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domingo, 19 de abril de 2026

Trazendo 2016 de volta

domingo, abril 19, 2026 11


Se você está em alguma rede social, sabe que 2016 voltou a ser tendência. A nostalgia nos atingiu em cheio e isso é fruto desses tempos de incerteza tão bélico e politicamente dividido. Sempre que a sociedade entra em caos, há um desejo de olhar para trás e encontrar alguma forma de aconchego.

Eu respondi a essa trend no meu Instagram, mas ao visitar o blog da Valéria, o Hey, I'm with the band, vi que ela levou as respostas pro blog dela e me deu vontade de fazer a mesma coisa por aqui. 


De um modo geral, eu penso em 2016 com muito carinho. Foi um ano em que eu conheci gente nova, amigos que estão comigo até hoje. Além disso, ganhei balões de aniversário pela primeira vez (a Bia é uma amiga que sempre me emociona), visitei os meus lugares preferidos da vida, viajei com uma das minhas melhores amigas, fui a shows, abracei o Nick Carter, fotografei muito e encontrei poesia pelo caminho.














A vida me abraçou em 2016.
Eu abraço a vida em 2026.


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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

{Vou por aí | Achados fotográficos} A fotografia habitada de Helena Almeida

quarta-feira, agosto 09, 2023 12
Arte feita por mulheres sempre me anima! (Série Dentro de Mim, de Helena Almeida)


Eu adoro descobrir artistas que não conhecia. Sendo assim, fiquei feliz demais com a surpresa que tive ao visitar o Instituto Moreira Salles de São Paulo e me deparar com a exposição Fotografia Habitada: Antologia de Helena Almeida, 1969-2018, que apresenta o trabalho da fotógrafa e artista portuguesa Helena Almeida.

Nota biográfica sobre a Helena Almeida. O texto está na abertura da exposição.
(Clique na imagem para ampliá-la).


Pintura habitada, 1975, Helena Almeida

Esta moça desconhecida por mim estava realmente concentrada vendo Tela Habitada
(Helena Almeida, 1976). Achei tão bonito que fiz a foto.


Ouve-me, 1979. Obra de Helena Almeida.

Obra Ouve-me, 1979, de Helena Almeida e sua audiodescrição.


As imagens misturam fotografia, pintura, costura, desenho, som e imagem, de modo a provocar os sentidos. O modo como tudo se integra desperta a curiosidade de quem vê cada peça. Me chamou a atenção de que todas as fotos são retratos da artista mesma. Com cada autorretrato, Almeida provoca e questiona seu observador a perceber o sentir. Pensando que muitos destes trabalhos foram feitos numa época de ditadura, em que mulheres não podiam quase nada, o trabalho da artista fica ainda mais potente! Quem não ama uma mulher que quebra as regras em nome da arte?

Saída negra, 1981.
Helena Almeida construiu a peça usando um livro com fio de crina de cavalo e papel translúcido.


A exposição abre com o primeiro trabalho da autora e termina com o último. Então, é interessante andar pelos corredores tendo em mente esta trajetória que é também temporal. Há conjuntos de pequenas imagens e fotografias do tamanho de uma pessoa adulta. Esse contraste também é interessante ao provocar nossas perspectivas.

Tela rosa para vestir, 1969, Helena Almeida e sua versão tátil.

A curadoria é de Isabel Carlos. As obras têm audiodescrição e, algumas delas, uma versão tátil em relevo, de forma a serem acessíveis a todos.

Seduzir, 2002, Helena Almeida.


Para visitar:

Onde: IMS Paulista 
Avenida Paulista, 2424 São Paulo/SP
Próximo às estações Consolação (Linha 2-Verde) e Paulista (linha 4-Amarela)
Tempo em cartaz: de 8/6 a 24/9/2023 
Ingressos: Entrada gratuita
Funcionamento: de terça a domingo e feriados (exceto segunda) das 10h às 20h. 
Última admissão: 30 minutos antes do encerramento. 

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Achados fotográficos #13: entrevista com a fotógrafa Leidiane Bueno

domingo, fevereiro 09, 2020 6
Fotos: Leidiane Bueno.
Na postagem de hoje, trazemos mais uma entrevista com uma fotógrafa cheia de talentos. Leidiane Buenos é uma brasileira radicada na Noruega que adora explorar as aventuras que o mundo oferece. Registrar as belezas e os aprendizados faz parte do dia a dia dessa fotógrafa que busca encontrar a linguagem poética no mundo que a cerca.

