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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Implicância Linguística: As coisas

quarta-feira, janeiro 30, 2013 20
Você já parou para pensar nas coisas que escreve?!

Não sei se você faz este tipo, mas tem gente que adora a coisa. Não que eu saiba exatamente o que é a coisa ou qual é o seu tamanho, mas o fato é que a tal coisa é idolatrada por aí mais do que a Lady Gaga e o Justin Bieber (ok, muitas pessoas que não são fãs, consideram os cantores citados como "coisas" também, o que não é o meu caso - ainda que não seja fã deles). Estranha ou não, muitas vezes ela é uma força marcada pela incógnita de não ser citada!

O professores de Língua Portuguesa têm aversão à coisa. A razão?! Ela é, em boa parte dos casos, indeterminada, sendo usada pelo redator/falante para "encher linguiça" em um discurso vazio. Muitas vezes, a tal coisa é superficial e tão genérica, que não nos leva (redator/falante, leitor/ouvinte) a lugar algum. Não é à toa que costumo dizer que o discurso político foi "aquela coisa...".

Ok, agora você está se perguntando se a minha implicância linguística está pregando o fim da coisa, certo?! Não necessariamente! Para dar uma coerência ao seu texto você deve se certificar se o termo "coisa" se refere a algo que já foi citado anteriormente. Se sim, o seu leitor/ouvinte saberá do que se trata a tal coisa abordada. Para quem é do time que gosta de coisificar tudo, a atenção deve ser redobrada! (A gente sempre deixa passar algo sem querer!)

Um texto sem coisas acaba se tornando mais fluido e, normalmente, composto por um vocabulário mais abrangente, uma vez que seu autor é forçado a usar sinônimos e outros recursos linguísticos (como a elipse) para se referir ao termo mencionado (este texto seria outro sem tantas coisas!).

Que tal tentar cortar as coisas excedentes dos seu textos e da sua vida?! Vamos tentar?!