sexta-feira, 7 de agosto de 2020

{Vamos falar sobre escrita?} 31 ideias de posts para o seu blog #SextadoBlog

sexta-feira, agosto 07, 2020 10
Foto por Dose Media, via Unsplash.

Sempre que eu digo que eu escrevo no mesmo blog há mais de dez anos, as pessoas ficam surpresas por eu conseguir criar conteúdo há tanto tempo. Então, quero aproveitar que agosto é o mês do de celebrar o que é ser produtor de conteúdo e trazer alguns posts falando sobre o que é ser blogueiro raiz.

Como já disse no post de 14 motivos para você ter um blog, postar há tanto tempo ajuda muito no processo criativo e escrever me desenvolve no meu modo de me colocar no mundo. Para começar, trouxe abaixo 31 ideias para posts sobre estilo de vida para você escrever no seu blog. Escolhi essa quantidade para facilitar a vida de todos que estiverem fazendo o BEDA ao longo do mês.

1. Conte como é um dia na vida de quem escreve em blog;
2. Fale de três dificuldades de quem bloga atualmente;
3. Por que fazer __________ atualmente?;
4. X músicas para ouvir em ___________ (complete com o nome de uma situação/comemoração);
5. Qual é o cenário do encontro perfeito?
6. Uma carta para o meu eu adolescente;
7. Um carta para o meu idoso;
8. Uma carta para o meu escritor/artista preferido;
9. Uma entrevista com outro blogueiro;
10. Metas para o próximo mês/bimestre/trimestre/ano;
11. Favoritos da semana/mês/bimestre/trimestre/ano;
12. O que você está estudando;
13. Blogs preferidos que merecem serem lidos por todos; 
14. X formas de comemorar o seu aniversário;
15. X curiosidades sobre você.

31 ideias de posts para o seu blog.

16. X formas de relaxar depois de um dia estressante;
17. Apresentar uma pessoa importante da sua vida para os seus leitores;
18. Escrever sobre os melhores conselhos que você já recebeu;
19. Narrar sobre um lugar que você já visitou e gostou;
20. Escrever sobre o lugar que você mais se sente acolhido na vida;
21. Contar curiosidades sobre a sua terra natal;
22. Descrever um lugar que você quer muito conhecer e contar o porquê;
23. Escrever uma resenha de um livro/filme/jogo/álbum musical/podcast;
24. O que tem no seu telefone? Mostre os aplicativos que você considera uma mão na roda;
25. Compartilhe como você se mantém criativo;
26. Compartilhe uma experiência que foi importante para você;
27. Compartilhe como você faz algo (como você se organiza, como você fotografa etc.)
28. Qual é a sua receita preferida?;
29. Lista com os posts mais lidos do seu blog;
30. X coisas para fazer antes de X idade;
31. Retrospectiva.

Gostou? Então, se você escrever algum desses temas, me avise! Adorarei ler a sua publicação. ;)

Sexta do Blog
Este texto faz parte de uma blogagem coletiva. Veja abaixo os outros blogs participantes:


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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Flashback

quarta-feira, agosto 05, 2020 4
Foto de sarandy westfall, via Unsplash.


Passei o dia escrevendo. Primeiro no blog, depois, uns rascunhos, nada que fosse sério ou bom de se ler. Estava longe da dita qualidade literária, mas senti que precisava jorrar palavras no papel. 

Acho curiosa essa capacidade humana de organizar o que sente em pensamentos que podem ser verbalizados por meio das palavras. Acho incrível, ainda que nem sempre elas deem conta de traduzir exatamente o que faz o coração pulsar ou parar de vez. 

É curioso pensar nisso agora, enquanto preencho essas linhas. As últimas semanas foram pesadas e, além de ter que lutar contra a existência de uma pandemia e dos problemas mais triviais, ainda me vejo aqui, me debatendo com letra após letra para encontrar o vocabulário exato que possa descrever essa angústia que me oprime. 

Na última quarta-feira — foi na quarta? — recebi de K. uma foto nossa. Do nada, deparei-me com a nossa versão de 18 anos atrás. Um eu magro e desengonçado, que tentava parecer feliz para a câmera. O sorriso era largo, mas morto por dentro. Não me reconheci ali. O que restou daquela menina em mim? Ainda há algo?

Eu, no Ensino Médio. Foto enviada por K.
Eu, na foto enviada por K.


O Ensino Médio foi duro. Implacável. Foi nessa época em que tive minha primeira grande crise depressiva, a primeira grande decepção amorosa, a primeira grande ruptura de uma amizade significativa. Olhar para aquela foto me trouxe mais sofrimento do que saudade.

