. Enquanto reconta os detalhes sombrios de uma guerra que para ele perdeu o sentido, Tristan fala também de sua amizade com Will, desde o campo de treinamento em Aldershot, onde se encontraram pela primeira vez, até o período que passaram juntos nas trincheiras do norte da França. O leitor testemunha o relato de uma relação intensa e complicada, que proporcionou alegrias e descobertas, mas também foi motivo de muita dor e desespero.

4. Para quem gosta de biografias

Biografias são sempre ótimas oportunidades de aprendizado com as experiências de outras pessoas. Eu, particularmente, gosto bastante (principalmente quando eu tenho uma grande diferença de idade com o biografado ou quando ele exerceu alguma das minhas profissões).

Eu sou Malala, de Malala Yousafzai com Christina Lamb

Capa do livro Eu sou Malala, de Malala Yousafzai com Christina Lamb (Companhia das Letras)Sinospe: Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.
Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.
Editora: Companhia das Letras | Resenha aqui.

Prólogo, Ato, Epílogo, de Fernanda Montenegro com a colaboração com Marta Góes

Capa do livro Prólogo, Ato, Epílogo, de Fernanda Montenegro com a colaboração com Marta Góes (Companhia das Letras)Sinopse: Em Prólogo, ato, epílogo, Fernanda Montenegro narra suas memórias numa prosa afetiva, cheia de inteligência e sensibilidade. Com sua voz inconfundível, ela coloca no papel a saga de seus antepassados lavradores portugueses, do lado paterno, e pastores sardos, do lado materno. Lidas hoje, são histórias que podem "parecer um folhetim. Ou uma tragédia" – gêneros que a atriz domina com maestria. Na turma de jovens que circulavam pela rádio estava Fernando Torres, que ela reencontrou nos ensaios da peça Alegres canções na montanha, quando começaram a namorar. Fernando largou a Panair, Fernanda largou a Berlitz, e o casal se entregou de corpo e alma à arte, paixão de uma vida. Constituíram uma família e realizaram juntos um sem-número de peças, ao lado dos principais nomes do teatro brasileiro. Em páginas de grande emoção, ela relembra os desafios de criar os filhos sobrevivendo como artistas; a busca permanente pela qualidade; a persistência combativa durante os anos de chumbo; a capacidade de constante reinvenção; o padecimento de Fernando; o inesperado sucesso internacional nos anos 1990; a crença na terra que acolheu seus antepassados imigrantes e a devoção por esse país. Fernanda encarna o melhor do Brasil. Não surpreende que alguém que passou a vida memorizando textos tenha desenvolvido notável capacidade de rememorar com sutileza fatos ocorridos décadas atrás. A atriz que há anos encanta multidões em palcos e telas pelo mundo agora se mostra uma contadora de histórias de mão-cheia.
Editora: Companhia das Letras | Resenha aqui.

5. Para quem é ou quer ser escritor

Se você quer se aventurar no mundo da escrita, deixo abaixo duas sugestões muito gostosas de serem lidas e que podem ajudar na empreitada.

Capa do livro Crônicas para jovens: de escrita e vida, de Clarice Lispector (Rocco Jovens Leitores)Crônicas para jovens: de escrita e vida, de Clarice Lispector

Sinopse: Para Clarice Lispector escrita e vida eram as duas faces de um mesmo milagre: a vida cotidiana. Nesta seleta de reflexões sobre a escrita e o ato de escrever, extraídas de suas crônicas, alguns poderão encontrar as chaves para a compreensão das motivações profundas de sua obra. Ao passo que outros encontrarão certamente estímulo para escrever e, assim, adensar a história de suas próprias vidas. De escrita e vida não ilumina apenas a produção literária e a existência de Clarice, lançando também um esclarecedor foco de luz sobre as vidas dos próprios leitores.
Editora: Rocco Jovens Leitores | Resenha aqui.