Foto: Leidiane Bueno.

Algumas Observações: Como a fotografia surgiu na sua vida? O que te fez começar?
Leidiane Bueno: Por toda a minha infância e adolescência sofri bullying. Isso afetou bastante a forma como me enxergava. Eu não tenho muitas fotos de infância e acho que tenho apenas 2 ou 3 da adolescência. Depois de muito trabalhar os meus traumas, comecei a me fotografar, uma forma de terapia que eu mesma me auto impus. Com o passar do tempo comecei a me sentir à vontade. Então comecei a fotografar minha filha. Mas eu comecei a levar isso a sério quando entrei para o curso de Jornalismo e meu professor de Fotografia Jornalística disse que eu tinha olhar fotográfico e que eu deveria seguir esse caminho.

Foto: Leidiane Bueno.

AO: Tem algum fotógrafo que te inspire? Quem é e por que te inspira?
LB: Sebastião Salgado tem trabalhos incríveis. Ultimamente o fotógrafo que mais me inspira é Kasper M. de Thurah (@iamnordic). Ele é de uma sensibilidade impressionante, tanto com a fotografia, quanto com as palavras. É um mix de sensações ver as fotos dele e ler as legendas. Ele é honesto e simples, valoriza pequenos detalhes. Patrícia Schussel (@patchinpixels) também é incrível. Acompanho o perfil dela há anos e é incrível ver a evolução fotográfica e pessoal dela.

AO: Qual é o tema que você mais gosta de fotografar e por quê?
LB: Eu gosto de fotografar quando o momento me faz sentir alguma emoção genuína. Quando eu vejo um lugar bonito, eu tiro uma foto, mas se o lugar não me transmitir emoção, eu não gosto da foto. Eu sou muito ligada à poesia e acho que esse meu lado fotógrafa também é. Eu sou apaixonada por fotografia em preto e branco. Acho poético, é como se eu pudesse enxergar a alma das pessoas ou dos lugares. Eu tenho verdadeira paixão por nus e por landscapes. E esse é o caminho que quero seguir.
Foto: Leidiane Bueno.

AO: Celular, câmera ou os dois?
LB: Apesar da qualidade e funções das câmeras serem melhores, eu fotografo apenas com meu celular. Eu tenho uma câmera com boas lentes, mas eu tenho 3 graus de miopia e astigmatismo e eu nunca consegui me adaptar a câmera por causa dos óculos. Neste ano isso vai mudar, vou começar a usar lentes de contato. Há 6 anos atrás perguntei ao fotógrafo Fábio Kotinda qual a melhor câmera para iniciantes e disse que tirava fotos com meu iPhone. Ele me respondeu “a resolução da câmera do iPhone é muito boa. Você pode fazer fotos incríveis com esse aparelho. A coisa mais importante na fotografia é a luz, se você não tem uma boa luz, ter uma boa câmera não será uma vantagem”.Levei isso pra vida. Haha

Leidiane Bueno e a Catedral de Notre Dame, em Paris.

AO: Qual foi o momento mais feliz que você viveu tirando uma foto e como foi isso? Como foi este momento?
LB: A Catedral de Notre Dame, em Paris. Eu não sou uma pessoa religiosa, mas amo fotografar lugares que representam fé. Isso é sobre história, arquitetura e emoções. Nunca senti nada tão poderoso quanto ver e estar na Notre Dame. Os detalhes arquitetônicos são impressionantes, tão impressionantes que senti vontade de chorar. Me perguntei o porquê de o ser humano ter a sensibilidade tão aguçada a ponto de criar algo como aquilo e mesmo assim ser insensível ao ponto de fazer guerra. Foi a primeira vez que um lugar me fez chorar de emoção por sua beleza. Hoje vivo isso com a Noruega. É o país mais lindo que já vi e não há um dia em que eu acorde, olhe pela janela, vá ao supermercado, veja o pôr do sol ou viaje para alguma cidade no interior que eu não tenha vontade de chorar por causa da beleza do lugar. Fotografar algo que me transmite emoções intensas é gratificante.

