Mostrando postagens com marcador exposição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador exposição. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de novembro de 2021

{Vou por aí} Poesia Experimental Portuguesa no CCSP

domingo, novembro 07, 2021 14
Você conhece a Po.Ex


Eu quase não tenho saído, embora já esteja com as duas doses da vacina em dia, mas quando o faço, busco locais que sejam, por natureza, arejados. Sendo assim, resolvi matar a saudade do Centro Cultural São Paulo, principalmente do café, da biblioteca e do jardim suspenso. Fui sozinha e, para a minha surpresa, ao chegar lá me deparei com uma exposição bem bacana que apresenta ao público brasileiro a poesia experimental portuguesa. É sobre ela que quero falar hoje.


O movimento que ficou conhecido como poesia concreta no Brasil ganhou o nome de poesia experimental em Portugal.

A exposição é a primeira aqui no Brasil panorama da poesia experimental escrita em Portugal desde os anos 1960 até 2018 e percorre as diferentes formas do fazer poético — desde textos impressos passando por pinturas, caligrafias, fotografias, objetos, áudios e vídeos.


O movimento Po.Ex (apropriação das primeiras sílabas de Poesia Experimental), nasceu na década de 1960, quando foi lançada uma revista de mesmo nome em dois volumes — o primeiro datado de 1964 e so segundo, de 1966. Apesar de não ser tão conhecido no Brasil, o Po.Ex nunca se viu como algo fechado, pelo contrário, absorveu muito da poesia concreta brasileira (é notável a semelhança de alguns trabalhos com a forma da poética de Haroldo de Campos, por exemplo), como é possível perceber em alguns dos trabalhos abaixo:


E.M. de Melo e Castro. Tontura, 1962.

Essas formas artísticas de fazer poesia nasceram num de modo a transgredir e ser resistência. Os artistas sobreviveram ao autoritarismo que regia a vida dos lusitanos por meio da radicalização da linguagem que a poesia concreta portuguesa — por lá chamada de experimental — lhes possibilitou no processo de criação. Ao longo dos anos muitos foram se modernizando a ponto de começar a incorporar diferentes tecnologias em suas artes.


E.M. de Melo e Castro. "Geografia humana", 1962-2018. Publicado em Ideogramas, 1962.


E.M. de Melo e Castro. Duplicado/Anulado, 1966. Coleção Galeria Superfície.


Obras de E.M. de Melo e Castro.


Estão expostos cerca de 80 trabalhos realizados por 18 artistas (Abílio-José Santos; Américo Rodrigues; Ana Hatherly; António Aragão; António Barros; António Dantas; António Nelos; César Figueiredo; E. M. de Melo e Castro; Emerenciano; Fernando Aguiar; Gabriel Rui Silva; Jorge dos Reis; José-Alberto Marques; Nuno M. Cardoso; Rui Torres; Salette Tavares; Silvestre Pestana).

António AragãoPoesia encontrada, 1964-2018. Publicado em Poesia Experimental nº1, 1964.

Abílio-José Santos. Ditador, Atchim, Rasgado. sem data.

Obras de Abílio-José Santos.

António Nelos. Consciência, Devotos. Ali é Nação. Pri Mata.

A Poesia Experimental vem se modernizando ao longo dos anos, mas seu objetivo principal mantém-se o mesmo da sua criação: mostrar que tudo pode ser trabalhado e apresentado de forma poética. 

Obra de Salette Tavares.

Salette Tavares. Aranha. 1963-1978. Coleção Espaço Líquido.

Fernando Aguiar. Soneto digital. 1968-2018.

Fernando Aguiar. Ensaio para uma nova expressão da escrita. 1968-2018.

Esta exposição tem a idealização e a produção do Espaço Líquido, o apoio do Consulado Geral de Portugal em São Paulo é uma realização da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – por meio do ProAC Editais.

Silvestre Pestana. Atómico Acto. 1968-2018.

Vale a pena conferir. 😍

Para visitar:

Se visitar, compartilhe nas redes com a hastag #PoexNoBrasil. 😉


Exposição: Poesia Experimental Portuguesa
Onde: Centro Cultural São Paulo - CCSP (Piso Flávio de Carvalho)
Quando: de 18 de setembro a 14 de novembro de 2021
Horários: terça a sexta, das 10 às 20 horas | sábados, domingos e feriados, das 11 às 18h
Quanto: gratuito
Endereço: Rua Vergueiro, 1000  CEP 01504-000  Paraíso  São Paulo  SP (para quem for de metrô, basta descer na estação Vergueiro).
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Acesso para pessoas com deficiência.

_____________________________________________________________

sábado, 3 de janeiro de 2015

[Vou por aí] Exposição “Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção”

sábado, janeiro 03, 2015 4

O primeiro post de 2015 traz uma super dica para quem for passar as férias em São Paulo: uma exposição que desperta a criatividade de seus visitantes. Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção está em cartaz no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Galeria de Arte do Sesi) até 10 de maio de 2015 e sua entrada é franca.

