sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

{Resenha} Meio intelectual, meio de esquerda, do Antonio Prata

Mais do que uma conversa despretensiosa, Meio intelectual, meio de esquerda é um convite para ver o mundo com outros olhos (ora mais inocentes, ora mais irônicos). A reunião das crônicas do Antonio Prata despertam no leitor uma melancolia que pulsa pela vida e é justamente isso que o faz querer ler texto atrás de texto até o último ponto final.

O apartamento da namorada, os bares (velhos, novos, bons e cariocas), a reunião do condomínio, a relação com os amigos, a mudança de estado Civil, o Ronaldo e o Corinthians, o álbum de figurinhas da copa. Tudo ganha um olhar novo, afiado em reflexões dignas de cronista, que surgem acompanhadas do bom humor que nos faz dizer “não é que ele tem razão? Por que não pensei nisso antes?”.

A maneira como Prata nos conduz ao longo das suas crônicas é magistral. Preciso e direto ao ponto, é impossível para o leitor não se ver lado a lado com o protagonista de casa texto, rindo de suas peripécias ou compartilhando de saias nostalgias.

Sem dúvida alguma, Meio intelectual, meio de esquerda é aquele livro que a gente lê e termina querendo mais.

Livro: Meio intelectual, meio de esquerda 
Autor: Antonio Prata
Páginas: 176
Editora: Editora 34
Sinopse: Um sofá encalhado no mangue, uma coifa uruguaia, os trocadilhos infames nos nomes dos pet shops, o bairro de Perdizes, a barriga do Ronaldo, os mictórios cheios de gelo dos restaurantes, o salto mortal sem rede que o amor exige dos apaixonados, a casa de um morador de rua, um sorvete de cheesecake, o barulho insuportável das marretadas de um apartamento em reforma - eis alguns dos temas de meio intelectual, meio de esquerda, o novo livro de crônicas de Antonio Prata. Por eles se vislumbra a originalidade e a abrangência de seu olhar.
Publicados, em sua maioria, entre 2004 e 2010 em jornais e revistas, os quase oitenta textos aqui reunidos - divertidos, poéticos e repletos de insights lancinantes sobre a vida nas metrópoles - vêm comprovar o talento deste jovem escritor que, exercitando-se sobretudo no gênero da crônica, à maneira de Rubem Braga, se destaca na literatura brasileira de hoje.



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2 comentários:

  1. Oi Fê, tudo bem?
    Nossa, faz tanto tempo que não leio um livro de crônicas... E olha que gosto muito delas. Fico lendo essas resenhas e minha lista de livros para comprar vai só aumentando. haha.

    Gostei muito da resenha e o livro me pareceu realmente muito bom :)
    Um beijo,
    Aline

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Line!
      Como o meu projeto da pós é um livro de crônicas, tenho me jogado nelas! Adoro!

      Recomendo esse do Antonio, porque é muito divertido!

      Beijos!

      Excluir

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