Férias, bem que te quis

Imagem por Gellinger, sob licença creative commons.

Férias. Palavra de seis letras, uma das mais doces do vocabulário de quem vive na cidade grande. Férias, a razão do sumiço de tudo e de todos. Férias, o remédio que eu estava precisando.

Meu primeiro semestre foi tão estressante, que, no dia 30 de junho mal tive forças para virar e dizer um “feliz aniversário” da maneira entusiasmada e feliz que meu pai merecia. Estava cansada, doente, cheia de afazeres ainda por terminar, uma pilha de livro de cabeceira toda pela metade. Apesar de ter cumprido – male mal, é verdade – tudo o que havia proposto para o semestre, aquela primeira metade do ano me deixou com aquele gosto amargo na boca de quem sonhou muito, desejou o dobro, trabalhou o triplo e não conseguiu sair do lugar.

Para quem sempre teve que lidar com a luta de fazer tudo perfeito, isso não é nada fácil. Pior ainda, foi ter que deixar o planejamento das férias nas mãos das amigas (que, graças a Deus, são muito boas no que fazem), ver tudo chegando e estar sem ânimo para nada. Absolutamente nada. Exaustão talvez seja a palavra que melhor definia o meu estado (físico, mental, de espírito).

A primeira semana de julho foi dormindo. Literalmente dormindo. Estava frio, então tudo o que fazia se resumia ao círculo vicioso de comer, tomar banho e dormir. Não parecia que as próximas semanas prometiam tantas vivências lindas, tanta felicidade. Aliás, se eu soubesse que julho seria como foi, talvez tivesse arrumado mais forças dentro de mim, para sobreviver ao primeiro semestre.

Lá em janeiro, a Boo e eu decidimos que iriamos viajar. Ela não conhecia Buenos Aires, e eu estava louca para voltar. Era prato cheio para termos nossas primeiras férias juntas. No meio tempo em que planejávamos tudo (mais ela, do que eu, porque o trabalho e a pós realmente me consumiram), o Nick Carter, dos Backstreet Boys, anunciou que viria para a América Latina e que iria – vejam só que triste – para Buenos Aires. Nós, como fãs loucas que somos, comemoramos a ideia de vê-lo em terras portenhas! :D

Esperamos as datas dos shows de lá. Compramos os ingressos, para depois fechar hotel e passagem – quem é fã sabe que somos todos vida louca! Então, ele anunciou um show aqui. E lá foi Bia, salvadora da pátria, comprar as nossas entradas – porque eu estava em aula e seria impossível.

Graças as meninas, tudo deu certo. Meu desânimo e tristeza foi embora naquele domingo, 10 de julho, quando entrei no Via Marquês e vi aquele loiro me esperando para fazer a foto do meet and greet. Depois do show incrível, com os amigos todos (Jujuba, Elton, Bia ♥), veio a segunda-feira e toda a correria para dar conta de viajar no dia seguinte! E olha, foi a viagem mais doida e mais feliz da minha vida! :D

Nunca pensei que fosse conhecer tanta gente linda nessas últimas três semanas. Começou no show do Nick em São Paulo, com a Leslie (que é lá de Recife), passando por brasileiras que moram ou foram pro show da Argentina, argentinos legítimos, uma peruana e, até um francês (que conheci na volta, graças ao voluntariado da Jujuba nas Olimpíadas). Fora que ainda revi a Nati e o Dan (sigam o @buenosbaresba no instagram para saber quem eles são e receber as melhores dicas de Buenos Aires no seu feed!). Enfim, incrível!

Precisava dessa pausa, desse momento longe das preocupações, do computador, dos livros e da vida corrida. Foi bom para recarregar as baterias. E agora, vocês que me aguardem, porque estou cheia de histórias para contar por aqui! :D (Tudo será assunto para os próximos posts!)

Beijos e queijos :*

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