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quarta-feira, 5 de abril de 2023

Xingu e o encontro inesperado com a minha tataravó

quarta-feira, abril 05, 2023 7
Imagem: print do site do Instituto Moreira Salles. 
(A legenda da foto diz: "Aldeia Khĩkatxi do povo Khisêtje durante queimada provocada por não indígenas no entorno da Terra Indígena Wawi, parte do Território Indígena do Xingu, 2022. Foto de Renan Suyá/Rede Xingu+")


No último final de semana estive no Instituto Moreira Salles para ver a exposição fotográfica sobre o Xingu. Ao contrário de andar por lá do mesmo modo de sempre, fazendo stories no Instagram para levá-los comigo, me dei a chance de um exercício de presença mais profundo: deixei o celular na bolsa e estive ali, por inteiro.

Segundo consta, minha tataravó era indígena. Dela, a única informação que me chegou é que se casou com um imigrante italiano chamado Lino. Não sei seu nome, porque ela ficou conhecida na família como "a índia". Na época em que fui atrás dessas informações — para um trabalho de artes, na escola — não se falava da violência física, das violações dos direitos das mulheres indígenas, da brutalidade da colonização. Hoje me pergunto: minha tata realmente se casou, será que "casar" é mesmo o verbo? Ou será que ela foi forçada e violentada como aconteceu com a maior parte das mulheres indígenas desde a chegada dos portugueses? Concluo que muito provavelmente ela foi mais uma vítima.

Quem me narrou essa anedota foi minha tia-avó. Uma freira muito simpática que ouvia essas histórias enquanto brincava embaixo da mesa da cozinha na infância. Ela completou: "minha vó, sua tata, contava enquanto cozinhava. Eu não me lembro de muita coisa. Me lembro mais da minha mãe ajudando descascar a mandioca, do cheiro da comida do fogão à lenha, das brincadeiras. O Zezinho era mais velho, acho que ele sabia mais". Zezinho, meu avô, já tinha falecido há alguns anos. Não deu tempo de perguntar a ele. Talvez ele soubesse o nome da minha tata, e ela não tivesse se apagado com a História. Meu tataravô que me perdoe, mas não me importa muito saber o nome do colonizador.

Voltando à minha visita ao IMS, me calei para ouvir. A exposição está dividida em duas salas e, na primeira delas, há muito da produção audiovisual produzida pelos próprios indígenas do Alto do Xingu. Os filmes mostram cerimônias, rituais, arte e cotidiano de diferentes povos e são narrados num misto de português e línguas de cada um deles. Me calei para ouvir. Ouvir seus sons, suas fonéticas tão bonitas. Ouvir seus cantos, seus sonhos, suas lutas.

A cada filme, a importância da conexão: o cinema na aldeia que tem popularidade apenas quando o filme é lá produzido, as histórias registradas em livros de literatura infantil, os jogos em realidade virtual que ensinam cada um que por ali passa a conhecer seu território e preservar fauna e a flora existes, as fotografias que denunciam o avanço do agronegócio, rolo compressor por onde passa, derrubando matas, queimando tudo, poluindo os rios. Calei para ouvir, para me conectar com essa ansiosa busca pela minha ancestralidade perdida, para refletir como eu — da minha brutal insignificância urbana — posso fazer algo (nem que seja votando em que quer ver a floresta em pé).

A segunda sala traz trabalhos de não indígenas que foram importantes para garantir que brasileiros e pessoas do mundo pudessem saber mais sobre quem são os verdadeiros donos desta terra numa época em que a tecnologia não era rápida e muito menos havia internet. Ali, além de fotografias dos icônicos irmãos Villas-Bôas, de Alice Brill, de Henri Ballot, de José Medeiros e de Maureen Bisilliat, há uma parede com retratos de muitos líderes indígenas, a exemplo do cacique Raoni — figura tão importante de momentos históricos que vão desde a promulgação da constituição de 1988 à passagem da faixa presidencial ao Lula, no início deste ano — e uma nota que eu considero importante: o destaque ao aumento de lideranças de mulheres indígenas na luta pelos direitos de seus povos.

