sábado, 29 de junho de 2024

Eterno

sábado, junho 29, 2024 2
Fotos feitas por mim, no Centro Cultural São Paulo.


a arte de um tempo sem medo.
o medo da arte do tempo.
a arte dá medo ao tempo.
tempo. tempo. tempo.
areia fixa em ponteiros. 
ponteiros que giram em um eixo sem sentido:
voltas e mais voltas ao redor do infinito
inventário da invenção que articula
nascimentos, encontros, fecundações e mortes.

vida escoando a cada tic-tac:
infinitas possibilidades de caminhos,
eterno gerúndio em arte:

a muda de um tempo desejoso de ser sem medo.

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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Vamos celebrar: 18 anos de Algumas Observações

segunda-feira, junho 24, 2024 3
Aquele em que o blog fez 18. 💖

24 de junho é uma data que entrou para a minha história. A Fernanda do passado, que despretenciosamente resolveu ter um blog, não imaginava que estaria aqui, 18 anos depois.

Fiquei pensando no que escrever aqui, um texto bonito, emocionante, daqueles que arrancam lágrimas de quem escreve e de quem lê, mas a verdade é que as coisas que vêm do coração, além de bregas, são simples. E por serem simples são efetivas. Sendo assim:

Eu quero agradecer a você que me lê, que acompanha o blog desde o início ou que chegou agora; você que começou a me ler e sempre comenta; você que lê e, por timidez, não deixa ccomentários; você, que não só me lê, mas entrou em contato por e-mail ou pelas redes sociais; você que se tornou amigo; você que sempre torceu para que eu publicasse os meus livros; você que viu que também sou professora e quis ser minha aluna; você que deseja ser aluno e tem isso como planos futuros. Você, que é tão especial na minha vida, mesmo sem saber. Muito, muito, MUITO obrigada! 😍

Eu não teria chegaado até aqui se não fosse o apoio de cada um de vocês. 💚



Os 18 anos mais lidos do Algumas Observações

Mais uma vez, muito obrigada 💚
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sábado, 8 de junho de 2024

A Intermitência das Coisas: 5 curiosidades, 5 anos depois

sábado, junho 08, 2024 8
Vem saber das novidades!

Junho é um mês muito especial para mim, porque eu abro o mês relembrando o lançamento do meu primeiro livro, A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos, e fecho o mês comemorando o aniversário do meu blog, o Algumas Observações.


Como neste sábado, 08 de junho, eu celebro 5 anos de A Intermitência das Coisas, resolvi separar 5 curiosidades sobre o livro para  compartilhar com vocês.


Antes de mais nada, vem conhecer um pouco do livro:

Com os meus editores, Tonho França e Wilson Gorj, da Editora Penalux.

A Intermitência das Coisas
é um livro que reúne cerca de 45 poesias. Seus versos retratam a movimentação da poeta no espaço contemporâneo, suas mudanças e os aprendizados e, principalmente, como os ciclos que se iniciam e que se findam preenchem o vácuo que habita entre o vazio e o caos.
A publicação em português é da maravilhosa, perfeita, sem defeitos, Editora Penalux. 


Agora, sim, vamos às curiosidades:

 1.  O livro nasceu sem a intenção de ser um livro

O começo do A Intermitência foi um pouco caótico e sem pretensão. Eu abri um arquivo de Word em que resolvi escrever um poema por dia. Depois de um tempo, somei a alguns textos que havia escrito para uma disciplina da pós-graduação (Formação de escritores). Foi apenas com esse conjunto que eu notei que havia um embrião de livro eu poderia ser trabalhado.


Parte dos muitos abraços que recebi no evento de lançamento do livro.


2. O nome veio de uma conversa com 2 amigas escritoras

Depois de mostrar o embrião de livro para a Ane Venâncio e para a Ayumi Teruya, minhas amigas com quem tive a honra de cofundar o Projeto Escrita Criativa, elas vieram com este ponto importante: são poemas sobre a intermitência. Algo que fica entre o vazio e o caos, o caos e o vazio. Me senti representada. Essa é, de fato, a essência da obra. Sendo assim, não foi tão difícil bater o martelo para o nome do conjunto de poemas.

 

3. Há apenas  um poema que eu considero “de amor", mas não é para ninguém que eu amei romanticamente

Ao longo dos anos uma pergunta que eu sempre ouço é: Para quem é o poema "Você" (página 21). Bem, a verdade é ele é o único poema que eu realmente considero com essa temática de amor, mas ele surgiu de um exercício da pós-graduação que pedia que a gente escrevesse um retrato. Eu escrevi um retrato de alguém que admiro de forma artística, mas o tom saiu diferente. Gostei, não mexi no tom e aqui estamos com os versos no livro.

