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domingo, 12 de janeiro de 2025

7 hábitos que eu implementei em 2024 e que manterei em 2025

domingo, janeiro 12, 2025 14


No post de hoje, trago sete hábitos saudáveis que implementei em 2024 e que quero levá-los para 2025. Todos eles me auxiliam na minha rotina e tornam a minha vida mais fácil de ser vivida, em meio à correria do dia a dia.

1. Ter uma garrafa grande de água

Isso foi um divisor de águas na minha rotina. Comprei a garrafa de água mais simples que achei na Daiso, mas que era a maior que tinha na loja naquele dia. O que eu buscava? Um litro ou mais.

Encontrei uma que comporta 1,1 litro de água e, embora ela não seja a melhor do mundo em termos de se manter fechada (se eu a colocar na bolsa e ela virar, vai molhar tudo), ficou muito mais fácil para eu controlar o quanto bebi de água por dia. (Nos dias de onda de calor, cheguei a beber 4 delas.)

O meu corpo todo passou a responder melhor, minha pele ficou tão bonita que as pessoas ao meu redor repararam e vieram me perguntar o que eu ando fazendo, quando tudo o que fiz de diferente foi beber mais água.

2. Comprar chás de diferentes sabores

Embora eu AME café, eu gosto muito de resolver a minha vida com chá. Comi algo que não caiu bem? Tomo chá. A barriga ficou inchada? Tomo chá. Estou ansiosa ou tensa? Tomo chá. Quero dar um quentinho no coração? Tomo chá. Preciso me concentrar? Tomo chá. Está muito calor? Chá gelado com limão. Enfim, você entendeu, não é? 

Ter um chá para cada ocasião tem sido muito, muito gostoso porque me dá uma sensação de aconchego, de que estou cuidando de mim mesma ao longo do dia.

3. Criar estações ao organizar os meus itens

Eu sempre fui uma pessoa organizada, mas vez ou outra tinha itens diferentes em lugares diferentes. Seja porque me esquecia onde era o lugar original, seja porque o lugar original não era funcional e me dava preguiça de guardá-los lá. Entretanto, resolvi mudar isso. Fui criando o que chamo de "estações" e armazenando tudo junto. Dois grandes exemplos: tudo o que envolve papelaria, todas as coisas das gatas. 

Isso facilita tanto para mim, quanto para se alguém da minha família precisar de alguma coisa. Quando isso acontece basta responder que está na estação tal, que a pessoa acha.

4. Me organizar de acordo com as estações do ano

Apesar de noturna, eu sou uma pessoa muito solar e funciono melhor na primavera e no verão, do que no outono e no inverno. Sendo assim, eu quebro o meu planejamento de acordo com as estações do ano. Eu sei que no inverno eu tenho mais dificuldade de sair de casa, que preciso dormir mais, que no verão tenho mais energia. Então, planejo os projetos que demandam mais energia de janeiro a março e de setembro a dezembro, por exemplo. 

5. Ter um hobby para espairecer 

Sabe aquele hobby que você faz porque gosta, não porque quer ser bom naquilo, e que usa para espairecer depois de um dia cansativo? Pois bem, os meus são o tricô e a aquarela. O tricô, com mais frequência. Amo ter algo meu que não é para fazer dinheiro, que faço porque gosto, no meu tempo, sem pressão.


6. Ouvir pelo menos 10 minutos em língua estrangeira todos os dias

Uma coisa que eu gosto de fazer é ouvir as línguas estrangeiras que falo (inglês e espanhol) todos os dias. Normalmente, faço isso usando o YouTube, seja vendo vlogs, seja assistindo aos programas de notícias. Tem sido legal não só pelo exercício em si, mas também porque posso variar nos sotaques, aprender palavras novas (algumas, que eu nem sei como seriam em português) e ver como os outros países têm visões diferentes sobre determinados temas (normalmente relacionados à política e à economia).

7. Manter a caixa de entrada do e-mail zerada

Há alguns anos eu zerei todas as minhas caixas de entrada. Lembro-me que levei alguns dias nessa tarefa de arquivar o que era preciso e de jogar fora o que não era. Hoje, o combinado que tenho comigo é: tudo o que está na minha caixa de entrada está pendente por algum motivo. Quando resolvo, já faço esse redirecionamento de guardar ou excluir. 

Zerar a caixa de entrada é algo que dá trabalho, mas que vale a pena. Além de manter o digital em ordem, depois que se pega o jeito, o mental também fica muito mais organizado sem tanta informação desnecessária à mostra. Recomendo demais!


E você?