O que mais me chamou a atenção, contudo, é o trabalho primoroso que o IMS tem feito para identificar as pessoas retratadas nas antigas imagens. Há um painel na exposição em que as legendas originais foram refeitas, passando de algo genérico para os nomes próprios dos retratados. Alguns desses registros têm mais ou menos a minha idade e, diz as informações, os esforços estão sendo para continuar a identificar um número cada vez maior de pessoas.

Ler as duas legendas (a genérica e antiga versus a precisa e atualizada), lado a lado com as imagens, me emocionou de um jeito que tive que me segurar para não chorar dentro do museu. No fundo, pensando agora enquanto escrevo, o Instituto Moreira Salles fez aquilo que eu gostaria de ter feito na minha adolescência: ele deu identidade, deu nome, deu direitos. O IMS honrou essas pessoas, assim como eu gostaria de ter honrado a minha tataravó, assim como até hoje eu gostaria de saber seu nome e o nome de seu povo.

Apesar de acompanhar a situação dos povos originários e de seguir vários indígenas nas redes sociais, há tempos não pensava na minha tata. De certo modo, estar ali foi me ver de frente a esta incógnita do meu passado. Saí do museu movida por uma inquietação que ainda não sei nomear e por uma insatisfação que me fez dizer à minha irmã que preciso voltar ali de novo. Preciso ver e ouvir todos aqueles filmes com ainda mais calma. Preciso processar essa angústia por ver pessoas tão sábias e fortes tendo seus direitos violados por apenas querem o equilíbrio entre a nossa pequenez humana e a grandiosidade da natureza, por apenas quererem existir.

Para quem estiver em São Paulo, Xingu: Contatos vai até o dia 09 de abril. O Instituto Moreira Salles está localizado na Avenida Paulista, n°2424, próximo à estação Consolação (Linha 2-Verde), e funciona de terça a domingo, das 10h às 20h. Além dessa exposição é possível ver outras, ir ao cinema e visitar a belíssima biblioteca. As exposições são gratuitas.

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Como foi o seu dia?

terça-feira, fevereiro 16, 2021 14
Foto do entardecer de 15 de fevereiro de 2021.


Sou alguém que ama compartilhar. Não digo apenas sobre o que sei — algo intrínseco da minha profissão de professora —, mas sim o que sinto, o que vivo, as miudezas da vida.

A partilha mais bonita responde ao como foi o seu dia?. Quando essa pergunta vem da alma, sua resposta é uma declaração de amor, de amizade, de troca. Quando a resposta é sincera, a reciprocidade é entrega à relação que está ali estabelecida — seja ela do tipo que for.

Algumas pessoas veem isso como "dar satisfação". Já eu gosto de pensar que  esse pequeno ritual estabelece vínculo. Não somos obrigados à nada, e justamente por não sermos, que perguntar ou responder a um como foi o seu dia? se torna um gesto de carinho. Em uma sociedade em que tudo é aparente e quase nada é profundo, em que as pessoas estão sempre dispostas a falar, mas nunca a ouvir, se importar de verdade é uma bandeira verde para a construção de laços duradouros.

Virginiana que sou, acabo implementando esse cuidado na rotina com facilidade. Quando me conecto a novas pessoas e sinto que elas são importantes, quando as velhas amizades se tornam cada dia mais fundamentais, com o meu pequeno núcleo familiar. Gosto da rotina de entender como as pessoas ao meu redor estão e de saber se posso ajudá-las a tornar o dia delas nem que seja um pouquinho melhor, um pouquinho mais feliz.

