domingo, 25 de janeiro de 2026

Atualização das 101 coisas em 1001 dias #3

domingo, janeiro 25, 2026 5


Ano passado eu comecei a minha terceira lista de 101 coisas em 1001 dias e disse que, de tempos em tempos, traria uma atualização para você. Eis este post.

No momento, eu tenho:
  • 13 tarefas concluídas;
  • 27 tarefas em andamento;
  • 61 tarefas em aguardo;
  • 0 tarefa abandonada.

Você pode conferir a lista completa das 101 coisas em 1001 dias clicando aqui.


Sobre as tarefas concluídas:

O item 30 da lista é "Ir a 10 shows ou mais". Meta concluída com sucesso.
  1. Terminei a pós-graduação em Psicopedagogia (e já emendei na de Revisão de Textos). Achei que foi uma pós fácil, devido à minha experiência pedagógica na escola. Já tenho muita bagagem, então os estudos de caso acabavam sendo de situações que eu já tinha vivenciado na prática. 
  2. Publiquei o meu primeiro livro em espanhol. La intermitencia de las cosas saiu no dia 16 de setembro (véspera do meu aniversário!) e já pode ser comprado, com autógrafo, na loja do blog.
  3. Voltei em Buenos Aires em setembro de 2025. Passei o meu aniversário lá e foi bem divertido. Para ler os posts relativos a tudo o que já vivi em Buenos Aires, clique aqui.
  4. Fui ao teatro mais de 4x ao longo dos 1001 dias e quero ampliar ainda mais este número. Falei sobre as peças, shows e espetáculos de dança que vi na retrospectiva notável: 2025. É incrível como colocar isso na lista ampliou o meu olhar para esse tipo de arte. 😉
  5. Também fui a mais de 10 shows. A lista até agora: Niall Horan; Festival de Jazz; Paul McCartney; Linkin Park / Ego Kill Talent; Lulu Santos; Shakira; Sting; Leoni; Dado Villa-Lobos; Os paralamas do sucesso; Nando Reis; Ceelo Green (The Town); Pedro Sampaio (The Town); Jason Derulo (The Town); Backstreet Boys (The Town); Richard Ashcroft; Oasis.
  6. Comemorei 10 anos do Projeto Escrita Criativa com a Ayumi aqui em São Paulo. Quem quiser ver como foi, tem vlog no canal do Projeto
  7. Respondi as 50 perguntas que libertarão a sua mente. Vocês podem ler as respostas aqui. Foi divertido pensar em cada uma das respostas e me senti grata pela minha caminhada quando terminei de escrever o post.
  8. Fiz o check up no começo de 2025. Depois de anos lutando com a minha cabeça, consegui vencer o medo. Graças a Deus, estava tudo bem (confesso que esperava alguma coisa de colesterol e tal, mas nem isso teve! YAY!).
  9. Sobre fazer outra atividade física por pelo menos 2 meses, fiz 2 oficinas de dança por 7 meses (e, tudo dando certo, retorno em 2026). 
  10. Comprei um computador novo. Meu computador velho tinha mais de 10 anos e, no último mercúrio retrógrado do ano, ele colapsou. Não estava pensando em gastar dinheiro com isso no momento, mas a troca valeu muito a pena.
  11. Também comprei uma carteira nova, porque este era outro item que que estava capenga.
  12. Comprei o Diario de la dispersión, da Rosario Bléfari, quando fui a Buenos Aires. Queria muito ler este livro e, de longe, foi uma das melhores leituras que fiz em 2025.
  13. Refiz o RG, que agora se chama CNI. Por incrível que pareça, foi muito mais fácil e rápido do que pensava. Em meia hora, já tinha feito tudo, em 20 dias já estava com o documento novo em mãos. Uma tarefa que estava procrastinando e que nem precisava ter enrolado tanto. hehehe 

Sobre as tarefas em andamento:

Camomila e Poesia, as gatinhas da tarefa de check-up.

