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sábado, 3 de janeiro de 2015

[Vou por aí] Exposição “Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção”

sábado, janeiro 03, 2015 4

O primeiro post de 2015 traz uma super dica para quem for passar as férias em São Paulo: uma exposição que desperta a criatividade de seus visitantes. Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção está em cartaz no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Galeria de Arte do Sesi) até 10 de maio de 2015 e sua entrada é franca.

Segundo os organizadores, a exposição apresenta ao público brasileiro a genialidade do artista italiano que viveu entre 1452 e 1519. As telas que permeiam os corredores remetem às suas pinturas e croquis mais famosos – a exemplo da Mona Lisa (de 1517), em exposição do Museu do Louvre, em Paris. Os tecidos com tais imagens envolvem um conjunto de projetos, desenhos, pinturas e maquetes.

Algumas das pinturas expostas.


Logo na entrada somos surpreendidos por uma instalação que está do lado de fora da entrada da Galeria de Arte do Sesi. Nela vemos a grua rotativa projetada pelo escultor e arquiteto Fillipo Brunelleschi em parceria comr Da Vinci. A grua contém os mesmos princípios que são utilizados até hoje na construção deste tipo de objeto. 

A exposição está dividida em sete partes: Introdução, Transformar o movimento, Preparar a guerra, Desenhar a partir de organismos vivos, Imaginar o voo, Aprimorar a manufatura e Unificar o saber. O bacana de cada uma das partes é que os visitantes podem interagir com parte das obras – em algumas delas, podem até trocar peças para ver um efeito diferente – além de ter à disposição vários vídeos e áudios informativos que complementam a sensação e agregam informação às peças vistas.

Nesta obra o visitante pode transformar o movimento trocando as peças amarelas.
Conforme gira a maçaneta cinza, o passarinho bica em ritmo diferente.



Por falar em peças vistas, os organizadores da exposição estão de parabéns no quesito acessibilidade. Todas as placas com informações têm seus dizeres em braile e desenhos em alto relevo, para que os deficientes visuais possam adquirir conhecimento. Além disso, ao lado de cada uma delas há uma miniatura da obra em questão, que pode ser tocada, de forma que as pessoas sem ou com baixa visão consigam ter dimensão do que está diante delas.

Exemplo de obra e placa de informações.
Reparem que os dados estão escritos em português, italiano e inglês! ♥


Há várias criações interessantes. A maior parte delas inspiraram objetos que são usados até hoje - como acontece com o paraquedas! De qualquer forma, a que eu mais gostei foi o Parafuso Aéreo - que logo de cara me lembrou o episódio lindo do Castelo Rá-Tim-Bum (se você nunca viu ou quer relembrar, clique aqui já!) e me remete aos helicópteros modernos.

Parafuso aéreo... inspiração para o que seria o helicóptero moderno? ;)


Como já disse, esta é uma exposição que vale a pena ser visitada. Para quem quiser ver com os próprios olhos, basta pegar o metrô e descer na estação Trianon-Masp (linha 2, verde). Vale ressaltar que qualquer tipo de bolsa deve ficar no guarda-volume do museu e que fotos são permitidas sem o flash (essas eu fiz do celular, porque não havia programado ir até lá e decidi entrar na hora. Contudo vi pessoas com câmeras semi-profissionais fotografando sem problemas). Abaixo seguem todos os dados:

Exposição: Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção
Período em cartaz: de 11 de novembro de 2014 a 10 de maio de 2015
Dias e horários: diariamente, das 10h às 20h (entrada permitida até as 19h40)
Local: Centro Cultural Fiesp - Ruth Cardoso - Galeria de Arte do Sesi - SP
Endereço: Avenida Paulista, 1313 - Metrô Trianon-Masp
Agendamento para grupos e escolas: 11 3146-7396 (de segunda a sexta-feira, das 10h às 14h e das 15h às 18h)
Entrada: gratuita

Gosta de arte? Ficou curioso? Já foi ou vai visitar?
Me conta nos comentários! ;)

Beijos e queijos! :*
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domingo, 21 de setembro de 2014

Cinco comunidades que eu criaria no Orkut

domingo, setembro 21, 2014 8
"O orkut não estará disponível depois de 30 de Setembro de 2014.
Saiba mais."