Contudo nem sempre isso é recíproco. Às vezes o cuidar vem com rejeição. Às vezes acompanhar o Big Brother é mais interessante do que perguntar como eu estou ou me sinto. Às vezes é furar a rotina do falar todos os dias por um motivo qualquer. Às vezes é o jeito distraído de quem só pensa em si mesmo. Às vezes, eu não tenho o mesmo grau de importância que essas pessoas têm para mim. Acontece. Tudo na vida é aprendizado (e algumas rejeições são livramento. Doem, mas no final sempre nos levam por melhores caminhos).

Tenho para mim a ideia de que são os pequenos gestos os que mais importam. O como foi o seu dia? é uma minúscula porta que permite que outras pequenas gentilezas entrem na relação — seja ela de que natureza for —, para estabelecer algo maior e mais bonito. E o que é o viver se não justamente construir e fortalecer laços com quem é importante para nós?

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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ressurreição

quarta-feira, novembro 02, 2016 8
Imagem por condesign, sob licença creative commons.

O drama de todo escritor é encontrar a palavra exata para trazer a sua história à tona. Como fisgar o leitor, fazer arte e ainda conseguir se satisfazer? Quanto mais reflito sobre, mais desconforto sinto.

De novo – e já perdi a conta das vezes que fiz isso – encaro a página em branco. Há mais de um mês, vejo o cursor piscando na minha tela. Nada. Nenhuma ideia. Admito para mim mesma que talvez esse lance de eu querer ser escritora seja mesmo uma farsa.

O fato é que tudo se transformou naquela segunda-feira, a última de setembro, na saída para o almoço. “Droga, esqueci a carteira!”, ouvi minha própria voz dizendo, ao mesmo tempo em que meus dedos buscavam na tela, o número da minha mãe.

– Alô? Mãe? Olha, esqueci a carteira em casa. Pede pro pai trazer pra mim, por favor? O quê? Levou ela no médico? Entendi. Até mais tarde. Um beijo.

Minha irmã, toda geração saúde, voltou do trabalho querendo médico. Estranho. Muito estranho.

De lá para os piores dias da minha vida foi um pulo: passando mal ela estava, piorando ela continuava. Hospital público, observação, volta pra casa, internação, UTI. Tudo em um espaço de menos de cinco dias. Logo ela, que nunca sentia nem dor de cabeça!

Ideias não são bem-vindas quando você vê sua única irmã, no auge dos 20, praticamente morrendo. Nessas horas, a única coisa que se pode fazer é escolher entre a fé e o medo. E, embora eu tenha dormido e acordado tendo aquele soco no estômago me acompanhando, a esperança sempre foi o meu maior clichê. Portanto, me apeguei em Deus e segui entre tentar manter a vida dos meus pais o mais organizada possível e me desidratar de tanto chorar. Tentei ser forte. Não consegui.

Lá nas aulas de ciências, quando a gente estuda as bactérias, nunca imagina o tamanho do transtorno e do estrago que elas podem causar na vida de alguém. Depois de uma semana de terapia intensiva, lá se foi mais um mês no isolamento do hospital e muitas reflexões sobre a vida.

Aquela velha máxima de que só se dá valor quando perde passa a fazer sentido. Não brigar por coisas bestas e valorizar cada pequeno gesto, também. Aliás, tenho a impressão que é nessas horas que todo o inconsciente coletivo passa a ficar claro, como o rio que corre forçando todos os clichês a passarem diante dos nossos olhos.

Agora a minha irmã está em casa. A recuperação segue lenta, mas traz o alívio de não ter a morte nos rondando. Minha rotina ainda está em processo de voltar aos trilhos, por isso que encarar a folha em branco é uma tarefa quase impossível. O que antes era prazer, agora é um pequeno sacrifício.

Se escrever se revelou uma farsa, eu não sei, mas compreendo que de sacrifício em sacrifício tudo segue: pequenas mortes trazendo de volta a vida.

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domingo, 7 de agosto de 2016

Minha primeira memória de infância

domingo, agosto 07, 2016 2
Imagem por ErikaWittlieb sob licença Creative Commons.

