terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Crônicas


¹Crô.ni.ca: s.f. 1. Registro de fatos históricos em ordem cronológica. 2. Pequeno texto geralmente baseado em fatos do cotidiano. 3. Seleção ou coluna de jornal sobre tema especializado.

Sempre gostei de crônicas...
Quando pequena, lembro-me bem, meu pai chegava em casa com a revista Veja e eu sempre pegava a Vejinha e corria para a última página para ler a crônica da semana (até hoje acho que a única utilidade da Vejinha é a crônica que ela traz em sua última página...).

Texto gostoso, leve, que sempre me faz pensar: “como não escrevi isto antes?”... Quem nunca se viu na Sala de Espera² do grande Luis Fernando Veríssimo?! Ou se sentiu como a Girafa³ do poeta-cronista Ferreira Gullar?!...

Sempre gostei de crônicas e sempre quis ser cronista!... Entretanto, o que o destino nos reserva (ou o que Deus quer), nem sempre é aquilo que esperamos... Lembro-me bem daquele dia, saí de casa e fui à biblioteca, renovei a minha carteirinha – como faço todos os anos – e saí a caça dos 3 livros que pegaria emprestado. Como sempre, fui fundo à procura nas prateleiras mais obscuras, lá encontrei um livro em espanhol!!!! Sim, pensei, vou levar este... faz um tempo que terminei o curso e preciso praticar. E peguei o livro emprestado. O livro era de poesias: “20 poemas de amor y una canción desesperada” do Pablo Neruda. Foi aí que começou a minha paixão pelo poeta chileno e que despertou o meu gosto por poesias.

Sim, você leu bem, escrevi “despertou” e não “começou”. Ainda quando criança, assistindo ao “Castelo Rá-Tim-Bum”, adorava ver as crianças - ou o Gato Pintado – lerem felizes o grande Livro de Poesias! Foi assim que decorei O Pato, A Porta, O Trem, Eco e tantas outras poesias infantis. Mais tarde (bem mais tarde), no Ensino Médio, tive contato (ainda que muito tímido) com grandes poetas. Este contato com Tomás Antonio Gonzaga, Augusto dos Anjos, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e Fernando Pessoas (e seus heterônimos), me chamou a atenção para versos, rimas, métricas e musicalidade que podem estar ali, contidos no texto.

Eis que um dia escrevi. Não, não foi a crônica sobre assuntos do cotidiano, mas sim uma poesia, uma poesia sobre sentimentos. E depois escrevi outra poesia, e mais outra... E as mostrei para alguns amigos, que me incentivaram a publicá-las. Como não sabia como fazer um livro, não tinha – e ainda não tenho – dinheiro para tal, criei o meu 1º blog: o Escritos Humanos.
E a vontade de ser cronista?! Bem, ela continua aqui adentro, junto com textos que estão amadurecendo na minha cabeça.

__________________
¹ Definição retirada do Minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa
²Para baixar Sala de Espera, clique aqui.
³Para Baixar Girafa, clique aqui.

5 comentários:

  1. Oi Fê, fiquei feliz com a sua visita, amiga do Júnior é minha amiga tbém :)
    Gostei bastante desse post, o qual me identifiquei bastante, eu tbém adorava a crônica da Vejinha e tenho um desejo secreto de juntar minhas crônicas do blog e transformar em livro. Mas enquanto o dinheiro para fazer isso não vem, continuo deixando minhas divagações por lá mesmo.
    E o mais estranho de tudo isso, é que sempre aparece uns loucos que lêem e que gostam rs
    Volte qdo quiser pois já és bem-vinda por lá.
    Bjos e ótima semana!

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  2. Olá, Fê!

    Eu sinto saudades das cronicas que eu escrevia nos tempos de colegio...e eram muitas...perdi a pasta que guardava.

    Um beijo

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  3. huuumm...
    legal seu blog

    vi ele no orkut
    [comunidade NGM COMENTA NO MEU BLOG]

    entao passei p ver
    comentar
    e elogiar
    ok?

    vo add ele no meu blog
    favoritos...

    abraçao

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  4. Fê,

    todos no fundo desejamos muitos... desejos que nem sempre refletem o melhos para nós... mas ainda assim, estão lá, motivando, inspirando, tornando as dores mais suportáveis, os dias mais curtos, os sorrisos mais alegres, as obrigações mais suportáveis, os amores mais românticos... os corações mais humanos...
    Eu nunca entendi porque certas paixões brotam dentro de nós, mesmo quando não as entendemos ou desejamos... são naturais... apenas estão lá... no fundo, creio que não são para serem compreendidas... são apenas para serem exploradas e saboreadas... por isso... continue com as crônicas... afinal, você já é uma cronista... somos aquilo que desejamos ser... eu sempre acreditei nisso... e sempre acreditarei na humanidade e na sua capacidade de ser humana...

    Beijos (Des)conexos!;)

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  5. Oi....
    Amo crônicas...
    Ao contrário de você,quando pequena adorava poesia...Lia até Drummond....
    Mas hoje prefiro crônicas, descobri isso com Luis Fernando Veríssimo...
    Talvez foi isso que me impulsionou para o Jornalismo...
    Beijos...

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