Aquele das ideias encubadas

by - 11:47 AM

O tal caderno verde, meus óculos e minha caneta preta. Tríplice companheira de aventuras.

Tenho muitos textos inacabados nos rascunhos deste blog, outros tantos estão no meu caderninho verde e, mais alguns, no da pós-graduação. Tenho muitas ideias que nascem, mas não têm alta. Elas ficaram todas encubadas na gaveta.

Escrever é algo realmente muito doido. Em um instante, aquilo surge do nada, reverberando na nossa cabeça até que, num roupante, exploda por nossos dedos. A ideia, aquela linda trapezista da nossa mente, era tão, tão incrível quando era apenas nossa! Então, quando a vemos materializada em forma de palavra, pensamos com desdém: "só isso?"

Quero escrever sobre assunto sérios com leveza. Quero oferecer para o mundo a poesia que tanto me consola. Quero, de alguma forma, contribuir. Contudo, o tal do "só isso?" anda encubando todos os meus escritos. Será que eles sairão do hospital para uma vida feliz ou partirão para a morte do "excluir" do computador, da lixeira física mais próxima.

Talvez eu esteja sendo dura com estes a quem considero como os filhos que ainda não tive. Que mãe quer ter um filho mediano, que passa desapercebido e não agrega nada ao mundo? Nenhuma, eu sei... Talvez eu esteja sendo mais rígida ainda comigo mesma, com a minha necessidade de perfeição - que, cá entre nós, é surreal e inatingível. O problema maior é que eu não sei como quebrar este círculo vicioso de ideia > escrita > encubação (> lixo?). Como apenas deixá-los ir?

Meus textos, ah, meus textos são ideias encubadas que se agitam dentro e fora de mim, querendo ganhar o mundo, para serem ou não felizes.

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