Fiquei com aquele gosto amargo pelo resto da semana. Foi difícil me concentrar. A pedra no meu do caminho não me permitia abrir passagem para outras narrativas. Sei que K. queria despertar risos e lembranças de um tempo que não volta mais. Para ela tudo foi lindo. Para mim, o que foi então?

Hoje, entre um texto e outro, voltei a observar aquela foto. Se eu vivo dizendo que sempre há algo de bom até nas coisas ruins, resolvi que era preciso ter coragem. Encarei de frente o meu eu-adolescente, acolhi as suas dores e coloquei mais um pouco de remédio nessa ferida.

A verdade é que aquela Fernanda me ensinou a não abrir mão daquilo que ela acredita; que sempre há um refúgio em uma biblioteca; que pessoas vêm e vão das nossas vidas (e tudo bem); que às vezes aquele amor que parece ser tudo não é "o amor da nossa vida"; que quem quer ficar do nosso lado, fica sem esforço; que vale a pena não jogar tudo pro alto, por mais que a vontade seja essa. 

Redescobrir aquela Fernanda que habita em mim me fez querer sonhar de novo, voar de novo, ser mais feliz ainda! Aquela Fernanda me lembrou que sempre é possível recomeçar.

Este post foi escrito com base no tema "Uma foto, várias lembranças", do Desafio Criativo proposto pelo Projeto Escrita Criativa.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Como eu organizo a minha semana: 8 dicas práticas

segunda-feira, agosto 03, 2020 9
Planner e computador são as ferramentas que uso para organizar a minha semana.
Planner e computador são meus aliados nesse processo de organização.

Mês passado eu estava conversando com uma amiga sobre organização, porque esse é um tema que eu não só gosto, mas também preciso. Se eu não estiver com a minha cabeça, com o meu espaço e com o meu tempo organizados, acabo não dando conta de fazer todos os projetos que eu tenho em mente. Agora que estou trabalhando em casa e que sou minha própria chefe, tem sido mais fácil de impor alguns limites e, sobretudo, de manter o meu ritmo. De qualquer forma, penso que as dicas que dei a ela podem ser úteis para quem tem essa dificuldade.

É importante lembrar também que o processo de organização não é uma tábula fixa que torna tudo chato e tedioso. Pelo o contrário, vejo o ser organizada como uma forma de não me sentir sobrecarregada com as tarefas e de balancear o meu tempo de trabalho e de descanso. Outro ponto importante é que não importa muito a ferramenta que você use (se eletrônica ou no papel), o que importa é ter a tranquilidade de ter as informações necessárias à mão.

8 dicas do que faço que podem facilitar o seu processo de organização

1. Escolher um dia e um momento para planejar

Eu planejo a minha semana sempre aos domingos. Separo uma ou duas horas da minha manhã ou da minha noite revisar e reorganizar o que é preciso.  Costumo fazer isso no meu planner físico, por dois motivos: primeiro porque nele eu tenho a visão semanal e segundo porque eu memorizo melhor quando anoto as coisas à mão. Se tiver algo que eu precise compartilhar com alguém (como uma reunião), coloco o compromisso na agenda do google, para que todos sejam notificados.

2. Agendar os eventos fixos

Começo anotando no planner todos os eventos fixos que eu tenha na semana. Chamo de eventos tudo aquilo que eu tenha um horário marcado para ser feito. Por eu estar mantendo a quarentena, todos os meus eventos ainda estão na modalidade remota (cursos, pilates, terapia), contudo, quando estamos no presencial, costumo reservar o tempo de deslocamento na agenda também. Como em São Paulo mesmo as menores distâncias são longe, é bom ter a agenda travada para se deslocar tanto na ida quanto na volta. 

Aproveito aqui e dou uma olhada no meu e-mail/WhatsApp para saber se não chegou nenhum comunicado alterando alguma data. Recomendo aqui ver também as agendas compartilhadas — no meu caso, além das minhas tarefas e eventos, eu tenho que ficar de olho na agenda do Projeto Escrita Criativa.

3. Verificar pendências da semana anterior

Depois de colocar os eventos, passo para as tarefas. Eu gosto de anotar as minhas tarefas no planner também, mas alguns especialistas em organização sugerem um lugar separado para isso (um caderno, um app de listas, um bullet journal etc.). Se você for seguir essas dicas que estou deixando aqui, sugiro que pondere se prefere separar eventos de tarefas ou não.