Segundo os organizadores, a exposição apresenta ao público brasileiro a genialidade do artista italiano que viveu entre 1452 e 1519. As telas que permeiam os corredores remetem às suas pinturas e croquis mais famosos – a exemplo da Mona Lisa (de 1517), em exposição do Museu do Louvre, em Paris. Os tecidos com tais imagens envolvem um conjunto de projetos, desenhos, pinturas e maquetes.

Algumas das pinturas expostas.


Logo na entrada somos surpreendidos por uma instalação que está do lado de fora da entrada da Galeria de Arte do Sesi. Nela vemos a grua rotativa projetada pelo escultor e arquiteto Fillipo Brunelleschi em parceria comr Da Vinci. A grua contém os mesmos princípios que são utilizados até hoje na construção deste tipo de objeto. 

A exposição está dividida em sete partes: Introdução, Transformar o movimento, Preparar a guerra, Desenhar a partir de organismos vivos, Imaginar o voo, Aprimorar a manufatura e Unificar o saber. O bacana de cada uma das partes é que os visitantes podem interagir com parte das obras – em algumas delas, podem até trocar peças para ver um efeito diferente – além de ter à disposição vários vídeos e áudios informativos que complementam a sensação e agregam informação às peças vistas.

Nesta obra o visitante pode transformar o movimento trocando as peças amarelas.
Conforme gira a maçaneta cinza, o passarinho bica em ritmo diferente.



Por falar em peças vistas, os organizadores da exposição estão de parabéns no quesito acessibilidade. Todas as placas com informações têm seus dizeres em braile e desenhos em alto relevo, para que os deficientes visuais possam adquirir conhecimento. Além disso, ao lado de cada uma delas há uma miniatura da obra em questão, que pode ser tocada, de forma que as pessoas sem ou com baixa visão consigam ter dimensão do que está diante delas.

Exemplo de obra e placa de informações.
Reparem que os dados estão escritos em português, italiano e inglês! ♥


Há várias criações interessantes. A maior parte delas inspiraram objetos que são usados até hoje - como acontece com o paraquedas! De qualquer forma, a que eu mais gostei foi o Parafuso Aéreo - que logo de cara me lembrou o episódio lindo do Castelo Rá-Tim-Bum (se você nunca viu ou quer relembrar, clique aqui já!) e me remete aos helicópteros modernos.

Parafuso aéreo... inspiração para o que seria o helicóptero moderno? ;)


Como já disse, esta é uma exposição que vale a pena ser visitada. Para quem quiser ver com os próprios olhos, basta pegar o metrô e descer na estação Trianon-Masp (linha 2, verde). Vale ressaltar que qualquer tipo de bolsa deve ficar no guarda-volume do museu e que fotos são permitidas sem o flash (essas eu fiz do celular, porque não havia programado ir até lá e decidi entrar na hora. Contudo vi pessoas com câmeras semi-profissionais fotografando sem problemas). Abaixo seguem todos os dados:

Exposição: Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção
Período em cartaz: de 11 de novembro de 2014 a 10 de maio de 2015
Dias e horários: diariamente, das 10h às 20h (entrada permitida até as 19h40)
Local: Centro Cultural Fiesp - Ruth Cardoso - Galeria de Arte do Sesi - SP
Endereço: Avenida Paulista, 1313 - Metrô Trianon-Masp
Agendamento para grupos e escolas: 11 3146-7396 (de segunda a sexta-feira, das 10h às 14h e das 15h às 18h)
Entrada: gratuita

Gosta de arte? Ficou curioso? Já foi ou vai visitar?
Me conta nos comentários! ;)

Beijos e queijos! :*
_____________________________________________________________
Observe também em: Facebook | Twitter | Instagram | Flickr | About me

domingo, 27 de julho de 2014

[#aophotoaday] Semana 30: 206/365

domingo, julho 27, 2014 8
Mais uma semana se foi! A última de férias. #buá
Então, vamos às fotos?!

20 de julho de 2014. {Dia do Amigo} 201/365
Amo os meus amigos incondicionalmente. Aqui, há apenas algumas delas. Mas todos eles têm um espaço GIGANTE no meu coração. Porque eu sou quarteto, sou maybe, sou aloka, sou nossocdl, sou sis, sou amiga. E como amiga sou extremamente abençoada por todas estas pessoas (as que estão ou não na imagem - elas sabem quem são!) que fazem de mim um ser melhor. Agradeço a cada um que me escuta todos os dias a falar de mim, dos meus alunos, dos meus sentimentos, dos meus ídolos e das minhas nerdices. Sei o quanto posso ser diva, mas também sei o quanto posso ser chata. De qualquer forma, vocês sabem o quanto cada um de vocês podem contar comigo. Faço tudo pra ver vocês felizes e faço sem medo. Muito obrigada por vocês serem como são!

21 de julho de 2014. {Me disseram que...} 202/365

Me disseram que sou poeta. Se escrevo bem, só vocês podem dizer.

