Fechei o ano conversando com uma amiga sobre a vida, os relacionamentos e a coragem. Muito se fala sobre a vida romântica e amorosa, mas esquece-se que o amor está por toda parte. Piegas, eu sei. Piegas, mas verdadeiro.
Dizia a ela que 2024 e 2025 foram
anos de reciprocidade. Foquei no que e em que eram recíprocos. Está junto,
estou junto. Não está junto? Bem, não posso forçar ninguém, mas também não
posso perder meu tempo e minha energia aceitando menos.
Sempre estive por inteira em
tudo: no trabalho, nas amizades, na família, nos amores. Intensidade faz parte
da minha essência, e todas as vezes em que tentei me diminuir para caber, para
não perder alguém, só saí sofrendo das situações. Teria sido mais fácil me
retirar ao sinal da primeira bandeira vermelha, mas eu sei que não desisto logo
de quem amo. Todo mundo tem os seus defeitos, e eu também não estou imune:
demorar para desistir é um deles que carrego.
De qualquer forma, há o
inegociável. Amadurecer é cada vez mais compreender onde a gente pode ser
flexível, qual é o nosso limite e aquilo que não tem negociação. Eu não sei ser
pequena; não sei estar meio aqui, meio lá; não sei amar pouco, ser pouco. Sou
grande e intensa e inteira. Esse é o meu inegociável.
Nem todo mundo sabe lidar com isso, e está tudo bem. Eu também não sei lidar com o afastamento, com a falta ou a má comunicação, com pessoas que não sabem dizer o que sentem ou que têm medo de assumir o que lhe habita o coração. É por isso que foco é fundamental. Por isso que eu foquei na reciprocidade ao longo dos últimos anos. Não adianta eu tentar viver algo que não sou ou tentar que pessoas vivam aquilo que elas não são. De novo, a vida (também) é isso e está tudo bem.
Voltando ao ano novo, em 2026, a
reciprocidade continuará em voga e trará junto consigo a coragem. Por muito
tempo, me vi como uma pessoa covarde, medrosa, vulnerável — até que percebi que
esse era mais um discurso que diziam sobre mim do que o que realmente sou. Aprendi
que falar sobre as vulnerabilidades (mesmo quando elas são desconfortáveis),
que ser sincera e inteira, que viver o que se deseja (não o que esperam de nós)
são justamente atos de coragem.
Quero ao meu lado os corajosos. Não
os inconsequentes, não os egoístas, não os sabidões que tudo acertam, mas os
corajosos no sentido etimológico da palavra: as pessoas que agem com o coração,
que comunicam, que vão com medo mesmo, que se abrem pra vida, que fazem não só o
que querem, mas também o que é preciso ser feito.
A última década me fez ver, sem
modéstia alguma, o meu valor. Eu conheço cada um dos meus defeitos, contudo também
sei o quanto eu sou comprometida com o quem faz parte dos meus dias e o quanto
eu sou grata a cada pessoa que faz parte da minha vida — elas são mais do que
rede de apoio, são o amor personificado. Sendo assim, não vou aceitar menos do
que mereço. Ao invés de focar em me lamentar pelo que não tenho ou por quem não
está mais aqui, vou dar o meu melhor para cada pessoa que se faz presente.
Reciprocidade corajosa multiplica o amor.
No trabalho, na família, na vida
romântica, nas amizades. Viver exige coragem.
E que Deus nos livre dos covardes. Amém!
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Que tenhamos coragem para viver essa vida. Adorei esse texto!
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Oi, Fernanda! Primeiramente feliz Ano Novo, né? Que 2026 lhe traga realizações em todas áreas da sua vida. Baita texto. De fato a vida é pra os corajosos, em geral pessoas covardes só lamentam da vida pondo a culpa em alguma coisa, ou em alguém. Nem mesmo Deus se salva dessa culpa, não? Abraço querida!
ResponderExcluirOi Fernanda, tudo bem?
ResponderExcluirAdorei a reflexão, e acho que essa coragem tem muita relação com a gente ser verdadeiro com a gente mesmo, né? Inclusive pra reconhecer padrões que não nos fazem bem, e nos afastarmos deles. =)
Um feliz 2026 pra você!
Beijos,
Priih
Infinitas Vidas
Feliz Ano Novo, Fê! Achei simbólica a forma que você escolheu para dar boas-vindas ao novo ano.
ResponderExcluirEsse trecho em especial me chamou a atenção: é simples, é poderoso e, no fim, acho que todos nós compartilhamos, de alguma forma, esse desejo:
“Quero ao meu lado os corajosos. Não os inconsequentes, não os egoístas, não os sabidões que tudo acertam, mas os corajosos no sentido etimológico da palavra: as pessoas que agem com o coração, que comunicam, que vão com medo mesmo, que se abrem pra vida, que fazem não só o que querem, mas também o que é preciso ser feito.”
Que 2026 venha generoso. Que te cerque de gente que reconheça o valor da amizade, da reciprocidade, do afeto e da coragem, essa coragem bonita de viver com o coração aberto, mesmo sabendo dos riscos de se machucar.
Oi Fer,
ResponderExcluirAno passado, minha palavra do ano era Coragem. Eu acho que é um bom norte ter a coragem como guia, porque é daí que a gente aprende, a gente cresce. É preciso coragem pra viver e não só sobreviver. Que você tenha muita coragem e que esteja cercada dos corajosos.
Esse vai ser um ano muito bonito, é o que eu desejo pra você sempre!
Um beijo pra você e pras nenéns! ♥
Olá, Fernanda!
ResponderExcluirUm texto poderoso que traz muitas verdades. É preciso coragem até para afastar aquilo ou aqueles que não nos fazem bem.
Adorei sua reflexão!
Feliz 2026 :*
¡¡Hola Fernanda!! Feliz Año Nuevo.
ResponderExcluirEstá claro que la vida es para los valientes, y rodearse de gente valiente y que afronte las cosas, es bueno para nosotros mismos. Besitos.