degustei diversas vezes do fruto proibido:
enfeiticei-me.
embriagada no amor, dormi anos a fio.
acordei,
não com o beijo, mas com a pancada da descoberta:
a fruta,
agora,
despencava
sobre a minha
cabeça.
tentação feita,
isca mordida.
o caramelo vermelho da liberdade me envolveu o corpo por
inteiro.
vítrea,
me tornei escarlate desejo:
sou,
por fim,
maçã do meu próprio amor.



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