  1. Já li 7 dos 10 livros que tinha na estante antes do fim do período de conclusão dos 1001 dias. Os títulos lidos até agora foram: Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus; Um paraíso portátil, de Roger Robinson; Demerara, de Wagner G. Barreira; Como encontrar o seu estilo de escrever, de Francisco Castro; Esta história está diferente, org. Ronaldo Bressane; Cartas perto do coração, de Fernando Sabino e Clarice Lispector; Escrever ficção, de Luiz Antonio de Assis Brasil. Para saber sobre as leituras, acesse as resenhas do blog
  2. Praticar aquarela é algo que gosto de fazer nas épocas mais quentes do ano (porque a tinta não demora muito para secar). Tem sido divertido.
  3. Voltei a estudar tarô com práticas mensais sobre a minha própria vida. Meus planos (pra juntar isso com ler os livros que já tenho) é ler Jung e o Tarô. (Se você já leu, me conta como foi a leitura?)
  4. Sobre participar de 3 concursos literários, entrei na antologia Terra, do selo Off-flip. Para este ano, sigo buscando mais concursos.
  5. Sobre as entrevistas, comecei com a Regiane Folter.
  6. Tenho publicado uma vez por semana aqui no blog. Falhei algumas (ninguém é perfeito), mas como tenho sido mais constante do que nunca, continuo contando esta tarefa como em andamento. Manter a regularidade por aqui me deixa muito orgulhosa de mim mesma.
  7. Sobre registrar o andamento das 101 coisas, este post é justamente parte da realização dessa tarefa hehehe
  8. Gravei 5 da meta de 10 vídeos para o Projeto Escrita Criativa. Você pode assisti-los aqui.
  9. Tenho conseguido cumprir com a meta de publicar todos os meses no meu canal do YouTube. Se você quiser ver os meus vídeos (se inscrever e deixar o seu like!), clique aqui.
  10. Vi o mar em 2024, aqui no Brasil, e o rio, em 2025, na Argentina. Sou uma pessoa bem feliz perto de corpos d'água.
  11. Já comecei a rascunhar a lista de museus. Pensei em fazer um post sobre ela aqui no blog, o que você acha?
  12. Sobre ir a uma Mega Artesanal, vai rolar neste ano. Coloquei o item em andamento, porque o ingresso já está comprado. 
  13. Sobre ir ao parque uma vez por mês, tive minha vida facilitada nesta tarefa porque o local em que faço as aulas de dança é dentro de um parque. Juntei o útil ao agradável.
  14. Os spa days têm rolado. Eu costumo fazê-los junto com os meus reset days: troco roupa de cama, hidrato o cabelo, passo máscara na pele, faço as unhas, revejo o meu planejamento, ouço músicas, me exercito. Tem sido gostoso demais.
  15. Não trabalhar nos fins de semana a não ser que seja impreterível foi uma luta constante no meu 2025. Espero melhorar isso no meu 2026.
  16. Comecei os presentes sem motivos e isso é TÃO legal! É bacana demais poder presentear quem a gente ama!
  17. Na mesma toada é doar algo que pessoas/instituições precise. Ajudar o próximo é mais que importante! 
  18. Escrever cartas é algo que amo e que também me faz feliz. Já enviei 3 de 10. (Quer receber uma cartinha? Manda o seu endereço pro contato@algumasobservacoes.com)
  19. Toda vez que eu encontro o meu sobrinho do coração, a gente brinca muito! Eu me divirto com o quanto ele é um menino inteligente e criativo. Amo demais!
  20. Escrever no diário com constância no final do ano passado foi mais difícil, mas agora em janeiro voltei pra linha. Vai dar certo de ter 500 dias escritos. Tenho fé!
  21. Diminuir o refrigerante também tem sido uma coisa de "um dia de cada vez", mas está rolando.
  22. Minha rotina com a pele não está perfeita, mas melhorou bastante. Comprei um sérum e, além de usá-lo, também melhorei no uso do protetor solar. Não sou uma pessoa de ficar muito tempo no sol (com isso de fazer home office, quase não saio de casa), mas tenho colocado isso na rotina. Também tenho bebido muito mais água, o que contribui demais não só com a pele, mas com todo o corpo.
  23. Sobre doar o cabelo, estou com uma mecha guardada aqui, porque a mulher não me deixou enviar pelos correios (ela não aceitou a postagem). Nesse meio tempo, meu cabelo já cresceu um tanto, então vou cortá-lo de novo e doar as 2 mechas de uma vez. Parece que há um posto de arrecadação lá no shopping Tucuruvi. Então, qualquer hora vou aproveitar pra fazer um passeio e levar os cabelos lá.
  24. Continuo firme e, em setembro, comemoro 8 anos no Pilates.
  25. Tenho decorado o planner, mas principalmente o diário. Gosto de fazer uma página temática de abertura para cada mês, de colocar a carta de tarô/oráculo para o mês. Na abertura de um caderno novo, escrevo o meu tema do ano, o meu lema de vida, a minha oração da artista. Tudo cheio de frufrus e canetinhas coloridas. Sobre o planner, as canetinhas coloridas para cada área da vida / aluno têm funcionado bem e dão um ar alegre para os meus registros.
  26. No fim de 2025 a Poesia fez check-up e tomou uma vacina. Agora, ela vai tomar a outra vacina que falta e aí entro com o check-up da Camomila. Ter gatos é legal, mas pagar o veterinário é caro, não deu pra fazer o check-up das duas de uma vez.
  27. Sobre comprar maquiagens novas, tenho feito isso aos poucos. Comprei base e batom.