Costumo olhar na semana anterior se ficou alguma pendência ou se tem algum projeto em andamento que precisam de continuidade. Se tiver, costumo verificar se o prazo dessa tarefa/projeto é naquela semana ou não e quanto tempo eu tenho para entrega. Isso me ajuda a definir o grau de importância e de urgência.

4. Agendar eventos e tarefas sazonais

Depois eu verifico se não tem nenhum evento ou tarefa sazonal naquela semana ou nas seguintes que exijam algo. Nesta semana, por exemplo, eu tenho dois amigos fazendo aniversário e o dia dos pais. Essas comemorações exigem algumas ações (que eu faça uma ligação, mande uma mensagem, compre presente). Também olho se não tem nenhum prazo final para a semana vigente ou para a seguinte (como a entrega de um projeto literário ou alguma tarefa de estudo dos cursos que estou fazendo). Mais uma vez, isso me ajuda a definir o grau de urgência e importância do que deve ser feito.


5. Incluir o foco do mês

Estou tentando criar um hábito de criar o foco do mês, para trabalhar alguns pontos que penso serem importantes para mim. Defino esse foco durante o planejamento mensal. Então, o momento de planejamento semanal serve também de revisão para esse objeto. É quando eu verifico se estou mais perto ou mais longe de atingir o foco do meu mês. Eu consigo medir isso pelas tarefas que eu implemento na minha rotina. Por exemplo: se o foco do meu mês for finanças, eu posso ter na minha rotina semanal fazer o controle da conta bancária; se o foco for leitura, posso medir quantas páginas/capítulos/livros consegui ler; se for vida social, posso ter uma meta de entrar em contato com o amigo X etc. Ter qual é o foco claro ajuda a inserir essas atividades nos eventos/tarefas da semana.

6. Alternar tarefas e eventos ao longo do dia

Como o meu trabalho é essencialmente na frente do computador, eu passo muito tempo sentada. Por isso, eu tenho tentado criar uma rotina de alternar tarefas e eventos de modo que eu alterne também a minha mobilidade para não ficar o dia todo sentada e em frente a uma tela. Normalmente eu intercalo uma tarefa ou um evento com algo da casa ou uma atividade física. Na terça, por exemplo, minha lista de tarefas/eventos está mais ou menos assim:
  • Acordar / tomar café / coisas da casa (arrumar a cama, lavar a louça do café, limpar a caixa de areia, colocar comida para as gatas);
  • Reunião até o horário do almoço;
  • Almoço;
  • Duas hora de trabalho em um projeto;
  • Aula de Pilates;
  • Descanso/pôr do sol/banho;
  • Uma hora de trabalho;
  • Jantar;
  • Responder comentários do blog;
  • Momento livre;
  • Dormir.

Essa alternância me ajuda a manter o foco e a não ter as dores nas costas. Com a quarentena, essa questão do foco anda muito complexa para mim. Não sei como isso está aí, mas eu não consigo passar muito tempo em uma única tarefa que logo me percebo pensando em outras coisas. Além disso, fazendo assim, consigo fazer as tarefas da casa e das gatas também, porque posso alocá-las nesses espaços de tempo em que não quero estar sentada em frente à tela.

7. Reservar momentos definidos para e-mail, WhatsApp e redes sociais

Isso é algo que eu estou tentando implementar. Percebo que, quanto mais eu desabilito as notificações do WhatsApp e defino um horário para checar tanto as mensagens recebidas ali, quanto nas redes sociais, minha atividade rende. Não importa se eu estiver fazendo faxina. revisando um texto, meditando, lendo ou escrevendo o meu livro. 

Ter essa postura me fez perceber que, muitas vezes o que parecia urgente, nem era de fato. Isso também me fez notar o óbvio de que muitas vezes me esqueço: a tecnologia é que tem que trabalhar a meu favor, não eu que tenho que ser escrava dela.

8. Reservar tempo de folga entre uma atividade e outra

Eu sempre anoto antes das atividades o horário em que pretendo começar realizá-las e costumo deixar um intervalo de pelo menos uns 15 ou 20 minutos entre uma e outra (se você fizer o método pomodoro, já conhece essa dica). Esses minutos são a salvação para imprevistos que surgem ao longo do dia. Eles também são uma pausa estratégica para aquele café no meio da tarde, para ver uma notícia na TV, um vídeo no YouTube, um episódio de Friends, dar uma alongada. Enfim, ter um intervalo entre uma atividade e outra ajuda a manter um ritmo bom entre trabalho e descanso. Se for possível, recomendo.

