Retrospectiva notável: 44 fatos de 2019
Fernanda Rodrigues
terça-feira, dezembro 31, 2019
14
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| Eita ano gigante! Não sei como foi por aí, mas aqui parece que foram 2 em 1. Foto: Aline Codonho. |
Oi, pessoal!
Como é tradição, cá estou eu de novo olhando para o ano que se encerra hoje. 2019 foi, sem dúvida alguma, um ano de extremos: picos de felicidade se alternaram com os de raiva, tristeza e desespero. Pensei que não fosse aguentar, estive à beira de um colapso; mas, agora que tudo passou, vejo o quanto tudo isso contribuiu para o meu amadurecimento. A vida ensina de formas que a gente só compreende lá na frente e, por sorte, esse "lá na frente" veio rápido desta vez.
É engraçado notar que a minha retrospectiva de 2017 começou com um tom parecido com a deste ano. Fico me perguntando se a gente se repete ou se a vida só amplia os ciclos: sofre um pouquinho, aprende, é feliz, sofre um pouco mais, aprofunda o aprendizado, se torna um pouco mais feliz, ad infinitum (ou finitum, já que morremos, não é mesmo?).
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| Meu best nine é meu e do meu livro. (Acho que é a primeira vez que tantos closes aparece no meu best nine. Obrigada pelo amor!) |
1. O ano começou comigo me encontrando com a Carol Galhardo, minha amiga de graduação que mora na França. Ela veio para São Paulo e, como fazia um tempo que não nos víamos, foi ótimo matar a saudade, atualizar da vida e estar com alguém que eu quero bem e que me quer bem.
2. Viagem a Curitiba. Fui para o Paraná com a minha melhor amiga-irmã, a Mari, e apesar de ter sido o verão mais quente dos últimos anos por lá, foi uma delícia conhecer todos aqueles parques, ir ao Hard Rock Café, estar na companhia da minha best friend.
3. Comecei um curso de escrita criativa mediado pela Jéssica Balbino, pela Lâmia Brito e pela Ryane Leão lá no SESC Pinheiros, que foi SENSACIONAL! Valeu muito a pena pensar nas minhas vivências como fonte de escrita e como isso ajuda a curar as feridas internas.
4. Enviei uma newsletter falando sobre Recomeços e autocuidado.
Fevereiro
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| Girls night out: Day, eu, Boo, Line e Dêssa esperando o Passenger e o Ed Sheeran. |
6. Comecei um curso online de Narrativas de Viagem, que não terminei, mas pretendo. O curso é bom, mas eu me atrapalhei na minha organização. Quero terminar em 2020 e trazer um pouco da minha produção aqui no blog.
7. Cumpri a meta de renovar (na verdade, é fazer um novo) passaporte. O processo foi pontual, rápido e tranquilo. A retirada aconteceu conforme o previsto, e a organização da Polícia Federal nesse sentido deixa qualquer virginiana pulando de felicidade.
8. Comecei a pós-graduação em Docência em Literatura e Humanidades. Conheci pessoas incríveis no curso e tive um aprofundamento literário bacana. Agora, só falta o TCC, que ficou para 2020 - como já era previsto.
8. Comecei a pós-graduação em Docência em Literatura e Humanidades. Conheci pessoas incríveis no curso e tive um aprofundamento literário bacana. Agora, só falta o TCC, que ficou para 2020 - como já era previsto.
9. Em 26 de fevereiro recebi o e-mail da Editora Penalux, dizendo que o meu livro tinha passado no processo de curadoria da editora e que, portanto, seria publicado. Aquele foi um dia de cão no trabalho, então quase não acreditei quando vi o e-mail na minha caixa de entrada. Comemorei com vários gritos e pulos e vinho com a Carol Vayda.