Devoção, de Patti Smith

Capa do livro Devoção, de Patti Smith (Companhia das Letras)Sinopse: Por que escrevemos? De onde vêm as ideias para uma história? Como funcionam as engrenagens da inspiração e da literatura? Dividido em três partes, Devoção vai refletir sobre questões como essas. O relato se inicia com uma viagem da autora a Paris. Percorrendo as "ruas abstratas de Patrick Modiano" e lendo uma biografia de Simone Weil, Patti Smith começa a esboçar um conto, que vai se materializar no segundo capítulo do livro – a história de uma jovem patinadora, sua jornada em busca de si mesma e de suas origens. Ao fim, Patti volta à cena e narra uma visita à casa de Albert Camus, na cidade de Lourmarin, onde depara com o manuscrito de O primeiro homem, romance inacabado do escritor argelino. "Por que alguém se sente compelido a escrever?", é a pergunta que nos acompanha até o fim. "Para dar voz ao futuro, revisitar a infância. Para dar rédea curta às loucuras e aos horrores da imaginação", Patti diz. E porque, afinal, "não podemos apenas viver".
Editora: Companhia das Letras | Resenha aqui.

6. Para quem gosta de poesia

Poesia é, sem dúvida, um dos meus gêneros literários preferidos. O motivo? É lendo poemas que somos livres para sentir - sem a preocupação estrita de racionalizar tudo. Deixo abaixo duas sugestões: uma escrita pela grande Hilda Hilst; a outra, por mim. :) Espero que gostem.

Do desejo, de Hilda Hilst

capa do livro Do desejo, de Hilda Hilst (Globo - Biblioteca Azul)Sinopse: Lançado originalmente em 1992, Do desejo é uma reunião (não uma antologia, como se tem Do desejo (homônio do título do conjunto) e Da Noite. Concebida pela própria autora, a reunião desses livros oferece, na sua disposição não-cronológica, possibilidades originais de leitura que o tornam um livro único, bem diferente da soma de leituras de cada livro particular incorporado nele. Se fosse possível reduzir sua poesia de questões a uma única, Do desejo postula o dilema de sustentar o gozo de um amante particular e viciário em versos que buscam a eternidade e o absoluto.
divulgado) de sete livros de Hilda Hilst, produzidos num intervalo de seis anos. Dois deles eram então inéditos:
Editora: Globo - Biblioteca Azul | Resenha aqui.


A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos, de Fernanda Rodrigues

Capa do livro A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos, de Fernanda Rodrigues (Editora Penalux)Sinopse: A Intermitência das Coisas é um livro que reúne cerca de 45 poesias. Seus versos retratam a movimentação da poeta no espaço contemporâneo, suas mudanças e os aprendizados e, principalmente, como os ciclos que se iniciam e que se findam preenchem o vácuo que habita entre o vazio e o caos.
Editora: Penalux | Saiba mais aqui.






Gostou da lista? Já leu algum desses livros? Vocês têm a sua própria lista de leitura para o carnaval? Me conte tudo nos comentários! Vou adorar saber mais sobre o que vocês estão lendo.

Beijos e queijos :*


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domingo, 16 de fevereiro de 2020

{Vamos falar sobre escrita?} Como criar a capa do seu livro usando o Adobe Spark

domingo, fevereiro 16, 2020 4
Foto por Robert Anasch via Unsplash.

Olá, pessoal!
Sei que a meta de muita gente que acompanha o blog é ingressar de vez no universo da escrita. Sei também que as diversas etapas de produção de um livro podem ser bem caras. Então, se você estiver  com o orçamento apertado, mas quer lançar o seu projeto no Wattpad ou na Amazon, segue o post de como criar uma capa bonita usando recursos gratuitos.

Sobre o Adobe Spark


O Adobe Spark é uma ferramenta de design que auxilia pessoas comuns na produção de conteúdos criativos e inovadores. Com o Adobe Spark é possível criar não só a capa do livro, mas também todas as peças de divulgação da sua obra. Como o plano inicial é gratuito*, fica fácil de nós, pessoas comuns, criarmos toda a identidade visual do nosso livro sem muitos problemas. 😉


Como começar?

Como criar a capa do seu livro usando o Adobe Spark
Foto por freddie marriage via Unsplash.

1. Colete ideias

Como não somos designers, o ideal é dar uma boa pesquisada em capas já existentes. Olhe na sua estante, dê um pulo em uma livraria, vasculhe a biblioteca do seu bairro ou da sua escola/universidade. Como são as capas dos livros do gênero literário que você escreveu? O que está em alta no mercado? Como é a tipografia? Quais são as cores mais frequentes? Elas têm fotografia ou ilustração ou nenhum dos dois? 

