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domingo, 3 de dezembro de 2023

Calendário 2024: Rabiscos e Floreios & Algumas Observações

domingo, dezembro 03, 2023 10
● Novidade no ar! YAY! ●


2024 está chegando e nada como ter um calendário cheio de amor e personalidade para chamar de seu, não é mesmo?! 🐱

O post de hoje é para contar de mais um material incrível, fruto de parceria muito bacana entre a designer e ilustradora Ane Venâncio, da Rabiscos e Floreios (@rabiscosefloreios), e eu: o Calendário 2024: Rabiscos e Floreios & Algumas Observações.




Nosso calendário apresenta uma proposta adaptável ao seu dia a dia. Ao adquiri-lo, você pode imprimir todas as páginas de uma vez ou apenas a do mês corrente. Além disso, ele foi feito em um formato preto e branco de modo que você possa personalizá-lo — seja colorindo e decorando sozinho ou na companhia de alguém que você ama. Há ainda a possibilidade de deixá-lo como está, que já é, por si só, muito bonito. 🤩 Tem coisa melhor do que receber 2024 cheio de afeto? 🐈



Sobre o calendário:

📅Sobre: Calendário 2024: Rabiscos e Floreios & Algumas Observações
📆🗓 Formato: digital (.pdf)
📝Páginas: 14.
💵 Valor: R$19,90
🛒💻 Onde comprar: na loja do Algumas Observações.



Comprar o calendário é apoiar o nosso trabalho! 😉

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domingo, 9 de julho de 2023

Como eu faço a minha revisão semestral e planejo o restante do ano

domingo, julho 09, 2023 10
Imagem por Khurkon.


Chegou o mês de julho e com ele o momento de revisão de metas, planejamento e organização para o segundo semestre. Gosto de fazer o exercício de rever como foram os primeiros seis meses, revisitar as metas que tracei no começo do ano e ver o que ainda faz ou não sentido. Parece meio contraditório, mas olhar para o passado e pensar no futuro me coloca no momento presente. Fora que me livra da frustração de chegar em dezembro e pensar o famoso "o ano acabou e eu não fiz nada". 

Outro ponto que me leva a fazer esses exercícios é que eu me conheço o suficiente para saber que sou ótima em focar em tudo de ruim que aconteceu e me esquecer das coisas boas. Sendo assim, eu tento criar mecanismos que me lembrem dos acontecimentos que foram bacanas. As retrôs mensais nasceram assim. As revisões mensais e semestrais também.

Antes de começarmos...
Tudo o que vou sugerir aqui já foi testado por mim. Adaptei o que aprendi ao longo de uma vida de estudos sobre o assunto para a minha realidade e sugiro que vocês, que me leem, também adapte esse método caso queiram tentar se organizar assim também. 

No final do post, conto sobre o Revisão e Planejamento do Semestre: Caderno de Atividades que fiz para quem quiser se planejar como eu faço. É possível imprimir o documento em .pdf para se guiar ao fazer este conteúdo. Além dos exercícios que descrevo aqui, há um material extra também.

Dito tudo isso, bora lá!

Roda da Vida

Você já parou para pensar como está a sua vida no momento?
Foto de Andy Vult, na Unsplash.


Todos os meses eu avalio como foi o meu mês fazendo o exercício da Roda da Vida, para visualizar cada área da minha vida por meio de como me sinto em relação a elas. Para cada área, dou uma nota de zero a dez (de novo: baseada nos meus sentimentos em relação a cada setor).

Sendo assim, eu começo a minha revisão semestral comparando a primeira roda da vida do ano (de janeiro) com a sexta (de junho).  As áreas que eu tenho na minha roda da vida são: 
  • Equilíbrio emocional;
  • Saúde e disposição;
  • Desenvolvimento intelectual (essa abrange estudos formais e informais);
  • Carreira e trabalho;
  • Recursos financeiros;
  • Projetos;
  • Família;
  • Amor (aqui inclui amor-próprio, amor romântico e todas as formas de amar);
  • Vida social;
  • Animais de Estimação;
  • Hobbies e lazer;
  • Espiritualidade;
  • Contribuição/voluntariado;
  • Espaço físico.
A partir do que vejo, escrevo um parágrafo-resumo de como foi o semestre, ressaltando o que houve de bom e destacando o que precisa de atenção.

