sábado, 15 de agosto de 2015

{Vou por aí} Buenos Aires - season 1: Mobilidade e transporte

O texto abaixo faz parte da série Buenos Aires - season 1 e relata o que vivi na capital argentina durante as férias de julho de 2015.

Hola, personas! 
Espero que tudo esteja muito bem com cada um de vocês.

Hoje vim compartilhar um pouco de como foi andar em um país desconhecido pela primeira vez. Como escrevi anteriormente, Buenos Aires é muito amor e não há como se perder por lá. Então, leia o post, pegue o seu mapa e boa sorte! ;)

Traslado

Vista do traslado: caminho Buenos Aires - Ezeiza.



Como descemos em Ezeiza, optamos por pagar serviço de traslado. Falamos com o hotel antes de ir e eles contrataram para nós. A ida custou AR$430 (400 do serviço e 30 de estacionamento. Os pedágios estão inclusos nos 400) e a volta AR$370 (é mais barato porque o motorista não precisa te esperar chegar e tal). Pagamos diretamente aos motoristas. Os carros eram confortáveis e os prestadores do serviço, muito profissionais (o da ida era simpático mesmo! Conversamos o tempo todo!). 

Sei que, para quem desce no Aeroparque, o serviço na ida custa AR$250. Mas, pelas pesquisas que fiz, talvez não compense pagar translado - e sim, pegar um táxi - por ser já em Buenos Aires mesmo.

O mapa

Antes de ir, abri o Google Maps e estudei o mapa dos arredores do hotel. Como sempre gostei de geografia, isso não foi uma tortura. Acabei pegando esta função de "olhadora oficial dos mapas" sem nem perceber e isso foi um tanto divertido. Além do Google Maps, também estudei os mapas do meu guia de viagens - como eles eram parecidos com a cartografia dos guias de ruas, tudo me foi familiar.

Ao chegar no hotel, ganhamos um daqueles mapas de turismo, mas tanto a Moni quanto eu achamos que ele era confuso. Sabe quando parece que o mapa parece que mostra outro lugar? Foi assim que nos sentimos, a ponto de deixá-lo no nosso quarto quando saíamos. 

É importante que você se sinta confortável com o mapa que você estiver usando - seja ele impresso ou eletrônico. Como decidimos não pagar o Roaming do celular, pensamos em comprar um chip para usar a internet (e o GPS) caso nos perdêssemos. Chegando lá, desistimos disso. Além de ter wi-fi no hotel, todos os restaurantes e a maioria das praças têm conexão. Antes de sair, olhávamos o google, tirávamos prints dos mapas e tcharán! Colocávamos os pés na rua!

O app: BA Cómo llego


Interface do aplicativo: busca e preferências.

O app Buenos Aires Cómo Llego é desenvolvido pelo governo da cidade, e está disponível para Android, iOS e Windows Phone - em espanhol e em inglês. Não tivemos uma experiência com o aplicativo, porque o descobrimos quando já estávamos de volta #fail. Contudo, já baixei para usar na season 2 por lá. Além da principal função que é informar os melhores trajetos, o BA Cómo Llego também mostra em seus mapas onde estão caixas eletrônicos, hospitais, farmácias, estações de ECOBici e como fugir do trânsito. 

As opções de busca de melhor trajeto são: à pé, de bicicleta, de carro e de transporte público. Se você não quiser pesquisar no app, pode usar a versão web.

Quando testar, atualizo vocês com mais informações.

A pé

Como não sentir vontade de caminhar em uma rua como esta?
(Avenida atrás do Zoo de Palermo)


Andamos mais que notícia ruim muito mesmo por lá (tanto é que voltei mais magra!). As calçadas são largas e arborizadas, o que é um convite à caminhada. Como fomos no inverno, isso contribuiu, porque nossa vontade era de ficar tomando o solzinho e tentando nos esquentar. O que significa que não sei se teria andado tanto se tivesse ido no verão, porque todo mundo fala que é muito quente por lá (os planos são voltar no verão e fazer o teste!). 