Sobre as demais tarefas: 

Não tenho nenhuma tarefa abandonada. As demais ainda não foram iniciadas.

E você? 

Como estão as suas metas de vida? Você já participou de algum projeto como o 101 coisas em 1001 dias? Me conte nos comentários 😉
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domingo, 18 de janeiro de 2026

Minhas metas literárias para 2026

domingo, janeiro 18, 2026 24
Estátua romana do deus Janus.
(Museu do Vaticano)

Quem nomeia o mês de janeiro é o deus romano das mudanças e transições Janus (ou Jano. Ianus, no latim). Ele é representado como uma pessoa com duas cabeças: uma olhando para o passado, outra olhando para o futuro. O curioso é que, como qualquer pessoa, ele vive no presente.

Gosto dessa coisa meio entre dois mundos, cuja a ambivalência mora justamente no estar presente. Como uma pessoa duplamente diagnosticada com depressão e ansiedade, não ficar focada só no passado (depressão) ou só no futuro (ansiedade) é um exercício diário. Aí vem Janus e me lembra que cuidar das pequenas coisas, no presente é o caminho.

Sempre fui uma pessoa focada. Estudando psicologia educacional, jogo a culpa do meu foco excessivo à ordem do meu nascimento (ser a filha mais velha tem dessas coisas). Já estudando astrologia, posso culpar o meu Sol em Virgem ou o meu Marte em Capricórnio. Enfim, voltemos ao foco. O que importa é que ao longo dos anos, fui compreendendo melhor como chegar ao equilíbrio entre passado e futuro, entre sonho e objetivo, entre metas, passo a passo e realização. Equilíbrio. Proporção que me cuida e não me exaure. Esse é o caminho.

Para 2026, tracei várias metas para as diferentes áreas da vida e hoje quero compartilhar com vocês as que dizem respeito à literatura.

Metas de escrita

De uma tarde de escrita na biblioteca municipal. 💚

Tenho 7 metas de escrita para 2026. São elas:
  1. Terminar de escrever o projeto secreto com a Ane e com a Ayumi (vem coisa legal no Projeto Escrita Criativa);
  2. Terminar de revisar o meu terceiro livro de poesia;
  3. Definir um nome para o terceiro livro de poesia e se vou querer publicá-lo (meu editor está me cobrando isso!);
  4. Escrever no diário todos os dias;
  5. Publicar aqui no blog todos os domingos. Espero conseguir fazer os 52 posts. (Em 2024 eu fiz 33 de 52; já em 2025, esse número subiu para 38. Será que em 2026 eu finalmente bato essa meta?);
  6. Escrever os temas do Vivenciando a Escrita;
  7. Participar de concursos literários.

Metas de leitura

De uma tarde lendo no parque. 💚

Eu tenho apenas 3 metas de leituras pra este ano:
  1. Fazer mais registros das minhas leituras, seja nas resenhas, seja nos vlogs pro canal.
  2. Ler mais livros da minha estante;
  3. Terminar de ler os livros que comecei e ficaram pelo caminho.

Sei que as metas de escrita já ocuparão boa parte do meu tempo e quero seguir gentil com as minhas leituras. Ano passado, já estava tratando as minhas metas de leitura com essa pegada e me vi surpresa por ter lido 20 livros ao longo do ano (considere que eu viajei, fiquei doente e trabalhei demais no meio desse caminho). Ficarei satisfeita se continuar nessa toada, até porque eu já leio muita coisa extra por conta do meu trabalho como professora de escrita e como leitora crítica e revisora de textos e dos meus estudos de pós-graduação.

Meus três livros literários juntos. 💚 Você pode comprá-los clicando aqui


Agora me conte: você tem alguma meta literária seja ela de escrita ou de leitura? 

Quer tirar o seu livro do papel e não sabe como? Vem fazer mentoria de escrita literária comigo. Me escreva no contato@algumasobservacoes.com para mais detalhes.
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domingo, 11 de janeiro de 2026

Que os nossos recomeços sempre surjam onde for preciso

domingo, janeiro 11, 2026 12
Na foto, meus diários e dois dos meus livros publicados.