Se você não tiver feito uma roda da vida no começo do ano, não tem problema: basta dar as notas pensando em como foi o seu semestre como um todo. 


Expectativa versus Realidade

Às vezes a gente se empolga fazendo as metas no início do ano e em junho está só como a capa do disco do Chico Buarque.


Meu segundo passo é dividir uma página ao meio e listar todos os objetivos que eu tracei no começo do ano em uma coluna à esquerda com o título: Objetivos traçados no começo do ano. Depois, à direita, escrevo no alto da outra coluna: O que de fato aconteceu? 

Depois de elaborar as duas listas, me faço duas perguntas:
  • Por que eu consegui fazer o que fiz? 
  • Por que não consegui atingir os objetivos que tinha traçado?

Aqui eu listo tudo o que me vem na cabeça. Desde coisas práticas como "não consegui viajar porque usei o dinheiro da viagem para o tratamento da Camomila" a coisas como "Fiz tal coisa porque não fiquei presa a fazer aquilo com o ideal de perfeição que estava na minha cabeça". 

Como seriam as suas listas?

Segundo semestre ideal

Vamos fazer acontecer?
Foto de Eric Rothermel, via Unsplash.


Se você não fez lista de metas no início do ano, tudo bem, você pode elaborar a sua lista agora.

O meu próximo passo é olhar para a lista de Objetivos traçados no começo do ano e verificar 3 coisas:
  • o que não fiz ainda, mas que faz sentido fazê-las no segundo semestre.
  • o que não fiz ainda, quero fazer, mas sei que não vai dar para fazer ainda este ano. Então, pego esses objetivos e coloco na lista de projetos encubados.
  • o que não faz mais sentido nem para agora, nem para o futuro. Para esses, apenas abro mão.  

Por fim me pergunto:
  • falta alguma coisa para ser feita no segundo semestre que não aprece nessas listas? — muitas vezes há desejos e objetivos que surgem ao longo do semestre. Então essa é uma boa oportunidade de inclui-las aqui.

Depois de verificar tudo isso, eu crio a lista de Segundo semestre ideal

Como seria o seu semestre ideal?

Objetivos no calendário

Partindo da lista de Segundo Semestre Ideal, eu já vejo os objetivos que têm relação com o calendário e já coloco um lembrete na agenda. Para dar um exemplo simples: um dos meus objetivos é celebrar o meu aniversário (que é em setembro). Sendo assim, eu coloco lá no mês de agosto: planejar a celebração do meu aniversário

O que sobra — que não tem uma data específica — eu encaixo nos meses que estão mais vazios em termos de tarefas. 

Próximas ações

Aproveito para colocar na lista de tarefas tudo o que eu já sei que posso fazer: pesquisar, marcar reuniões, fazer orçamentos, escrever alguma coisa, entrar em contato com alguém, comprar o que for preciso etc. etc. etc.

Também vejo se é preciso atualizar o vision board que fiz em janeiro. 
(Em 2023, acho que não vou precisar, yay!)

Revisão: mês a mês

Depois, a cada mês eu retomo a lista para ver o que já foi feito, se dá para adiantar alguma ação ou se tem algo atrasado e vou ajustando.


Material para download

Capa do Revisão e Planejamento do Semestre: Caderno de Atividades.


Como disse no começo do post, criei um Caderno de Atividades com todos esses exercícios e mais alguns extras. São 30 páginas para te ajudar com a sua revisão e com o seu planejamento do semestre. 

Este material está dividido em cinco partes: 
  • Sobre revisar e planejar;
  • Revisão semestral;
  • Planejamento semestral;
  • Acompanhamento semestral;
  • Palavra final.