Quem gosta de caminhar vai economizar muitos pesos com passagem. Muitas vezes nosso destino continha uma hora de caminhada para ir e outra para voltar - fora as andanças nos lugares em si. O recepcionista do hotel nos recomendou que não ficássemos andando com o celular nas mãos, todavia, dependendo do bairro em que você esteja, é impossível não querer tirar fotos. Em oito dias não vimos nenhuma cena de violência, pelo o contrário, me senti muito segura andando por lá.

Como a cidade é bem planejada, ao estudar o mapa, veja qual é o principal ponto turístico da região, porque - provavelmente - as ruas terão vista para ele. O principal exemplo que tivemos disso é o Obelisco. Parece mágica (o urbanista que pensou nisso foi realmente genial!), mas você pode estar em qualquer rua ao seu redor, que você tem a sua visão. Se você está perdido e tem o Obelisco como referência, basta olhar para o final da rua e ele estará lá! :D 

Outra noção que ajuda: as calles (ruas) são estreitas e as avenidas bem largas. Nos muitos bairros em que percorremos, percebemos que sempre há muitas avenidas cortando as ruazinhas, portanto, se você se perder, a melhor coisa a fazer é ir para uma avenida - elas são sempre muito movimentadas. Outra dica nos dada no hotel é: se perdeu? Entre em uma loja e peça a informação lá. Fazer isso é melhor do que falar com qualquer um na rua (não nos perdemos, então não pedimos informações, mas seguiríamos esta dica se fosse necessário). Segundo o recepcionista, não era para acreditar em qualquer pessoa muito boazinha, porque elas percebem os turistas e podem ser mal intencionadas.

Metrô, trem e ônibus

Avenida Nove de Julio e seus ônibus coloridos!


O dia em que fomos para Tigre também foi o primeiro dia em que andamos de metrô. Para quem está acostumado a andar de metrô em São Paulo, o de Buenos Aires parece ser meio assustador a princípio. Ao contrário do nosso - que, diga-se de passagem, é considerado um dos melhores do mundo! - o argentino é um pouco mais escuro e com corredores e escadas bem mais estreitos. Há escadas rolantes para o acesso à estação, mas se você precisar descer alguma outra escada (para fazer baldeação entre trens, por exemplo) fará em escada normal (não vi se tinha algum elevador para cadeirantes, então não sei como é o acesso dessas pessoas). Nota-se que trem do metrô é bem velho, contudo, conservado e em bom estado. Tanto ele quanto as estações não são claras como acontece aqui São Paulo, mas acho que tive esta impressão porque as suas paredes são revestidas de azulejos desenhados e os bancos dos vagões são mais escuros que o nosso. Achei interessante que há apenas uma placa indicando o lugar reservado, mas os bancos não têm cores diferenciadas. Já o trem para Tigre é moderno, mais iluminado e mais confortável.

A estação Retiro é a mais bonita que fomos. Acho que, em comparativo, ela tem a grandeza - seja em movimento, seja em beleza - da estação da Luz. Dá para perceber uma arquitetura diferenciada das demais estações por que passamos.

Tanto no metrô quanto no trem há comércio ambulante. Em nenhum deles vimos sinalizações de que isso fosse proibido, então não sei se é ou não. No trem teve até uma banda fazendo um show de música pop/rock (no final, eles vendiam o cd deles). 

A recomendação que tivemos de todos que são de lá (brasileiros e argentinos) foi para tomar cuidado com as bolsas. Logo, andávamos com elas à frente do corpo (como eu já costumamos fazer em São Paulo e no Rio). É aquela coisa, em lugar com muita gente sempre há um ou outro batedor de carteira. Graças a Deus, todas as nossas viagens de metrô - não só nesse dia - foram muito tranquilas e nada de ruim aconteceu - de qualquer forma, fica a dica para quem for.

Para pagar o metrô, o trem e o ônibus, compramos um cartão chamado Sube, pagando 17 pesos argentinos em uma banca de jornal próxima à estação de metrô. O Sube já vinha com 10 pesos de crédito e pode ser usado simultaneamente por mais de uma pessoa, já que não há um sistema de integração/desconto para quem precise usar os dois em um mesmo trajeto. A passagem de metrô e de trem custa $3 pesos argentinos e a de ônibus varia conforme a distância percorrida (sendo o valor mais caro $3,60. Funciona assim: você entra no ônibus e diz ao motorista aonde vai descer, ele digita um código equivalente à sua tarifa em uma maquininha para que, então, você possa encostar o seu Sube no local que desconta o valor. Como não há catracas, você pode se dirigir ao lugar mais cômodo.