Quando eu tinha 19, 20 anos e abri o blog, me comprometi — mesmo que sem essa consciência toda — com o viver uma vida artística. Crônicas, poemas, fotografias, viagens, shows, museus, livros e o que mais cruzasse o meu caminho. Tudo por estar em contato com a arte, seja produzindo, seja analisando-a criticamente, seja apenas curtindo. Lidar com a arte, de um modo geral, é um recomeçar eterno. Morrer e renascer nas ideias, nos sentimentos. Ao mesmo tempo em que a maturidade vai “sujando” as lentes do olhar para a vida — com seus conhecimentos e vivência acumuladas —, a arte se encarrega de dar um novo olhar para as coisas. Quando a arte é boa, a gente se diverte ao revisitá-la.


Onde há vida, há desejo. Onde há desejo, há renascimento. Há essa esperança que faz com que sigamos na empreitada de empurrar a pedra mesmo sabendo que — em algum ponto do caminho — ela rolará ladeira abaixo de novo e de novo. Talvez o envelhecer traga esse toque de fatalismo à vida. Mas, tão certo quanto a morte é o fato de que, invariavelmente, recomeçamos e que a arte é um apoio nesse recomeço. Não há outra opção.


Justamente por não haver opção, erguemos a cabeça e saímos deixando tudo o que não dos serve mais: os familiares e amigos tóxicos, o amor que nunca foi recíproco, o emprego que sugava até o último resquício de alma, a moradia insalubre ou quaisquer outras coisas que emperram a engrenagem do destino. Recomeçar é o nosso livre-arbítrio posto em prática. A arte nos serve de espelho e nos inspira nisso.


Perdi as contas de quantas vezes tive que recalcular a rota e começar de novo. Ter um plano é ótimo, mas ter autoconhecimento suficiente para replanejar o que for preciso é melhor ainda. E se tiver arte envolvida nesse plano, temos o que é o mais próximo daquilo que considero perfeição.


Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita, cujo tema de janeiro de 2026 é recomeço.
Para saber os outros temas e como participar, clique aqui.

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domingo, 4 de janeiro de 2026

2026, o ano da coragem

domingo, janeiro 04, 2026 14
What you don't have you don't need it now
What you don't know you can feel it somehow


Fechei o ano conversando com uma amiga sobre a vida, os relacionamentos e a coragem. Muito se fala sobre a vida romântica e amorosa, mas esquece-se que o amor está por toda parte. Piegas, eu sei. Piegas, mas verdadeiro.


Dizia a ela que 2024 e 2025 foram anos de reciprocidade. Foquei no que e em que eram recíprocos. Está junto, estou junto. Não está junto? Bem, não posso forçar ninguém, mas também não posso perder meu tempo e minha energia aceitando menos.


Sempre estive por inteira em tudo: no trabalho, nas amizades, na família, nos amores. Intensidade faz parte da minha essência, e todas as vezes em que tentei me diminuir para caber, para não perder alguém, só saí sofrendo das situações. Teria sido mais fácil me retirar ao sinal da primeira bandeira vermelha, mas eu sei que não desisto logo de quem amo. Todo mundo tem os seus defeitos, e eu também não estou imune: demorar para desistir é um deles que carrego.


De qualquer forma, há o inegociável. Amadurecer é cada vez mais compreender onde a gente pode ser flexível, qual é o nosso limite e aquilo que não tem negociação. Eu não sei ser pequena; não sei estar meio aqui, meio lá; não sei amar pouco, ser pouco. Sou grande e intensa e inteira. Esse é o meu inegociável.


Nem todo mundo sabe lidar com isso, e está tudo bem. Eu também não sei lidar com o afastamento, com a falta ou a má comunicação, com pessoas que não sabem dizer o que sentem ou que têm medo de assumir o que lhe habita o coração. É por isso que foco é fundamental. Por isso que eu foquei na reciprocidade ao longo dos últimos anos. Não adianta eu tentar viver algo que não sou ou tentar que pessoas vivam aquilo que elas não são. De novo, a vida (também) é isso e está tudo bem.


Voltando ao ano novo, em 2026, a reciprocidade continuará em voga e trará junto consigo a coragem. Por muito tempo, me vi como uma pessoa covarde, medrosa, vulnerável — até que percebi que esse era mais um discurso que diziam sobre mim do que o que realmente sou. Aprendi que falar sobre as vulnerabilidades (mesmo quando elas são desconfortáveis), que ser sincera e inteira, que viver o que se deseja (não o que esperam de nós) são justamente atos de coragem.


Quero ao meu lado os corajosos. Não os inconsequentes, não os egoístas, não os sabidões que tudo acertam, mas os corajosos no sentido etimológico da palavra: as pessoas que agem com o coração, que comunicam, que vão com medo mesmo, que se abrem pra vida, que fazem não só o que querem, mas também o que é preciso ser feito.


