terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Retrospectiva notável: 44 fatos de 2019

terça-feira, dezembro 31, 2019 14
Eita ano gigante! Não sei como foi por aí, mas aqui parece que foram 2 em 1.
Foto: Aline Codonho.

Oi, pessoal!
Como é tradição, cá estou eu de novo olhando para o ano que se encerra hoje. 2019 foi, sem dúvida alguma, um ano de extremos: picos de felicidade se alternaram com os de raiva, tristeza e desespero. Pensei que não fosse aguentar, estive à beira de um colapso; mas, agora que tudo passou, vejo o quanto tudo isso contribuiu para o meu amadurecimento. A vida ensina de formas que a gente só compreende lá na frente e, por sorte, esse "lá na frente" veio rápido desta vez. 

É engraçado notar que a minha retrospectiva de 2017 começou com um tom parecido com a deste ano. Fico me perguntando se a gente se repete ou se a vida só amplia os ciclos: sofre um pouquinho, aprende, é feliz, sofre um pouco mais, aprofunda o aprendizado, se torna um pouco mais feliz, ad infinitum (ou finitum, já que morremos, não é mesmo?).

Meu best nine é meu e do meu livro.
(Acho que é a primeira vez que tantos closes aparece no meu best nine. Obrigada pelo amor!)


Janeiro

Foto tirada pela Mari, no museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

1. O ano começou comigo me encontrando com a Carol Galhardo, minha amiga de graduação que mora na França. Ela veio para São Paulo e, como fazia um tempo que não nos víamos, foi ótimo matar a saudade, atualizar da vida e estar com alguém que eu quero bem e que me quer bem. 

2. Viagem a Curitiba. Fui para o Paraná com a minha melhor amiga-irmã, a Mari, e apesar de ter sido o verão mais quente dos últimos anos por lá, foi uma delícia conhecer todos aqueles parques, ir ao Hard Rock Café, estar na companhia da minha best friend.

3. Comecei um curso de escrita criativa mediado pela Jéssica Balbino, pela Lâmia Brito e pela Ryane Leão lá no SESC Pinheiros, que foi SENSACIONAL! Valeu muito a pena pensar nas minhas vivências como fonte de escrita e como isso ajuda a curar as feridas internas.

4. Enviei uma newsletter falando sobre Recomeços e autocuidado.

Fevereiro

Girls night out: Day, eu, Boo, Line e Dêssa esperando o Passenger e o Ed Sheeran.
5. Fui de novo ao show do Ed Sheeran com as amigas e nos divertimos muito. Também vi o Passenger, coisa que achava que nunca iria acontecer aqui no Brasil.

6. Comecei um curso online de Narrativas de Viagem, que não terminei, mas pretendo. O curso é bom, mas eu me atrapalhei na minha organização. Quero terminar em 2020 e trazer um pouco da minha produção aqui no blog.

7. Cumpri a meta de renovar (na verdade, é fazer um novo) passaporte. O processo foi pontual, rápido e tranquilo. A retirada aconteceu conforme o previsto, e a organização da Polícia Federal nesse sentido deixa qualquer virginiana pulando de felicidade.

8. Comecei a pós-graduação em Docência em Literatura e Humanidades. Conheci pessoas incríveis no curso e tive um aprofundamento literário bacana. Agora, só falta o TCC, que ficou para 2020 - como já era previsto.

9. Em 26 de fevereiro recebi o e-mail da Editora Penalux, dizendo que o meu livro tinha passado no processo de curadoria da editora e que, portanto, seria publicado. Aquele foi um dia de cão no trabalho, então quase não acreditei quando vi o e-mail na minha caixa de entrada. Comemorei com vários gritos e pulos e vinho com a Carol Vayda.

10. Enviei uma newsletter falando com o tema Incômodos e o que a gente pode aprender com eles.

Março

Camomila apareceu no meu quintal. Aqui ela ainda não era oficialmente minha ainda.
11. O mês começou com um date que deu muito errado mesmo (mas o carra arrumou uma moça muito parecida comigo e saiu com ela depois. Me senti naquele episódio de Friends em que o Ross conhece o Russ, o que foi muito engraçado). Hoje, olho para trás e vejo como: a. fui paciente; b. ainda bem que não foi pra frente, porque a gente não tinha nada a ver. 

12. Fui ao show solo do Passenger e conheci melhor o trabalho do Stu Larsen (que abriu o show dele). Foi em uma casa de shows bem pequenininha e aconchegante. Tanto o Mike quanto o Stu são pessoas fantásticas, e ter ido ao show foi uma das melhores coisas que eu fiz!

13. Assinei o contrato de publicação do livro com a Penalux e comecei a correr com os preparativos do evento que aconteceu em junho.

14. Terminei o mês em outro show, desta vez, do Lenine. Fui com a Lucila Eliazar (do Reticências), com a Carol Vayda e com o Leo Campel (do Ser Curioso). Lá encontrei a Carla (do Faltou Açúcar), muito por acaso. Amei ver a energia do Lenine ao vivo e, sem dúvida alguma, quero ir a mais shows dele outra vez.

15. A Camomila apareceu no meu quintal pela primeira vez. Decidi que arrumaria um dono para ela, mas já sabia de algum modo que essa dona seria eu.