AO: O que você acha mais desafiador no universo da fotografia? Como você costuma lidar com este desafio?
LB: O mais desafiador é sobreviver da profissão. A maioria absoluta equilibra a fotografia com outros trabalhos para conseguir pagar as contas, equipamentos e cursos. Eu me equilibro nessa corda também, há momentos em que a gente pensa em desistir, mas fotografar não é algo que fazemos apenas para ganhar dinheiro, a gente faz porque ama.

Foto: Leidiane Bueno.


AO: Você vê a fotografia como um trabalho, como arte ou como a mistura dos dois?
LB: A fotografia é uma arte, tem expressão e quase vida própria. Você pode aprender as técnicas e se tornar realmente bom nisso, mas se você não colocar seus sentimentos em cada clique, você não consegue transmitir sentimentos. Penso que qualquer coisa que você faça bem pode se tornar uma profissão.


AO: Qual é a maior dificuldade em ser fotógrafo?
LB: A vida financeira. É cansativo conciliar um emprego em tempo integral com fotografia.


AO: O que você ainda sonha fotografar?

LB: A Islândia. O país tem beleza natural incrível.


AO: Você consegue mensurar o quanto a sua vida mudou depois que a fotografia passou a ser parte dela?

LB: Eu me tornei mais consciente das minhas emoções e isso me ajuda não apenas no momento de fotografar, mas no meu dia a dia e no meu relacionamento também. Me tornei mais analítica comigo mesma, separando o eu acho que gosto e quero, do que eu realmente faço.

Foto: Leidiane Bueno.

AO: Qual a importância que o Instagram tem na sua vida e qual é a conexão que você tem com as pessoas que gostam e curtem as suas fotos?
LB: O Instagram é minha rede social favorita. Assim como gosto de transmitir minhas emoções através das minhas fotografias, gosto de me emocionar com o olhar de outras pessoas. Há imagens que me fazem querer morar dentro delas. A maioria das pessoas que acompanham o meu trabalho são amigos e colegas. Quando algum fotógrafo famoso diz que meu trabalho é bom, me faz confiante, pois, o reconhecimento é a prova de que estou seguindo o caminho certo. Se um fotógrafo da Vogue curte a sua foto ou diz que você é bom no que faz, você deve se orgulhar disso.

Foto: Leidiane Bueno.

AO: Hoje muita gente deseja levar a fotografia mais a sério. Qual conselho você daria a estas pessoas?
LB: Meu conselho é, fotografe, mesmo que isso não te dê o retorno financeiro que você pensou que daria. É difícil conciliar com outra profissão, mas é gratificante ver a tua sensibilidade emocionando outras pessoas. Fotografias são histórias e sentimentos.

Foto: Leidiane Bueno.

Quer conhecer mais do trabalho da Leidiane Bueno? Dê uma passada lá no perfil profissional que ela mantém no Instagram: @leidbuenophotos.
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Achados fotográficos #12: meus instagrammers preferidos sobre São Paulo

terça-feira, janeiro 17, 2017 2
Estação Brigadeiro, Avenida Paulista, São Paulo, Brasil.

Quem foi que disse que não existe amor em São Paulo? Quem anda por nossas ruas e avenidas consegue ver muita poesia nos muros de concretos espalhados por aí. Apaixonada como sou pela minha cidade natal, quando não vou por aí fisicamente, me desloco por São Paulo via Instagram. Vocês já viram quantos perfis maravilhosos há por lá? 

A vivacidade de quem vive e passa por aqui encanta os olhos e aquece os corações de todos nós. Quer ver só? Confira abaixo os seis perfis colaborativos que fazem alguma coisa acontecer no meu coração. 💚

Perfil colaborativo que recebe imagens de usuários que amam São Paulo, por meio da hastag #cidadedagaroa.
Contato: contato@cidadedagaroa.com.br

Projeto São Paulo City

Este ig faz parte do site Projeto São Paulo City, que promete mostrar o melhor da cidade para seus leitores.
Contato: contato@projetosaopaulocity.com.br

SP Lovers

Perfil colaborativo e página do facebook que é alimentado pela hastag #splovers e pretende mostrar o amor que as pessoas sentem pela cidade.
Contato: contatosplovers@outlook.com

São Paulo Originals

Esta galeria de imagens e página do facebook pretendem mostrar as inúmeras possibilidades de interação com a cidade.
Contato: saopaulo_originals@hotmail.com

São Paulo Walk

Instagram e facebook incentivando as pessoas a caminharem pela cidade, como forma de quebrar a rotina e se reapaixonarem por São Paulo.
Contato: contato@saopaulowalk.com.br

Por hoje é só!
Beijos e queijos :*

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Achados fotográficos #11: Tincho e o projeto #buenosaires7x48

quarta-feira, agosto 31, 2016 6
Martin Hernandez (Tincho), fotógrafo no @buenosaires.ar e idealizador do #buenosaires7x48.