A última década me fez ver, sem modéstia alguma, o meu valor. Eu conheço cada um dos meus defeitos, contudo também sei o quanto eu sou comprometida com o quem faz parte dos meus dias e o quanto eu sou grata a cada pessoa que faz parte da minha vida — elas são mais do que rede de apoio, são o amor personificado. Sendo assim, não vou aceitar menos do que mereço. Ao invés de focar em me lamentar pelo que não tenho ou por quem não está mais aqui, vou dar o meu melhor para cada pessoa que se faz presente. Reciprocidade corajosa multiplica o amor.


No trabalho, na família, na vida romântica, nas amizades. Viver exige coragem.

E que Deus nos livre dos covardes. Amém!

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domingo, 28 de dezembro de 2025

Retrospectiva notável: 2025

domingo, dezembro 28, 2025 12
2025 não só foi complexo, mas também foi lindo!

Uma das coisas mais legais de se ter um blog é poder revisitar o passado. Evolução, aprendizado, dramas, recomeços. Tudo registrado. 

Antes de começar este post, fui reler a retrospectiva incrível de um ano notável. Dez anos passam num piscar e, olha, é legal fechar 2025 com uma sensação parecida com a de 10 anos atrás: um ano artístico, cheio de encontros, feliz. Também li a retrospectiva notável de 2020 e é doido que também continuo com a sensação de que a linha do tempo se embolou. Em um dia era janeiro, noutro setembro, noutro dezembro. 2025 continuou com o tempo não linear, mesmo eu usando todos os tipos de lembretes e agendas. Das venturas escondidas no pó do tempo vejo que ser artista é essência e que essência se honra. Fico feliz que o mundo tenha controlado vírus e que agora eu possa viver uma vida artística de forma plena.

2025 foi o ano em que eu dancei!
Acima um pouco das minhas 2 apresentações de dança.

Falando sobre 2025,"altos e baixos: a sorte vai e vem", já diria a música. O fato é a minha sensação é que: 1. isso é viver; 2. no fim das contas, foram mais altos do que baixos. 

Na lista dos altos, temos: fiz novas amigas (minhas companheiras de bailado!), comecei a aprender a dançar, passei o meu aniversário no meu lugar favorito, abracei Júnior (depois de 18 anos de blog), conheci a Polly, passei a encontrar duas amigas (a Boo e a Si) uma vez por mês, comemorei 10 anos de Projeto Escrita Criativa, realizei o meu sonho de ver o Sting (isso estava na minha bucket list!), a Shakira e o Oasis (milagre!!!!). Fora ter revisto os meus boys. No trabalho, diversifiquei as minhas aulas: além das mentorias de escrita, passei a lecionar língua portuguesa e voltei à língua inglesa. Além disso, continuei com os trabalhos textuais de leitura crítica, preparação e revisão de texto. Rascunhei 2 livros novos. Também iniciei a pós em revisão de textos e fiz outros estudos literários. Já na dos baixos, fiquei doente por quase 3 meses, mas não reclamo (agora estou bem), a Poesia andou adoentada (agora ela também está bem) e isso me fez gastar um pouco de dinheiro que não queria. Nada fora do controle. 

Como disse acima, queria (e quero) viver uma vida cada vez mais artística. Então, 2025 foi um ano de experimentar leituras, conhecer novos autores, ver espetáculos (de dança, de música, de stand up). Isso me fez feliz demais!  Abaixo, seguem algumas listas do que rolou:

Livros lidos (e relidos):

Uma das minhas leituras preferidas deste ano.

  1. Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo 
  2. Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus 
  3. Um paraíso portátil, de Roger Robinson 
  4. Crônicas de Travesseiro, de Pedro Tavares 
  5. Demerara, de Wagner G. Barreira
  6. Como encontrar o seu estilo de escrever, de Francisco Castro 
  7. Escrever sobre escrever poesia, de Eduardo Milán 
  8. Também eu danço, de Hannah Arendt 
  9. Depois dos quinze, de Bruna Vieira 
  10. Esta história está diferente, org. Ronaldo Bressane 
  11. Ano Passado, de Júlia de Carvalho Hansen 
  12. Devoção, de Patti Smith 
  13. Na ponta da língua, de Caetano W. Galindo
  14. Teoria do Conto, de Nadia Battella Gotlib
  15. Mamãe & eu & mamãe, de Maya Angelou
  16. Cartas perto do coração, de Fernando Sabino e Clarice Lispector
  17. Diario de la dispersión, de Rosario Bléfari
  18. Octavio Paz 1914-1998, de Octavio Paz 
  19. Escrever ficção, de Luiz Antonio de Assis Brasil 
  20. Mudança, de Verónica Gerber Bicecci 

