Retrospectiva: e 2013 foi...

#aophotoaday: 31 de dezembro. {2013 foi...} - Memory Jar na imagem,
porque finalmente chegou o dia de abri-lo.


2013 foi um ano de limpeza...
Em doze meses, a vida se encarregou de deixar no meu convívio apenas as pessoas mais incríveis, aquelas com quem eu me importo e quem se importa comigo. Foi doloroso deixar algumas delas para trás, mas igualmente importante perceber – depois de um tempo – que elas não me faziam nenhuma falta.

...Mas também foi um ano de união!
Ah! Os que amigos que ficaram – velhos e novos – me surpreenderam tanto! Eles me inspiraram, me animaram, me aconselharam, me amaram! 2013 foi o ano em quem estivemos mais juntos e que pude ter certeza que – perto ou longe – todas estas pessoas são imprescindíveis na minha vida. Também foi o ano em quem tinha que voltar, voltou. E eu estou muito feliz porque elas estão de volta (e porque sei que superei a mágoa que sentia pelo o que elas haviam me feito).

2013 foi o ano da partida...
Não sei se vocês também têm esta sensação, mas 2013 foi o ano em que morreu muita, mas muita gente mesmo. Incluindo parte das vós do Maybe (para ser precisa 4 avós se foram). É muito difícil ver os nossos pais perdendo os pais deles. É muito doloroso perder nossos avós. É muito angustiante ver os nossos amigos sofrendo com perdas tão especiais. Mas tenho certeza que minha avó e as das meninas estão lá no céu muito orgulhosas por verem a todas nós e tudo o que conquistamos até hoje.

...Mas também foi o ano da chegada!
Este foi um ano em que todo mundo resolveu engravidar! Uahahaha Eu, que adoro criança (e ser tia babona delas), estou achando um máximo. Até agora, são bem uns 4 amigos “grávidos” – fora uns conhecidos, que não são tão próximos, mas que me deixaram felizes com a notícia mesmo assim! Ver todos estes bebês chegando, crescendo e se desenvolvendo, dá uma esperança tão grande! Primeiro, porque sei que todos eles foram feitos com muito amor; segundo, porque toda criança é uma dádiva!


2013 foi o ano em que sofri preconceito pela primeira vez...
Que a diferença causa um impacto, isso é natural. Mas não sabia que o meu cabelo em meio a uma escola em que 99,9% das pessoas são de origem japonesa iria causar tanto impacto. As crianças – principalmente as de 6 e 7 anos – fizeram a maior algazarra quando viram os meus cachos soltos pela primeira vez e, mesmo sem consciência disso, elas foram ofensivas. É claro que elas são apenas crianças; contudo, se agem assim aos 6, como serão aos 18, aos 30, aos 60? Fiquei triste e chateada pela forma como os pais as criam – num mundo em que elas não sabem o significado da palavra “crespo” – ainda mais em um país tão miscigenado como o Brasil.

...Mas também foi o ano em que assumi a minha negritude de vez.
Porque sim, meu cabelo é crespo (3C). E sim, ele está curto. E sim volumoso. E antes que me encham o saco: eu amo o volume dos meus cabelos. Quanto mais cheio, melhor! É claro que numa família descendente de indígenas, espanhóis, portugueses e italianos, a adaptação com o meu lado afro demorou um pouco. Who cares?! Sinto-me muito mais linda, muito mais livre, muito mais sexy. Tenho sangue afro nas veias. Para quê tentar esconder isso atrás de um cabelo sempre preso (nem vou citar alisamentos, porque nunca fui adepta à prática)?
E sim, aquele 2013 que começou cheio de preconceitos terminou com vários: “Teacher, deixa eu colocar a mão no seu cabelo?”, “Teacher, seu cabelo é fofinho!”, “Teacher, eu acho o seu cabelo tão lindo!”, “Teacher, como faz pra ter o cabelo assim como o seu?”. Sambei na cara do preconceito com salto agulha! Rá! Meus cachos fazem parte de mim e eu me orgulho disso.