Abril

Line e eu na FLipoços. Estávamos muito blogueiras literárias. 

16. Fui a uma roda de conversa sobre Tolerância Religiosa mediada pelo meu professor da pós, da disciplina de Educação em Direitos Humanos, Silas Fiorotti. Foi bacana compreender como as diversas religiões podem conviver em paz. Lá havia representantes católicos, protestantes e de religiões de matrizes africanas.

17. Fiz uma oficina de poema-objeto na Casa das Rosas que foi muito diferente do que eu esperava que seria, mas igualmente boa.

18. Passei o primeiro final de semana da Flipoços em Poços de Caldas, na companhia da Aline Caixeta (do Recanto da Prosa) cobrindo o evento aqui para o blog. 

Maio

Line e eu no seguindo fim de semana de Flipoços. A gente trabalha, mas se diverte.
19. Minha volta ao segundo final de semana da Flipoços não estava programada, mas sair dos planos vez ou outra faz bem, sendo assim, voltei. Essa volta produziu vários vídeos para o canal, que você pode ver clicando aqui.

Junho

Eu autografando um dos exemplares do meu livro.
Foto: Bruno Andrade.

20. Atualizei o layout daqui do Algumas Observações como forma de comemorar os 13 anos de existência do blog.

21. Eu lancei o A Intermitência das Coisas em um evento lindo que aconteceu na Casa Elefante. Sem dúvida, esse foi o dia em que mais recebi amor na vida. Foi intenso demais! Algo difícil até de explicar por palavras. Foi importante demais para mim estar com pessoas tão, tão, tão queridas! Só consigo agradecer a todos que me ajudaram ao longo da jornada e à Penalux por ter confiado na minha literatura.

Julho

 Meu A Intermitência das Coisas em Paraty.

22. As férias começaram com um evento sobre poesia realizado na Casa Elefante, chamado Sexta Literária em que falei com mais 4 poetas (Anna Clara de Vitto, Tatiana Eskenazi e Viviane Nogueira) sobre o meu processo literário. A mediação foi da Aline Caixeta. Fez frio naquele dia, mesmo assim a Casa encheu e foi bacana demais. <3

23. 2019 também foi o ano da minha primeira Flip! Fui de última hora, com a Laura, da Editora Incompleta. Foi bacana demais ver o mar, estar com tanta gente bacana, reencontrar amigos, conhecer a Liliane Prata e desvirtualizar a Sté, do Nosso Relicário.

24. Participei do Meu Trampo Plus ministrando uma oficina de escrita criativa chamada "O que eu trago é o que transforma". Parece que eu estava adivinhando quando dei esse nome para a oficina, porque foi um dia muito transformador mesmo. Conheci mulheres maravilhosas e tive a chance de trabalhar com pessoas que admiro muito!

Agosto

Fui ao teatro, baby!

25. Comecei uma oficina de escrita com a Lili Prata e com o Marcelo Ariel, que foi linda demais no mês que eu fui. Tive que parar em meados de setembro, porque a minha vida desandou e a minha cabeça, por consequência. Quero voltar no ano que vem, mas preciso ver como vai ficar a minha agenda. Muitas mudanças estão previstas para 2020 nesse sentido.

26. Em decorrência da oficina, comecei a fazer um Diário de Leitura. Ainda que eu não faça com todos os livros que leio, tem sido uma boa experiência poder registrar com muitos detalhes o que os livros me despertam.

27. 2019 foi o ano que me levou de volta ao teatro! Ai, como eu amo ir ao teatro! Vi a peça Amar, Verbo Intransitivo, baseada no livro do Mário de Andrade - que voltará a entrar em cartaz ano que vem.

28. Comecei o #BEDA, mas não terminei porque minha saúde mental e o meu volume de coisas no trabalho não deixaram. O fim de agosto foi um prenúncio do que seria a barra dos próximos meses.

Setembro

Jessie J maravilhosa, diva, rainha do universo!

29. Os Backstreet Boys disseram que viriam para a América Latina no ano que vem e soltaram que os ingressos seriam vendidos em poucos dias do anúncio. Resultado? Todo mundo sem dinheiro, fazendo contas de conversão do dólar (graças ao bom Deus eles não venderam meet & greet ainda) e se ajudando a comprar (os horários de venda batiam com os horários de trabalho, então já viu). Saí dessa com dois ingressos e um bocadinho de esperança.

30. Meu aniversário, pelo 3º ano consecutivo, foi bem ruim. Então, gostaria de voltar à pequena comemoração que fiz nos meus 30 anos e ficar por lá. Eu estava tão desgastada emocionalmente que nem respondi às felicitações que me fizeram.

31. Foi em meados de setembro, depois do meu aniversário, que eu resolvi que faria alguma atividade física. Primeiro, porque eu vinha me prometendo isso há anos. Segundo, porque eu estava tão no fundo do poço que precisava fazer algo por mim. Quando a minha amiga me chamou para o Pilates, fui fazer a aula teste e me apaixonei. Não vivo mais sem.