Shows, dança e teatro:
Alguns dos shows que assisti em 2025.
Neste ano fui a muitos, mas quase não fiz fotos.
Quis mesmo curtir o momento. :)
  1. Show: Shakira (Las mujeres ya no lloran World Tour)
  2. Show: Sting (Sting 3.0 World Tour)
  3. Show: Leoni
  4. Show de abertura: Dado Villa-Lobos
  5. Show: Os Paralamas do Sucesso (Os Paralamas do Sucesso  Turnê 4.0)
  6. Concerto: Orquestra no teatro municipal
  7. Teatro/dança: Começaria tudo outra vez
  8. Dança: Carvão, cia Sansacroma  (SESC)
  9. Show: Nando Reis
  10. Stand up: Victor Camejo
  11. Show: Ceelo Green (The Town)
  12. Show: Pedro Sampaio (The Town)
  13. Show: Jason Derulo (The Town)
  14. Show: Backstreet Boys (The Town)
  15. Teatro/dança: Tango no Café Tortoni
  16. Teatro/musical: Norma Bengell, o Brasil em revista
  17. Teatro/dança: Carvão (CCSP)
  18. Show de abertura: Richard Ashcroft
  19. Show: Oasis
Alguns dos espetáculos que vi.
O Carvão ainda está rodando o país (você pode ter informações sobre a agenda no Instagram da @cia_sansacroma). Já o Tango e o Em pé na rede são permanentes (o tango, no Café Tortoni e o stand up, todo domingo no Clube Barbixas).


Além disso, este foi o ano em que mais gravei pro YouTube, falando de rotina, de literatura, dos meus hobbies. Também terminei a manta do clima e outros projetos. Escrevi aqui. Enfim, vivi uma vida artística que se espalha por todo o lugar por onde passa e que eu gostaria que inspirasse as pessoas ao meu redor. 

E você, como foi o seu ano?
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domingo, 14 de dezembro de 2025

Cartografia

domingo, dezembro 14, 2025 6
para Veriana Ribeiro

distâncias não são nada para quem tem raízes
e sabe fluir por águas e ares

distâncias não são nada para quem se comunica com a terra
e faz do barro palavras e das palavras, pulso

distâncias não são nada para quem amadurece
e multiplica os frutos da amizade em todo canto

distâncias não são nada para quem sabe
que partir também é ficar e que ficar também é ir

distâncias não são nada para quem está sozinha
porque estar sozinha é mito, não verdade

distâncias não são nada
quando se sabe ser parte, se é todo

distâncias não são nada e se espraiam
para ser cidade e rio e voo e floresta e lenda e chão

distâncias não são nada
distâncias são tudo
trajetórias, recomeços
de rotas sem fim

Texto escrito e lido no amigo secreto do sarau das estações como presente para a escritora Veriana Ribeiro. Para saber quem me sorteou e qual texto tanto eu, quanto as demais autoras ganharam de presente, clique aqui.


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domingo, 7 de dezembro de 2025

Convite: Sarau das estações: edição de verão + amigo secreto

domingo, dezembro 07, 2025 4


Mais um ano se encerrando, mais uma mudança de estação chegando, mais um sarau lá no meu canal do YouTube. E nada como festejar ter vencido 2025 com um amigo secreto, não é mesmo? Sendo assim, convidei outras 4 escritoras para celebrarmos e fazermos a troca de presentes, presentes em formato de texto! YAY! O mais legal? Você poderá ver a troca ao vivo e à cores numa live que faremos juntas (clique aqui para ativar as notificações).



E quem são as escritoras que estarão junto comigo nesse encontro? Segue abaixo a informação de cada uma delas:

LUCILA ELIAZAR NEVES 
Lucila tem 37 anos, é mineira e escreve há mais de 10 anos. É coautora do livro "As 79 Luas de Júpiter". Participou das antologias "Marés", do Projeto Escrita Criativa e "Terra", do Selo Off Flip. Escreve no blog Reticências (https://oinfinitocomtrespontos.blogspot.com) e no Instagram (@lucibsb_en). 

MARCELLE VIEIRA SALLES 
Marcelle Vieira Salles é escritora, mestra em administração e bacharel em Letras pela UFMG. É membra e palestrante da Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2011. 
Instagram: @marcellevieirasalles2 

MICHELLE CRUZ 
Michelle Cruz, comunicóloga, multiartista (atriz, locutora, escritora, ilustradora intuitiva, crocheteira) e cat sitter. Coautora da antologia "Marés". Descendente das primeiras mulheres empreendedoras do Brasil: As Negras Quitandeiras. Redes sociais: 
Instagram: @soumichellecruz 