Você pode adquiri-lo na loja do Algumas Observações, aproveitando a promoção de lançamento com 50% de desconto. Comprando este .pdf, você apoia DEMAIS o meu trabalho. 💚

Concluindo

Espero ter ajudado quem se sente um pouco perdido quanto a organização do segundo semestre. Também adoraria te ouvir como você se organiza para pensar essa segunda leva de 6 meses. Me conte aí nos comentários? 😉

Leia também: 
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terça-feira, 12 de julho de 2022

Planejando o segundo semestre

terça-feira, julho 12, 2022 8
O que você ainda quer realizar? 
(Foto por Marissa Grootes, via Unsplash)


Julho chegou e com ele a necessidade de ver o que ainda é possível salvar fazer ainda este ano. Que eu gosto de pequenos marcos, quem me acompanha aqui há mais tempo já sabe, mas o que eu gosto mesmo é que esses momentos de revisão e planejamento me ajudam a não perder o foco, sabe? Como eu sempre estou fazendo muitas atividades ao mesmo tempo, é muito fácil eu me perder. Sentar e me organizar me mantém no caminho que eu quero trilhar para mim mesma.

Primeiro: revisão

Foto por Arnel Hasanovic, via Unsplash.


As áreas da vida

Eu gosto de fazer o exercício da roda da vida, em que analiso o meu nível de satisfação nas seguintes áreas: Equilíbrio Emocional, Saúde e disposição, Desenvolvimento intelectual, Carreira e trabalho, Recursos financeiros, Projetos, Família, Amor, Vida social, Hobbies e lazer, Plenitude, Espiritualidade, Contribuição com o mundo, Espaço físico. Dou uma nota para cada uma das áreas, de modo a ver o que precisa de alguma ação (ou não). Embaixo das notas, escrevo um pequeno parágrafo para registrar o que a reflexão me trouxe. Este exercício me ajuda a encontrar um foco para um ponto que esteja crítico ou para continuar fortalecendo uma área que esteja boa.

E os objetivos do ano, meu bem?

Depois releio os objetivos que eu tinha traçado para o ano todo. Ali, vejo o que já foi feito e avalio o que ainda faz sentido continuar na lista, o que não tem mais relação com o que desejo. Também penso se tem alguma demanda nova que surgiu ao longo do primeiro semestre que precisa ser acrescentada. 

Há pendências?

Normalmente, em junho, eu tento zerar as minhas pendências para o segundo semestre. Além dos objetivos do ano, tento organizar coisas práticas: a pasta de downloads do celular e do computador, as respostas no e-mail, delegar tarefas que precisam etc. Se ainda fica alguma dessas pendencias, eu anoto para realocar para o semestre seguinte.

Há registros?

Eu gosto de fazer alguns registros de saúde mental, física (minha e das gatas) e financeira, então aproveito esse momento de revisão para atualizar esses registros. Assim como acontece com as metas do ano, às vezes é preciso tomar alguma ação (marcar vacina das gatas, por exemplo).

Um dia/talvez? As metas para vida

Aproveito para ver se há algo da minha lista de um "um dia/talvez?" que possa ser incluído nas tarefas, compromissos e projetos. Como as metas para a vida fazem parte do que desejo fazer, não do que eu tenho que fazer, fica mais fácil colocá-las no planejamento conforme a flexibilidade da rotina.

Nessa hora também costumo pesquisar algo que esteja de olho, por exemplo as datas das festas/feiras/eventos literários e o calendário de inscrição de algum curso. Se compensar, incluo no planejamento.

Depois: planejamento

Foto por Nick Morrison, via Unsplash.


Área de foco

Há alguma área da vida que eu precise focar? Se sim, quais serão as ações necessárias? Aqui faço um plano estratégico para elas.

Quais são as datas fixas e quais são os prazos?

Faço um pente-fino no calendário para ter uma visão de datas que já estão fixas e que não podem ser mudadas por mim: feriados, aniversários, eventos, calendário de vacina (meu e das gatas) etc. Isso me deixa com uma visão real de quanto tempo eu tenho para realizar tudo o que preciso até o fim do ano. 

