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sábado, 6 de agosto de 2016

As 35 reações que tive com a abertura dos Jogos Olímpicos no Rio

sábado, agosto 06, 2016 6
Momento mais lindo dessa abertura! 
Sou brasileira. Nasci e vivo no Brasil. Tenho amigos fora – parte deles também brasileiros, parte gringos – e a pergunta era sempre a mesma: “quais as suas expectativas para os jogos olímpicos?”. De forma descontraída, a resposta padrão surge: "caras gatos!" O riso segue frouxo e a conversa muda de rumo.

O fato é que o país está numa crise política e econômica preocupantes. O fato é que todo mundo sabe que aqui, qualquer obra – tenha ela o tamanho que for –, tem seus desvios de verba. O fato é que a maioria dos atletas olímpicos não tem a menor condição de preparo, a menor estrutura, o menor apoio para treinar e viver uma carreira digna. Como ter expectativas boas assim?

Ano passado estive no Rio. A cidade toda estava em obras. A queixa dos cariocas era a mesma (parecia até que a cidade toda havia ensaiado um único discurso, próprio, revoltado e amargurado). “As melhorias são todas para os gringos verem. Na parte pobre, nada mudou”, diziam com os seus S arrastados. Melhorar a vida de quem vive nas novelas do Manuel Carlos é fácil, difícil mesmo é transformar a comunidade de quem precisa...

Minhas expectativas, diante de um panorama deste, eram apenas as de alguém que gosta de assistir esportes mesmo sem entender Boa parte deles. Até que chegou o dia da cerimônia de abertura e lá fui eu, pra frente da TV, com aquele friozinho na barriga de ver o meu país causando vergonha alheia.
Mas não é que me surpreendi? As reações foram mais ou menos assim:

1. Começou! Ai meu Deus, Tá melhor que a copa! Tá melhor que a copa! 
2. Portugueses. Como eles conseguiram esse efeito?
3. Olha aí os meus parentes sofrendo. :/ Isso nunca esteve certo. Go, Africa!
4. Choquei como a voz do neto do Tom é igual a dele! :O
5. Gisele... ela nem representa a beleza da maior parte das brasileiras... hunf
6. Mas, pensando bem, que linda que ela é! Olha esse cat walk! Diva, mesmo!
7. Eeeeeeeeeeeelza Soares ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ 
8. Aaaaaaaaaah, toma essa! O 14 Bis é nosso! 
9.  Deus meus! Esse é o D2? Como ele está diferente! 
10. É a Ludmilla? É. 
11. "Karol Cônca"? uahsuahsuash morta! É Karol com K, Galvão! 
12. Que arranjo mais lindo para Construção. Já quero para mim! Será que acho depois na internet?
13. O QUE A REGINA CASÉ ESTÁ FAZENDO AÍ? AFF! ¬¬
14. Quer dizer que Portugal vai plantar árvores aqui? Quanta ironia!
15. Aaaaaaaah lá vêm todos os homens lindos das delegações todas!
16. Oin! Pessoas se lembrando de mim, quando veem a Argentina! Isso é amor! ♥
17. JÁ QUERO AS ROUPAS DAS AFRICANAS TODAS! :O
18. Que fofura esses chineses com as bandeirinhas do Brasil! *.*
19 .Falta muito para o Brasil?
20. Ilhas Cook?! Mas onde ficam Ilhas Cook? o.O
21. Ai, como faz para ter as roupas das africanas? ♥.♥
22. O que é essa delegação da Suécia? E essa da Suíça?
23. Ah, esses carinhas das bicicletinhas! 
24. Comassim a Globo não mostra a seleção do Peru? Só porque eu queria ver o país da Anny! ¬¬
25. Lá vem o Brasil! Mas pra que esse logo da loja aí? ¬¬
26. Temer, ele é mesmo necessário? Não aguentou um décimo das vaias que a Dilma ouvia. 
27. Ele falou sex no lugar de success? Juro que eu ouvi sex! #medo
28. Amigo queniano, não me faça chorar! E sim, você tem razão sobre a educação ser uma arma que traz paz. ♥
29. Anitta, mesmo? Preferia a Maria Rita. 
30. Aaaaaaaaaaaaaaaah, Guga! É o fofo do Guga!
31. Hortênsia. Rainha. Diva. Cestinha.
32. OH MY GOG! VANDERLEEEEEEEEEI, TO ARREPIADA, VOU CHORAR! 
33. E essa pira! Lindaaaa! Queria estar lá vendo pessoalmente! #cry
34. CARAMBA! Sambamos na face da sociedade! Foi lindo, foi incrível, foi surreal! 
35. Aqui é Brasil!

E vocês, o que acharam da abertura? Conte aí nos comentários! 