Palavra final

Capa do meu planner 2020. F no centro com flores ao redor. Abaixo o meu nome e a citação do U2: "Free yourself to be yourself".
Meu planner 2020.


Mais uma vez: esse é o meu jeito de fazer. Não significa que ele é o melhor de todos. Organização passa muito pelo viés do autoconhecimento. Quanto mais você se conhecer, mais fácil vai ser saber o que funciona e o que não. 

Eu tenho seguido essa estratégia de organização desde que passei a trabalhar por conta própria, em junho. Pode ser que isso mude mais para frente, quando eu voltar a sair (pretendo trabalhar em espaços como as bibliotecas 💚). Todo o processo de organização exige revisão periódica de tempos em tempos; logo, se algo mudar, eu aviso vocês. 

Acho que é isso. Se ficou alguma dúvida, podem deixar nos comentário, que eu tento respondê-la. Aproveite e me contem como vocês organizam a semana! Vou adorar aprender com as dicas de vocês.

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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Retrô mensal #1: julho/2020

sexta-feira, julho 31, 2020 5
Computador, caderno e caneta resumem o trabalho do mês.

Sempre gostei de retrospectivas. Quem acompanha o blog há muito tempo sabe que eu aproveito as ocasiões especiais (aniversário do blog, meu aniversário e virada de ano) para repensar tudo o que tenho feito e para onde vou. Como eu sou uma pessoa que tem muita dificuldade de celebrar as pequenas coisas quando elas acontecem, fazer um remember the time sempre me ajuda a ver que a vida está acontecendo e que há algo bom nela.

Sendo assim, resolvi fazer uma retrô mensal, como forma de trazer esse tipo de vivência mais para para o meu dia a dia. Acho que isso vai me ajudar nesse processo todo. Para que esperar as ocasiões especiais se a gente pode fazer as tudo isso sempre, não é mesmo?

Fim de mês

Cheguei ao fim do mês satisfeita. Ninguém da minha casa teve COVID. Entretanto, minha melhor amiga pegou e isso me deixou bem preocupada (agora ela já se curou do vírus, mas está lidando com as sequelas. Um dia de cada vez). Eu continuo em casa (em 13 de agosto completo 5 meses de quarentena), mas fico muito revoltada com as pessoas (incluindo as próximas e as da minha família) que estão pouco se lixando com as orientações da OMS. Não sei como ainda há gente que pode ignorar as mais de 100 mil notificações de mortes só no Brasil. 😔 

Por outro lado, minha amiga teve o bebê dela! O Bernardo chegou sendo o bebê mais fofo de 2020 e trazendo muita felicidade para a minha vida de tia babona! 😍

Profissionalmente, foi um mês agitado. Eu achei que conseguiria descansar quando pedi demissão, mas a verdade é que peguei cinco trabalhos grandes de mentoria de duas escritoras, leitura crítica, preparação e revisão de texto. Ainda fiz orçamento para aulas particulares de inglês e preparei o curso Escrevendo Crônicas com Clarice Lispector, que ministrarei nos próximos dois meses, em parceria com a Aline Caixeta. Também consegui estudar: terminei o curso de Contos como problemática social, fiz um workshop sobre Storytelling e ainda assisti à palestra da Penny Ur, no Cambridge day.

Sobre o curso Escrevendo Crônicas com Clarice Lispector.
Vem escrever com a gente!

#Retrô de boa

  • Fiz mais videochamadas com as amigas;
  • Entrei em alguns grupos de revisores no Telegram;
  • Comecei um curso de revisão para textos literários;
  • Aproveitei o tempo com as gatas;
  • Hidratei o cabelo  uma vez só, mas consegui!
  • Comecei uma grande faxina (sapatos, bolsas, roupas, livros);
  • Organizei o meu canal e gravei vídeos para o YouTube;
  • Gravei vídeos para o canal do Projeto Escrita Criativa;
  • Maior regularidade nas postagens do blog e envio mensal da newsletter (para recebê-la, clique aqui);
  • Teve trabalho!!!
Gatinhas Poesia e Camomila dormindo abraçadas.
Poesia recebendo um abraço da Camomila em um desses dias frios que andou fazendo aqui em SP.
(Para ver mais das duas fofas, sigam @adoravelpoesia no Instagram.)

#Retrô para melhorar

  • Regular o meu sono;
  • Regular a minha rotina de leitura que está muito a desejar;
  • Fazer Pilates com mais regularidade (porque eu faltei por 2 semanas em julho);
  • Voltar a trabalhar nos meus livros novos;
  • Cuidar melhor da minha saúde (a alergia e as crises de enxaqueca me pegaram de jeito);
  • Dar continuidade nos cursos online (marketing digital e narrativas de viagem);
  • Regular/equilibrar o meu emocional.