2013 foi ano de muito trabalho...
Estar em dois estabelecimentos de ensino (no primeiro semestre estive em 3!), com datas, rotinas, modelos, métodos e todo o mais diferentes quase me enlouqueceu. Ter que organizar festas quadruplicadas, murais em dose dupla (às vezes tripla, porque um dos colégios exigia mais de um). Trabalhar muitas vezes sem apoio. Ter que ser criativa. Não ter o retorno financeiro desejado. E, é claro, manter um padrão de excelência, porque cada educando merece. Tudo isso me rendeu muitas crises de enxaqueca e algumas dores de estômago ao longo do ano. De verdade, esta é uma tensão que prefiro esquecer.

...Mas de muito reconhecimento, aprendizado e amor!
Lidar com diferentes perspectivas e desafios só pode ter como resultados amadurecimento e crescimento. Comigo, não seria diferente! 2013 me trouxe muita reflexão, muito aprendizado e só reforçou aquilo que acredito: não importa o quão dura seja a fase que estamos vivendo, se nos dedicamos com coragem e verdade, tudo dá certo no final!
Fui recompensada com amor. Amor incrível e incondicional. Amor que me reconheceu na formatura como professora homenageada. Amor que, na outra escola (a dos japinhas), fez com que as crianças me dissessem que queriam mais dias de aula só para ficar mais tempo comigo (isso porque a última aula que dei pra eles foi no dia 17 de dezembro).
Amor e reconhecimento dos meus colegas de trabalho que me acolheram e me ajudaram.
Foi um ano difícil, foi. Mas não deixaria de viver uma virgula em nenhuma das escolas por onde passei.

2013 foi um ano sem amores...
Depois de tudo o que passei no meu último relacionamento e a forma com que nós dois nos distanciamos, resolvi que daria um tempo. Precisava colocar todos os sentimentos no lugar. Me joguei no trabalho, estive com os amigos, mas me resguardei do tal Cupido. Precisava de um tempo para mim.

... Mas foi um ano de amor próprio.
Mudei o cabelo. Comecei a caminhar. Terminei o ano me alimentando de 3 em 3 horas. Escrevi sobre tudo o que sentia. Ajudei a fortalecer amizades. Dei e recebi conselhos. Li mais. Li clássicos. Passei a beber mais água. E decidi que só queria na minha vida quem quer estar comigo. Não desperdicei tempo com pessoas Anderson idiotas. Mente mesquinha não tem espaço por aqui. Pode parecer arrogante e prepotente, falando assim, mas a verdade é que o bem atrai o bem – assim como a falsidade atrai a falsidade.  Quero e estou trabalhando para ser uma pessoa melhor, por isso quero os melhores ao meu lado. Simples assim.

Ah! 2013 também teve vida teeny!
Porque ninguém é de ferro!

  • 20 anos de backstreet boys, com direito a discurso divo do Max Martin na calçada da fama (www - em inglês).
  • Álbum novo do Gavin DeGraw, pra matar o meu coraçãozinho de orgulho.
  • Sherlock (e Watson, o blogueiro mais lindo do mundo!) e sua genialidade e charme britânico.


Que em 2014...
Vocês façam como a menina do vídeo abaixo: sejam felizes! Muita saúde, muito amor, muita sabedoria, muito conhecimento, muito dinheiro no bolso, muita generosidade, muito brilhantismo,muita bondade, muitos projetos sendo realizados para todos nós!


2013, who got the last laugh?! ;)

Beijos, queijos e pavês (31 de dezembro é o dia oficial do pavê aqui na Casa Notável). :*
2014, pode chegar!


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4 comentários

  1. Amei seu post...sua retro foi mt legal!!! Tb acho mt legal assumir os cachos...nossos cabelos ao natural são muuuuuuuuuuuito mais bonitos!
    Bj e fk c Deus...feliz ano novo!!!
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

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    Respostas
    1. Aaaaaaaaah Nana, tenho certeza que você vai se divertir muito sendo cacheada! :D
      Feliz 2014 pra vc tbm! :)

      Beijos!

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  2. Oi Fê!
    Poxa, teu ano foi ótimo então! Superou preconceitos, trabalhou bastante e terminou o ano satisfeita consigo mesma! E isso é o mais importante, poder fazer um balanço de tudo o que aconteceu no ano passado e perceber que valeu a pena! :D

    Beijos ;*
    Mari Siqueira
    http://loveloversblog.blogspot.com

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    Respostas
    1. Oi Mari,
      entre mortos e feridos, sobrevivi!

      Esperando 2014 ser doce ;)

      Beijos :*

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