Acordei. Nossa, que silêncio! Preguiça de chorar... Olha! Um brinquedo! Mamãe chama de elefantinho, mas não sei bem porque ela faz isso. Gosto desse negócio que sai do meio da cara dele. Trombinha, também nas palavras da mamãe. Às vezes, o papito diz que eu faço tromba de elefante, quando estou brava, então, acho que fico tão bonitinha quanto esse que está pendurado aí.

Olha, a luz está entrando pela janela. Será que é hora de passear? Está tudo muito quieto aqui. O que será que acontece se eu me esticar? Vamos ver... queria levantar, mas ainda não consigo sozinha. Uuuummmm... dá para chutar o elefante! E ele gira! Ele gira! Que coisa mais divertida! Gira, gira ele-fante! uahahahahaha Não, não é assim a música que a mamãe canta...

Meu pé é tão gordinho! Será que consigo colocar ele na boca? Talvez se me esticar só mais um pouquinho e... Consigo!!! Por que será que os outros bebês chupam o dedo da mão, quando o do pé é tão mais gostoso?

Vixi, ouvi um barulho! Será que é a mamãe? Espero que seja. Ouço passos...

- Mas você já acordou?

Mamãe sorri aliviada. É tão gostoso ter esses olhões dela me encarando... Hora de brincar!

Este texto faz parte do Projeto Escrita Criativa, que reúne escritores e blogueiros para colocarem no “papel” suas ideias. Quem quiser conhecer mais, acesse a página ou o grupo do projeto. Lá há a lista de todos os blogs participantes. O tema da blogagem coletiva de julho de 2016 era "Minha primeira memória de infância".

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domingo, 20 de março de 2016

Minha estrela preferida

domingo, março 20, 2016 14
Constelações. Imagem por UFRGS.

Meu avô era diferente de outros. Fala mansa, cabelo pretinho, sempre fazendo aquilo que lhe pediam. Seu Zé, vem para a mesa. Vamos tirar uma soneca? Ajuda o seu avô pôr o chinelo, Nanda. Estas, sem dúvida, eram as palavras mais usadas por minha mãe.

A primeira vez que ele chegou, eu tinha cinco anos. Morávamos em um apartamento pequeno que nos deixava profundamente entediados; mas, mesmo assim, tentávamos nos divertir. Vô, pega a bola! Agora joga de volta – éramos capazes de ficar horas a fio jogando o brinquedo de lá para cá, para desespero dos meus pais. E se quebrássemos algo?

Depois que a minha mãe engravidou, ele foi morar com um tio meu. Aquele período foi um tanto tumultuado. Por que a chegada da Patricia levou o vô para longe? Por que todo mundo sempre se junta para falar dele e nunca me explica nada? Os adultos são tão confusos...

Um ano e meio depois, ele voltou a viver conosco. Tudo o que eu sabia – no auge dos meus quase sete anos – é que ele só se lembrava de coisas que haviam acontecido há muito tempo, que tomava alguns “remédios fortes” e que, segundo o médico, tinha “um coração melhor do que um menino de dezoito anos”. Era esta falta de lembranças que fazia com que ele chamasse a todas as mulheres de seus filhos por Maria, que dissesse que o jogador mais famoso da seleção era o Pelé, não o Bebeto ou o Romário, e que cantasse umas músicas que não tocavam mais no rádio.

Ah! Adorava quando ele cantava com o meu pai!

- Amélia não tinha a melhor...

- ... vaidade...

- Amélia que era...

- ... mulher de verdade!

A volta do Boêmio também fazia parte daquele repertório feliz que, entre uma refeição e outra, sempre acabava em um:

- Manda um beijo para a Maria.

E lá estava o meu avô, como um bebê, mandando beijos para a minha mãe...

Mais alguns anos, mais mudanças. Desta vez, nada boas. A doença veio, voraz e intensa. Novamente, senti-me perdida. Tudo era muito rápido e incerto. Nanda, você tem que cuidar da sua irmã. Eu tentava. Meus pais me diziam isso, mas eles sabiam que eu não podia fazer tudo. Nos esforçávamos. Hoje vejo o quanto foi difícil cuidar uma criança de nove anos e de outra de três, quando se tem um idoso caminhando para o fim da vida no leito de um hospital público.

