segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Reflexões, amizades e despedidas

[Imagem: Friendship, por Mishkaa]


Nem sei exatamente como a conversa começou. Sei que ontem, pela manhã, comecei uma conversa sonolenta com meu amigo Isaque Criscuolo, conversa de domingo de manhã preguiçosa e arrastada.

Enquanto eu estava a ouvir música, ele escrevia uma breve biografia que seria postada em nosso blog de crônicas, o Cracônis. E, em meio a tudo isso, começamos a refletir. Ele me disse que duas de suas amigas vão embora; eu, por sua vez, lhe contava sobre a minha que vive no Japão. E então nos lembramos do quanto odiamos despedidas, o quantos elas nos doem...

Despedida é mesmo algo complicado. Às vezes quem vai está passando por um momento de crescimento. Às vezes a despedida acontece quanto menos esperamos. Nos dois casos, quem vai leva um pedaço de quem fica e deixa um pedaço para quem fica. Este pedaço pode ser uma experiência, um sorriso, um sonho, uma discussão, um sorvete que foi dividido, um abraço, um beijo... Despedida nos dói e nos faz crescer, assim como toda dor nos desenvolve neste processo de viver.

A conversa continuou e começamos a contabilizar por quanto tempo somos amigos. Entre idas e vindas, são três anos. Três anos de crescimento e amizade. Três anos de conhecimentos e sentimentos compartilhados. Três anos de apoio mútuo e incentivo à escrita. Três anos de amizade e três anos de gratidão. Sou feliz por este laço que foi criado.

Mais a noite, abri o meu twitter e vi um recado da Mari, que dizia que estava me escrevendo um e-mail. Duas horas e três páginas do word depois, recebi a mensagem de incentivo e de sonho. A Mari é minha amiga que vive no Espírito Santo, que eu amo um tantão incomensurável, embora nós só tenhamos nos vistos em três momentos nesta vida (as três vezes que ela veio pra São Paulo, nos últimos dois anos). Despedir-me dela por três vezes foi difícil e doloroso... Mas a esperança do reencontro sempre nos faz continuar com a nossa amizade. Acho que talvez seja essa a coisa legal da despedida: o reencontro. Pior do que a dor de me despedir da Mari, foi a felicidade de me reencontrar com ela, de vê-la no meio da rua e gritar: “Maaaaaaaaaaariiiiiiiiiiiiii” e sair correndo e abraçar e rir junto... Enfim: amizade!

Enfim, Isaque e Mari. Dois amigos diferentes, que são fundamentais na minha vida. O Isaque por sempre me fazer pensar que eu sou a melhor escritora do mundo! Hehehe A Mari por me ajudar a não desistir do meu maior sonho. Talvez algumas despedidas aconteçam ainda. Mas elas serão para reencontros cada vez mais felizes! Amo vocês, sabiam?! E Mari, se tudo der certo, você estará comigo quando eu conhecer os quatro caras da rua de trás! ;)

5 comentários:

  1. Nem sei expressar o quanto estou feliz por este post e por saber o quanto significo para ti. Saiba que nutro do mesmo sentimento e que tudo pelo que passamos juntos foi valiosíssimo. Apesar dos apesares.
    Chorar é só o que consigo fazer agora. Nada de tristezas. OBRIGADO POR TUDO! BEIJO!

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  2. Oi, Fê!

    Já adicionei os seus links no meu blog...

    Beijinhos

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  3. ola, Fê!

    É a vida...cheia de coisas boas, como a amizade...e para os amigos que vão, bom mesmo é mandar noticias do mundo de lá.
    To sumido, mas apareço

    Um beijo

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  4. É realmente muito bom ter pessoas que nos amam e que nos incentivam a cotinuar lutando nessa vida. Quando tenho momentos ruins são essas pessoas que sempre estão dispostas a ajudar. Abraços!

    [insanamenthumano.blogspot.com]

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  5. Eu nunca tinha pensado nessa coisa do reencontro. Acho que no final de tudo acaba sendo a melhor parte da despedida mesmo [apesar da saudade matar a gente! rss]

    Beijão =**

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