segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Aperto

Poema de Charles Bukowski. Imagem por: Charles Bukowski Brasil

Me deu vontade de escrever e colocar para fora o aperto no peito que me acompanhou ao longo do dia. Sabe quando bate o medo? Pois é. E se der tudo errado? E se surgir mágoas? Ah, essa insegurança e fragilidade que eu insisto em esconder, mas que grita aqui dentro...

No fundo, eu só quero que tudo dê certo. Eu só quero felicidade e amor. E entre dizer o que sinto e me controlar, fico neste limbo. Aperto o sentimento dentro do peito, engulo o choro e sigo em frente. É mais fácil manter a pose de boa moça, durona e corajosa, do que tentar se explicar. Se expôr é se tornar vulnerável em demasia. Por isso, sigo avante e tento - à minha maneira - enfrentar o pânico que o medo de perder algo que mal tenho me traz...

Talvez isso seja insegurança que vem e vai, fruto de más recordações do passado, em que o tédio do domingo plantava a pulga atrás da minha orelha. A certeza - a única até agora - é que o sentimento que se esconde atrás do medo e que me faz apertar o coração é grande, quiçá, do tamanho do mundo...

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