É meu povo, o dia 30 de setembro marcará o fim de uma era! 

Quem é da minha geração, sabe que o orkut foi um grande marco para os usuários de internet no Brasil. Eu, particularmente falando, não estive imune ao "só add com scrap" e dou graças a Deus por isso. Foi lá que conheci 70% do meu círculo de amizades real (sim, estas pessoas saíram da tela do computador e se tornaram grandes amigos), também foi lá que eu aprendi coisas úteis como usar o PhotoFiltre Studio (que já salvou muito mesmo a minha vida de blogueira), fora o tempo que ele serviu de back up para todas as minhas zilhões de fotos (vai dizer que você também não tem um monte de foto que te faz pensar "nooooooooossaaaa!" por lá).

Para celebrar esta época gloriosa em que fazíamos de tudo para saber a nossa sorte do dia, o rotaroots propôs o meme "Cinco comunidades que eu criaria no Orkut". E eis as minhas:

Sou brasileiro(a), mas não gosto de feijão

Descrição:
Sim, nasci no Brasil. Não, não gosto de feijão. Logo, não sinto a menor falta de arroz e feijão, seja ele de qual tipo for. E não adianta ficar indignado por isso.
Tópicos principais: 
- Você substitui o seu feijão por qual acompanhamento?
- Por que todo gringo faz uma cara de "isso é um absurdo" quando falo que não gosto de arroz com feijão?

Livrai-me do "SDV" no blog e nas redes sociais, amém

Print do dicionário informal.

Descrição:

Blogueiro nosso, que estais na blogsfera, bem sucedido seja o seu blog. Que venha a vós a inspiração, que seja feito o post a vossa vontade - tanto os de conteúdo próprio quanto os publieditorais. Que não vos visitem pessoas sem noção e livrai-nos do segue de volta no blog e nas redes sociais, amém.
Tópicos principais:
- Qual é o seu blog?
- Como lidar com o tal "sdv" - principalmente quando o blogueiro em questão tem um blog sem conteúdo de fato?
- Quem já foi plagiado?

Por um mundo que funcione das 11h às 17h

Descrição:
Comunidade para todos que não entendem qual a necessidade de ter que começar a estudar/trabalhar às 7h da madrugada manhã e ficam até às 11 parecendo um zumbi. Para todos que adorariam sair às 17 do trabalho/da escola para poder dar uma volta com os amigos e conseguir ver o pôr do sol. Porque trabalhar antes ou depois disso é muita crueldade.
Tópicos principais:
- Expresse a sua revolta em ter que acordar cedo.

Não leio as zilhões de mensagens do Whatsapp

Descrição:
É aquela velha história: você vai dormir e, quando acorda, vê 13727363718787327632 de mensagens
no whatsapp. Então, para evitar a fadiga, você simplesmente não as lê. Bem vindos ao clube (ou seria grupo?!)
Tópicos principais:
- Qual o seu Whatsapp?


Superheroes me faz chorar

Descrição:
Que o The Script só faz vídeos incríveis, isso a gente já sabe. Agora, o que foi a ideia da história em Superheros?! A comunidade não precisa nem de explicação, porque o vídeo é autoexplicativo.

Tópicos principais:
- Letra e tradução.
- Há quanto tempo você é fã do The Script?




Bem, acho que é isso!
Você entraria em alguma das minhas comunidades?!
Comente e me conte quais seriam as suas.

Beijos e queijos. :*

Este meme faz parte da proposta do Rotaroots, um grupo de blogueiros que tem o objetivo de resgatar a época de ouro dos blogs pessoais, incentivando a produção de conteúdo criativo e autoral, sem ser clichê e principalmente, sem regras, blogando pela diversão e pelo amor.
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Meus autores de A a Z

domingo, dezembro 18, 2011 2
Inspirada na pergunta que a Bia me fez e depois de alguma muita reflexão, listei os meus autores preferidos de "A a Z". 
Como vocês podem ver, algumas letras tem gaps... então, sugiro: recomende-me um autor para que eu preencha essas lacunas! ;)