1997. Este foi o ano em que vi a morte de perto pela primeira vez, o ano em que o céu ganhou a minha estrela preferida.

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Amor e gratidão... My speech goes to...

quarta-feira, abril 08, 2015 13
Imagem por woodleywonderworks.



Os últimos dias foram de reflexões intensas. Além de tudo o que vocês estão acompanhando no workshop/desafio dos 10 days of a better blogging há muitos gestos, muitos inboxes e muitas mensagens no whatsapp, de pessoas queridas que me fazem pensar no amor e na gratidão. Logo, esta postagem é para falar no amor e na gratidão que sinto.

Quem me conhece sabe o quanto eu gosto do agradecimento em espanhol: gracias. Esta palavra tão pequena, que indica o quanto estamos agradecido por aquilo que aconteceu, resume bem os últimos dias. Então, vamos fingir que eu ganhei um prêmio e.... 

[discurso on]

Deus, sei que o Senhor tudo sabe e tudo vê, mas quero registrar mesmo assim. Obrigada por me dar uma vida plena, cercada de pessoas que eu amo e que me amam. Obrigada pela saúde ao longo destes quase 29 anos. Agradeço também pelas oportunidades de aprendizado - mesmo as que vieram em um momento de dor. Todas elas me deram - e ainda dão - forças para lutar por um mundo mais bonito. Espero que eu possa Lhe orgulhar um dia (Ah! E obrigada pela natureza. Árvores lindas e passarinhos cantando para mim todos os dias me deixam extremamente feliz!).

Mommy, papys e sister - vocês formam a melhor família que uma pessoa pode ter! :D Espero que possamos viver juntos por muitos anos. Sem vocês eu não seria alguém. Amo cada um mais do que a mim mesma.

Cah e Sue - que a nossa amizade dure muito mais que estes 10 anos. Porque não importa qual é a época, o projeto, o fuso horário, a cidade ou qualquer outra coisa... Nós três somos chatas e é por isso que a gente se aguenta. Além da amizade, obrigada por serem as melhores beta readers ever! Amo vocês! 

Team Maybe - vocês são incríveis por serem vocês! Sem palavras pelas risadas, pelos anos amizade e por não desistirem dos meus sonhos quando eu estava quase fazendo isso. Se eu vou realizar mais uma etapa, boa parte da "culpa" é de cada uma de vocês.
(Karine, obrigada pela paciência com as aulas de alemão à distância. Mari, obrigada por ser a irmã mais velha que eu não tive!) Amo, amo e amo. É nóis, alright!

Girls do Aloka - vocês são as companheiras de crise, de riso, de desabafos. Cada uma do seu jeito, fazendo da minha vida mais leve quando ela está mais densa. Nem preciso dizer que os meus dias seriam muito mais cinza sem as trocentas mensagens e todo o apoio, preciso?! Somos super mulheres e eu me orgulho de fazer parte da nossa panela! :) Amor infinito por vocês.

Moni e Vivi - amoras, quem diria que o e-mail viraria chatmail e que o chatmail se tornaria esta amizade tão bonita? Vivi, obrigada por nos apoiar sempre nas nossas loucuras. Moni, obrigada por querer embarcar na realização dos meus sonhos. Amo vocês!

Karlinha - obrigada por dividir comigo um pouco da sua história. Obrigada - de novo! - por ter me ajudado a compor a minha coleção do DeGraw (nunca vou me esquecer disso!). Obrigada por ser tão awesome! Sei o quanto você é maravilhosa e tenho certeza que tudo de mais lindo vai acontecer na sua vida. Estou aqui para o que der e vier! E adoro abraços quentinhos! uahahaha Te amo!