Hola, ¿qué tal?
Tudo bem com vocês?

O post de hoje é para mostrar o trabalho de mais um fotógrafo maravilhoso que descobri no instagram. Martin Hernandez, o Tincho, se dedica a fotografar Buenos Aires, mostrando tanto os pontos tradicionais quanto os menos conhecidos da capital portenha.

Como não há nada melhor do que o próprio artista para nos contar sobre o seu trabalho, segue abaixo uma entrevista que ele me respondeu via e-mail.

¡Tincho, una vez más, muchas gracias por contestarme! 

Imagem por Tincho.

Algumas Observações: Como a fotografia surgiu na sua vida? O que te fez começar?
Tincho: Desde pequeno a fotografia sempre me chamou a atenção, mas foi na minha adolescência que comecei a me interessar, ao descobrir as revistas National Geographic. Sempre gostei de observar as fotos, mas comecei a tirá-las desde que abri a minha conta no instagram, @buenosaires.ar, há três anos.

AO: Tem algum fotógrafo que te inspire? Quem é e por que te inspira?
T: Admiro Steve McCurry, um fotógrafo que tira fotos incríveis. A mais conhecida é "A menina afegã".

AO: Você vê a fotografia como um trabalho, como arte ou como a mistura dos dois?
T: Vejo a fotografia como um meio de me comunicar. Talvez, algum dia, isso se converta em um trabalho. Eu realmente gosto disso. Nunca estive tão conectado com algo.

Imagem por Tincho.

AO: Qual é a maior dificuldade em ser fotógrafo?
T: Os maiores desafios são a falta de segurança na hora de percorrer a cidade com a câmera e o aborrecimento que, algumas vezes, pode-se gerar às pessoas na hora de fotografá-las.

AO: Celular, câmera ou os dois?
T: Ambas, ainda que eu prefira a câmera.


Imagem por Tincho.

AO: Qual foi o momento mais feliz que você viveu tirando uma foto e como foi isso? Como foi este momento?
T: Ultimamente estou vivendo momentos maravilhosos, realizando sonhos de muito tempo. Há algumas semanas pude subir no Obelisco de Buenos Aires e, há alguns dias, no edifício Kavanagh, ambos ícones da minha cidade. Foram momentos de muita felicidade.


Foto por Tincho.


Congresso argentino. Foto por Tincho.

AO: O que você ainda sonha fotografar?
T: Seria feliz fotografando todas as cidades do mundo, percorrer-las, aprender as suas culturas e surpreender-me.

AO: Qual a importância que o Instagram tem na sua vida e qual é a conexão que você tem com as pessoas que gostam e curtem as suas fotos?
T: O Instagram mudou a minha vida, me conectou com o que sempre quis fazer: me comunicar, me relacionar, aprender e compartilhar experiências. As pessoas são incríveis comigo, são as mais importantes da minha conta, sem elas, não estaria aqui.

Foto por Tincho.

AO: Conta para nós um pouco de como surgiu a ideia de fotografar todos os bairros de Buenos Aires e como está sendo esta experiência de viver o projeto #buenosaires7x48.
T: Foram justamente os meus seguidores que me perguntavam sobre os outros bairros fora dos tradicionais, assim, me dei conta de que seria interessante começar a um passeio pelos 48 bairros da cidade, o que é uma experiência maravilhosa. Comecei em fevereiro e espero terminar até o fim do ano.

AO: Já fotografou aqui no Brasil? Se sim, como foi esta experiência? Se não, tem vontade de fazer isso algum dia?
T: No Brasil, tive a oportunidade de conhecer São Paulo, Rio e Salvador, na Bahia. Nessa época, não tinha a minha câmera, então acredito que hoje seria totalmente diferente. Adoraria voltar.

Foto por Tincho.

AO: O que você pode dizer para todos aqueles que desejam fotografar aqui no Brasil?
T: Que as cidades são muito mais do que aquilo que vemos todos os dias, que caminhem por ruas diferentes a cada manhã, que olhem para cima. Não duvido que descobrirão mil segredos e se surpreenderão tanto como eu fiz com a minha cidade.