Ana Miranda, Mia Couto,  JK Rowling,
Pablo Neruda, Carlos Drummond de Andrade, Lygia Bojunga,
Clarice Lispector, Vinícius de Moraes, Ovídio, Gregório de Matos


Augusto dos Anjos, Álvaro de Campos, Ana Miranda, Anne Rice, Ariano Suassuna, Allan Massie, Antoine de Saint-Exupéry, Alfredo Bosi

B
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Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Charles Bukowski, Chico Buarque 

D
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E
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F 
Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Ferreira Gullar 

G 
Gregório de Matos, Gonçalo M. Tavares, Gonçalves Dias

I 
Isabel Allende 

JK Rowling, John Grisham, Jean Piaget, John Dewey, Jennifer Egan

K
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L
Lygia Bojunga, Livia Brazil

M 
Mia Couto, Mirian Keys, Moacir Gadotti, Mário de Sá-Carneiro, Milan Kundera

N
Noble Smith

Ovídio 

P 
Pablo Neruda, Paulo Freire, Paulo Leminsk 

Q
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R
Rodrigo Lacerda

S
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T
Tomás Antonio Gonzaga 

U

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Vinícius de Moraes

W
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X
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Y
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Z
Ziraldo

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Update

quinta-feira, novembro 04, 2010 0
Oi oi.
Aproveito um tempinho do horário de almoço para escrever.
Ontem - se nenhum outro professor me pegar no laço, assim como fez a Verinha *-* - assisti a minha última aula do curso de Letras. Sabe quando bate uma dorzinha de saudades?! Pois bem, nem acabei o curso - tenho provas até o dia 26 de novembro - e já estou com saudades.(Nostalgia é o meu nome... #fato)

Também foi ontem que dei minha última aula para o Starter 02. Muito orgulho destes meus alunos. =D

... Confesso que me despedir de todos eles foi  (MUITO) difícil. Deu uma dorzinha no coração. Tentei dizer a todos o quanto eles são importantes para mim e o quanto eu sou feliz por tê-los conhecido... todavia, não sei se consegui. Aliás, acho que não. Primeiro, porque não queria chorar (tive que me segurar, porque os olhos ficaram marejados) e segundo, porque o Felipe não me deixava falar, com tanta palhaçada.

Aproveitando o assunto facul, ontem fiquei esperando o professor (Feldman) até às 21h, porque queria o meu trabalho sobre o Arthur Miller. Fomos (Mini-Evelyn e eu) a única dupla que tirou a nota máxima (valia 3) neste trabalho e eu estava louca de curiosidade para saber quais eram os comentários do professor. Pois bem, comentários por escrito não teve, mas foi legal ouvir as dicas e felicitações que ele nos deu. Como diria Mini-Evelyn, talvez este tenha sido o professor "mais difícil de dobrar"! =P

Para hoje à noite a programação é reescrever (?) o trabalho do Barroco (sim, aquele mesmo que eu apresentei na Semana de Letras), porque a professora quer uma cópia perfeita para deixar/mostrar (não sei ao certo) para/na universidade.
Falta pouco, vou conseguir! Eu tenho que conseguir!!!

Dos assuntos off faculdade:

Hoje mandei e-mail para quem não merecia, porque, sim, fiquei com saudades da criatura. Mas o e-mail, voltou, o que significa que perdemos o contato de vez. Melhor assim (?). #DeusSabeOQueFaz

Desde ontem o povo está surtando com o anúncio da turnê de verão que os Backstreet Boys farão com o New Kids On The Block. Sinceramente, eu achei legal a ideia, ainda que a pouca coisa que eu me lembre do New Kids seja o tão famoso Step by Step (devo dizer que baixei o último álbum novo deles, The Block, e gostei). Era muito pequena no auge do NKOTB então não me lembro de muita coisa não. Teve gente no twitter reclamando contra a tour, tem gente reclamando do preço... eu to na frase do Cebolinha: deixa ele viver! =P (Se alguém quiser saber como será a mistura de step by step com everybody, clique aqui para ver o site oficial da tour).