Eu fiquei muito feliz de ter conseguido voltar  mesmo que com vídeos curtos  para o canal do YouTube. Embora eu seja uma pessoa falante, tenho vergonha de me gravar e sempre fico pensando que não sou a melhor pessoa do universo no que diz respeito à edição. Ainda que eu não tenha o melhor material do mundo (inclusive, estou tendo uma experiência péssima com o Zenfone!), tenho tentado não me cobrar tanto e me divertir no processo. 

Gostaria de estar curtindo mais a terapia também. Talvez, por eu não estar no presencial e ter essa sensação de que nada de novo acontece nessa quarentena, me encontrar toda semana com a minha terapeuta está um pouco tedioso. Como eu sei que tudo é uma questão de fase, vida que segue.

O que teve no Algumas Observações em julho

Agosto chegará trazendo novidades por aqui. Em breve conto. 😉 Além disso, quero trabalhar mais na minha literatura. Acho que essa é uma parte importante da minha vida que eu ainda não consegui trazer para a minha agenda como queria. Também preciso pensar em como comemorar o meu aniversário notável em tempos de pandemia (sugestões são bem-vindas!). Não sou boa em comemorações, mas não quero deixar esse objetivo de celebrar a minha vida passar em branco.

Que os 31 dias de agosto tragam amor e saúde para todos nós! 
Um beijo e, se puder, fique em casa, use máscara, se cuide!
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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Rotina de quarentena

quarta-feira, julho 29, 2020 11
Foto da lua crescente para ilustrar o poema "Rotina de quarentena", escrito em uma noite insone.
Luar de quarentena.

Já não sei mais que dia é hoje.
Eu, que sempre fui de dormir muito,
já coloquei em dia todo o sono atrasado.
Para você ter uma ideia:
Despertei às 3h14.
A gata, que dormia no meio das minhas pernas,
acordou assustada e foi beber água.
Já eu, peguei o celular e comecei a escrever.
Quatro poemas vieram de cara:
dois em espanhol,
um em inglês
— este, bem ruinzinho, decerto —
e o último escrito na língua que foi a última flor do Lácio.
Depois, abri o Twitter
e o Instagram.
Havia muitos comentários sobre a live da Ivete
e sobre o Big Brother.
Não assisti a nenhum dos dois
— apesar de achar a Veveta admirável.
O que me pegou mesmo contudo,
foi a legenda da foto do poeta
que dizia que a insônia também o assolava.
Um conhecido dele morreu,
não teve velório,
só teve rapidez, pânico e dor:
mais um que o vírus nocauteou.
Fique sem saber o que pensar.
A cada dia,
me sinto mais próxima do medo.
Antes era apenas um número do outro lado do mundo,
imitação de ficção científica vista em um noticiário da TV.
E agora?
Agora é o quê?
Cada vez mais a estatística se aproxima,
ganha endereço,
tem CPF,
rosto,
afeto.
O relógio marca 5h40,
ouço o ronco dos outros vindo distante.
Eles dormem tranquilos.
E eu,
eu estou aqui, com a cabeça fervilhando,
Sentindo algo que não sei expressar,
mas que existe e é real.
É algo que transcende o luto.
(E o que é o luto se não uma dor infinita que se muta com o tempo?)
Essa inquietação é traiçoeira,
ela me rouba o sono.
O relógio marca 5h43,
e eu não sei se vou conseguir voltar a dormir agora.
Essa inquietação é revoltante,
de uma revolta que me faz querer lutar
por mim, pelos meus, por aquele número vindo do outro lado do mundo,
para que não haja mais realidade que imita ficção científica
chegando pelos jornais da TV.

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quinta-feira, 23 de julho de 2020

Curso: Escrevendo Crônicas com Clarice Lispector

quinta-feira, julho 23, 2020 40

Olá, pessoal! 😊😍
É com muita felicidade que eu venho contar que o meu primeiro curso online ficou pronto! Yaaaaaaaaay! 😀

Escrevendo Crônicas com Clarice Lispector é um curso elaborado por mim e pela escritora Aline Caixeta (do Recanto da Prosa), para celebrar os 100 anos de nascimento da nossa diva literária, Clarice Lispector. 

Clarice Lispector
Em dezembro, celebraremos o centenário de nascimento da Clarice Lispector.


