BEDA agosto/2018 #25 — Manifesto

Imagem: edar.
Estou aqui. Sim, aqui. 

Diante da tela em branco, me dispo enquanto a tela ganha vida. Às vezes, isso é tudo que tenho vontade de fazer: ficar nua de palavras, vendo o sentimento transbordando de mim, por mim. 

Não sei se faz sentido ou se é para ter um sentido. Ao passo que o texto nasce, o coração desacelera e o tremor que vem de fora é barrado pelas paredes da casa. É deste modo que texto ganha vida e nada mais me abala. Sou forte, sou mulher, sou escritora, poeta. Sou a que luta. Sim, luto. Luto e reafirmo meus passos cada dia que pulo da cama querendo ficar nela, a cada dia em que não desmorono. 

Estou aqui e aqui fico. Não quero deixar de ocupar o lugar que me foi roubado. Estou aqui porque a minha marca no mundo é poderosa: ela é feita, não de armas, mas de palavras que ecoam e que tocam o peito do outro lado do planeta, que atravessam a tela fria de um celular, que fazem outras pessoas pensarem um "poxa, eu posso fazer isso também".

A literatura é minha garra. Minha espada. Meu escudo. Com ela, sou mais forte. E você, também.
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