Às vezes, a data exige alguma ação anterior (agendar uma consulta, comprar um presente, guardar dinheiro etc.), então colo isso no calendário também (já que há uma data limite para cada uma dessas ações). 

Distribuição temporal

Distribuo as tarefas no planejamento mensal (aquilo que eu quero fazer no mês, sem uma data específica), coloco o que tem data específica na agenda e crio os trackers para monitorar o que precisa ser monitorado. Assim fica fácil de saber o que precisa ser feito e quando.
Normalmente eu começo essa divisão começando pelo trabalho, porque gosto de passar o calendário do semestre para os meus alunos. Como essa é a maior área que eu tenho datas fixas, começo por ela.


Com tudo isso pronto, posso começar o semestre com mais tranquilidade. :)

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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Planejando a segunda metade de 2021

quinta-feira, julho 08, 2021 8
Foto por Diego PH, via Unsplash.


Chegamos ao segundo semestre de 2021. Além de todos os aniversários (do meu livro e daqui do blog), foi também em junho que eu completei um ano de demissão. Essa temporada é a primeira que passei longe da sala de aula desde que me formei e... que aventura, não?!

Multitarefas

Foto por Patrick Perkins, via Unsplash.


Aliás, por falar em aventuras, sempre que eu digo que estou começando um projeto ou que tirei um tempo para fazer algo que eu gosto (escrever, ler, tricotar, brincar com as gatas, dormir ou qualquer coisa do gênero), o que eu mais ouço é "não sei como você tem tempo para tudo!", "queria ser como você", "como você consegue fazer tantas coisas" ou variações dessas ideias. Eu já pensei demais sobre isso e o que tenho a dizer é:

1. Eu tenho múltiplos projetos/trabalhos/hobbies porque eu gosto de fazer coisas diferentes ao mesmo tempo. Isso é importante. Acho que uma pessoa que não goste de fazer muitas coisas ao mesmo tempo não conseguiria ter uma agenda como a minha — e isso não significa que ela seja melhor ou pior que eu. Somos apenas diferentes;
2. Eu faço muitas coisas, mas o meu foco principal está em 2 ou 3 delas no máximo. Sou ser humano e também tenho meus limites. Quantas vezes eu disse por aqui que o blog teve menos post por conta do trabalho, por exemplo? Nem sempre dá para fazer tudo, mas isso também não significa que eu tenho que desistir só porque não deu tempo;
3. Eu planejo. O meu planejamento não é uma camisa de forças — sou rainha em programar X e acordar sem energia e fazer Y —, contudo, colocar as ideias no papel me ajuda a não perder os meus desejos de vista. Um exemplo prático? No começo do ano eu falei que queria ampliar as minhas aulas de escrita, todavia não tinha feito nada no primeiro trimestre relacionado a isso. Quando abri o meu planejamento anual em maio, corri atrás de reservar o horário, separar o material das aulas e escrever o post divulgando tudo. De lá para cá, consegui formar duas turmas. Muito provavelmente se eu não tivesse colocado essa ideia no papel — e não tivesse revisitado esse papel —, a rotina teria me engolido e o desejo de lecionar escrita literária teria ficado bem distante.

Recalculando a rota

Foto por Annie Spratt, via Unsplash.