VERIANA RIBEIRO 
Veriana Ribeiro é jornalista e escritora acreana com mais de 15 anos de experiência na área da comunicação, formada pela Universidade Federal do Acre (UFAC) e mestre em Meios e Processos Audiovisuais pela Universidade de São Paulo (USP). Publicou o livro "Coletânea dos Amores Partidos" (autopublicação, 2021) e participou das coletâneas "Contos em Miniatura"(Editora Comala, 2025) e  "Antes que eu me esqueça \ 50 autoras lésbicas e bissexuais hoje" (Quintal Edições, 2021), além de escrever projetos literários independentes como zines e newsletters. Instagram: @veriveris



Você está convidado para se divertir conosco. VEM
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domingo, 23 de novembro de 2025

{Fotografia} Pausa para respirar #8

domingo, novembro 23, 2025 14


Este pausa para respirar segue na linha portenha, porque se tive momentos de pausa e de respiro nesta viagem, muitos deles foram para comer. E quem não ama estar em uma cidade repleta de bons restaurantes com quitutes maravilhosos? Pois é, posso dizer que fui bem feliz.

Não fiquei anotando em qual restaurante comi o quê (deixo anotado o que souber), mas deixo no fim do post alguns lugares por onde passei, assim vocês podem inclui-los nos seus roteiros de viagem, caso queiram.

Ah! E mais um pequeno adendo — porque eu só notei isso enquanto escrevia este post —, eu comi churrasco argentino (las parrillas), mas estava tudo tão saboroso, que eu me esqueci de fazer as fotos. Hehehe 



Bolinhas que ganhei do chico que trabalha no quiosco ao lado do hotel em que me hospedei.

Bolo que o hotel me deu de aniversário. 
(Já tinha comido metade, quando me lembrei de fazer a foto.)

Nhoque no London City.

Metade foi meu jantar de aniversário, outra metade, meu almoço no dia seguinte. 
Este é do Paulin.


Este é do Café Paulin.





Menu La Parolaccia.

Menu La Parolaccia.

Menu La Parolaccia.

Menu La Parolaccia.






La panera rosa.






Restaurantes

  • La panera rosa — Avenida Corrientes, 699 e Avenida Callao, 692
  • La Parolaccia Puerto Madero — pedir o menu Parolaccia (vem com entrada, prato principal, sobremesa e bebida, por um preço mais barato) — Av. Alicia Moreau de Justo, 1052
  • La Instancia Girll (La instancia de Palermo) — Em frente à entrada do Jardín Botánico — Avenida Santa Fé, 3954
  • Buenos Aires Grill — Avenida Corrientes
  • Pizzaria Guerrín — Avenida Corrientes
  • Alma Café — Calle Cerrito, 304 (perto do Obelisco e da casa de câmbio)
  • Confitería la ideal — Calle Suipacha, 384
  • Paulin y Café Paulin — Calle Sarmiento, 635
  • London City — Avenida de Mayo, 599
  • Il gatto — Obelisco — Avenida Corrientes, 959
  • Biutiful louge & restaurant — Galerías Pacífico (uma das entradas é na Calle Florida)
  • Kentucky — Obelisco — Avenida Corrientes, 961
  • Café y libros — Quiosque de café ao lado da Casa Rosada — Av. Hipólito Yrigoyen

Veja também: outras edições do Pausa para Respirar:
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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Livros que comprei em Buenos Aires

sexta-feira, outubro 31, 2025 12

Como contei aqui, passei meu aniversário em Buenos Aires e é claro que eu aproveitei a viagem para fazer uma das coisas que mais amo: comprar livros!  YAY!

Trouxe cinco. E agora vou compartilhar um pouco dessas compras, assim como fiz com os que comprei n'A Feira do Livro.


Diario de la dispersión

Quando eu fiz a a disciplina de mestrado como aluna ouvinte lá na Unifesp, a professora Paloma Vidal nos apresentou o começo do livro Diario de la dispersión, da argentina Rosario Bléfari. Eu li aquelas páginas e fiquei encantada. Procurei para comprar aqui e não achei, por isso viajei na missão de trazer um exemplar comigo. Bléfari, assim como a Patti Smith, é uma multiartista, algo que me encanta e me inspira. 😍

Achei o livro no Mercado Livre, vendido pela livraria Libros Del Buen Leer (@delbuenleer). Pedi pra entregar na casa da Ayumi (quem tem amigo, tem tudo!) e trouxe feliz. 😁 Nem preciso dizer que ele passou na frente de todos os outros livros que tenho para ler, preciso?

Capa de Diario de la dispersión.