Carol Vayda - obrigada pela inspiração e parceria. Você é um presente na minha vida, por ser esta pessoa de energia que me puxa para o caminho da luz. Que a gente ainda toque muitos projetos juntas, standing in the hall of fame, 'cuz the world is gonna know our names! ;) I ♥ you!

Anie - você é linda e eu agradeço todos os momentos de otimismo e todas as musiquinhas sitting under the tree. Por mais que isso seja uma viagem muito doida - porque a gente sabe que as probabilidades reais são nulas - você sempre consegue me arrancar uma gargalhada. Para uma pessoa otimista como você, deve ser meio boring ter uma amiga tão realista como eu, então, agradeço a paciência. Amor sherlockiano para você, minha diva do direito! ;)

CNE - todos os meus colegas de trabalho e alunos do CNE, que se tornaram meus amigos lindos que moram no meu coração. Sinto falta de vocês todos os dias. E amo vocês cada vez mais, porque me bate um orgulho gigante de ver o caminho que cada um está seguindo. Sinto um profundo amor e gratidão por tudo o que vivemos juntos!

Grupo do #aophotoaday no facebook - amigos queridos, obrigada por alimentarem esta ideia e me inspirarem tanto. Vocês são incríveis! É ótimo poder conhecer cada um ainda mais e ver o quanto a vida é bela por meio das imagens que vocês fazem!

Meus professores - cada um dos meus professores não faz ideia do tamanho da contribuição que eles deixaram na minha vida. Mas o fato é que eu não seria uma pessoa tão sábia se eles não tivessem contribuído na minha formação. Até hoje as palavras de cada um reverberaram dento de mim. Agradeço a paciência e o apoio em todos os meus momentos de crise. Agradeço a vibração e felicidade em todos os momentos de conquistas. Amo cada um de vocês"

Meninas do Ressu - obrigada pela acolhida e por serem tão queridas comigo. Se tem algo que eu amo no meu trabalho é estar com vocês! A "tia teacher professora de inglês" ama dividir tantas alegrias - e alguns dramas - com pessoas de corações tão nobres! Love y'all! 

Amigos lindos - a lista é grande e, se o seu nome não apareceu acima, não fique triste. Não te esqueci. Você continua sendo lindo e divo na minha vida. Mais presente ou mais distante, vocês moram no meu coração! :D

Leitores daqui do blog - algumas carinhas eu não conheço pessoalmente, mas isso não diminui o amor e a torcida para que tudo continue dando certo nas suas vidas. Há alguns de vocês que eu faço questão de abraçar um dia (, você é uma delas!). Há outros que moram longe e que me fazem esperar em um milagre de nos vermos em São Paulo ou em qualquer outro lugar do planeta. Espero que dê certo!
Enfim, obrigada por gastarem um pouco do tempo de vocês lendo as minhas palavras. Amo vocês e sempre fico feliz por recebê-los aqui! :)

A todos que já passaram pela minha vida - se você veio, me fez sofrer e foi embora, muito obrigada. Obrigada por vir e me fazer aprender algo... E obrigada por ter ido embora! ;)

[/discurso off]

Post amor, porque é com amor que a gente vence as lutas do mundo!
E é melhor terminar por aqui, porque caiu um cisco no meu olho!
Beijos e queijos :*

Nota: Post escrito como parte do #10daysbetterblog (Day 4). Para saber mais, clique aqui (link em inglês).
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domingo, 10 de agosto de 2014

Uma carta para meu pai

domingo, agosto 10, 2014 6


São Paulo, 10 de agosto de 2014.

Papito,

Este é o vigésimo oitavo dia dos pais da sua vida e é o vigésimo oitavo dia dos pais em que eu me sinto privilegiada por ser sua filha. Sei que hoje todo mundo diz ao seus pais que tem o melhor pai do mundo, mas a verdade é que só a Paty e eu temos este privilégio. Deus inspirou a mommys muito bem nesta escolha e, tenho certeza, nós três somos muito gratas a Ele por isso.