Conte pra mim: quais são os hábitos que você tem que tornam a sua vida mais fácil de ser vivida? Há algum hábito de que você não abre mão? Me conta nos comentários quais são as suas dicas que facilitam o seu dia a dia e se você gostou de alguma das que dei aqui. 😉

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

{Vamos falar sobre escrita?} Lauda: o que é, como calcular e por que ela é importante

sexta-feira, fevereiro 12, 2021 13

Foto por Julia Joppien, via Unsplash.

Desde que eu comecei a realizar trabalhos textuais (saiba mais aqui), eu noto que as pessoas ficam um pouco confusas quando eu digo que o orçamento é feito por meio da quantidade de laudas do texto e que isso é diferente do número de páginas. Muita gente acha que é a mesma coisa, por isso, eu resolvi fazer este post para explicar direitinho o que é a lauda e por que ela é importante.

Vamos lá?

O que diz o dicionário?

Começando do começo, convido todo mundo dar uma espiada no que diz o dicionário (vocês sabem que eu AMO dicionários!). Conforme aponta o Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra lauda foi usada pela primeira vez em 1361. Sua origem é duvidosa, mas ela pode ter quatro significados. São eles:


 s.f. (1361) 1  cada lado de uma folha de papel 2  gráf página de livro (impressa ou em branco) 3  cine rád teat tv cada uma das páginas, ger. em folha padronizada, de um script ou roteiro 4  edit gráf rád tv folha escrita com contagem de toques padronizada por órgão de imprensa ou editora, us. na elaboração de matérias jornalísticas e de originais de publicação ¤ etim orig.duv.

 

Clique para ampliar.

Apesar de todas as acepções existirem, quando estamos trabalhando com livros (literários ou não) e artigos (impressos ou para a Internet), o nosso foco deve estar no quarto significado do verbete, que afirma que a lauda é uma “folha escrita com contagem de toques padronizada por órgão de imprensa ou editora, usada na elaboração de matérias jornalísticas e de originais de publicação”.


Então, o que diferencia a página de uma lauda?

Chegamos à pergunta que vale um milhão de dólares: “por que as pessoas não falam logo ‘página’? Por que elas insistem em orçar a lauda?”. A resposta está lá nas palavras-chaves da definição do Houaiss: “contagem de toques padronizada”. 


Uma página pode ser formatada de qualquer forma, já a lauda tem uma formatação igual/fixa (com pequenas variações, conforme veremos adiante), combinada previamente com o profissional que prestará o serviço ao escritor/editora/veículo de comunicação/publicação científica (seja esse profissional o tradutor, leitor crítico, o editor, o preparador ou o diagramador do texto).


Formatação: um exemplo prático

Pego como exemplo o texto do post 2021 e as metas e planos conscientes. Formatado em Arial, tamanho 12, espaçamento simples, este artigo ocupa 3 páginas.

Exemplo de formatação.


O mesmo texto (também em Times New Roman, tamanho 12), com espaçamento duplo ocupa 5 páginas inteiras.

Mesmo texto do exemplo anterior, com mudanças na formatação do espaçamento.

Estas mudanças podem ser infinitas a depender do tipo da fonte, do tamanho escolhido, da disposição das imagens e suas legendas (caso haja) e de todas as variações que um texto pode apresentar. Sendo assim, cobrar por preço da página é injusto tanto para o profissional (que poderia receber um texto com fonte tamanho 8, só para caber mais texto em menos espaço e portanto, pagar menos pelo trabalho), quanto para o autor (que não teria nenhum parâmetro de como o trabalho está sendo orçado/cobrado para avaliar se o valor é válido ou não).


Sendo assim, realizar o orçamento de um trabalho textual baseado em laudas é um caminho mais justo porque a lauda é um padrão preestabelecido baseado na “contagem de toques padronizada”, como já nos disse o dicionário.


E quanto mede uma lauda?

Aqui entra o X da questão. Lá no começo do texto eu disse que há pequenas variações no que diz respeito ao padrão da lauda, lembram-se? Essas variações partem de três fatores que podem ou não estar combinados entre si:


  1.  Tipo de texto (literário ou não literário);
  2. Tipo de veiculação (revista científica, jornal, artigo para a Internet, livro físico, e-book);
  3.  Tipo de serviço (tradução/versão, leitura crítica, preparação, revisão, diagramação).

O que o autor tem que ter em mente é que os profissionais que trabalham com texto não têm uma regulamentação única. Este é o principal motivo de as regras variarem tanto*. De um modo geral, quando se vai contratar um serviço medido por laudas, o autor deve sempre se atentar a quantos caracteres com espaço o seu texto tem, porque é isso que vai determinar o tamanho da lauda nas três situações.

Para encontrar a quantidade de caracteres com espaço, use a função contar palavras do Word.