 

4. A intermitência, o vazio e o caos como tema de escrita na minha vida

Até escrever o livro, eu nunca tinha parado para refletir sobre qual é o tema predominante na minha escrita ou como ela se apresenta para o mundo. Juntar textos curtos (sejam eles contos, crônicas ou poemas) em um livro, coloca seu autor para pensar nas unidades temáticas que irão compor o trabalho. E como a minha cabeça ama pensar, levei isso para a vida.


Eu notei que meus textos, independentemente do livro, fazem esse ping-pong: vazio x caos; vida x morte; existência x produtividade; amor x desamor; natureza x intervenção humana; etc.; etc.; etc.  Então, meu ponto agora tem sido como explorar essa minha grande temática de modos diferentes. 

 

Autografando no lançamento. 

5. O livro ganhará uma versão em espanhol

Há um pouco mais de um ano, eu assinei um contrato com uma editora brasileira que também publica/vende na Argentina. O livro já era para ter saído, houve um pequeno atraso, mas eu ainda tenho fé que dê certo. (Na conversa que tive brevemente com o editor, nessa semana que passou, ele disse que vai dar.)

Ter um livro em español sempre foi um sonho, que eu espero que se realize em breve! Portanto, fiquem de olho nas novidades.

 

Playlist com leituras dos poemas, imagens do lançamento, live de 2 anos do livro, etc.


Ainda não leu A Intermitência das Coisas ou quer presentear alguém querido?

  • Você pode comprar tanto o A Intermitência das Coisas  (ou qualquer outro livro escrito por mim) autografado, com dedicatória, na loja do blog ou entrando em contato via e-mail: contato@algumasobservacoes.com.
  • Além disso, é possível adquiri-lo (sem autógrafo) nos seguintes sites: Editora PenaluxAmazon, SubmarinoAmericanas.
  • Se você já leu o livro, pode deixar a sua avaliação no Skoob ou no Goodreads
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domingo, 2 de junho de 2024

{Resenha} Clarice Lispector: pinturas, de Carlos Mendes de Sousa

domingo, junho 02, 2024 6


Descobri este livro por um acaso e foi amor à primeira vista: não só por se tratar de um estudo sobre a obra clariciana, mas também por se ocupar dessa obra por uma outra via, a das pinturas de Clarice Lispector.

Clarice não se considerava pintora, e a quarta capa do livro traz uma citação em que ela explicita isso. Entretanto, Clarice também não se designava escritora, apenas alguém que gostava de escrever, e aqui estamos, um século depois, lendo seus livros, transformando suas narrativas em filmes, sentindo sua obra nas nossas entranhas. 

O que você encontra neste livro.


A relação da não pintora com as artes é longa e duradoura. Nesse sentido, o trabalho de Carlos Mendes de Sousa é muito bom: antes de apresentar e de analisar as pinturas de Clarice, ele nos faz adentrar no universo das arts plásticas pela perspectiva da autora. Clarice Lispector: pinturas é dividido em duas partes: "I. O quadros de Clarice" e "II. Clarice pintora". 

Em "Os quadros de Clarice", os capítulos nos falam sobre a relação da escritora com as artes plásicas. Há uma pesquisa profunda, e os capítulos abordam várias perspecitavas, passeando sobre múltiplos assuntos: os livros que ela tinha em sua biblioteca pessoal sobre o tema, os pintores com quem ela tinha amizade ou a quem entrevistou, os quadros que ela tinha em casa, os retratos que foram feitos dela, os artistas que tentaram retratá-la e não conseguiram. Tudo isso embasado em textos (trechos dos romances, das crônicas, de entrevistas, dos contos e de declarações) da autora. 

Já a parte "Clarice pintora" analisa cada quadro propriamente dito feito por Clarice Lispector e nos mostra o quanto sua pintura está atravessada por sua literatura (e vice-versa). Figuras como o ovo e o cavalo são presentes em ambas. Além disso, a eterna procura por entender seu lugar no mundo, de expressar o não lugar, o que não se pode ser dito, o estranhamento artístico filosófico, o místico, tudo isso também está presente em suas pinturas.

Os capítulos trazem tanto as pinturas de Clarice quanto de outros artistas que são referenciados ao longo da obra em imagens coloridas, o que dá ao leitor mais aproximação devido à riqueza de detalhes nas imagens. Os capítulos são curtos e bem-escritos. Apesar de o livro ser fruto de uma tese de doutorado, a linguaguem está longe de ser enfadonha e cheia de academicismos. Isso contribui para uma leitura que é gostosa de ser feita, à medida que ela nos provoca, enquanto leitores, a querer saber mais. Além disso, Carlos Mendes de Sousa foi muito sábio em cada citação que escolheu para ilustrar e embasar o que dizia. A curadoria, sem dúvida, nos trouxe os melhores trechos de Clarice que se relacionam com as artes plásticas. 