Sobre a organização do curso

As aulas serão baseadas no livro Todas as Crônicas, publicado pela editora Rocco e organizado por Pedro Karp Vasquez. Esta é uma ótima oportunidade a todos que desejam conhecer mais sobre as crônicas da Clarice ou que querem tirar as suas ideias da cabeça e colocá-las no papel! Vale lembrar que você não precisa ter conhecimentos prévios sobre crônica ou sobre a Clarice para participar dos encontros.

As aulas acontecerão de modo remoto aos sábados, nos meses de agosto e setembro, e passarão por temas como: o gênero crônica e suas fronteiras; a crítica literária; as relações entre o mundo interno e externo do cronista; as influências do jornal, do cotidiano e da vida pessoal na produção da crônica; a escrita profissional; e as relações entre a obra de Clarice e a de outros escritores. 




Te espero!😉

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segunda-feira, 20 de julho de 2020

5 extensões úteis para quem usa Google Chrome

segunda-feira, julho 20, 2020 22
5 extensões úteis para quem usa Google Chrome
Segunda-feira é o dia internacional de organizar a vida, então vem comigo que eu te ajudo neste post!
(Imagem por Fernanda Rodrigues)

Estava navegando esses dias na internet, quando resolvi visitar o blog Não me venha com desculpa, escrito pelo querido Adriel Christian. Lá, me deparei com um post escrito por ele com Extensões úteis para usar no navegador e vi que todas as dicas dele eram desconhecidas por mim. Isso me deu a ideia de fazer um post com as extensões que eu uso no meu Chrome, porque elas podem ser úteis para alguém. 

É claro que todas as extensões que aparecem na minha lista são diferentes das do post do Adriel, então recomendo que você clique aqui para ler o post dele e ter outras dicas. 😉


Google Meet Grid View

Essa extensão, como o próprio nome já indica, é feita para uso no Google Meet e permite que você veja em grid todos os participantes de uma reunião (não importando quantas pessoas estejam reunidas). Ela também permite que você inclua a sua câmera no grid, o que é ótimo para fazer "selfie" nas reuniões com os amigos. Para quem é professor, esse recurso é uma mão na roda, porque dá para ver todos os alunos ao mesmo tempo.

Exemplo de aula usando o Google Meet Grid
Acho que essa foi a aula com o maior número de participantes
em que já estive: 101 pessoas no mesmo grid.

Botão salvar do Pinterest

Essa extensão te permite salvar qualquer imagem da web no Pinterest de forma rápida e sem precisar de ter que abrir o próprio Pinterest para isso. Ela também permite que você escolha em qual pasta/board você salvará o pin ou criar um espaço novo para isso. 

Pinterest Fernanda Rodrigues (Algumas Observações)
Aliás, se você ainda não me segue lá no Pinterest, clique aqui.

Botão do Google Acadêmico

Esse botão facilitou a minha vida, porque eu nunca me lembro do endereço do Google Acadêmico (então sempre tinha que fazer uma busca por esse link antes de iniciar a minha pesquisa). Para usá-lo, basta clicar nele, que já abre uma caixa de busca de filtragem em artigos científicos. 

Há ainda uma função (que eu ainda não testei) de 
Formatar as referências em estilos de citação amplamente usados. Pressione o botão de aspas no pop-up para ver uma referência formatada e copie-a para o artigo que você está escrevendo. 

Mendeley Web Importer

Ainda nessa linha de estudos acadêmicos, o Mendeley é um site que funciona como uma biblioteca de artigos acadêmicos (que sugere aos seus usuários, outros artigos com o mesmo tema). No caso, essa extensão permite que você salve e compartilhe os artigos lidos na web na sua biblioteca particular dentro do Mendeley.

Estudos online.
(Foto por Fernanda Rodrigues)

Méliuz: Cashback e cupons em suas compras

Conheci o Méliuz lá no blog da Aline Codonho, o Inventando Assunto. Esse site permite que você receba descontos e cashback das suas compras. O plugin ajuda a você saber quais são os sites que permitem esse tipo de recebimento/desconto. Quando ele está cinza significa que o site que você está navegando não permite que você receba o dinheiro de volta. Quando ele está vermelhinho é sinal de que há uma parceria ali. Clicando nele, você fica sabendo quantos porcentos do valor da compra ou valor do desconto você pode receber de cashback. Para se cadastrar no Méliuz, clique aqui.


Infográfico com 5 extensões úteis para quem usa Google Chrome (Algumas Observações)
Para baixar o infográfico:
No computador: clique com o botão direito do mouse e escolha a opção "Salvar imagem como".
Escolha o local e clique em "Salvar".
No celular: pressione sobre a imagem e escolha a opção "Fazer download da imagem"
.
 