A primeira parte do meu planejamento é com papel e caneta. normalmente sigo as etapas abaixo:

1. Acho que a primeira coisa a se fazer é revisitar as listas de objetivos para o ano, de objetivos a médio e longo prazo e a de próximas ações. Ao rever tudo isso é possível avaliar o que já foi feito, o que está em andamento, o que vai ser adiado ou o que simplesmente não faz mais sentido algum;
2. Eu gosto de fazer a roda da vida a cada início de trimestre. Assim consigo avaliar a quantas ando em todas as áreas da vida (isso é importante, porque eu tenho uma tendência a focar muito no trabalho). Divido a minha da seguinte forma: equilíbrio emocional, saúde e disposição, desenvolvimento intelectual, realização e propósito, recursos financeiros, projetos, família, amor, vida social, hobbies, plenitude, espiritualidade;
3. Depois gosto de fazer uma lista de tudo o que não estava planejado, mas que eu consegui fazer. É legal poder ver o que surgiu de demanda, o que tentei fazer e deu certo ou não;
4. Também tento pensar por que eu consegui atingir os objetivos que atingi e por que não consegui fazer o que tinha me proposto. Entender isso me ajuda a ver se fui eu mesma que não quis ou me autossabotei ou se teve algum fator externo (oi, pandemia!) que impediu que eu fizesse tal coisa dentro desse período;
5. Após ter olhado as listas e feito essa avaliação, gosto de escrever como seria o meus segundo semestre ideal e colocar uma ordem hierárquica nesses objetivos. Isso me ajuda ver onde eu tenho que focar mais ou menos energia;
6. Por fim, anoto ações que eu considero importantes para chegar nesse segundo semestre ideal e faço os lembretes necessários (coloco o que é preciso na lista de próximas ações ou no calendário, caso tenha uma data específica).

Sazonalidade

Foto por rocknwool, via Unsplash.

Feito tudo isso, parto para ações práticas do item 6 e para organizações sazonáis:
1. Arquivos eletrônicos — dou uma geral no meu computador, principalmente na pasta "downloads". Também reviso os arquivos do celular. Aproveito para ver se há alguma pasta que precise de backup (geralmente são a de fotos, as dos textos que escrevo e dos cursos que elaboro).
2. Livros e roupas — faço a faxina interna dos armários e aproveito para verificar se tem algum livro que eu não queira mais e que possa ser doado.
3. Conserto, reaproveitamento e lixo — nessas arrumações também vejo se há algo que precise ser consertado, que possa ganhar um outro uso ou se precisa ser jogado fora.
4. Organização de agenda — aproveito para verificar se há algo pontual que precise ser agendado (como a vacina das gatas).

Revisão

Depois de ter feito tudo isso, coloco na agenda um horário específico para revisitar tudo de tempos em tempos (normalmente, repasso o planejamento uma vez por semana). Não adianta ter todo o trabalho de escrever o plano e não voltar nele nunca mais. 
Outro fator que tem contribuido muito para mim é fazer as retrospectivas mensais aqui no blog. A ideia surgiu para eu ver que havia vida dentro do confinamento em casa; mas, querendo ou não, esse também é um momento de revisão mensal que me ajuda a perceber quando eu estou me aproximando mais daquilo que desejo e quando não.

Esse planejamento me ajuda não só na virada do semestre, mas sempre que eu preciso voltar a me sentir no controle das coisas, a valorizar a minha caminhada. 😉

Agora eu quero saber: como você planeja a sua vida?! Tem alguma dica boa para me dar?! Deixe nos comentários. 😍

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

2021 e as metas e planos conscientes

segunda-feira, janeiro 25, 2021 20
Imagem por StartupStockPhotos, via Pixabay.

Já tem alguns anos em que o primeiro post de janeiro é um resumo com as minhas metas e propósitos para os 12 meses vigentes. Entretanto, em 2021 tudo foi diferente.

É impossível para qualquer ser pensante ter passado por 2020 de modo a não sair minimamente mudado. Não que as tradições não continuem válidas ou que a gente tenha que desprezar tudo o que já viveu. Não é sobre isso. É mais sobre aquela eterna busca de tentar responder à velha pergunta sobre "o que é mesmo que eu vim fazer aqui?". 

Como já contei no post de dezembro, 2020 foi um atropelo atrás de atropelo (imagino que para você também) e isso me fez pensar no quanto eu amo a tranquilidade. Ultimamente, ser feliz tem sido sinônimo de viver uma vida tranquila. É isso que tenho buscado cada vez mais.