O que eu vejo como um ponto alto deste livro é que ele é excelente tanto para quem já é estudioso de Clarice Lispector, quanto para quem apenas tem curiosidade sobre a autora ou para quem gosta ou se interessa por pinturas em geral. Como escritora, acho interessante como Sousa traça a ligação não apenas entre a produção literária e artística da autora, mas também como as influências das artes plásticas penetram no reino das palavras e das entrelinhas claricianas. É bonito como o processo de criação se revela nos dois âmbitos. Ler Clarice Lispector: pinturas nos estimula não só a querer mergulhar ainda mais no universo clariciano; mas, e por que não dizer, a querer produzir arte também.

Capa.


Livro: Clarice Lispector: pinturas
Autor: Carlos Mendes de Sousa
Páginas: 272
Editora: Rocco
Sinopse: Mais uma faceta pouco conhecida da escritora Clarice Lispector vem a público nesta obra, do português Carlos Mendes de Sousa. Grande admiradora das artes, Clarice tinha especial interesse pela pintura, conviveu com diversos artistas e produziu suas próprias pinceladas, cerca de 20 delas reproduzidas no livro. 'A atmosfera pictórica contamina a escrita de Clarice Lispector em aspectos mais ou menos visíveis', afirma Sousa, que reflete sobre a obra da escritora à luz de sua relação com a pintura.
Sobre o autor: Carlos Mendes de Sousa é um dos grandes nomes da crítica literária portuguesa. Natural de Angola, é professor de literatura brasileira na universidade do Minho, em Portugal. Sua dedcação à obra de Clarice Lispector, tema de sua tese de doutorado, deu origem ao volume Clarice Lispector. Figuras da escrita (IMS, 2012), livro de referência para os estudos claricianos.

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sábado, 18 de maio de 2024

Maré cheia

sábado, maio 18, 2024 6

Foto de Jakob Owens, via Unsplash.
  

Sou covarde até para a morte.


O lugar em que aprendi a jogar xadrez, em que retornei para celebrar o meu aniversário de trinta anos, não existe mais. Soube quando quis voltar lá e, simplesmente, fui impedida: portas e janelas fechadas. Nenhum José para, sequer, perguntar “e agora?”. O que fazer quando os lugares das memórias afetivas se vão? O aniversário de 30 foi um dos mais divertidos, isso porque  foi simples. Também foi o ano em que ganhei balões. Aos 30 anos, foi a primeira vez que ganhei balões. Quase uma década depois ainda me emociono com a singeleza do gesto: uma tentativa simbólica do desejo de uma amiga-irmã de me ver a voar alto, de me ver indo longe. Já daquela partida, me lembro muito pouco. A lógica do jogo (de tabuleiro e do amoroso) nunca fez sentido na minha cabeça. Demorei para vencer (ganhei na quinta ou sexta partida), perdi no amor. Rebaixei na vida.


O importante é se manter em movimento. Subo a rua até a avenida, procuro outro lugar tranquilo para tomar um café e escrever. Peço um croissant e um café no maior tamanho possível. Os planos eram sentar, rever o eterno projeto do NaNoWriMo e retomar de onde parei. Continuar em movimento, mesmo sem planos, mesmo sem saber para onde ir. Contudo, minha cabeça fervilha mais do que antes, mais do que nunca. Por isso, esta crônica.


Como o croissaint na velocidade de quem não quer ser engolida pelo mundo, mesmo sendo atropelada constantemente por ele. À minha frente, um casal. Ela sem as sapatilhas; ele conversando e massageando um dos pés dela sob a mesa. Há amor e cumplicidade. Será que eles já perderam alguma partida de xadrez pelo menos alguma vez na vida?


Leio textos sobre Clarice e me pergunto se ela encontrou, afinal, a paz na palavra. A procura se findou com o último texto escrito, no ponto final de sua morte ou ainda continua? Quando eu olho para frente, não tenho mais perspectiva. Queria me tornar uma senhora feliz e entusiasmada, mas sigo aqui, uma jovem no fim da década balzaquiana com ar amargurado, que não sabe qual é o seu lugar no mundo. Será que há um lugar que caiba este latifúndio?


Durante a semana tive conversas duras. O mundo não é mais o mesmo. Tudo está morrendo. Ao mesmo tempo, o mundo continua sendo mundo. Se eu pegar os textos do meu poeta favorito, escritos há praticamente um século, lerei poemas, contos e crônicas sobre guerras e destruição da natureza. Todas as notícias da semana afirmam que nada sobra de novo no front.


Uma dupla se senta ao meu lado. Elas não param de falar sobre o assunto da minha fobia. Estou passando mal só de ouvi-las e não trouxe os fones de ouvido. Tento abstrair. Não quero ter que mudar de lugar, não quero ser rude. Sei que rugir sem motivo aparente é loucura, mas minha vontade é a de enlouquecer de vez, de morrer de vez, de acabar com tudo.