E você? Quais extensões você usa para facilitar a sua vida? Me conte aí nos comentários e não deixe de passar lá no blog do Adriel para conhecer o post que inspirou esse aqui

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sábado, 18 de julho de 2020

Uma carta para você

sábado, julho 18, 2020 9
Imagem ilustrativa do post "Uma carta para você", do blog Algumas Observações. Nela, o livro "A Intermitência das Coisas" e um caderno aberto sobre a mesa.
(Imagem e texto por Fernanda Rodrigues)

Querido você,

gostaria de dizer que sinto muito. Sinto a ausência das caminhadas nas ruas, a falta do planejamento da viagem dos sonhos, o vazio da certeza de uma rotina sólida. Eu sinto por ter que te ver na luta pela sobrevivência e sinto mais ainda pelas perdas de seus entes queridos. Queria, caro você, poder te abraçar e dizer que tudo vai ficar bem. 

Sei que é difícil acreditar nisso. As notícias chegam cada vez mais assustadoras como seus números estarrecedores ganhando mais e mais nessa escalada. Como lidar com um vírus letal, sendo que parte da população finge que ele não existe? Como lidar com a mulher do político negligenciando a criança que morre abandonada? Como lidar com um governo que não sabe nem nomear os próprios ministros? Como respirar enquanto um policial faz questão de pisar no pescoço de uma mulher indefesa? São muitos pratos para equilibrar e faltam mãos, eu sei. 

Máquina de escrever com cactos.
Foto por Florencia Viadana, via Unsplash.

É difícil compreender o que se passa, quando o cenário real é inverossímil. Nós não estamos preparados para lidar com a irrealidade sem controle que chega transformando tudo em alta velocidade. Se ela tivesse o mínimo de coerência seria diferente. Então, a única coisa que é fácil aqui é pirar. Simples assim. 

Olho para todas essas circunstâncias e me sinto repetitiva. Além da rotina, das notícias, da casa, eu sou a mesma todos os dias. Ouço as mesmas músicas, leio os mesmos livros, trabalho nos mesmos projetos, escrevo sobre os mesmos temas gauches na vida. Sou cachorro correndo atrás do próprio rabo, ao passo que a vida vem com este rolo que me comprime a passos lentos. 

Sabe, querido você, eu fico me perguntando — dia após dia — o que vai sobrar de tudo isso. Será que vai sobrar algo? A vida é sempre tão a mesma, mas sempre tão cheia de incertezas. 

Hoje não consegui ver o céu mudando de cor. Está frio e eu estou triste. Entretanto, gostaria que você soubesse que mesmo infeliz e confinada, sigo ao seu lado. Seguimos juntos. 

Com amor, 

Meu Eu 

Selo de participação da blogagem coletiva do Projeto Escrita Criativa.
O tema da blogagem coletiva de junho de 2020 foi: ninguém solta a mão de ninguém.
Para saber mais sobre o Projeto Escrita Criativa, clique aqui.

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

{Resenha} O legado das deusas, de Cristina Balieiro

quarta-feira, julho 15, 2020 12
Imagem com capa e cartas do livro O legado das Deusas, de Cristina Balieiro (Editora Pólen)
Livros e cartas O legado das Deusas.
(Imagens: Fernanda Rodrigues)

Em O legado das Deusas: caminhos para a busca de uma nova identidade, a psicóloga e psicoterapeuta Cristina Balieiro resgata os arquétipos das deusas de diferentes culturas — egípcia, afro-brasileira, grega, romana, suméria, indiana/do hinduísmo, nativas norte-americanas, japonesas — para que as pessoas possam tirar ensinamentos que as levem à construção de uma nova identidade feminina.

O livro é muito didático. Dividido, em cinco partes, todas as informações são muito práticas e redigidas em com uma linguagem bem clara. A primeira parte apresenta ao leitor uma introdução em que a autora fala do processo de pesquisa das deusas e seleções das informações. Nela, nota-se que Balieiro foi beber da fonte de diversas culturas, de todas as regiões do mundo, partindo também de outros estudiosos. A segunda parte, apresenta a lista com as deusas. Cada capítulo fala de uma e é estruturado em "Seu mito" e no que a deusa pode nos ensinar. Ele também tem uma ilustração da deusa, feita pela própria Cristina Balieiro. A terceira parte é um capítulo especial dedicado à Deusa Tríplice e os aprendizados da Lua. A quarta, é um apanhado de como podemos trazer o sagrado para o cotidiano. E, por fim, mas não menos importante, há uma quinta parte com as referências bibliográficas.