Táxi

Andamos de táxi uma única vez e foi muito tranquilo. Como estávamos com os amigos que moram lá - e eles que se encarregaram de falar o destino - o motorista nem deu milhões de voltas. A corrida deu 90 pesos (que dividimos por quatro). Muito tranquilo.

Transporte naval

Rio Tigre e seu transporte naval.


Para quem gosta ou quer tentar andar de barco, há opções em Tigre (cidade nos arredores de Buenos Aires) e em Puerto Madero. Saindo de ambas, você pode dar um pulo em cidades do Uruguai (Colônia de Sacramento e Montevidéu). Algumas empresas incluem refeições dentro dos barcos / navios, ao longo do passeio. Moni e eu não fizemos este tipo de turismo, mas pretendemos quando voltarmos lá. :) 

Como vocês podem ver, as opções são inúmeras e a única coisa que não vale é ficar parado! :) Espero que vocês tenham gostado e que o post ajude - de alguma maneira - quem for para lá! :D

Beijos e queijos!

PS: Todos os valores do post estava vigentes entre 13 e 20 de julho de 2015. Como a inflação na Argentina deu uma disparada, confira antes de ir se ainda continua assim. ;)
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14 comentários:

  1. Ownnnnnn Muito amor, e muita saudade!
    Post maravilhoso Fê!

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  2. Nossa, eu tava precisando de umas dicas dessas! Há muito to planejando uma viagem pra fora, mas nao acho informações tão completas assim!!!! To sempre por aqui agora <3

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    1. Oi, Luciana!
      No que eu puder ajudar, pode contar comigo! <3
      Farei outros posts para contar mais e dar mais dicas, então será ótimo te ter por aqui! ;)
      Beijos e volte sempre!

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  3. Oi Fernanda! Acompanhei sua viagem pelo Instagram e será muito legal saber mais sobre Buenos Aires nessas postagens! A Argentina é relativamente perto e eu sempre fico triste de saber que estou desperdiçando a oportunidade de visitar...Vendo suas fotos já fiquei encantada e empolgada com a possibilidade de viajar para aí, agora com essas postagens minha vontade vai só aumentar!

    Beijos, Vickawaii
    http://finding-neverland.zip.net

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    1. Oi, Vic!
      Vale toda a pena você juntar uma graninha e ir para Buenos Aires! O lugar é tão, mas tão encantador, que se eu pudesse, não teria voltado! <3
      Espero que minhas postagens ajudem de alguma maneira, para quando você for!

      Um beijo,

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  4. Excelentes dicas, Fê! Farei a travessia Colonia-Buenos Aires de barco em setembro e te direi como foi. :*

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    1. Me conte tudo, porque estou louca para fazer isso entre outubro e novembro! <3
      :*

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  5. Olá, conheci seu blog por acaso e aqui estou :D Adoro Buenos Aires morro de vontade de ir, e sobre o metrô ouvi dizer que é mesmo ruinzinho, e que tem muitas diferenças em relação ao nosso. Bom pra gente saber que aqui tb tem coisas boas certo? Ansiosa pra saber mais da viagem!

    http://passaro-de-inverno.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Marina!
      Vá e vá com muito tempo, porque qto mais a gente conhece, mais quer conhecer!
      É incrível! <3
      Espero que os posts te ajudem!
      Um beijo!

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  6. Ah, viajar é tudo de bom! Quanto mais informações sobre os lugares que queremos conhecer, mais interessante se torna a viagem!

    Beijinhos

    www.brisadatarde.com

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    1. Sim, qto mais informações, mais dá vontade de explorar! Muito divertido, com certeza! <3

      Beijos!

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  7. Um dos meus sonhos de consumo é conhecer mi Buenos Aires querida.... adorei as dicas e espero por mais um episódio da saga, hein?!
    Bj e fk c Deus.
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

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    1. Vá! Certeza que vc e o garoto vão amar mto td isso! :) A cidade é ótina para casais tbm! :)

      Um beijo,

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