Um amigo me diz que isso é estar vivo, que a humanidade veio para se autodestruir, que é da nossa natureza, que não há jeito de fugir da essência que a nossa espécie traz em seu DNA. Minha psicóloga diz que é uma fase, que tudo vai passar, que é preciso erguer a cabeça, que esperança é fundamental, que vê potencial em mim e em tantas outras pessoas a quem ela atende, que tenho que tomar cuidado para não absrver o que não é meu. Mas a verdade é que cidades são arrasadas. Tudo morre numa velocidade assustadora. E eu não acredito em mais nada. Não me lembro mais das regras lógicas do jogo.


Questiono se Deus ou qualquer outra força maior existe(m). Retiro a culpa de Lilith e de Eva. Elas, mulheres como eu, feitas de barro frágil, obrigadas a carregarem o peso do pecado do mundo, o peso da ausência de perfeição. Retiro a culpa delas, como gostaria de fazer com as minhas. Refaço os caminhos do passado repetindo a mim mesma que eu fiz o meu melhor com as informações que eu tinha. Que eu estou fazendo o meu melhor com o que tenho hoje. Há uma fera que quer sair. Eu a prendo enjaulada. Há luta, há desgaste. Ela vaza pelos meus poros, heroina em sua própria jornada. 


Enxaqueca.


Me forço a escrever mesmo assim, mesmo sabendo que estou me repetindo, porque hoje ouço demais para penetrar no reino das palavras. É preciso surdez para adentrar a este reino. A surdez da entrega que me falta. Me forço e me repito, porque também busco algo que não sei o que é. Me forço, por isso escrevo, mesmo sabendo que as portas do reino estão fechadas. Ouvi de um aluno do ensino médio que textos tristes são os melhores. (Não queria escrever coisas tristes, mas talvez essa seja uma das poucas coisas que sei fazer bem.) Concordo com ele e continuo. Me mantenho em movimento. Isso é importante. Me mantenho em movimento mesmo quando não sinto o movimento.


As amigas que estavam ao meu lado vão embora; o casal fofo à minha frente, também. Encaro a tela em branco. Fico sem ideias. Jogo “Chagall" no Google para ver as pinturas que tanto impressionaram Clarice. A leveza é tamanha que, em um dos quadros, a mulher flutua. Sinto vontade de pintar. Me lembro do pacote fechado de aquarela que tenho em casa, mas tenho dúvidas sobre o quanto possível fazer arte quando não se tem um teto todo para chamar de seu.


Tudo morre numa velocidade assustadora. A maré cheia é devastadora de sonhos.


Me lembrei desta música enquanto escrevia. :) 
Saudades, Cássia. 💚

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domingo, 5 de maio de 2024

A química

domingo, maio 05, 2024 4

Toda linha começa em busca de uma falta.

É verdade,
a crônica consegue algum estilo sobre coisa alguma.
O excesso atrapalha, ao mesmo tempo, se perde:
Mundo sem porteira. 

A primavera. 
O velho.
O sonho.

Me lembrou a função:
seu único objetivo: somente permanecer.

Ideias contrárias convivem.
O conceito como ponto de partida indica
parte substancial:
suas consequências.

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domingo, 7 de abril de 2024

Vem escrever comigo no Dia Mundial da Criatividade!

domingo, abril 07, 2024 18
Inscreva-se na nossa oficina, aqui.


Oi, gente!
O post de hoje é para contar uma novidade que me deixou muito feliz e para fazer um convite para todos vocês. Que tal participar de uma oficina presencial mediada por mim, em nome do Projeto Escrita Criativa, no Dia Mundial da Criatividade? Vem que eu te explico!

O que é o Dia Mundial da Criatividade?

O Dia Mundial da Criatividade e Inovação é celebrado em 21 de abril (data escolhida pela ONU) e seu festival acontece no Brasil desde 2018, reunindo organizações, empreendedores, empresas, voluntários, educadores e inspiradores em diversas atividades (palestras, oficinas, shows, bate-papos), para estimular uma vida mais criativa — tanto individual, quanto coletivamente.

Os eventos acontecem em diversas cidades do Brasil, incluindo as capitais dos estados, e têm como objetivo inspirar as pessoas a construírem seus próprios projetos, cidades e negócios inovadores. Além disso, o festival visa  preparar lideranças criativas e promover a colaboração, fomentando ecossistemas para impactar positivamente comunidades de modo a alavancar inclusão produtiva, por meio do empreendedorismo e de soluções para problemas contemporâneos, com a moldura do desenvolvimento sustentável e, claro, muita criatividade!

As três cofundadoras do Projeto Escrita Criativa: Ayumi Teruya, Ane Venâncio e eu.
Inscreava-se aqui.

Como será a atividade promovida pelo Projeto Escrita Criativa?

Inscreva-se aqui.