Obrigada por todos os ensinamentos relativos à honra e coragem. Poder ser adulta e dormir todos os dias com a consciência tranquila é um privilégio cada dia mais raro hoje em dia. Sou grata por ter aprendido isso com você (e com a mommys).

Não sei se me tornei o melhor exemplo de filha que vocês dois sonharam, mas pode ter certeza que todos os dias tento fazer o meu melhor.

Amo você e esse amor é maior que todos os universos! ♥
Feliz dia dos pais,
Nanda :)

Eu já pretendia fazer a carta, então aproveitei o meme proposto pelo Rotaroots para postá-la. "O Rotaroots tem o objetivo de resgatar a época de ouro dos blogs pessoais, incentivando a produção de conteúdo criativo e autoral, sem ser clichê e principalmente, sem regras, blogando pela diversão e pelo amor".

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Aula de amor

quarta-feira, julho 23, 2014 2
Imagem: Skating, por pedrosimoes7

Era sábado de inverno. Eu caminhava pela avenida movimentada, observando a todos que iam e vinham. Naquela tarde fria, as pessoas estavam numa tentativa quase desesperada de caminhar no pouco da luz do sol que banhava a calçada. Conversas em diversas línguas chegavam aos meus ouvido, quando ouvi uma voz ao meu lado dizer:

- Observe, é assim que se faz - então, aquele homem alto subiu em um skate e partiu com os cabelos ao vento e um sorriso nos lábios.

Ao meu lado, ficou um menino de uns 6 ou 7 anos, que observava todos os movimentos do skatista. Quando o homem finalmente parou a alguns metros de distância, o garoto correu feliz em sua direção: 

- Pai, agora é a minha vez! Fica olhando! 

Sorri. A partir daquele momento ele não tinha só o pai de expectador, eu também passei a caminhar, vendo aquela cumplicidade toda. Era claro que o garoto queria aprender, mas também era nítido como ele queria que o pai se orgulhasse dele.

O menino subiu oscilante no skate. O pai ainda colocou as mãos nas costas do filho, a fim de lhe dar um pouco mais de equilíbrio, contudo o garoto quis seguir sozinho. E foi que foi. A princípio olhava para trás por curiosidade; depois, apenas sentia o vento no rosto. Queria ir longe. Chegou à esquina, mas - ao invés de descer do skate e esperar pelo pai para atravessar para o próximo quarteirão - arriscou: fez uma curva e voltou de encontro ao seu grande mestre.

Durante o seu retorno, viu os dois sorrisos repletos de orgulho: o do pai e o meu. Definitivamente, aquele era apenas o começo de uma aula repleta de amor.

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domingo, 11 de maio de 2014

Reflexões sobre a minha mãe

domingo, maio 11, 2014 0
Minha mãe detesta aparecer em foto, mas ama borboletas.
Fui a primeira, o bebê planejado da família. Com o meu nascimento, ela aprendeu a ser mãe. Ou se descobriu mãe? Não sei. Sei que, de lá para cá, aprendemos juntas, brigamos juntas e - sobretudo - vimos o amor que uma sente pela outra crescerem juntos.

Ainda não sei o que é ser mãe, mas tenho certeza que não serei tão boa quanto ela. Ela é paciente, ela sabe passar por cima do jeito dela, para atender a minha irmã e a mim do nosso jeito. É incrível como as divergências nos aproximou, como o cuidado e o carinho se faz imprescindível, como eu não saberia viver sem nada disso. É óbvio para mim que, por mais que eu me esforce, não chegarei ao seu nível.

Falar sobre a minha mãe é difícil. É complicado dizer algo sobre alguém tão bom, tão doce, tão magnífico como ela. Acabo caindo em todos os clichês, em todas as palavras de carinho, em todas as demonstrações de afeto típicas de todos os filhos que se orgulham da sua origem.