10. Enviei uma newsletter falando com o tema Incômodos e o que a gente pode aprender com eles.
Março
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| Camomila apareceu no meu quintal. Aqui ela ainda não era oficialmente minha ainda. |
12. Fui ao show solo do Passenger e conheci melhor o trabalho do Stu Larsen (que abriu o show dele). Foi em uma casa de shows bem pequenininha e aconchegante. Tanto o Mike quanto o Stu são pessoas fantásticas, e ter ido ao show foi uma das melhores coisas que eu fiz!
13. Assinei o contrato de publicação do livro com a Penalux e comecei a correr com os preparativos do evento que aconteceu em junho.
14. Terminei o mês em outro show, desta vez, do Lenine. Fui com a Lucila Eliazar (do Reticências), com a Carol Vayda e com o Leo Campel (do Ser Curioso). Lá encontrei a Carla (do Faltou Açúcar), muito por acaso. Amei ver a energia do Lenine ao vivo e, sem dúvida alguma, quero ir a mais shows dele outra vez.
15. A Camomila apareceu no meu quintal pela primeira vez. Decidi que arrumaria um dono para ela, mas já sabia de algum modo que essa dona seria eu.
Abril
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| Line e eu na FLipoços. Estávamos muito blogueiras literárias. |
16. Fui a uma roda de conversa sobre Tolerância Religiosa mediada pelo meu professor da pós, da disciplina de Educação em Direitos Humanos, Silas Fiorotti. Foi bacana compreender como as diversas religiões podem conviver em paz. Lá havia representantes católicos, protestantes e de religiões de matrizes africanas.
17. Fiz uma oficina de poema-objeto na Casa das Rosas que foi muito diferente do que eu esperava que seria, mas igualmente boa.
18. Passei o primeiro final de semana da Flipoços em Poços de Caldas, na companhia da Aline Caixeta (do Recanto da Prosa) cobrindo o evento aqui para o blog.
Maio
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| Line e eu no seguindo fim de semana de Flipoços. A gente trabalha, mas se diverte. |
Junho
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| Eu autografando um dos exemplares do meu livro. Foto: Bruno Andrade. |
20. Atualizei o layout daqui do Algumas Observações como forma de comemorar os 13 anos de existência do blog.
21. Eu lancei o A Intermitência das Coisas em um evento lindo que aconteceu na Casa Elefante. Sem dúvida, esse foi o dia em que mais recebi amor na vida. Foi intenso demais! Algo difícil até de explicar por palavras. Foi importante demais para mim estar com pessoas tão, tão, tão queridas! Só consigo agradecer a todos que me ajudaram ao longo da jornada e à Penalux por ter confiado na minha literatura.
Julho
| Meu A Intermitência das Coisas em Paraty. |
22. As férias começaram com um evento sobre poesia realizado na Casa Elefante, chamado Sexta Literária em que falei com mais 4 poetas (Anna Clara de Vitto, Tatiana Eskenazi e Viviane Nogueira) sobre o meu processo literário. A mediação foi da Aline Caixeta. Fez frio naquele dia, mesmo assim a Casa encheu e foi bacana demais. <3
23. 2019 também foi o ano da minha primeira Flip! Fui de última hora, com a Laura, da Editora Incompleta. Foi bacana demais ver o mar, estar com tanta gente bacana, reencontrar amigos, conhecer a Liliane Prata e desvirtualizar a Sté, do Nosso Relicário.
24. Participei do Meu Trampo Plus ministrando uma oficina de escrita criativa chamada "O que eu trago é o que transforma". Parece que eu estava adivinhando quando dei esse nome para a oficina, porque foi um dia muito transformador mesmo. Conheci mulheres maravilhosas e tive a chance de trabalhar com pessoas que admiro muito!
23. 2019 também foi o ano da minha primeira Flip! Fui de última hora, com a Laura, da Editora Incompleta. Foi bacana demais ver o mar, estar com tanta gente bacana, reencontrar amigos, conhecer a Liliane Prata e desvirtualizar a Sté, do Nosso Relicário.