Neste encontro, com 2 horas de duração, os participantes serão estimulados a descobrir o poder da subjetividade ao escrever pequenas narrativas e a explorar os limites da criatividade. Na oficina, você:

  • Mergulhará no universo da subjetividade e da sua relação entre a escrita literária e criatividade — explore como a sua percepção única do mundo molda a sua narrativa e como você pode usar isso para criar histórias cativantes;
  • Desafiará sua criatividade com exercícios de escrita a partir da ideia de restrição e de expansão — experimente ir além da sua zona de conforto com propostas de escrita que te farão pensar além do comum.
  • Escreverá e compartilhará seu trabalho com outros participantes — aprimore suas habilidades de escrita e suas competências criativas.
Vem escrever com a gente!

Quando? Dia 20 de abril, às 10 horas (Horário de Brasília)
Onde? École Intuit Lab São Paulo — Rua Major Maragliano 181, Vila Mariana — Campus Vila Mariana (Veja no Google Maps.)
Duração: 2 horas.
Inscrições: Inscreva-se aqui.

Te espero. Até lá!
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domingo, 31 de março de 2024

Forma específica de relevo

domingo, março 31, 2024 18
Foto de Stijn Swinnen, via Unsplash.

Em tempos tão bélicos, a busca vira luta, batalha em trincheiras sem garantias de vencedores ou perdedores. Acordos diplomáticos são lançados ao vendaval catártico e, sem que se pense duas vezes, me vejo atirada ao chão. Balas perfuram o meu corpo violentamente, e tudo o que eu desejo é o pleonasmo de um fim que, de fato, se finde. O caos está longe de ser criativo. O desejo está longe de trazer tesão. Dor. Apenas a dor do medo. Apenas o medo da dor. Minha mente quer estancar tudo isso, mas meu corpo fora atingido. Soldier down, honey. Soldier down. É impossível me mover. É impossível pedir ajuda. Minha voz não sai, e mesmo que saísse, ninguém a escutaria. A esta altura, é improvável qualquer mísero movimento. Meus músculos não respondem mais ao comando do meu cérebro. Mesmo que respondessem, seria inútil. Meu cérebro desistiu de tudo. Melhor dizendo, meu cérebro desistiu de mim. Minhas sinapses estão exaustas de tanto lutar. Mais balas me atingem. Elas são cada vez mais velozes. Eu estou no chão. Eu continuo no chão. Meus pulmões se movem: o ar não vem. O vazio não se preenche do meu sangue: as minhas vísceras não se espalham. O fim não se finda. Balas seguem me atingindo. Há desespero na falta de explicação. Até a loucura seria uma alternativa mais simples. Corpo quente no solo frio. Tento mudar de estratégia: agora são bombas e mais bombas. Ninguém procura por ninguém: não há melhores amigos, tampouco desconhecidos, advogados, líderes espirituais, familiares ou qualquer quem que valha. Nunca houve coerência nos atos bélicos. Não há meios de descomplicar o confronto. Marte segue orbitando o Sol. Morro, entretanto continuo viva. Continuo viva.


Talvez, se eu tiver alguma espécie de sorte, os escombros se transformem em adubo.

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domingo, 18 de fevereiro de 2024

{Vou por aí} Parque Severo Gomes, em São Paulo

domingo, fevereiro 18, 2024 30
Vem conhecer o parque Severo Gomes. 💚🌳

Aproveitei o feriado de Carnaval para explorar a cidade e ir visitar um parque que não conhecia. Localizado na Granja Julieta, na região de Santo Amaro, o Parque Severo Gomes faz parte de uma bacia hidrográfica e é cortado pelo Córrego Judas. Esse córrego faz parte do programa Córrego Limpo, que recuperou córregos e áreas de mananciais da cidade.

Na entrada do parque há este banner com o mapa de localização.📌


Apesar de ser um parque pequeno (tem uma área de 34.900 m²), principalmente para quem está habituado a frequentar o Villa-Lobos ou o Ibirapuera, ele não é cheio (como os outros dois) e tem sua área de mata bem preservada. Alí é possível ver espécies da flora e da fauna brasileira (um beija-flor passou por mim, colhendo néctar e batendo suas asas em alta velocidade), bem como chegar próximo ao córrego que o corta. Há plaquinhas informando aos visitantes quais são as espécies de plantas e de animais que estão ali, bem como sobre a bacia hidrográfica em que o parque está localizado.

E também há outro banner explicando sobre a bacia hidrográfica e o córrego Judas.🌊

Córrego Judas.

Dependendo da área em que se está, é possível caminhar em espaços de trilha de mata mais fechada, ou se sentar em alguns dos banquinhos de concreto em áreas mais abertas. 