O fato é que, do mundo backstreetrítico, eu estou esperando meeeeeeeeeeeesmo é o programa da Oprah que vai ao ar hoje e que terá os Backstreet Boys com o ex-backstreet boy. Sim, ser viúva é f3pontinhos. eu só espero conseguir ver, porque eu ainda não tive coragem de ver a segunda parte do Popstar, só porque a Boo me disse que o Kevin canta... (já disse que Nostalgia é o meu nome)

E por falar em coração aguentar, na terça-feira acabei indo ao MASP (digo, acabei indo, porque não foi uma visita planejada). Embora não tenha conseguido ver tudo, foi super emocionante para mim. Segundo a Mini, eu deveria trabalhar explicando obras de arte (#euri quando ela disse isso), porque eu dizia tudo o que estava escrito nas plaquinhas, sem ler as plaquinhas! Foi emocionante ver Renoir, Van Gogh, Monet, Manet, Di Cavalcante, Dalí, Modigliani, Thomas Gainsborough, Tomie Ohtake... juro que ainda estou processando todas as informações e - mais do que isso - todos os sentimentos que as obras destes autores me despertaram! Fantástico. Simplesmente fantástico!

Do resto, acho que estou na mesma. Quando eu penso que tudo vai dar certo, vem alguma coisa e atrapalha. Acho que vou desistir de lutar contra esta maré... é tudo muito estranho. 

Também é estranho a velocidade com que me apego as pessoas (mesmo sem conhecê-las)... uns diazinhos sem falar com a pessoa e pum! a saudade aparece!... complicado, viu?! (pois é, se você estiver lendo isso, saiba que estou com saudade das conversas do msn... ainda bem que o fim de semana está chegando \o/)

Enfim, fico por aqui.
Já falei demais.

Beijos e queijos =*

PS: Já contei para vocês que o James já me reconhece?! Pois é, ele já vem pra perto do vidro do aquário quando me vê. Ele também já reconhece o potinho de comida (nada besta, né?) e nada pro topo do aquário, quando me vê com a ração na mão! *-*

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estudo

terça-feira, setembro 07, 2010 3
Nem voltaram as aulas e já me deparo com um milhão de coisas a serem feitas: um trabalho sobre Arthur Miller, outro sobre o Rubem Alves, mais o de estudo sincrônico da Língua Portuguesa e o tão temido trabalho de obrigatório de estágio (Manual de Textos Técnicos). Somado a isto, deparo-me com a leitura - também obrigatória - de 7 obras diferentes... 

Tudo seria muito simples, se não tivesse um prazo a ser cumprido de 3 míseros meses (agosto, setembro e outubro) e uma rotina nada flexível: trabalho, monitoria e aulas (durante a semana), mais curso (aos sábado).

Sempre soube que uma universidade não é um mar de rosas e que um curso, quando bom, suga do aluno "lágrimas, sangue e suor"; contudo, sinto isto na pele. Passar quatro dias de um extenso feriado preparando aulas, lendo e redigindo o Manual não é nada fácil... Abdicar dos amigos e da família não é nada fácil... Passar horas a fio em frente a um computador também não é nada fácil...

Sei que falta pouco. Mas também sei que talvez estes sejam os 4 meses mais longos da minha vida: sobreviver ao fim do semestre significa, para mim, a realização de um sonho de uma vida inteira. Sobreviver ao semestre e me formar... Sobreviver ao semestre e finalmente ser uma profissional de Letras não vai ter preço!

Espero que, até lá, as pessoas tenham paciência. É bem provável que eu suma do blog, das redes sociais (reais e virtuais), dos passeios... 

Viver no mundo dos heterônimos, das artes, das peças de teatro, das atas, requerimentos, cartas, procurações, currículos, dos rios e das flores a falarem o português de Portugal (que, diga-se de passagem, eu AMO) é uma overdose em tempo record. Tudo exige o máximo e o melhor de mim, por isso, desejo que tudo dê certo... É aquela velha história: quem viver, verá!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