32. Setembro terminou com aquilo que eu chamei de "celebração de aniversário", que foi o incrível show da Jessie J. Sabe aquele pontinho de felicidade em meio do caos? Foi isso. A Jessie é uma das pessoas mais maravilhosas que eu já vi em um palco. Vê-la foi como estar em um abraço.

Outubro

Lançamento da Puñado 6: com esse time maravilhoso de mulheres que trabalharam na revista.
33. A minha participação vendendo os meus livros na feira da Mário de Andrade, junto com as escritoras do Clube da Escrita para Mulheres, foi um momento que eu nem sei como descrever. Eu, ali, junto com tantos outros profissionais do livro! Foi demais! :D

34. A Dani Botelho veio para SP e salvou o meu dia dos professores. Foi muito bom poder compartilhar com uma amiga tão querida a bagunça que estava a minha cabeça naquele período.

35. Foi logo na volta do dia dos professores que eu fui agredida por uma aluna. Isso, sem dúvida alguma foi algo que mexeu muito comigo e que me fez repensar muitos pontos da minha carreira. Lidar com o sentimento de dor e de impotência fez com que me questionasse sobre como eu quero lidar com a docência e com a minha carreira de um modo geral.

36. Teve o lançamento da Puñado 6, a revista de Literatura Latino-Americana e Caribenha, cujo o tema é Jornada. Esta edição é a de aniversário e tem dois volumes, 6-A e 6-B. Eu tive a honra de entrevistar a escritora granadina Merle Collins, autora de "Pedrona". A conversa saiu na Puñado 6-B. Quem quiser conhecer mais da revista pode clicar aqui para ir para o site da Incompleta.

Novembro

Primeira foto com a Instax.
37. A Mari veio para São Paulo, e eu passei um dia lindo com ela e com a Ludi, uma amiga que temos em comum, e que eu não via há muito tempo! Foi tão, tão bom!

38. Comprei o meu planner de 2020 com antecedência e me deu um prazer enorme em saber que ele chegaria a tempo do início do ano. Também comprei uma instax - algo que estava na minha lista há tempos! Foi uma Black Friday feliz (mas só a Black Friday mesmo, porque ô mês cheio de perrengue!).

39. Enviei a newsletter que eu mais gostei de ter escrito, sobre as Conexões que fazemos na vida a partir do que absorvemos do mundo. Prometo tentar enviar os próximos textos na mesma qualidade com que esse foi escrito.

Dezembro

Passenger e Stu Larsen: um dos shows mais lindos da vida. 
40. Mudei de área. Minha vontade era a de contar em um post mais detalhado (talvez eu faça isso, caso vocês queiram), mas eu finalmente consegui mudar de área no meu trabalho. Apesar do frio na barriga e do impacto financeiro, estou muito feliz com a minha decisão. A partir de 2020, não serei mais teacher, mas sim professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Negociar e decidir esta mudança consumiu toda a minha energia; contudo, foi importante para o meu bem-estar (físico e psicológico). Então, não vejo a hora de voltar à sala de aula de novo.

41. Fui ao show do Passenger com a Aline. Era para a minha irmã ter ido comigo - seria o nosso primeiro show juntas - mas ela desistiu de última hora. A Line é uma companhia que show maravilhosa! Tanto o Passenger quanto o Stu são dois queridos, e foi ótimo tê-los visto da grade! *_*

42. Me dei férias de verdade. Sempre que eu saio de férias, acabo emendando nos meus projetos pessoais e, por conta disso, fico sem descansar. Entretanto, este ano foi tão pesado emocionalmente falando, que eu resolvi ficar sem fazer nada de importante. Encerrei as atividades no colégio, entreguei a primeira revisão do livro em que estou trabalhando e não fiz mais nada de importante. Preciso respeitar o meu corpo, que já estava dando sinais de pane. 

43. Já há alguns anos eu venho buscando me sentir bem com a minha própria companhia, sem precisar ficar dependendo dos outros. Isso apareceu pela primeira vez de forma clara aqui no blog na retrospectiva do ano passado e, olhando de lá até aqui, vejo o quanto eu consegui evoluir nessa missão. Hoje eu realmente cheguei ao ponto que não me incomoda mais pegar as minhas coisas e dar uma volta sozinha. Pelo o contrário, tenho curtido demais fazer tudo no meu ritmo, ouvindo os meus pensamentos e a minha respiração. Estar presente e me sentir presente: me conhecer. Em tempos de caos (do mundo e da minha cabeça), considero encontrar nesta paz interior a minha vitória.

44. Entreguei o meu último trabalho textual (era uma preparação de um romance) e contabilizei 6 trabalhos ao longo do ano. Fiquei feliz demais por ter conseguido fazer mais desse tipo de freela, porque é algo que além de me dar satisfação, também me faz refletir muito sobre a minha própria escrita. Para saber mais de que tipo de trabalho estou falando, clique aqui.

Best nine da Poesia e da Camomila. 


Não cumpri a tarefa de acompanhar a política de perto, porque estava me fazendo mal demais ver toda a briga que envolve não só o Brasil, mas os governos ao redor do mundo. Procurei ver o que estava acontecendo com parcimônia para não bagunçar mais o meus estado emocional. Acho que foi uma escolha sábia.