Miolo e cartas do livro O legado das deusas, de Cristina Balieiro. Deusa: A mulher pensadora.
Miolo e cartas do livro O legado das deusas.
(Imagens: Fernanda Rodrigues)

Apesar das muitas partes, a obra é pontual o que facilita muito o entendimento. É interessante notar que esse livro pode ser lido de vários modos diferentes, com vários objetivos distintos. A leitura pode ser realizada de modo linear, do começo ao fim; mas também é possível ler apenas a história de uma determinada deusa. Como o livro vem com as cartas de todas elas, há a possibilidade de usá-las de forma oracular e decidir por "sorteio" qual será a leitura da vez. É bacana também notar que há a possibilidade de aprofundar mais no assunto, uma vez que a bibliografia é extensa e abre margens para outras buscas.

O legado das Deusas é, sobretudo, um livro de resgate mitológico que nos mostra como nós podemos aprender com histórias.  

Capa.

Livro: O legado das deusas
Subtítulo: Caminhos para a busca de uma nova identidade feminina
Autora/ilustradora: Cristina Balieiro
Editora: Pólen
Páginas: 104
Apresentação: O que deusas gregas, egípcias, hindus e japonesas, orixás, mulheres míticas amazônicas e índias têm em comum? Todas elas são protagonistas de mitos que foram transmitidos oralmente ao longo de gerações e que ainda hoje ressoam em nossas vidas, abrindo espaço para a reflexão, o autoconhecimento e a compreensão da cultura patriarcal em que vivemos desde o fim das religiões politeístas consideradas “primitivas”. Neste livro, a autora apresenta 20 mitos de deusas das mais diversas culturas e, a partir dessas breves histórias, discute os ensinamentos que esses mitos podem trazer para as mulheres contemporâneas. Afinal, o processo de afirmação feminina na sociedade atual é ainda muito incipiente diante de mais de 2 mil anos de dominação patriarcal. Cristina Balieiro é psicóloga, psicoterapeuta de orientação junguiana e coordenadora de círculos de mulheres. Dedica-se há anos ao estudo das questões do feminino, da mitologia e da obra de Joseph Campbell. 

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domingo, 12 de julho de 2020

A busca pelo conhecido

domingo, julho 12, 2020 24

Pôr do sol. Entardecer visto do meu quintal. Céu alaranjada, roxo e azulado.
Céu mudando de cor, visto do meu quintal. 
Imagem: Fernanda Rodrigues

Passo os dias trabalhando sem sair. Entre um digitar e outro, uma leitura e outra, vou da sala à cozinha, coloco a água para ferver na chaleirinha velha e solto o berro em direção ao quintal:


— Mãããããããe, quer café?


A tarde se esvai enquanto a água segue seu caminho entre o pó e o filtro até fazer morada no fundo da caneca. Observo a fumaça quente e o cheirinho que se espalha por toda a casa. A moradia se converte em aconchego do lar.


Saio para o quintal com minha caneca na mão. Sorvo o líquido quente aos poucos. As gatas dormem em suas caixas de papelão depois de terem corrido muito atrás de seus brinquedos. Estou só  minha mãe já voltou para algum de seus muitos afazeres — mas não estou. Sinto um calorzinho por dentro, que sei que não é só o efeito do café quente. Então, olho para cima.

Vista do entardecer. Céu em tons de azul claro, azul escuro, rosa e laranja.
Céu mudando de cor, visto do meu quintal.
Imagem: Fernanda Rodrigues


O fim do dia sempre foi o meu horário preferido. Agora, em quarentena, ele ganhou um novo significado. Olhar para cima é a minha forma de respiro, o meu sair de casa sem sair, a minha resistência. Ver o céu mudando de cor me lembra de que há vida acontecendo — dentro e fora de mim. O sol se põe me lembrando de que o mundo — ah, o mundo! — ele continua a girar.


De algum modo esta pausa me faz esquecer das incertezas, me afasta do que me dói. A vida não é mais sobre o caos político ou sobre um vírus que mata por onde passa. Não. Durante aquele espaço de tempo de meia hora, quarenta minutos, em que o azul claro se transforma em laranja, em rosa, em roxo até que se escurece de vez, a vida é sobre estar presente e honrar o próprio silêncio. 


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Algumas Observações | Ano 14 | Textos por Fernanda Rodrigues. Tecnologia do Blogger.