{Resenha} Dias & Dias, de Ana Miranda

quinta-feira, julho 29, 2010 1
Capa da obra
Inspirado na poesia “Dias após dias” de Rubem Fonseca, o romance-histórico Dias & Dias, de Ana Miranda é poético e surpreendente. A obra relata a vida do poeta e escritor do Romantismo brasileiro Gonçalves Dias (1823-1864), o Antônio da apaixonada – e apaixonante – menina dos olhos “quase” verdes, Feliciana (Maria Feliciana Ferreira Dantas).
Narrado em primeira pessoa, a trama parte da infância dessas personagens em Caxias (cidade nordestina) a partir da ótica da menina; e nos conta sobre o preconceito vivido por Antônio – uma vez que ele era filho de uma escrava com um português, mulato, portanto – além de relatar o amor que o poeta sentiu por Ana Amélia (Ferreira do Vale) e sua amizade com Alexandre Teófilo (de Carvalho Leal).
Os costumes da época e do local chegam até o leitor por meio de personagens como o pai de Feliciana, além de João Manuel (pai de Antônio), da Negra (mãe biológica de Antônio), de Adelaide (madrasta de Antônio), de Natalícia (tia de Feliciana) e do Professor Adelino. Os sabiás da "Canção do Exílio" também permeiam e enriquecem a obra.
Ao contrário do que muitas vezes se espera de um romance-histórico, o livro não é maçante. A linguagem simples empregada pela narradora cativa os leitores. Além disso, os fatos inspirados nas cartas reais trocadas entre Gonçalves Dias e Alexandre Teófilo conferem um ritmo a sucessão de acontecimentos que desperta no leitor o desejo de não parar a leitura. Soma-se a isso, o lirismo Romântico que, por sua vez, deixa a narrativa harmoniosa, musical; sem se tornar, todavia, melosa e enjoativa. Aliás, poderia dizer que o fato de o livro ser romântico sem ser enjoativo foi o que me deixou apaixonada por esta obra.

“Então era aquilo o sentimento do adeus, a ventura do partir, os arpejos da liberdade tocavam meu coração e faziam meu corpo tremular, ventos e correntezas e cabelos, viver para o horizonte, então era aquilo a brisa favorável, a vasta amplidão do mundo que embriagava! As minhas horas passavam curtas e cheias de um inefável suspense, eu nunca havia experimentado aquela sensação de folha ao vento a esvoaçar sem custo, de respirar o espaço e galgar os escarcéus, nunca havia imaginado um mundo que mudasse a cada instante, nem que pudesse haver tanta amplidão de matas, e o coração impleido por algo que não era o amor, mas tão intenso quanto o amor, além das montanhas, além das nuvens, além da amplidão, partir, separa a alma da terra, deixar o pai, deixar o percurso de uma lua, uma rosa jogada às ondas do mar, palinódia!”


Ficha Técnica:
Obra: Dias & Dias
Autora: Ana Miranda
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 243
Ano da publicação: 2002

sexta-feira, 9 de julho de 2010

[Resenha] Caravaggio (o Filme)

sexta-feira, julho 09, 2010 0
Capa da versão em DVD.
"Toda arte contraria a experiência de vida.
Como comparar carne e sangue com óleo e pigmentos?"


"Incerteza e dúvida.
Vida longa à dúvida.
Pela dúvida, chega a inspiração."

Um dos indicados ao Urso de Ouro, no Festival de Berlim de 1996, Caravaggio é uma obra digna do pintor que a inspirou. O filme nos mostra a biografia do artista barroco italiano Michelangelo Merisi da Caravaggio que, em seu leito de morte, relembra os fatos principais de sua vida. Perigosamente aventureiras, as histórias são permeadas pela a visão de mundo do pintor: suas convicções artíticas, sua relação com a fama, com o amor - e sua sexualidade - e com a Igreja. Tudo isso é retratado por meio de imagens tão intensas quanto a sua pintura. Esta intensidade é reforçada pelo triangulo amoroso do artista e o casal Lena e Ranuccio, que se tornaram seus modelos.
Além disso, temos ao longo do filme exemplos claros da tensão entre o carnal e o divino, entre a riqueza e a probreza, entre o terreno e o sagrado, que são típicos do Barroco. Embora não haja uma preocupação com a reprodução de época, a produção tenta nos mostrar ao máximo a rebeldia, a sensualidade, a ironia, a irreverencia, a busca por um espaço no mundo controverso e a vida que luta pulsante até o último suspiro.
Com uma fotografia exemplar e uma trilha sonora magnífica, Cagavaggio prende a atenção do expectador do início ao fim!