Mommy, obrigada por ser linda assim. Desculpe por todos os transtornos. Amo você mais do que tudo nesta vida! ♥

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Quando eu era pequena...

segunda-feira, dezembro 09, 2013 19
Clique meu, do #aophotoaday, porque meu nome começa com F, de Fofolete.
Fala se isso não é a cara da infância! :)

Infância, você foi tão boa! Onde estão as tardes comendo pão "frito" quentinho, na companhia do Pedro, da Biba e do Zequinha?! Sinto falta também dos dias de joelho ralado andando de patins, dos enigmas de matemática e de costurar as roupinhas de bonecas...

O sabor de ganhar uma caixa nova de lápis de cor? Ah! Até hoje me sinto feliz ao ver a tal caixa cobiçada de 48 cores. E as colagens com o dedo - só para puxar a cola seca das pontas? Bons tempos de trabalhos em grupo, das idas ao cinema para assistir ao filme do Pokemón? É impossível não sorrir! Aliás, até hoje me sinto feliz ao ver o Pica-Pau descer as cataratas, e ouvir a bruxa dizer "e lá vamos nós...". E não se pode deixar de recordar as incríveis aventuras do Super Mario World - porque só quem já salvou a princesa sabe como é isso!

Ah, Infância! Fisicamente tão distante, mas carrego tanto de você em mim! Essa nostalgia me faz ser grata por tantos momentos incríveis, por tanta felicidade, pelos pequenos milagres do dia a dia!

Obrigada, realmente, muito obrigada!

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domingo, 15 de abril de 2012

Bons ventos, bons frutos, longo caminho

domingo, abril 15, 2012 2
Mountain road, por pfly no Flickr.

A vida está, de fato, uma correria: trabalho, estágio, aulas, projetos... Às vezes, não consigo medir o fim de um dia e o começo de outro. É verdade que vivo cansada pelos cantos, dormindo nos transportes públicos e sem tempo para estar com meus amigos (como sinto falta disso!); mas não posso me queixar. Estou feliz! 

Feliz porque comecei meu estágio com uma professora maravilhosa. Feliz porque os alunos dela sentiram a minha falta quando terminei as horas que podia fazer na EJA. Feliz porque surgiu um projeto na universidade (material aqui) para que eu falasse de um dos meus assuntos preferidos, a literatura infantil, que contará 50 horas/aula no meu estágio (Agora só faltam 120 horas/aula!). Feliz porque já tenho um colégio para fazer as horas restantes (embora ele seja do outro lado da cidade, sei que vai agregar MUITO a minha profissão). 

Feliz porque o caderno de atividades que estou ajudando a elaborar no trabalho é um sucesso. Feliz porque trabalho com pessoas incríveis e inspiradoras (né, Felipe?). Feliz porque o Nosso Clube do Livro conseguiu fechar mais algumas parcerias com editoras. Feliz porque a equipe do Barbie Nerd está cheia de novos planos e colocando-os em prática. Feliz porque fui convidada a escrever no Design DiPoesia (o convite veio de um conhecido... nem esperava!). Feliz, porque no mês que vem começo a lecionar inglês para quem realmente precisa e quer aprender!

Não vou dizer que está sendo fácil, muito menos que não está sendo doloroso e/ou sacrificante. Tenho trabalhado dia e noite. Tenho que abrir mão de momentos com a família e com os amigos. Mas, é como disse durante a semana, lá no Facebook:
Hoje fiquei pensando muito nesse ritmo frenético que estamos levando, no esforço que temos para ter uma vida melhor, no quanto é doloroso estarmos longe. Concluí que nem tudo é como queremos, mas que colheremos excelentes frutos deste esforço que empenhamos agora. Tenho a esperança, o desejo e a fé em Deus de que tudo dará certo. É sempre assim... Isto vai passar e, quando acontecer, olharemos para trás orgulhosos por termos saído desta fase como vencedores. SEI que tudo dará certo e me conforta saber que você também acredita nisso. Tamo Junto! ;) #SóQuemSabeEntende #FacebookEmFormaDeBlog
E como canta Trevor Morgan:
♫ Nothing good comes easy ♪ 



segunda-feira, 6 de junho de 2011