Se você chegou até aqui o post ficou grande, eu sei, me conte como foi o seu 2019 e como você sobreviveu a ele (pode fazer textão nos comentários, eu deixo!).

Beijos, queijos e até 2020!
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sábado, 28 de dezembro de 2019

Retrospectiva literária: lidos em 2019

sábado, dezembro 28, 2019 8
Imagem de Free-Photos por Pixabay.
2019 foi um ano em que eu li um pouco menos de literatura, por conta das leituras técnicas da pós-graduação. Ainda assim, foi um ano muito produtivo, porque as leituras que eu fiz tiveram qualidade. Acho que não fiz uma leitura que fosse considerada ruim, ainda que alguns livros estejam em andamento. 

Abaixo deixo uma lista com nome, autor, editora e resenha (para os que já resenhei):

  1. Úmidas paisagens, vários autores (Editora Penalux).
  2. Love yourself like your life is depending on it, Kamal Ravikant (Publicação independente)
  3. Love your truth, Kamal Ravikant (Publicação independente)
  4. A Intermitêmcia das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos, livro escrito por mim e que teve inúmeras leituras antes (e algumas depois) de sua publicação (Editora Penalux)
  5. A utilidade do rascunho, de Tadeu Rodrigues (selo doburro)
  6. Sobre gatos, de Charles Bukowski (L&PM Editores)
  7. Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão, de Hilda Hilst (Companhia das Letras)
  8. Todas as funções de uma cicatriz, de Lâmia Brito (Publicação Independente)
  9. O homem ridículo, de Marcelo Rubens Paiva (Tordesilhas)
  10. Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus (Editora Ática)
  11. Água Indócil, de Anna Clara de Vitto (Editora Urutau)
  12. Redemoinho em dia quente, de Jarid Arraes (Editora Alfaguara)
  13. ABCDelas,de Janaina Tokitaka (Companhia das Letras)
  14. O mundo que habita em nós, de Liliane Prata (Editora Instante)
  15. Ninguém vai lembrar de mim, de Gabriela Soutello (Pólen / Ferina)
  16. Nação crioula, de José Eduardo Agualusa
  17. Contos africanos dos países de língua portuguesa, vários autores (Editora Ática)
  18. Devoção, de Patti Smith (Companhia das Letras)
  19. O ano do macaco, de Patti Smith (Companhia das Letras)
  20. Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém, de Charles Bukowski (Editora 7 letras)

As releituras foram:
  1. Extraordinário, RJ Palácio (Intrínseca)
  2. Tchau, de Lygia Bojunga (Casa Lygia Bojunga)
  3. Laços de Família, de Clarice Lispector (Editora Rocco)

As leituras que estão em andamento são:
  1. Triste Visionário, de Lilia Schwarcz (Companhia das Letras)
  2. Ato, prólogo e epílogo, de Fernanda Montenegro (Companhia das Letras)
  3. Mulheres que correm com os lobos, de Larissa Pinkola Estés (Rocco)
  4. O Caminho do Artista, de Julia Cameron (Sextante)
  5. Escrever sobre escrever, de Claudia Amigo Pino e Roberto Zular (Editora Martins Fontes)

Somam-se à lista acima mais cinco livros que estão em processo de publicação (fiz a leitura crítica e/ou a revisão de textos). Infelizmente ainda não posso contar muito a respeito deles.


Trinta e três livros. Para quem teve um ano tumultuado ao extremo, acho que fiz uma boa marca. E vocês? Acertaram nas leituras, cumpriram as suas metas? Me contem aqui nos comentários!

Beijos e queijos
:*
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domingo, 22 de dezembro de 2019

Pilates

domingo, dezembro 22, 2019 8
Imagem de ArtCoreStudios por Pixabay

Dores nas costas, na região dos ombros, para ser mais precisa. Desde que comecei o Pilates, no final de setembro, tenho observado melhor o meu corpo. Agora, já sei distinguir o que interno, o que é externo e o que vem dos exercícios. 

Na terceira semana de aula, passei a fazer os movimentos com os halteres de dois quilos. Estava indo bem e, depois de um longo tempo, até passei a me encarar no espelho. É engraçado este processo de se redescobrir. Em tempos instagramáveis, estava acostumada a me ver por meio da lente da câmera. Se olhar no espelho é diferente. Sem filtro, a gente precisa de uma alta dose de amor próprio.

Mudei de um para dois quilos e estava animada com o meu progresso, ainda que a complexidade do que era proposto fosse maior para os meus músculos e articulações há tanto tempo sedentários. Insisti. Precisava me dar uma chance.

Então chegou a quarta semana, e tudo mudou de cabeça pra baixo. Vieram as dores: a mental e a física. Quantas pessoas já me disseram que estava próximo do Burnout? Como as relações de trabalho podem ser tóxicas? Até que ponto podemos chegar para realizar os nossos sonhos? Como lidar com as partidas? A dor mental foi fruto de uma crise. Pensamentos que se aceleram na velocidade da luz. Externo, afetando o interno. Interno refletindo no externo. Não teve jeito, tive que voltar para o halter de um quilo. 