Trilha de caminhada 🏃

Outro trecho da trilha.🏃

Na entrada ainda há banheiros (eu não entrei para conferir, mas no site da prefeitura há a informação de que os sanitários são com acessibilidade), um pequeno playground para crianças e uma estante com livros de literatura infantil. Há muitos funcionários ao longo do espaço e várias placas de sinalização, de modo que é fácil obter informações, caso necessário. Vi também que eles promovem algumas atividades específicas. No portão havia um banner dizendo que a próxima será uma corrida infantil. O site da prefeitura diz que lá também é ponto de coleta de recicláveis, de óleo de cozinha e de eletrônicos.

Uma das plaquinhas de sinalização de fauna.

Minha visão de quando estava sentada em um dos banquinhos.


O parque está interligado ao parque do Cordeiro e à Avenida Jornalista Roberto Marinho via ciclovia. Então, para quem gosta de pedalar, é uma boa pedida (há bicicletário, para quem for de bicicleta). Além disso, ele está localizado próximo ao centro comercial e ao Mercado Municipal de Santo Amaro. Sendo assim, é possível visitá-lo e depois fazer compras ou ir comer alguma coisa gostosa. Foi o que fiz, já que a minha visita foi relativamente rápida. 

Eu, bem millennial que não sabe fazer pose. 😂😅

É claro que eu tinha que abraçar uma árvore! 🌳


Parque Severo Gomes
Endereço: Rua Pires de Oliveira, 356 - Granja Julieta
Horário de funcionamento: diariamente, das 7h às 19h
Telefone: +55 11 5687-4994
Linhas de ônibus que passam por lá:
6422-10 – V. Cruzeiro – Term. Bandeira
6811-10 – Parque do Lago – Borba Gato
7245-10 – Term. Sto. Amaro – Hosp. das Clínicas
736G-10 – Jd. Ingá – Shopping Morumbi
756A-10 – Jd. Paulo VI – Santo Amaro
5730-10 - Largo São Francisco
5300-10 - Terminal Pq D. Pedro II
Mais informações: site da prefeitura, parque no google maps.

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domingo, 11 de fevereiro de 2024

O que o coração quer mesmo é se derreter

domingo, fevereiro 11, 2024 18


Às vezes eu penso que não há ninguém para contar, que ninguém se importa. O mundo é cruel demais e nem uma pandemia conseguiu trazer mais humanidade ao Homo sapiens. Viver uma jornada sem compartilhar os medos pesa; as pessoas jamais compreenderiam — não por serem incapazes, mas porque simplesmente não querem. Sempre há gente que resolve tudo com dinheiro — e quando não há solução por essa via, joga-se tudo para debaixo do tapete. Sempre há dor e sofrimento espreitando a esquina. Onde há dor e desigualdade, a porta da empatia já foi lacrada há tempos.

Quase sempre acho que todos estão nem aí. Então um lampejo surge de onde eu não esperaria. Um lampejo desses forte e simples, um raio em forma de palavras que estremece o meu coração de um jeito bom. Agradeço dizendo que é fofo, pareço desconcertada, mas a verdade é que, ao menos por alguns instantes, deixo o ritmo triste, e passo a suspirar uma esperança em forma de abraço. Alento. Usar a fofura se torna, portanto, uma forma de agradecimento tenro quando as palavras não soam suficientes a tamanho acolhimento e devoção.

Coleciono esses momentos como faço com as polaroids: coloco no álbum que eu mesma fiz. Depois, de tempos em tempos sorrio ao percorrer suas páginas. Vejo imagem por imagem, sabendo que cada memória doce me protege de não me tornar um monstro, de não incendiar a mim mesma.



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domingo, 4 de fevereiro de 2024

Planejadamente fortuito

domingo, fevereiro 04, 2024 12
A gentileza mora no delicado do acaso.


Gostaria de escrever esta crônica para você. Sim, você, destinatário sem nome, sem rosto, sem redes sociais e geolocalização. Esta crônica epistolar, este texto planejadamente fortuito é para você, responsável por esta saudade do que sempre desejei e nunca vivi. Esta crônica é uma declaração de futuro.

Você não sabe, mas há cartas e cartas escritas à sua espera. Não tenho logradouro, número, bairro, CEP, cidade, estado, país ou e-mail para envio, mas como sei que você existe, escrevo mesmo assim. Não só esta crônica, mas meu dia a dia, meus sonhos, meus medos.

Queria te dizer tudo isso pessoalmente. Olho no olho, de peito aberto. Sinto que este momento vai chegar em breve. Enquanto isso não acontece, preparo o terreno. Além de palavras escritas, tenho vocábulos cantados por vozes mais bonitas — ou, ao menos, mais afinadas — que a minha em uma playlist do Spotify. Espero que, assim como eu, você goste dessas músicas e dance a cada nota.

[emoção.]