24. Participei do Meu Trampo Plus ministrando uma oficina de escrita criativa chamada "O que eu trago é o que transforma". Parece que eu estava adivinhando quando dei esse nome para a oficina, porque foi um dia muito transformador mesmo. Conheci mulheres maravilhosas e tive a chance de trabalhar com pessoas que admiro muito!
Agosto
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| Fui ao teatro, baby! |
25. Comecei uma oficina de escrita com a Lili Prata e com o Marcelo Ariel, que foi linda demais no mês que eu fui. Tive que parar em meados de setembro, porque a minha vida desandou e a minha cabeça, por consequência. Quero voltar no ano que vem, mas preciso ver como vai ficar a minha agenda. Muitas mudanças estão previstas para 2020 nesse sentido.
26. Em decorrência da oficina, comecei a fazer um Diário de Leitura. Ainda que eu não faça com todos os livros que leio, tem sido uma boa experiência poder registrar com muitos detalhes o que os livros me despertam.
27. 2019 foi o ano que me levou de volta ao teatro! Ai, como eu amo ir ao teatro! Vi a peça Amar, Verbo Intransitivo, baseada no livro do Mário de Andrade - que voltará a entrar em cartaz ano que vem.
28. Comecei o #BEDA, mas não terminei porque minha saúde mental e o meu volume de coisas no trabalho não deixaram. O fim de agosto foi um prenúncio do que seria a barra dos próximos meses.
27. 2019 foi o ano que me levou de volta ao teatro! Ai, como eu amo ir ao teatro! Vi a peça Amar, Verbo Intransitivo, baseada no livro do Mário de Andrade - que voltará a entrar em cartaz ano que vem.
28. Comecei o #BEDA, mas não terminei porque minha saúde mental e o meu volume de coisas no trabalho não deixaram. O fim de agosto foi um prenúncio do que seria a barra dos próximos meses.
Setembro
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| Jessie J maravilhosa, diva, rainha do universo! |
29. Os Backstreet Boys disseram que viriam para a América Latina no ano que vem e soltaram que os ingressos seriam vendidos em poucos dias do anúncio. Resultado? Todo mundo sem dinheiro, fazendo contas de conversão do dólar (graças ao bom Deus eles não venderam meet & greet ainda) e se ajudando a comprar (os horários de venda batiam com os horários de trabalho, então já viu). Saí dessa com dois ingressos e um bocadinho de esperança.
30. Meu aniversário, pelo 3º ano consecutivo, foi bem ruim. Então, gostaria de voltar à pequena comemoração que fiz nos meus 30 anos e ficar por lá. Eu estava tão desgastada emocionalmente que nem respondi às felicitações que me fizeram.
31. Foi em meados de setembro, depois do meu aniversário, que eu resolvi que faria alguma atividade física. Primeiro, porque eu vinha me prometendo isso há anos. Segundo, porque eu estava tão no fundo do poço que precisava fazer algo por mim. Quando a minha amiga me chamou para o Pilates, fui fazer a aula teste e me apaixonei. Não vivo mais sem.
32. Setembro terminou com aquilo que eu chamei de "celebração de aniversário", que foi o incrível show da Jessie J. Sabe aquele pontinho de felicidade em meio do caos? Foi isso. A Jessie é uma das pessoas mais maravilhosas que eu já vi em um palco. Vê-la foi como estar em um abraço.
Outubro
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| Lançamento da Puñado 6: com esse time maravilhoso de mulheres que trabalharam na revista. |
34. A Dani Botelho veio para SP e salvou o meu dia dos professores. Foi muito bom poder compartilhar com uma amiga tão querida a bagunça que estava a minha cabeça naquele período.
35. Foi logo na volta do dia dos professores que eu fui agredida por uma aluna. Isso, sem dúvida alguma foi algo que mexeu muito comigo e que me fez repensar muitos pontos da minha carreira. Lidar com o sentimento de dor e de impotência fez com que me questionasse sobre como eu quero lidar com a docência e com a minha carreira de um modo geral.