Foram mais 3 semanas sofrendo com a dor de carregar a tensão nos ombros. Tentando respeitar o meu ritmo enquanto a vida me atropelava, mais ágil que um trator. Até respirar era difícil. Mas, antes seguir devagar do que parar o barco de vez, não?

Semana passada, fiz um esforço. Mesmo com medo, tomei a decisão que vai mudar a minha vida de rumo. Também comecei a planejar meu 2020. Mesmo com dor, vesti minha roupa de ginástica e encarei o grande espelho da sala. É preciso sentir o ar percorrendo os pulmões. Voltei aos halteres de dois quilos.

Hoje, conversando com uma amiga, chegamos àquela conclusão do quanto não é simples ter uma vida em paz. Pelo o contrário, viver é complexo e desconfortável. É algo que exige uma coragem que eu não sei se eu tenho, mas que não desisto de tentar ter.

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domingo, 15 de dezembro de 2019

Sexta-feira, 13

domingo, dezembro 15, 2019 12
Imagem de engin akyurt, por Pixabay.
Comprei a água errada e só me dei conta depois de pagar. Já estava na rua, embaixo de um sol de 35ºC, quando ouvi o “tchiiiiiiiiiiiii” do gás saindo ao desrosquear a tampa. Comprei a água errada. Paciência. Já havia me atrasado. Meus pés estavam inchados na sandália plataforma, e a semana... ah! A semana! Ela tinha sido a própria personificação do que é o caos. Então qual era o problema de sentir sede ou de tomar a água errada?

De uns tempos para cá, a minha vida parecia um eterno looping de comprar a garrafa de água com gás. “Nada acontece que a gente não esteja permitindo”. Se não foi isso, foi algo parecido o que a minha psicóloga me disse. “Preciso dar um jeito em tudo isso”, penso coçando a cabeça, enquanto um carro buzina querendo apressar o meu atravessar de rua.

Como se dá um jeito na vida quando o seu coração diz A, sua cabeça diz B e as circunstâncias exigem X,Y, Z? Olho o céu em busca de respostas. Deus, Universo, Deusas, Natureza. Preciso de help! Ouço o silêncio e guardo a informação.

Entro no metrô. As pessoas estão imersas em seus dramas, com semblantes abatidos. Não sei se é a minha exaustão que se reflete, mas ninguém parece feliz ali. Fico pensando se os problemas delas são maiores ou menores que os meus (existe um modo de mensurar problemas?). A mulher sentada à minha frente parece entediada. Um tédio triste, de quem não sorri há muito tempo. Não reparo quando ela desce, mas logo noto o casal de idosos apaixonados que tomam o lugar dela e o banco ao lado. A serenidade dos dois, com os dedos entrelaçados, me diz que eles já superaram muitos dos perrengues da vida e que um problema hoje é apenas isso: um problema. “Isso é uma fase. Tudo o que vem passa, é isso que me ajuda hoje”. A lembrança da minha própria voz ecoa de forma duvidosa na lembrança da sessão de terapia de meia hora atrás.

Tiro o celular da bolsa e abro o Google Maps. Preciso descobrir se a minha memória estava boa e se o banco ainda é onde eu acho que é. É. Tinho que ir até lá, sacar dinheiro e correr para a dentista. Por que eu não coloquei no planner “sacar dinheiro para a dentista”? Talvez tenha colocado. Não me lembro. Sempre me sinto hipócrita quando coloco algo na agenda e não olho. Cobro tanto dos meus alunos para fazer isso.

Desço na estação. O céu, que estava cinza quando saí de casa, agora é preto. O chumbo das nuvens. Sempre achei que a natureza reflete um tanto do meu estado interno, o que é muita pretensão, mas me conforta. Corro entre as pessoas. Quero chegar na dentista antes da chuva. Detesto a sensação de pé molhado. Corro, porque minha consulta é em dez minutos. Corro até que paro.

Um homem está deitado na sarjeta, como se estivesse dormindo. Suas mãos estão ensanguentadas. MUITO ensanguentadas. Por sorte, se é que a podemos chamar de sorte, um grupo de mulheres está ao seu redor, com o celular na orelha, chamando o Corpo de Bombeiros. Aquela imagem me atinge em cheio. Não paro, porque me parece que já há muita gente ali, entretanto fico com aquela pessoa na cabeça.

Saio do banco. Caminho os dois quarteirões de volta à estação e mais dois até a dentista. No meio do caminho reparo na quantidade de pessoas – homens, mulheres, idosos, jovens e crianças – dormindo nas ruas, pedindo ajuda. O grupo de mulheres ainda prestavam assistência ao homem das mãos ensanguentadas. Já os outros transeuntes ignoravam as outras pessoas das sarjetas.

Mais uma vez, olho para os céus em busca de respostas. Eu nunca sai bem o que fazer, como agir. Sempre me bate uma sensação de que ali, tendo a rua como casa, poderia ser um dos meus. Isso sempre me angustia. E o nó no peito cresce quando vejo como essas pessoas são ignoradas, como elas são invisibilizadas. O que fazer para tornar uma situação tão desumana menos dura? Como acabar com esse terror?

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

{Resenha} Devoção, de Patti Smith

quarta-feira, novembro 27, 2019 16
Foto: Facebook da Patti Smith.