2. Observe o seu projeto

Quais são as palavras ou ideias chaves do seu livro? Quais elementos não podem deixar de aparecer na capa? Tem alguma informação extra (nome do ilustrador, por exemplo) que é importante estar visível?

3. Monte a sua capa

1. Abra o site do Adobe Spark. No canto superior da tela, à direita, escolha a opção Comece Agora. Crie a sua conta/faça o seu login;

2. Na barra de busca, escreva "bookcover";



3. Escolha um modelo dentre os pré-existentes;


4. Edite este modelo. Modifique as fontes, as cores e as imagens conforme o seu gosto. Se necessário, use as sincronizadas com o Lightroom;

5. Salve a sua capa (você pode escolher dentre os formatos .png, .jpeg ou .PDF).

Como criar a capa do seu livro usando o Adobe Spark

Minha capa

Fiz uma capa simples para exemplificar aqui no post. Modifiquei as cores e as informações. Veja como ficou: 

Como criar a capa do seu livro usando o Adobe Spark

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*No plano gratuito, a imagem fica com a marca d'água "Sp Adobe Spark".

Este post parte de uma experiência pessoal em parceria com a Adobe Spark. Para saber sobre os outros recursos, clique aqui.
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

I am alive at thirty-three

quarta-feira, fevereiro 12, 2020 10
U2 na Joshua Tree Tour, em SP.
Uma porta range. Não sei bem o porquê, mas o barulho me faz lembrar o início de uma das músicas do U2. O som que me sobressai é praticamente a primeira lembrança de Hold me, thrill me, kiss me, kill me. Esse ranger me pega pelas mãos e me toma num assalto. You're a star.

Penso nos dois encontros que tive, nas duas vezes em que pude ver o Edge. Estávamos ali: ele no palco; eu, na plateia. Focados no som, trombávamos um no outro, por meio daquelas ondas. As mesmas que ele via nas praias do sul da França dos anos 90.

The Joshua Tree Tour em São Paulo. Foto: U2.com.

Uma nova década começou. 2020: o ano do Sol, segundo os místicos. Ano de renascer e das novas criações (para criar, busco as minhas origens, mas não alimento as expectativas. Aprendi que a prática é o que importa aqui: trabalho duro, como na execução de um concerto).

A porta range novamente me lembrando do quanto os meus sentidos captam o mundo. Os caminhos se abrindo. Algo eleva a minha alma de uma maneira aparentemente inexplicável. Quero vibrar com o solo de guitarra. Quero viver com a força de quem sabe que está cantando a sua última canção. Hold me, thrill me, kiss me, kill me, performando na minha memória, fazendo as células do meu corpo se balançarem agora tem ao ritmo da bateria.  A voz do Bono seduzindo tal qual o meu desejo, a minha sede do que frutificará por aí. Às vezes sou dor de cabeça. Sempre sou uma estrela. You're a star.

Pergunto-me como pode haver uma conexão universal tão rica, tão profunda, com pessoas de outros fusos, de outras geografias, de outras línguas... It must be art.

(A intuição também é uma resposta.)

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Achados fotográficos #13: entrevista com a fotógrafa Leidiane Bueno

domingo, fevereiro 09, 2020 6
Fotos: Leidiane Bueno.
Na postagem de hoje, trazemos mais uma entrevista com uma fotógrafa cheia de talentos. Leidiane Buenos é uma brasileira radicada na Noruega que adora explorar as aventuras que o mundo oferece. Registrar as belezas e os aprendizados faz parte do dia a dia dessa fotógrafa que busca encontrar a linguagem poética no mundo que a cerca.

Foto: Leidiane Bueno.

Algumas Observações: Como a fotografia surgiu na sua vida? O que te fez começar?
Leidiane Bueno: Por toda a minha infância e adolescência sofri bullying. Isso afetou bastante a forma como me enxergava. Eu não tenho muitas fotos de infância e acho que tenho apenas 2 ou 3 da adolescência. Depois de muito trabalhar os meus traumas, comecei a me fotografar, uma forma de terapia que eu mesma me auto impus. Com o passar do tempo comecei a me sentir à vontade. Então comecei a fotografar minha filha. Mas eu comecei a levar isso a sério quando entrei para o curso de Jornalismo e meu professor de Fotografia Jornalística disse que eu tinha olhar fotográfico e que eu deveria seguir esse caminho.

