quinta-feira, 7 de julho de 2016

Insight

Aqui é o seu lugar! ;)

Já amei e muito! E já quebrei a cara em demasia. Na verdade, a cara ficou intacta, o que se espatifou mesmo, foi o coração. Uma, duas, várias vezes. De coração partido, sou especialista.

Quando um relacionamento acaba, há vários estágios de sobrevivência, que incluem a dor aguda, o isolamento, a revolta, o desejo de vingança, a indiferença e a volta por cima. Tudo acontece – não necessariamente nesta ordem – com direito a altos e baixos, recaídas regadas a brigadeiro e trilha sonora deprê.

Mais dia ou menos dia, acontece aquilo que todos os seus amigos te dizem: tudo passa. Então, você se sente imune aos posts do ex nas redes sociais (mesmo que ele esteja almoçando com alguma outra mulher mundo à fora). Sim, você vai achar que está tudo bem. Você passará semanas sem pensar naquele último relacionamento e na forma como ele acabou. O céu estará mais azul, o canto dos pássaros mais alegres. Até que um dia, de uma hora para outra, algo – nem que seja o silêncio da madrugada – despertará aquela saudade, que se erguerá como um gigante à sua frente. Gigante, esse, que quer te esmagar em milhões de pedacinhos. Você vai se sentir a pior pessoa (e se amaldiçoar por estar sofrendo, enquanto ele almoça com outra por aí). Vai ser doloroso, vai ser torturante... Mas vai ser normal também. Talvez, seja por isso que eu esteja escrevendo isso agora, para lembrar que a saudade é inerente nos homo sapiens.

O lance é que, entre todos estes altos e baixos, há uma tendência a se fechar. Isso é questão de sobrevivência. Eu me apaixono, eu sofro. Se não me apaixonar, não vou sofrer. Quem nunca disse que iria fazer isso, que atire a primeira pedra. A gente age assim, mas deveria fazer justamente o contrário.

O coração é uma caixa, nosso porto seguro para tudo aquilo que amamos, certo? Então, quando a caixa é atirada ao abismo ela tende a se abrir, não é de fechar. Amar é, de alguma forma, se abrir a esse mundo que não é perfeito e que nos leva à dor, em algum momento da vida.

Sou especialista em ter o coração partido. Sempre que amo confio. Sempre que confio, vejo o meu coração sendo atirado ao longe. Costumo brincar que, a cada queda, os pedaços de tornam tão pequenos, que só alguém muito doido para querer remendá-lo (embora eu tenha cuidado disso sozinha, estou aberta a receber ajuda).

Um coração partido é um coração aberto, por isso, bora deixar um novo amor entrar! :)

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8 comentários:

  1. Hey Fer!
    Que texto lindo
    Acho que eu nunca deixo meu coração aberto, e isso é um problema né? Quando deixo, alguém estraga ele, como sempre, então no momento deixo como está que ta tudo bom! rsrsrs
    amar deve ser muito bom, digo, outro alguem, mas fico na mesma por enquanto, quem sabe uma hora fer? rsrs
    Um beijo!
    PÂM - www.interruptedreamer.com

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    1. Tudo tem o seu tempo, Pam.
      Tudo tem o seu tempo...

      Um beijo!
      :*

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  2. Corações e relacionamentos... olha a tendencia de se fechar para mim virou uma regra... as vezes a gente se abre demais p quem não merece, né?
    Linda reflexão!

    ツ Bjinhos,
    ❥ Blog Amiga Delicada ❥ FanPage ❥ Twitter

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    1. Se a gente não se abre, ninguém chega. Este é o problema...

      Beijos!

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  3. Nunca tinha pensando dessa forma, mas concordo contigo uma coração partido é um coração aberto e nada melhor que deixar algo bom entrar entre as rachaduras.

    Blog Profano Feminino

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    1. Sim!
      Temos que receber de braços abertos tudo de bom que chega! :D

      Beijos

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  4. Hey, Fer, o amor é uma dor.
    Eu adorei o seu texto.
    Mas eu acho que pior que sofrer por dor de amor, é ficar sem viver ou tentar um amor sabe?
    Mais vale sofrer pelo vivido do que pelo não vivido :)
    Depois de oito anos, eu reencontrei um menino que estou comigo a vida inteira. Eu era apaixonada por ele, mas nunca tive coragem de falar. Enfim, o tempo passou e tomamos caminhos diferentes. No reencontro, descobri que ele também gostava de mim, mas também nunca teve coragem de falar. Ou seja, passamos uma vida sem viver nada sabe?
    Aí tentamos agora, depois de adultos, mas não deu... Não deu porque não somos mais os mesmos, viramos outras pessoas... Talvez se tivéssemos tentado no passado daria certo, mas enfim... Perdemos a oportunidade.
    Beijo,

    Hida
    www.blogdahida.com

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    1. A vida é uma caixa de surpresa mesmo!
      Quantos encontros e despedidas nos preparam para algo melhor, não?

      Beijos e obrigada por compartilhar a sua história com a gente! :*

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