Uma viagem de volta a locais visitados há tempos. Uma biografia. Encontros com pessoas. Uma patinadora competindo na TV. Um diário de viagem. A conexão de tudo isso despejada no papel durante uma viagem de trem. Com Devoção, a cantora e escritora Patti Smith compartilha com o público, de modo muito generoso, como seu processo criativo funciona.

O livro é dividido em três partes. A primeira delas, "Como a mente funciona", traz um relato de viagem em que a autora registra as sensações e os encontros (consigo mesma, com seu próprio passado e com outras pessoas). Ao longo da jornada, Patti faz questão de aproveitar a estadia na França para visitar lugares que foram marcantes na história de pessoas que a inspiram. Como todo relato de viagem, esta parte do livro é cheia de referências geográficas, com endereços de onde escritores e artistas trabalharam, e deixa o leitor querendo visitar cada um dos pontos - ainda mais porque a narrativa flui de forma que parece que nós, leitores, estamos caminhando junto com a autora por todas aquelas ruelas. O texto é tão fluido que não nos demos conta de que as páginas estão passando.

Patti Smith lendo um de seus livros.
Foto: Facebook da autora.

O relato de viagem prepara o leitor para o conto que segue na segunda parte do livro, "Devoção". É interessante notar como os fatos, aparentemente desconexos, se interligam compondo a narrativa. Desde a formação dos personagens à ambientação, tudo relaciona-se com os registros do olhar de Patti para o mundo. Se na primeira parte do livro, a autora focou em observar as sensações e o tempo presente como um exercício para se nutrir do mundo; na segunda, vemos como ela domina a linguagem a ponto de criar um novo universo a partir de tudo que conseguiu absorver. No conto, Patti Smith devolve essa conexão em forma de arte. Escrever é a sua ação criativa. O mapeamento da primeira parte da obra faz com que o conto se torne ainda mais genial, ganhe ainda mais força. É notável como a tragédia da guerra (relacionada à família da protagonista) norteia a falta de se sentir um sujeito histórico que a personagem principal carrega consigo. Patti traz com contundência e delicadeza o existencialismo ao seu leitor. Há sentido na vida? Vale a pena viver? É eficaz tentar/aceitar qualquer coisa em busca de um sonho? 

Por fim, mas não menos importante, o leitor se descobre na terceira parte da obra, "Um sonho não é um sonho", em que Patti descreve como foi sua visita à casa de Albert Camus. Lá ela tenta responder aquela pergunta com a qual muitos escritores se atraem: "Por que alguém se sente compelido a escrever?". Aqui, o texto ganha o mesmo tom de relato da primeira parte do livro, com um diferencial: se antes a escrita que tentou responder a tudo isso era empírica; agora, ela surge de modo mais consciente - ainda que sem uma resposta exata.

É interessante como Devoção inspira seu leitor a querer seguir os passos de Patti Smith não só no sentido de viver uma vida mais presente (seja na observação, seja no registro do diário), mas também no sentido da busca por conhecer de perto a vida dos artistas que nos inspiram.

O livro também apresenta ao longo das páginas algumas fotografias (sendo a maior parte delas da própria Patti) e as páginas fac-símile do conto.

"... a mente também é uma musa". 
(página 09)

Livro: Devoção
Título original: Devotion
Autora: Patti Smith
Tradução: Caetano W. Galindo
Páginas: 144
Apresentação: Por que escrevemos? De onde vêm as ideias para uma história? Como funcionam as engrenagens da inspiração e da literatura? Dividido em três partes, Devoção vai refletir sobre questões como essas. O relato se inicia com uma viagem da autora a Paris. Percorrendo as "ruas abstratas de Patrick Modiano" e lendo uma biografia de Simone Weil, Patti Smith começa a esboçar um conto, que vai se materializar no segundo capítulo do livro – a história de uma jovem patinadora, sua jornada em busca de si mesma e de suas origens. Ao fim, Patti volta à cena e narra uma visita à casa de Albert Camus, na cidade de Lourmarin, onde depara com o manuscrito de O primeiro homem, romance inacabado do escritor argelino. "Por que alguém se sente compelido a escrever?", é a pergunta que nos acompanha até o fim. "Para dar voz ao futuro, revisitar a infância. Para dar rédea curta às loucuras e aos horrores da imaginação", Patti diz. E porque, afinal, "não podemos apenas viver".
Livro no Skoob. | Clique aqui para ouvir o podcast que a Companhia das Letras gravou com a autora.

 

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sábado, 23 de novembro de 2019

Resistir

sábado, novembro 23, 2019 6
Foto: Free-Photos.
Fiquei com vontade de escrever. Não sei se um conto, uma carta, um poema, mas quero escrever. Quero tirar essa angústia que a saudade traz. Saudade, a falta de quê? De quem?

Em um ano de fechamento de ciclos, tudo é confuso. Esponja dolorosa que me faz absorver toda a bagunça ao meu redor. Estresse no trabalho, briga em casa, mal-entendidos. E a minha cabeça numa zona sem fim.

Pego o metrô, sento-me sem olhar quem é a pessoa que está ao lado no banco. Fecho os olhos e respiro. Sei que serão muitas estações até chegar à terapia. Respiro. Tento sobreviver mais uma manhã, mais um dia.