Foto: Leidiane Bueno.

AO: Tem algum fotógrafo que te inspire? Quem é e por que te inspira?
LB: Sebastião Salgado tem trabalhos incríveis. Ultimamente o fotógrafo que mais me inspira é Kasper M. de Thurah (@iamnordic). Ele é de uma sensibilidade impressionante, tanto com a fotografia, quanto com as palavras. É um mix de sensações ver as fotos dele e ler as legendas. Ele é honesto e simples, valoriza pequenos detalhes. Patrícia Schussel (@patchinpixels) também é incrível. Acompanho o perfil dela há anos e é incrível ver a evolução fotográfica e pessoal dela.

AO: Qual é o tema que você mais gosta de fotografar e por quê?
LB: Eu gosto de fotografar quando o momento me faz sentir alguma emoção genuína. Quando eu vejo um lugar bonito, eu tiro uma foto, mas se o lugar não me transmitir emoção, eu não gosto da foto. Eu sou muito ligada à poesia e acho que esse meu lado fotógrafa também é. Eu sou apaixonada por fotografia em preto e branco. Acho poético, é como se eu pudesse enxergar a alma das pessoas ou dos lugares. Eu tenho verdadeira paixão por nus e por landscapes. E esse é o caminho que quero seguir.
Foto: Leidiane Bueno.

AO: Celular, câmera ou os dois?
LB: Apesar da qualidade e funções das câmeras serem melhores, eu fotografo apenas com meu celular. Eu tenho uma câmera com boas lentes, mas eu tenho 3 graus de miopia e astigmatismo e eu nunca consegui me adaptar a câmera por causa dos óculos. Neste ano isso vai mudar, vou começar a usar lentes de contato. Há 6 anos atrás perguntei ao fotógrafo Fábio Kotinda qual a melhor câmera para iniciantes e disse que tirava fotos com meu iPhone. Ele me respondeu “a resolução da câmera do iPhone é muito boa. Você pode fazer fotos incríveis com esse aparelho. A coisa mais importante na fotografia é a luz, se você não tem uma boa luz, ter uma boa câmera não será uma vantagem”.Levei isso pra vida. Haha

Leidiane Bueno e a Catedral de Notre Dame, em Paris.

AO: Qual foi o momento mais feliz que você viveu tirando uma foto e como foi isso? Como foi este momento?
LB: A Catedral de Notre Dame, em Paris. Eu não sou uma pessoa religiosa, mas amo fotografar lugares que representam fé. Isso é sobre história, arquitetura e emoções. Nunca senti nada tão poderoso quanto ver e estar na Notre Dame. Os detalhes arquitetônicos são impressionantes, tão impressionantes que senti vontade de chorar. Me perguntei o porquê de o ser humano ter a sensibilidade tão aguçada a ponto de criar algo como aquilo e mesmo assim ser insensível ao ponto de fazer guerra. Foi a primeira vez que um lugar me fez chorar de emoção por sua beleza. Hoje vivo isso com a Noruega. É o país mais lindo que já vi e não há um dia em que eu acorde, olhe pela janela, vá ao supermercado, veja o pôr do sol ou viaje para alguma cidade no interior que eu não tenha vontade de chorar por causa da beleza do lugar. Fotografar algo que me transmite emoções intensas é gratificante.

AO: O que você acha mais desafiador no universo da fotografia? Como você costuma lidar com este desafio?
LB: O mais desafiador é sobreviver da profissão. A maioria absoluta equilibra a fotografia com outros trabalhos para conseguir pagar as contas, equipamentos e cursos. Eu me equilibro nessa corda também, há momentos em que a gente pensa em desistir, mas fotografar não é algo que fazemos apenas para ganhar dinheiro, a gente faz porque ama.

Foto: Leidiane Bueno.


AO: Você vê a fotografia como um trabalho, como arte ou como a mistura dos dois?
LB: A fotografia é uma arte, tem expressão e quase vida própria. Você pode aprender as técnicas e se tornar realmente bom nisso, mas se você não colocar seus sentimentos em cada clique, você não consegue transmitir sentimentos. Penso que qualquer coisa que você faça bem pode se tornar uma profissão.


