domingo, 4 de julho de 2010

Reflexão




Sentada, observava o correr do rio. Tentava entender as mudanças - pequenas nuances. Queria entender o desconhecido. Entender o mistério... Ah! Mistério delicioso daquela face... Como entendê-lo?!A vida passava, enquanto ela observava o rio: águas e sua voluptuosa força... Águas diferentes formando o mesmo corpo... Sabia que aquele rio era como ela. Suas águas corriam contra o tempo, em busca de um mar. Ela, por sua vez, corre em busca de uma felicidade que se esconde atrás de um mistério delicioso... Mas seria aquele o mistério que ela deveria desvendar?!
Dúvida impenetrável, indecifrável...

- Deverias cantar enquanto observas o rio – Ela ouviu Apolo dizer-lhe – Faz música, poesia... Assim a dor que sentes deixará seu coração e o menino alado te enviará a flecha certeira.

Procurou o deus pagão. Sabia que ele estava ali e que brincava com seus olhos. Procurava-o, porém não o via. Ouvia sua lira...

Percebera, então, que era o momento de desistir de entender... Deveria apenas sentir...

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