 

O texto que usei como exemplo de formatação tem 5188 caracteres com espaço.


Tamanho da lauda em média

O tamanho médio das laudas varia de acordo com o serviço prestado e com aquilo que for estabelecido pelo profissional que fará o trabalho. Abaixo estão os tamanhos mais comuns que encontrei nas pesquisas que fiz quando iniciei o meu trabalho com textos (as referências estão no fim do post).


Na tradução/versão

O Sindicato dos Tradutores recomenda os seguintes padrões de lauda:

  •         2100 para a tradução/versão comum;
  •     1250 para tradução/versão juramentada.

Vale ressaltar que a maioria dos tradutores optam por cobrar pela tradução por palavras, não por laudas.

 

Na leitura crítica, preparação e revisão de textos

O site do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo há uma tabela com o que eles recomendam de tamanho e preço padrão para trabalhos textuais de não ficção: 1400 caracteres com espaço. Já o mercado literário costuma considerar uma lauda 2100 caracteres com espaço.

Entretanto, esses números podem variar entre 1000 e 2600 caracteres com espaço. Esta escala depende dos 3 fatores mencionados no tópico sobre o tamanho da lauda.

 

Na diagramação

Assim como acontece com os tradutores, há diagramadores que cobram por página (normalmente, quando há muitas ilustrações, gráficos, fotografias e elementos visuais no texto). A lauda da diagramação tem o tamanho médio de 1250 caracteres com espaço.


Como é feito o cálculo da quantidade de laudas de um texto

Ao entrar em contato para o orçamento para um trabalho com o seu livro, muitos profissionais pedem que você envie o seu original para que eles mesmos calculem. Se eles pedirem, enviem o texto — é importante que o profissional veja o material com que ele vai trabalhar. Todavia, é importante que você, escritor, também saiba calcular a quantidade de laudas do seu texto para conferir se o orçamento foi feito certo.


Saber como este cálculo é feito também é importante em casos de encomenda de texto. Há escritores que recebem demandas com espaços limitados (como aqueles que publicam crônicas em jornais, revistas e sites semanalmente ou os que trabalham com artigos científicos).

 

Para realizar este cálculo, siga o passo a passo:

  1. abra o seu texto e vá até a opção “contar palavras”;
  2. verifique quantos caracteres com espaço o seu texto tem;
  3. divida esse número (de total de caracteres com espaço) pelo tamanho da lauda utilizada pelo profissional que vai realizar o trabalho.

Um exemplo: 

Como disse acima, o texto que usei de modelo para formatação tem 5188 caracteres com espaço. Esse número dividido por 1400 (lauda de não ficção) é igual a 3,7 laudas (ou 4 laudas, se você preferir arredondar este número).

 

Salve este pin para não perder as informações deste post. 

Quanto custa uma lauda?

A segunda pergunta de ouro deste post é: "afinal, quanto custa cada lauda?". Mais uma vez, caímos no bom e velho “depende”. Normalmente, a lauda tem um valor fixo para cada profissional, não para toda a categoria de profissionais. Esse valor varia de região para região do país*. Além disso, considera-se alguns fatores para estabelecer o preço da lauda:


  1. a formação que o profissional tenha (quanto mais experiente e qualificado, mais alto será o valor da lauda); 
  2. complexidade do seu texto (uma coisa é trabalhar com “texto corrido”, outra é ter que trabalhar texto e tabelas, legendas, imagens, quantidade grande de notas, revisão de índice remissivo etc.);
  3. complexidade no assunto (se o trabalho realizado for sobre um assunto que o profissional não domine, provavelmente ele terá que se dedicar por mais tempo — fazendo pesquisas e estudando o tema — o que pode gerar um acréscimo no valor do trabalho);
  4. tempo para a realização do trabalho (alguns profissionais cobram taxa de urgência se o prazo for muito apertado).

 

Dica: desconfie de profissionais que cobram muito barato! Todos os serviços citados aqui exigem um grau de complexidade e dedicação muito intensos. No caso da leitura crítica, preparação e revisão de texto, não é só "dar uma olhadinha no texto". Há um arsenal de conhecimentos e de materiais envolvidos no trabalho. Quem cobra muito barato normalmente não tem essa preocupação toda.


Para saber mais:

Como disse anteriormente, deixo abaixo algumas referências sobre tamanho e valor de laudas que me ajudaram não só a fazer esse post, mas também a orçar o trabalho dos meus clientes:


Acho que é isso! Qualquer dúvida, deixe aqui nos comentários. ;)

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*Lembrando que, neste artigo, estou considerando o contexto brasileiro. Pode ser que, em outros lugares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa — CPLP — o modo de trabalho seja outro. 

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