Eu sempre amei fazer planos e traçar metas — mesmo nas minhas piores fases em que eu só conseguia traçar meta para a hora ou o dia seguinte — entretanto, as incertezas me fizeram pensar em 2021 sob outra perspectiva.

Eu ainda sigo em quarentena, como seguia em março ou abril do ano passado. Não tenho saído para me divertir ou ver os meus amigos. Tem sido bem pesado. Às vezes me isolo para não descontar a tristeza nos outros. De um modo geral, tenho focado no que dá: descanso e trabalho. Como ainda não sei quando será a minha vez na vacina (acredito que, provavelmente, só no segundo semestre), vou dando o meu melhor enquanto posso.

Partindo desse princípio, não fiz metas muito megalomaníacas.  Preferi focar na manutenção do que já tenho do que em tentar imaginar quando voltarei para a minha vida minimamente normal (algo que envolveria idas a cafés, museus, shows e viagens).

Tema

Como todos os anos, escolhi uma frase para me guiar ao longo de 2021. Ela fica na capa do meu planner, para eu não me esquecer da importância do sentimento que ela me desperta. Assim como no ano passado, em 2021 também fiquei por conta do U2 — desta vez, com um trecho de Where the streets have no name:
I wanna feel sun light on my face 
I see the dust-cloud disappear without a trace 

Where the streets é uma música que me passa a sensação de liberdade boa. Daquela em que a gente se relaciona com nós mesmos e com o mundo sem medo e sem a necessidade de ser um ser a parte. Eu quero essa sensação de estar integrada. De ser livre mas de "I go there with you". Ao mesmo tempo, estou há mais de 10 meses confinada. Eu literalmente quero sentir o sol no rosto. 



Lema e palavra-chave

Em 2021 eu resolvi ter um lema. A ideia era ser uma frase curtinha, da qual eu pudesse me lembrar sempre e que servisse de critério rápido para tomar alguma decisão. Acabei escrevendo demais, mas gostei mesmo assim:

"Expressar a minha criatividade confiando na minha sabedoria inata e me abrindo às novas oportunidades com leveza e responsabilidade".

Acho que aqui tenho um bom guia para tomadas de decisões em tempos de incertezas:
  1. Estou me expressando de forma criativa?
  2. Estou confiando naquilo que eu sei?
  3. Estou me abrindo para o novo?
  4. Faço tudo isso de forma leve/sem me sobrecarregar?
  5. Estou sendo responsável comigo, com os outros e com o mundo?

A palavra-chave do ano é consistência. Se eu conseguir manter o que faço com qualidade, já está ótimo.

Dicionário Eletrônico Houaiss.


Área de foco principal 

2021 é o ano em que quero focar nos meus estudos (ainda que eu tenha tirado janeiro de férias para isso). Já comprei alguns livros e já imprimi algumas dissertações. A principal tarefa agora é ler, estudar e escrever o pré-projeto do mestrado.

Metas

Tracei várias metas e objetivos. Vou listar abaixo as que são o foco para cada área. 

Pessoal

  • Equilíbrio emocional: respeitar o meu ritmo; me reconectar com o amor que vem dos outros; 
  • Saúde e disposição: continuar na terapia e no Pilates, regular o meu sono, tomar a vacina da Covid (quando for a minha vez, claro); 
  • Desenvolvimento intelectual: finalizar o projeto do mestrado e me inscrever nos processos seletivos.

Profissional 

  • Realização e propósito: refinar a minha rotina de trabalho, de forma que eu desenvolva todos os projetos e consiga descansar, abrir mais vagas para a mentoria de escrita; 
  • Recursos financeiros: pagar todas as contas com o meu trabalho 2021 (sem entrar na reserva de emergência); 
  • Projetos: comemorar os 15 anos do Algumas Observações; terminar de escrever o meu livro de crônicas; publicar mais um livro de poesia. 

Relacionamentos

  • Família: ter uma boa convivência nessa quarentena (que já está longa); 
  • Amor: aprender a receber amor dos outros sem deixar de ser quem eu sou; 
  • Vida social: não perder os meus amigos por causa da pandemia. 

