{Resenha} Todo poeta é um bar, de Fabrício Corsaletti

Imagem: Quelônio.
Todo poeta é um bar foi o primeiro livro de poemas que li do Fabrício Corsaletti*. Logo de cara, fui fisgada por esse título tão metafórico e ao mesmo tempo tão cotidiano: bar e poesia se misturam de um modo tão simbiótico, que esta obra só poderia mesmo ter vindo de um cronista.

Aliás, poderia dizer que esse é um dos pontos altos do livro: o cotidiano na poesia e a poesia no cotidiano. Corsaletti coloca em evidência pequenos prazeres do dia a dia em forma de versos e, ao contrário do que poderia acontecer, suas poesias estão muito, muito longe de serem piegas. Assim, o bar, a tapioca, as roupas no varal, o bandolim, a palavra garrafa e tantas outras trivialidades ganham força e vida nos seus 25 poemas.

Detalhes do projeto gráfico.
Imagem: Quelônio.

É interessante como o poeta carrega o seu leitor por meio das memórias afetivas e das vivências contemporâneas que compõe o seu histórico. A geografia e a amizade são mapeadas e os pormenores, aparentemente insignificantes, ganham força, revelando como o viver mora nas pequenas coisas.

Todo poeta é um bar tem tiragem é numerada, sendo publicados apenas 400 exemplares.

Livro: Todo poeta é um bar
Autor: Fabrício Corsaletti
Editora: Quelônio
Páginas: 44
Sinopse: "Todo poeta é um bar" reúne 25 poemas inéditos, em que os temas caros ao autor são revisitados. Estão presentes o elogio da boemia, da amizade, de um cotidiano ao mesmo tempo simples e intenso, de uma visão cosmopolita do presente e da própria poesia. Em poemas como "Canção da minha rua", "Bandolim", "Clã dos Bêbados Imortais" e "A palavra garrafa", os brindes, o contentamento e a melancolia da ressaca inspiram versos sobre a cidade, as histórias ouvidas dos amigos e a decisão dos deuses de “marcar os limites da nossa alegria”. Além dos poemas boêmios, afetivos e gauches, o livro traz composições sobre o amor e a vida doméstica e reminiscências familiares. A geografia afetiva do autor se estende do interior paulista, onde nasceu, e da cidade de São Paulo, onde mora, aos países da América Latina. A edição da Quelônio foi feita inteiramente em processos artesanais de composição de texto (linotipo e tipos móveis), impressão (tipografia e carimbo) e acabamento (costura aparente, à máquina), nas instalações da tipografia da editora. A capa e o projeto gráfico são de Sílvia Nastari. A tiragem do livro é de 400 exemplares numerados.

*Já havia lido, contudo, um livro de crônicas escrito por ele, chamado Perambule.

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1 comentários

  1. Oi, Fer! Tudo bem?
    Faz tanto tempo que não leio poesia.
    Acho uma forma tão delicada de escrever.
    Adorei a sua resenha. O seu jeito de falar sobre o livro é muito convidativo.

    Beijo,

    Hida

    www.blogdahida.com

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