Crônica de uma mente sem sono

00:10.

É madrugada. Depois de um dia muito quente, começou a chover e - graças a Deus - a temperatura caiu um pouquinho. Diz o app do meu celular que agora temos 24°C, e eu, que deveria estar no meu vigésimo quinto sono de beleza, estou aqui olhando para o teto.

O fato é que entre sentir ciúme besta e pensar em quem já é passado fico neste limbo. Não sei por que o passado tem vindo  à tona tão fortemente esses dias.  Será que é por causa do natal e seus duendes amarelos? 

00:20.

De qualquer forma, prefiro escrever. As palavras me levam para longe. Passo a frequentar um mundo sem fronteiras entre a sanidade e a loucura. Muito melhor assim. Mais confortável também. 

No mundo das palavras não há dias chuvosos nem noites de solidão. Há apenas devaneios em meio a escuridão abafada de um dia de solstício.  

00:51.

O relógio continua com o seu tic-tac intermitente.  Os pingos de chuva insistemais em cair. O calor volta com força total (ainda que o meu celular minta, dizendo míseros 23°C). 

Já não penso mais em nada, e as palavras vertem dedos à fora, numa tentativa de deixar a mente cansada. Mente que brava mente resiste e luta contra os olhos que já começam a arder...

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4 comentários

  1. De qualquer forma, prefiro escrever. As palavras me levam para longe. Passo a frequentar um mundo sem fronteiras entre a sanidade e a loucura. Muito melhor assim. Mais confortável também.

    No mundo das palavras não há dias chuvosos nem noites de solidão. Há apenas devaneios em meio a escuridão abafada de um dia de solstício.

    AMEEEEEEEEI ESSA PARTE ! Muito linda.

    beeijos
    www.paaradateen.com

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  2. Horrível quando a gente tenta, o corpo grita de cansaço, os olhos ardem mas a mente insiste em ficar funcionando!

    E essa frase "No mundo das palavras não há dias chuvosos nem noites de solidão. Há apenas devaneios em meio a escuridão abafada de um dia de solstício." Meu Deus! Disse tudo.... quando escrevemos a solidão já não nos acompanha!

    Beijos

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    Respostas
    1. Escrever liberta, não é mesmo?!
      Acho este processo tão mágico!

      Um beijo!

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