AO: Qual é a maior dificuldade em ser fotógrafo?
LB: A vida financeira. É cansativo conciliar um emprego em tempo integral com fotografia.


AO: O que você ainda sonha fotografar?

LB: A Islândia. O país tem beleza natural incrível.


AO: Você consegue mensurar o quanto a sua vida mudou depois que a fotografia passou a ser parte dela?

LB: Eu me tornei mais consciente das minhas emoções e isso me ajuda não apenas no momento de fotografar, mas no meu dia a dia e no meu relacionamento também. Me tornei mais analítica comigo mesma, separando o eu acho que gosto e quero, do que eu realmente faço.

Foto: Leidiane Bueno.

AO: Qual a importância que o Instagram tem na sua vida e qual é a conexão que você tem com as pessoas que gostam e curtem as suas fotos?
LB: O Instagram é minha rede social favorita. Assim como gosto de transmitir minhas emoções através das minhas fotografias, gosto de me emocionar com o olhar de outras pessoas. Há imagens que me fazem querer morar dentro delas. A maioria das pessoas que acompanham o meu trabalho são amigos e colegas. Quando algum fotógrafo famoso diz que meu trabalho é bom, me faz confiante, pois, o reconhecimento é a prova de que estou seguindo o caminho certo. Se um fotógrafo da Vogue curte a sua foto ou diz que você é bom no que faz, você deve se orgulhar disso.

Foto: Leidiane Bueno.

AO: Hoje muita gente deseja levar a fotografia mais a sério. Qual conselho você daria a estas pessoas?
LB: Meu conselho é, fotografe, mesmo que isso não te dê o retorno financeiro que você pensou que daria. É difícil conciliar com outra profissão, mas é gratificante ver a tua sensibilidade emocionando outras pessoas. Fotografias são histórias e sentimentos.

Foto: Leidiane Bueno.

Quer conhecer mais do trabalho da Leidiane Bueno? Dê uma passada lá no perfil profissional que ela mantém no Instagram: @leidbuenophotos.
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

{Resenha} Prólogo, ato, epílogo, de Fernanda Montenegro com a colaboração de Marta Góes

quarta-feira, fevereiro 05, 2020 12
Fernanda Montenegro. (Imagem: Divulgação)
Poderia ser apenas mais um livro de memórias, mas Prólogo, ato, epílogo transcende todas as expectativas que seu leitor pode ter. No auge de seus 90 anos, Fernanda Montenegro traz em seu livro uma grande aula sobre a história do Brasil, sobre a história da arte brasileira (rádio, teatro, cinema e televisão) e, sobretudo, sobre como se viver bem a vida.

O livro, escrito em colaboração com a jornalista Marta Góes, está estruturado nas três partes que compõe o seu título. Em "Prólogo", Fernanda Montenegro resgata toda a história de seus quatro avós, italianos e portugueses, que imigraram ao Brasil. A genealogia apresentada é importante para que os leitores consigam entender como a família foi fonte de força e inspiração para este grande ícone da dramaturgia brasileira. Já a maior parte do livro, "Ato", narra como a Arlette passou a ser Fernanda. Viajamos do anonimato à fama, desde o primeiro emprego no rádio até a consagração da indicação ao Oscar. É interessante notar como o foco na carreira e a maternidade caminham juntos na vida da atriz. Ao mesmo tempo em que há esforço para o trabalho e para o estudo ao lado de grande nomes do rádio e do teatro (que trabalharam com a Fernanda seja atuando, seja na direção), há também a luta para garantir a intimidade no lar. Em nenhum momento nota-se uma família deslumbrada pelo sucesso, ao contrário, percebe-se que tanto a Fernanda Montenegro quanto o seu marido, Fernando Torres, batalharam para servir àquilo que sempre amaram: a arte teatral. Neste sentido, é possível perceber a tenacidade e o foco da atriz com sua carreira, que negou convites importantes, como o de ser Ministra da Cultura do governo Sarney. Na sequência temos "Epílogo", parte final da biografia, em que Fernanda Montenegro compartilha com o leitor as suas intuições acerca do que é viver uma vida tão longa e bem-sucedida.