Qualidade de vida

  • Hobbies: ler pelo menos 5 livros não-lidos da minha estante; aprender jardinagem 
  • Plenitude: trazer mais humor e leveza para as durezas da vida. 
  • Espiritualidade: me conectar mais ao divino, ouvir mais a minha intuição.

Foto feita por mim.


Para depois da pandemia 

Será que isso será em 2021 ou 2022? Sei que — além de ver os meus amigos e viajar — quero visitar todos os meus lugares preferidos de São Paulo. Como eu sinto falta de ser andarilha na minha própria casa! Espero que esse dia chegue logo.


E vocês? Como vocês planejaram o seu ano? Me contem as suas técnicas de como lidar com as incertezas.

Beijos e queijos :*
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domingo, 19 de janeiro de 2020

5 canais no YouTube para aperfeiçoar o inglês aperfeiçoando a vida

domingo, janeiro 19, 2020 12
Imagem de StockSnap por Pixabay.
Oi, pessoal!
Vira e mexe alguém me pergunta como estudar inglês sem gastar muito. Normalmente, a resposta que eu dou depende muito de quem perguntou (porque eu busco uma estratégia que tenha a ver com o perfil da pessoa), mas hoje eu quero contar um pouco de como eu tenho feito para estudar.

Desde o final do ano passado para cá eu venho buscando atividades e estudos que me ajudem a viver uma vida com propósito. Não sou uma pessoa que gosta de luxo, mas que quer ter uma jornada tranquila e causar um impacto positivo não apenas na vida que vivo, mas também na das pessoas que me cercam. Sendo assim, passei a procurar sobre esse conteúdo no Youtube. Fico ouvindo os vídeos enquanto lavo a louça ou organizo as minhas coisas (férias, sempre tão maravilhosas!) e aproveito para refletir sobre a minha própria caminhada. São esses canais/vídeos que eu quero compartilhar no post de hoje.

Se expôr ao máximo à língua que queremos aprender é um dos melhores meios de internalizá-la. Quanto mais ouvimos em seus diferentes sotaques e ritmos (como acontece com as sugestões abaixo), mais nos sentimos preparados para as diversas situações que a vida pode nos oferecer. Sendo assim, se a sua meta para 2020 é estudar mais inglês, o conteúdo abaixo pode ajudar nesse sentido.

MuchelleB

O primeiro canal que quero compartilhar é o da Muchelle B. Ela é australiana e fala bem rápido, mas os vídeos dela têm a opção de legenda no YouTube. O que me chama atenção no trabalho da Muchelle é o fato de ela ser muito prática. Isso ajuda muito para quem não sabe muito bem por onde começar e precisa de um caminho. Abaixo deixo o vídeo em quem ela dá dicas de como melhorar o planejamento semanal (vou testar o que ela faz e depois conto para vocês se funcionou por aqui):




Lavendaire

O segundo canal que eu tenho acompanhado bastante é o Lavendaire, da Aileen. Ela se define como empreendedora e "artist of life". O que gosto bastante da Aileen é que além de compartilhar como ela se organiza, ela também mostra o conteúdo da vida pessoal dentro desta organização (o que funcionou ou não e o porquê). Dos vídeos que eu vi, este (abaixo) é um dos que mais gostei. Foi interessante porque eu tenho algumas amigas que também acompanham a Aileen, então pudemos conversar sobre tudo isso que envolve as técnicas que ela usa e sobre os nossos sonhos. Eu fiz esse exercício que ela cita no fim do vídeo (Current me x Future me). Estou doida para chegar no fim do ano e ver o que funcionou ou não.




Professional Wild Child

De todos os Youtubers desta lista, a que eu acompanho há mais tempo é a Zöe. Ela é dos Países Baixos e trabalha como nômade digital, então sempre traz alguma coisa sobre o lugar em que está no momento. Abaixo, um vídeo que ela gravou com o pai dela. Ele tem 70 anos e deu algumas recomendações sobre o que ele aprendeu ao longo da vida.



