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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Desenho

segunda-feira, janeiro 12, 2015 2
Desenho o seu amor em minha pele
para que siga estampado em mim.
Quero que todos vejam aquilo que hoje nos repele,
Já que a sua breve paixão teve um fim.

Vejo a recordação tatuada
Como se você já fosse distante,
Não me sinto mais magoada
Por ter sido apenas o seu brevíssimo instante.

O desenho é registro da vida,
Nosso amor em forma de arte.
Tudo comprovando que, lá no fundo,
não fomos um verdadeiro desastre.

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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Curvilíneo

segunda-feira, maio 26, 2014 6
Feliz amor novo!

Nas linhas retas
escrevo estes versos tortos
sobre os dissabores
do amor amargo
que é um eterno parto
do etéreo viver.

Nas linhas,
longas e infinitas,
sinto a dor da partida
de um distante desviver.

As linhas retas
são as privilegiadas
pelo sortilégio
do peso antigo.
São elas que carregam
o desejo secreto
do amor pelo melhor amigo...

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Quando o coração aperta

segunda-feira, abril 14, 2014 2

Quando o coração aperta
a gente não sabe bem para onde correr.
Sentar e chorar
ou procurar uma porta a bater?
É uma dúvida sem fim,
um túnel de ilusão,
uma angústia sem alento
que nos deixa à deriva
de uma vida indevida.

Quando o coração aperta
e a saudade não cabe no peito,
fica difícil saber quem errou
porque o erro em si não faz o menor sentido,
não importa o ocorrido,
quando a vida separou?

Quando o coração aperta
e a vida perde a cor,
todos que o cercam
são felizes, encontram todo o amor,
menos nós, que de tão apertados morremos,
com os corações eternamente sufocados.

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sexta-feira, 14 de março de 2014

Metalinguagem poética

sexta-feira, março 14, 2014 4

Tentei escrever um poema
sobre o dia da poesia.
Nele alguns versos diziam
Que "a poesia transborda
no dia que passa,
na chuva que cai,
no carro que ultrapassa".

A primeira estrofe estava satisfeita
Mas a segunda, foi mais breve,
Precisa, contida e imperfeita,
Completava o pensamento
Sobre o tema do momento:

"A poesia é feita
de amores sensíveis,
de dores invisíveis,
de revolta invocada".

Então, veio a tensão:
Como terminar tal reflexão?
"A poesia é conjunto de letras
que se renovam e respiram,
E que a cada minuto..."

Palavras não vinham decerto,
Por isso o poema ficou incompleto.
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sexta-feira, 7 de março de 2014

Reflexão sobre o direito de ser mulher independente e solteira

sexta-feira, março 07, 2014 33
Uma selfie de fuinha,
para você que não respeita a vida alheia.

Sabe aquelas conversas que te deixam pensando e pensando? É sobre uma assim o texto de hoje. Tudo aconteceu ao comentar com um amigo que pretendo passar as poesias do Escritos Humanos para cá e deixá-lo em hiato/fechado até segunda ordem. Questionada da razão pela qual eu estou pensando nisso, respondi que quero concentrar tudo em um lugar só, para ficar mais fácil de organizar a minha vida. Então, o tal amigo disse algo como: "isso é até aparecer um boy...", insinuando que a minha vontade, disposição e capacidade de escrever poemas esteja diretamente relacionada ao fato de eu ter ou não um homem para chamar de meu. 

É claro que, na hora, eu fiquei muito brava com tal pensamento machista. Quanto mais o meu amigo tentava se defender, mais eu argumentava, e a conversa ficava mais séria. Até que em um dado momento ele soltou um: "mas foi só uma brincadeira", numa tentativa de deixar o assunto morrer e de me fazer ter aquele sentimento de "será que eu não estou sendo paranoica com algo tão pequeno?".

Sempre fui de defender as minhas opiniões, por isso, compartilhei com algumas amigas o que aconteceu. Tristemente elas relataram já terem passado pela mesma situação. Por isso, pergunto: a tal brincadeira não tem um fundo do que se pensa ser a verdade?! Machismo é uma forma séria de preconceito velado que machuca sim. Da mesma forma que um homem não depende de uma mulher para ser feliz, para conquistar os seus sonhos, para expressar os seus sentimentos, uma mulher pode muito bem fazer tudo o que deseja sem precisar de um homem ao seu lado. Pensando nisso tudo, acabo conduzida ao segundo pensamento que me incomoda muito nestes quase 30: não preciso de um olhar piedoso, só porque tenho 27 anos e estou solteira.