36. Teve o lançamento da Puñado 6, a revista de Literatura Latino-Americana e Caribenha, cujo o tema é Jornada. Esta edição é a de aniversário e tem dois volumes, 6-A e 6-B. Eu tive a honra de entrevistar a escritora granadina Merle Collins, autora de "Pedrona". A conversa saiu na Puñado 6-B. Quem quiser conhecer mais da revista pode clicar aqui para ir para o site da Incompleta.
Novembro
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| Primeira foto com a Instax. |
38. Comprei o meu planner de 2020 com antecedência e me deu um prazer enorme em saber que ele chegaria a tempo do início do ano. Também comprei uma instax - algo que estava na minha lista há tempos! Foi uma Black Friday feliz
39. Enviei a newsletter que eu mais gostei de ter escrito, sobre as Conexões que fazemos na vida a partir do que absorvemos do mundo. Prometo tentar enviar os próximos textos na mesma qualidade com que esse foi escrito.
Dezembro
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| Passenger e Stu Larsen: um dos shows mais lindos da vida. |
41. Fui ao show do Passenger com a Aline. Era para a minha irmã ter ido comigo - seria o nosso primeiro show juntas - mas ela desistiu de última hora. A Line é uma companhia que show maravilhosa! Tanto o Passenger quanto o Stu são dois queridos, e foi ótimo tê-los visto da grade! *_*
42. Me dei férias de verdade. Sempre que eu saio de férias, acabo emendando nos meus projetos pessoais e, por conta disso, fico sem descansar. Entretanto, este ano foi tão pesado emocionalmente falando, que eu resolvi ficar sem fazer nada de importante. Encerrei as atividades no colégio, entreguei a primeira revisão do livro em que estou trabalhando e não fiz mais nada de importante. Preciso respeitar o meu corpo, que já estava dando sinais de pane.
43. Já há alguns anos eu venho buscando me sentir bem com a minha própria companhia, sem precisar ficar dependendo dos outros. Isso apareceu pela primeira vez de forma clara aqui no blog na retrospectiva do ano passado e, olhando de lá até aqui, vejo o quanto eu consegui evoluir nessa missão. Hoje eu realmente cheguei ao ponto que não me incomoda mais pegar as minhas coisas e dar uma volta sozinha. Pelo o contrário, tenho curtido demais fazer tudo no meu ritmo, ouvindo os meus pensamentos e a minha respiração. Estar presente e me sentir presente: me conhecer. Em tempos de caos (do mundo e da minha cabeça), considero encontrar nesta paz interior a minha vitória.
44. Entreguei o meu último trabalho textual (era uma preparação de um romance) e contabilizei 6 trabalhos ao longo do ano. Fiquei feliz demais por ter conseguido fazer mais desse tipo de freela, porque é algo que além de me dar satisfação, também me faz refletir muito sobre a minha própria escrita. Para saber mais de que tipo de trabalho estou falando, clique aqui.
44. Entreguei o meu último trabalho textual (era uma preparação de um romance) e contabilizei 6 trabalhos ao longo do ano. Fiquei feliz demais por ter conseguido fazer mais desse tipo de freela, porque é algo que além de me dar satisfação, também me faz refletir muito sobre a minha própria escrita. Para saber mais de que tipo de trabalho estou falando, clique aqui.
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| Best nine da Poesia e da Camomila. |
Não cumpri a tarefa de acompanhar a política de perto, porque estava me fazendo mal demais ver toda a briga que envolve não só o Brasil, mas os governos ao redor do mundo. Procurei ver o que estava acontecendo com parcimônia para não bagunçar mais o meus estado emocional. Acho que foi uma escolha sábia.
Se você chegou até aqui o post ficou grande, eu sei, me conte como foi o seu 2019 e como você sobreviveu a ele (pode fazer textão nos comentários, eu deixo!).
Beijos, queijos e até 2020!
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