Matt D'Avella

O que gosto no Matt é que ele busca experimentar coisas que o tire da zona de conforto. O canal dele é cheio de "tentei tal hábito por tanto tempo" e ele costuma ser muito sincero no que funciona e no que não. O vídeo abaixo é um trecho de uma entrevista que ele fez, falando sobre ter menos coisas e mais espaço (físico, mental e na agenda) para viver uma vida mais plena.



Nathaniel Drew

O Nathaniel tem um estilo parecido com o do Matt no que diz respeito ao minimalismo e a tentar hábitos que quebrem a rotina. Gosto do slogan (?) do canal dele: In Search of Mental Clarity. Isso ressoa comigo, porque eu também estou nesta busca. Abaixo deixo o vídeo em que ele tentou vivenciar a rotina (insana) do Leonardo da Vinci, porque gosto disso de tentar o que os grandes mestres já fizeam.



Se vocês quiserem que eu traga mais conteúdos de estudo/aprendizado aqui para o blog, me avisem nos comentários. ;)
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domingo, 5 de janeiro de 2020

2020 e as minhas metas (conscientes)

domingo, janeiro 05, 2020 30
Não estava nos planos fazer um post sobre metas, mas aqui vaí.
Hoje choveu por quase todo o dia. Gosto da chuva porque ela me traz tédio. O tédio, por sua vez, me faz pensar: o que me faz ter um dia bom, um mês ótimo, um ano incrível? A primeira palavra que me vem é tranquilidade. Foi com esse sentimento em mente — e com tudo o que vi de planejamento do ano no YouTube — que tracei as minhas metas para os próximos anos.

Ter a mente tranquila, para mim, envolve vários aspectos (que eu coloquei na Roda da Vida que eu fiz no dia 1º), que precisam estar em equilíbrio. Sendo assim, busquei ter ao menos um objetivo de curto prazo (para 2020) para cada área. Organizar o micro para refletir na composição do meu eu. Minha lista de metas para o ano ficou assim:

1. Equilíbrio emocional: continuar na terapia e voltar a meditar;
2. Saúde e disposição: fazer o Pilates e incluir alguma outra atividade física na rotina;
3. Desenvolvimento intelectual: terminar a pós, definir um projeto de mestrado, aprender mais sobre finanças, voltar a estudar inglês e alemão;
4. Realização e propósito: fazer um bom ano no trabalho, dar aulas de escrita criativa e inspirar pessoas a criarem;
5. Recursos financeiros: comprar apenas o necessário, guardar dinheiro;
6. Projetos: terminar o meu próximo livro, voltar a trabalhar com afinco no Projeto Escrita Criativa;
7. Família: impor limites de modo gentil (eu sei que eu sou bruta);
8. Amor: colocar a cara ao sol (ninguém vai me conhecer se eu continuar enfurnada em casa);
9. Vida social e amigos: quero cuidar mais das minhas amizades porque eu fui muito relapsa com os meus amigos nos últimos dois anos;
10. Hobbies e diversão: ir ao teatro mais vezes, celebrar o meu aniversário, (aprender a) andar de bicicleta;
11. Plenitude: fazer os meus encontros com o artista; equilibrar trabalho e outras áreas da vida;
12. Espiritualidade: meditar, escrever no diário, prestar atenção nas sincronicidades e ouvir a minha voz interior.

O lema para o meu ano é Coragem. Sei que estou repetindo o mesmo de dois anos atrás (dois ou três? Não me lembro), mas me lembrar de ter coragem me ajuda a levantar a cabeça, trazer para 2020 apenas o que for importante e a enfrentar tudo o que for preciso daqui até 31 de dezembro.

Definição de Coragem, do Dicionário Houaiss (clique para ampliar).

E você? Muitas expectativas, planos e trabalho para 2020? Me conta nos comentários! ;)
Beijos e queijos! :*
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