Sempre penso que tudo (incluindo um relacionamento) acontece no tempo certo, quando tem que acontecer. Também acredito que só sabemos reconhecer e aproveitar as oportunidades que surgem quando sabemos o que queremos e estamos maduros para isso. Eu aprendi muito, nesses quase 30, para saber o que eu quero ou não de relacionamento para mim. Não quero um cara qualquer, que me dê dor de cabeça. E, honestamente, isso me diferencia das outras pessoas que embarcam em furada atrás de furada. Sou do lema "antes só do que mal acompanhada", pois acho que o tempo e a energia que poderia gastar "ficando com qualquer um, só para curtir" é melhor empregado me preparando para ser uma pessoa mis sensata possível para quando o meu the only one chegar. E se ele não chegar? Bem, terei o meu objetivo de ser uma pessoa melhor cumprido de qualquer forma.

Sei que lendo assim, pode soar pessimista ou utópico demais. Entretanto, esta opção além de não ser imutável, não é chata ou triste. Não vivo enclausurada e não deixo de conhecer pessoas, pelo o contrário, me dou a chance de conhecer novas pessoas. Eu simplesmente não quero me enrolar com quem não sinto nada além de uma possível amizade - ou algo que nem chegue a isso.

A mídia prega que as pessoas são felizes quando têm os seus pares. Diariamente as crianças são estimuladas e começam a namorar cada vez mais cedo. Tudo anda muito precoce, e todos querem ser iguais neste sentido. Por isso recebo tanto olhares de "coitadinha" quando digo que estou solteira, contudo ninguém me pergunta se essa foi uma escolha minha (ou quantos foras eu dei nos carinhas que apareceram depois que eu terminei o meu relacionamento). O fato é que quero que tudo aconteça no meu ritmo, não no das outras pessoas.

Onde está o meu direito de ser solteira, afinal?! Onde está o meu direito de fazer a minha vida por mim mesma, de errar e de acertar?! Porque no fundo, quem se relaciona (com familiares, amigos ou parceiros amorosos) não constrói a vida do outro, mas sim compartilha momentos de alegrias, angústias, vitórias e derrotas. E, ao menos por enquanto, eu quero compartilhar a minha vida com as pessoas que eu creio que merecem estar comigo, não com um qualquer, só porque ele é homem. Ao contrário do que a mídia diz (e boa parte da sociedade acredita), ser solteiro não é ser sozinho e infeliz - da mesma forma que ser casado não garante um atestado de felicidade eterna.

Como sempre respeitei quem está na fase da pegação, quem quer se relacionar sério e quem não, os comentários que questionam - muitas vezes ironicamente - a minha opção, me chateiam. Se eu não palpito na vida alheia e não faço olhar de piedade, por que as pessoas não podem fazer o mesmo comigo?! É uma questão de bom senso, respeito e reciprocidade.

No fim das contas, eu luto por um mundo em que as brincadeiras machistas deixem de existir. Eu luto por um mundo em que homens e mulheres vivam sem olhares de piedades, em que dividam as tarefas sem qualificá-las como "coisas de mulher/da casa, coisas de homem". Eu luto por um mundo em que as pessoas percebam que todos podem chegar a qualquer lugar em que desejam, independentemente de serem biologicamente diferentes. Eu luto pelo meu direito de ser/estar solteira, linda e feliz (e ninguém tem nada a ver com isso!)
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Workaholic times

domingo, fevereiro 03, 2013 14
Trabalhar para esquecer, trabalhar para crescer. #quemnunca?

Oi pessoal! 
Como vocês puderam ver, andei meio sumida aqui do blog. E é sobre isso que venho falar hoje.

Tenho me jogado no trabalho. Quando 2013 começou, eu já estava com essa ideia de me dedicar mais ao colégio, até que surgiu uma nova oportunidade para os outros dias/horários que eu estava livre, e eu aceitei. Resultado: estou dois dias da semana na escola em que trabalhava no ano passado e três dias na nova.

Quem é leitor antigo aqui no blog, sabe o quanto eu gosto de um desafio! Trabalhar em dois locais, com profissionais diferentes, materiais e recursos distintos, tem aguçado demais a minha criatividade como professora. Se antes já exigia o meu melhor, agora tenho feito isso três, quatro vezes mais.

Na semana do dia 20, tive quatro dias de planejamento detalhado no colégio novo. Lá, me diverti bastante, porque a escola respira a cultura japonesa a ponto de frases como "Bom dia", "Tudo bem?", "obrigada", "com licença" serem ditas em japonês. Para uma pessoa como eu, que AMA aprender novos idiomas, será extremamente bacana! (Já disse que "professora" se diz "sênsei"?) Além disso, foi interessante ver como lá o planejamento já estava bem estruturado, precisando apenas ser ajustado e ter as tarefas divididas. Também tive chance de participar das minhas primeiras reuniões de pais como professora! (Foi legal, embora eu tenha apenas me apresentado.)