Imagem por Tincho.

Quer seguir o Tincho e conehcer mais desse trabalho lindo que ele faz?
Então, passe lá no instagram @buenosaires.ar ou no twitter: @martinh_bsas

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Achados fotográficos #10: Xavier Delory

quinta-feira, janeiro 07, 2016 10
Xavier Delory é mais um dos fotógrafos cujo o trabalho conheci quando estive em Buenos Aires. Como contei aqui, estive em uma mostra fotográfica na Universidade de Palermo, chamada Bélgica - fotografía contemporánea, em que as imagens dos 12 fotógrafos belgas eram projetadas nas paredes da sala, enquanto um DJ fazia a trilha sonora que acompanhavam as exibições.

Foto por Xavier Delory.

De Delory, vimos o seu trabalho em registrar a paisagem urbana, explorando e criticando a arquitetura moderna. Foram exibidas na exposição duas séries. A primeira delas, Formes urbaines, feita entre 2010 e 2013, tem como retratada a cidade de Bruxelas e todas as suas peculiaridades: os prédios residenciais e de escritórios, as construções no estilo "bloque Domino" (baseado no conceito de Le Corbusier) e o fachadismo (destruição de edifícios históricos em que se mantém apenas a fachada original).

A simetria vista nesta série me encantou. Como não ficar vidrada na forma como Xavier Delory registra toda estas retas da cidade de forma tão bela?

Um exemplo de fachadismo. Foto de Xavier Delory.

A segunda exibição de Delory que vi naquele dia se chama Pèlerinage sur la modernité, que retrata a icônica Villa Savoye, desenhada por Le Coubusier. Aqui, ele imagina o espaço como se fosse um pós-industrial vandalizado e coberto por grafites. 

Foto por Xavier Delory.

Para conhecer mais o trabalho de Delory, você pode:
- acessar o site oficial (em inglês);
- acessar o perfil dele no flickr (lá há outra séries fotográficas);
- adicioná-lo no facebook;
- segui-lo no twitter.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Achados fotográficos #9: Max Pinckers

quinta-feira, outubro 15, 2015 4
Foto por Max Pinckers.

Quando estive em Buenos Aires, fui a uma exposição com 12 fotógrafos, na Universidade de Palermo. A instalação era diferente: ao invés de andarmos entre as imagens, elas eram projetadas em duas paredes. Além disso, havia um DJ e alguns músicos fazendo música ao vivo durante a mostra - o que tornava a vivência muito mais intensa do que uma mostra nos moldes tradicionais.

Alguns dos trabalhos me chamaram muito a atenção. Uma das séries que me deixaram um tanto apaixonada foi a do fotógrafo belga Max Pinckers, intitulada Will They Sing Like Raindrops or Leave Me Thirsty (algo como Eles cantarão como gostas de chuva ou me deixarão com cede, em tradução livre).

Foto por Max Pinckers.

A série de fotografias se transformou em um fotolivro em 2014 e retrata uma extensa viagem feita pelo fotógrafo à Índia, em que ele pôde capturar a tensão entre a tradição e a modernidade da sociedade indiana, mostrando a dualidade do amor naquele país.

Foto por Max Pinckers.

Segundo o site do fotógrafo, a ideia deste fotolivro é a de documentar e capturar "as múltiplas facetas do romance e do casamento dentro do contexto contemporâneo indiano. Inspiradas e influenciadoas pelos paradigmas de Bollywood, a indústria cinematográfica local, estas fotografias oferece um espectro de cenários que combinam o humor, a caricatura, a alegoria e o drama de produzir para produzir uma representação elegíaca e cheia de nuances da concepção do amor, com todos os seus paradoxos e ironias, na Índia de hoje".

Foto por Max Pinckers.

O que mais gostei deste trabalho - além do fato que ele me fez mergulhar em outra cultura - é que ele trabalha com a relação de expectativa e realidade. Se a expetativa é viver o que se vê nas telas do cinema e nas mídias, a realidade é muito mais trágica e proibida, por conta das relações religiosas e sociais (que envolvem as castas). 

Foto por Max Pinckers.

Gostaram?
Para conhecer todos os trabalhos de Max Pinckers, acesse: site (em inglês) | facebook | newsletter.

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