Livro: Diario de la dispersión
Autora: Rosario Bléfari
Editora: Mansalva
Páginas: 144
Gênero: Poesia e ficção latino-americana 
Apresentação: Pasaron las semanas, los meses, y en el camino muchas veces pensé que este era el diario de la dispersión pero también el diario de mi salud debilitada –aunque no hiciera alusiones directas a ella–, el diario de las despedidas, el diario de una mujer que responde a la obligación filial de hija única para salvarse a sí misma al mismo tiempo, el diario del amor, la maternidad y la amistad a distancia. Podría seguir cada tema sin mencionar los demás, pero explicitar parte o no explicitar nada se volvió un dilema. También estas dudas son parte del análisis de la dispersión. Puedo decir a esta altura que mi método funciona, estoy segura, pero este experimento se me fue de las manos: ahora todas las personas del mundo lo están probando. Algunos reniegan, otros gozan, algunos se angustian y otros se sorprenden. Desplegarse no es desaparecer, no es alejarse o ser voluble sin sentido. Rosario Bléfari.


Promoção de poesia

Na minha segunda semana de viagem, aproveitei o meu tempo para passear pelas inúmeras livrarias da Corrientes. Na Sudeste Libros (Corrientes, 1773), eu encontrei uma promoção que me chamou a atenção: 3 livros de poesia por 10000 pesos (cerca de 40 reais). Não pensei duas vezes. Peguei 3 de uma mesma coleção: antologias que apresentam as obras de seus autores.

Ironicamente, não escolhi nenhum argentino, mas isso não invalida o contato com a obra e com a língua espanhola. Dentre as opções disponíveis, li os poemas da quarta capa para fazer a escolha. 



O primeiro escolhido foi do mexicano Octavio Paz; o segundo foi o do poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca; por fim, o terceiro é do também espanhol Rafael Alberti. Sei que os três são famosos, mas não tive a oportunidade de ler a obra deles, então será um bom primeiro contato. 

Poema da quarta capa do livro do Octavio Paz:

Quiso cantar, cantar
para olvidar
su vida verdadera de mentiras
y recordar
su mentirosa vida de verdades.

Poema da quarta capa do livro do Federico García Lorca:

Yo me enamoré del aire,
del aire de una mujer,
como la mujer es aire,
en el aire me quedé.

Tengo celos del aire,
que da en tu cara,
si el aire fuera hombre
yo lo matara.

Poema da quarta capa do livro do Rafael Alberti:

Si mi voz muriera en tierra, 
llevadla al nivel del mar y
dejadla en la ribera.

Llevadla al nivel del mar
y nombradla capitana
de un blanco bajel de guerra.


El Ateneo Grand Splendid

Nas outras vezes em que fui a Buenos Aires, comprei CDs que não encontro por aqui, na El Ateneo Grand Splendid (Avenida Santa Fe, 1860). Desta vez, resolvi trazer um livro. E foi uma escolha difícil, porque eu fiquei na dúvida entre o que trouxe a Poesía completa, do Júlio Cortázar (que, pelo o que entendi, acabou de sair). Acabei optando pelo Poesía completa, da escritora argentina Alejandra Pizarnik, uma vez que já tinha comprado 3 livros escritos por homens. 

Ela é outra escritora que é famosa que eu nunca li. Então, nada melhor começar com a obra poética completa, não é mesmo?

Capa do Poesía Completa.

Livro: Poesía Completa
Autora: Alejandra Pizarnik
Editora: Lúmen
Páginas: 480
Apresentação: Alejandra Pizarnik es una figura de culto de las letras hispanas y una autora que se internó por infiernos raramente visitados por la literatura española. Su poesía se caracteriza por un hondo intimismo y una severa sensualidad o, en palabras de Octavio Paz, la obra de Pizarnik lleva a cabo una «cristalización verbal por amalgama de insomnio pasional y lucidez meridiana en una disolución de realidad sometida a las más altas temperaturas». Esta edición, a cargo de Ana Becciu, incluye los libros de poemas editados en vida de la autora y los poemas inéditos compilados a partir de manuscritos. Reseñas: «Sobre mi mesa, lleva semanas abierto el volumen que contiene la Poesía completa de ese irrepetible y doliente meteoro que fue Alejandra Pizarnik (1936-1972), de quien no me resisto a transcribir unos versos estremecedores: no atraigas frases / poemas / versos / no tienes nada que decir / nada que defender / sueña sueña que no estás aquí / que ya te has ido / que todo ha terminado.» Manuel Rodríguez, Babelia «La palabra parece la guarida que no siempre es capaz de proteger. Su poesía es luminosa en la oscuridad; provoca vértigo, perturba; las ausencias pesan y la belleza desgarra.» Estandarte

Post em vídeo

Gravei um vídeo em que mostro mais de cada livro. Para assisti-lo, clique aqui ou aperte o play abaixo:


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