Semana passada, por sua vez, estive no colégio em que trabalho desde o ano passado. Lá, fizemos uma Parada Pedagógica INCRÍVEL! Além de planejarmos o trabalho, tivemos um momento de formação dos profissionais que ali estavam e pudemos decidir como tornar a nossa escola mais humana e democrática. Agora, além das assembleias, faremos uso do portfólio como mais uma estratégia de avaliação. Os alunos ainda terão aulas de educação financeira e sociologia. Em suma, o ano será lindo! :)

Paralelo a tudo isso, ainda fiz uma semana de formação na metodologia de ensino do CCAA, que me possibilitou entender as razões de os meus professores serem tão rigorosos com alguns pontos que nós, alunos, sempre reclamamos. O lado ruim de tudo isso relaciona-se ao fato de eu não ter conseguido dar o meu máximo nesse curso. A gripe me pegou de um jeito que até febre tive. Prestar atenção quando o seu corpo clama por cama e repouso é muito complicado. :/

É claro que tudo tem um ônus e um bônus, me jogar no trabalho tem me deixado cansada - fisicamente, falando - e muito mais introspectiva. Quando começo a pensar em toda decepção que passei nos últimos meses e em como fui idiota no mês de janeiro, paro o que estou fazendo e vou trabalhar. Também por causa de tudo o que aconteceu, não tenho me sentido a melhor companhia para os meus amigos - tadinhos, ou ouvem a dor do coração partido, ou histórias do trabalho. Estou #Achata. Sei que até o carnaval minha vida será focar no trabalho, até estabilizar a minha rotina.

Aproveitando que eu estou em um workaholic post, também quero compartilhar uma felicidade que tive nesta semana: o Nosso Clube do Livro fechou parceria com a Companhia das Letras (e seus demais selos). Sempre dizia para as meninas da equipe o quanto eu queria ter o nosso trabalho reconhecido por esta editora, que é uma das minhas preferidas. Agora estou aqui, realizada por isso também! :)
(Cah, Mila e Sue, tenho muito orgulho da equipe que formamos!)

Ainda estou um pouco atrapalhada (?), porque ainda faltam alguns ajustes nas definições de turmas/horários no colégio novo. Mas estou feliz com este novo rumo que a minha carreira está seguindo. Por isso, peço um pouquinho de paciência de todos que me leem. Aos pouquinhos, vou retribuindo todas as visitas que vocês me fizeram (tanto aqui, quanto no Escritos Humanos). Juro que não estou esquecida disso! Também vou responder ao meme que a Manu me indicou e programar mais postagens por aqui. Embora eu esteja sumida, quero que vocês saibam o quanto cada comentário é importante para mim. Vocês sempre me fazem feliz! :)

sábado, 3 de novembro de 2012

Colhendo os frutos

sábado, novembro 03, 2012 4

Colher os frutos é algo inerente aos seres humanos. Como diz o velho ditado: "planta-se o bem, colhe-se o bem; planta-se o mal, colhe-se o mal". Todos nós plantamos e colhemos os nossos frutos...

Como acontece em todas plantações, cada uma das frutas que cultivamos tem um tempo e uma época de colheita diferente. Cabe a nós sabermos quando é a melhor. Como saber o período adequado? Bem, a resposta surge em nossos corações, quando não nos deixamos levar pela ansiedade ou pela preguiça. Ansiedade em demasia faz com que colhamos frutos verdes, que amargam e amarram nossa boca. A preguiça, por sua vez, nos entrega frutos passados e desfrutados pelos insetos que deles se apoderaram. Saber colher o fruto certo, no momento certo, é a arte que o Tempo, sábio e astuto, nos ensina em doses homeopáticas.

(...)

Minhas colheitas têm sido muito ricas: mesmo sem me dar conta (e sem ter divulgado por aí), o Teoria, Prática e Aprendizado tem tido um número assombroso de acessos (algumas postagens têm mais de 3 mil visualizações! Imaginem a minha cara quando eu vi as estatísticas!) o que me fez parar para investir de fato nele. Depois de um pequeno (que para a equipe pareceu longo) hiato, o BarbieNerd está voltando (com layout lindo de viver! #HebeFeelings) e o Nosso Clube do Livro está a todo vapor! Com a faculdade, após um ano de muitas lutas, iniciarei esta semana com o doce sabor de entregar e finalizar tudo! Além disso, tanto aqui, quanto o Escritos Humanos estão de caras novas. Minhas leituras estão em dia e eu estou me cuidando mais do que antigamente. Enfim, após um ano turbulento, sinto que segui o caminho certo e que tenho bons frutos nas mãos! (Amém!)

E você? Já parou para pensar na sua colheita?!