quinta-feira, 9 de julho de 2009

A escrita de agradecimento

Escrever em um blog é como subir ao topo de uma montanha e de lá gritar:
você sabe que a sua voz poderá ser ouvida
– ou não.
Que, ao ser ouvida, as pessoas podem simplesmente nada fazer
– ou reagir ao seu grito...
Que às vezes esse grito pode fugir do controle e gerar resultados
inesperados...


Quando eu escrevi o meu penúltimo post, não imaginava que ele teria a repercussão que teve. Um dos motivos que gerou esta surpresa foi o fato de eu não ter premeditado a escrita. O texto nasceu da minha alma, não da minha cabeça, como aqueles que em que eu me disponho a criar personagens e dar-lhes vida.

O texto do penúltimo post foi apenas o resultado de uma explosão de sentimentos, de angústia, de uma busca aparentemente sem resposta. Então me surpreendi quando as minhas amigas disseram que choraram lendo aquilo que escrevi. Essa nunca foi a minha intenção. Alias, eu não me acho uma super escritora (como as meninas dizem), então nunca imagino que sou capaz de fazer proezas como essa (de emocionar outrem com o que eu escrevo).

Minha primeira reação foi dizer/pensar: Mas, gente, não chore não! Contudo, lembrei-me do mesmo trecho do Mia Couto que eu citei no meu texto (“...chorar é um abrir do peito. O pranto é o consumar de duas viagens: da lágrima para a luz e do homem para uma maior humanidade. Afinal, a pessoa não vem à luz logo em pranto? O choro não é a nossa primeira voz?”*), e me senti feliz por saber que pude proporcionar a elas – ainda que sem querer – essa viajem de encontro “para uma maior humanidade”.

Enfim, escrevi tudo isso com um único intento: agradecer a todos que leem o meu blog!!! Obrigada por vocês ouvirem os gritos que dou do alto da montanha do meu coração!

Agradecimento especial à Nath (que escreveu no sub-nick do MSN: “Fê amiga, você é linda”, após ter lido o post), à Lari e à Ludi (que disseram que um dia eu serei uma escritora famosa), à Moni, à Sheila e à Dani (que comentaram o post) e à Sue, à Cah, à May, à Lyn e à Jess, que sempre leem as coisas que eu escrevo e me incentivam a continuar escrevendo. Amo todas vocês!

_____
COUTO, Mia. Os Machos Lacrimosos. In: O fio das missangas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. Página 110.

2 comentários:

  1. AAAAWN, Ferzoca! :')
    É que, seguinte... as coisas boas foram feitas pra brilhar... e as coisas MARA tipo... você, foram feitas pra encantar o mundo com o seu dom e receber a gratidão necessária por isso :)
    Luuuuv ya, e confio em ti sempre! (L)

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  2. Bem só agora pra ler "tudo" que vc ja escreveu Fer, e ameei é claro, escreves hiper bem!
    e foi mesmo um tanto quanto emocionante o penultimo post!

    beijos da Bebe ;**

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