Às vezes você me vem à mente nos momentos mais aleatórios: enquanto lavo a louça do café da manhã, tricoto um casaquinho de bebê para doar, tomo um banho quente, caminho até o ponto do ônibus, fico com a boca aberta na dentista, preparo o meu chá noturno ou como um chocolate no meio do dia. Quais são, afinal, os seus hábitos? Os seus sonhos? Os seus medos? Minha curiosidade por te descobrir me acalma. A sabedoria popular já diz que é questão de tempo.

[você também observa o céu depois da chuva?
você sempre surge nos finais de tarde, quando o céu muda de cor,
e eu rezo e depois tiro uma foto para fazer um story no Instagram.]

O frio na barriga me faz duvidar se estou pronta — quem está? —, mas não desisto. Não te procuro, porque gosto da surpresa, mas não desisto. Nunca soube desistir. Como um atleta que treina para uma prova importante, me preparo do lado de cá. Um treinamento intenso, desses que me fazem atravessar tormentas, ter dores de cabeça e chorar na terapia — logo eu, que não gosto muito de chorar, muito menos com outras pessoas olhando. Há preparo do lado de cá, porque sempre busquei oferecer o melhor de mim para o mundo e, com você não seria diferente. Assim, para usar um dos clichês mais lidos na internet, também me encontro com o melhor que há em mim.

Há preparo, cartas, músicas, céu, mística e crônica. Há sonhos e recados falando sobre a sua chegada. Há sentimentos e oportunidades. Esperança e fé. Há acaso. Quem sabe na próxima esquina a gente não se encontra? Quando isso acontecer, só me prometa que a gente vai se falar.

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domingo, 28 de janeiro de 2024

Aqui e agora

domingo, janeiro 28, 2024 18


as palavras estão sendo escolhidas
cultivadas a ferro e fogo na fornalha
vejamos todas elas se debaterem na lenha que se consome
calor que forja o metal faz dele espada afiada 
quando a delicadeza lhe é roubada, o que sobra?

silêncio!

elas, as palavras, vêm quente, mas eu volto fervendo
vocês assistem a este espetáculo ao vivo e acessível à palma da mão
tanto nas pequenas e quanto nas grandes telas é possível ver:
palavras e eu, em língua materna, nós duas nos debatendo
desde o útero, nos aniquilando

assim seguimos, sempre em silêncio
até que nada (nos) reste


Este texto nasceu da proposta de escrita do Projeto Escrita Criativa,
cujo tema é: as palavras que ninguém diz. Para conhecer mais do Projeto, clique aqui.

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domingo, 21 de janeiro de 2024

{Vou por aí} Nick Carter e a Who I am tour em São Paulo

domingo, janeiro 21, 2024 17
Vem saber como foi o show do Nick! 💚


Estou devendo alguns relatos dos últimos shows que fui e quero começar contando sobre o último, o do Nick Carter, que aconteceu na quarta-feira, 17 de janeiro, na Audio, em São Paulo. Confesso que quando o Nick anunciou que viria para o Brasil com a turnê Who I am, eu pensei um "vou comprar porque é o Nick", mas não me animei muito com a setlist que sabia que ele estava fazendo.

A proposta desta turnê é, contudo, muito interessante. O repertório é dividido mais ou menos meio a meio: metade são músicas que ele gravou seja em projeto solo, seja com os Backstreet Boys, a outra metade é de covers de músicas que o marcaram ao longo da vida. Essas canções são de grandes nomes como U2, Journey, AC/DC, Bon Jovi, Sting, Tears for fears e são apresentadas de modo intercalado ou, até mesmo, dentro do repertório dele; que nós, fãs, tanto amamos. Como covers não é algo que me deixa muito animada, comprei o ingresso mesmo para matar a saudade dele e para me divertir com as minhas amigas. (SPOILER: eu AMEI o show inteiro, incluindo os covers todos!).

Larger than life 💚



Cheguei lá perto da hora de abrir porque eu já tinha visto o Passenger lá na Audio e sabia que o lugar nem era tão grande. De onde eu o visse, o veria bem. Antes de começar o show, deu tempo de ir ao banheiro, comer alguma coisa, bater papo. Entre essas indas e vindas, avistei a diva, maravilhosa, rainha dessa internet toda, Lia Camargo e fui lá falar com ela. Conversamos um pouco. Falei como amo ser a tia do Fefê e dos gatin' e do quanto acompanho o trabalho dela desde que tudo era mato na internet (quem está aqui há anos deve se lembrar das dolls e do Just Lia). Tiramos 2 fotos. Nenhuma das duas ficou boa, porque claro que eu estava eufórica demais e tremi tudo.

Lia e eu. Foto tremida e feliz. 💚


O show começou, e o Nick fez aquilo que ele sabe fazer: entregar música e diversão de qualidade. É incrível como ele fica feliz tocando com a banda e como isso se reflete no quanto ele se joga no que faz. Na hora que ele subiu no palco, os gritos eram tantos que eu pensei que ficaria meio surda! hahaha It was not my first rodeo, mas fiquei surpresa com a empolgação de todo mundo. Posso dizer que foi uma coisa recíproca. Todos — nós, a banda e o Nick — estávamos muito empolgados por estar ali.


