2026, o ano da coragem
Fechei o ano conversando com uma amiga sobre a vida, os relacionamentos e a coragem. Muito se fala sobre a vida romântica e amorosa, mas esquece-se que o amor está por toda parte. Piegas, eu sei. Piegas, mas verdadeiro.
Dizia a ela que 2024 e 2025 foram
anos de reciprocidade. Foquei no que e em que eram recíprocos. Está junto,
estou junto. Não está junto? Bem, não posso forçar ninguém, mas também não
posso perder meu tempo e minha energia aceitando menos.
Sempre estive por inteira em
tudo: no trabalho, nas amizades, na família, nos amores. Intensidade faz parte
da minha essência, e todas as vezes em que tentei me diminuir para caber, para
não perder alguém, só saí sofrendo das situações. Teria sido mais fácil me
retirar ao sinal da primeira bandeira vermelha, mas eu sei que não desisto logo
de quem amo. Todo mundo tem os seus defeitos, e eu também não estou imune:
demorar para desistir é um deles que carrego.
De qualquer forma, há o
inegociável. Amadurecer é cada vez mais compreender onde a gente pode ser
flexível, qual é o nosso limite e aquilo que não tem negociação. Eu não sei ser
pequena; não sei estar meio aqui, meio lá; não sei amar pouco, ser pouco. Sou
grande e intensa e inteira. Esse é o meu inegociável.
Nem todo mundo sabe lidar com isso, e está tudo bem. Eu também não sei lidar com o afastamento, com a falta ou a má comunicação, com pessoas que não sabem dizer o que sentem ou que têm medo de assumir o que lhe habita o coração. É por isso que foco é fundamental. Por isso que eu foquei na reciprocidade ao longo dos últimos anos. Não adianta eu tentar viver algo que não sou ou tentar que pessoas vivam aquilo que elas não são. De novo, a vida (também) é isso e está tudo bem.
Voltando ao ano novo, em 2026, a
reciprocidade continuará em voga e trará junto consigo a coragem. Por muito
tempo, me vi como uma pessoa covarde, medrosa, vulnerável — até que percebi que
esse era mais um discurso que diziam sobre mim do que o que realmente sou. Aprendi
que falar sobre as vulnerabilidades (mesmo quando elas são desconfortáveis),
que ser sincera e inteira, que viver o que se deseja (não o que esperam de nós)
são justamente atos de coragem.
Quero ao meu lado os corajosos. Não
os inconsequentes, não os egoístas, não os sabidões que tudo acertam, mas os
corajosos no sentido etimológico da palavra: as pessoas que agem com o coração,
que comunicam, que vão com medo mesmo, que se abrem pra vida, que fazem não só o
que querem, mas também o que é preciso ser feito.
A última década me fez ver, sem
modéstia alguma, o meu valor. Eu conheço cada um dos meus defeitos, contudo também
sei o quanto eu sou comprometida com o quem faz parte dos meus dias e o quanto
eu sou grata a cada pessoa que faz parte da minha vida — elas são mais do que
rede de apoio, são o amor personificado. Sendo assim, não vou aceitar menos do
que mereço. Ao invés de focar em me lamentar pelo que não tenho ou por quem não
está mais aqui, vou dar o meu melhor para cada pessoa que se faz presente.
Reciprocidade corajosa multiplica o amor.
No trabalho, na família, na vida
romântica, nas amizades. Viver exige coragem.
E que Deus nos livre dos covardes. Amém!
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