Tomar decisões é algo difícil. Muito difícil. Exige força mental, coragem, determinação. Coisas que acho que não tenho. Fechar ciclos é difícil. Saudades da paz de empurrar tudo com a barriga. Desço do metrô, caminho até o prédio. Estou atrasada, não queria sair de casa, não quero me autossabotar. Olho o azul abafado no céu primaveril com cara de verão. Preciso buscar o ar e encher os meus pulmões. Não consigo.

Subo até o andar. Vomito o que preciso. Não culpo o mercúrio retrógrado, mas sei que ele também é responsável pelos meus males. Não posso ser a única. Preciso dividir a crise com alguém.

Continuo com vontade de escrever. Retorno à estação, ao metrô, a minha quase uma hora de trajeto de volta para casa. Já é quase meio-dia, o sol escalda, continuo com vontade de escrever. Minha cabeça dói. Meu corpo também.

Não quero me autossabotar. Preciso fechar ciclos. Respiro.

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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

{Resenha} Ninguém vai lembrar de mim, de Gabriela Soutello

quarta-feira, novembro 13, 2019 18
Da tarde em que eu devorei um livro como há tempos não o fazia.

"Eu quero sentir o nascer de uma cicatriz". (página 71)

Já conhecia a escrita da Gabriela Soutello das reuniões do Clube da Escrita para Mulheres, mas ler o livro de estréia dela, intitulado Ninguém vai lembrar de mim, foi uma experiência à parte. A obra apresenta ao leitor lugares incomuns para tratar de sentimentos tão humanos, que sinto este livro como um convite duplo para uma viagem dentro das narrativas e dentro de nós mesmos.

Com a Gabis, no dia do lançamento dela.

"Quanto mais só eu me sinto, mais me grudo à solidão. Quero permanecer às raízes de suas terras. Como um apego. Um torpor um tanto novidade, essa necessidade; não quero deixá-la. Passo invisível pelas texturas dos caminhos. Quanto menos existente, melhor".
(página 21)

Dividida em três partes  — "Estar só é o meu maior medo e minha maior verdade"; "O sexo entre duas mulheres não é assim tão simples; é assim" e "Eu acostumava associar aos fins a decadência da falha" —, a prosa da autora é extremamente poética e, por isso mesmo, consegue acessar lugares que os próprios leitores desconhecem. A sinceridade é, no meu ponto de vista, o grande carro-chefe dos contos-crônicas. Nota-se que há um compromisso da narradora-cronista em ser sincera consigo mesmo e com os seus leitores. As coisas são como são e isso não traz peso aos fatos; pelo contrário, as histórias são cálidas e, ao mesmo tempo, de uma profundidade sem tamanho. O efeito disso é a humanização das personagens. Humanização esta que faz o dia a dia narrado ganhar amplitude e conexão, humanizando também os leitores.

Meu exemplar autografado. 💗

"Eu não te olharia sem medo se não fosse a sua vontade enorme de se fazer presente e ficar. Minha boca meio torta meio de lado meio rindo (pra você, e não de você, como você pensou que fosse naquele dia em que quase foi embora), meio bastante eufórica, já não escondia a tensão dos bruxismos, a secura no canto, 'é tudo stress', eu não diria, na fantasia de buscar na sua o mesmo sem-jeito; minha boca tremia acima e baixa, sim, bastante baixa, tremia certa também por não saber o que dizer a cada vez que você sorria dizendo: fico". (página 50)

Ninguém vai lembrar de mim é um livro que conecta pessoas aos próprios sentimentos. Não importa qual seja o tipo de relação que este leitor cultive. Amor e desamor transcende a atração, e a autora consegue mostrar isso com precisão em sua narrativa. É impossível ler este livro sem desenvolver o de sentimento de empatia.

Além das três partes citadas, a obra conta com dois epílogos que muito me agradaram — "O que há de pior em me mostrar enquanto eu" e "Eu nunca vi a cara de deus, mas não estranho".  Ali há, mais uma vez, um rasgo que abre as portas para o fundo da alma: medos, esperanças, angustias todos desvelados como são para quem quiser acolher e explorar o sentimento.

"Há anos eu olho bem no fundo do olho da pior parte de mim e não consigo sustentar o olhar". (página 92)

Aliás, por falar em rasgo, a cor vermelha e as rachaduras estão presentes em todo o projeto gráfico da obra. Desde a capa, há o convite para mergulharmos tanto na narrativa quanto em nós mesmos.