Nick cantando Don't you (forget about me) — do Simple Minds, 
falando com todo mundo e cantando 80's movie
na turnê Who I am, em São Paulo, Brasil.

Eu fiquei surpresa como o show foi simples (sem coreografias e parafernalias), mas MUITO bom! Eu amei os covers todos, em especial, o de Wanted Dead or Alive (do Bon Jovi).  Todo mundo com quem conversei amou o fato de ter mais músicas do Now or Never na setlist. Das dos Backstreet Boys, é incrível como Quit Playing Games até hoje me deixa no mesmo estado de felicidade que eu senti da primeira vez que eu a ouvi lá no fim de 1996/início de 1997. É ouvir os primeiros acordes e já ficar toda arrepiada!

Da esquerda para a direita: Jake, Brogan, Nick e Zoux.


Achei bonitinho ele agradecendo a força que todo mundo deu/está dando para ele no último ano. Para quem não sabe, o Nick é o filho mais velho de cinco irmãos. No final de 2022, ele perdeu o mais novo, Aaron Carter (que também era cantor) e no final de 2023, uma das irmãs do meio, BJ. Em 2012, ele já tinha perdido uma outra irmã, a Leslie. Ou seja, esses últimos anos foram bem difíceis tanto para ele, quanto para a Angel (a outra irmã deles todos). Apesar de ele ter apenas agradecido "pelo apoio nos tempos difíceis", para bom entendedor, meia palavra basta, não é mesmo?

Esse casaco durou uma música, porque é verão. 😂

Vale ainda reservar um parágrafo para a banda que veio com ele. Todos são músicos muito talentosos e muito simpáticos também. Particularmente falando, adorei como eles pensaram e refizeram alguns arranjos (Show me the meaning numa versão rock and roll, Superhero mais animadinha etc.). Para quem quiser conhecer mais dos músicos, a formação da banda é com o Zoux (guitarra, violão, teclados e vocais), o Brogan Dutcher (baixo), o Jake Michel Hayden (bateria) e o Pete Thorn (guitarra e violão).

Da esquerda para a direita: Pete, Jake, Nick e Brogan.
(O que dizer dessa camisa meio Agostinho Carrara, meio Silvio Santos? 😂)


Nick Carter cantando Show me the meaning of being lonely, dos Backstreet Boys, 
conversando com a banda e com a plateia 
(incluindo um trechinho de Oops! I did it again, da Britney Spears) 
e cantando Sharp Dressed Man, do ZZ Top,
 e We've got it goin' on, dos Backstreet Boys, 
na turnê Who I am, em São Paulo, Brasil.


A setlist completa foi: 
1. Intro / Big Trouble
2. Larger Than Life — Backstreet Boys
3. Everybody rules the world  — Tears for fears
4. Sunglasses at night — Corey Hart
5. Get over me — Nick Carter
6. Don't you (forget about me) — Simple Minds
7. 80's movie  — Nick Carter
8. I got you / With or without you — U2
9. Shape of my heart — Backstreet Boys
10. Wanted dead or alive — Bon Jovi
11. 19 in 99 — Nick Carter
12. You shook me all night long — AC/DC / Show me the meaning of being lonely — Backstreet Boys
~ Durante a conversa entre a música anterior e a próxima, teve duas linhas de Oops! I did it again — Britney Spears ~
13. Sharp Dressed Man — ZZ Top / We've got it goin' on — Backstreet Boys
14. Just want you to know — Backstreet Boys
15. I need you tonight — Backstreet Boys / Do I have to cry for you? — Nick Carter
16. Faithfully — Journey
17. Superman — Nick Carter
~ Enquanto ele trocava de roupa, a banda dele tocou Message in a bottle —  do Sting ~
18. Blow your mind — Nick Carter
19. Help me — Nick Carter
20. As long as you love me — Backstreet Boys
21. Quit Playing Games (with my heart) — Backstreet Boys
22. Made for us — Nick Carter
Encore:
23. I want it that way — Backstreet Boys
24. Everybody (backstreet's back) — Backstreet Boys

A guitarra verde veio 💚
(quem acompanhou a compra dela lá no Instagram?)
 e a bandeira do Brasil no palco 😍


Na saída, ainda vi o Flesch e troquei dois dedos de prosa com ele (enquanto todo mundo interrompia para perguntar da Beyonce). Ele também foi muito simpático comigo e com as minhas amigas. Contei pra ele que ele é a única notificação ativa, porque a vida de fã não para. hehehe

Que venham mais shows!😍💚
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Algumas Observações | Ano 17 | Textos por Fernanda Rodrigues. Tecnologia do Blogger.