22 de julho de 2014. {Perto} 203/365
Perto da arte. Já disse o quanto amo visitar o MASP?! (Aliás, todas as terças-feiras a entrada é gratuita. #ficaadica) Estar em meio a todas aquelas obras, de épocas tão distintas desperta o meu lado criativo. Tanto o acervo permanente do museu, quanto as exposições itinerantes estão incríveis (não vou mencionar que há uma sequência de fotopoema na exposição A inusitada coleção de Sylvio Perlstein que quase me fez chorar - ainda que eu tenha dito para o meu amigo que "eu, chorar? Imagina!").

23 de julho de 2014. {Simetria} 204/365.
Aproveitei as férias para conhecer o Parque da Juventude e a Biblioteca de São Paulo. Pensem em um prédio LINDO o da biblioteca! Não tem como não ficar encantada com a arquitetura, com os livros novos, facilidade para fazer a carteirinha de empréstimo e com o conforto oferecido aos leitores. A foto foi feita de uma das sacadas - que é cheia de pufs para os leitores.


24 de julho de 2014.  {Caminho} 205/365
Foto feita no meio do caminho entre a minha casa e a Polícia Federal. A estação é a da Luz. E é claro que tive que lidar com as pessoas me olhando torto porque tirei fotos sem parar do lugar. Eu simplesmente acho a estação da Luz um lugar incrível. Então aproveitei que estava por lá. E como diz a música: "Baby, baby, baby, light my way".

25 de julho de 2014. {Não tem preço} 206/365.
Eu poderia dizer o mesmo que falei na primeira foto. Mas o fato é que receber um "you two are awesome!" numa madrugada fria, de um amigo que mora lá numa ilha perdida no meio do Pacífico simplesmente tem que virar motivo de print. Simples assim. Amizades não têm preço e a que a Cah e eu estabelecemos com o Noble é muito, mas muito querida mesmo! Sem dúvida, um grande presente que o Nosso Clube do Livro nos deu. ;)  

Bem, sobre essa semana, só posso dizer que "Só sei que foi assim" [/ChicóFeelings porque o Suassuna fará uma falta tremenda!]
Beijos e queijos! ;)
_________________________________________________________________
Observe também em: Facebook | Twitter | Instagram | Flickr | About me

domingo, 6 de novembro de 2011

Sabadão = demaaaaaaaaaais!

domingo, novembro 06, 2011 1
Na sexta-feira estive conversando com minha amiga, Karlinha, que ao falar de si mesma, me fez perceber inúmeras coisas. Sabe aquele papo de “sou linda-formada-inteligente-e-tenho-que-parar-de-sofrer-pelos-outros”? Pois é, conversávamos sobre isso. Porque sim, tanto ela quanto eu, somos lindas, formadas, inteligentes e temos que parar de sofrer pelos outros. 

Eu sei, você sabe, isso nem sempre é muito fácil. Ainda mais se você for como eu: que sempre pensa nos outros antes de pensar em si mesma. Eu tenho consciência de alguns dos meus defeitos: um deles é justamente ser dependente. Detesto fazer as coisas sozinha. Odeio isso, mas tenho consciência de que este é mais um aprendizado que preciso construir... 

Ontem, fazia um solzão gostoso aqui em São Paulo, e eu sabia que tinha duas opções: ficar em casa ou sair sozinha. Escolhi a segunda alternativa e o fiz feliz. Desde que assisti a uma entrevista do Rodrigo Santoro (veja o vídeo abaixo) queria assistir Meu País, por isso, não tive dúvidas do que faria. 

Sobre a película, devo dizer que não me arrependi da escolha. A trama é linda, de uma sensibilidade tamanha, que nos faz refletir sobre as nossas relações com as outras pessoas, nossas relações com o mundo. É uma daquelas histórias que guardarei no coração. 

Saí do cinema pensando em tudo o que havia visto... Mas não queria voltar para a casa. E quem disse que tinha que voltar? Resolvi que aproveitaria a proximidade do cinema com o centro cultural, e fui até a exposição da obra do artista plástico Nelson Leirner. Dei sorte, porque também tinha um desejo de ver esta exposição e descobri que este era o último fim de semana. 

Enfim, desta vez, sair sozinha foi menos doloroso do que da última vez. Acho que, no fim das contas, estou aprendendo a lidar com estes momentos solitários... Como diz a Karlinha: “demaaaaaaaaaaaaaaaais”! ;) 

Veja a entrevista do Rodrigo Santoro, sobre o filme Meu País:

domingo, 30 de outubro de 2011

O culpado de tudo

domingo, outubro 30, 2011 3
Ontem estive na exposição “O culpado de Tudo”, sobre o poeta modernista Oswald de Andrade, no Museu da Língua Portuguesa. O que mais me chamou a atenção foi a forma como a vida do poeta foi apresentada ao público. Oswald e suas mulheres, Oswald e seus amigos... Estas relações e a sua forma de ver a literatura: antropofagia, política, poética! 

Abaixo, algumas fotos:
  
 


Quer ver mais?!
Então visite a exposição no Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº
Bilheteria: de terça a domingo, das 10h às 17h. Museu: de terça a domingo, das 10h às 18h.
(Não abre às segundas-feiras)
Exposição: O culpado de tudo - de 27/09/2011 a 30/01/2012