"Os fins de ciclos sempre me soaram como a iminência certa de um vazio; uma mensagem por si negativa; a concretização de uma falha; o oco oposto ao Dar Certo, escancarado. Se me ausenta o prazer da entrega, os pedaços que são meus e que desvendo em transformação, são antes as não-partes necessárias. Entortar o olhar. Adentras o feio. Aceitar os músculos contritos de mim". (página 83)
Foto do dia em que devorei o livro!
Livro: Ninguém vai lembrar de mim
Autora: Gabriela Soutello
Páginas: 104
Editora: Pólen | Ferina
Apresentação: Em seu livro de estreia, Gabriela Soutello estica as paredes da solidão e do que se compreende sobre relações entre mulheres. São toques de corpos, rasgos feitos por dedos e a certeza do esquecimento caminhando pelas ruas de São Paulo, mergulhando nas águas do Pará, observando o cotidiano de paixão e silêncio. Este é um livro que pede afundamento. Surpreende pela voz segura e autêntica que se torna referência enquanto também desafia a noção de afetos entre mulheres.
Contemplada com a 1ª Edição do Edital de Publicações de Livros para Estreantes da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, a obra entrega, em seus contos rítmicos, uma interpretação honesta da individualidade – que pede para ser descoberta. 
(Jarid Arraes, escritora e curadora do Selo Ferina)

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Nota: no dia 08 de dezembro o clube de leitura Coletivo Escreviver fará um encontro para discutir a leitura de Ninguém vai lembrar de mim, com a presença da autora, Gabriela Soutello. Para saber o horário e o local, acompanhe as publicações do coletivo no Instagram, clicando aqui.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

{Fotografia} Pausa para respirar #2

sexta-feira, novembro 08, 2019 30
De um dia na livraria.

Os últimos meses foram tão duros, que estava difícil olhar encontrar qualquer forma de positividade (assunto para outro post). Por isso, resolvi fazer a segunda edição do "Pausa para Respirar". Acho que me forçar para ver as coisas boas é importante nesses momentos de desespero. Foi legal ter encontrado tantos momentos gostosos em meio ao caos.


No fim de setembro teve o show da Jessie J aqui em SP
e foi lindo poder vê-la/ouvi-la ao vivo.
Ela é, sem dúvida, um ser humano incrível!

Polaroides da viagem da Dani para São Paulo
(foi um dia dos professores feliz).


Quem fez essa foto foi a Sté, do Nosso Relicário.
Pude falar na icônica biblioteca Mário de Andrade,
durante o lançamento da Punãdo 6.

Aula de Literatura Infantil e Juvenil na pós-graduação.

Pensem no berro que dei quando cheguei em casa e
tinha esse recebido da Companhia das Letras!
Estou lendo e amando profundamente.
Depois de mil anos e muita cobrança,
finalmente recebi as fotos impressas do lançamento do
A Intermitência das Coisas. Acima, os muitos abraços cheios de amor.


Café que fica perto da faculdade.
Descobri chegando à estação do metrô que sempre desço
e vendo a opção "cafés" no google mapa.
.

Print do fim do vídeo do U2 com a letra de One Tree Hill
(que eu amo) manuscrita pelos quatro membros da banda.

Vocês também sentem depressão pós-show? Porque eu não superei a Joshua Tree Tour ainda. 

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

{Receita} Torta-bolo notável de banana

quarta-feira, outubro 30, 2019 8
Preparados para receita de infância?

Na última sexta vi aquela penca de bananas na fruteira e pedi a minha mãe que fizesse aquela torta (na verdade, é um bolo, mas eu chamo de torta) maravilhosa que ela fazia na minha infância. Como ela estava muito atarefada, disse que me dizia a receita, para que eu fizesse. Topei o desafio e aproveitei para trazê-lo aqui para o blog. Se você estava buscando algo simples e rápido de ser feito para tomar o café da tarde, aqui está! ;)

NOTA: Antes de partirmos para a receita, devo dizer que todos os bolos que fazemos aqui em casa são em formas grandes. Sendo assim, se você quiser um bolo pequeno, divida a receita por dois. ;) 

Ingredientes:
5 ovos
1 xícara de chá de óleo (ou 3 colheres de sopa de manteiga)
3 xícaras de chá de leite
4 xícaras de chá de açúcar
6 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
7 bananas nanicas
açúcar e canela em pó para polvilhar

Modo de fazer:
Passo 1. 
1. Separe as claras das gemas. Bata no liquidificador as gemas, o leite, o óleo e o açúcar;

Passos 2 e 3.
2. Quando a massa estiver bem homogênea, acrescente a farinha de trigo ao conteúdo do liquidificador. Depois, reserve.

3. Bata claras em neve e, em um pote, misture a massa às claras. Depois acrescente a colher de fermento.

Passo 4: eu dividi ao meio na horizontal
 e depois as duas metades ao meio na vertical,
mas você pode fazer em rodelas, se achar melhor.

4. Pique as bananas (seja rápido, porque a massa já está com o fermento nela);

Passo 5. 
5. Coloque a massa em uma forma untada e farinhada. Coloque as bananas por cima da massa (sem afundá-las);

Passo 5. Caprichei no açúcar e na canela
(1 colher de sopa de canela para 2 de açúcar),
porque depois de pronta, essa misturinha vira uma crosta crocante maravilhosa!
Segundo consta, na receita original de mommys a quantidade é bem menor.

5. Polvilhe açúcar e canela à gosto por cima de tudo e leve ao forno pré-aquecido por cerca de 50 minutos (os 10 primeiros em fogo alto, depois em fogo baixo).

Torta pronta!
A receita ficou tão boa que a torta voou! No dia seguinte quase não tinha mais nada. Então, faça a sua torta, um cafézin' e divirta-se! ;)
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