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domingo, 27 de março de 2011

100 gols *-*

domingo, março 27, 2011 1
Desde pequena acompanho o trabalho admirável do Rogério. Sempre admirei o fato dele não se deixar levar pelo dinheiro. Vê-lo chegando ao 100º gol é motivo de orgulho!!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

A estreia de um sonhador

sábado, abril 10, 2010 2


Era domingo e a família de André voltava da casa da matriarca da família. Pai, mãe e filho entraram na estação de metrô, que já sofria o efeito monótono do final do fim de semana. Tudo era nostalgia, entretanto, algo chamou a atenção do pequeno André. Letras garrafais diziam: “NÃO PERCA ESTE ESPETÁCULO! VENHA VER A NOSSA SELEÇÃO DAR UM SHOW!”. O menino correu até o cartaz, ao passo que o desejo inato de ver a seleção canarinha jogando só aumentava.

O anúncio, pregado na parede daquela estação de metrô, fez o garoto sonhar: via-se em meio à multidão, sendo filmado pela maior emissora de tv. Depois, os craques que saíam do vestiário, subiam as escadas do túnel e surgiam no gramado! Ah, o verde gramado!… André devaneava, quando sentiu uma mão sobre o seu ombro. Olhou para o alto e sorriu:

– Pai, me leva?! – pediu o menino, não somente com palavras; mas, também, com o olhar.
– Filho… – o pai olhou rapidamente para a mãe e, em seguida, respirou fundo – acho que o pai não tem dinheiro para comprar esse ingresso. Deve ser muito caro…

André abaixou a cabeça, enquanto seus pais sentiam-se frustrados. Embora não fossem paupérrimos, também não eram ricos. Pertencer à classe média era a angústia dos pais de André. Eles queriam fazer a vontade do filho; todavia, tinham a consciência do orçamento apertado.

Os três embarcaram no vagão do metrô em silêncio; cada um, mergulhado em sua tristeza pessoal. Ao chegarem a casa, a mãe foi colocar o filho para dormir. Nada como uma boa noite de sono para mandar a dor embora; contudo, os pais de André não se esqueceriam do episódio tão cedo. No dia seguinte, o pai resolveu mobilizar a família: ligou para os avós, para os tios, para os padrinhos do menino, com a tarefa de fazer uma vaquinha. Como o aniversário de 9 anos do menino estava chegando, nada melhor do que realizar o sonho do guri. Se dependesse dele, seu filho veria a seleção brasileira jogando a final da Copa do Mundo!

A família conseguiu reunir o dinheiro necessário, o problema maior foi comprar as entradas. Não é todo o dia que a Copa do Mundo é disputada no Brasil. Então, conseguir um lugar no estádio era mais difícil do que correr uma maratona. Mas tudo pela realização do sonho do pequeno André! Horas e horas em uma fila embaixo de um sol escaldante e lá estava o ingresso comprado.

Alguns meses após o episódio do metrô, o pequeno acordou com sua família toda em seu quarto. Era o grande dia. Estavam presentes pais, avós, tios, padrinhos, amigos da família. Todos queriam ver a carinha feliz da criança ao saber que sim, ele estaria na final do mundial!

– Filho, acorda…
– Mas, já, mãe… Me deixa dormir mais um pouquinho…
– Nós temos um presente para você – disse o pai.

A palavra “presente” despertou o menino:

– Que presente?!
– Esse. – o pai passou o envelope com as entrada para o filho que não acreditou no que tinha nas mãos.

Passado o momento de surpresa, pai e filho foram se arrumar. A preparação era, não só um momento de felicidade, mas de cumplicidade entre os dois. Aquela era a primeira vez do garoto em um estádio de futebol, então queriam aproveitar ao máximo.

Durante o caminho, foram conversando. Os olhos brilhando, o entusiasmo aumentando gradativamente. Quanto mais se aproximavam do estádio, mais a multidão crescia. Todos com um só propósito, todos com a mesma expectativa.

Já na arquibancada, ouvia-se a música vibrando dos tambores dos torcedores. Diferentemente de um clássico onde duas torcidas concorrem para saber quem é a melhor, a participação das pessoas durante a Copa era unicamente torcer pela mesma equipe. Quase não havia torcedores adversários. A vibração era singular; a participação, intensa.

Os times entraram em campo, os corações batiam forte. O pai de André segurou a mão do menino. Os dois sorriam. Todos sorriam. A felicidade e animação duraram quase toda a partida. Estavam alegres até que o atacante adversário calou a nação brasileira nos 45 do segundo tempo. Os canarinhos levaram um gol.

André e seu pai não acreditavam no que seus olhos viam. Faltavam apenas dois minutos para o término do jogo. Somente com um milagre nossa seleção empataria… O milagre não veio. Perdemos a Copa.

Para o menino, restou apenas o fim amargo da sua estreia como torcedor, o silêncio da volta para casa e o vazio da derrota de sua amada seleção.

sábado, 25 de julho de 2009