Fac-símile da carta de recusa do ministério da cultura.
(páginas 156 e 157)


A obra não deixa de conter um registro histórico com grande lucidez crítica por parte da autora. Mais uma vez, não há glamour no processo de imigração familiar, nas produções teatrais (parte delas realizadas durante o período da ditadura militar), na criação cinematográfica. O livro quebra toda e qualquer expectativa de luxuosidade que um leitor possa ter de um ator global no quilates de Montenegro.

A linguagem da obra é muito atraente. Apesar de ser um livro com um grande volume de páginas, ele é gostoso de ser lido e, sobretudo, inspira o seu leitor a querer buscar mais da arte em si. Como já era de se esperar, há muitas referências de livros, peças, atores, diretores e filmes ao longo das suas 392 páginas. O projeto gráfico é impecável, trazendo letras com fontes grandes (que facilitam muito a leitura!), fotos dos principais momentos da vida e da carreira da atriz, uma lista com todos os trabalhos realizados por Fernanda Montenegro, uma lista em ordem cronológica dos prêmios e condecorações recebidas por Fernanda e um índice remissivo.

Prólogo, ato, epílogo é, assim como a própria Fernanda Montengro, uma verdadeira obra de arte.

Livro: Prólogo, ato, epílogo

Autora: Fernanda Montenegro com a colaboração de Marta Góes
Páginas: 362
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Memórias
Apresentação: Em Prólogo, ato, epílogo, Fernanda Montenegro narra suas memórias numa prosa afetiva, cheia de inteligência e sensibilidade. Com sua voz inconfundível, ela coloca no papel a saga de seus antepassados lavradores portugueses, do lado paterno, e pastores sardos, do lado materno. Lidas hoje, são histórias que podem "parecer um folhetim. Ou uma tragédia" – gêneros que a atriz domina com maestria. Na turma de jovens que circulavam pela rádio estava Fernando Torres, que ela reencontrou nos ensaios da peça Alegres canções na montanha, quando começaram a namorar. Fernando largou a Panair, Fernanda largou a Berlitz, e o casal se entregou de corpo e alma à arte, paixão de uma vida. Constituíram uma família e realizaram juntos um sem-número de peças, ao lado dos principais nomes do teatro brasileiro. Em páginas de grande emoção, ela relembra os desafios de criar os filhos sobrevivendo como artistas; a busca permanente pela qualidade; a persistência combativa durante os anos de chumbo; a capacidade de constante reinvenção; o padecimento de Fernando; o inesperado sucesso internacional nos anos 1990; a crença na terra que acolheu seus antepassados imigrantes e a devoção por esse país. Fernanda encarna o melhor do Brasil. Não surpreende que alguém que passou a vida memorizando textos tenha desenvolvido notável capacidade de rememorar com sutileza fatos ocorridos décadas atrás. A atriz que há anos encanta multidões em palcos e telas pelo mundo agora se mostra uma contadora de histórias de mão-cheia.

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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Parcerias 2020

domingo, fevereiro 02, 2020 12
Imagem de Pexels por Pixabay.
Olá, pessoal!
O post de hoje é para contar que recebi três notícias bem bacanas na última semana de janeiro. A primeira delas é que a parceria do Algumas Observações com a Companhia das Letras foi renovada pelo terceiro ano consecutivo. Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! 🎉🥳 Isto significa que vocês verão por aqui livros de todo o grupo Companhia. 

Conheça os títulos do Grupo Companhia das Letras clicando aqui.


A segunda novidade é que também fui aceita como parceira do Grupo Editorial Pensamento (que engloba os selos Pensamento, Cultrix, Jangada e Seoman). Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!² 🎉🥳

Conheça os títulos do Grupo Editorial Pensamento clicando aqui.

Por fim, mas não menos importante, fui convidada a juntar a Polén Livros! Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!🎉🥳

Conheço os títulos da Pólen Livros clicando aqui.

Sempre fico feliz quando parceiros tão importantes acreditam no meu trabalho. Penso que as duas parceirias me possibilitarão trazer mais conteúdos de qualidade aqui para Algumas Observações. Livros sempre geram pontes. Que todos nós possamos fazer dessa travessia compartilhada um deleite!
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