Cena do filme:
Caravaggio trabalhando em uma obra.
Tilda Swinton como Lena
serve de inspiração para o pintor.













Caravaggio (1986)
Direção: Derek Jarman
Roteiro: Nicholas Ward Jackson, Derek Jarman, Suso Cecchi d'Amico
Gênero: Drama/Histórico
Origem: Reino Unido
Duração: 88 minutos
Tipo: Longa-metragem
Idioma: Inglês / Italiano
Legendas: Português
Sinopse: Michelangelo Merisi da Caravaggio (Nigel Terry), tendo sua história contada em "flashbacks", o artista recorda fatos de sua curta existência na terra e nos mostra sua infância, as decepções do início de sua carreira, seus últimos sucessos, sua amizade com um cardeal e sua relação destrutiva com um jogador muito atraente. Talvez, este seja o melhor trabalho de Jarman onde nos é contada toda a história da vida do pintor, exibindo as contradições entre as crenças religiosas e sua identidade sexual. Maravilhosamente filmado em cenário que nos recordam a própria sensibilidade de Caravaggio, o filme é cheio de lindos tons azuis e vermelhos banhando os atores em luzes de velas, criando um efeito assustador e misterioso. A paixão de Caravaggio pela sua arte e também por seus modelos, o conduzem para sua queda final nesta suntuosa e desafiante biografia de um lendário pintor.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Baseado em fatos TOTALMENTE reais

domingo, janeiro 27, 2008 3

Lá estava eu, na festa de casamento.

Tínhamos acabado de chegar e eu estava grudada em minha mãe. Além da timidez, não conhecia o pessoal, por isto, estava observando o ambiente.

De longe, avistamos um lugar para sentar e resolvemos ir até lá. Eis que no meio do caminho, um cara alto nos pára e cumprimenta a minha mãe. Após a troca de sorisos e do famoso "oi, tudo bem?", o grandalhão volta-se para mim, me mede dos pés a cabeça, e diz:

- Oi, tudo bem?! Lembra de mim?!

Eu fiz aquela cara de "ai meu Deus, e agora?!". O fato é que eu me lembrava do sujeito, mas não de seu nome... Enquanto eu colocava os neurônios para correrem atás de alguma informação no recôcavo do meu cérebro, a criatura me olhava com aquele sorisão =D

...arrisquei:

- Claro que eu me lembro!

E clamei em pensamento: "Deus, que ele não pergunte como é o nome dele..." mas como alegria de pobre dura pouco, ele disse:

- Já que você lembra, como é o meu nome?!"

"Como é o meu nome... como é o meu nome?!" Caramba, ele sabia MUITO BEM qual era o nome dele!!!! Juro pra você que está lendo isto agora, eu procurei um buraco no chão onde pudesse me enterrar viva e não achei... a esta altura, a mãe do garoto falava com a minha e ele, percebendo o meu desespero e sendo super cavalheiro, olhou pra mim e provocou:

- E então?! Você disse que se lembrava...

Eu olhei para minha mãe, suplicando que ela me ajudasse, porém ela não entendeu nada, já que estava conversando com a mãe do garoto...

Por fim, ele disse:

- Você não lembra!

(Nisto, as duas mães param a conversa para ver o que acontecia...)

- Eu lembro!

- Não lembra!

Minha mãe: - Você não se lembra do André¹, Nanda?!

E eu (com aquela cara de: "me tira daqui pelo-amor-de-Deus!"): - Lembro! Só não lembrava do nome dele... Vamos nos sentar, este salto está me matando...

Nós nos afastamos. Enquanto eu estava da cor de um tomate, ele ficou com aquela cara de tacho só porque eu confessei que não lembrava do nome dele... e eu passei o resto da festa evitando o Esquecido!


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¹André = nome bonito que eu escolhi para colocar no lugar do real nome me garoto... não porque eu não me lembre do nome dele (depois deste acontecimento não me esqueci mais), mas sim, para preservar a identidade do sujeito.